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Após ter relações com o empresário Daniel Vorcaro expostas, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a ter sua vida revirada pela imprensa. Uma reportagem do Metrópoles mostra que ele, a filha Pietra Ortega Toffoli e a ex-mulher Roberta Rangel reúnem imóveis no Distrito Federal avaliados em cerca de R$ 26 milhões.

Segundo a publicação, a compra mais recente atribuída à família foi feita em fevereiro deste ano. Pietra, de 25 anos, teria adquirido um apartamento de 154 metros quadrados no Setor Noroeste por R$ 2,5 milhões, sem indicação de financiamento na escritura.

Ainda de acordo com a reportagem, o imóvel mais recente em nome do próprio ministro é um apartamento de 47 m², também no Noroeste. A propriedade teria sido comprada em abril de 2024 e foi avaliada por corretores em cerca de R$ 600 mil, embora o valor declarado na escritura tenha sido de R$ 183 mil.

O texto diz que, no ato da compra, os antigos proprietários teriam cedido o direito de “usufruto vitalício” a uma mulher de 50 anos, identificada no documento como empregada doméstica.

A matéria também afirma que, em maio de 2022, Toffoli comprou uma quitinete de 31 m² no Lago Norte. O valor declarado teria sido de R$ 79,5 mil, embora, na época, o imóvel fosse avaliado entre R$ 240 mil e R$ 250 mil.

Hoje, segundo corretores ouvidos pela reportagem, a mesma quitinete seria avaliada em torno de R$ 350 mil. O documento, conforme a publicação, transfere o “usufruto vitalício” a outra mulher, de 54 anos, também descrita como empregada doméstica.

A reportagem relata ainda que essa mulher informou como um de seus endereços anteriores uma casa de 451 m² no Lago Norte, com dois andares e piscina, que atualmente estaria em nome de Pietra.

O imóvel, segundo o texto, foi comprado por Toffoli em 2006 por R$ 700 mil. Em 2023, ele teria transferido a propriedade para a filha, declarando o valor de R$ 2,3 milhões.

Corretores especializados, porém, teriam informado que uma casa com metragem semelhante na mesma quadra não sai por menos de R$ 4,2 milhões.

No levantamento do Metrópoles, Roberta Rangel também aparece como proprietária de imóveis no DF. Um deles seria um apartamento de 83 m² no Setor Noroeste, comprado à vista em outubro de 2023.

Na época, o valor declarado na escritura teria sido de R$ 669 mil. Hoje, um imóvel semelhante no mesmo prédio seria anunciado por R$ 1,25 milhão, segundo a reportagem.

O texto afirma ainda que, em dezembro passado, após o fim do relacionamento com Toffoli, Roberta comprou uma cobertura de 259 m² na Asa Norte. Um imóvel no mesmo prédio, de alto padrão, estaria anunciado por R$ 4,1 milhões.

A reportagem também aponta que o escritório Rangel Advogados, que já teve Toffoli como sócio, possui imóveis em Brasília. Um deles seria um terreno de 1.875 m² no Lago Norte, comprado em dezembro de 2009 por R$ 1 milhão e avaliado hoje em pelo menos R$ 7 milhões.

A publicação descreve que o local é conhecido no mercado como “ponta de picolé”, por ficar no fim da rua e ter acesso direto ao Lago Paranoá. O terreno estaria vazio e tomado pelo mato. Segundo o texto, um vizinho afirmou que o terreno seria “da sogra do Toffoli”.

O escritório também comprou, em agosto de 2009, um conjunto de salas que somam 295 m² em um prédio ao lado dos tribunais superiores. Esse imóvel estaria avaliado em pelo menos R$ 4,4 milhões.

Procurado por meio da assessoria, Toffoli afirmou que “todas as receitas e patrimônios do ministro estão devidamente declarados e aprovados em suas declarações anuais à Receita Federal do Brasil”.

Vale lembrar que nesta quinta-feira (12), Toffoli também admitiu, em nota, ser sócio de dois irmãos em uma empresa chamada Maridt Participações S.A., que teria sido dona de 17% do Tayayá Resort até março deste ano.

*Pleno.News
Foto: Fellipe Sampaio /STF


O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse a interlocutores que recebeu valores da empresa Maridt, que integrou o quadro de proprietários do Tayayá Resort, por ser sócio do negócio ao lado de familiares. A explicação surgiu após a Polícia Federal (PF) passar a investigar repasses financeiros ligadas ao caso.

Segundo Toffoli, a Maridt é uma empresa familiar da qual ele participa há anos. O nome dele não aparece em registros públicos porque a companhia é uma sociedade anônima em um modelo no qual a lista de acionistas não é divulgada. Apenas dois irmãos do ministro figuram formalmente como administradores.

A empresa possuía 33% do Tayayá Resort e vendeu sua participação em 2021 ao fundo Arleen, ligado à estrutura financeira associada ao Banco Master. De acordo com o magistrado, os valores recebidos decorrem dessa operação e foram lícitos, declarados à Receita Federal e com origem e destino rastreáveis.

Toffoli também afirmou que, posteriormente, o próprio fundo teria revendido as ações do resort a terceiros, obtendo lucro. O ministro ressaltou ainda que, no exercício de sua função no Supremo, deferiu pedidos da Polícia Federal em investigações relacionadas ao Banco Master, incluindo medidas como buscas e apreensões.

SOBRE OS REPASSES
Mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, mencionam supostos pagamentos ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação, que consta em perícia concluída nesta quarta-feira (11), foi divulgada pelo jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil.

De acordo com apuração da CNN Brasil, autoridades públicas aparecem citadas em conversas extraídas dos aparelhos do banqueiro. Em alguns trechos, o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, que também é investigado, faz referência a transferências de valores que estariam relacionadas ao magistrado.

Investigadores relataram à CNN que o próprio Toffoli também teria feito menções a pagamentos, mas de forma cifrada. A linha de apuração da PF busca esclarecer se eventuais repasses teriam origem em uma empresa que foi sócia de um fundo ligado ao Banco Master no resort Tayayá, empreendimento frequentado pelo ministro e que pertenceu a seus irmãos.

O gabinete de Dias Toffoli se manifestou e afirmou que o pedido de suspeição do ministro, formulado no contexto das investigações sobre o banco, se baseia em “ilações” e não possui respaldo jurídico. Segundo a nota, a Polícia Federal não teria legitimidade para requerer a medida por não ser parte no processo, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil.

A defesa de Daniel Vorcaro também se pronunciou e demonstrou preocupação com o que classificou como vazamentos seletivos de informações. Em nota, os advogados afirmam que a divulgação de trechos das investigações gera “constrangimentos indevidos”, favorece “a construção de narrativas equivocadas” e prejudica o direito de defesa.

– A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no regular funcionamento da Justiça, destacando que o esclarecimento completo das questões em análise depende de apuração técnica, equilibrada e conduzida com respeito às garantias fundamentais – dizem os advogados de Vorcaro.

Confira, na íntegra, a nota emitida pelo ministro sobre o caso na manhã desta quinta-feira (12):

A Maridt é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado, prevista na Lei 6.404/76, devidamente registrada na Junta Comercial e com prestação de declarações anuais à Receita Federal do Brasil. Suas declarações à Receita Federal, bem como as de seus acionistas, sempre foram devidamente aprovadas.

O Ministro Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do Ministro. De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, no artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador.

A referida empresa foi integrante do grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.

Deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado. Todos os atos e informações da Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição.

A ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao Ministro Dias Toffoli no dia 28 de novembro de 2025. Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro.

Ademais, o Ministro desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o Ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel.

*Pleno.News
Fotos: Nelson Jr./SCO/STF // Divulgação/Tayayá (site)


Gabinete do magistrado afirmou que pedido de suspeição do ministro se baseia em “ilações”

Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal
Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal Foto: Gustavo Moreno/STF 

Mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, mencionam supostos pagamentos ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação, que consta em perícia concluída nesta quarta-feira (11), foi divulgada pelo jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil.

De acordo com apuração da CNN Brasil, autoridades públicas aparecem citadas em conversas extraídas dos aparelhos do banqueiro. Em alguns trechos, o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, que também é investigado, faz referência a transferências de valores que estariam relacionadas ao magistrado.

Investigadores relataram à CNN que o próprio Toffoli também teria feito menções a pagamentos, mas de forma cifrada. A linha de apuração da PF busca esclarecer se eventuais repasses teriam origem em uma empresa que foi sócia de um fundo ligado ao Banco Master no resort Tayayá, empreendimento frequentado pelo ministro e que pertenceu a seus irmãos.

O gabinete de Dias Toffoli se manifestou e afirmou que o pedido de suspeição do ministro, formulado no contexto das investigações sobre o banco, se baseia em “ilações” e não possui respaldo jurídico. Segundo a nota, a Polícia Federal não teria legitimidade para requerer a medida por não ser parte no processo, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil.

A defesa de Daniel Vorcaro também se pronunciou e demonstrou preocupação com o que classificou como vazamentos seletivos de informações. Em nota, os advogados afirmam que a divulgação de trechos das investigações gera “constrangimentos indevidos”, favorece “a construção de narrativas equivocadas” e prejudica o direito de defesa.

– A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no regular funcionamento da Justiça, destacando que o esclarecimento completo das questões em análise depende de apuração técnica, equilibrada e conduzida com respeito às garantias fundamentais – dizem os advogados de Vorcaro.

Informações Pleno News


Investigação aponta vendas fictícias, uso indevido de dados e prejuízo milionário aos cofres públicos

Segundo apuração, investigados simulavam a venda de medicamentos que nunca chegavam aos pacientes | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Segundo apuração, investigados simulavam a venda de medicamentos que nunca chegavam aos pacientes | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF), da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal revelou um esquema de fraudes milionárias no programa Farmácia Popular, uma das principais políticas públicas de acesso a medicamentos no país. A ação mobilizou equipes em diversos Estados e mirou empresas e pessoas suspeitas de integrar uma rede estruturada para desviar recursos federais.

Batizada de “Over the Counter/Sem prescrição”, a ofensiva cumpriu mandados de busca e apreensão e resultou no bloqueio de bens de investigados. A suspeita é de que o grupo tenha provocado prejuízo que pode chegar a R$ 30 milhões aos cofres públicos, por meio de mecanismos considerados sofisticados de fraude.

PF: vendas fictícias e uso indevido de dados

Segundo as investigações, o esquema funcionava com a simulação de vendas de medicamentos que nunca chegaram aos pacientes. Farmácias credenciadas ao programa registrariam transações fictícias para obter reembolsos do governo federal. Para dar aparência de legalidade às operações, os suspeitos teriam usado nomes e CPFs de terceiros sem autorização.

Em alguns casos, o grupo comprava CNPJs de estabelecimentos já habilitados no sistema e transferia a titularidade para pessoas exploradas como “laranjas”. A partir daí, eram lançadas vendas inexistentes no sistema do programa, o que garantia o recebimento indevido de valores públicos.

A investigação começou após denúncias de cidadãos que identificaram o uso irregular de seus dados pessoais em compras de medicamentos que nunca fizeram. Esse tipo de prática levantou suspeitas sobre a dimensão do esquema e acelerou a atuação das autoridades.

As diligências ocorreram simultaneamente em diferentes regiões do país, com cumprimento de ordens judiciais em cidades de pelo menos quatro Estados. Além das buscas, houve bloqueio de bens e valores vinculados aos investigados, medida considerada essencial para evitar a dissipação do patrimônio.

O programa Farmácia Popular opera com base no ressarcimento a farmácias credenciadas, depois da confirmação da venda de medicamentos. É justamente esse modelo que teria sido explorado pelo grupo, que registrava operações falsas para receber pagamentos do governo.

A atuação integrada entre PF, CGU e Receita Federal busca não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também reforçar o controle sobre o sistema. O objetivo é evitar novas fraudes e proteger recursos destinados ao atendimento da população que depende de medicamentos subsidiados ou gratuitos.

Informações Revista Oeste


A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) indicou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 49% dos brasileiros e aprovado por 45% da população, enquanto 6% dos entrevistados não souberam responder. Os números fazem parte de um levantamento realizado entre os dias 5 e 9 de fevereiro.

A desaprovação manteve o resultado numérico apresentado na rodada anterior da pesquisa, divulgada em janeiro. Já a aprovação oscilou dois pontos percentuais para baixo.

Segundo a pesquisa, 39% dos brasileiros avaliam o governo Lula como negativo. Outros 33% acham a gestão federal positiva. Para 26%, a administração é regular, enquanto 2% não responderam. Em relação ao levantamento anterior, todos os índices oscilaram dentro da margem de erro.

A Genial/Quaest entrevistou 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00249/2026.

*AE
Foto: EFE/EPA/HOW HWEE YOUNG


Proposta pelo governo, medida agora vai para análise do Senado

© Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), com sede em Brasília, para atuar na área do conhecimento relativa à ciência do esporte. A proposta será enviada ao Senado.

Projeto de Lei 6133/25 foi uma iniciativa do governo federal, apresentada no fim do ano passado. Na mesma época, o governo também anunciou a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), cujo projeto segue em tramitação.

O texto aprovado em plenário é um substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). Ele retirou do texto expressões como misoginia, racismo e gênero no trecho sobre as finalidades da nova universidade ligadas ao enfrentamento dessas questões no esporte.

Pela proposta, fica permitida a abertura futura de campi em outros estados.

O estatuto da nova autarquia definirá sua estrutura organizacional e forma de funcionamento, observado o princípio de não separação das atividades de ensino, pesquisa e extensão. A instituição poderá utilizar formas alternativas de ingresso, estratégias de atendimento e fomento, respeitadas as normas de inclusão e de cotas.

“A criação da UFEsporte se justifica pelo fato de o Brasil carecer de profissionais qualificados nas áreas de gestão, ciência do esporte e políticas públicas, situação que contrasta com a reconhecida capacidade do país em descobrir grandes talentos esportivos”, destacou o relator, ao ler seu voto em plenário.

Além de outros bens, legados e direitos doados, a UFEsporte contará com bens móveis e imóveis da União que o projeto permite doar para a instituição começar a funcionar administrativamente. A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade; e de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades e organismos nacionais e internacionais.

Parte da receita de apostas em bets também poderá ser direcionada pelo Ministério do Esporte.

Segundo o que prevê o projeto, caberá ao governo federal nomear o reitor e o vice-reitor com mandato temporário até que a universidade seja organizada na forma de seu estatuto. Caberá ao reitor temporário estabelecer as condições para a escolha do reitor de acordo com a legislação.

Dentro de 180 dias da nomeação do reitor e vice-reitor temporários, a instituição enviará ao Ministério da Educação propostas de estatuto e regimento geral.

“A oferta pública e gratuita de cursos de tecnólogos, graduação e pós-graduação, com abrangência em todas as regiões do país, enfocando a qualidade da formação de novos profissionais e assegurando condições de acesso e permanência a atletas estudantes, parece-nos bastante positiva e tende a suprir uma carência histórica dos profissionais do setor”, continuou o deputado Julio César Ribeiro, em seu voto.

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Concurso público

Após autorização de lei orçamentária, a instituição poderá organizar concurso público de provas e de títulos para o ingresso na carreira de professor do magistério superior e na carreira de técnico-administrativo.

Para o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), a criação da universidade é muito mais uma demanda da sociedade do que iniciativa do governo.

“Isso vem sendo discutido há muito tempo. Todos os esportistas brasileiros pedem que essa universidade exista, inclusive como formadora de atletas e de diretrizes para o esporte brasileiro nas suas variadas modalidades”, disse.

Contrário à proposta, o deputado Alberto Fraga (PL-DF), vice-líder da oposição, afirmou que o projeto é “eleitoreiro e populista”.

“O governo anuncia a criação sem colocar um centavo no Orçamento. É marketing puro, é uma promessa vazia que gera manchete hoje e será esquecida amanhã”, disse.

A deputada Julia Zanatta (PL-SC) criticou o fato de o governo criar universidades sem conseguir manter as instituições de ensino já existentes.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias. 


O ex-ministro da Cidadania e presidente estadual do PL, João Roma, falou sobre especulações que circulam nos bastidores da política nacional envolvendo o nome de ACM Neto para as eleições de 2026.

Questionado sobre a possibilidade de o ex-prefeito de Salvador integrar uma chapa presidencial, Roma afirmou que essa hipótese já foi tratada publicamente e descartada pelo próprio ACM Neto.

“Ele mesmo já respondeu que a chance disso era zero”, disse.

Segundo João Roma, o foco de ACM Neto está em outro projeto político, considerado por ele mais estratégico neste momento.

“Ele acredita que consegue ajudar muito mais sendo candidato a governador, fazendo com que vários votos possam ser revertidos em benefício da Bahia e do Brasil”, concluiu.


Relatório de ONG internacional cita o caso do Banco Master, que envolve Moraes e Toffoli, ministros do STF, e cuja investigação sigilosa é permeada de dúvidas

Fachada do Banco Master, em São Paulo
Caso Master e envolvimento de Toffoli e Moraes é citado por ONG que faz relatório sobre percepção da corrupção | Foto: Divulgação

O Brasil registrou em 2025 a segunda pior nota de sua história no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), com 35 pontos, segundo relatório divulgado nesta terça-feira, 10, pela ONG Transparência Internacional. O resultado mantém o país na 107ª posição entre os 182 avaliados. O caso do Banco Master, que envolve ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), foi citado pela ONG. O caso é chamado de “maior fraude bancária já registrada no país”.

A pontuação, que varia de 0 a 100 — sendo 0 a pior percepção de corrupção e 100 a melhor —, mostra o Brasil ainda abaixo da média mundial e do recorte das Américas, ambos com 42 pontos. Em 2024, o país havia registrado 34 pontos, mas a entidade considerou a oscilação de 1 ponto como estatisticamente irrelevante.

Países como Argentina, Belize e Ucrânia ficaram levemente à frente do Brasil, com 36 pontos. Sri Lanka teve desempenho idêntico ao brasileiro. Já Dinamarca (89), Finlândia (88) e Cingapura (84) lideram o ranking com as melhores avaliações, enquanto Somália e Sudão do Sul dividem a lanterna, com apenas 9 pontos.

Organizações criminosas avançam sobre o Brasil

Junto da publicação do IPC, a Transparência Internacional lançou o relatório Retrospectiva 2025. O documento denuncia o aprofundamento da influência do crime organizado nas estruturas do Estado, em especial por meio de esquemas de corrupção no sistema financeiro e em escritórios de advocacia.

A entidade afirma que parte do poder público brasileiro apresenta sinais de captura por interesses ilícitos. Nesse sentido, elenca medidas urgentes para conter o avanço dessa infiltração.

A organização também defende a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso do Banco Master.

As referências ao caso Master, Toffoli e Moraes

O diretor-executivo da Transparência Internacional – Brasil, Bruno Brandão, disse que o Brasil chamou atenção internacional em 2025, pela “resposta firme e histórica do Supremo Tribunal Federal na responsabilização do ex-presidente Bolsonaro e outros conspiradores que atentaram contra a democracia”, mas, ao mesmo tempo, “chocou o mundo com casos de macrocorrupção em escala inédita, como INSS e Master, impunidade generalizada mesmo para corruptos confessos e condutas desmoralizantes de ministros do próprio STF”. “A corrupção também corrói profundamente a democracia e o Brasil precisa, urgentemente, resgatar e priorizar o enfrentamento deste problema”, declarou.

A ONG também menciona a “rede poderosa de influência” revelada até agora na investigação do caso Master, que perpassa os Três Poderes, mas com audácia maior no Judiciário. “Foi no Judiciário — em especial no STF — que seus tentáculos se mostraram mais audaciosos”, diz o texto da Transparência.

“Tornou-se público um contrato ainda inexplicado de R$ 129 milhões entre o escritório Barci de Moraes, da esposa do ministro Alexandre de Moraes, e o banco fraudador de Daniel Vorcaro — cifra muito acima de padrões nacionais e internacionais de honorários, incluindo bancas globais envolvidas em litígios transnacionais”, afirma a ONG.

Dias Toffoli e Alexandre de Moraes
Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, conversam durante evento | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em seguida, cita condutas “anômalas” do ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF. “As investigações do caso foram avocadas pelo ministro Dias Toffoli, que imediatamente decretou sigilo máximo e passou a exercer ingerência anômala sobre diligências”, afirma a ONG. “Pouco depois, veio à tona que o ministro havia viajado em um jato particular com o advogado do diretor de compliance do Master, alvo da Compliance Zero. Na virada do ano, surgiram revelações ainda mais graves que envolvem negócios imobiliários sem lastro aparente da família Toffoli, com aportes de indivíduos ligados ao Master e à JBS — empresa que já se beneficiou de decisões do próprio ministro”, relembra.

A Transparência solicita ainda que o Legislativo cobre formalmente informações do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Banco Central sobre o inquérito do caso Master, incluindo dados sobre sigilo, cronogramas, atos já praticados e registros de contatos institucionais.

Outra medida sugerida é o envio à Comissão de Constituição e Justiça de um parecer técnico sobre prevenção de conflitos de interesse nos tribunais superiores, com base em boas práticas internacionais.

Ministério Público e STF também são alvo de recomendações

A entidade recomenda que a Procuradoria-Geral da República abra investigações preliminares sobre possíveis irregularidades que envolvem contratos do Master e operações financeiras do Tayayá Resort.

Também pede que o Ministério Público atue pela manutenção dos acordos de leniência e colaboração premiada já firmados. Além disso, exige respeito ao teto constitucional de remuneração para seus membros.

No caso do Judiciário, as propostas incluem a criação de um Código de Conduta para o STF. O texto deve estabelecer regras claras sobre impedimentos, divulgação de agendas e limites para participação em eventos patrocinados.

A Transparência também sugere o sorteio de novo relator para o inquérito do Master, sob a justificativa de evitar conflitos de interesse.

Por fim, a organização cobra o cumprimento das decisões que declararam inconstitucional o chamado “orçamento secreto”. A medida busca conter práticas opacas na destinação de recursos públicos, inclusive em instâncias subnacionais.

Informações Revista Oeste


Durante a missa deste domingo (8), na Capela São Sebastião Pingo D’Água (MG), o padre Flávio Ferreira Alves negou dar a eucaristia para os fiéis que apoiam o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e pediu para que eles se retirassem da igreja.

Duas mulheres que assistiam à missa gravaram o momento e, indignadas, compartilharam em suas redes sociais. Rapidamente o vídeo viralizou.

– Tem católico concordando com ele. Tem católico concordado com Nikolas. Vou falar uma coisa grave, se você concorda com o Nikolas, que não quer dar botijão de gás para o pobre, por favor, saia da igreja agora. Você não merece receber a eucaristia – disse o padre.

A Diocese de Caratinga, responsável pela paróquia, se pronunciou por meio de uma nota pública (leia ao final da matéria), dizendo que a fala do padre “não condiz com as orientações pastorais da Igreja” e que o sacerdote “expressa seu profundo arrependimento” e pede perdão a toda a comunidade.

A crítica é sobre o deputado ter votado contra a medida provisória 1313/25 do governo que modifica o programa de distribuição de gás. Nikolas explicou que votou contra porque o novo formato proposto tira o valor do botijão que era pago aos beneficiários do Vale-Gás e obriga o cidadão a retirar o produto apenas em pontos cadastrados.

– Óbvio que votei contra o projeto “Gás do Povo”, do Lula, porque sou a favor do “Gás dos Brasileiros”, um programa que já existe e que o Lula quer complicar. Antes, o auxílio caía direto na conta da mãe de família. Ela decidia onde comprar. Agora, o Lula quer te obrigar a buscar o seu gás em revendas credenciadas pelo governo, sem prazo claro de quanto tempo você terá esse benefício, sem autonomia, sem liberdade – explicou o parlamentar, pelas redes sociais.

E continuou:

– No final, deixará seu gás mais caro e com a finalidade de manter as pessoas presas pra ter o voto dela nas eleições. E o povo sabe disso. E não custa perguntar: se a pobreza caiu como o Lula diz, por que 50 milhões de brasileiros ainda dependem de gás “gratuito” pra cozinhar?

A MP aprovada altera o nome do programa Gás dos Brasileiros para Gás do Povo e prevê o fim definitivo da ajuda em dinheiro até 2027. Pela regra, a família não poderá acumular o recebimento em dinheiro e a retirada gratuita do botijão.

*Pleno.News
Fotos: Diocese de Caratinga | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados


Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Bahia está com inscrições abertas para o segundo ciclo do Mais Médicos Especialistas. A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, que visa ampliar o acesso ao atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS). No estado, foram disponibilizadas 43 vagas imediatas em serviços hospitalares e ambulatórios especializados da rede pública de 19 cidades baianas. 

O edital prevê a seleção de 1206 médicos especialistas em todo o país, distribuídos em 16 especialidades prioritárias, como anestesiologia, cirurgia geral, radiologia, mastologia, ginecologia e oncologia clínica. O foco de atuação desses profissionais são regiões remotas, com alta demanda e maior vulnerabilidade social.

Segundo o ministério, atualmente, 583 médicos especialistas atuam no programa em todas as regiões do país e, com o novo edital, a expectativa é chegar a 1.500 profissionais. A maior parte deles atua no interior (48,7%) e nas regiões metropolitanas (34%). Na Bahia, 45 médicos atuam em áreas como cirurgia ginecológica e oncológica, endoscopia e colposcopia, em diversos municípios baianos.

“Isso só é possível graças ao esforço do programa Agora Tem Especialistas, que integra um conjunto de iniciativas do Ministério da Saúde voltadas à formação profissional na área da saúde. Em articulação com o Ministério da Educação, estamos vivendo um momento histórico no fortalecimento da formação e do provimento de profissionais para o SUS”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

As inscrições podem ser feitas na plataforma da UNA-SUS até o dia 19 de fevereiro.

Fonte: Bahia noticias

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