A Bahia é um dos três estados brasileiros que não começaram a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). Além da Bahia, Roraima e Amapá também não iniciaram o processo de emissão, que deveria ter começado em 11 de janeiro.
Conforme o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a previsão é de os três estados, responsáveis pela emissão, comecem ainda em junho.
O modelo até então atual nesses estados, com a impressão do polegar, será válido até 2032. No entanto, o governo federal está acelerando a emissão da nova carteira de identidade digital, que passa a adotar padrões internacionais, e inclui o código MRZ, utilizado também em passaportes, facilitando a entrada em países do Mercosul. Seguindo a regra atual, para viagens a outros países, ainda será necessário o passaporte.
O governo da Bahia emitiu uma nota explicando o motivo do atraso para a emissão do novo documento.
“A Polícia Técnica informa que em decorrência de atraso na integração do Sistema de geração do QR Code da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), que é operacionalizado pelo Ministério da Justiça, o cronograma de implantação será prorrogado. O Início do projeto piloto, previsto para 1º de junho, deve acontecer ainda no primeiro semestre.
A partir da implantação serão realizadas identificações, em público restrito, com o objetivo de, inicialmente, avaliar o fluxo de atendimento para as Novas Carteiras de Identidade emitidas no Estado da Bahia. Esta etapa será realizada em dois postos na capital e o serviço só será possível com agendamento pela plataforma ou aplicativo ba.gov.br.
Assim que o sistema estiver consolidado serão realizadas as tratativas para abertura do atendimento à toda população.”
Após intensas negociações da Campanha Salarial 2024, sob o tema “Jornada de Trabalho Menor para uma Vida Melhor”, o Sintepav Bahia convoca uma assembleia geral nesta sexta-feira (07), às 08h, na Praça do Campo da Pólvora, em Salvador, reunindo trabalhadores e trabalhadoras da construção pesada. Esta assembleia poderá dar início a uma greve por tempo indeterminado, já aprovada em todo o estado através da publicação de editais.
Simultaneamente, as assembleias acontecem em centenas de obras por toda a Bahia, envolvendo mais de 20 mil trabalhadores da construção pesada, em projetos que representam investimentos de 15 bilhões de reais. No entanto, o Sinicon, sindicato patronal, não apresentou uma proposta que garanta a reposição da inflação, um aumento real e assistência médica, que são condições mínimas para os trabalhadores, responsáveis pela criação de riqueza em várias regiões. A construção pesada é um dos principais motores do desenvolvimento econômico e social do estado e do país, abrangendo tanto o setor público quanto o privado, desempenhando um papel crucial na criação de empregos e na geração de renda.
As obras de infraestrutura têm impacto significativo em toda a sociedade. Em grandes projetos, como a ampliação do metrô de Salvador, a Ferrovia de Integração OesteLeste (FIOL), terraplanagem, barragens, projetos de energia eólica, linhas de transmissão, entre outros, o trabalho dos trabalhadores da construção pesada influencia diretamente questões como mobilidade urbana e transição energética, essenciais para a preservação ambiental e o bem-estar de toda a população.
A greve é uma medida adotada em resposta à falta de valorização do trabalho por parte das empresas do setor. Enquanto os trabalhadores dedicam suas habilidades e esforços para promover o bem-estar e o progresso da sociedade, as empresas se recusam a oferecer condições mínimas que garantam a qualidade de vida da categoria, que é fundamental para o desenvolvimento econômico, social e a geração de riqueza no país. Portanto, a categoria exige melhores condições de trabalho, salários justos, saúde e segurança no trabalho, e assistência médica para todos os trabalhadores, que contribuem para o desenvolvimento do estado e do país.
As principais reivindicações incluem: reposição da inflação mais aumento real; concessão de cesta básica; segurança e saúde no trabalho; contrato de experiência de 30 dias; aviso prévio indenizado; assistência médica; e manutenção das demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho.
O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, apontou que a volta do PT ao comando do governo federal coincidiu com a paralisação de duas importantes obras de infraestrutura de transportes na Bahia: a construção do Anel de Contorno de Feira de Santana e a duplicação da BR 101. “No governo do presidente Bolsonaro, essas obras andaram. Vai lá hoje, parou a obra do rodoanel de Feira, parou a obra da duplicação da 101, que chegaria ao trecho da BR 324 até a região de Santo Antônio de Jesus”, declarou Roma, nesta quarta-feira (5), em entrevista à Rádio Andaiá, de Santo Antônio de Jesus.
Roma também criticou o atraso na construção da Ponte Salvador-Itaparica. “A ponte está aí há anos; mas isso não chega, não fica pronto”. O ex-ministro diz que a estagnação econômica e a usura por impostos são uma marca do petismo. “Com isso, o dinheiro sumiu da praça, o comércio está retraído, começa a aumentar o desemprego e, com isso, vem a violência. Hoje, em qualquer cidade pequena, vemos guerra de facção”, comentou o presidente estadual do PL.
Sobre a fome por impostos das gestões do PT, o ex-ministro apontou as consequências: “o empreendedor baiano fica menos competitivo porque o baiano tem mais impostos para pagar. Quem quer comprar um barco, por exemplo, acaba comprando no Espírito Santo, pois é um estado que cobra menos impostos”.
Na entrevista desta quarta-feira, Roma também falou sobre a estruturação do PL na Bahia, que passou de 30 diretórios municipais para mais de 240 montados, o que permite a atração de novas lideranças nos diversos municípios baianos, melhores condições para a disputa eleitoral e também o preparo e a formação de uma base forte de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores que transmitirão o ideário do PL nas eleições de 2026.
Roma disse que, em Santo Antônio de Jesus, o PL ainda não tem uma posição definida sobre apoio, mas indicou que isso deve ocorrer até as convenções partidárias, em agosto. Mas o ex-ministro ressaltou que em Amargosa está confirmada a pré-candidatura a prefeita da vereadora Viviane Santana (PL), que está no terceiro mandato como vereadora, e o apoio à reeleição do prefeito Ednaldo Ribeiro (Republicanos) em Cruz das Almas.
O terceiro levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Notícias, TV Aratu e Salvador FM, mostra que a diferença entre o prefeito Bruno Reis (União) e o segundo colocado, o vice-governador Geraldo Jr. (MDB), cresceu, ainda que as oscilações tenham acontecido na margem de erro de 3,5%. A pesquisa foi realizada entre os dias 29 de maio e 3 de junho, antes da oficialização da candidatura à reeleição do prefeito.
Bruno Reis atingiu 64% das intenções de voto, frente a 11% de Geraldo Jr. Em março, quando o último levantamento foi feito, o prefeito tinha 62,3% e o vice-governador marcava 13,8%. Kleber Rosa (PSOL) oscilou positivamente e agora aparece com 3,8%. Victor Marinho (PSTU) aparece com 3,3% – nos levantamentos anteriores, Luciana Buck (Novo) ainda era candidata e o representante do PSTU não tinha oficializado a pré-candidatura.
O prefeito Bruno Reis tem a melhor marca entre as mulheres (68,6%) e os jovens entre 25 e 34 anos, quando chega a 67,8% nessa estratificação. Já o vice-governador tem melhor pontuação entre os homens (15,6%) e idosos com mais de 60 anos (14,4%).
LEVANTAMENTO ESPONTÂNEO
Bruno Reis (União) também é o mais lembrado no cenário espontâneo, quando não são apresentados os candidatos. O prefeito é citado por 26,4% dos eleitores, enquanto o ex-prefeito ACM Neto (União) – que não é candidato – aparece com 6,5%.
Geraldo Jr. é colocado como opção para 2,6% e ainda são citados nomes como Kléber Rosa, Victor Marinho e até o ministro da Casa Civil, Rui Costa – que também não disputa o pleito. Nesse cenário, 51,9% dos eleitores ainda indicam não saber em quem votar e 11,3% sugerem o voto nulo, branco ou em nenhum candidato.
Foram ouvidos 800 eleitores e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BA-01943/2024.
Com o recente reajuste salarial aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) na semana passada, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), agora possui o quarto maior salário entre todos os gestores estaduais do país.
O governador petista fica atrás apenas dos governadores de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), do Acre, Gladson Cameli (PP), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), de acordo com um levantamento realizado pelo portal Uol. O salário de Jerônimo Rodrigues terá um aumento em duas etapas: desde o mês passado, ele passou a receber R$ 36.171,43 e, a partir de agosto, receberá R$ 36.894,89.
Curiosamente, antes mesmo de assumir o Palácio de Ondina, Jerônimo Rodrigues já havia sido beneficiado com um aumento. Durante a transição de governo, em dezembro de 2022, a Assembleia Legislativa aprovou um reajuste de 49% em seu salário, que passou de R$ 23,5 mil para R$ 35 mil.
Veja o ranking no país:
Sergipe – Fábio Mitidieri (PSD) – R$ 41.650,92
Acre – Gladson Cameli (PP) – R$ 40.137,69
Minas Gerais – Romeu Zema (Novo) – R$ 39.717,69
Bahia – Jerônimo Rodrigues (PT) – R$ 36.894,89 (com o aumento aprovado na semana passada)
Mato Grosso do Sul – Eduardo Riedel (PSDB) – R$ 35.462,27
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), confirmou na tarde desta segunda-feira (3), em evento no Quality Suíte, a pré-candidatura à reeleição. Como já era esperado, apesar do interesse de outros partidos da base, o gestor municipal decidiu manter a vice-prefeita Ana Paula Matos (PDT) na chapa. “A partir de hoje, eu estou à disposição do povo dessa terra que eu tanto amo. Antes de fazer esse anúncio, escutei que precisa ter ao meu lado uma pessoa que me ajudasse a governar a cidade. […] Ao ouvir as pessoas, escolhi novamente Ana Paula”, afirmou o prefeito. “Essa cidade se transformou. E o resultado do trabalho desse time precisava ser coroado com a escolha da nossa candidata a vice-prefeita”, completou. Já Ana Paula, que sempre afirmou ser a indicação do PDT e deixou seu futuro político nas mãos do prefeito quando questionada, comemorou a manutenção da posição de vice. “É uma honra e eu agradeço a Deus a oportunidade de poder colocar de novo o meu nome à disposição do prefeito do grupo político da cidade de Salvador para ajudá-lo a liderar o nosso povo por um único motivo, propósito. Que honra poder estar nessa jornada”, agradeceu Embora tenha evitado falar sobre as eleições municipais nos últimos meses, Bruno saiu na frente do principal adversário, o vice-governador Geraldo Júnior (MDB), ao anunciar primeiro a composição da chapa majoritária que concorrerá ao pleito de outubro. Geraldo, apoiado pelo grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), formalizará a pré-candidatura à prefeitura de Salvador na próxima quinta-feira (6), às 18h, na Arena Fonte Nova. Além do emedebista, Bruno Reis enfrentará outro adversário: o pré-candidato Kleber Rosa, do Psol.
O prefeito do município de Anguera, Mauro Vieira, anunciou mais uma importante atração dos festejos juninos deste ano. O cantor Devinho Novaes foi confirmado no São João de Anguera através de um vídeo nas redes sociais.
A festa acontece entre os dias 22 e 24 de junho e deve atrair além da população local, visitantes de diversas cidades da região.
Partida em Belo Horizonte foi marcada por golaços; Ademir assinalou para o Esquadrão
Foto: Letícia Martins/EC Bahia
O Bahia arrancou um empate em 1 a 1 com o Atlético-MG, neste domingo (2), na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG). A partida foi válida pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Os donos da casa saíram na frente na segunda etapa com um golaço de falta. Na cobrança, Hulk soltou uma bomba da entrada da área aos 14.
O Esquadrão igualou o marcador aos 23, com um golaço e a “lei do ex” de Ademir, que recebeu passe do lado direito, ajeitou e mandou no ângulo de Everson.
Os comandados por Rogério Ceni se mantiveram na vice-liderança do torneio, com 14 pontos. A equipe mineira está na 10ª posição na tabela, com 10.
Os dois times só voltarão a campo somente daqui a cerca de dez dias, pela 8ª rodada. O Galo viaja à Bragança Paulista (SP) para enfrentar o Red Bull Bragantino, no dia 11, às 21h30 (horário de Brasília) no Nabi Abi Chedid
O Tricolor baiano faz um duelo de tricolores contra o Fortaleza no dia 13, às 21h30 (horário de Brasília), na Arena Fonte Nova.
O número de mortes causadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul chegou a 172, segundo o último balanço da Defesa Civil do estado, neste domingo (2). Além disso, 42 pessoas continuam desaparecidas e 806 ficaram feridas.
Houve uma queda de 33,1% no número de pessoas em abrigos, em relação à última semana. Atualmente, cerca de 37,3 mil pessoas continuam nas estruturas provisórias de acolhimento. O estado conta ainda com 580,1 mil desalojados.
Aproximadamente, 2.390.556 pessoas foram afetadas pelas tempestades em 475 municípios gaúchos. Desde o fim de abril, com o início das fortes chuvas e enchentes, 77.873 pessoas e 12.543 animais foram resgatados.
Mais de 161 mil pessoas usaram o benefício federal para destravar as dívidas com as instituições financeiras
Foto: Ministério da Fazenda
A Bahia contabilizou 161,6 mil negociações da Faixa 1 do Desenrola, programa lançado pelo Governo Federal em julho de 2023 para combater a crise de inadimplência que se abateu sobre o país em função da pandemia de covid-19. A Faixa 1, que teve início em outubro, contemplou pessoas com renda de até dois salários mínimos ou inscritas no CadÚnico.
No estado, as negociações na Faixa 1 envolveram um valor original de R$ 784 milhões em dívidas e 143.954 pessoas participaram. O processo resultou em 289.958 contratos revistos. A partir das negociações, o total caiu para R$ 110,2 milhões, dos quais R$ 15,8 milhões foram pagos à vista e o restante (R$ 94,3 milhões) foi acordado de forma parcelada. A Bahia foi o quarto estado com maior número de contratos negociados na Faixa 1 do programa.
Ao todo, o Desenrola beneficiou 15 milhões de pessoas com a negociação de R$ 53 bilhões em dívidas e reduziu a inadimplência entre a população que mais precisa de apoio. A Faixa 1 teve adesão de cinco milhões de pessoas com a negociação de mais de R$ 25 bilhões em débitos. O programa foi encerrado em 20 de maio.
“O programa foi um verdadeiro sucesso, por diminuir o endividamento da população mais vulnerável e reduzir o ritmo de crescimento da inadimplência como um todo. Além disso, precisou de aporte relativamente baixo do governo: R$ 1,7 bilhão dado como garantia caso as pessoas não paguem o refinanciamento”, afirmou o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto.