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Antonio Molina/Folhapress

Presidente da Caixa alerta sobre limites de financiamento imobiliário e sugere emissão de títulos verdes

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, expressou preocupação com a possibilidade de escassez de recursos para financiamento imobiliário a partir do próximo ano. Em uma coletiva de imprensa realizada na semana passada, Vieira afirmou que “os recursos estão no limite da capacidade de financiamento da habitação” e pediu ao governo federal alternativas para evitar uma crise no setor.

Uma possível solução seria a emissão de títulos verdes, com o banco preparando sua primeira emissão no exterior, ainda sem um valor definido. Paulo Rodrigo, vice-presidente de sustentabilidade e cidadania digital da Caixa, mencionou que a instituição realizará um road show nos Estados Unidos para atrair investidores, com o valor da emissão dependendo do interesse dos mesmos.

A carteira de crédito da Caixa atingiu R$ 1,144 trilhão, com 65,9% desse montante correspondendo à carteira imobiliária, que encerrou o trimestre com um saldo de R$ 754,3 bilhões. Este resultado representa um crescimento de 14,4% em 12 meses. Desse total, R$ 438 bilhões vieram de recursos do FGTS e R$ 316,3 bilhões do SPBE.

A Caixa detém quase 70% do mercado de crédito imobiliário do país. Segundo Inês Magalhães, vice-presidente de habitação da Caixa, são liberados em média 2.800 novos financiamentos por dia.

Com a alta da Selic nos últimos anos e os resgates recordes na caderneta de poupança, que é a principal fonte de recursos para habitação, o banco estatal preencheu o espaço deixado pelos bancos privados, aumentando sua captação por meio de LCIs, que têm um custo mais elevado.

De acordo com as regras do Banco Central, os bancos devem destinar 65% dos valores coletados nas contas-poupança dos clientes à linha de financiamento de imóveis do SPBE, que financia até 80% do valor do imóvel, com juros limitados a 12% ao ano e prazo de pagamento de até 35 anos.

A Caixa afirma que suas linhas de crédito estão ativas e as contratações seguem dentro da normalidade, obedecendo os critérios internos de governança, baseados no contexto de mercado e nas estratégias do banco. A demanda aumentada por essa linha de crédito resulta da retração na oferta de crédito imobiliário de outros agentes financeiros, trazendo mais clientes para a Caixa.

A Caixa também destacou medidas aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS, como o aumento do orçamento das linhas Pró-Cotista e a elevação do limite de valor do imóvel no Programa Minha Casa, Minha Vida, de R$ 264 mil para R$ 350 mil, para atender de forma complementar os clientes que anteriormente seriam atendidos exclusivamente com recursos do SPBE.

Informações TBN


foto: Divulgação 

Empresa na Grande BH adota semana de quatro dias, com aumento na produtividade e satisfação dos funcionários

Imagine trabalhar apenas quatro dias e folgar três. A redução da carga horária, sem alteração de salário, já é realidade em empresas europeias e tem sido testada com sucesso por empresas brasileiras. A ideia, surgida em 2019 na Nova Zelândia e fortalecida durante a pandemia de Covid-19, chegou ao Brasil no final do ano passado.

O ‘4 Day Week Brasil’, o piloto pioneiro da semana de quatro dias no país, é conduzido pela ONG britânica 4 Day Week Global e pela brasileira Reconnect Happiness at Work. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) é responsável pela avaliação qualitativa do processo no Brasil, que conta com 21 empresas participantes, incluindo a MOL Impacto. Outras empresas também decidiram testar a estratégia fora do programa, como a AngloGold Ashanti, na Grande BH.

Em entrevista à Itatiaia, a CEO e cofundadora da editora MOL, Roberta Faria, detalhou a experiência, iniciada há cinco meses.

“Sempre tive o sonho de garantir o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal para mim e para os funcionários. Temos trabalhado internamente na MOL para isso acontecer e testar uma nova proposta para este equilíbrio. Aumentando as horas investidas em nós, investimos em nosso bem-estar,” afirmou a CEO. A entrega dos funcionários não foi comprometida com a redução de um dia trabalhado por semana, e a companhia registrou várias impressões positivas.

A semana de quatro dias foi adotada no setor de operações da MOL, que tem mais contato com clientes, parceiros e fornecedores externos.

“Ainda temos um mês para a avaliação final, mas conforme o projeto evoluiu, não colhemos nenhum dado que mostre impacto negativo em relação à semana de quatro dias na nossa empresa e na comunidade de clientes e fornecedores.”

No relatório divulgado pelo ‘4 Day Week Brasil’, o aumento significativo do tempo de qualidade com a família é mencionado como um dos principais benefícios, contribuindo para uma melhor qualidade de vida global.

Novo modelo testado na Grande BH

Além do projeto da 4 Day Week Global, outras empresas resolveram experimentar o modelo de quatro dias de trabalho, de segunda a quinta-feira. Para quem acha que a iniciativa só daria certo em empresas pequenas, uma companhia na Grande BH desafia essa ideia. Sem cortes de salários ou benefícios, a mineradora AngloGold Ashanti reduziu a jornada de cinco para quatro dias, diminuindo a carga horária de 44 para 40 horas semanais.

Em outubro do ano passado, a empresa começou a planejar a redução de jornada no escritório administrativo de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. Cerca de 300 funcionários participam do piloto, abrangendo os setores financeiro, de suprimentos, RH, sustentabilidade, projetos e outros administrativos da mineradora.

Em entrevista à Itatiaia, o vice-presidente de Recursos Humanos da AngloGold, Felipe Fagundes, explicou que o modelo já vinha sendo estudado desde a pandemia.

“Desde a pandemia, a empresa adotou o sistema híbrido, com dois dias de trabalho presenciais e três remotos. A primeira fase, da redução da jornada, ocorreu entre janeiro e fevereiro, quando tiramos as reuniões que aconteciam às sextas-feiras,” explicou Fagundes.

Em março e abril, a empresa adotou o trabalho remoto às sextas-feiras para todos os funcionários. Desde o final de abril, a AngloGold Ashanti implementou a redução de jornada para quatro dias.

Resultado positivo

Os resultados da redução de jornada mostram efeitos positivos tanto para a empresa, em termos de produtividade e entrega, quanto para os funcionários, que destacam o incentivo para se dedicar ao trabalho e o bem-estar por ter mais tempo para a família e para resolver compromissos particulares.

O vice-presidente de RH afirma que a produtividade não caiu e o engajamento dos funcionários cresceu significativamente. “Tudo que os funcionários entregavam em cinco dias, eles continuam fazendo na semana de quatro dias,” comparou o executivo. “O piloto tem duração de 90 dias, e até julho teremos uma resposta se ele deu certo para podermos implementar definitivamente,” apontou.

Um dos desafios para a AngloGold é ajustar a jornada menor no relacionamento com fornecedores. “Quando havia um prazo para entrega até o final da semana, para o fornecedor esse prazo é sexta, mas para nós vence na quinta.” Reavaliando critérios e ajustando expectativas, a empresa avança no desafio de engajar os funcionários com benefícios reais.

Informações TBN


A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) informou que pedirá a suspeição dos ministros Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo uso das expressões “desinteligência natural” e “burrice natural” durante a sessão da última terça-feira (21), que tornou a parlamentar ré pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.

– A postura relatada não corresponde àquilo que se espera de julgadores imparciais, de modo que entende estar caracterizada a suspeição dos ministros – disse Carla Zambelli, em nota.

Na última segunda (20), a Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, colocar a deputada federal e o hacker Walter Delgatti no banco dos réus. Eles responderão pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ao proferir seu voto, Cármen Lúcia fez uso da expressão “desinteligência natural” para se referir ao caso, e Alexandre de Moraes complementou o raciocínio da magistrada.

– Começo a não me preocupar mais só com a inteligência artificial, mas com a desinteligência natural de alguns que atuam criminosamente, além de tudo sem qualquer tracinho de inteligência – disse Cármen Lúcia.

– Vossa Excelência, sempre muito educada, disse “desinteligência natural”. Eu diria burrice mesmo, natural – afirmou Moraes.

Se for aceita a alegação de Zambelli de que Cármen Lúcia e Moraes são suspeitos, os ministros serão impedidos de julgar o processo criminal contra a deputada federal.

A PGR denunciou Carla Zambelli e Walter Delgatti após a conclusão do inquérito da Polícia Federal (PF) sobre a invasão ao sistema do CNJ. O objetivo do ataque hacker, segundo os investigadores, era descredibilizar o Poder Judiciário. Um dos documentos apreendidos pela PF foi um mandado falso em que Moraes determina e assina a própria prisão.

As diligências apreenderam com a deputada federal documentos que correspondem aos arquivos inseridos por Delgatti no sistema do CNJ, o que comprova, segundo a PF, o envolvimento da parlamentar na conduta criminosa.

*AE
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados


Imagem: Getty Images/iStockphoto

O Código Civil brasileiro está prestes a passar por uma atualização significativa, reconhecendo a diversidade das relações afetivas e familiares existentes na sociedade. A proposta, elaborada por uma comissão de juristas e apresentada ao Senado Federal, elimina as referências a “homem e mulher” e “marido e mulher” para definir casais em união civil ou estável, substituindo-as pela expressão mais abrangente “duas pessoas”.

Avanço Histórico: Essa mudança representa um marco na legislação brasileira, assegurando igualdade de direitos a todos os casais, independentemente de sua orientação sexual. A medida está alinhada com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que já reconheceu o casamento e a união estável entre pessoas do mesmo sexo desde 2011.

Famílias Além do Tradicional: A proposta vai além do reconhecimento das uniões homoafetivas. Ela também amplia o conceito de família, incluindo a família conjugal (formada por um casal) e o vínculo não conjugal (mãe e filho, irmã e irmão), que passa a ser chamado de “parentalidade”.

Outros Destaques:

Tramitação e Possibilidades: A proposta ainda precisa ser protocolada como projeto de lei pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e passar por diversas etapas de análise e discussão antes de sua aprovação final. Durante essa tramitação, o projeto poderá sofrer modificações, inclusões, alterações ou exclusões de pontos específicos.

Modernização e Inclusão: A atualização do Código Civil é um passo fundamental para garantir que a lei brasileira esteja em consonância com a realidade da sociedade atual, reconhecendo a diversidade das famílias e promovendo a igualdade de direitos para todos. A proposta demonstra o compromisso com a modernização e a inclusão, assegurando que o Código Civil seja um instrumento que reflita a pluralidade da sociedade brasileira.

Resumo das Mudanças Propostas:

Com informações de A Gazeta


“O governo apresentou a proposta final, não restando, portanto, margem para recepção de novas contrapropostas”, disse governo em nota

Reprodução: Lilian Caldas/ Divulgação

Através de um e-mail encaminhado a sindicatos de professores federais, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos rechaçou dar continuidade às negociações por reajuste salarial dos docentes, atualmente em greve, e exigiu a assinatura de um acordo até segunda-feira (27).

“O governo apresentou a sua proposta final, não restando, portanto, margem para a recepção de novas contrapropostas”, escreveu a pasta na mensagem distribuída na terça-feira (21). Foi uma resposta ao Andes (Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior), que na segunda (20) decidiu manter a paralisação.

A proposta citada pelo ministério, enviada no dia 15, prevê reajuste de 4,5% ao ano para 2025 e 2026. Os servidores, porém, pedem aumento já a partir deste ano. A categoria pede readequação de 7,06% em 2024, de 9% em janeiro de 2025, e de 5,16% para 2026. Em nota, o MEC (Ministério da Educação) afirmou estar sempre aberto ao diálogo, franco e respeitoso, pela valorização dos servidores.

A postura da gestão Lula (PT), contudo, tem irritado os grevistas. “O governo federal expressa, com essa mensagem [do Ministério da Gestão], uma imensa intransigência com o processo negocial, para além de um desrespeito com a dinâmica grevista”, disse Gustavo Seferian, presidente do Andes.

“Nós queremos negociar, e caso a base da categoria entenda por apresentar uma nova contraproposta, será essa nossa ação no dia 27 de maio”, continuou, relativizando o ultimato dado pelo ministério de Esther Dweck. Os membros do sindicato avaliam que a postura de Brasília fortalece o movimento grevista e enfraquece o discurso pró-educação da administração petista.

Informações TBN


De acordo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (22), a avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre deputados federais subiu nove pontos percentuais, passando de 33% para 42% no período entre agosto de 2023 e maio de 2024.

O índice dos parlamentares que consideravam a administração positiva registrou queda, indo de 35% para 32%. Já os que avaliaram como regular diminuíram de 30% para 26%.

A pesquisa também apontou que o percentual de deputados que não souberam ou não responderam caiu de 2% para 1%.

Foram entrevistados 183 deputados, tanto presencialmente quanto on-line, no período entre 29 de abril e 20 de maio. A margem de erro é de 4,8 pontos percentuais para mais ou para menos.

*Terra Brasil Notícias
Foto: reprodução


Com 30 mil seguidores no Instagram, o pastor Sinval Ferreira transava com fiéis com a desculpa de livrar parentes da morte após “revelações”

Homem com camiseta branca deixa viatura

Preso preventivamente, o pastor Sinval Ferreira (foto em destaque), 41 anos, é o religioso alvo da Operação Jeremias 23, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quarta-feira (22/5).

Com 30 mil seguidores nas redes sociais, o religioso simulava ser um profeta e ter revelações trágicas envolvendo a morte de parentes dos fiéis. Para livrá-los do infortúnio, os homens deveriam receber sexo oral e transar com o líder evangélico.

Nas redes sociais, o pastor compartilha fotos e vídeos sobre sua rotina com a família e as pregações em uma igreja evangélica localizada em Samambaia.

Segundo as investigações da Operação Jeremias 23 — passagem bíblica que faz alusão aos falsos profetas —, o religioso usava a influência para abusar sexual e financeiramente dos fiéis que frequentavam a comunidade da qual ele é líder.

Unção da sacanagem

O pastor era visto como uma espécie de profeta na comunidade religiosa pela suposta capacidade de ter revelações que se concretizavam. Usando do seu prestígio, ele abordou uma das vítimas, que era fiel da sua igreja, e o avisou que teve uma visão em que a esposa dele iria morrer.

Segundo as investigações, para satisfazer seu desejo sexual, o pastor garantiu à vítima que “Deus” teria dado ordem para que ele salvasse a esposa do obreiro da morte. A “revelação” consistia na realização de “sete unções” que teriam o poder de “quebrar a “maldição” e salvar a vida da esposa da vítima. Para funcionar, as unções teriam que ser realizadas nas partes íntimas do fiel. Com receio das ameaças do religioso, o homem acabou cedendo às investidas e manteve relações sexuais com o pastor.

Sempre sob ameaças de morte de algum parente próximo, o pastor obrigava os fiéis a terem relações sexuais com ele e também com outros frequentadores da igreja. Uma mulher, de 58 anos, também pastora, em Sobradinho, era cúmplice do autor e o auxiliava com as ameaças de castigo celestial. Além disso, também mulher mantinha relações sexuais com os fiéis na presença do autor. No entanto, a pastora não é alvo de mandado de prisão.

Orgias na chácara

Além de vantagens sexuais, o autor também auferia vantagem financeira dos membros da igreja. Para conseguir o dinheiro, o autor agia da mesma forma, ou seja, ameaçava os fiéis de que um ente querido morreria ou ficaria paralítico, e então os obrigava a fazer generosas doações para a igreja.

Uma das vítimas, que é mulher, além de realizar generosas doações para igreja, chegou a pagar passagem e hospedagem para o autor viajar ao Rio de Janeiro. A mesma fiel chegou a emprestar uma chácara que tinha, onde o autor realizou “orgias” com outros membros da igreja.

As buscas foram cumpridas nas cidades de Vicente Pires, Samambaia e Sobradinho. Os autores irão responder pelos crimes de violação sexual mediante fraude e extorsão, cujas penas podem chegar a 17 anos de prisão.

A coluna não localizou a defesa do pastor. O espaço segue aberto.

Informações Coluna Na Mira do portal Metrópoles


iStock

Uma babá de 50 anos foi detida nesta segunda-feira (20/5) em Uberlândia, Minas Gerais, após vizinhos denunciarem suas ações. Segundo relatos, a mulher estava agredindo três crianças, chegando ao ponto de aprisionar o menino mais novo dentro da geladeira.

As vítimas são duas meninas de 7 e 9 anos, além do menino de 4 anos que foi encontrado na geladeira. A Polícia Militar foi acionada e, mesmo após a mulher se recusar a abrir a porta, um vizinho a derrubou para permitir a entrada dos oficiais. A suspeita foi encontrada sentada na cama.

Em seu depoimento, ela alegou cansaço e afirmou que estava sendo influenciada pelo diabo, que lhe dizia coisas sem sentido.

A irmã da babá também estava na casa, e o menino de 4 anos, resgatado da geladeira, estava visivelmente assustado e chorando. Além disso, o irmão da suspeita, que possui necessidades especiais, também estava presente.

De acordo com os vizinhos, a mulher jogou uma das meninas de 7 anos no chão, puxou seu cabelo e ameaçou matá-la com um cinto. As crianças foram encaminhadas pelo Conselho Tutelar à casa do homem responsável legalmente por elas. Ele justificou que deixou as crianças com a babá para visitar a esposa internada.

A mulher foi presa em flagrante e poderá responder pelos crimes de sequestro e cárcere privado. O Conselho Tutelar continua acompanhando o caso.

Informações TBN


Nesta terça-feira (21), o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR) criticou o ministro Alexandre de Moraes e disse que ele está “careca de saber” sobre uma censura do judiciário brasileiro. A declaração foi dada durante uma audiência da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara para lembrar os 10 anos da operação Lava Jato.

Ex-procurador da operação, Dallagnol participou a audiência por videoconfência. Ele criticou a hipocrisia de quem critica a operação, mas se cala com os “abusos” do Supremo.

– Vemos tudo isso coroado pela hipocrisia daqueles que criticavam supostos abusos da Lava-Jato em cima de interpretações e que hoje silenciam dos abusos mais que escancarados praticados pelo Supremo Tribunal Federal. Isso tudo que mencionei é ilegal, até o ministro Alexandre de Moraes está careca de saber – apontou.

Ele ainda disse que perdeu seu mandato por ter feito críticas ao STF.

– Eu fui punido, enquanto membro do Ministério Público Federal, por ter cometido o grave crime no Brasil de criticar o Supremo Tribunal Federal (…) Mais ainda, eu respondi um inquérito por ter feito críticas, com a imunidade parlamentar, contra a decisão que me cassou. Fui cassado por um ministro delatado com base em futurologia – destacou.

*Pleno.News
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados


Nesta terça-feira (21), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu lei de Águas Lindas de Goiás (GO) que proíbe, no âmbito municipal, o uso da linguagem neutra nas escolas públicas ou privadas, em editais de concursos públicos, bem como em ações culturais, esportivas, sociais ou publicitárias que receberem verba pública.

A liminar foi concedida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1150, proposta pela Aliança Nacional LGBTI+ (ALIANÇA) e a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH). A decisão, que suspende a Lei municipal 1.528/2021, será submetida a posterior referendo do Plenário da Corte.

Na decisão, Moraes disse que a Constituição Federal atribuiu à União competência para legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional. Ele lembrou que, com base nessa atribuição, o Congresso Nacional editou a Lei 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) que impõem a observância dos princípios da liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, além do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas e da promoção humanística, científica e tecnológica do país.

Por outro lado, o ministro ressaltou que os municípios não têm competência legislativa para a edição de normas que tratem de currículos, conteúdos programáticos, metodologias de ensino ou modos de exercício da atividade docente.

– A eventual necessidade de suplementação da legislação federal, para regulamentação de interesse local, jamais justificaria a edição de proibição à conteúdo pedagógico, não correspondente às diretrizes fixadas na Lei 9.394/1996 – afirmou.

Para o relator, a proibição de divulgação de conteúdos na atividade de ensino em escolas é uma “ingerência explícita do Poder Legislativo municipal no currículo pedagógico ministrado por instituições de ensino vinculadas ao Sistema Nacional de Educação”.

OUTRAS LEIS
Na semana passada, também ao atender a pedido das duas associações, o ministro Alexandre concedeu liminar suspendendo lei do Ibirité (MG) com conteúdo semelhante.

Clique aqui para ler a íntegra da decisão.

*Com informações do STF
Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

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