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foto: Reprodução 

Confusão grande. Uma mulher trans, profissional do sexo, atendeu um casal em Parelhas, interior do RN, e não imaginava o que estava por vir: a esposa diz que ficou grávida dela. 

“E eu que sou uma mulher trans, fui atender um casal e a mulher do cara Alegre está grávida de mim. Segundo ela, o filho é meu. Já chorei porque não tô sabendo como lidar com essa situação”, diz ‘Josy dos Paizinhos’ em seu integram. 

Na rede social ela mostra prints da conversa com a cliente. No conteúdo, a mulher conta que gostou do serviço prestado e suspeita que ficou grávida e acha que não é do seu marido.

Blog do BG


foto: Reprodução 

Na manhã desta sexta-feira (23), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Acre (FICCO/AC) capturou um indivíduo condenado por roubo e participação em organização criminosa. 

O foragido possuía um mandado de prisão em aberto e foi localizado durante as investigações da fuga de dois homens da penitenciária federal em Mossoró (RN).

O preso na ação da FICCO/AC, composta por Polícia Civil/AC, Polícia Federal, Polícia Militar/AC e Polícia Rodoviária Federal, é irmão de um dos detentos que escaparam da prisão federal.

Na madrugada de hoje, os primeiros 58 dos 111 agentes da Força Nacional de Segurança Pública autorizados a ajudar nas buscas aos dois detentos, ligados ao Comando Vermelho (CV), que escaparam da Penitenciária Federal em Mossoró (RN) chegaram à cidade do oeste potiguar, a meio caminho entre Natal (RN) e Fortaleza (CE).

Os outros 53 policiais e bombeiros que integram a tropa e que o Ministério da Justiça autorizou que viajassem ao estado para reforçar o trabalho de recaptura dos fugitivos devem chegar a Mossoró ainda hoje.

Gazeta Brasil


A empresa Ouro Verde Serviços de Coleta e Saneamento Ltda não tem qualquer débito com fornecedores ou prestadores de serviço, especialmente na cidade de Santaluz, conforme matéria divulgada pelo site de notícias Baianão News.

O caso abordado na reportagem diz respeito a um contrato firmado entre a Ouro Verde e o prestador de serviço Sandro da Silva Batista. O contrato previa o aluguel, por apenas um mês, de um veículo compactador, durante o período de 02 de outubro a 17 de novembro de 2023.

Conforme apurado, o valor firmado entre eles foi de R$ 13.500,00. O montante foi quitado no dia 10 de novembro, conforme recibo assinado pelo próprio Sandro da Silva Batista. A empresa Ouro Verde ressalta que jamais manteve qualquer relação de trabalho com o prestador de serviço citado na reportagem, identificado por Galego da Ferreira.

INDENIZAÇÃO

A Ouro Verde destaca que está à disposição para esclarecimentos diante do fato noticiado falsamente pelo site Baianão News. Vale destacar que em nenhum momento a empresa Ouro Verde foi procurada pelo veículo de comunicação para esclarecer o caso. Inclusive, o telefone de contato disponibilizado por esse site de notícias (71 99432-5652) não atende, ouvindo-se a mensagem da operadora de telefonia, de número incorreto.

O departamento jurídico da Ouro Verde Serviços de Coleta e Saneamento Ltda já está adotando todas as medidas necessárias, com a finalidade de responsabilizar os envolvidos na disseminação de notícias falsas, que prejudicam a imagem da empresa.

Vale ressaltar também que a produção e o compartilhamento de notícias falsas são crimes no Brasil.


Após ser cobrada em seu perfil no Instagram a se pronunciar sobre os abusos contra crianças na Ilha de Marajó, no Pará, a apresentadora Xuxa Meneghel limitou os comentários em sua página na plataforma. Ao tentar deixar mensagem nas postagens da comunicadora, o usuário encontra o seguinte recado: “Os comentários nesta publicação foram limitados”.

As denúncias de exploração infantil na região da Ilha do Marajó, no Pará, voltaram a gerar grande repercussão após a cantora Aymeê Rocha apresentar a canção Evangelho dos Fariseus, no Dom Reality, um talent show de música gospel. Depois que a apresentação viralizou nas redes, inúmeros artistas se pronunciaram na internet sobre o que ocorre na ilha paraense.

As cobranças sobre Xuxa, por sua vez, decorrem do fato de ela ter endossado e divulgado, em outubro de 2022, um abaixo-assinado que pedia a cassação da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que tinha acabado de ser eleita e sequer tinha tomado posse no Senado.

Na época, Damares denunciou os abusos que aconteciam na região do Marajó. A ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos disse que, durante sua gestão, foi descoberto que crianças entre 3 e 4 anos de idade estavam sendo traficadas para outros países a partir da ilha paraense e que elas chegavam a ter os dentes arrancados para que praticassem sexo oral nos abusadores.

– Nós temos imagens de crianças nossas, brasileiras, de 4 anos, 3 anos, que quando cruzam as fronteiras, sequestradas, os seus dentinhos são arrancados para elas não morderem na hora do sexo oral – denunciou Damares no púlpito da Assembleia de Deus Ministério Fama, em Goiânia (GO), no dia 8 de outubro de 2022.

Xuxa não tardou em compartilhar em suas redes, três dias depois da fala de Damares, um abaixo-assinado que tinha como título a frase “Cassação Damares Alves antes da posse”. No texto, a petição acusava a hoje senadora de ter mentido ou prevaricado em sua denúncia.

Com a repercussão sobre Marajó em razão da apresentação musical de Aymeê Rocha, no Dom Reality, internautas passaram a cobrar de Xuxa um posicionamento sobre a questão, especialmente após diversos outros artistas como a influenciadora Rafa Kalimann, a atriz Thaila Ayala e o cantor MC Daniel se pronunciarem sobre a situação na ilha paraense.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), por exemplo, questionou se Xuxa pediria desculpas a Damares após a volta da repercussão das denúncias e pediu aos internautas que cobrassem a apresentadora.

– A Xuxa, além de não apoiar, pediu a cassação da Damares. E agora, vamos pedir do pessoal, vai no Twitter ou na conta da Xuxa, e escreve assim: “cadê você Xuxa”. Pronto, só isso. Vamos ver se ela vai ter coragem agora de aparecer e pedir desculpa para a Damares – disse.

A reação foi imediata e muitos internautas comentaram no perfil da apresentadora no Instagram exigindo que ela se pronuncie sobre Marajó.

*Pleno.News


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve na sede da Polícia Federal (PF) em Brasília, na tarde desta quinta-feira (22), para ser interrogado na investigação sobre um suposto golpe de Estado. O ex-chefe do Executivo esteve no local por menos de 30 minutos e permaneceu em silêncio, de acordo com seu advogado Fabio Wajngarten.

– Esse silêncio, quero deixar claro que não é simplesmente o uso do exercício constitucional do silêncio, mas uma estratégia baseada no fato de que a defesa não teve acesso a todos os elementos por quais está sendo imputada ao presidente a prática de certos delitos – declarou o advogado.

De acordo com a defesa de Bolsonaro, a falta de acesso à delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, e dados extraídos em celulares apreendidos de investigados atrapalham a defesa na busca por um mínimo de conhecimento sobre as acusações que pairam sobre seu cliente.

Além de Bolsonaro, outros nomes de seu espectro também são investigados e, portanto, serão ouvidos. Como é o caso de Walter Braga Netto, ex-ministro e ex-candidato a vice-presidente, do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, além do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier.

*Pleno.News
Foto: EFE/André Borges


O Exército Brasileiro está preparando celas especiais para atender possíveis prisões de militares. Algumas instalações foram ativadas durante a prisão do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). As informações são do Poder360.

As celas têm cerca de 20 metros quadrados e grades nas janelas. Elas contêm mobília e câmeras internas.

– Cada unidade tem sistema de monitoramento nas suas dependências. Estão localizadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, mas há outras unidades no BGP (Batalhão de Guarda Presencial) e no Regimento de Cavalaria – reportou o portal.

Cid foi preso em maio de 2023, no caso que tratou da inserção de dados falsos em carteiras de vacinação do ex-presidente da República e de seus familiares, além do próprio Cid.

Autoridades nas Forças Armadas antecipam o avanço das investigações da PF (Polícia Federal) que miram supostas tratativas golpistas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Uma nova leva de ativações começou durante a Operação Tempus Veritatis, que mirou Bolsonaro e aliados – incluindo militares– em 8 de janeiro de 2024. A PF prendeu quatro pessoas de maneira preventiva, três delas eram do Exército.

Nesta quinta-feira (22), Jair Bolsonaro e outras 13 pessoas investigadas na Tempus Veritatis prestam depoimento à PF.

*Pleno.News


O presidente da Bolívia, Luis Alberto Arce, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, saíram em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), depois de o líder do Brasil comparar as ações militares de Israel em Gaza com o Holocausto.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, havia comentado anteriormente em seu perfil X (antigo Twitter) que Lula “apenas falou a verdade”. “A verdade se defende ou a barbárie nos aniquilará”, disse Petro. Já Arce e Díaz-Canel mostraram solidariedade a Lula por ter sido considerado “persona non grata” por Israel.

Em relação a Maduro, o líder reafirmou a comparação que Lula fez de Israel com o Holocausto e disse em entrevista ao programa “Con Maduro +” que “o que estão fazendo, como disse o presente Lula da Silva na reunião da União Africana, o que estão fazendo a partir do governo israelense é a mesma coisa que Hitler fez contra o povo judeu”.

*Terra Brasil Notícias


Empresa de manutenção é investigada pela suspeita de usar “laranjas”. Ministério pede apuração rigorosa sobre denúncias após fuga em Mossoró

Foto colorida de muros presídio com funcionarios

A empresa responsável por obras de manutenção no presídio federal de Mossoró (RN), que registrou as duas primeiras fugas da história em uma prisão do tipo, também tem contrato com a Penitenciária Federal de Brasília.

Apontada por suposto esquema de “laranjas”, a R7 Facilities, agora alvo de investigação, tem contrato assinado com a União de mais de R$ 2 milhões (R$ 2.088.591,60) para atender “as necessidades da penitenciária” na prestação de serviços continuados de apoio técnico e administrativo. O acordo tem vigência até 9 de março deste ano.

Localizado no Distrito Federal, o presídio abriga o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Investigações da Polícia Federal já identificaram ao menos três planos de fuga para libertar o chefe da facção. Um deles foi interceptado em 2022 e previa resgate cinematográfico no presídio federal de Porto Velho (RO), onde Marcola estava preso à época.

Já os fugitivos de Mossoró são matadores do Comando Vermelho (CV), facção rival do PCC. Os criminosos conseguiram escapar de uma unidade federal utilizando estratégia que ainda é alvo de diligências policiais.

Contratos

Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável pela administração das penitenciárias federais, informou que vai pedir investigações aos órgãos competentes federais sobre a lisura da R7 Facilities (veja abaixo as íntegras das notas).

Apesar das desconfianças, a pasta informou que não há preceitos de legalidade para suspender ou rescindir contratos vigentes sem o devido processo legal.

A manifestação do ministério ocorreu após o jornal O Estado de S. Paulo revelar que, apesar dos contratos milionários com o governo federal, o sócio-administrador da empresa recebeu auxílio emergencial e tem dívidas ativas em valores inferiores a R$ 10 mil.

As denúncias, publicadas pelo jornal nesta quarta-feira (21/2), foram confirmadas pelo Metrópoles.

Procurada pelo Metrópoles, a empresa R7 Facilities não respondeu aos questionamentos. O espaço segue aberto para possíveis manifestações.

Serviços oferecidos

Contratada por meio de pregão eletrônico, a empresa deve oferecer serviços terceirizados de auxiliar administrativo, assistente administrativo, motorista de viatura oficial, recepcionista e controle de estoque (almoxarifado).

A abertura do pregão eletrônico ocorreu em 5 de janeiro de 2023, já no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sob a gestão do então ministro Flávio Dino.

Já o contato para prestar serviços de manutenção na Penitenciária de Mossoró (RN) ocorreu em abril de 2022, enquanto Anderson Torres comandava a pasta, no governo de Jair Bolsonaro (PL).

No ano seguinte, o contrato foi renovado por Dino – sucessor de Torres após a mudança de governo.

Suspeita de “laranjas”

A R7 Facilities tem vencido licitações públicas desde 2016; e recebeu quase R$ 373 milhões (R$ 372.867.335,98) em repasses do governo federal.

A empresa também tem participado de licitações com o Governo do Distrito Federal, arrecadando quase R$ 11 milhões (R$ 10.788.811,77) dos cofres públicos brasilienses a partir do mesmo período.

Apesar dos montantes, o sócio-administrador da empresa é Gildenilson Braz Torres, que recebeu R$ 4,5 mil em auxílio emergencial.

Em 2020, Gildenilson recebeu cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300. Em 2021, foram pagas três parcelas de R$ 150, mas o sócio da empresa milionária teve de devolver uma delas para o governo federal.

No ano em que a empresa faturava milhões em contratos com o governo federal, Gildenilson recebeu sentença de penhora em bens para pagar uma dívida de R$ 8,6 mil. O processo está no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

Aberta em 2009 por Ricardo de Souza Lima Caiafa, a empresa foi registrada com o nome dele na época. Em 2022, Caiafa recebeu 3.879 votos e foi eleito suplente pelo Partido Liberal(PL) na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Fuga em Mossoró

Em 14 de fevereiro, Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, e Deibson “Tatu” Cabral Nascimento, de 33, fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró (RN). Desde então, seguem foragidos.

A força-tarefa para encontrar a dupla conta com cerca de 300 agentes federais e estaduais, helicópteros e drones. Apesar do esforço, apenas rastros e pegadas, roupas e restos de alimentos foram encontrados na zona rural.

Deibson “Tatu” Cabral foi sentenciado a 81 anos de prisão em 2015. Ele tem condenações por assaltos, furtos, roubos, homicídio e latrocínio. Apontado pela polícia como fundador do CV no Acre, “Tatu”, já participou de uma quadrilha que teria cometido 12 sequestros, incluindo um prefeito da Bolívia.

Rogério da Silva, por sua vez, foi condenado a 74 anos de prisão e responde por diversos processos judiciais, que envolvem roubos, associação a facção criminosa e assassinatos.

Investigação

O Ministério da Justiça e Segurança Pública destacou, em nota, que a empresa atendeu aos requisitos técnicos para assinatura do contrato.

Veja nota na íntegra:

“O MJSP informa que a empresa citada em reportagem atendeu todos os requisitos técnicos para a assinatura do contrato, realizada em abril de 2022, tendo apresentado todas as certidões de conformidade junto a órgãos públicos, como Receita Federal, Tribunal de Contas da União, Tribunal Superior do Trabalho, Ministério da Gestão, Inovação e Serviços Públicos, entre outros.

Sobre o serviço prestado, de acordo com nota técnica emitida pela fiscalização do contrato, a empresa vinha cumprindo todas as suas obrigações, obedecendo aos parâmetros pré-estabelecidos legalmente.

Ainda assim, o Ministério da Justiça e Segurança Pública irá acionar os órgãos competentes federais para que seja realizada rigorosa apuração referente à lisura da empresa citada”.

Informações Metrópoles


Reprodução

No primeiro ano (2023) da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o número de yanomamis mortos foi de 363, de acordo com informações obtidas pelo Poder360 por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Esse dado representa um aumento de 5,8% em relação aos 343 óbitos registrados no ano anterior, 2022, durante a presidência de Jair Bolsonaro (PL).

A Sesai (Secretaria de Saúde Indígena), vinculada ao Ministério da Saúde, classifica os dados de 2023 como “preliminares” e informa que estão sendo investigados minuciosamente. A entidade também alega que os números de 2022 e anos anteriores estariam “subnotificados” e atribui essa situação ao “abandono” durante a gestão do governo Bolsonaro.

Aproximadamente 30.000 integrantes da etnia Yanomami residem em uma reserva demarcada de 96.000 km² nos estados de Roraima e Amazonas. Essa área é superior ao território de Portugal, que possui 92.000 km² e uma população de 10,6 milhões de habitantes.

Os povos indígenas têm enfrentado o contato prejudicial de garimpeiros e madeireiros envolvidos em atividades ilegais na região. Além disso, enfrentam problemas crônicos de desnutrição e doenças, tornando desafiador o desenvolvimento de práticas de subsistência, como o cultivo de alimentos e a pesca, sendo, portanto, dependentes da assistência federal.

Ao assumir a presidência em 2023, Lula destacou amplamente sua proposta de conter a elevada taxa de mortalidade entre os yanomamis. Sua dedicação foi evidente em uma visita à Terra Yanomami em 21 de janeiro do ano passado.

Apesar dos anúncios do Palácio do Planalto enfatizando a prioridade dada ao tema, o número total de mortes yanomamis aumentou em 2023. A administração federal conta com o Ministério dos Povos Indígenas, liderado por Sonia Guajajara (Psol). Diante desse cenário, o site Poder360 buscou posicionamento do Ministério da Saúde e do Ministério dos Povos Indígenas sobre o aumento das mortes entre os yanomamis em 2023. Eis o que disseram:

Em janeiro de 2024, o Psol, partido da ministra Guajajara, divulgou uma resolução que atribui a culpa pela situação na Terra Yanomami à “negligência” do Ministério da Defesa, destacando o garimpo ilegal como o principal problema em vez da fome. Quando questionada sobre o assunto, a Defesa optou por não comentar.

Dias antes da resolução do Psol, Guajajara havia dito que o governo Lula tinha subestimado a dimensão da situação e que dificilmente será resolvida em 2024. Também culpou a gestão Bolsonaro: “Provavelmente não se resolverá em 2024, considerando a situação complexa que temos. Pegamos o território nessa situação. Achamos que era só uma crise sanitária, mas tinha toda essa questão do garimpo impregnado”.

FALTA DE COORDENAÇÃO

Segundo o pesquisador do ISA (Instituto Socioambiental) Estêvão Senra, o resultado mostra a “soberba” do governo em tratar um problema estrutural de forma desorganizada: “Identifico como principal falha o fato de não ter tido uma coordenação para atuação conjunta dos ministérios. Já havíamos alertado para a necessidade de uma atuação com esforços conjuntos, com a presença de uma instituição com poder de convocação. Não foi isso que tivemos”.

Leia a íntegra da resposta da Sesai:

“Desde o início de 2023, o Ministério da Saúde retomou as políticas de saúde indígena e o cuidado com essa população após anos de falta de assistência e abandono do governo passado. Essa é uma questão tratada com total prioridade pelo ministério.

“Sobre o número de mortes registrados no território yanomami, esclarecemos que todos os números são preliminares e estão sendo investigados criteriosamente pela Secretária de Saúde Indígena. Pontuamos também que os números de 2022 e os dos anos anteriores estão subnotificados. Essa realidade identificada pela Sesai foi causada pela precarização dos serviços e sistemas de saúde indígena dos últimos anos. Portanto, não é possível fazer uma análise conclusiva sobre eles. Também é importante dizer que há uma diferença entre a data do óbito e o momento da notificação no sistema. Pela dificuldade de acesso ao território, essa notificação oficial pode levar algum tempo. Desde o ano passado, há uma busca ativa para identificar possíveis mortes e casos de doença que não foram notificados oficialmente na última gestão.

“Uma prova dessa subnotificação está na diferença entre os dados da Sesai e do IBGE. Segundo o Censo de 2023, são 27.178 pessoas vivendo no território yanomami, 4.000 a menos que o registro oficial do sistema de informações do Ministério da Saúde.

“Para resolver essa questão, a Sesai e o IBGE estão conduzindo, em parceria, um inquérito de saúde indígena para identificar o que aconteceu com essa população que não apareceu no Censo. Então, é esperado que haja mais notificações de mortes e casos de doença em 2023 e que os números dos anos anteriores sofram alterações. Reforçamos que todos esses números estão sob investigação criteriosa da Sesai.

“Além disso, o número de profissionais no território é 40% maior em comparação com 2022. Ao todos, são 960 em atuação. O que acontece agora é que o Ministério da Saúde chega a locais que estavam completamente abandonados pela gestão passada e trata essas informações com total prioridade e transparência. É essencial que se tenha conhecimento real da situação humanitária dessa população, e a partir disso, prestar assistência necessária.

“Já avançamos muito desde o início da operação do Ministério da Saúde em conjunto com outros órgãos do governo federal. Reabrimos 6 bases que estavam fechadas pela ação criminosa de garimpeiros. Nesses locais onde há segurança para os profissionais de saúde é possível prestar assistência aos indígenas e salvar vidas.

“Ainda há comunidades que, por falta de segurança, não conseguimos entrar. Estamos trabalhando intensamente em conjunto com forças de segurança para garantir o acesso e prestar assistência. Já começamos a reforma completa da Casa de Saúde Indígena de Boa Vista, criamos o Centro de Recuperação Nutricional em Surucucu. Já são mais de 400 crianças recuperadas.

“O Ministério da Saúde reforça que segue comprometido e empenhando todos os esforços para a reconstrução da saúde indígena, garantindo o acesso à saúde e dignidade para essa população.”

Com informações do Poder 360


A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco registrou 29 atendimentos a pacientes furados por agulhas na rua, em meio à multidão dos festejos de Carnaval, entre os dias 9 e 15 de fevereiro.

O que aconteceu

Eles foram vítimas de lesões provocadas por agulhas em diversos focos de folia no Recife e em Olinda, segundo os relatos recebidos pela Secretaria Estadual de Saúde. Em casos como esses, em geral, as vítimas não conseguem identificar de quem partiu a agulhada, em meio à multidão.

Dos 29 pacientes, 16 eram mulheres e 13 homens. Entre os locais de ocorrência, a maioria foi no Recife (no Galo da Madrugada e no Marco Zero) e houve ainda 11 casos em Olinda.

No ano passado, foram dois casos de vítimas de agulhadas dadas por pessoas não identificadas. Já em 2020, pelo menos 41 foliões alegaram que foram furados entre os dias 15 e 23 de fevereiro, segundo a secretaria. Os registros ocorreram durante as festas de Carnaval em Recife, Olinda e Orobó (PE).

Não se sabe se as agulhas estavam ou não contaminadas. Popularmente, pessoas que saem furando indivíduos com objetos pontiagudos, como seringas e agulhas, com o objetivo de passar doenças, são chamadas de “carimbadores”. O termo também diz respeito ao grupo que faz sexo sem camisinha e sem mencionar o HIV aos parceiros, no intuito de transmitir o vírus.

*UOL
Foto: Marlon Costa/AGIF

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