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Abalos foram detectados nos municípios de Caxias do Sul, Pinto Bandeira e Bento Gonçalves

Foto: Andréia Copini/Prefeitura de Caxias do Sul
Foto: Andréia Copini/Prefeitura de Caxias do Sul

Na madrugada desta segunda-feira, 13, a Serra Gaúcha experienciou tremores de terra com magnitudes de 2,3 e 2,4 na escala mR — uma versão adaptada da Escala Richter, usada globalmente, mas ajustada para as condições brasileiras.

O sismólogo Bruno Collaço, do Centro de Sismologia da USP, explicou ao jornal O Globoque essa nomenclatura é utilizada no Brasil por causa das especificidades locais de medição.

Os tremores foram detectados nos municípios de Caxias do Sul, Pinto Bandeira e Bento Gonçalves, segundo informações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), que engloba o Observatório Sismológico da UnB e o Centro de Sismologia da USP. A comunidade local percebeu os abalos.

A Serra Gaúcha é alvo histórico de tremores

A Serra Gaúcha é historicamente propensa a tremores de terra, com magnitudes que geralmente variam de 2 a 3 mR. Nos últimos dez anos, foram registrados 27 sismos na região. Atualmente, a área enfrenta também o desafio de lidar com enchentes severas.

Embora se suspeite que as intensas chuvas recentes possam ter influenciado na acomodação do solo, o que teria causado os tremores, Collaço enfatiza que ainda não há evidências concretas que conectem diretamente os dois eventos.

“Geralmente, levaria alguns meses após as chuvas para que tremores desse tipo ocorressem, mas essa possibilidade não pode ser completamente descartada”, comentou o sismólogo.

Ele esclareceu que os tremores não foram causados pelo colapso de pontes ou outras estruturas danificadas pelas enchentes, pois tais eventos seriam localizados e de curta duração. “Mais estudos são necessários para determinar com precisão as causas desses sismos”, disse.

Informações Revista Oeste


Nesta segunda-feira (13), o médico cardiologista Leandro Medice foi encontrado morto em um abrigo de São Leopoldo (RS). Ele tinha 41 anos de idade e morava em Vila Velha, na Grande Vitória (ES).

Medice tinha ido para a Região Sul do Brasil a fim de ajudar as vítimas da chuva no Rio Grande do Sul. Uma das suspeitas é a de que ele tenha sofrido um mal súbito. As informações são do G1.

O acupunturista João Paulo Martins, companheiro de Leandro, disse que o médico não tinha histórico de doenças.

– Ele era muito saudável, sempre cuidou da saúde. Nunca teve histórico nenhum de problemas. Eu ainda não consigo acreditar no que aconteceu. Quando me contaram, pensei que fosse brincadeira. Ele foi para ajudar as pessoas e aconteceu essa tragédia – falou.

O médico organizou a viagem ao Rio Grande do Sul com um grupo de amigos, que também são médicos.

– O voo para o Sul estava marcado para às 3h de domingo (12). A intenção era chegar pela manhã e voltar para Vitória na segunda-feira (13) à noite. Ele tinha uma agenda para cumprir na clínica no dia seguinte – relatou o companheiro de Leandro.

No domingo (12), o médico trabalhou o dia inteiro aferindo pressão e prestando atendimentos básicos para as vítimas da chuva. Já nesta segunda, ele não apareceu no ponto de encontro combinado com os amigos médicos, que o procuraram e o encontraram morto.

*Pleno.News
Foto: Reprodução/ Instagram Leandro Medice


O governo da ex-presidente Dilma Roussef (PT) engavetou estudo que previa enchentes no Sul do Brasil. Há pelo menos dez anos, um relatório foi entregue à Presidência da República e apontava chuvas acentuadas na região Sul em decorrência das mudanças climáticas.

O relatório também indicava providências a serem tomadas. Chamado Brasil 2040, o documento previa ainda elevação do nível do mar, mortes por onda de calor, colapso de hidrelétricas, falta d’água no Sudeste, piora das secas no Nordeste e o aumento das chuvas no Sul. As informações são do site O Antagonista.

Em vez de ser utilizado para minimizar os impactos negativos das mudanças climáticas, o estudo acabou engavetado. Ele foi negligenciado supostamente por trazer previsões inconvenientes.

Na época, o relatório custou R$ 3,5 milhões e envolveu mais de 30 pesquisadores de diferentes universidades brasileiras.

A questão dos recursos hídricos foi assinada, no levantamento, por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC), via Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura. A coordenação ficou a cargo dos professores Eduardo Sávio Martins e Francisco de Assis de Souza Filho.

O estudo realizado pela Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura destacou um aumento superior a 15% no nível de chuvas no extremo sul do Brasil.

Os pesquisadores chegaram a propor medidas como a elaboração de planos de contingência específicos para eventos de cheias, entre outras, como sistemas de alerta e adaptação da drenagem urbana.

*Pleno.News
Foto: EFE/ Andre Borges


Moradores da região da orla do Guaíba e do Vale do Taquari estão em alerta máximo para cheias do rio, segundo o vice-governador do RS

Na chuva, moradores voltam para casa no RS e lutam para salvar bens

Rio Grande do Sul iniciou a semana em alerta máximo devido ao volume das chuvas, com crescimento elevado do nível dos rios, risco de deslizamentos e quedas de temperaturas. O Vale do Taquari e o Guaíba podem ultrapassar novamente o nível de 5,5 metros nas próximas 24 horas, registrando outra cheia histórica.

Na manhã desta segunda-feira (13/5), o vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza (MDB), disse em entrevista à Globonews que “temos de contar com a possibilidade de ter mais destruição nas próximas horas”.

Boletim mais recente divulgado pela Defesa Civil estadual aponta que o número de mortes subiu para 147, com 447 municípios afetados pelas chuvas e enchentes. Mais de 500 mil pessoas seguem desalojadas. O estado chegou a ser atingido por dois tornados com o avanço da frente fria.

Até o momento, 76 mil pessoas foram resgatadas e 127 continuam desaparecidas. Não há óbito em investigação, segundo o boletim. Além disso, 806 pessoas ficaram feridas por causa das chuvas que assolam o estado.

Na orla do Guaíba, foram feitas barricadas nas ruas mais próximas para evitar o aumento da água em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

Bolsa Família e restituição do IR

O estado corre contra o tempo para construir ou reconstruir a infraestrutura a fim de conter as inundações. O vice-governador afirmou que, para isso ser feito, é necessário o repasse de recursos do governo federal e a flexibilização no pagamento da dívida de cerca de R$ 90 bilhões do estado com a União.

“Uma infraestrutura inteira, que foi construída durante muitas décadas, e agora precisa ser reconstruída. Não estamos falando de obras novas”, destacou Gabriel Souza.

Na última quinta-feira (9/5), o governo anunciou a antecipação de pagamentos do Bolsa Família, auxílio gás e da restituição do Imposto de Rendapara moradores do estado.

Informações Metrópoles


Reprodução

O Serasa oferece um programa de perdão de dívidas destinado a auxiliar indivíduos que enfrentam incertezas econômicas. Essa iniciativa visa não apenas aliviar o peso das dívidas, mas também possibilitar que os consumidores restabeleçam sua saúde financeira.

Como Funciona o Programa?

Como Participar?

Importante:

Informações TBN


Por determinação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) expandiu as operações no Rio Grande do Sul para auxiliar não só em resgates, mas na segurança dos abrigos que recebem atingidos pelas enchentes. O efetivo da corporação no local chegará a 300 até a próxima semana.

A Força também está colaborando com o Corpo de Bombeiros em operações de salvamento nas cidades de São Leopoldo e Canoas. Os agentes oferecem apoio ao policiamento ostensivo em diversas localidades, como Porto Alegre e Nova Santa Rita. Neste momento, as operações estão focadas no patrulhamento e salvamento embarcados, reconhecimento terrestre, além de abordagens terrestres e aquáticas para resgate de pessoas e animais ilhados.

Na sexta (10), o governador Eduardo Leite (PSDB) disse que o estado vai auxiliar a prefeituras nos abrigos. Já a Polícia Civil informou que faz rondas nos maiores abrigos durante 24 horas, e que as menores estruturas são monitoradas em ações pontuais. Policiais militares aposentados também foram convocados para reforçar a segurança em abrigos.

*Metro1
Foto: Ministério da Justiça / Divulgação


Morreu na madrugada deste domingo (12), a deputada federal Amália Barros (PL-MT), vice-presidente do PL Mulher. A morte foi divulgada pelas redes sociais da parlamentar.

Amália estava internada desde o dia 1° de maio para retirada de um nódulo no pâncreas. A deputada teve complicações e passou por quatro procedimentos médicos.

Nascida em Mogi-Mirim, no interior de São Paulo, a parlamentar de 39 anos estava em seu primeiro mandato. Ela se tornou conhecida nacionalmente após conseguir apoio para aprovar, antes mesmo de entrar para a política, o projeto que deu base para a Lei nº 14.126/2021, que classifica a visão monocular como deficiência sensorial.

Amália perdeu à visão aos 20 anos em decorrência de toxoplasmose, infecção causada por um protozoário propagado por animais ou insetos. Após 15 cirurgias, ela precisou retirar o olho em 2016 e passou a usar prótese.

Sua história de vida serviu como inspiração para que ela entrasse na luta e conseguisse que as pessoas monoculares tivessem os mesmos direitos e benefícios previstos na legislação para a pessoa com deficiência.

Desde então, ela abriu um instituto social, ajudou milhares de pessoas e lançou o livro Se Enxerga, onde conta sua emocionante trajetória de vida.

Eleita em 2022 com 70 mil votos pelo Mato Grosso, Amália Barros se tornou presidente da Frente Parlamentar da Pessoa com Deficiência e assumiu a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CPD), de Comunicação (CCOM) e a Comissão Externa de Intervenção na Saúde Pública do Município de Cuiabá (MT).

A deputada também é vice-presidente nacional do PL Mulher, que tem como presidente a sua madrinha política, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

*Pleno.News
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados


O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres (Cemaden) emitiu alerta de risco muito alto riscos hidrológicos e geológicos no Rio Grande do Sul neste domingo (12).

Os aletas referem-se as possíveis consequências das fortes chuvas, sejam elas hidrológicas: como inundações e alagamentos; ou geológicos: como deslizamentos de terra e desabamentos.

Segundo o órgão, as regiões que possivelmente serão afetadas são: Noroeste; Centro-Ocidental; Nordeste; Sudeste; Sudoeste Rio-Grandense e Metropolitana de Porto Alegre.

*Metro1
Foto: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini


Em Porto Alegre, a água alcançou 2 metros em algumas partes do centro da capital

Rio Grande do Sul
Até o momento, o Rio Grande do Sul registra 136 mortos em decorrência das inundações | Foto: Reprodução/@klaudiarowska

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) alertou sobre a possibilidade de chuvas intensas no Rio Grande do Sul, que podem causar inundações e deslizamentos de terra em várias partes do Estado neste domingo, 12. 

O Lago Guaíba, já com nível 1,58 metros acima do normal, alcançou 4,58 metros, representando uma grande preocupação. O lago recebe água das bacias dos Rios Jacuí, Taquari-Antas, Caí, Sinos e Gravataí, o que eleva o risco de piora da situação em Porto Alegre.

Guardas municipais de São Paulo e Porto Alegre estão auxiliando no resgate de pessoas presas nos prédios do Centro Histórico da capital, uma das áreas mais afetadas. Brigadistas intensificam esforços para convencer os moradores a evacuar, principalmente nos bairros mais prejudicados, como São João.

Alerta para deslizamentos e áreas de risco

De acordo com o Cemaden, há também uma grande chance de deslizamentos de terra, especialmente em áreas de encostas e rodovias nas regiões nordeste e centro-ocidental do Estado, bem como na região metropolitana de Porto Alegre e na Serra Gaúcha, devido às chamadas “quedas de barreira”.

Impacto das inundações e relato de fatalidades

 A situação em Porto Alegre é crítica, com água alcançando dois metros em algumas partes do centro, conforme reportagem do jornal Estadão. Locais emblemáticos, como o Mercado Público, estão submersos, revelando a vulnerabilidade urbana a condições climáticas extremas.

Na estação rodoviária e nas estações de trem, a interrupção das atividades diárias é evidente, com vagões isolados pela água. No bairro São João, apesar dos esforços dos voluntários, muitos moradores estão relutantes em deixar suas casas, mesmo com medidas como o corte de fornecimento de água e alimentos para incentivar a evacuação.

Informações Revista Oeste


Jair Bolsonaro comunicou o falecimento da parlamentar de 39 anos, vice-presidente do PL Mulher e que emprestou nome a lei federal

Foto:Reprodução/Câmara dos Deputados

Morreu na noite de sábado (11) a deputada federal Amália Barros, do PL do Mato Grosso. O comunicado foi feito por Jair Bolsonaro em WhatsApp enviado a aliados na madrugada de domingo. A informação é do colunista do Metrópoles Paulo Cappelli.

“Com muita dor, informo o passamento da nossa amiga e irmã deputada Amália Barros, de Mato Grosso. Deus, em sua infinita bondade, a receba e conforte seus familiares e amigos”, escreveu o ex-presidente. A parlamentar era muito próxima de Michelle Bolsonaro e ocupava a vice-presidência do PL Mulher.

Cappelli aponta que Amália Barros foi internada em estado grave na UTI do hospital Vila Nova Star, em São Paulo. Na última quinta-feira (9), a deputada passou por um novo procedimento cirúrgico de “radiointervenção”, que é basicamente uma operação minimamente invasiva com o auxílio de imagem, agulhas e cateteres. O último boletim médico divulgado na sexta-feira (10) já informava que a parlamentar seguia sem previsão de alta.

O Metrópoles destaca que Amália Barros estava internada desde 1º de maio, quando foi ao hospital fazer a retirada de um nódulo no pâncreas. No dia 2, a deputada fez o procedimento de drenagem das vias biliares, para retirar o líquido biliar em excesso do fígado. A transferência de Amália para a UTI se deu depois de uma “reabordagem cirúrgica”.

Eleita com o apoio de Michelle para seu primeiro mandato em 2022, a deputada era muito próxima da família Bolsonaro. Na maioria das vezes em que o ex-presidente ia para o Mato Grosso, ele costumava passar alguns dias no rancho de propriedade de Amália. Ela era casada com o empresário e influenciador Thiago Boava. A morte da parlamentar também foi lamentada por políticos como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o senador Flávio Bolsonaro, acrescenta Cappelli

Lei Amália Barros

Amália Barros perdeu a visão do olho esquerdo aos 20 anos, após uma infecção por toxoplasmose. Ela se submeteu a 15 cirurgias, mas em 2016 precisou remover o olho e passou a usar um globo ocular. Em 2019, foi protocolado no Congresso Nacional um projeto de lei intitulado “Lei Amália Barros”. O PL conferia a portadores de visão monocular os mesmos direitos e benefícios das pessoas com deficiência. Aprovado na Câmara e no Senado, o texto foi sancionado pelo então presidente Bolsonaro em março de 2021 e alterou o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Amália Barros lutou pelo projeto e, em 2022, elegeu-se deputada federal com 70 mil votos, tendo o apoio de Michelle Bolsonaro. No parlamento, ela destinava especial atenção às pautas de inclusão.

Informações Bahia.ba

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