Ativista afirmou que a revista “fez de boa amiga acolhedora” e que ela caiu “no conto”
Sara Winter Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Criticada após conceder uma entrevista à revista IstoÉ, a ativista Sara Winter decidiu voltar a falar sobre o assunto e rebater as críticas do que recebeu. Em entrevista ao site Brasil Sem Medo publicada neste sábado (27), ela explicou que falar com a IstoÉ “foi um erro” e que ela caiu no “conto do jornalista”.
As declarações de Sara Winter foram dadas à revista IstoÉ na semana passada e repercutiram nas redes sociais no último fim de semana. Ao veículo, Sara teria dito que foi orientada por Heleno a parar com os ataques à imprensa e ao então presidente da Câmara Rodrigo Maia. De acordo com ela, a ideia seria focar as críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A revista ainda abordou a relação entre Sara e a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF).
Ao veículo, a ativista disse que à IstoÉ distorceu suas palavras.
– Minha entrevista para a IstoÉ foi um erro. Infelizmente cai no conto do jornalista que disse que me ofereceu o espaço para falar sobre minha carreira no futuro. Atribuo esse erro a minha ingenuidade momentânea e a certa carência pelos espaços para os presos políticos na direita. Me considero muito inteligente no que concerne à desinformação, mas nesse caso, errei – ressaltou.
Ela então disse que a revista se fez “de amiga” com ela.
– A IstoÉ se fez de boa amiga acolhedora, exatamente o papel que a direita deveria ter feito e eu caí direitinho. Se até eu que sou extremamente experiente cai no conto, imaginem quantos jovens ingênuos são cooptados com as mesmas técnicas – apontou.
Sara também foi questionada sobre em quem votaria nas eleições de 2022. Ela afirmou que, apesar dos erros de Bolsonaro, seu voto seria nele.
– Se o Abraham Weintraub ou o Ernesto Araújo fossem candidatos a presidente, eu votaria neles. Mas eles não serão. O que temos hoje é Lula, é Ciro, é Moro, é Bolsonaro. O presidente errou muito, mas se a eleições fossem hoje eu votaria em Jair Bolsonaro.
Neste sábado (27), o presidente Jair Bolsonaro utilizou as redes sociais para mostrar o quarto em que está hospedado em Resende, no Rio de Janeiro. De acordo com ele, o valor da diária é de R$ 90.
Bolsonaro foi à cidade para participar de um evento na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman).
Decisão foi da Segunda Turma da Corte com os votos de Lewandowski, Gilmar Mendes e Nunes Marques
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) liberou, nesta sexta-feira (26), o desbloqueio dos bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O placar final ficou em 3 a 1 a favor do petista, com os votos favoráveis dos ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Nunes Marques.
A análise estava acontecendo por meio do plenário virtual e teve início com o voto de Edson Fachin, que votou a favor de manter o bloqueio. A Segunda Turma da Corte está desfalcada após a aposentadoria de Marco Aurélio Mello e o pedido de transferência de Cármen Lúcia para a 1ª Turma.
Os advogados de Lula recorreram à Suprema Corte depois que o juiz Luiz Antônio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, manteve o bloqueio do patrimônio de investigados nos processos relacionados ao triplex do Guarujá, ao sítio de Atibaia e ao Instituto Lula, mesmo após o envio das ações ao Distrito Federal.
A defesa de Lula alegou que o juiz não poderia manter os bloqueios, visto que o STF reconheceu a incompetência da Justiça Federal do Paraná para julgar os processos do ex-presidente. Porém, para a subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, a decisão do ministro Fachin invalidou os atos da Justiça do Paraná somente nas ações penais, sem menção às medidas cautelares.
A votação do pedido começou em 6 de agosto deste ano com o voto do relator, o ministro Edson Fachin, que rejeitou a solicitação feita pela defesa do petista. Dez dias depois, em 16 de agosto, o ministro Ricardo Lewandowski pediu vista, o que suspendeu o processo.
No dia 8 de novembro, Lewandowski devolveu o processo para julgamento, o que permitiu a retomada da votação do desbloqueio dos bens de Lula.
O Brasil fechará as fronteiras aéreas com seis países da África diante de uma nova variante de coronavírus, informou nesta sexta-feira o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.
Segundo ele, a restrição afetará, a partir da próxima segunda-feira (29), os passageiros oriundos da África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia, Zimbábue e Eswatini (ex-Suazilândia).
“O Brasil fechará as fronteiras aéreas para seis países da África em virtude da nova variante do coronavírus. Vamos resguardar os brasileiros nessa nova fase da pandemia naquele país. Uma portaria será publicada amanhã e deverá vigorar a partir de segunda-feira”, publicou o ministro no Twitter.
A nova variante do coronavírus identificada na África do Sul, batizada de ômicron, foi declarada nesta sexta uma variante de preocupação pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Mais cedo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou ao governo que restrinja os voos e viajantes de países do sul do continente africano, entre eles a África do Sul.
A decisão brasileira seguiu restrições de viagens impostas por diversos países, como Reino Unido, Estados Unidos e a União Europeia.
Presidente falou sobre a variante Omicron e disse que o governo irá tomar medidas racionais
Presidente Jair Bolsonaro disse que o Brasil não aguenta um novo lockdown Foto: Isac Nóbrega/PR
O presidente Jair Bolsonaro comentou, nesta sexta-feira (26), sobre a nova variante da Covid-19 que vem causando preocupação pelo mundo, a Omicron.
Em conversa com a imprensa após participar de cerimônia militar no Rio de Janeiro (RJ), Bolsonaro afirmou que o Brasil “não aguenta mais um lockdown”. A informação foi dada pelo jornal Folha de S.Paulo.
A nova variante foi identificada na África do Sul, mas também está presente em outros países do continente africano, entre os quais Botsuana, Suazilândia, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.
Ao falar sobre essa variante, Bolsonaro afirmou que serão adotadas “medidas racionais”.
– O Brasil não aguenta mais um lockdown. Conversei com o almirante Barra Torres [presidente da Anvisa], com o Ciro [Nogueira], da Casa Civil, discutindo Argentina. Quem vem da Argentina de carro para cá, sem problemas. Quem vier de avião tem que ficar quatro dias em quarentena. Vamos tomar medidas racionais – apontou.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já chegou a publicar uma nota recomendando que o Brasil adote medidas de restrição relativas a voos de viajantes destes seis países.
Pastor Eurico protocolou uma PEC sugerindo a medida
Desfile no Sambódromo do Rio no Carnaval de 2015 Foto: Reprodução/Google Street View
A comemoração do Carnaval pode ser cancelada em todo o Brasil no ano de 2022. Isso porque o deputado federal pastor Eurico protocolou nesta quinta-feira (25) um Projeto de Lei (PL) para impedir a realização do evento devido à pandemia de Covid-19.
O deputado defende que “cancelar a celebração do Carnaval em todo o país é uma medida sensata para evitar possíveis curvas invisíveis de contágio e o surgimento de novas variantes do vírus. Não podemos esmorecer agora, no final desta guerra, e permitir que a população de todo o Brasil seja exposta a esse risco”.
Se aprovado, o projeto proibirá a realização de “quaisquer festas, blocos carnavalescos ou eventos de pré-Carnaval, em ambientes abertos ou fechados, promovidos por iniciativa pública ou privada” durante o ano de 2022.
Deputado pastor Eurico, autor da proposta Foto: Câmara dos Deputados/Reila Maria
Durante a semana, o Carnaval foi mencionado por diversas autoridades que se manifestaram contra e a favor do evento. O presidente Jair Bolsonaro disse que, por ele, não haverá Carnaval. Houve municípios de São Paulo que anunciaram o cancelamento da festa. No entanto, a capital de São Paulo e a do Rio de Janeiro anunciaram que manterão às atividades relacionadas à festividade.
Embora a final da disputa pela Taça Libertadores da América esteja marcada para este sábado (27), a decisão no Palácio da Alvorada parece já ter um vencedor. Embora seja palmeirense, o presidente Jair Bolsonaro declarou que irá torcer para o time da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
Em discurso na cerimônia de Jubileu da Brigada de Infantaria Paraquedista, no Rio de Janeiro, Bolsonaro trouxe à tona o duelo entre Palmeiras e Flamengo que ocorrerá no Uruguai, às 17h.
– Temos tudo para sermos uma grande nação, e seremos, com a ajuda de Deus e com vocês ao nosso lado. Antes de agradecer [por] qualquer coisa, assim como falei em 2019 e deu certo: “Amanhã, somos todos flamengo!” – exclamou momentos antes de ouvir os aplausos e gritos dos presentes.
Flamenguista, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), viajará nesta sexta-feira (26) para uma agenda futebolística sem qualquer relação com o governo chefiado por ele: a final da Libertadores da América entre Flamengo e Palmeiras em Montevidéu, capital do Uruguai, marcada para este sábado (27). A informação foi divulgada pelo site Metrópoles. De acordo com a publicação, Ibaneis costuma acompanhar de perto os principais jogos do time carioca. Coincidentemente, o clube rubro-negro tem feito diversas partidas em Brasília nos últimos tempos, algumas delas decisivas, como a final da Supercopa do Brasil, disputada em abril deste ano, na qual o Flamengo foi campeão justamente sobre o rival da final da Libertadores deste sábado.
Para a ida ao Uruguai, segundo o site, o governador fará a viagem em seu avião particular, acompanhado de amigos e familiares. A previsão é de que ele retorne às atividades em Brasília na segunda-feira (29). A aeronave, um Beechcraft King Air 350, foi adquirido por Ibaneis, em 2019, por 2 milhões de dólares (R$ 7,4 milhões na cotação da época).
A declaração foi dada pelo presidente durante uma entrevista à Rádio Sociedade da Bahia
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Agência Brasil/José Cruz
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira (25), que uma nova onda da Covid-19 está vindo no mundo. A declaração foi dada durante uma entrevista à Rádio Sociedade da Bahia.
Bolsonaro comentava o aumento de casos da doença pelo mundo quando afirmou que “os problemas estão aí”.
– Outra onda, sim, está vindo. Eu não sei se é [por causa de] outra cepa de vírus ou se acabou a validade das vacinas tomadas por lá. Os problemas estão aí – ressaltou.
Bolsonaro afirmou que o problema terá que ser enfrentado por todos.
– É uma realidade que temos que enfrentar. Não adianta a gente esconder e nem culpar ninguém por essa tragédia que está acontecendo no mundo todo – destacou.
Durante a entrevista, o presidente também falou sobre a vacina contra a Covid-19.
– A vacina deve ter uma validade. Seis meses depois, os anticorpos estão mais baixos. Já quem tem a doença conta com muito mais imunidade – apontou.
Órgão vai analisar dados bancários e celular do advogado de Adélio Bispo
Adélio Bispo Foto: Reprodução/Print de vídeo do depoimento de Adélio Bispo
A Polícia Federal reabriu a investigação sobre o atentado a faca contra o presidente Jair Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018. O inquérito foi retomado após o sinal verde do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, que no início do mês derrubou as restrições que vinham travando as apurações.
A PF poderá agora analisar o material obtido a partir da quebra de sigilo bancário do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que na época do crime defendeu Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada.
O delegado Rodrigo Morais Fernandes também poderá acessar o conteúdo da operação que fez buscas no escritório do advogado, ainda em 2018. Na ocasião, os agentes apreenderam celular, livros caixa, recibos e comprovantes de pagamento de honorários, mas não puderam se debruçar sobre o material por decisão liminar da Justiça, anulada no último dia 3 pelo TRF1.
A linha de investigação retomada pela PF busca verificar se alguém pagou pelo trabalho de Zanone no caso ou se o advogado assumiu a defesa de Adélio para ganhar visibilidade.
Em etapas anteriores, a Polícia Federal concluiu que Adélio agiu sozinho, sem cúmplices ou mandantes.
Ele também foi considerado incapaz de responder pelo crime por sofrer distúrbios psicológicos e cumpre medida de segurança na penitenciária federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, por tempo indeterminado.