Parlamentar quer a expulsão da participante após ela chamar uma colega de “desbotada” e “sem melanina”
Psicóloga baiana Lumena Aleluia Foto: Reprodução
O deputado Anderson Moraes (PSL-RJ) apresentou uma notícia-crime contra Lumena, uma das participantes do Big Brother Brasil 2021. O parlamentar acusa a psicóloga baiana de “racismo contra a raça branca”. A queixa foi feita nesta terça-feira (9) na Delegacia de Combate a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).
– Naquela balbúrdia daquele Big Brother Brasil, está ocorrendo uma formação de quadrilha com interesse de ganhar o prêmio. Mas [os que participam dela] desclassificam as outras pessoas que não têm a sua cor de pele – disparou Moraes em vídeo nas redes sociais.
A fala à qual o deputado se refere ocorreu no último sábado (6), logo após a Prova do Anjo. Na ocasião, Lumena falava mal de Carla Diaz em conversa com Karol Conká.
– Eu nem gosto dessa coisa sem melanina, sem… sei lá, desbotada. Olho estranho, olho de boneca assassina. Eu fico com medo – declarou.
Anderson Moraes descreveu o momento como um “caso claro de racismo de duas jovens negras contra pessoas brancas”. O deputado quer que a participante seja expulsa do reality.
– Pedimos para a Decradi apurar os fatos e se manifestar pela expulsão dela do programa. Se fosse o contrário, o que seria igualmente crime, já teriam se mobilizado para combater o racismo – afirmou Moraes.
Maioria da sigla na Câmara é simpática às pautas do governo e não descarta apoiar o presidente em 2022
Convenção Nacional dos Democratas Foto: Orlando Brito
A maioria da bancada do DEM na Câmara é simpática às pautas do governo no Congresso e não descarta apoiar o presidente da República, Jair Bolsonaro, na disputa pela reeleição em 2022.
A provável saída do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (RJ) do partido também não provocará uma “debandada” dos deputados da legenda. As conclusões são de um levantamento do Estadão com os parlamentares da sigla na Casa.
Nos últimos dias, a reportagem contatou os 27 deputados em exercício do partido. Entre os 22 que responderam às perguntas, só dois – Alexandre Leite (SP) e Kim Kataguiri (SP) – descartaram apoiar Bolsonaro em 2022. Outros seis disseram que vão apoiar o atual presidente da República na disputa pela reeleição. Os demais afirmaram que não decidiram ainda, mas deixaram aberta a possibilidade de defender uma aliança com Bolsonaro. E nenhum deputado, com exceção de Maia, pretende deixar o DEM.
Boa parte dos que foram ouvidos também se mostraram dispostos a apoiar as pautas do governo na Câmara, ainda que o alinhamento não seja automático.
Segundo o líder do partido, Efraim Filho (PB), a bancada “segue a linha da independência”.
– O grupo aprovará os temas com os quais temos identidade, especialmente a agenda econômica, mas preservará a autonomia de divergir com temas discrepantes – disse ele.
Apesar disso, a sigla conta com dois ministros na gestão Bolsonaro (Onyx Lorenzoni, no ministério da Cidadania, e Tereza Cristina, no da Agricultura), além de um deputado na função de vice-líder do governo na Câmara (Paulo Azi, BA) e um no Congresso (Pedro Lupion, RJ).
No começo de fevereiro, a eleição para a presidência da Câmara expôs divergências entre figuras poderosas do partido, como Maia e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, e a maioria dos deputados.
Inicialmente o DEM apoiou o candidato de Maia à presidência da Câmara, Baleia Rossi(MDB-SP). Às vésperas da votação, porém, o partido retirou o apoio ao emedebista e adotou a neutralidade. A mudança favoreceu o candidato apoiado por Bolsonaro, Arthur Lira(PP-AL), que saiu vitorioso no primeiro turno, com 302 votos.
Questionado, Maia disse que o posicionamento dos colegas de bancada não o surpreendeu.
– Nenhuma novidade. O resultado da eleição da Câmara mostrou que isso é uma tendência no partido. Independência não existe. Ou você é governo, ou é oposição – disse o ex-presidente da Câmara.
Maia também reconheceu que seu plano de deslocar o partido da direita para o centro do espectro político deu errado.
– Pela pesquisa que vocês [da reportagem] fizeram, parece que sim, né? O projeto de levar o DEM para o centro fracassou – afirmou Maia.
Sobre a inexistência de um movimento de saída de deputados do DEM, Maia disse que não está trabalhando para provocar uma revoada na sigla.
– Eu não convidei ninguém para sair comigo do partido… Nem mesmo o prefeito do Rio, Eduardo Paes.
As respostas dos deputados contrariam o discurso do presidente nacional do DEM, ACM Neto.
Na terça-feira (9), Neto jantou em São Paulo com o governador João Doria (PSDB) e, segundo o tucano, disse que a sigla não apoiará Bolsonaro no Congresso nem na disputa de 2022. Doria também tem a intenção de disputar a Presidência nas próximas eleições.
Pouco após o governador relatar o encontro em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira (10), ACM Neto divulgou uma nota. No texto, o ex-prefeito de Salvador diz que “não permitirá, neste momento, que aconteça qualquer debate interno sobre o processo eleitoral de 2022”. Para ele, “esse assunto não compõe a agenda prioritária do país, e nem da sigla”.
– Tal como vem acontecendo desde o início de 2019, o DEM mantém sua posição de independência em relação ao governo federal, não estando sequer sob discussão partidária qualquer posição diferente desta – diz o texto assinado pela Executiva Nacional da legenda.
LEVANTAMENTO Dos 27 parlamentares procurados pela reportagem, só quatro não responderam aos questionamentos: Carlos Henrique Gaguim (TO), Igor Kannário (BA), Juninho do Pneu (RJ) e Marcos Soares (RJ). Do total, quatro são presidentes de diretórios regionais do partido, o que significa que têm maior influência nas decisões partidárias. São eles: Alan Rick (AC), Hélio Leite (PA), Norma Ayub (ES) e Professora Dorinha (TO).
O conjunto das respostas mostra que parte da bancada está magoada com Maia, ainda mais depois das últimas declarações públicas dele com críticas ao partido.
Arthur Oliveira Maia (BA), por exemplo, ironizou ao ser perguntado se sairia do DEM.
– Kkkkk, era só o que faltava. Rodrigo já vai tarde – disse ele por mensagem de texto. Apesar do sobrenome, o baiano não tem parentesco com o carioca.
– Ninguém na bancada, depois da última entrevista que ele [Rodrigo Maia] deu, está feliz com ele. Depois daquela entrevista, ele acabou com o nome dele… de vez. Se estava ruim [o clima], agora está péssimo – disse o deputado Luís Miranda (DF), referindo-se à entrevista do ex-presidente da Câmara para o jornal Valor Econômico, publicada na segunda-feira (8).
Sobre o apoio ou não a Bolsonaro, alguns deputados foram enfáticos ao defender seus posicionamentos. Kataguiri, por exemplo, disse que prefere fazer “campanha pelo voto nulo antes de apoiar Bolsonaro”. Pedro Lupion (RJ), por sua vez, disse que é “óbvio” que defenderá a reeleição.
A maioria, no entanto, preferiu a cautela. “Agora é momento de falar de Brasil”, afirmou José Schreiner (GO).
– É muito cedo para falar de 2022. A gente nem sabe se estará vivo [até lá] – acrescentou Elmar Nascimento (BA).
ACM NETO E DORIA Em um movimento para tentar conter a crise no DEM, o ex-prefeito de Salvador e presidente nacional da legenda, ACM Neto, jantou na noite de terça em São Paulo com o governador João Doria (PSDB). No encontro, o dirigente afirmou que o partido ainda avalia a hipótese de apoiar o governador na disputa presidencial de 2022 e não estará necessariamente na área de influência do presidente Jair Bolsonaro.
Na conversa na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes, estavam à mesa ACM Neto, o vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM), o ex-ministro Mendonça Filho (DEM-PE), o presidente do PSDB-SP e secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, e o “embaixador” de São Paulo em Brasília, o ex-deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA).
Segundo participantes, ACM Neto foi “respeitoso” em relação ao deputado Rodrigo Maia (RJ), ex-presidente da Câmara e que está de saída do partido, e não cobrou Doria pelo convite que este fez ao deputado Maia para que se filiasse ao PSDB. À tarde, em nota, ACM Neto afirmou apenas que “não permitirá, neste momento, que aconteça qualquer debate interno sobre o processo eleitoral de 2022”.
Caso assuma o cargo, João Roma substituirá o ministro Onyx Lorenzoni, que será transferido para a Secretaria-Geral da Presidência
— Foto: Jorge William/Agência O Globo/Arquivo
Em mais um movimento para evitar ser associado ao Palácio do Planalto, o presidente nacional do DEM, ACM Neto, desembarcou em Brasília nesta quarta-feira para tentar evitar que o deputado João Roma (Republicanos-BA) assuma o comando do Ministério da Cidadania.
Ele se encontrará com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira(Republicanos-SP), com o objetivo de convencê-lo a recuar sobre a indicação de Roma. Aliado de Neto, Roma foi chefe de gabinete do ex-prefeito de Salvador antes de assumir uma cadeira no Poder Legislativo.
Segundo apurou o Valor, a cúpula do Republicanos já encaminhou a indicação do deputado baiano à pasta responsável por gerenciar os programas sociais do governo. Caso assuma o cargo, ele substituirá o ministro Onyx Lorenzoni (DEM), que será transferido para a Secretaria-Geral da Presidência.
Fontes relataram ao Valor que Neto tentará convencer Pereira a recuar sobre a escolha. Em conversas reservadas, o presidente do Republicanos já afirmou que escutará o dirigente do DEM, mas que ele não tem ingerência sobre decisões internas da legenda.
Antes de acionar Pereira, o ex-prefeito de Salvador pediu que Roma avaliasse a possibilidade de abrir mão da indicação ao comando do Ministério da Cidadania.
“Não tenho nenhuma ingerência sobre o Republicanos, mas tenho uma relação política estreita com João Roma. Não sei se ele foi indicado pelo Republicanos e se havia disposição do presidente Jair Bolsonaro em nomeá-lo. Depois que vi especulações na imprensa, fui ao deputado João Roma e ponderei a ele que a minha opinião seria desfavorável a uma ida dele para o governo. Essa posição mostra que não estou negociando nada com o Planalto”, disse Neto ao Valor.
A conversa entre o dirigente partidário e Roma ocorreu antes da publicação da entrevista do ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao Valor, na qual o parlamentar confirmou que deixaria o DEM em função da aproximação da cúpula do partido do governo federal. Neto nega que esteja se alinhando ao Palácio do Planalto e reforça que a legenda permanecerá independente.
Aliados de Roma relatam que o parlamentar entendeu o posicionamento de Neto, mas tem afirmado que não teria como explicar para a própria legenda os motivos que o levariam a desistir do ministério.
Experimento também será feito no Canadá, nos EUA e na Indonésia
Facebook pretende reduzir alcance de conteúdo político no Brasil Foto: Reprodução
O Facebook anunciou nesta quarta-feira (9) que começará a experimentar reduzir a exposição de conteúdos políticos no feed de notícias dos usuários da rede social. O teste irá contemplar uma pequena porcentagem de usuários do Brasil, da Indonésia e do Canadá já nesta semana, informou a companhia, que também irá aplicar o experimento ao público americano nas próximas semanas. Conteúdos de contas governamentais, agências de saúde e outros órgãos oficiais regionais serão isentos do teste.
A rede social afirma que um “ponto comum” levantado pelos usuários é que eles não querem que temas políticos tomem conta do feed de notícias. Por isso, a medida tem como objetivo entender as preferências das pessoas e experimentar diferentes soluções alternativas, com a aplicação de um questionário à base de pessoas impactadas.
O Facebook frisa que a medida não irá excluir totalmente o conteúdo político da plataforma, que corresponde, em média, a 6% do que é exibido.
– Nosso objetivo é preservar a habilidade das pessoas de procurarem e interagirem com conteúdo político no Facebook, enquanto respeitamos o apetite de cada um pelo que fica no topo do feed de notícias – escreveu Aastha Gupta, diretor de produto da companhia.
Ao longo de 2020, a rede social de Mark Zuckerberg sofreu pressão da sociedade por permitir que campanhas de desinformação e de notícias falsas tomassem conta do feed de notícias. A empresa respondeu banindo anúncios políticos às vésperas das eleições americana, que aconteceram em novembro.
Ex-ministro teria participado de esquema de formação de cartel, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraude à licitação na estatal
Ex-ministro José Dirceu Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom
A força-tarefa da Lava Jato anunciou, na quarta-feira (10), nova denúncia contra o ex-ministro José Dirceu e mais 14 investigados por formação de cartel, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraude à licitação.
A peça é a primeira a ser apresentada pela Lava Jato após os trabalhos serem anexados ao Grupo de Ação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal. A denúncia acusa Dirceu e o ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque, de participarem de esquema de propinas em troca de favorecimento de duas empresas de recursos humanos em contratos com a estatal.
A Procuradoria afirma que as empresas Hope Recursos Humanos e Personal Service foram favorecidas em licitações e que a competitividade das contratações pela Petrobras no setor estava sendo fraudada, pois ambas vinham vencendo processos licitatórios sequenciais em dez anos.
As acusações que baseiam a denúncia partem do resultado de uma Comissão Interna de Apuração da Petrobras, que investigou os contratos firmados com as duas empresas após a 17ª fase da Lava Jato, a “Pixuleco”. Segundo o relatório final da comissão, as empresas de Recursos Humanos firmaram 167 contratos de prestação de serviços, no total de R$ 6,88 bilhões, entre outubro de 2004 a setembro de 2015. Deste total, cerca de R$ 6,11 bilhões (88%) foram contratados ou geridos pela Diretoria de Serviços de Renato Duque.
As fraudes licitatórias incluíam fixação de preço, divisão de mercado entre concorrentes e cobertura e compartilhamento de informações sensíveis. Ao menos 24 licitações públicas ocorridas entre 2002 e 2014 teriam sido afetadas.
Um destes casos seria a contratação da Personal, em 2013, para a prestação de serviços suplementares na Regional Bacia de Campos. A comissão interna da Petrobras apontou que houve um cancelamento do processo licitatório, com justificativa inconsistente por parte da Diretoria Executiva, além de um direcionamento de empresas indicadas para a segunda licitação.
Em delação premiada, os operadores financeiros Milton e José Adolfo Pascowicht revelaram que Renato Duque, José Dirceu, Luiz Eduardo, Roberto Marques e Fernando Moura receberam R$ 18 milhões em propinas para beneficiar a Personal em 40 contratos e aditivos. O pagamento teria sido realizado por Arthur Edmundo Alves Costa, então sócio majoritário da Personal.
Em relação à Hope Recursos Humanos, as propinas chegaram a pelo menos R$ 30 milhões e teriam sido pagas por Raúl Andrés Ortúzar Ramírez, Rogério Penha da Silva e Wilson da Costa Ritto Filho. Todos também foram denunciados. Segundo os delatores Pascowicht, Renato Duque teria recebido cerca de 40% dos valores (R$ 240 mil) e José Dirceu, 30% (R$ 180 mil).
VEJA A LISTA DE DENUNCIADOS PELA LAVA JATO:
Arthur Edmundo Alves Costa: delito de cartel, fraude à licitação, crime de corrupção ativa
Márcio Antônio de Souza Pereira: delito de cartel, fraude à licitação
Renato de Souza Duque: delito de cartel, corrupção passiva
Eugênio Dezen: fraude à licitação
Orlando Simões de Almeida: fraude à licitação
José Eduardo Carramenha: fraude à licitação
José Dirceu de Oliveira e Silva: corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Luis Eduardo Oliveira e Silva: corrupção passiva
Roberto Marques: corrupção passiva
Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura: corrupção passiva
Raúl Andrés Ortúzar Ramírez: corrupção ativa, lavagem de dinheiro
Rogério Penha da Silva: corrupção ativa
Wilson da Costa Ritto Filho: corrupção ativa, lavagem de dinheiro
Rui Thomaz de Aquino: lavagem de dinheiro
Luiz Eduardo Falco Pires Correa: lavagem de dinheiro
Divulgação dos resultados da seleção acontecerão no dia 13 de abril
Inscrições no Sisu acontecerão no início de abril Foto: Agência O Globo/Fotoarena/Aloisio Mauricio
O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quarta-feira (10) que as inscrições para o processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ocorrerão entre os dias 6 e 9 de abril.
Os candidatos que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 e que tenham interesse em concorrer a uma vaga em universidades públicas deverão realizar sua inscrição por meio da página do Sisu. O resultado da chamada única da primeira edição de 2021 será publicado no dia 13 de abril.
Estão aptos a inscrever-se no Sisu os candidatos que fizeram o Enem 2020, que não zeraram na prova de redação e que não tenham participado como treineiros.
De acordo com o MEC, as datas para os candidatos aprovados efetuarem a matrícula ou o registro acadêmico na instituição de ensino escolhida no Sisu será de 14 a 19 de abril.
Os inscritos que não forem aprovados na chamada única do Sisu ainda poderão disputar uma das vagas ofertadas na lista de espera. O prazo para manifestar interesse nesta lista será de 13 a 19 de abril.
O Enem 2020 foi realizado de forma presencial nos dias 17 e 24 de janeiro e na versão digital nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro deste ano, em razão da pandemia do coronavírus.
O Sisu é o sistema do Ministério da Educação em que são ofertadas vagas para acesso ao ensino superior em instituições públicas federais, estaduais ou municipais. Os candidatos são selecionados para as opções de cursos indicados no ato de inscrição, de acordo com a melhor classificação de nota obtida no Enem, que nesta edição terá a divulgação dos resultados finais dos participantes só no fim de março.
As instituições de ensino federais poderão ter vagas reservadas para quem se formou em escola pública e para alunos autodeclarados pretos, pardos e indígenas e por pessoas com deficiência. O candidato que optar por uma determinada modalidade de concorrência estará concorrendo apenas com os candidatos que tenham escolhido a mesma opção.
Veja abaixo o cronograma de inscrição do Sisu:
6 a 9 de abril: inscrições 13 de abril: resultado da chamada única 13 a 19 de abril: prazo para entrar na lista de espera 14 a 19 de abril: matrícula da chamada única
Agência Brasil- A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) o projeto que prevê autonomia para o Banco Central. A matéria segue para sanção presidencial.
O PLP 19/19 foi aprovado pelo Senado em novembro de 2020 e confere mandato de quatro anos para o presidente e diretores da autarquia federal. O texto estabelece que o Banco Central passa a se classificar como autarquia de natureza especial caracterizada pela “ausência de vinculação a ministério, de tutela ou de subordinação hierárquica”.
Para o relator do PLP, deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), a medida vai melhorar a nota do Brasil em relação aos investidores internacionais. O parlamentar reiterou que a proposta é discutida no Congresso há 27 anos.
“[A matéria] vai dar ao Brasil um novo padrão de governança monetária, que vai dar um sinal muito importante ao mercado internacional, fazendo com que o Brasil possa melhorar a sua imagem internacional e, mais do que nunca, fazendo com que investidores possam analisar o Brasil como uma janela de oportunidades”, afirmou o relator.
Proposta
De acordo com o texto, o presidente indicará os nomes, que serão sabatinados pelo Senado e, caso aprovados, assumirão os postos. Os indicados, em caso de aprovação pelo Senado, assumirão no primeiro dia útil do terceiro ano do mandato do presidente da República.
O projeto estabelece mandatos do presidente e diretores de vigência não coincidente com o mandato de presidente da República. Diretores e o próprio presidente da autarquia, que terá natureza especial e desvinculada de qualquer ministério, não poderão ser responsabilizados pelos atos realizados no exercício de suas atribuições se eles forem de boa-fé e não tiverem dolo ou fraude. Essa regra também se aplica aos servidores e ex-servidores das carreiras do banco e aos ex-ocupantes dos cargos da diretoria.
O texto prevê ainda que o presidente do BC deve apresentar a cada semestre ao Senado relatórios de inflação e de estabilidade financeira, explicando as decisões tomadas.
O projeto estabelece ainda uma quarentena de seis meses para os membros da diretoria colegiada que deixarem o Banco Central. No período, eles não poderão ocupar cargos no sistema financeiro, mas continuarão recebendo salário do BC. Enquanto estiverem no cargo, o presidente e os diretores, e seus parentes, não poderão ter participação acionária em instituição do sistema financeiro.
Divergência
Contrários a matéria, parlamentares de siglas da oposição avaliaram que a proposta não vai blindar a autarquia de pressões político-partidárias.
“Em hipótese alguma, será o Estado o gestor de um Banco Central com mandato, sem ambiente de pressão política. Porque o presidente da República quando indica um Banco Central para gerir a política monetária está exposta a pressão política. Para as agências, quando não protegem os interesses dos consumidores e, sim, dos prestadores de serviço, o conceito é captura. Nó teremos um Banco Central capturado, imaginem, pelos banqueiros, pelos da bufunfa e o povo brasileiro será preterido. Vai aumentar a pobreza e a miséria. Esta que é a realidade”, argumentou o deputado Afonso Florence (PT-BA).
Agência Brasil- Em razão da pandemia de covid-19, muitos estados e munícipios brasileiros revogaram seus pontos facultativos e cancelaram suas festas e desfiles de carnaval.
Apesar disso, a Federação Brasileira de Bancos (Febrabab) informa que, de acordo resolução do Banco Central, o calendário de feriados bancários está mantido e nos dias 15 e 16/02 – segunda e terça-feira de carnaval – não haverá atendimento ao público nas agências.
Na quarta-feira de cinzas (17) o início do expediente será às 12h, com encerramento em horário normal de fechamento das agências.
Em agenda com prefeitos nesta quarta-feira (10), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que uma nova rodada de auxílio emergencial está sendo discutida, mas que o governo não tem “dinheiro no cofre” para bancar a retomada do benefício, o que deve afetar o endividamento do país.
– A arrecadação esteve praticamente equivalente no município, tendo em vista o auxílio emergencial que volta a ser rediscutido. Não é dinheiro que eu estou tirando do cofre, é endividamento. Isso é terrível também – declarou o presidente aos prefeitos.
Com o aumento de despesas públicas em função da pandemia do novo coronavírus, a dívida pública fechou 2020 em R$ 6,615 trilhões, o que representa o patamar recorde de 89,3% do Produto Interno Bruto (PIB), patamar recorde.
O agravamento da pandemia, no entanto, pressiona o governo a uma nova rodada do auxílio emergencial. Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, a equipe econômica aceita uma nova rodada de R$ 200 por três meses, desde que o Congresso aprove medidas de contenção de gastos e um novo marco fiscal para dar respaldo jurídico à retomada do benefício.
Bolsonaro ainda indicou que o governo poderá dar novo apoio aos municípios neste ano. O chefe do Executivo voltou a dizer que as medidas “na pronta linha” de combate à pandemia da Covid-19 foram tomadas por governadores e prefeitos, enquanto ao governo federal coube enviar “recursos e meios”.
– O presidente foi deixado de lado em grande parte das suas atribuições, a não ser mandar recursos e meios, o que nós fizemos. Se for preciso, no corrente ano, a gente vai continuar com esse atendimento a vocês (prefeitos) porque vocês não têm quem socorrê-los – disse o presidente em breve reunião com prefeitos no Ministério da Educação.
No ano passado, o governo federal direcionou socorro financeiro a estados e municípios para o enfrentamento da crise sanitária do novo coronavírus. Ao contrário da União, que terminou 2020 com rombo recorde nas contas públicas, governadores e prefeitos fecharam no azul no ano passado, graças à ajuda do governo federal.
Segundo Bolsonaro, é preciso conviver com a doença e voltar a trabalhar.
– Vamos ter que conviver com esse vírus, não adianta falar que passando o tempo vai resolver. Estão vendo que não vai. Novas cepas estão aparecendo. Agora, o efeito colateral do tratamento inadequado mata mais gente do que o vírus em si – afirmou o presidente.
E acrescentou:
– A economia não voltou ainda. Por isso eu apelo: quem puder abrir, abra o comércio. Vejo alguns municípios até protestando contra o respectivo governador – destacou Bolsonaro.
A conversa com os prefeitos, que durou menos de 20 minutos, não estava prevista na agenda oficial do presidente. Ele participou de uma agenda do ministro da Educação, Milton Ribeiro, que desde cedo está reunido com os prefeitos.
Após a visita ao MEC, Bolsonaro se deslocou para o Ministério da Defesa.
O chefe do Executivo participou de almoço, seguido de reunião, com o ministro da pasta, Fernando Azevedo. O ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, também participou do encontro.
Ministro reuniu-se com presidente da CMO e relator do Orçamento
Os gastos com o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus (covid-19) não podem ser empurrados para as gerações futuras, disse hoje (10) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele defendeu que as discussões sobre a retomada do auxílio emergencial sejam acompanhadas da responsabilidade fiscal, com a busca de uma fonte de recursos para financiar a recriação do benefício.
O ministro deu a declaração após se reunir com a presidente eleita da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, deputada Flávia Arruda (PL-DF), e o relator do Orçamento de 2021, senador Márcio Bittar (MDB-AC). Segundo Guedes, o dinheiro para bancar uma nova rodada do auxílio emergencial terá de vir do próprio Orçamento deste ano, em vez de ser financiado pelo aumento da dívida pública.
“Temos o compromisso com as futuras gerações do Brasil. Temos que pagar pelas nossas guerras. Se estamos em guerra com o vírus, temos que arcar e não simplesmente empurrar esse custo para as gerações futuras”, afirmou o ministro.
Argumentando que a economia e a saúde caminham juntas, Guedes disse que os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, estão empenhados em conciliar as demandas sociais com a responsabilidade fiscal. “Esse compromisso de sensibilidade social e de responsabilidade fiscal é justamente a marca de um Congresso reformista, de um governo determinado, e de lideranças políticas construtivas que temos hoje no Brasil”, disse.
Diálogo
Flávia Arruda e Bittar fizeram uma visita ao Ministério da Economia após a confirmação nos cargos e a instalação da CMO. A presidente da comissão disse que terá conversas diárias com a equipe econômica até a votação do Orçamento de 2021, enviado ao Congresso em agosto do ano passado, mas não aprovado até hoje.
Ao sair da reunião, a deputada reafirmou o compromisso com a vacinação em massa e a recuperação da produção e do consumo. “O fundamental neste momento do país é priorizarmos a vacina, a distribuição de renda e a retomada dos empregos e da economia”, afirmou.
A votação do Orçamento deste ano está prevista para ocorrer até o fim de março, quando vence a CMO com presidência da Câmara dos Deputados, que deveria ter sido instalada em março do ano passado. No fim de março, a atual CMO dará lugar a outra comissão, presidida pelo Senado, que discutirá a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento de 2022.
Em relação ao Orçamento de 2021, Bittar não deu detalhes sobre a proposta. O relator disse apenas que não fará especulações em torno das propostas de recriação do auxílio emergencial e que o parecer será apresentado depois de debates, levando em conta a responsabilidade fiscal defendida pela equipe econômica.
“O que podemos afirmar é temos que aprovar um Orçamento nesse momento de crise que, ao mesmo tempo, continue olhando para os brasileiros que permanecem precisando do Estado e também acene com a retomada da austeridade fiscal. Esse é o princípio”, declarou Bittar.