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Medida seria voltada para municípios comprovadamente vulneáveis

Foto: Clóvis Miranda/ Semcom

A ministra do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, Marina Silva, disse neste domingo (26) que o governo debate internamente a edição de um decreto para reconhecer estado de emergência climática em 1.038 municípios mapeados como mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas. 

“Há uma sugestão que se está debatendo no governo para que se decrete estado de emergência climática permanente nos municípios comprovadamente vulneráveis, para que se tenha uma ação continuada”, disse a ministra ao visitar áreas atingidas por alagamentos em Manaus, na tarde de hoje (26). Na capital do Amazonas, as fortes chuvas deste sábado fizeram com que 172 famílias perdessem as casas.

Em entrevista coletiva, a ministra afirmou que a ciência já permite prever que eventos extremos, seja de seca ou de fortes chuvas, devem continuar e que, em alguns casos, até mesmo a remoção de populações de áreas de risco deverá ser planejada e executada.

Segundo Marina, esse seria o objetivo da decretação da emergência permanente: permitir que obras preventivas, como de estudos de solo, de drenagem e trabalhos de assistência social, possam ser adiantados. “Além da situação de emergência, são os projetos de prevenção, esses são projetos de médio e longo prazo”, explicou. “Nós estamos vivendo sob o efeito de mudanças climáticas que estão se agravando a cada dia”.

Se antecipando a críticas sobre a falta de transparência nos gastos públicos que uma situação de emergência acarreta, por contornar a Lei de Licitações, a ministra sugeriu a criação de uma estrutura permanente – com comitês, equipes de monitoramento e acadêmicos – para supervisionar a aplicação dos recursos públicos.

Ela afirmou que a população precisa ter clareza também das ações necessárias para mitigar a emissão de gases do efeito estufa e manter estável a temperatura do planeta. “É uma adaptação”, disse.

As declarações foram dadas ao lado do ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e do prefeito de Manaus, David Almeida, que agradeceu a visita e a ajuda célere do governo federal. A medida de decretação de estado de emergência climática já havia sido adiantada por Marina Silva mais cedo, em Rio Branco.

Acre

Na manhã deste domingo (26), ambos os ministros visitaram também Rio Branco, onde mais de 32 mil pessoas, em 48 bairros da capital acreana, foram prejudicadas até o momento pelas fortes chuvas e cheias repentinas do Rio Acre e seus sete igarapés principais, que começaram no fim da semana.

De acordo com o governo acreano, cerca de 1.050 pessoas estão desabrigadas, sem ter para onde ir e sendo acolhidas em abrigos. Outras 2.180 pessoas foram desalojadas – tiveram que deixar suas casas, mas têm para onde ir.

Técnicos da Defesa Civil Nacional acompanham as equipes ministeriais. De acordo com Góes, os servidores atuarão não somente em ações de atendimento aos necessitados, como também no desembaraço burocrático necessário para que o governo federal possa enviar recursos às prefeituras.

“Eles vão auxiliar os gestores municipais a preencherem os formulários para o reconhecimento de situação de emergência ou de estado de calamidade pública. E também a realizarem os planos de trabalho para a solicitação de recursos federais para assistência humanitária, restabelecimento de vias públicas, pontes e até mesmo reconstrução das casas das pessoas atingidas pelo desastre”, disse o ministro.

Informações Agência Brasil


Carrefour faz parceria com o Governo Federal para contratar beneficiários do Bolsa Família

Foto: Roberta Aline/MDS.

O Grupo Carrefour, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, vai contratar beneficiários do Bolsa Família. A intenção é que, quando contratados pela empresa, os trabalhadores deixem de ser beneficiários e assim reduzir o número de bolsas concedidas.

O anúncio e a assinatura do termo de cooperação entre a varejista e o Governo Federal aconteceu nesta sexta-feira, 24, durante uma cerimônia realizada em uma das lojas do Atacadão em Teresina, no Piauí.

Na ocasião, também foi formalizada a contratação de cinco beneficiárias mulheres do Bolsa Família para o quadro de funcionários do Carrefour, sendo duas para uma unidade do Atacadão, duas para o Sam’s Club e uma para o Carrefour Hipermercado.

O Grupo Carrefour é a primeira empresa a integrar o sistema de inclusão socioeconômico por meio do qual o Governo Federal quer conectar os beneficiários do programa de transferência de renda com o setor privado.

Segundo a varejista, não haverá nenhum tipo de incentivo fiscal por parte do governo e a parceria ocorre devido ao alinhamento da pauta com a estratégia de ESG do Carrefour.

“Como maior grupo varejista alimentar, definimos que o combate à fome era um dos pilares da nossa estratégia ESG, então, em fevereiro procuramos o Ministério para entender como participar dessa agenda no novo governo. E foi uma grata surpresa quando soubemos da iniciativa voltada para empregabilidade”, diz Maria Alicia Lima, diretora de relações institucionais, comunicação e engajamento do Grupo Carrefour Brasil.

Como vai funcionar a parceria entre o Carrefour e o MDS para contratação de beneficiários do Bolsa Família
De acordo com a executiva, o Carrefour terá acesso aos beneficiários que estão registrados no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) por meio de uma plataforma da Secretaria Nacional de Inclusão Socioeconômica (Sisec) do Ministério de Desenvolvimento, onde as vagas abertas na varejista serão publicadas. Os interessados devem se inscrever e passar pelo processo seletivo tradicional.

“Entendemos que não basta postar uma vaga no Linkedin ou nos meios tradicionais de recrutamento para chegar a esse público que, muitas vezes, não têm acesso à internet. Nesses primeiros dias já vimos que muitas possuem experiência e até nível superior. Acreditamos que muitas querem, sim, trabalhar. Só precisam de uma oportunidade”, diz Maria Alicia.

A ideia é que, futuramente, os beneficiários cadastrados no CadÚnico também sejam conectados com outros programas do Carrefour voltados para aumentar a empregabilidade de pessoas em situação de vulnerabilidade. Um deles é a Escola Social do Varejo, programa de formação para jovens de 17 a 24 anos que estudaram na rede pública.

“Com o tempo, pretendemos entender e redirecionar melhor as ações. Em conversas com o Ministério, já debatemos que existem regiões que possuem uma necessidade de formação de base maior do que outras”, diz Maria Alicia.

Por enquanto, não há uma meta de contratação de beneficiários nem um planejamento que inclua programas de capacitações específicos para esse público, pensando na retenção dos funcionários dentro do Carrefour. “Mas queremos reter essas pessoas e, no futuro, prestar contas do programa”, diz Maria Alicia.

Em entrevista à EXAME, por e-mail, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, reafirmou que pretende tirar 1 milhão de pessoas do CadÚnico por meio de parcerias como as firmadas com o Carrefour. A meta havia sido anunciada pela primeira vez na última segunda-feira, durante um evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).

“Começamos com o setor de supermercados, mas vamos seguir com mais contratações. A partir da interlocução que fizemos com as empresas na FIESP ampliaremos as parcerias para setores como construção civil, indústrias de alimentos, de energia, hotéis e restaurantes”, disse Dias à EXAME.

Dias também reforçou que, assim como o anunciado durante a cerimônia de relançamento do programa, quem for empregado e ultrassapar o limite de renda para concessão de benefício (de até R$ 282 per capita), deixa de receber o benefício, mas permanece no CadÚnico. Caso o indivíduo seja demitido e perca a renda, volta automaticamente a receber o Bolsa Família.

Créditos: Exame.


Ministro das comunicações de Lula tenta humilhar âncora da CNN: “Você é jornalista?”; VEJA VÍDEO

Foto: Reprodução/CNN.

Perguntado sobre declaração de Lula a respeito de Sergio Moro, o ministro das Comunicações, Paulo Pimenta, questionou Raquel Landim, âncora da CNN Brasil:

“A senhora é jornalista?”, disse, em transmissão ao vivo nesta sexta (24/3), enquanto apontava o dedo para a apresentadora.

Landim havia indagado o ministro sobre Lula ter classificado como “armação” o fato de Moro ser alvo do PCC. Ao abordar a questão, Landim ressaltou que a operação da PF deflagrada esta semana foi respaldada pelo Judiciário e pelo Ministério Público.

Incomodada com a reação de Pimenta, Raquel Landim respondeu na hora:

“Sim, (sou jornalista) formada. Pela Universidade de São Paulo”.

Ao fim da entrevista, Landim escreveu em seu Twitter: “Sou jornalista, sim. Meu papel é fazer as perguntas. O da autoridade pública deveria ser trazer os esclarecimentos”.

Créditos: Metrópoles.


TST muda entendimento sobre pagamento de horas extras

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Divulgação.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que as horas extras feitas pelo trabalhador também devem entrar no cálculo de benefícios, como férias, 13º salário, aviso prévio e FGTS. O novo cálculo vale nos casos em que a hora extra foi incorporada ao descanso semanal remunerado. A regra começou a valer no dia 20 de março deste mês.

A questão foi decidida pelos ministros do TST na segunda-feira (20). Conforme o novo entendimento do plenário, o aumento dos valores a receber pelo descanso remunerado deve repercutir nos outros direitos trabalhistas e não pode ser considerado como cálculo duplicado.

Durante o julgamento, o relator do processo, ministro Amaury Rodrigues, explicou que a hora extra trabalhada durante a semana é somada ao cálculo do descanso semanal e, a partir de agora, será computada em outros direitos.

“O cálculo das horas extras é elaborado mediante a utilização de um divisor que isola o valor do salário-hora, excluindo de sua gênese qualquer influência do repouso semanal remunerado pelo salário mensal, de modo que estão aritmeticamente separados os valores das horas extras e das diferenças de RSR [Repouso Semanal Remunerado] apuradas em decorrência dos reflexos daquelas horas extras”, disse.

Com a decisão, o TST alterou que Orientação Jurisprudencial (OJ) 394 para garantir que a decisão vai ser seguida pelas demais instâncias da Justiça Trabalhista.

Créditos: CNN.


Facebook é condenado a indenizar 8 milhões de brasileiros por vazamento de dados; Entenda
Foto: Reprodução.

A representação do Facebook no Brasil foi condenada, em primeira instância, a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 500 para cada usuário diretamente atingido por vazamento de dados pessoais ocorrido em 2021. A sentença foi dada nesta quinta-feira (23) pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, no Maranhão.

Na decisão, o juiz Douglas Martins entendeu que o Facebook agiu em desconformidade ao permitir a extração de dados de suas plataformas, mesmo que tenha sido por terceiros, uma vez que era responsabilidade da empresa garantir sigilo das informações.

A Ação Civil Coletiva foi proposta pelo Instituto Brasileiro de Defesa das Relações de Consumo. O Ibedec do Maranhão argumenta que a empresa contrariou a proteção legal garantida aos consumidores quanto aos seus direitos fundamentais à privacidade, à intimidade, à honra e à imagem, ao ter vazado dados pessoais de cerca de 533 milhões de usuários de 106 países.

Desse total de usuários, mais de 8 milhões de brasileiros tiveram seus dados expostos, como número de telefone, email, nome, data de nascimento e local de trabalho, como consta na decisão do juiz Douglas Martins.

A sentença judicial em primeira instância também indica que a empresa de tecnologia e mídia social deverá pagar R$ 72 milhões a título de danos morais coletivos para o Fundo Estadual de Interesses Difusos do Maranhão.

A assessoria da Meta, empresa dona do Facebook, explicou que o que ocorreu em 2021 foi uma coleta dos dados, não necessariamente inacessíveis, mas feita de forma automatizada por terceiros. Informou também que medidas de segurança foram tomadas e que a empresa ainda não foi notificada sobre a sentença judicial.

Créditos: Agência Brasil.


Descoberta é da Polícia Federal, que conseguiu a quebra de sigilo telemático dos membros da facção criminosa

Lula debochou da tentativa de assassinato contra Moro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), que planejava assassinar o senador Sergio Moro (União-PR) e outras autoridades, usava o e-mail “lulalivre1063.icloud.com” para se comunicar com os comparsas — uma referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi divulgada pel’O Estado de S. Paulo e confirmada por Oeste.

O termo “Lula Livre” era utilizado por petistas na época em que o atual chefe do Executivo estava encarcerado na sede da Polícia Federal (PF), em Curitiba. Foi Moro, então juiz federal, quem o condenou à prisão. A sentença é resultado das investigações da Operação Lava Jato.

A juíza Gabriela Hardt, da 9ª Vara Federal de Curitiba, relata que integrantes da facção criminosa receberam informações de terceiros para a abertura de contas, cadastro de linhas telefônicas e registro de veículos.

A troca de número telefônico é comum entre os criminosos. Quando essa prática ocorre em períodos inferiores aos 15 dias previstos por lei, passa a ser chamada de “circuito fechado”. O objetivo da alteração do número telefônico é despistar investigações policiais. Janeferson Aparecido Mariano Gomes (Nefo), o principal organizador do plano que previa o assassinato de autoridades, trocou de número pelo menos nove vezes no período da investigação.

A quebra de sigilo telemático dos integrantes da facção criminosa deu início à operação da Polícia Federal (PF). A corporação prendeu nove bandidos.

Cooperação de testemunha

A PF conseguiu ter acesso às mensagens e às agendas telefônicas depois de uma testemunha protegida procurar o Ministério Público Federal (MPF) e revelar os planos do PCC. Essas informações levaram à instauração de um inquérito policial, que teria o objetivo de aprofundar a investigação.

Trocas de e-mail, mensagens de WhatsApp e telefonemas confirmaram a intenção dos criminosos de atacar o ex-juiz. Um núcleo específico do PCC, chamado Restrita, seria o responsável pela operação.

Uma das imagens divulgadas pela PF mostra Janeferson Aparecido Mariano Gomes, o Nefo, pedindo que Aline de Lima Paixão salve alguns códigos no celular dela. “Para não esquecer”, justificou o criminoso. “Flamengo” é o código para “sequestro”, “Fluminense” é o código para “ação”, “Tokyo” é o código para “Moro” e “México” é o código para “Mato Grosso do Sul”.

Outra imagem obtida pela PF mostra os integrantes da quadrilha. Trata-se de um print screen enviado por Nefo a Aline Paixão.

A investigação detalhou as despesas dos bandidos com material, viagens, veículos, combustíveis e aluguéis. Esses gastos ocorreram especificamente no Estado do Paraná — onde vive o ex-juiz da Lava Jato. Os criminosos alugaram apartamentos, casas e chácaras próximos à residência e ao escritório de advocacia da família de Moro. O dinheiro para financiar o atentado é do tráfico de drogas, de acordo com a investigação.

Sonho conjunto

Em artigo publicado na Edição 157 da Revista Oeste, Augusto Nunes escreve sobre a operação da PF. “Embora tivesse sido anunciada pelo próprio ministro da Justiça, é provável que Flávio Dino tenha esquecido de comunicar ao presidente a iminente ofensiva contra o Primeiro Comando da Capital”, escreveu. “Mobilizando 120 homens da lei em quatro Estados e no Distrito Federal, que sobraçavam mandados de busca e apreensão expedidos pela juíza Gabriela Hardt, a Polícia Federal impôs uma dura derrota ao PCC. Além da prisão de nove figurões da organização que lidera o ranking sul-americano do narcotráfico, o Brasil que presta pôde celebrar o confisco de manuscritos, planilhas e documentos que detalham um plano que escancara a insolência assassina do PCC.”

Abortada a poucos dias do início da execução, acrescenta Nunes, o plano se dividia em três etapas. “Na primeira, o chefão Marcola seria resgatado do presídio em Porto Velho”, relatou. “A segunda previa o sequestro e o assassinato do senador Sergio Moro, do promotor de Justiça Lincoln Gakyia e das famílias desses dois alvos prioritários. Outras autoridades estavam na mira dos matadores. A última etapa cobraria da Justiça a imediata concessão de privilégios que tornariam ainda mais agradável a vida na cadeia de que desfrutam meliantes de altíssima periculosidade.”

Informações Revista Oeste


Deputados se desentenderam após Eduardo Suplicy (PT), de 81 anos, usar o Estatuto do Idoso e pedir preferência na ordem de abertura de proposituras na Casa. - Isadora de Leão Moreira
Deputados se desentenderam após Eduardo Suplicy (PT), de 81 anos, usar o Estatuto do Idoso e pedir preferência na ordem de abertura de proposituras na Casa. Imagem: Isadora de Leão Moreira

Deputados se desentenderam nesta sexta-feira, 24, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), após Eduardo Suplicy (PT), de 81 anos, usar o Estatuto do Idoso e pedir preferência na ordem de abertura de proposituras na Casa por causa da sua idade. Tratava-se de uma estratégia da oposição para conseguir lugar no rito de protocolo das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) que funcionarão nos próximos seis meses.

A manobra, porém, não prosperou, e parlamentares da base de Tarcísio de Freitas (Republicanos) conseguiram preencher o registro de todos os colegiados do início desta legislatura.

Assessores parlamentares estavam “acampados” em uma fila na porta do plenário desde a tarde de terça-feira, 21. Pela norma da Casa, somente cinco comissões de inquérito podem funcionar simultaneamente, o que ocasionou a disputa por um lugar na mesa de protocolo dos pedidos.

A formação da fila gerou um impasse entre os deputados, uma vez que deixou a dúvida se a Mesa Diretora consideraria a ordem de quem estava acampado nos corredores da Alesp ou se, em vez disso, valeria a ordem de registro de proposituras no sistema online “Alesp sem papel”, que permite o envio dos requerimentos via internet.

A Casa, porém, decidiu pela adoção da via presencial para os registros, alegando que um terço dos deputados está em sua primeira legislatura e não tem acesso ao sistema.

Na manhã desta sexta-feira, parlamentares do PT se apresentaram na fila e pediram que Suplicy fosse o primeiro a registrar uma CPI.

A ação iniciou um tumulto na porta do plenário. Parlamentares da base do governo acusaram a oposição de tentar furar a fila com Suplicy e gritaram que “não vai ter golpe”.

Já a oposição alegava o Estatuto do Idoso para dar preferência ao petista e que atos normativos da Casa “não estão acima da lei federal”.

“Uma lei federal (Estatuto do Idoso) se sobrepõe ao ato da Casa. Vamos questionar o presidente e fazer a ação jurídica necessária para garantir o funcionamento dessa CPI”, afirmou o deputado Luiz Cláudio Marcolino (PT).

Por volta das 9h45, a bancada do PT foi ao gabinete do presidente da Alesp, deputado André do Prado (PL), argumentar que Suplicy deveria ser o primeiro a registrar um pedido de CPI. Enquanto isso, as portas do plenário foram abertas e teve início o registro dos requerimentos, seguindo a ordem da fila. Dessa forma, deputados da situação conseguiram emplacar os cinco primeiros pedidos.

Oposição

O principal objetivo da oposição era protocolar uma CPI para investigar tiroteio ocorrido na favela de Paraisópolis durante uma agenda de campanha de Tarcísio no ano passado, que resultou em uma morte.

Quando Suplicy enfim conseguiu protocolar o requerimento, a mesa já havia registrado pelo menos outros 30 pedidos de CPI. Agora, a bancada promete acionar a Justiça para garantir a investigação.

Segundo o deputado Donato (PT), também será possível tentar a instauração pela via legislativa, buscando um acordo na Casa.

“Se houver sensibilidade da Mesa, temos um caminho regimentar. Pode haver uma sexta CPI caso o requerimento seja votado em plenário, com aprovação de 48 deputados”, afirmou.

Para isso, porém, seria necessário um acordo amplo na Assembleia, uma vez que a oposição tem 26 dos 94 parlamentares da Casa.

Filas

Numa tentativa de acabar com a fila nesta semana, a Alesp distribuiu senhas na quarta-feira, 22, para ordenar a apresentação de requerimentos nesta sexta.

A oposição, porém, afirmou que não houve distribuição de senha preferencial para idoso e o impasse continuou. Na quinta-feira, 23, a oposição decidiu retirar seus assessores da fila como forma de boicote.

Parlamentares alegaram que os partidos que apoiam Tarcísio formaram a fila sem avisar e posicionaram mais de um servidor por gabinete, de forma a excluir a oposição.

Informações UOL


Foto: Sérgio Lima/AFP

Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, enviou R$ 60 milhões para integrantes do PCC nas ruas executarem o resgate dele na prisão. Segundo o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, o plano é financiado pelos irmãos Camacho —não pelos cofres da organização. E continua em curso.

O que aconteceu

Acreditamos que [os R$ 60 milhões seriam usados] para pagar as cinco equipes de roubo a banco do tipo ‘novo cangaço’ que participariam da ação.”
Lincoln Gakiya, promotor de Justiça

Os planos de ação do PCC

Quando os indícios apontaram que um dos alvos era o Moro, avisamos à família dele. As provas foram confirmadas pela PF. O plano de atentado estava bem adiantado, com aluguel de chácaras.”
Lincoln Gakiya, promotor de Justiçanone

O plano B

As informações sobre a investigação foram repassadas à reportagem por diferentes fontes ligadas à operação da PF, ao sistema prisional federal e às forças de segurança do Paraná e de São Paulo.

Informações UOL


O Brasil ficou atrás apenas do México e da China, e bem à frente da Argentina, quarta colocada, com 259 mil vistos recebidos.

Foto: Marcelo Camargo

Pesquisa da AG Immigration – escritório de advocacia imigratória com sede em Washington – mostra que os brasileiros ocuparam o terceiro lugar no ranking dos que mais receberam vistos norte-americanos em 2022. Ao todo, foram 815.842 emissões de 80 tipos diferentes de permissões, alta de 618,8% em relação ao registrado no ano anterior (113.505). Em comparação com 2018 (640.998), nos níveis de antes da pandemia de covid-19, o aumento foi de 26,4%.

O Brasil ficou atrás apenas do México (1,9 milhão) e da China (1 milhão), e bem à frente da Argentina, quarta colocada, com 259 mil vistos recebidos.

O levantamento foi feito com base em dados oficiais do Departamento de Estado norte-americano, de janeiro a dezembro de 2022. Ainda segundo o relatório da AG Immigration, o Consulado dos EUA em São Paulo foi o terceiro posto diplomático que mais emitiu vistos em todo o mundo, atrás somente do de Monterrey e da embaixada da Cidade do México.

O consulado no Rio de Janeiro foi o décimo. O ranking de postos diplomáticos é referente ao ano fiscal americano, que compreende o período entre 1º de outubro de 2021 e 30 de setembro de 2022.

Outro dado que chama a atenção no estudo é referente ao visto de visitante B1/B2 – usado para viagens de negócio e turismo nos EUA, que somou mais de 748,5 mil emissões no ano passado, representando 91,76% do total. Trata-se de aumento de 944% sobre 2021, ano em que os consulados e a embaixada ficaram fechados ou com serviços limitados em razão da pandemia.

Essa é a maior quantidade de vistos B1/B2 emitidos para brasileiros desde 2015, quando mais de 873 mil autorizações de entrada desse tipo foram expedidas pelos órgãos consulares. “É, sem dúvida alguma, o visto mais buscado pelo brasileiro, que tem no B1/B2 a sua porta de entrada mais acessível para os EUA, podendo ficar até seis meses no país para conhecer atrações turísticas e realizar atividades diversas”, afirmou, em nota, o advogado de imigração Felipe Alexandre, sócio-fundador da AG Immigration.

Na lista de vistos americanos mais concedidos a brasileiros, a segunda e a terceira colocações são ocupadas por dois vistos de estudo e intercâmbio: o J-1 (13,1 mil emissões) e o F-1 (8,8 mil), respectivamente. Enquanto o primeiro registrou alta de 96% sobre o ano anterior, o segundo, por sua vez, caiu 10% no mesmo período.

Segundo o CEO da AG Immigration, Rodrigo Costa, o brasileiro que vai estudar ou fazer intercâmbio nos EUA é, em geral, recém-formado do ensino médio ou da graduação. Ele destacou que o visto de intercâmbio é bem amplo, com categorias inclusive para médicos e professores universitários que vão dar aulas nos Estados Unidos. O Brasil é hoje o oitavo país estrangeiro com mais alunos matriculados nas universidades americanas.

De acordo com Costa, a popularidade crescente dos vistos de estudante deve-se a dois grandes motivos. “Por um lado, há uma escassez global de mão de obra qualificada e, com isso, os EUA têm se aberto mais aos estudantes internacionais, principalmente os das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Eles vão estudar nos EUA e, eventualmente, acabam ficando no país para contribuir com o desenvolvimento local”.

Rodrigo Costa lembrou que houve no Brasil expansão muito forte do acesso ao ensino superior nos últimos 20 anos. “Com isso, um volume maior de graduandos e graduados buscaram concluir ou complementar seus estudos no exterior. Os EUA, em razão das semelhanças culturais, facilidade com o idioma e qualidade das escolas, acaba sendo o principal destino desses brasileiros”.

A pesquisa da AG Immigration também revelou que os vistos mais autorizados a brasileiros em 2022 são aqueles que concedem ao portador o green card – documento que garante o direito de viver, trabalhar e viajar livremente nos EUA. O visto dessa categoria mais atribuído a brasileiros foi o EB-2, com 1.499 emissões – alta de 284% sobre as 390 autorizações de 2021. O EB-2 é destinado a profissionais de destaque, geralmente com mestrado, doutorado ou algum tipo de especialização única.

“Estamos falando de engenheiros, profissionais de TI, programadores, gerentes de RH, marketing e outras áreas corporativas, pilotos de avião, jornalistas, enfermeiros, fisioterapeutas, cabeleireiros e por aí vai. A lista é bem extensa. Se a pessoa tem uma carreira acima da média, ela pode ser elegível ao EB-2”, disse Felipe Alexandre.

Para o advogado, o aumento na procura pelo EB-2 por brasileiros indica um movimento de fuga de cérebros do Brasil. “É um número recorde. Vamos ver como as emissões vão se comportar neste ano”.

Informações Agência Brasil


Criminosos alugaram imóveis residenciais e comerciais perto de endereços do senador em Curitiba

Os atentados contra Moro e outras autoridades, como o promotor Lincoln Gakiya, tinham o objetivo de resgatar Marcola

Iniciada em setembro do ano passado, a operação do Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) e outras autoridades custou R$ 5 milhões. A informação é de investigadores que cuidam do caso desde o início, noticiou o jornal O Estado de S. Paulo, na quarta-feira 22.

Comandados por Janeferson Aparecido Mariano, conhecido como Nefo, criminosos da facção alugaram imóveis residenciais e comerciais perto de endereços de Moro, em Curitiba. Os bandidos fotografaram o cotidiano da família: escola, academia, compras em shoppings e reuniões de trabalho.

Segundo a Polícia Federal (PF), as ações dos criminosos eram realizadas pelo Sintonia Final, grupo do PCC dedicado a monitorar alvos da facção.

Os atentados contra Moro e outras autoridades, como o promotor Lincoln Gakiya, tinham o objetivo de resgatar Marcola, líder da facção. Há mais de um ano, a inteligência do Departamento Penitenciário Federal e a PF acompanhavam as movimentações e diálogos mantidos por Marcola.

A articulação do PCC para atacar Sergio Moro envolvia o treinamento de mercenários na Bolívia e contratação do Novo Cangaço para invadir o presídio e resgatar Marcola.

Então ministro da Justiça e Segurança Pública, Moro coordenou a transferência e o isolamento de lideranças do PCC para presídios federais, entre eles Marcola. Já Lincoln Gakiya integra o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado e é responsável por investigações sobre a facção.

Informações Revista Oeste

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