A promotoria de Justiça solicitou que Fernando Sastre, motorista do Porsche envolvido em acidente, pague pensão provisória e indenização de R$ 5 milhões aos familiares de Ornaldo Viana, motorista de aplicativo que morreu na colisão. O pedido foi do promotor Fernando Bolque, que se manifestou a favor da concessão de liminar que obriga o pagamento de três salários mínimos mensais a companheira do homem e a filha menor de idade.
O despacho foi publicado em ação indenizatória ajuizada pela família da vítima. Luam Morais da Silva, filho do motorista falecido, disse que Fernando ”destruiu sua família”. ”Ele destruiu minha família, colocou fim na nossa vida. Dia das mães vai ser um almoço sem ele. Esse cara acabou com uma história”.
Prisão mantida
Na última terça-feira (7), a prisão de Fernando foi mantida pelos votos dos três ministros presentes à 5ª turma do STJ. O empresário é réu pelos crimes de lesão corporal gravíssima e homicídio doloso qualificado. Na madrugada do acidente, em 31 de março, ele chegou a atingir 156 km/h antes de bater contra o carro do motorista de aplicativo Ornaldo Silva Viana, 52, que morreu no local.
Para reforçar a segurança, 400 agentes da Força Nacional chegarão ao Rio Grande do Sul (RS) nos próximos dias
Em meio ao caos enfrentado pelo Rio Grande do Sul devido às chuvas que atingem o estado desde o início da semana passada, a polícia agora registra casos de violência, saques, furtos e roubos em diversos municípios. A situação aumenta a tensão e agrava o estado de calamidade que já se instalou em muitas comunidades.
Nas redes sociais, diversos relatos narram saques, assaltos violentos e até mesmo ações contra voluntários que auxiliam nos trabalhos humanitários. Ao Metrópoles, um morador de Porto Alegre, que preferiu não se identificar, detalhou a situação da capital: “O centro de Porto Alegre tá todo saqueado. Farmácia, supermercado, loja, mercado público, tudo”, conta.
Em Canoas, por exemplo, moradores expõem que criminosos se passam por necessitados para assaltarem os voluntários que se dispõem a ajudar. Já em Novo Hamburgo, a população precisou se armar para se defender dos bandidos. Muitos não querem abandonar suas casas por medo das ações dos criminosos.
Veja:
Além de saquear casas e comércios, deixados para trás pelos proprietários que buscam locais seguros, os criminosos têm como alvo barcos, jet skis e outros equipamentos que auxiliam nos resgates de pessoas em áreas de risco.
Reforço na segurança
Para reforçar a segurança e conter a escalada dos crimes, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), confirmou, nessa terça-feira (7/5), que o estado receberá mais 400 agentes da Força Nacional. Com o efetivo combinado da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, o contingente totaliza 944 servidores.
O governador também publicou o edital do Programa Mais Efetivo. O objetivo é convocar mil policiais da reserva. Todos os agentes que estavam de férias ou atuavam em funções administrativas foram convocados para atuar nas regiões atingidas.
A Brigada Militar do estado lançou operações contra o vandalismo e a criminalidade em diversas cidades, como Montenegro, Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Ivoti, Bento Gonçalves e Porto Alegre. Até o momento, 32 pessoas foram presas.
Enchentes no RS
O número de óbitos causados pelas fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde segunda-feira (29/4) subiu para 95. Outros quatro estão em investigação. Até o momento, são 131 desaparecidos, 50 mil em abrigos e 159 mil desabrigados, de acordo com o boletim da Defesa Civil divulgado na noite desta terça-feira (7/5).
O número de municípios afetados chegou a 401. No total, são mais de 1,5 milhão de pessoas atingidas em todo o estado.
A Bloomin’ Brands, empresa responsável pela marca Outback, anunciou em sua divulgação de resultados que está considerando a possibilidade de vender suas operações no Brasil. Para auxiliar nesse processo, a companhia contratou o Bank of America (BofA) como consultor financeiro.
Foto: LUCASLACAZRUIZ A13
No comunicado oficial, a Bloomin’ Brands afirmou que está “explorando e avaliando alternativas estratégicas para suas operações no Brasil, com o objetivo de maximizar o valor para os acionistas”. Essas alternativas incluem a potencial venda das operações no país.
O Outback, famosa rede de restaurantes, está presente no Brasil desde 1997, quando inaugurou seu primeiro estabelecimento no Rio de Janeiro. Atualmente, a marca conta com 152 unidades distribuídas em 20 estados brasileiros e no Distrito Federal.
Apesar da decisão de avaliar a venda, a companhia ainda não estabeleceu um cronograma definitivo para a conclusão desse processo. Além disso, não há garantias de que a venda ocorrerá ou se outras soluções estratégicas serão adotadas.
No primeiro trimestre de 2024, o grupo registrou receitas totais de US$ 1,2 bilhões, representando uma queda de 4% em relação ao mesmo período de 2023. A margem operacional também sofreu redução, passando de 9,7% para 6,4%. Mudanças fiscais no Brasil tiveram algum impacto nos dois indicadores.
O filho caçula do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Luis Claudio Lula da Silva, usou sua conta no X para criticar o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), por causa das enchentes que assolam o estado.
A publicação compartilhada por ele era uma notícia de que a Prefeitura de Porto Alegre não fez investimentos na prevenção de enchentes. O chefe do Executivo municipal é Sebastião Melo (MDB); mesmo sabendo disso, Luis Claudio acusou o governador tucano.
– A má gestão do governador culminou nesse desastre! – comentou o filho de Lula.
Com a repercussão do tuíte, ele apagou a publicação sem reconhecer o erro de ter trocado o prefeito pelo governador.
AJUDE O RIO GRANDE DO SUL Com 70% de seu território afetado pela calamidade climática, o estado sulista sofre com severos estragos, e sua ajuda é fundamental para que as vítimas possam recomeçar suas vidas. Uma das formas de fazer doações é o financiamento coletivo criado pelo influenciador Badin, o Colono. Acesse enchentes@vakinha.com.br e deixe sua contribuição!
O número de mortos devido as fortes chuvas no Rio Grande do Sul subiu para 90, segundo boletim divulgado às 9h30 desta terça-feira (7) pela Defesa Civil do Estado. Os temporais atingem os municípios gaúchos desde 28 de abril.
O temporal afetou 388 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul. São 48.147 pessoas em abrigos, 155.741 desalojados, 1.367.506 afetados, 361 feridos e 132 desaparecidos. O rio Guaíba, principal de Porto Alegre, atingiu a marca de 5,27 metros na manhã desta terça.
Sobre estradas e pontes, há bloqueios totais e parciais 95 trechos em 41 rodovias. O porto do Rio Grande opera normalmente, mas sob avaliação da empresa responsável. Já os portos de Porto Alegre e Pelotas estão com operações suspensas.
Nesta segunda-feira (6), circularam rumores de que a cantora Madonna, 65 anos, teria doado o equivalente a R$ 10 milhões para ajudar as vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul. Entretanto, o estado não confirmou a informação ao ser contatado pela CNN Brasil.
Os boatos surgiram após o colunista Erlan Bastos, do portal EM OFF, relatar que a artista teria enviado ao RS metade do cachê recebido por seu show no Rio de Janeiro no último sábado (5), e que teria decidido manter a ação em segredo, relato não endossado pelo governo estadual.
Apesar disso, outros artistas internacionais se mobilizaram a fim de pedir ajuda financeira para o estado, que sofre os efeitos de uma calamidade climática que deixou ao menos 90 pessoas mortas e mais de 100 desaparecidas. Entre os que se manifestaram estão Beyoncé, Vincent Martella e a banda Guns N’ Roses.
AJUDE O RIO GRANDE DO SUL Com 70% de seu território afetado pela calamidade climática, o estado sulista sofre com severos estragos, e sua ajuda é fundamental para que as vítimas possam recomeçar suas vidas. Uma das formas de fazer doações é o financiamento coletivo criado pelo influenciador Badin, o Colono. Acesse enchentes@vakinha.com.br e deixe sua contribuição!
Segundo a Defesa Civil, mais de 1,3 milhão de pessoas foram afetadas pelas chuvas. Municípios afetados passam dos 380
O número de mortos após as enchentes no Rio Grande do Sul subiu, na manhã desta terça-feira (7/5), para 90. Há ainda quatro óbitos sob investigação, 132 pessoas desaparecidas e 361 feridos. A informação consta no mais recente boletim da Defesa Civil do estado.
Até o momento, 1.367.506 pessoas foram afetadas pelas chuvas fortes em 388 municípios. Desse total, quase 156 mil estão desalojadas, e outras 48 mil foram acolhidas em abrigos.
Congresso articula plano e prepara pacote sem limite de gastos para socorrer Rio Grande do SulGiulian Serafim/PMPOA
Veja a atualização:
Municípios afetados: 388 Pessoas em abrigos: 48.147 Desalojados: 155.741 Afetados: 1.367.506 Feridos: 361 Desaparecidos: 132 Óbitos confirmados: 90 Óbitos em investigação: 4
Dos mais de 80 mortos decorrentes das fortes chuvas que caem no Rio Grande do Sul, cinco são da mesma família. Como se não bastasse a tragédia, os corpos foram encontrados abraçados em uma casa soterrada em Roca Sales, no Vale do Taquari.
A residência foi soterrada após um deslizamento de terra. De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma das vítimas era uma menina de 13 anos. Ao menos 20 pessoas morreram em decorrência da enchente no Vale do Taquari.
O repórter William Fritzke, que esteve no local, se sensibilizou com a história e desabafou nas redes sociais.
– Hoje foi um dia triste para todos, o que ninguém queria se confirmou. Cinco pessoas da mesma família morreram abraçadas, entre elas uma garota de 13 anos. Todos estavam soterrados em uma residência no interior de Roca Sales no Rio Grande do Sul – disse em publicação neste domingo (5).
– É uma cena muito triste, eu cheguei a ver os corpos abraçados, uma família inteira. O morro desceu e acabou atingindo aqui. Aquele morro inteiro desmoronou. O que aconteceu aqui é terrível, uma tragédia – lamentou.
Segundo William, ele e sua equipe, que levaram mantimentos, tiveram acesso ao local apenas por helicóptero.
O número de mortes confirmadas decorrentes das fortes chuvas que caem no Rio Grande do Sul subiu para 83 e outros quatros óbitos estão em investigação para confirmar se há relação com os eventos meteorológicos da última semana.
Os dados constam no boletim da Defesa Civil estadual atualizado na manhã segunda-feira (6). No momento, o número de desaparecidos chega a 111 pessoas.
Até o momento, 850 mil foram afetados pelas chuvas em 345 municípios do RS. Quase 122 mil pessoas estão desalojadas, e 19 mil, em abrigos
O número de mortos e desaparecidos após enchentes no Rio Grande do Sul subiu, na manhã desta segunda-feira (6/5), para 83 mortos, enquanto outras quatro mortes são investigadas, 111 desaparecidos e 276 feridos. A informação é do mais recente boletim da Defesa Civil do estado.
Até o momento, 850 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas fortes em 345 municípios. São quase 122 mil desalojadas, e outras 19 mil estão em abrigos do governo.
Confira o local das vítimas:
Bento Gonçalves (3)
Boa Vista do Sul (2)
Bom Princípio (1)
Canela (2)
Canoas (1)
Capela de Santana (1)
Capitão (1)
Caxias do Sul (5)
Cruzeiro do Sul (8)
Encantado (2)
Farroupilha (1)
Forquetinha (2)
Gramado (7)
Itaara (1)
Lajeado (5)
Montenegro (1)
Pantano Grande (1)
Paverama (2)
Pinhal Grande (1)
Porto Alegre (2)
Putinga (1)
Roca Sales (2)
Salvador do Sul (2)
Santa Cruz do Sul (2)
Santa Maria (5)
São João do Polêsine (1)
São Leopoldo (1)
São Vendelino (2)
Segredo (1)
Serafina Corrêa (2)
Silveira Martins (1)
Sinimbu (1)
Taquara (2)
Três Coroas (1)
Vale do Sol (1)
Venâncio Aires (3)
Vera Cruz (1)
Veranópolis (5)
Conforme o boletim da Defesa Civil sobre a infraestrutura do RS, 435 mil estão sem energia e 884 mil encontram-se sem abastecimento de água. No momento, continuam sem internet e sinal de telefone:
Tim: 32 municípios
Vivo: 40 municípios
Claro: 24 municípios
As aulas seguem suspensas em toda a rede municipal do estado gaúcho. Ao todo, 744 escolas foram afetadas e outras 278 estão danificadas, prejudicando 251 mil estudantes em 231 municípios. Além disso, 36 escolas funcionam como abrigo.
Após chuvas, Guaíba está acima do nível de inundação
Mesmo com trégua nas chuvas, o nível do Guaíba, em Porto Alegre, segue acima da cota de inundação. Até as 9h desta segunda-feira (6/5), a água do rio atingiu o patamar de 5,29 metros, ou seja, 2,29 metros acima do limite para inundação, que é de 3 metros.
O Rio Guaíba atingiu o maior nível nesse domingo (5/5), quando registrou 5,33 metros. O recorde anterior ocorreu em 1941 (4,76 metros).
Governo reconhece calamidade pública no RS
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), assinou, nesse domingo, portaria reconhecendo estado de calamidade pública em 336 municípios do RS “em decorrência de chuvas intensas”.
Em visita às áreas afetadas pelas enchentes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu que a ajuda ao estado chegará “sem burocracia”, acrescentando que vai auxiliar a reconstruir as rodovias.
Custo dos processos movidos por passageiros no país já supera R$ 1 bilhão por ano
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Brasil supera os demais países quando o assunto é judicialização de companhias aéreas. O custo dos processos movidos por passageiros no país já supera R$ 1 bilhão por ano, segundo informações da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), com base em informações reportadas pelas empresas à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Os processos judiciais surgem em virtude dos atrasos e cancelamentos de voos protagonizados pelas companhias, além de voos lotados e dificuldades de conseguir reembolso, estão entre as principais queixas dos consumidores.
Uma sondagem realizada pela Latam revela que o Brasil representa quase metade da operação de todo o grupo, responde por mais de 98% dos processos judiciais movidos pelos clientes contra a companhia. A empresa oferece serviços de voos para o Chile, Colômbia, Equador e Peru, e tem voos internacionais dentro da América Latina e para Europa, Oceania, Estados Unidos e o Caribe.
“Apesar de ser reconhecida como a segunda empresa mais pontual do mundo em 2023, de acordo como o ranking da Official Airlines Guide (OAG), houve um incremento de quase 33% no número de ações judiciais no Brasil de 2022 para 2023”, diz o diretor geral da IATA no Brasil, Dany Oliveira.
O excesso de processos, de acordo com informações do jornal O Estado de S.Paulo, prejudica a operação das empresas, encarece as passagens, reduz a malha aérea e afasta novos competidores – que poderiam forçar uma melhora nos serviços.
Nos Estados Unidos, por exemplo, em 2019 uma ação foi movida para cada 1,2 milhão de passageiros transportados. No mesmo período, a proporção no Brasil chegou a uma ação para cada 227 passageiros. O levantamento considerou dados de três principais companhias aéreas que operam entre Brasil e Estados Unidos.