Manifestantes hostilizaram, neste domingo (13), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que estão em Nova York para participar do evento do Lide Brazil Conference, entre 14 e 15 de novembro.
Nas imagens divulgadas nas redes sociais, manifestantes gritam e xingam os magistrados quando eles saem do hotel pela porta principal para entrar em uma van, estacionada logo em frente.
Quando o ministro Gilmar Mendes sai do hotel rumo ao veículo, uma das pessoas grita: “O que é seu está guardado, seu bandido”.
Nos bastidores da transição do governo federal, petistas estão se queixando da falta de espaço do partido na equipe. “O PT vai sempre disputar espaços internos, porque se não a ‘direitona’ do centrão vai querer dominar”, disse uma pessoa do grupo. “Isso deve ocorrer até a definição dos ministros, que deve ser no início de dezembro”, completou.
Outro membro do PT disse ao R7 que “há um debate interno pela ocupação dos espaços”, mas que o clima é “de absoluta normalidade” na legenda. Atendendo a reclamações, “o número de grupos temáticos já foi ampliado de 28 para 31”, informou a fonte.
Sob a coordenação de Geraldo Alckmin (PSB), a equipe conta com 12 partidos além do PT. São eles: Agir, Avante, MDB, PCdoB, PDT, Pros, PSB, PSD, PSOL, PV, Rede e Solidariedade.
Ele largou na ‘pole position’ depois de vencer a corrida sprint de sábado (12)
Foto: Reprodução/ Youtube
O piloto britânico George Russell, da Mercedes, venceu neste o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 neste domingo (13) à frente de seu companheiro de equipe e compatriota, Lewis Hamilton, e do espanhol Carlos Sainz, da Ferrari.
Russell largou na ‘pole position’ depois de vencer a corrida sprint de sábado (12), manteve a liderança de ponta a ponta para conseguir a primeira vitória de sua carreira na F1.
A corrida deste domingo foi marcada por uma acidente na primeira volta envolvendo o australiano Daniel Ricciardo (McLaren) e o dinamarquês Kevin Magnussen (Haas), que obrigou a entrada do ‘safety car’ na pista.
Petista foi ao hospital antes de viajar para o Egito
Luiz Inácio Lula da Silva Foto: EFE/ Sebastião Moreira
O exame de rotina realizado pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste sábado (12), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, indicou, além de inflamação das cordas vocais, manchas na laringe, chamadas de leucoplasia. O petista realizou os testes antes de viajar para o Egito, onde participará da COP27.
De acordo com o jornal Folha de São Paulo, especialistas afirmaram que a leucoplasia não é uma “emergência médica”, mas que requer acompanhamento médico, uma vez que pode evoluir para um câncer. As probabilidades de isso ocorrer são de cerca de 10%.
O boletim divulgado pelo Hospital Sírio-Libanês na tarde de sábado informou ainda que “foram realizados exames de imagens: ecocardiograma, angiotomografias e PET scan, que estão normais e seguem mostrando completa remissão do tumor diagnosticado em 2011”.
Lula foi acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo cardiologista Roberto Kalil Filho, que é seu médico, e por Artur Katz e Rubens Brito. A assessoria de imprensa do presidente eleito informou que ele deixou o hospital por volta das 14h30, cerca de quatro horas após chegar ao local.
Ao jornal Folha de São Paulo, o oncologista José Guilherme Vartanian, head de cabeça e pescoço do A.C. Camargo Cancer Center, a leucoplasia “não é uma emergência médica, mas é preciso acompanhamento de perto”, uma vez que ela é considerada uma “lesão potencialmente pré-maligna” e pode se tornar um câncer.
O oncologista clínico do Grupo Oncoclínicas Pedro De Marchi, especialista em câncer de cabeça e pescoço, reforça que o tratamento para a leucoplasia é “basicamente observação” e, caso possível, “ressecção da lesão”.
– Vai depender muito da localização, mas, em geral, essas lesões são passíveis de ressecções simples. Muitas das vezes endoscópicas – completou.
O engenheiro, especialista em finanças e presidente do Instituto Mises Brasil, Hélio Beltrão, não é mais colunista da Folha de S.Paulo.
O anúncio de seu afastamento foi divulgado por ele mesmo, nas redes sociais, ao reproduzir um comunicado do veículo de comunicação:
“Atenção: a partir de hoje quarta não tem”, escreveu, em referência ao dia da semana em que costumeiramente sua coluna era publicada.
Beltrão vinha apontando os absurdos impostos pela ‘censura da toga’, que há mais de um ano silencia, suspende, desmonetiza e até prende, pessoas comuns, políticos, contas e canais na Web e veículos de comunicação.
Sua primeira coluna mais contundente a respeito do tema foi em outubro, dias após o primeiro turno das eleições, em uma dura crítica ao STF e ao TSE:
“A censura e o princípio autoritário – Ao remover conteúdo e interferir nas eleições, TSE perde legitimidade”, dizia o título do texto de Hélio Beltrão.
O primeiro parágrafo, incisivo apontava a gravidade do fato:
“A censura tem se alastrado de maneira assustadora no Brasil. Não se imaginava há alguns anos que a liberdade de expressão, consagrada na Constituição, estaria sob ataque feroz neste 2022. Estávamos errados. A censura ressurgiu e paradoxalmente tem o apoio ou a racionalização de inúmeros jornalistas e, também, da maior parte da esquerda…”
O texto encerrava com uma triste constatação:
“O STF e o TSE, ao agirem como árbitros sobre a veracidade e falsidade de assertivas de cunho político, correm risco de perder a confiança da população na sua independência e legitimidade.
Enquanto não virarmos a China, a internet —graças a Deus e ao capitalismo— vencerá a censura.”
Em 8 de novembro, ele publicaria em suas redes a foto do ex-secretário da Receita, Marcos Cintra, com a frase:
“Atenção: Não pode falar Brazil was stolen”
Era uma referência à censura imposta a Cintra, que teve suas redes derrubadas e foi intimado a se explicar, logo após tecer críticas construtivas ao processo eleitoral.
No dia seguinte, com a mesma frase como título, Beltrão publicaria a opinião que levaria ao fim de seu ciclo na Folha.
O texto, não se sabe se por coincidência ou de forma proposital, não está mais acessível, mas temos o print:
Horas antes de ser comunicado sobre o fim de sua coluna, Beltrão ainda publicaria uma outra mensagem em suas redes, dessa vez apontando o encontro que pode tornar a censura uma ferramenta permanente e regida por lei, no pedido de Alexandre de Moraes a Lula, que assume a presidência a partir de 1º de janeiro.
“Este sujeito pequeno quer uma lei mais ditatorial que a Lei da Imprensa do regime militar e a encomendou a Lula”, concluiu.
Teria sido essa última provocação, a gota d’água para os censores, ofendidos em seu íntimo?
Não é possível provar, mas pode ser presumido que a Folha foi cobrada, de alguma forma, pelas críticas e, ao se ver censurada, ao invés de resistir e denunciar, preferiu, ela mesma, também censurar.
Uma forma covarde de se proteger…
Algo que o Jornal da Cidade Online se recusa a fazer.
Pois uma censura ainda pior nos foi imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
7.nov.2022 – A ex-deputada Flordelis é julgada em Tribunal do Júri de Niterói (RJ) Imagem: Brunno Dantas/TJ-RJ
A ex-deputada e cantora gospel Flordelis (PSD-RJ) foi condenada hoje a 50 anos e 28 dias de prisão pela morte do pastor Anderson do Carmo. Ela respondia por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosamente armada.
Flordelis foi denunciada como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, que foi executado a tiros em junho de 2019, na residência da família, em Niterói, no Rio de Janeiro.
O Tribunal do Júri também condenou Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica de Flordelis, a 31 anos e 400 dias pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e associação criminosa armada.
Os filhos afetivos Marzy Teixeira da Silva, André Luiz de Oliveira e a neta Rayane dos Santos Oliveira foram absolvidos de todos os crimes.
13.nov.22 – Namorado da Flordelis, Allan Soares, chorando após a leitura da sentençaImagem: Tatiana Campbell/UOL
Após seis dias de julgamento e pouco mais de três anos do crime, a juíza Neris dos Santos Carvalho Arce proferiu a sentença para cada um dos réus.
Durante a leitura da sentença familiares da ex-deputada que acompanharam o julgamento desde o seu primeiro dia entraram em desespero.
Defesa de Flordelis vai recorrer. Após a juíza Nearis Arce anunciar a condenação de 50 anos e 28 dias de prisão de Flordelis pela morte de Anderson do Carmo, a defesa da ex-deputada direcionou essa decisão do júri popular a um “massacre midiático” e disse que irá recorrer.
“Já existia uma condenação prévia da Flordelis, são três anos de factoides, um massacre midiático, uma espetacularização do caso e os jurados já chegam aqui com essa carga. Esse processo, esse debate que formou na opinião pública uma pressão que determinou que nós chegássemos aqui já com esse fato dado. Por isso, nós vamos recorrer”, garantiu a advogada Janira Rocha.
Flordelis não acompanhou a leitura da sentença no banco dos réus.
O advogado Rodrigo Faucz falou ainda sobre a absolvição dos outros três clientes que defendia —Marzy Oliveira, Rayane dos Santos e André Luiz. Faucz explicou como será a saída dos três da cadeia.
“Vamos aguardar o Alvará de Soltura, eles vão reunir as coisas e sair. Agora eles vão viver a vida deles.”
13.nov.22 – Filha afetiva de Flordelis Marzy Teixeira da Silva (cinza) e neta Rayane dos Santos (branco) são absolvidas no julgamento do assassinato do pastor Anderson do CarmoImagem: Tatiana Campbell/UOL
Em seguida, foi a vez do advogado da família de Anderson do Carmo de falar com a imprensa. Emocionado, Ângelo Máximo dedicou a condenação de Flordelis ao pastor e aos pais de Anderson do Carmo que morreram após o crime.
“Depois de três anos na busca pela justiça a família do Anderson está satisfeita com a condenação da chefe dessa organização criminosa, pois sem a atuação dela o Anderson do Carmo não teria sido assassinado. Estamos satisfeitos com a condenação da Simone que tentou puxar toda essa falsa acusação de estupro em desfavor do Anderson”.
‘Manipuladora, vingativa e assassina’, diz promotor
Após analisarem 42 mil páginas de processo, os promotores do Ministério Público também se mostraram satisfeitos com a condenação de Flordelis e Simone. O MP informou apenas que irá recorrer das absolvição dos outros três réus.
“O povo de Niterói demonstrou que não está aqui para ser enganado e foi severo e firme com aqueles que tentam manipular a sociedade. Flordelis é manipuladora, vingativa e assassina”, declarou o promotor Décio Viegas.
Cassação e prisão. Flordelis está presa desde 13 de agosto de 2021. Dois dias antes, Flordelis havia perdido o foro privilegiado ao ter o mandato de deputada federal cassado por 437 favoráveis, 7 contrários e 12 abstenções.
Marcelo Oliveira quer se mudar para a Austrália Imagem: Arquivo pessoal
“Com a censura que está no Brasil, não se pode falar nada”. A frase do comerciante Marcelo Oliveira, 42 anos, é usada para expressar o descontentamento com a política no Brasil e a vontade de sair do país.
Ele, que trabalha com transporte de cargas, diz que o plano de migrar ganhou força com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre o primeiro e o segundo turno, Oliveira formalizou o contato com uma consultora para obter o visto da Austrália, país onde morou entre 2016 e 2018.
De Pouso Alegre, sul de Minas Gerais, Oliveira tem um caminhão e duas vans, que usa para transportar cargas e fazer frete. Se Jair Bolsonaro(PL) tivesse ganhado as eleições presidenciais, ele afirma que colocaria mais um veículo para rodar e contrataria funcionários. Com a derrota, avalia que o melhor a fazer é sair.
Para o comerciante, a perspectiva de futuro no Brasil é “muito tenebrosa”. Como parte dos apoiadores de Bolsonaro, ele acredita que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes “está mandando no país”, há autoritarismo e as urnas teriam sido fraudadas. O relatório de fiscalização do processo de votação enviado pelo ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no entanto, não apontou fraude eleitoral.
O comerciante ainda elenca argumentos ligados à economia. No governo Bolsonaro, gostou da redução do preço dos combustíveis —a diminuição foi feita por meio de corte de impostos, em um esforço do governo para melhorar a popularidade de Bolsonaro às vésperas da eleição. Ele acha que, no governo Lula, “vai mudar tudo isso aí”.
Parte dos brasileiros que não aceitou o resultado das eleições presidenciais foi às ruas em atos golpistas para pedir intervenção militar. Uma outra parte, insegura com o rumo que acredita que o país vai tomar, tem buscado apoio de agências para viver no exterior.
Os argumentos de quem deseja migrar vão desde especulações sobre a política econômica do petista ao medo de que o país se aproxime do regime de vizinhos: Venezuela e Nicarágua são frequentemente citados. Não há, no entanto, qualquer menção nos planos de governo de Lula de transformar o Brasil em um país socialista nem isso ocorreu nos treze anos em que o PT esteve no governo.
Empresas que fazem assessoria para quem deseja deixar o Brasil afirmam ter registrado aumento de procura pelos serviços durante as eleições e após o segundo turno. A alta nas buscas, porém, nem sempre se materializa na migração e ainda não há dados sobre um possível aumento de vistos e viagens.
“Após o segundo turno, saltamos de 400 para 1000 ligações por dia”, diz Lucas Lima, especialista em mobilidade global na Aquila Global Group.” A maior procura é pela cidadania italiana e, na sequência, pela portuguesa.
O aumento na busca também foi registrado na D4UImmigration. De sábado, véspera da eleição, ao dia seguinte do pleito, a empresa que presta assessoria imigratória recebeu 1.528 e-mails. Esse número é sete vezes maior do que o de um fim de semana comum, segundo a agência
Para a Itália. De Sinop, no interior de Mato Grosso, Júlio César Spinelli, de 63 anos, dono de um escritório de contabilidade, também deu início aos planos de mudança após a eleição de Lula, no fim de outubro. Buscou ajuda para obter a cidadania italiana e quer viver no país onde nasceram seus avós.
Inconformado com a vitória do petista, diz que agora não é possível “esperar muito” do Brasil. “Viver em um país socialista é perder sua liberdade de ir e vir, perder seus bens que você adquiriu com muito trabalho”, afirma.
O mesmo argumento é usado por uma microempreendedora de São Luís, no Maranhão, que preferiu não se identificar. “O Brasil era o último país que ainda não fazia parte da tal ‘onda rosa’ e agora vai entrar”, diz ela, sobre a ascensão de políticos de esquerda na América Latina.
“Tenho medo da implementação do socialismo”, completa a mulher, de 41 anos, que tem uma pequena empresa de consultoria para trabalhos acadêmicos com o marido e emprega um funcionário. Após o segundo turno, decidiu migrar com a família para os Estados Unidos.
Spinelli também não concorda com o fato de Lula ter disputado as eleições neste ano. Nas palavras dele, o petista foi “condenado em três instâncias e descondenado por um STF tendencioso” e o povo não deveria compactuar com isso.
“E, quando eu for viajar, um europeu me pergunta: ‘o vosso presidente não tinha sido condenado por roubo?’ Onde o povo elege um ladrão, ladrão é também”, justifica o contador.
Lula teve as condenações anuladas pelo STF que considerou a 13ª Vara Federal de Curitiba incompetente para julgar as ações envolvendo o petista. Portanto, em termos jurídicos, o petista não foi “descondenado” e é considerado inocente.
Narrador deve ficar no hospital por pelo menos três dias
Galvão Bueno Foto: Reprodução / TV Globo
O narrador Galvão Bueno, da TV Globo, deve passar ao menos três dias internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, após testar positivo para Covid-19. Em um vídeo publicado neste sábado (12) nas redes sociais, Galvão destacou que a ida para o hospital foi uma forma de precaução.
– Para quem torce por mim, uma ótima notícia! O doutor Davi Lewi achou que seria bom ficar aqui no Einstein por três dias para ser monitorado e fazer muita fisioterapia – declarou.
O narrador disse que não está tomando qualquer remédio contra a doença, mas ressaltou que faz exercícios duas vezes por dia para que consiga se recuperar a tempo de narrar a Copa do Mundo, que começa no próximo dia 20 de novembro no Catar.
Esta é pelo menos a segunda vez que Galvão testa positivo para a Covid-19. O narrador já havia testado positivo para a doença em janeiro deste ano, mas não teve grandes complicações. Na época, ele disse que estava bem por estar “devidamente vacinado, com todas as doses”.
As rede sociais seguiram o mau humor do mercado financeiro e também condenaram as críticas do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao teto de gastos, que estabelece um limite para despesas públicas.
Quase metade das postagens no Twitter, no Facebook e no Instagram relacionando Lula a termos como “mercado”, “bolsa” e “dólar” foram negativas ao petista, segundo a Vox Radar, empresa especializada na análise das redes sociais que mediu as interações nas redes com exclusividade para o UOL.
A fala de Lula ocorreu na quinta-feira (10), durante um discurso no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) de Brasília para a equipe que cuida da transição de governo.
“Por que as pessoas são levadas a sofrerem por conta de garantir a tal da estabilidade fiscal desse país?”, questionou Lula. “Por que toda hora as pessoas falam que é preciso cortar gastos, que é preciso fazer superávit, que é preciso fazer teto de gastos? Por que as mesmas pessoas que discutem teto de gastos com seriedade não discutem a questão social neste país?”
Primeiro o mercado, depois as redes. Os investidores reagiram imediatamente ao discurso. Às 11h55, ainda durante a fala de Lula, o Ibovespacaía 2,63%, após ceder 3,42%.
Nas redes sociais, a fala também não pegou bem. “Foram cerca de 220 mil conteúdos (entre posts e compartilhamentos) citando o petista em contexto associado à declaração e à repercussão econômica atrelada a ela, totalizando 1,3 milhão de interações no Twitter, Facebook e Instagram, entre a quinta e 10h da sexta-feira (11)”, afirma a Vox Radar.
Avaliação negativa. Apenas a relação entre Lula e o termo “mercado” somaram 80 mil publicações, com 502 mil interações. As menções ao presidente eleito e a palavra “dólar” e “bolsa” também foram destaque.
“A maioria das postagens estiveram em contexto negativo ao petista”, diz a plataforma:
“Lula” e “mercado”: 46% das menções foram negativas, 45% neutras e 9% foram positivas;
“Lula” e “teto de gastos”: 52% negativas, 41% neutras e 7% foram positivas;
“Lula” e “responsabilidade fiscal” e “equilíbrio fiscal”: 42% negativas, 50% neutras e 8% positivas.
“Em um contexto mais amplo, o termo ‘economia’ —presente em mais de 4 mil postagens que citaram Lula— contou com 50% dessas publicações em cenário negativo ao presidente eleito, com 43% neutras e 7% positivas”, diz a Vox Radar.
Como Lula quer “furar o teto”? A fala criticada de Lula se referia à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da transição, a forma legal que o governo eleito encontrou para abrir espaço no orçamento federal para aumentar o salário mínimo acima da inflação e manter o Auxílio Brasil —que deve voltar a ser chamado de Bolsa Família— em R$ 600 no ano que vem.
Se a proposta for aprovada no Congresso, Lula conseguiria “furar o teto de gastos” porque estaria autorizado a conceder aumentos acima da inflação, justamente o limite imposto pela regra do teto de gastos.
Após o sobe e desce na Bolsa, o vice-presidente eleito e coordenador da equipe de transição, Geraldo Alckmin (PSB), minimizou a reação do mercado financeiro ao dizer que fatores externos influenciaram no comportamento das ações. Em seguida, ele também defendeu a necessidade de combater a fome no Brasil.
“Isso [retenção de gastos públicos] não é incompatível com a questão social”, disse. “O que precisa é a economia crescer, esse é o fator relevante.”
Como o mercado reagiu? Na quinta-feira, a Bolsa caiu 3,35% e o dólar disparou 4,14%. Já na sexta-feira, o Ibovespa, principal índice da Bolsa, fechou em alta de 2,26%, impulsionado principalmente por questões externas e pela reabertura da economia da China, enquanto o dólar caiu 1,17%.
O que acalmou o mercado foi a informação que a PEC de Transição foi adiada para a semana que vem, o que poderia dar mais tempo para que o congresso lesse o texto e sugerisse alterações.
Mesmo assim, a pressão dos analistas sobre a transição irá continuar. “A incerteza vai permanecer nos próximos dias”, diz Lucas Mastromonico, operador de renda variável da B.Side Investimentos. “O mercado achou que a equipe de transição seria mais moderada, mas está avaliando a equipe como mais agressiva”, diz ele.
A equipe de transição do futuro governo do presidente Lula discute com aliados se vai propor a retirada do Bolsa Família do teto de gastos por quatro anos ou de forma permanente. O texto da proposta de emenda constitucional conhecida como PEC da Transição deve ser divulgado na quarta-feira (16).
O conselho político é formado por 14 partidos. Apenas o MDB não estava presente na reunião desta sexta-feira (11). Os senadores Renan Calheiros e Jader Barbalho estão viajando.
A coordenadora de articulação política do governo de transição, Gleisi Hoffmann, afirmou que o futuro governo deseja ampliar as conversas com o União Brasil pelo apoio do partido. Entre os assuntos da reunião, o conselho discutiu a proposta de emenda à Constituição para pagar o Bolsa Família no ano que vem. O orçamento para o ano que vem enviado pelo atual governo já prevê um benefício médio de R$ 405 para o Bolsa Família – são R$ 105 bilhões no total.
O governo eleito quer elevar o benefício de R$ 405 para R$ 600 e dar adicional de R$ 150 por criança até seis anos. Para isso, precisaria de mais R$ 70 bilhões, que não estão previstos no orçamento.
A intenção do grupo de transição é de que, ao invés de pedir que fiquem fora do teto só os R$ 70 bilhões suficientes para o acréscimo no benefício, a PEC deixe todo o valor do Bolsa Família, R$ 175 bilhões, fora do teto de gastos. O futuro governo pretende usar os R$ 105 bilhões dessa folga que seria criada no orçamento em outros programas, como merenda escolar, e também em investimentos.