Uma tragédia se debateu sobre a família do Policial Militar conhecido popularmente por Sargento Benedito. O seu filho de 14 anos, pegou uma arma e acabou matando a própria mãe, o irmão mais novo e ferindo gravemente o próprio pai com um tiro no peito.
O fato aconteceu na tarde deste sábado, dia 19, por volta das 15h00, na residência da família, na Rua Oscar Torres, Jardim Guanabara, em Patos. Em princípio, os vizinhos achavam que se tratava de um latrocínio ocasionado por um homem que teria invadido a casa, porém, após investigações, se averiguou que o filho mais velho do casal havia cometido o crime.
Viaturas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), do 4º Batalhão do Bombeiro Militar (4º BBM, bem como guarnições do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM) e do BOPE estiveram no local.
O Sargento Bené sofreu um tiro no peito e foi socorrido pelo SAMU ao Hospital Regional de Patos onde deu entrada no bloco cirúrgico. A mãe e o irmão foram assassinados com tiros na cabeça.
No local do ocorrido, a cena é de muita comoção e perplexidade. O jovem filho do casal foi detido e está sendo acompanhado para averiguar as condições psicológicas do adolescente. As informações são de policiais militares e civis que estão no local.
As críticas que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez às privatizações de empresas públicas e à política de preços da Petrobras são, segundo economistas ouvidos pela CNN Brasil, mais um discurso político, visando às eleições presidenciais, do que efetivamente um plano factível de governo.
O economista e professor da FGV, Gesner Oliveira, aponta uma distinção “muito clara”, no discurso do petista, entre o que é o programa para a campanha e o que é o programa para o governo. Segundo ele, há um apelo populista, no que diz parecer ser o discurso de campanha do possível candidato ao Planalto, que “gera apreensão ao poder representar um retrocesso grande”.
“Ele está usando esses símbolos, essas ideias que não têm muita substância, de que essas empresas são patrimônio do povo brasileiro. É um uso político eleitoral. O preço dos combustíveis desgasta o governo e ele usa isso”, afirma Oliveira. “Na verdade não tem nada substantivo de privatização da Petrobras, que aumentasse a concorrência, mais chance de ter preço mais barato ou mais investimento.”
Segundo a economista e professora do Insper, Juliana Inhasz, as ideias do petista, que participou de dois eventos no Paraná neste fim de semana, são contrárias às políticas de estabilização econômica esperadas para fazer o Brasil voltar a crescer.
“Minha percepção quando ele fala do reajuste da Petrobras e de privatizações é que a política que ele vai propor é a que distancia a gente cada vez mais de um Brasil próspero, mas sim [um país] com déficits e dívida cada vez maiores. A gente não pode esquecer que a maior parte da conta é paga pelos mais pobres, que é a classe que ele diz que tanto defende”, observa a economista.
Segundo Inhasz, o discurso de Lula, reflete a necessidade de o petista se firmar como uma alternativa viável. “Neste momento de crise, onde os preços sobem e a situação econômica não é boa, é o momento perfeito para ele dizer que faria diferente. Então, ele aproveita uma fragilidade da atual política econômica de gerar grandes efeitos e resultados, em que o ministério da Economia tem muito pouco ajuste a fazer”, diz Inhasz.
Lula, segundo Inhasz, cria, no entanto, “uma percepção errônea de que os reajustes de preço são oportunismos do governo ou falta de capacidade em negociar mais benefícios ao povo”.
“Ele coloca uma solução como se fosse mágica [a Petrobras absorver a alta de preços dos combustíveis], mas é pouco afetiva. A bem da verdade é essa: não seria possível fazer a absorção de tantos impactos de preços. Ainda que fosse, o custo social disso seria imenso”, avalia.
Postagem de agosto do ano passado trazia documentos sobre a investigação do ataque hacker ao TSE
Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Isac Nóbrega
O Telegram apagou, neste sábado (19), uma mensagem do presidente Jair Bolsonaro que trazia dados de uma investigação da Polícia Federal sobre um ataque hacker contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida foi uma das exigências do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para liberar o aplicativo.
A mensagem em questão referia-se a um inquérito da Polícia Federal que, segundo o presidente, comprovava que o sistema eleitoral brasileiro havia sido invadido e que era violável. No texto, o presidente compartilhou ainda quatro links, sendo um deles o inquérito da PF e outro um relatório do TSE.
– Segue os documentos que comprovam, segundo o próprio TSE [Tribunal Superior Eleitoral], que o sistema eleitoral brasileiro foi invadido e, portanto, é violável – escreveu o presidente na postagem, feita em 4 de agosto do ano passado.
Com a exclusão do conteúdo, no lugar onde antes estava a postagem feita pelo presidente agora está escrito: “Esta mensagem não pode ser exibida porque violou as leis locais”.
Mensagem de Bolsonaro foi excluída do Telegram Foto: Reprodução/Telegram Jair Bolsonaro
O BLOQUEIO Alexandre de Moraes determinou o bloqueio do Telegram na quinta-feira (17), em decisão que veio a público na sexta-feira (18). Após a decisão, o fundador do Telegram, Pavel Durov, pediu desculpas, disse que a empresa foi negligente, culpou uma confusão com e-mails pela falta de respostas e prometeu passar a cumprir a legislação.
Diante dessa atitude do criador e da própria plataforma, Moraes proferiu uma nova decisão dando mais um prazo de 24 horas para que a plataforma cumpra as novas decisões e possa ter a oportunidade de continuar operando no país sem restrições. Entre as exigências para que o Telegram possa funcionar, Moraes elencou as seguintes:
– indicar à Justiça um representante oficial do Telegram no Brasil (pessoa física ou jurídica); – informar ao STF, “imediata e obrigatoriamente”, as providências adotadas pelo Telegram para “o combate à desinformação e à divulgação de notícias fraudulentas, incluindo os termos de uso e as punições previstas para os usuários que incorrerem nas mencionadas condutas”; – excluir imediatamente os links no canal oficial do presidente Jair Bolsonaro, no Telegram, que permitem baixar documentos do inquérito sobre a invasão hacker ao TSE; – bloquear o canal Claudio Lessa, fornecer os dados cadastrais da conta ao STF e preservar a íntegra do conteúdo veiculado nesse espaço.
Tratamento utiliza cabotegravir de ação prolongada
Foto: Leonardo Oliveira/FioCruz
O Brasil vai receber financiamento da Unitaid, agência global ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), para iniciar um tratamento injetável de prevenção ao HIV no país. A profilaxia pré-exposição (PrEp) utiliza o medicamento cabotegravir de ação prolongada e consiste em seis aplicações por ano, o que se mostrou mais eficaz do que o tratamento diário por via oral.
A implementação se dará em uma parceria da agência com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e o projeto será coordenado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) e pelo Ministério da Saúde. A coordenadora será a chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em DST e Aids do INI, Beatriz Grinsztejn, infectologista que recentemente se tornou a primeira mulher da América Latina a presidir a maior associação de profissionais e pesquisadores dedicados ao HIV/Aids, a International AIDS Society.
A parceria foi anunciada ontem (18) no seminário conjunto Brasil e Unitaid – parcerias atuais e perspectivas futuras, no auditório do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). Participou do seminário a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. Segundo a Agência Fiocruz de Notícias, Nísia afirmou que os US$ 10 milhões que serão investidos trarão forte impacto para o Brasil e a África do Sul.
O cabotegravir de ação prolongada propicia oito semanas de proteção contínua contra a infecção pelo vírus, por meio de uma única injeção intramuscular. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, o projeto terá como público-alvo os grupos mais vulneráveis à infecção pelo HIV: homens que fazem sexo com homens e mulheres trans, de 18 a 30 anos.
Além do Brasil, a Unitaid também selecionou a África do Sul para implantar o projeto, que será disponibilizado para adolescentes e jovens mulheres. Segundo a Fiocruz, na África Subsaariana, seis em cada sete novos casos de infecção em adolescentes ocorrem em garotas, e mulheres jovens têm o dobro do índice de contaminação em relação a homens jovens.
Os dois países vão adotar o tratamento de forma integrada a seus programas nacionais de saúde, e os dados gerados devem servir de apoio para a implantação global do programa. A meta das Nações Unidas é fazer com que a prevenção alcance 95% das pessoas com risco de infecção em 2025.
A Fiocruz explica que a PrEP injetável, além de facilitar o tratamento, ajuda a mitigar o medo de que os comprimidos sejam interpretados como tratamento do HIV e façam com que o usuário sofra estigma, discriminação ou violência por parceiro íntimo como resultado.
Corpo de Bombeiros foi acionado e chamas foram controladas
Incêndio atinge garagem do Palácio do Planalto Foto: Reprodução / Youtube / Metrópoles / G1
Um dos anexos do Palácio do Planalto foi atingido por um incêndio na tarde deste sábado (19), liberando nuvens de fumaça preta em trecho da Esplanada dos Ministérios. O Corpo de Bombeiros (CBMDF) foi acionado para atender a ocorrência e informou que as chamas foram controladas.
De acordo com a CBMDF, houve um “incidente muito pequeno” na garagem do Palácio do Planalto, mas ele foi contido em cinco minutos.
A corporação está apurando as causas do incidente. Informações preliminares obtidas pelo portal G1 apontam que o local possui muitos objetos inflamáveis, como colchões.
Ao menos cinco viaturas da CBMDF estão no local. A Defesa Civil também foi acionada para investigar se o fogo causou danos ao galpão.
O presidente Jair Bolsonaro não teve agenda oficial neste sábado e passa o dia no Palácio da Alvorada.
Ministro destacou que empresa cumpriu apenas parcialmente as determinações judiciais até o momento
Ministro Alexandre de Moraes Foto: Carlos Moura/SCO/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, aceitou o pedido de desculpas do CEO do Telegram, Pavel Durov, e atendeu a solicitação por mais prazo. Em decisão neste sábado (19), ele deu 24h para que a empresa cumpra as determinações judiciais requeridas pela Justiça brasileira.
– O Telegram, até o presente momento, cumpriu parcialmente as determinações judiciais, sendo necessário o cumprimento integral para que seja afastada a decisão de suspensão proferida em 17/3/2022 – advertiu.
A manifestação foi enviada por volta das 16h44 pelo gabinete de Moraes ao novo e-mail indicado pela plataforma. Segundo Durov havia uma “falha na comunicação” devido a um desencontro entre os e-mails corporativos do Telegram e do STF.
– Em nome de nossa equipe, peço desculpas ao STF por nossa negligência. Definitivamente, poderíamos ter feito um trabalho melhor – declarou Durov nessa sexta-feira (18).
Segundo Moraes, o bloqueio ao Telegram será suspenso assim que a empresa cumprir uma lista com quatro exigências. São elas:
– indicar à Justiça um representante oficial do Telegram no Brasil (pessoa física ou jurídica); – informar ao STF, “imediata e obrigatoriamente”, as providências adotadas pelo Telegram para “o combate à desinformação e à divulgação de notícias fraudulentas, incluindo os termos de uso e as punições previstas para os usuários que incorrerem nas mencionadas condutas”; – excluir imediatamente os links no canal oficial de Jair Bolsonaro, no Telegram, que permitem baixar documentos de um inquérito sigiloso e não concluído da Polícia Federal; – bloquear o canal Claudio Lessa, fornecer os dados cadastrais da conta ao STF e preservar a íntegra do conteúdo veiculado nesse espaço.
Ex-senadora crê que petista “capitaneava” crimes de corrupção em seu governo
Ex-parlamentar Heloísa Helena Foto: Agência Senado/ Geraldo Magela
A ex-senadora Heloisa Helena (Rede) afirmou não ter dúvidas de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é culpado por crimes de corrupção. De acordo com ela, não há “força humana” capaz de obrigá-la a dar suporte ao presidenciável.
– Eu não tenho dúvida que uma personalidade inteligente como Lula, seria impossível que se fossem viabilizados tantos crimes contra administração pública no governo dele sem estar ele a capitanear o processo. Se for para responder de forma simplória, se é inocentou ou culpado, eu não tenho dúvida de que é culpado – declarou a ex-parlamentar em entrevista ao Uol.
Heloisa Helena garante que manterá sua visão independente das instâncias jurídicas. Ela negou, porém, que seu posicionamento proteja o ex-juiz Sergio Moro.
– Não posso mentir e dizer que considero Lula inocente. Quando as instâncias jurídicas declararam que o [Fernando] Collor era inocente, eu continuei dizendo que eu achava que ele não era. Então, isso não significa proteger o Sergio Moro ou condenar os procedimentos investigatórios legítimos que foram feitos, porque ele teve uma postura inaceitável de tratar disso politicamente – acrescentou.
A ex-senadora também manifestou sua opinião sobre a perda de direitos políticos por parte de políticos que cometeram crimes.
– Não posso dizer que, quando uma pessoa é identificada como culpada, ela tenha que ficar ad infitinum, ad eternum, sem ter seus direitos políticos, sem ter seus direitos civis, para continuar intervindo na democracia, caso ainda queira ainda se candidatar – concluiu.
Heloisa Helena chegou a ser filiada do Partido dos Trabalhadores, mas foi expulsa da sigla em 2003, após votar contra a reforma da Previdência do governo Lula. À época, a legenda a classificou como “radical”.
Ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão do aplicativo de mensagens
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Agência Brasil/José Cruz
Grupos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro se mobilizaram para buscar alternativas à proibição do uso da plataforma Telegram pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nesta sexta-feira (18). A rede social é uma das principais usadas por de Bolsonaro – lá, seu principal canal tem cerca de 1,1 milhão de inscritos, um número muito superior aos quase 49 mil seguidores no perfil oficial do petista Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo.
Na plataforma, grupos podem ter até 200 mil usuários; canais de transmissão podem ter audiência ilimitada.
Apoiadores divulgavam, principalmente, formas de como usar uma rede virtual privada (VPN) ou de ter acesso a um proxy. Ambos têm a mesma finalidade: mascarar a origem de acesso de um internauta. Uma pessoa no Brasil pode simular que está usando a internet em outro país.
Na ordem de Moraes, pessoas naturais e jurídicas que usarem “subterfúgios tecnológicos” para continuarem a usar o Telegram estarão sujeitas a “sanções civis e criminais”, e multa diária de R$ 100.000.
A ação foi recomendada por influenciadores como o jornalista Allan dos Santos, que teve sua conta original bloqueada no Brasil em 26 de fevereiro. Quando banido, Allan dos Santos criou uma conta alternativa e informou que quem estava em outro país ou usava uma VPN conseguia ter acesso ao canal original.
O influenciador Bernardo Küster divulgou em seu canal com mais de 60 mil seguidores o uso de proxy como alternativa para o uso do Telegram. Ele postou duas possíveis alternativas de proxy, com endereços para Estados Unidos e outros países europeus.
– Nesse novo Brasil, aprenda a usar VPN e criar uma conta no Gettr e no Clouthub – escreveu Allan dos Santos às 16h06 desta sexta-feira em sua conta alternativa na rede, que ainda estava ativa e tinha cerca de 50 mil inscritos.
Poucos minutos depois, ele foi novamente banido da plataforma.
O Gettr se define como uma rede social que “rejeita a censura política e a ‘cultura do cancelamento’”. Ela tem o apoio direto de Bolsonaro, seus filhos e influenciadores, que estão presentes na plataforma. O Clouthub é uma outra rede para o qual grupos de direita migraram em massa.
Apoiadores de Bolsonaro nos grupos criticaram Alexandre de Moraes com xingamentos e alguns protestaram contra o que chamaram de inação do presidente sobre o tema.
Administradores de páginas em apoio a Bolsonaro criaram canais na rede social Discord para que os seguidores migrassem. O Discord é uma plataforma que permite que usuários se comuniquem por texto e por voz. Apenas membros dos grupos podem saber o conteúdo das mensagens.
O Concurso 2.464 da Mega-Sena, que será realizado hoje (19) à noite em São Paulo, pagará o prêmio de R$ 190 milhões a quem acertar as seis dezenas. O sorteio será às 20h no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê.
O concurso anterior, quarta-feira (16), não teve acertador das seis dezenas e o prêmio ficou acumulado.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet, nosite da Caixa Econômica Federal.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.
Empresa destacou momento “desafiador e de alta volatilidade”
Foto: Fernando Frazão
A Petrobras informou hoje (18) que não pode antecipar decisões sobre manutenção ou ajustes de preços de combustíveis, devido ao momento “desafiador e de alta volatilidade”.
Em nota para esclarecer a população sobre os preços de gasolina, diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP), a empresa afirmou que tem “sensibilidade quanto aos impactos dos preços na sociedade e mantém monitoramento diário do mercado”.
Segundo a Petrobras, foi observada, nos últimos dias, redução dos níveis de preços internacionais de derivados, seguida de forte aumento ontem (17).
Invasão da Ucrânia
“Seguimos em ambiente de muita incerteza, com aumento na demanda por combustíveis no mundo, num momento em que os desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia impactam a oferta, gerando uma competição no mundo pelo fornecimento de produtos”, diz a nota. De acordo com a empresa, esse cenário “reforça a importância de que os preços no Brasil permaneçam alinhados ao mercado global para assegurar a normalidade do abastecimento e mitigar riscos de falta de produto”.
A Petrobras lembrou ainda que, nos últimos meses, o mercado internacional de petróleo veio enfrentando elevada volatilidade, devido à pandemia de covid-19. Essa volatilidade dos preços ganhou um componente adicional com a tensão geopolítica na Europa, que culminou com a invasão da Ucrânia pela Rússia no último dia 24 de fevereiro.
“Em um primeiro momento, apesar da disparada dos preços internacionais, a Petrobras, ao avaliar a conjuntura de mercado e preços conforme governança estabelecida, decidiu não repassar de imediato a volatilidade, realizando um monitoramento diário dos preços de petróleo. Somente no dia 11 de março, após serem observados preços em patamares consistentemente elevados, a Petrobras implementou ajustes nos seus preços de venda às distribuidoras de gasolina, diesel e GLP”, relata a nota.
Reflexo
A empresa esclareceu que os valores aplicados naquele momento, embora tivessem sido significativos, refletiam somente “parte da elevação dos patamares internacionais de preços de petróleo, que foram fortemente impactados pela oferta limitada, frente à demanda mundial por energia”.
De acordo com a empresa, esse movimento acompanhou o de outros fornecedores de combustíveis no Brasil que haviam promovido ajustes nos seus preços de venda antes da Petrobras. Analisou que a medida foi necessária para garantir o suprimento do mercado brasileiro, afastando riscos de desabastecimento, tanto por distribuidores, como importadores e outros produtores, além da Petrobras.
“A Petrobras segue todos os ritos de governança e busca um equilíbrio com o mercado, ao mesmo tempo que evita repassar para os preços internos as volatilidades das cotações internacionais e da taxa de câmbio, causadas por eventos conjunturais”, continua a nota.
Na avaliação da companhia, esse posicionamento permitiu que os preços nas refinarias da Petrobras permanecessem estáveis por 152 dias para o GLP e por 57 dias para a gasolina e o diesel, “mesmo nesse quadro de ascensão do preço internacional”.