De acordo com o ministro, protocolo para acionar a calamidade está pronto desde o ano passado
Paulo Guedes, ministro da Economia Foto: EDU ANDRADE/Ascom/ME
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira (15) que o governo está preparado “para qualquer guerra”. Ele lembrou que o protocolo para acionar a calamidade e não precisar cumprir as regras fiscais – como ocorreu na pandemia – está pronto desde a aprovação da PEC Emergencial no ano passado.
– Estamos preparados e vamos agir como agimos na pandemia. Temos protocolo de guerra preparado. Temos o botão de emergência, temos exceção ao teto de gastos se for preciso. Estamos preparados para qualquer guerra – enfatizou o ministro, em cerimônia no Palácio do Planalto.
Após a aprovação do PLP 11 na semana passada, Guedes voltou a dizer que a nova legislação sobre a tributação de combustíveis levará a uma redução de R$ 0,60 nos preços nas bombas, com impacto de R$ 0,27 os estados e de R$ 0,33 para a União.
– O barril de petróleo foi a US$ 130 e conseguimos atenuar em dois terços o primeiro impacto. O impacto em combustíveis seria de R$ 0,90, mas absorvemos R$ 0,60. Ou seja, apenas um terço do impacto da alta do petróleo chegou aos consumidores – alegou.
– Os impostos estavam em cascata nos combustíveis, era um absurdo O governo não pode ter resultado em cima da desgraça do povo. Não tem sentido comemorar aumento da arrecadação com alta do petróleo. Estamos abrindo mão de receitas, estamos reduzindo IPI, PIS/Cofins e ICMS – completou.
O ministro afirmou também que a economia brasileira já se recuperou e está mais forte inclusive do que a maioria dos países desenvolvidos.
– Somos uma geração que paga suas guerras, não estamos hipotecando o futuro dos nossos netos e bisnetos. O deficit já está zerado. Estamos fortes para outra briga, se vier guerra mundial estamos prontos. Somos firmes, somos duros na queda, temos planos – acrescentou.
– Os ministros estão todos trabalhando juntos pelos mesmos objetivos. Teremos R$ 1,1 trilhão de planos de investimentos contratados até o fim deste ano. O Brasil está condenado a crescer – concluiu.
Imunização será em duas etapas e deve terminar em 3 de junho
Foto: Gilberto Marques/ Gov. SP
O Ministério da Saúde inicia no dia 4 de abril a campanha nacional de vacinação contra a gripe. A meta é imunizar cerca de 76,5 milhões de pessoas até o dia 3 de junho, data prevista para encerramento da campanha.
Em nota, o ministério alerta para a importância da vacinação dos grupos prioritários para evitar surtos da doença, que pode sobrecarregar os serviços de saúde e até levar à morte.
Segundo a pasta, 80 milhões de doses da vacina Influenza trivalente, produzidas pelo Instituto Butantan e eficaz contra as cepas H1N1, H3N2 e tipo B, estarão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
No caso das crianças de 6 meses a menores de 5 anos que já receberam ao menos uma dose da vacina Influenza ao longo da vida, deve-se considerar o esquema vacinal com apenas uma dose em 2022. Para as crianças que serão vacinadas pela primeira vez, a orientação é agendar a segunda aplicação da vacina contra gripe para 30 dias após a primeira dose.
A campanha nacional ocorrerá em duas etapas. Na primeira, entre os dias 4 de abril e 2 de maio, serão vacinados idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores da saúde.
A segunda etapa, que vai de 3 de maio a 3 de junho, tem como público-alvo crianças de 6 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias; gestantes e puérperas; povos indígenas; professores; pessoas com comorbidades; pessoas com deficiência permanente; membros de forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas; caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso; trabalhadores portuários; funcionários do sistema prisional; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medida socioeducativa e pessoas privadas de liberdade.
O presidente Jair Bolsonaro espera que a Petrobras siga o mercado internacional e reduza o preço dos combustíveis, após a queda do valor do barril de petróleo.
O preço do barril do petróleo do tipo Brent, o mais comercializado internacionalmente, fechou a cotação do dia a US$ 99. Na semana passada, o barril chegou a custar mais de US$ 139, maior valor em 14 anos, o que levou a Petrobras a promover reajustes no preço da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, anunciados na última quinta-feira (10).
“Estamos tendo notícias de que nos últimos dias o preço do petróleo lá fora tem caído bastante. A gente espera que a Petrobras acompanhe a queda de preço lá fora. Com toda certeza, ela fará isso daí”, disse o presidente durante evento de lançamento do novo marco legal da securitização e de garantias rurais, no Palácio do Planalto, em Brasília.
O presidente voltou a criticar a decisão da Petrobras de aumentar o preço dos combustíveis antes mesmo de o Congresso Nacional e do governo aprovarem medidas para conter o aumento dos preços. Uma dessas medidas foi a edição de uma lei complementar que unifica o valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. O texto foi sancionado na última sexta-feira (11).
“A gente lamenta apenas, se a Petrobras tivesse esperado um dia a mais, nós poderíamos, ao se anunciar o reajuste de R$ 0,90 no litro do diesel pela empresa, que não é de responsabilidade nossa, mas exclusiva da Petrobras, também ter anunciado a diminuição de R$ 0,60 no litro do combustível. Por um dia, se a Petrobras tivesse esperado, teríamos apenas um aumento de R$ 0,30 no preço do diesel”, disse.
Em seu discurso de hoje, o presidente Jair Bolsonaro também destacou que seu governo tem se empenhado na redução de impostos. Além do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide sobre operações de câmbio, ele citou a diminuição do Imposto sobre Produtos Industriais (IPI), feita na semana passada, e que poderá ser ampliada. “Há pouco dias, tivemos aqui a questão do IPI, em 25%. E há uma possibilidade, segundo o [que] Paulo Guedes disse de reduzir mais ainda para automóveis, motocicletas e produtos da linha branca. É uma coisa fantástica porque nunca se ouviu falar isso aqui no Brasil”.
O Nubank vai pagar R$ 450 para cada cliente que responder uma pesquisa sobre o Imposto de Renda de Pessoa Física. Para isso, a fintech convidou alguns clientes para participarem do estudo.
O questionário é enviado por e-mail. O procedimento não é longo, sendo necessário apenas 10 minutos para responder todas as perguntas.
As perguntas que compõem a pesquisa visam decifrar o perfil do usuário, e caso ele se encaixe no perfil desejado pelo Nubank, o cliente participará de um estudo.
Veja algumas perguntas que serão feitas para recebimento do valor: • Qual sua idade? • Qual sua renda mensal? • Você vai declarar o Imposto de Renda? • Você contratou um contador para fazer sua declaração? • Seus investimentos são feitos analisando a dedução IR? • A isenção do IR é fator determinante para suas aplicações?
O Nubank entrará em contato com os clientes que se adequarem ao perfil para realizar uma entrevista. De acordo com a fintech, a pesquisa é realizada para “outros milhões de clientes Nubank”.
Nubank é um dos maiores bancos digitais da América Latina. Atualmente, já são 50 milhões de clientes, locados em três países e em todas as cidades do país.
Documento foi aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) nesta segunda
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou nesta segunda-feira (14) um documento que define mudanças no modelo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2024. De acordo com o relatório, as alterações sugeridas visam adequar o exame ao Novo Ensino Médio que vai estar totalmente implantado em três anos.
O novo documento detalha que a avaliação vai passar a ter questões discursivas e de múltipla escolha, distribuídas em: redação + perguntas de formação geral (sem divisão por disciplina, cobrando habilidades mais interpretativas do que conteudistas); e perguntas focadas na área de conhecimento escolhida pelo estudante (ciências humanas, ciências da natureza, linguagens ou matemática), também sem enfoque conteudista, segundo habilidades e competências desenvolvidas.
“É uma grande mudança, principalmente a segunda etapa, porque cada aluno vai poder escolher uma área que corresponda ou esteja mais próxima ao curso que ele quer ingressar” explicou a presidente do CNE, Maria Helena Guimarães de Castro, em entrevista ao G1
Segundo ela, quem vai ficar responsável por indicar quais cursos são abrangidos por cada área será a instituição de ensino superior.
Resultado da chamada regular foi adiado para o dia 18 de março
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
As inscrições para o primeiro processo seletivo de 2022 do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) terminam às 23h59 desta terça-feira (15). A data do resultado da chamada regular que seria divulgado hoje, mudou. Será publicado no dia 18 de março, no portal Acesso Único.
“O MEC [Ministério da Educação] decidiu ampliar o prazo após identificar lentidão e interrupções pontuais na performance da solução tecnológica, durante poucos minutos, no sistema eletrônico de inscrição. A instabilidade, ocorrida apenas no final da noite do último prazo previsto para inscrição, que seria no dia 11, foi pontual, tanto que somente foi percebida por quem acessava o sistema, no horário próximo do encerramento do prazo de inscrição”, justificou a pasta.
Para concorrer a uma vaga, o candidato precisa ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010 e ter obtido nota igual ou superior a 450 pontos. Outra exigência para inscrição é não ter zerado a redação.
Novo cronograma do Fies
Dia 15 de março – último dia para inscrição;
Dia 18 de março– resultado da chamada única e lista de espera;
De 21 a 23 de março – prazo para complementação das inscrições dos pré-selecionados na chamada regular;
De 24 de março a 4 de maio – prazo para convocação dos pré-selecionados por meio da lista de espera.
Órgão pediu extinção do processo contra o presidente
Presidente Jair Bolsonaro foi alvo de ação de caminhoneiros Foto: PR/Isac Nóbrega
A Advocacia-Geral da União (AGU) negou omissão do governo federal diante do aumento do preço dos combustíveis. A manifestação foi enviada nesta segunda-feira (14) em uma ação que pede a suspensão do reajuste em todo o país. Segundo a pasta, não cabe ao presidente Jair Bolsonaro (PL) interferir na política de preços da Petrobras.
– Como não há qualquer relação de subordinação entre a sociedade de economia mista [Petrobras] e a União, não há que se falar que o ente central está sendo omisso em controlar ilegalidades supostamente praticadas pela companhia em sua política de preços dos derivados de petróleo – diz um trecho da manifestação.
A AGU diz que a estatal tem “autonomia administrativa” e pratica a “liberdade de preços, o que está alinhado com princípio constitucional da livre concorrência”. O pedido da pasta é para a Justiça Federal encerrar o processo sem análise do mérito.
CAMINHONEIROS ACIONAM JUSTIÇA O memorial foi enviado em uma ação movida pela Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas em conjunto com sindicatos de transportadores de cargas. O argumento das entidades é que, ao atrelar a política de preço do combustível ao valor internacional do barril de petróleo, a Petrobras age em prejuízo do consumidor.
Em relação ao governo, acusam “atos e omissões inconstitucionais e ilegais” que, em sua avaliação, “caracterizam violação de setores sensíveis em atentado à soberania nacional por subordinação da independência do setor energético a interesses meramente econômicos externos”.
A Petrobras comunicou na semana passada um reajuste de 18,8% na gasolina, 24,9% no diesel e 16,1% no gás de cozinha. Bolsonaro chegou a criticar a estatal após o anúncio. O presidente disse que a empresa registra “lucro absurdo” em um “momento atípico no mundo” e que ficou insatisfeito com a medida.
De acordo com levantamento do Instituto Gerp, Lula teria 38% das intenções de voto e Bolsonaro teria 31%
Presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula Foto: PR/Anderson Riedel // Divulgação Lula/Ricardo Stuckert
Uma nova pesquisa eleitoral feita na semana passada e divulgada nesta segunda-feira (14) apontou que a distância entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro segue reduzindo. O levantamento, realizado pelo Instituto Gerp, traz Lula com 38% das intenções de voto e Bolsonaro com 31%.
A pesquisa foi realizada por telefone com 2.095 pessoas entre os dias 7 a 10 de março. No total, foram ouvidos eleitores de 155 municípios. A margem de erro é de 2,18 pontos percentuais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-07402/2022.
Veja as intenções de voto:
Lula – 38% Jair Bolsonaro – 31% Sergio Moro – 7% Ciro Gomes – 5% João Doria – 2% André Janones – 1% Não sabem ou não responderam – 8%
Outros nomes da chamada terceira via, como Simone Tebet (MDB), Alessandro Vieira (Cidadania), Rodrigo Pacheco (PSD) e Felipe D’Ávila (Novo), não pontuaram.
Já num cenário de segundo turno, cinco nomes apareceram no levantamento: Lula (40%), Bolsonaro (31%), Moro (7%), Ciro Gomes (5%) e Doria (2%).
Humorista é roteirista do filme Como se Tornar o Pior Aluno da Escola
Danilo Gentili Foto: Reprodução/SBT
Nesta segunda-feira (14), os nomes de Danilo Gentili e de Silvio Santos ficaram entre os assuntos de destaque do Twitter, no Brasil. Usuários da rede social pediram a demissão do apresentador por causa da polêmica envolvendo o filme Como se Tornar o Pior Aluno da Escola, que apresenta “piada” sobre pedofilia.
Danilo é roteirista do longa-metragem. Várias pessoas pediram que o dono do SBT, Silvio Santos, tire Gentili da emissora.
– Querido Silvio Santos, detona logo esse imbecil – escreveu um usuário.
– Será que o Silvio Santos sabe deste filme? Seria bom que [Danili Gentili] fosse demitido – apontou outro.
Confira outros comentários na galeria a seguir:
POSICIONAMENTO DE GENTILI O apresentador e humorista Danilo Gentili rebateu as críticas e o repúdio ao filme Como se Tornar o Pior Aluno da Escola, que tomou conta das redes sociais neste domingo (13). Lançado em 2017, o longa voltou a chamar atenção por ter entrado no catálogo da Netflix e apresentar cenas escatológicas retratando a pedofilia.
Danilo, que além de atuar no filme é um dos roteiristas, debochou da situação e “comemorou” o fato de desagradar em um mesmo nível de intensidade tanto petistas quanto bolsonaristas.
– O maior orgulho que tenho na minha carreira é que consegui desagradar com a mesma intensidade tanto petista quanto bolsonarista. Os chiliques, o falso moralismo e o patrulhamento: veio forte contra mim dos dois lados. Nenhum comediante desagradou tanto quanto eu. Sigo rindo – escreveu o apresentador do The Noite, do SBT.
A ministra da Agricultura Pecuária de Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, comemorou nesta segunda-feira (14) a liberação, pelo Canadá, das importações de carne bovina e suína do Brasil. “Ótima notícia para o nosso #agro. O Canadá, um dos mais importantes mercados do mundo, autorizou o início da exportação de carne bovina e suína produzidas no Brasil. Agora já são mais de 200 mercados abertos pelo Mapa na gestão do governo Jair Bolsonaro”, anunciou pelo Twitter.
Tereza Cristina, que está em missão no Canadá desde o último fim de semana, disse, na postagem, que ainda hoje terá uma série de reuniões para tratar da importação de fertilizantes pelo Brasil.
Como quarto consumidor global de fertilizantes, responsável por cerca de 8% deste volume e como maior importador mundial, o Brasil busca novos mercados de fertilizantes, já que a Rússia, principal fornecedor do país, sofre sanções mundiais por causa da guerra na Ucrânia.
O Brasil importa cerca de 85% de todo o fertilizante usado na produção agrícola nacional. No caso do potássio, o percentual importado é de cerca de 95%.