Programa seria relançado no final da próxima semana, mas mudança ocorreu por conta de problema em obras
Unidades habitacionais entregues pelo governo federal em Americana Foto: Beth Santos/Secretaria Geral da PR
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou neste sábado (14) que o relançamento do programa Minha Casa, Minha Vida deve ser adiado em cerca de um mês. A razão para isso é que as obras de um conjunto habitacional que seria entregue no fim da próxima semana em Feira de Santana, na Bahia, ainda precisam ser finalizadas.
O plano inicial do governo era relançar o programa habitacional justamente ao entregar os imóveis, o que aconteceria na próxima sexta-feira (20) durante a primeira viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Nordeste após a posse. No entanto, de acordo com Costa, o local ainda precisa passar por alguns reparos.
– Eu vim aqui fazer uma vistoria de perto, mas aqui não tem condições de entregar em uma semana. É preciso repor o material que foi roubado, furtado, roubaram algumas fiações, quebraram os vidros, que terão de ser repostos. Vai precisar de, na melhor das hipóteses, 20 ou 30 dias para repor o que foi danificado – declarou.
Após a vistoria, Costa confirmou que Lula só anunciará a retomada do programa de habitação no ato de inauguração da obra na Bahia. O presidente vem afirmando que o governo vai acelerar a entrega atrasada de obras do Minha Casa Minha Vida, ainda contratadas na gestão de Dilma Rousseff (PT).
Uma explosão em um clube de tiro na capital Manaus (AM) causou a morte de quatro pessoas neste domingo (15). Segundo o Corpo de Bombeiros do Amazonas, pelo menos outras duas pessoas ficaram feridas, sendo que um homem teve 90% do corpo queimado e foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital 28 de Agosto.
Ainda de acordo com o a corporação, as causas da explosão estão sendo investigadas. O Secretário de Segurança, Carlos Alberto Mansur, está no local do acidente acompanhando os trabalhos dos bombeiros, da Polícia Militar e da Polícia Civil.
Para atender a ocorrência no bairro Ponta Negra, foram empenhadas seis viaturas e 30 homens dos bombeiros e sete ambulâncias do Samu. Veja imagens do Corpo de Bombeiros:Foto: Reprodução/Instagram (@coronelmuniz_)
Preso em 10 de janeiro após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o coronel Fábio Augusto Vieira, ex-comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), afirmou em audiência de custódia que recebeu informações da área de inteligência de que as manifestações do dia 8 de janeiro “apontavam para um ato pacífico”.
O coronel era o responsável pela operação da PM durante atuação nos atos na Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro e foi preso por suspeita de omissão para conter os manifestantes.
O mandado de prisão foi cumprido pela Polícia Federal (PF) no último dia 10. No dia seguinte, ele foi ouvido em audiência de custódia pelo magistrado instrutor do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, desembargador Airton Vieira
Questionado se passou por alguma situação irregular em sua prisão, o coronel ressaltou que não. Ele relatou ainda ter feito exame de corpo de delito do Instituto Médico Legal (IML) sem nenhuma lesão encontrada.
Quando foi liberado pelo magistrado instrutor para falar o que quisesse, o ex-comandante da PMDF ressaltou:
“No dia dos fatos, estive presente no local e nós fizemos a operação de acordo com as informações que tínhamos recebido. Eu era o comandante-geral da Polícia Militar e havíamos recebido a informações da área de inteligência , inclusive de outros órgãos, e tudo apontava para um ato pacífico”, disse na audiência.
Ainda durante a audiência de custódia, o ex-comandante da Polícia Militar do DF negou que a PMDF tenha negligenciado o movimento. “Não houve da nossa parte facilitação para que os atos ocorressem”, disse.
Fábio Vieira foi preso em sua casa, no Park Way, em Brasília. O delegado da PF Camões Bessa foi quem realizou a prisão. O coronel da PM não resistiu.
Vencedora do concurso de beleza é modelo, designer de moda e instrutora de costura. Brasileira Mia Mamede ficou de fora ainda na primeira etapa de classificação.
A norte-americana R’Bonney Gabriel, de 28 anos, foi a vencedora do 71º concurso de Miss Universo em Nova Orleans, Louisiana, EUA — Foto: Reuters/Jonathan Bachman
A norte-americana R’Bonney Gabriel, de 28 anos, foi a vencedora do concurso Miss Universo 2022. A 71ª edição do evento aconteceu em Nova Orleans, nos Estados Unidos, na noite deste sábado (14) .
A coroada é modelo, designer de moda e instrutora de costura.
R’Bonney Gabriel após ser coroada Miss Universo, em concurso neste sábado (14) — Foto: Timothy A. Clary/AFP
Além de Gabriel, as outras duas finalistas foram Amanda Dudamel, da Venezuela, e Andreína Martínez, da República Dominicana. A disputa do maior concurso de beleza mundial começou com 84 concorrentes.
Miss EUA R’Bonney Gabriel (no centro), vencedora do Miss Universo, e as finalistas Miss Venezuela Amanda Dudamel (à esquerda) e Miss República Dominicana Andreina Martinez (à direita) — Foto: Reuters/Jonathan Bachman
A brasileira Mia Mamede durante seu desfile no Miss Universo 2022 — Foto: Josh Brasted/Getty Images/AFP
A capixaba Mia Mamede, eleita Miss Brasil 2022, foi eliminada ainda na primeira fase e não se classificou entre as 16 primeiras finalistas. Mamede, que é natural de Vitória, representou o país após vencer a etapa nacional do concurso.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (foto), embarcou neste sábado (14) para Davos, na Suíça, onde participará do Fórum Econômico Mundial.
O evento, que é considerado uma oportunidade para atrair investimentos privados internacionais, ocorre entre os dias 16 e 22 de janeiro. O tema desta edição é “Cooperação em um mundo fragmentado”.
Tarcísio terá reuniões com líderes de empresas de energia e logística, entre eles o CEO do Fundo Soberano da Cingapura (GIC), Jeffrey Jaensubhakij.
Acompanham Tarcísio o secretário de Negócios Internacionais, Lucas Ferraz, a secretária de Comunicação, Lais Vita, e o secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lima.
Em atos golpistas, bolsonaristas invadiram sede dos três Poderes em Brasília, no último domingo (8) Imagem: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Foi colhido material genético dos presos na hora da invasão e no acampamento em frente ao quartel-general do Exército. Ele será comparado com as amostras de DNA encontradas nos locais e em objetos depredados no dia 8, como quadros, relógios e móveis.
Outro flanco da investigação da Polícia Federal é a perícia nos celulares. O ministro da Justiça, Flávio Dino, declarou que mais de mil telefones foram apreendidos. Eles estão sendo examinados por técnicos, que analisam trocas de mensagens e com quem se deram estes diálogos.
O que se espera obter
Comprovação, por meio da análise do DNA, de que o preso esteve no local da depredação;
Identificação, com a ajuda de mensagens de celular, de quem financiou e quem organizou a invasão.
Caminho do dinheiro
Simultaneamente, são realizadas investigações para descobrir de quais contas bancárias saíram os recursos que bancaram os extremistas. A pousada onde estavam motoristas dos ônibus que trouxeram os golpistas a Brasília foi identificada e veículos foram apreendidos antes que deixassem o Distrito Federal.
Eles estão no pátio da Polícia Rodoviária Federal e ainda tem bolsas, bandeiras e outros pertences de manifestantes que defendem um golpe militar. A Justiça consultou a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para obter a relação de ônibus que viajaram a Brasília e quem bancou a contratação do serviço.
ônibus apreendidos por transportar manifestantaes golpistas a BrasíliaImagem: Saulo Pereira Guimarães/UOL
Hierarquia dos invasores
O ministro da Justiça, Flávio Dino, declarou que há diferentes tarefas entre os golpistas envolvidos na invasão do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e STF.
Executores: aqueles que invadiram e depredaram;
Mandantes: pessoas que ordenaram estes atos;
Incentivadores: quem transmitiu as ideias golpistas e de invasão;
Financiadores: pessoas que bancaram a estrutura para permitir a ação dos extremistas.
Plantão no fim de semana para ouvir presos
Segundo a Administração Penitenciária do Distrito Federal, 1.398 pessoas foram encaminhadas aos presídios. Existe uma força tarefa composta por dezenas de juízes para ouvir os golpistas, a chamada audiência de custódia.
Em razão do grande número de detentos, os trabalhos não foram concluídos até ontem e continuam durante este final de semana. Existe a expectativa de que as audiências de custódia só sejam encerradas na próxima semana.
Depois do depoimento de cada preso, o caso segue para o STF e o ministro Alexandre de Moraes avalia se ele permanecerá na cadeia ou será liberado.
904 presos são homens;
494 são mulheres;
Houve a liberação de 599 manifestantes por razões humanitárias: gestantes, idosos, adultos com crianças e portadores de doenças crônicas.
O ex-atleta foi condenado a 20 anos de prisão pela morte da sua ex-companheira, Eliza Samúdio, em 2010
Foto: Reprodução/Instagram (@oficialbrunogoleiro)
A Justiça do Rio concedeu liberdade condicional ao goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, condenado a uma pena de 20 anos e 9 meses pela morte da sua ex-companheira, Eliza Samúdio, em 2010. A decisão foi proferida na última quinta-feira (12) pela juíza Ana Paula Abreu Filgueiras, da Vara de Execuções Penais.
O pedido havia sido solicitado pelo advogado do ex-atleta Luiz Gregório, e acatado pela Justiça carioca. Desde julho de 2019, Bruno cumpre pena em regime semiaberto domiciliar.
Com a nova decisão, ele não possui mais qualquer restrição de horário para estar fora de casa, e fica obrigado apenas a se apresentar de três em três meses em alguma das unidades do Patronato Margarino Torres, da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio.
A liberdade condicional é a última “etapa” de cumprimento de pena antes do réu ficar definitivamente em liberdade, isto é, término da pena.
Josenaldo Alves era funcionário da Zepim Segurança e Vigilância, que presta serviço ao STF; foi preso no domingo
Um vigilante terceirizado do STF(Supremo Tribunal Federal) está entre os presos envolvidos nos atos contra as sedes dos Três Poderes no último domingo (8.jan.2023).
O nome de Josenaldo Batista Alves, 48 anos, consta na lista de presos divulgada pela Seape-DF (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal). O funcionário foi detido ainda no domingo (8.jan).
Josenaldo trabalha na empresa Zepim Segurança e Vigilância, que presta serviços em diversos órgãos públicos. Ao Poder360, o setor de recursos humanos da empresa confirmou que o homem é um de seus funcionários, mas não respondeu quando perguntado se ele estava em serviço no dia da invasão.
Em nota, o STF disse não ter informações sobre a participação do homem nos atos de vandalismo dentro da Corte. As investigações do caso apuram se Josenaldo repassou informações sensíveis aos manifestantes que possam ter “fragilizado a segurança”do prédio da Corte.
A Zepim Segurança e Vigilância foi notificada pelo ocorrido e o homem “responderá por seus atos conforme o devido processo legal”.
Eis a íntegra da nota divulgada pelo STF:
“Um vigilante terceirizado do STF foi detido no último domingo (8.jan) em razão dos atos de vandalismo. No entanto, o STF ainda não tem informações sobre se ele participou de ações dentro do tribunal.
“A empresa terceirizada foi notificada do ocorrido, e o STF apura se o vigilante repassou informações sensíveis que possam ter fragilizado a segurança. As investigações estão em andamento, e ele responderá por seus atos conforme o devido processo legal.”
Informação foi divulgada depois da descoberta de rombo bilionário nas contas da varejista
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro atendeu a um pedido do Grupo Americanas para suspender qualquer possibilidade de um bloqueio, sequestro ou penhora de bens da empresa. A medida de tutela de urgência cautelar foi atendida pelo juiz Paulo Assed, da 4ª Vara Empresarial, a pedido da rede varejista. A decisão também adia a obrigação da companhia de pagar suas dívidas até que um provável pedido de recuperação judicial seja feito à Justiça. A solicitação deverá ser apresentada em até 30 dias, sob risco de perda da medida cautelar concedida na sexta-feira 13.
No pedido de tutela feito pela Americanas, a empresa afirma que a descoberta do rombo contábil de R$ 20 bilhões, anunciado na quarta-feira 11 em um fato relevante, pode acarretar “no vencimento antecipado e imediato de dívidas em montante aproximado de R$ 40 bilhões”.
Um comitê independente será criado para apurar as inconsistências contábeis da companhia. A defesa da empresa deverá apresentar um relatório sobre quais providências têm sido implementadas pelo grupo de trabalho.
Rombo bilionário
Em termos técnicos, a rede varejista explicou que o rombo foi identificado em “inconsistências em lançamentos contábeis”, ou seja, o valor se refere a empréstimos para compras junto a fornecedores na qual a Americanas é devedora de bancos e que não apareciam devidamente no balanço.
Embora as informações sejam preliminares, a detecção do rombo prenuncia um escândalo em uma das maiores varejistas da América Latina, e deve comprometer a recuperação dos papeis da rede no mercado financeiro, que acumulam perdas de quase 60% em um ano na Bolsa de Valores.
O conselho da Americanas nomeou interinamente o diretor de recursos humanos, João Guerra, como presidente e diretor de Relações com os Investidores. Segundo a Americanas, trata-se de um “executivo com ampla trajetória na companhia nas áreas de tecnologia e recursos humanos, e não envolvido anteriormente na gestão contábil ou financeira.”
A informação foi revelada pelo CEO da Americanas, Sergio Rial, que estava no comando da varejista há nove dias, e que renunciou ao cargo. Rial é um dos executivos de maior prestígio do país.
O ex-secretário de Segurança Pública do DF desembarcou em Brasília para se entregar à Justiça
O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal (DF) Anderson Torres desembarcou no Aeroporto Internacional de Brasília, por volta das 7h20 deste sábado, 14. Torres adiantou o retorno de Miami, nos Estados Unidos, para se entregar à Polícia Federal, depois de ter a prisão determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O ex-ministro da Justiça de Bolsonaro é acusado de omissão em relação às invasões aos prédios dos Três Poderes da República, em Brasília, no último dia 08 de janeiro.
A prisão de Torres foi confirmada pela maioria dos ministros do STF, na última quinta-feira. Apenas os ministros Nunes Marques e André Mendonça discordaram da maioria dos ministros da Corte. O Supremo também referendou a ordem de prisão do ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal Fábio Augusto Vieira.
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou ainda a abertura de um inquérito sobre as condutas de agentes públicos nas manifestações de domingo 8. A decisão, assinada por Moraes na quinta-feira 12, atende a um pedido da própria Procuradoria-Geral da República. Nesse inquérito, além de Anderson Torres, serão investigados o governador afastado do Distrito Federal (DF) Ibaneis Rocha; Fernando de Sousa Oliveira, ex-secretário interino; e Fábio Augusto Vieira, ex-comandante da Polícia Militar (PM) da capital.
Anderson Torres repudiou as invasões
O ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres repudiou “veementemente” as ações de manifestantes que invadiram os prédios dos Três Poderes, no domingo 8. “Tais atos são totalmente incompatíveis com todas as minhas crenças do que seja importante para o fortalecimento da política do Brasil”, disse, no pronunciamento publicado em seu perfil no Twitter.