Empresa propôs Mês Violeta, focado na saúde de pessoas trans
Anúncio publicitário da Avon Foto: Reprodução / Youtube
Em novo anúncio publicitário, a marca de cosméticos Avon questiona as campanhas de prevenção ao câncer Outubro Rosa e Novembro Azul por focarem somente em mulheres e homens, e excluírem pessoas trans. Pensando nisso, a empresa propôs o Mês Violeta a fim de contemplar “mulheres com próstata” e “homens com seios”.
– Vamos conversar sobre prevenção contra câncer de mama, de próstata e sobre cuidados com hormonização para pessoas trans e não-bináries, levando acolhimento para fortalecer a luta pela saúde todes. E aí, vamos juntes? – afirmou a empresa, utilizando a chamada linguagem neutra.
Segundo a Avon, a “falta de visibilidade” leva pessoas trans a recorrerem à internet, onde nem sempre se encontra informações seguras e especializadas.
De acordo com a proposta da empresa, o Mês Violeta deve ocorrer entre 15 de outubro e 15 de novembro, pegando, assim, parte do Outubro Rosa e do Novembro Azul.
REAÇÃO NEGATIVA A campanha, porém, gerou rejeição por parte de internautas no YouTube, acumulando 2,4 mil deslikes e diversos comentários contrários. Alguns dos internautas afirmaram que não comprarão mais produtos da marca de cosméticos.
– A Avon deveria se dedicar somente a seus produtos e ficar fora de pautas militantes. Pensar que pode ajudar estando de um lado e deixando de fora o outro é algo completamente arriscado. Aliás ao agradar somente militantes e o politicamente correto você afasta pessoas que pensam diferente, vamos ver até quando a Avon aguenta essa linha de marketing. Fim dos tempos – escreveu um internauta.
– Será que não entendem que a pessoa pode até modificar o seu corpo mas por essência da natureza nunca vai deixar de ser o que é? – disse outro.
Uma outra usuária apontou que a cor violeta já havia sido adotada em junho, mês de conscientização sobre a violência contra idosos.
– Deveria criar outra cor né. Vocês sabiam que mês violeta é em junho e fala sobre a violência contra idosos? – declarou.
Mecanismo será usado em casos de fraude ou de erro operacional
Foto: Marcello Casal Jr
No aniversário de um ano, o Pix, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central (BC), ganha nova funcionalidade. Entra em vigor hoje (16) o Mecanismo Especial de Devolução, que agilizará o ressarcimento ao usuário vítima de fraude ou de falha operacional das instituições financeiras.
O mecanismo está regulamentado por uma resolução editada pelo BC em junho. Desde então, as instituições financeiras estavam se adaptando aos procedimentos.
Até agora, em uma eventual fraude ou falha operacional, as instituições envolvidas precisavam estabelecer procedimentos operacionais bilaterais para devolver o dinheiro. Segundo o BC, isso dificultava o processo e aumentava o tempo necessário para que o caso fosse analisado e finalizado. Com o Mecanismo Especial de Devolução, as regras e os procedimentos serão padronizados.
Pix Saque e Troco
Outras novidades para o Pix virão em breve. A partir do dia 29 estarão disponíveis o Pix Saque e o Pix Troco, que permitem o saque em espécie e a obtenção de troco em estabelecimentos comerciais e outros lugares de circulação pública.
No Pix Saque, o cliente poderá fazer saques em qualquer ponto que ofertar o serviço, como comércios e caixas eletrônicos, tanto em terminais compartilhados quanto da própria instituição financeira. Nessa modalidade, o correntista apontará a câmera do celular para um código QR (versão avançada do código de barras), fará um Pix para o estabelecimento ou para a instituição financeira e retirará o dinheiro na boca do caixa.
O Pix Troco permite o saque durante o pagamento de uma compra. O cliente fará um Pix equivalente à soma da compra e do saque e receberá a diferença como troco em espécie. O extrato do cliente especificará a parcela destinada à compra e a quantia sacada como troco.
Open banking
Ainda neste trimestre, o BC pretende estender o iniciador de pagamentos ao Pix. Por meio dessa ferramenta, existente para pagamentos por redes sociais e por aplicativos de compras e de mensagens, o cliente recebe um link com os dados da transação e confirma o pagamento.
Atualmente, o iniciador de pagamentos existe para compras com cartões de crédito e de débito. O BC pretende ampliar a ferramenta para o Pix, o que só será possível por causa da terceira fase do open banking (compartilhamento de dados entre instituições financeiras), que entrou em vigor no fim de outubro.
Com a troca de informações, o cliente poderá fazer transações Pix sem abrir o aplicativo da instituição financeira, como ocorre hoje. O usuário apenas clicará no link e informa a senha ou a biometria da conta corrente para concluir a transação. Tudo sem sair do site de compras, do aplicativo de entregas ou da rede social.
Estatísticas
Até o fim de outubro, segundo os dados mais recentes do BC, o Pix tinha 348,1 milhões de chaves cadastradas por 112,65 milhões de usuários. Desse total, 105,24 milhões são pessoas físicas e 7,41, pessoas jurídicas. Cada pessoa física pode cadastrar até cinco chaves Pix e cada pessoa jurídica, até 20. As chaves podem ser distribuídas em um ou mais bancos.
Em um ano de funcionamento, o volume de transações pelo Pix deu um salto. Em outubro, o sistema de pagamentos instantâneos movimentou R$ 502 bilhões, contra R$ 25,1 bilhões liquidados em novembro do ano passado. Segundo o Banco Central, 75% das transações do Pix em outubro ocorreram entre pessoas físicas, contra 87% no primeiro mês de funcionamento. Os pagamentos de pessoa física para empresa saltaram de 5% para 16% no mesmo período.
Empresas e governo
O aumento nos pagamentos a empresas decorre de funcionalidades adicionadas ao longo deste ano para estimular o recebimento de Pix por empresas e prestadores de serviço. Em maio, começou a funcionar o Pix Cobrança, que substitui o boleto bancário e permite o pagamento instantâneo por meio de um código QR (versão avançada do código de barras) fotografado com a câmera do celular.
Em julho, começou a ser ofertado o Pix Agendado, que permite o agendamento de cobranças, com a definição de uma data futura para a transação. Em setembro, o oferecimento da funcionalidade por todas as instituições financeiras passou a ser obrigatório.
As transações entre pessoas físicas e o governo aumentaram de R$ 2,25 milhões em novembro de 2020 para R$ 409,83 milhões em outubro deste ano. Apesar de pequenas em relação ao total movimentado, essas operações estão subindo graças a medidas como o pagamento de algunstributos por grandes, micro e pequenas empresas e à quitação de taxas federais por meio do Pix.
Segurança
O Pix completa um ano em meio a preocupações com a segurança do sistema. Por causa do aumento de sequestros-relâmpago e de fraudes relacionadas ao Pix, o BC limitou, em outubro, as transferências a R$ 1 mil entre as 20h e as 6h. Medidas adicionais de segurança foram adotadas, como o bloqueio, por até 72 horas, do recebimento de recursos por pessoas físicas em caso de suspeita de fraude.
Em setembro, ocorreu o incidente mais sério com o Pix registrado até agora. Uma brecha de segurança no Banco Estadual de Sergipe permitiu ovazamento de 395 mil chaves Pix do tipo telefone. Na ocasião, não foram expostos dados sensíveis, como senhas, valores movimentados e saldos nas contas, mas os números de telefone de clientes capturados por pessoas de fora da instituição, que foi punida pelo BC.
Se casos semelhantes ocorrerem, as próximas punições poderão ser mais duras. No fim da semana passada, o BC acelerou as notificações às instituições financeiras que violarem os regulamentos do Pix e diminuiu as situações em que as multas serão isentas.
Fundo Combustível, em parceria com a Shell, vai repassar R$8 milhões até o final do ano
Imagem: Fotos Públicas
Uma parceria entre o iFood e a Shell vai disponibilizar R$8 milhões, entre novembro e dezembro, aos entregadores para custeio de gasolina. A iniciativa faz parte do ‘Fundo de Combustível’, criado no último mês.
A primeira parcela dos pagamentos já vai ser repassada aos entregadores em 24 de novembro, com base nas notas efetuadas nos 30 dias anteriores. O segundo crédito ficará disponível em 24 de dezembro, também com base nos comprovantes do mês anterior.
Os repasses mensais têm um valor mínimo de R$5 e podem chegar a R$80 para moto. Para carro, os créditos variam entre R$10 e R$150. Segundo com o iFood, o valor pode variar de acordo com a quantidade de rotas concluídas no período.
Para participar, o parceiro deve acessar o aplicativo iFood para entregadores, abrir Delivery de Vantagens e acessar a categoria ‘Peças e Manutenção’, no qual estará disponível o regulamento do fundo combustível.
Em seguida, é preciso baixar o aplicativo Shell Box no celular e fazer o cadastro na plataforma. O saldo ficará visível nos ‘seus créditos’ com a nomenclatura ‘Fundo Combustível iFood’.
Presidente do Senado disse que a Casa também deve apreciar o Código Eleitoral
Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse nesta segunda-feira (15), que quer colocar um fim na apreciação de indicados a vários cargos do governo até o encerramento deste ano. Por isso, explicou, decidiu realizar uma força-tarefa na Casa para que os parlamentares avaliem os nomes nos dias 30 de novembro e 1 e 2 de dezembro.
– Será a realização de um esforço concentrado porque estamos em sistema semipresencial. É importante que (os senadores) estejam presencialmente para votarem porque as indicações exigem presença física – disse.
Além da tão aguardada sabatina de André Mendonça para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), também serão analisadas indicações para cargos de embaixadores e de agências reguladoras, entre outros órgãos. No caso de Mendonça, a avaliação será feita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
– Tenho confiança de que tudo isso pode acontecer. Minha pretensão é esgotar as indicações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro. Temos que exercer nosso dever constitucional e quero chegar ao final do ano com esse assunto resolvido.
Pacheco não quis dar opinião sobre o resultado das apreciações, em especial a de Mendonça.
– Se houver aprovação ou rejeição, é da questão democrática, mas precisamos evoluir nessa questão. Não tenho como fazer essa avaliação (se Mendonça será aprovado). Nem em relação a ele e nem a outras indicações. Isso é um exercício do plenário – desconversou.
O presidente do Senado disse que a Casa também deve apreciar o Código Eleitoral, que está sob a relatoria de Antonio Anastasia.
– Se dá tempo de ser para as eleições ou não , não sabemos. O que temos é esse compromisso de evoluir com o código eleitoral.
ALCOLUMBRE O presidente do Senado avaliou que o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) tem “todas as condições” de permanecer na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele foi alvo de denúncia acerca de suposto envolvimento em esquema de “rachadinha” e a bancada do Podemos na Casa pediu seu imediato afastamento da presidência da comissão.
– Ele foi eleito para isso pelo povo do Amapá e pelos pares. Tem o direito de se defender de acusações que lhe façam. Não há motivo para afastamento de Davi ou de nenhum outro senador que está à frente das comissões. É um ex-presidente da Casa que merece meu respeito – argumentou.
Pacheco deu estas declarações a jornalistas em Lisboa depois de participar do IX Fórum Jurídico de Lisboa, que tem como tema “Sistemas Políticos e Gestão de Crises” e que é promovido pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) Alcolumbre era um dos parlamentares que estavam na plateia, assim como o deputado Arlindo Chinaglia e os senadores Katia Abreu e Aécio Neves.
O domingo (14) marcou a despedida oficial de Tadeu Schmidt do Fantástico. Anunciado como o novo apresentador do Big Brother Brasil, o jornalista deu o adeus ao programa para se dedicar a preparação para o reality show.
Em meio às lágrimas, Schmidt leu um “textão” digno de eliminação do BBB e aos poucos se despediu da atração. O jornalista começou pelo seu grande sucesso, os cavalinhos, onde ficou por 4 anos, e surpreendeu ao mostrar quem fica por trás dos personagens.
Ao se despedir de Poliana Abritta, Schmidt ressaltou a parceria profissional que virou uma grande amizade.
“Que felicidade passar esses 7 anos aos seu lado. Que alegria trabalhar ao lado de uma amiga. Espero que os telespectadores tenham percebido nossa sintonia. Minha colega, amiga, parceira”.
Por fim, Tadeu emocionou o público ao dedicar sua mensagem para os telespectadores:
“Quero agradecer todo mundo que trabalhou comigo. Queria poder falar de cada um. Que orgulho tenho de ter feito parte dessa equipe. Esse programa é o que é por conta dessa equipe”.
A partir de terça-feira (16) começam as apostas para a Mega da Virada, concurso especial da Mega-Sena de número 2.440. O prêmio estimado nesta edição é de R$ 350 milhões e o sorteio será realizado no dia 31 de dezembro.
Como nos demais concursos especiais das Loterias Caixa, o prêmio principal da Mega da Virada não acumula. Se não houver ganhadores na faixa principal, com acerto de 6 números, o prêmio será dividido entre os acertadores da 2ª faixa (com o acerto de 5 números) e assim por diante.
As apostas devem ser feitas com volante específico da Mega da Virada em qualquer lotérica do país, além do app Loterias
Apesar de ser pré-requisito, a inscrição no CadÚnico não representa garantia de que a família passará a receber o Auxílio Brasil. Apenas que ela está incluída em uma lista de reserva do programa, que será ampliado à medida que o governo tenha recursos.
Foto: Marcello Casal Jr.
Principal ferramenta do governo para incluir famílias de baixa renda em programas sociais, o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) também será usado para garantir o acesso ao Auxílio Brasil, programa social que paga a primeira parcela no dia 17. Todos os meses, o Ministério da Cidadania selecionará novos beneficiários para o programa, desde que os dados estejam atualizados.
Apesar de ser pré-requisito para o novo programa social, a inscrição no CadÚnico não representa garantia de que a família passará a receber o Auxílio Brasil. Apenas significa que ela está incluída em uma lista de reserva do programa, que será ampliado à medida que o governo tenha recursos no Orçamento. Os escolhidos todos os meses serão comunicados oficialmente pelo Ministério da Cidadania.
As informações deverão ser atualizadas a cada dois anos, mesmo que não haja mudança de dados. Caso haja alterações na família, a atualização deve ser feita o mais depressa possível. Isso se aplica em situações como novo endereço; aumento ou diminuição de renda; mudança de escola de filhos crianças ou adolescentes; alterações nos documentos do responsável pelo domicílio; nascimentos, mortes, chegada e saída de pessoas no domicílio.
Todos os anos, o governo federal convoca as famílias com dados desatualizados a alterar os cadastros. As prefeituras, que têm autonomia para operar o cadastro, também podem fazer a convocação. A chamada ocorre por cartas, telefonemas ou mensagens em extratos bancários. Por meio do aplicativo Meu CadÚnico, o cidadão pode acessar seus dados, acompanhar a situação do cadastro e imprimir comprovantes.
A atualização deve ser feita presencialmente, em um Centro de Atendimento de Referência Social (Cras) ou em postos de atendimento do CadÚnico, mas alguns municípios oferecem meios eletrônicos para a atualização dos dados. Os endereços dos Cras em cada município estão no site do Ministério da Cidadania. Famílias que não atualizem as informações por mais de quatro anos serão excluídas do cadastro.
Podem inscrever-se no Cadastro Único famílias que ganham, por mês, até meio salário mínimo por pessoa (R$ 550), tenham renda mensal total de até três salários mínimos (R$ 3,3 mil), pessoas que moram sozinhas ou que vivem em situação de rua (só ou com a família). Caso a família receba mais de três salários mínimos, a inscrição só será permitida se as demais condições forem atendidas, mas apenas se o cadastro for vinculado à inclusão em programas sociais federais, estaduais ou municipais.
A inscrição no CadÚnico é realizada somente em postos do Cras ou em postos do Cadastro Único e do antigo Programa Bolsa Família na cidade onde a pessoa de baixa renda mora. Esses estabelecimentos são administrados pelas prefeituras. Geralmente, o processo é presencial, exigindo a ida do cidadão a esses locais, mas, por causa da pandemia de covid-19, alguns municípios abriram a possibilidade de cadastramento por telefone ou pela internet.
Só pode se inscrever no CadÚnico pessoas com pelo menos 16 anos. O cidadão deve ter Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou título de eleitor em seu nome e ser preferencialmente mulher. O responsável pela família deve levar pelo menos um desses documentos para cada membro da família: certidão de nascimento, certidão de casamento, CPF, carteira de identidade (RG), carteira de trabalho, título de eleitor ou registro administrativo de nascimento indígena (Rani), caso a pessoa seja indígena.
Quem não tiver documentação ou registro civil pode inscrever-se no Cadastro Único, mas só poderá ter acesso a programas sociais após apresentar os documentos necessários. No caso de quilombolas e indígenas, os responsáveis familiares estão dispensados de apresentar o CPF ou título de eleitor, caso não o tenham, mas devem levar pelo menos um dos documentos de identificação mencionados anteriormente.
Após a apresentação dos documentos, um funcionário da prefeitura entrevistará o responsável familiar, para conferir os dados e traçar o perfil da família. A conversa pode ser registrada em formulário de papel ou pelo computador, no Sistema de Cadastro Único. Caberá ao entrevistador social entregar o formulário preenchido ou impresso, pedir a assinatura do responsável familiar e fornecer um comprovante de cadastramento.
O Sistema de Cadastro Único verificará se as pessoas da família têm um Número de Inscrição Social (NIS). Caso não o tenham, o sistema gerará um número em até 48 horas. O NIS é necessário para a participação em todos os programas sociais.
Caso o Cras ou os demais pontos de atendimento não queiram fazer o cadastramento, o cidadão pode fazer uma denúncia à Ouvidoria do Ministério da Cidadania. Basta ligar para o telefone 121.
Principal ferramenta do governo para incluir famílias de baixa renda em programas sociais, o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) também será usado para garantir o acesso ao Auxílio Brasil, programa social que paga a primeira parcela no dia 17. Todos os meses, o Ministério da Cidadania selecionará novos beneficiários para o programa, desde que os dados estejam atualizados.
Apesar de ser pré-requisito para o novo programa social, a inscrição no CadÚnico não representa garantia de que a família passará a receber o Auxílio Brasil. Apenas significa que ela está incluída em uma lista de reserva do programa, que será ampliado à medida que o governo tenha recursos no Orçamento. Os escolhidos todos os meses serão comunicados oficialmente pelo Ministério da Cidadania.
As informações deverão ser atualizadas a cada dois anos, mesmo que não haja mudança de dados. Caso haja alterações na família, a atualização deve ser feita o mais depressa possível. Isso se aplica em situações como novo endereço; aumento ou diminuição de renda; mudança de escola de filhos crianças ou adolescentes; alterações nos documentos do responsável pelo domicílio; nascimentos, mortes, chegada e saída de pessoas no domicílio.
Todos os anos, o governo federal convoca as famílias com dados desatualizados a alterar os cadastros. As prefeituras, que têm autonomia para operar o cadastro, também podem fazer a convocação. A chamada ocorre por cartas, telefonemas ou mensagens em extratos bancários. Por meio do aplicativo Meu CadÚnico, o cidadão pode acessar seus dados, acompanhar a situação do cadastro e imprimir comprovantes.
A atualização deve ser feita presencialmente, em um Centro de Atendimento de Referência Social (Cras) ou em postos de atendimento do CadÚnico, mas alguns municípios oferecem meios eletrônicos para a atualização dos dados. Os endereços dos Cras em cada município estão no site do Ministério da Cidadania. Famílias que não atualizem as informações por mais de quatro anos serão excluídas do cadastro.
Podem inscrever-se no Cadastro Único famílias que ganham, por mês, até meio salário mínimo por pessoa (R$ 550), tenham renda mensal total de até três salários mínimos (R$ 3,3 mil), pessoas que moram sozinhas ou que vivem em situação de rua (só ou com a família). Caso a família receba mais de três salários mínimos, a inscrição só será permitida se as demais condições forem atendidas, mas apenas se o cadastro for vinculado à inclusão em programas sociais federais, estaduais ou municipais.
Como se inscrever A inscrição no CadÚnico é realizada somente em postos do Cras ou em postos do Cadastro Único e do antigo Programa Bolsa Família na cidade onde a pessoa de baixa renda mora. Esses estabelecimentos são administrados pelas prefeituras. Geralmente, o processo é presencial, exigindo a ida do cidadão a esses locais, mas, por causa da pandemia de covid-19, alguns municípios abriram a possibilidade de cadastramento por telefone ou pela internet.
Só pode se inscrever no CadÚnico pessoas com pelo menos 16 anos. O cidadão deve ter Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou título de eleitor em seu nome e ser preferencialmente mulher. O responsável pela família deve levar pelo menos um desses documentos para cada membro da família: certidão de nascimento, certidão de casamento, CPF, carteira de identidade (RG), carteira de trabalho, título de eleitor ou registro administrativo de nascimento indígena (Rani), caso a pessoa seja indígena.
Quem não tiver documentação ou registro civil pode inscrever-se no Cadastro Único, mas só poderá ter acesso a programas sociais após apresentar os documentos necessários. No caso de quilombolas e indígenas, os responsáveis familiares estão dispensados de apresentar o CPF ou título de eleitor, caso não o tenham, mas devem levar pelo menos um dos documentos de identificação mencionados anteriormente.
Etapas seguintes Após a apresentação dos documentos, um funcionário da prefeitura entrevistará o responsável familiar, para conferir os dados e traçar o perfil da família. A conversa pode ser registrada em formulário de papel ou pelo computador, no Sistema de Cadastro Único. Caberá ao entrevistador social entregar o formulário preenchido ou impresso, pedir a assinatura do responsável familiar e fornecer um comprovante de cadastramento.
O Sistema de Cadastro Único verificará se as pessoas da família têm um Número de Inscrição Social (NIS). Caso não o tenham, o sistema gerará um número em até 48 horas. O NIS é necessário para a participação em todos os programas sociais.
Caso o Cras ou os demais pontos de atendimento não queiram fazer o cadastramento, o cidadão pode fazer uma denúncia à Ouvidoria do Ministério da Cidadania. Basta ligar para o telefone 121.
O Partido Liberal (PL) anunciou neste domingo (14), que o evento de filiação do presidente Jair Bolsonaro à sigla, marcado para 22 de novembro, foi cancelado. Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, enviou uma nota oficial aos deputados nesta manhã com o aviso. No documento, Neto informa que o cancelamento foi uma decisão em comum acordo entre membros do partido e o presidente Jair Bolsonaro.
– Após intensa troca de mensagens na madrugada deste domingo, decidimos, de comum acordo, pelo adiamento da anunciada cerimônia de filiação. Portanto, a data de 22 de novembro foi cancelada, não havendo, ainda uma nova data para o compromisso de filiação – diz o documento.
Bolsonaro já havia adiantado o possível cancelamento em conversa com jornalistas na manhã deste domingo (14) em Dubai, durante a Dubai Air Show, considerada uma das principais feiras da indústria aeroespacial no mundo, nos Emirados Árabes Unidos.
De acordo com o chefe do Executivo, ele ainda tinha muito o que conversar com Valdemar Costa Neto.
– Quer saber a data da criança se eu nem casei ainda? Que data vai nascer a criança. Tem muita coisa a conversar com o Valdemar – afirmou Bolsonaro.
A criança não perdeu o equilíbrio e conseguiu retornar em segurança para dentro do apartamento
Campo Grande (MS) – Uma criança de dois anos foi flagrada andando no parapeito da janela de um prédio na região central de Campo Grande. O vídeo foi publicado sexta-feira (12/11) por uma página de humor da capital do Mato Grosso do Sul.
Pelas imagens disponíveis, a criança não perdeu o equilíbrio e conseguiu retornar em segurança para dentro do apartamento, provavelmente localizado no nono andar do edifício. A Polícia Militar do Mato Grosso do Sul informou ao portal UOL que agentes do Batalhão de Choque da corporação foram abordados por pessoas que relataram ter visto a criança andando no parapeito. De acordo com a polícia, a equipe entrou em contato com os moradores do apartamento e atestou que as janelas tinham telas de proteção.
A corporação não explicou ao UOL quem estava cuidando da criança e nem como ela conseguiu passar pela tela. “Em conversa com eles [moradores], foi verificado que se tratava apenas de um infeliz descuido com a criança de dois anos”, diz a nota da polícia ao portal UOL