O prefeito de Conceição da Feira, Raimundo da Cruz, de 61 anos, foi encontrado morto ao lado da esposa, Elba Silva Rejane, no condomínio de luxo Le Parc Residential Resort, localizado na Avenida Luís Viana Filho, em Salvador, no final da manhã desta sexta-feira (11). Informações iniciais dão conta de que o prefeito, que é mais conhecido como Pompílio, teria assassinado a esposa e, em seguida, cometido suicídio.
A Polícia Militar foi acionada pelos vizinhos. Equipes da 15ª Companhia Independente da PM (CIPM/ Itapuã) e do Departamento de Homicídio de Proteção à Pessoa (DHPP) estão no local, apurando a ocorrência. Segundo relatos, o apartamento estava com a porta aberta e uma arma foi encontrada no chão. Um veículo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) também se encontra no interior do condomínio, bem como um veículo pertencente à frota da prefeitura de Conceição da Feira.
Em entrevista ao portal De Olho na Cidade, o sobrinho do prefeito, Vladimir Bastos dos Santos, confirmou a morte do tio. “Ficamos sem entender porque ele fez isso com a mulher e com ele, não há explicação para uma situação como essa. Eu estava tentando ligar para ele, por cerca de 30 minutos, e não conseguia. Posteriormente, minha esposa me ligou e confirmou as mortes”, informou, salientando ainda que Pompilío era um empresário bem sucedido, não havendo explicação, até o momento, para o crime.
O prefeito era avicultor e tinha propriedades em Salvador e Feira de Santana. O casal estava casado há cerca de 15 anos e tinha uma filha. Elba Rejane tinha mais um filho, oriundo de seu primeiro matrimônio, e Pompílio mais duas filhas, também de um casamento anterior.
Os casos ativos da Covid-19 cresceram pelo terceiro dia consecutivo na Bahia, conforme boletim publicado na tarde desta sexta-feira (11) pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). Nas últimas 24 horas, o número pulou de 12.010 para 12.536 pessoas contaminadas.
Também nas últimas 24 horas, além de 3.883 novos casos, o governo baiano registrou 30 mortes em decorrência da doença, o maior número desde o dia 12 de outubro. Com isso, o acumulado de óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia na Bahia é de 8.561 pessoas mortas. Os casos confirmados, desde o primeiro anotado no dia 6 de março, são 419.448.
Os 10 municípios baianos com mais casos ativos são Salvador (2.017), Vitória da Conquista (460), Feira de Santana (340), Ilhéus (249), Itabuna (217), Guanambi (194), Seabra (182), Irecê (174), Lauro de Freitas (162) e Santo Antônio de Jesus (130).
O prefeito eleito de Salvador, Bruno Reis (DEM), detalhou nesta sexta-feira (11) quais mudanças na gestão estão propostas no projeto de minirreforma administrativa que será enviado pela prefeitura à Câmara Municipal de Salvador (CMS). As alterações serão válidas para o mandato dele, que se inicia em 1º de janeiro.
As mudanças incluem a criação de uma secretaria específica para políticas de emprego e renda e a conversão da Companhia de Governança Eletrônica de Salvador (Cogel), atualmente uma autarquia, em uma pasta de tecnologia e inovação.
“Como a pandemia agravou a questão do emprego e da renda, vamos criar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda. Trabalhar na geração de emprego e renda foi uma promessa minha de campanha. E, a partir da transformação da Cogel, vamos criar a Secretaria de Tecnologia e Inovação”, anunciou Bruno em entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia.
O futuro prefeito salientou que a minirreforma não vai criar novos cargos e nem gerar despesa. O projeto será encaminhado à CMS ainda nesta sexta, segundo ele.
Questionado sobre quem estará na sua equipe de secretários, Bruno não divulgou nomes, mas disse que a ideia é anunciar a composição do secretariado entre o Natal e o Réveillon. “Tem pessoas que vão ficar nas suas posições. Tem outras que serão remanejadas para outras posições porque podem colaborar com a gestão de outras formas e teremos nomes novos”, declarou.
Investigada na Operação Metastase, que apura suposto esquema com as organizações sociais (OSs) do Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), Viviane Chicourel foi exonerada do cargo que possuia na Sesab nesta quinta-feira (10).
O governo da Bahia nomeou no lugar Francine Mariolga dos Reis Guedes, que, a partir do momento, será diretora símbolo DAS-2C, do Hospital Geral Tipo II, da Secretaria da Saúde.
Francine foi candidata em 2016 a vice-prefeita de São Felipe, no Recôncavo, pelo Podemos.
Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 4.876 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +1,1%) e 4.066 recuperados (+1,0%). Dos 436.662 casos confirmados desde o início da pandemia, 416.121 já são considerados recuperados,12.010 encontram-se ativos. A base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus está disponível em https://bi.saude.ba.gov.br/transparencia/.
Para fins estatísticos, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da Covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático.
Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (23,69%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Ibirataia (9.711,34), Aiquara (7.107,51), Itabuna (7.105,24), Conceição do Coité (7.043,78), Madre de Deus.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 830.481 casos descartados e 119.206 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta quinta-feira (10/12).
Na Bahia, 33.791 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.
O governador Rui Costa afirmou hoje (10) que deseja autorizar a retomada das aulas presenciais em breve, assim que a taxa de contaminação diminuir. De acordo com o gestor, quando as aulas forem liberadas, escolas vão funcionar com turmas pela metade e em dias alternados.
“Nós vamos voltar com metade da turma. Então a ideia é ter aula segunda, quarta e sexta com metade da turma, para só ter 20 alunos na sala”, disse. “E terça, quinta e sábado seria a outra metade da turma, justamente para ter menos gente e menos aglomeração”, afirmou durante a inauguração de uma escola no município de Novo Triunfo, no nordeste da Bahia.
Rui ainda reafirmou a proibição de festas e frisou que “não quer ter o risco de não ter um leito de UTI para colocar as pessoas”.
“Não é porque vai passar um dezembro ou um janeiro sem festa que ninguém vai morrer, pode morrer se for para a festa. Então eu peço por favor que nos ajudem, para que a gente não tenha nenhuma festa, e portanto possa passar essa tempestade”, destacou o governador.
O governo da Bahia descarta, até o momento, qualquer possibilidade de voltar a interromper o transporte intermunicipal no estado, mesmo diante de uma retomada acentuada nos casos da Covid-19. A compreensão é de que a medida não se faz necessária “em vista de que o vírus já está disseminado em todo o estado”, segundo a assessoria de comunicação estadual.
O questionamento ganha corpo diante da proximidade dos festejos natalinos e do réveillon, datas em que aumenta tradicionalmente aumenta em grande escala a circulação de pessoas entre os municípios. Logo, em um ano atravessado pela imposição do isolamento social, é de esperar que os afetos mobilizem o fluxo de pessoas, sobretudo em direção às cidades do interior.
A proibição do transporte intermunicipal foi uma das primeiras medidas adotadas pelo governo do Estado para conter a circulação da Covid-19. No auge, a medida chegou a ultrapassar a média de 300 municípios com a restrição. Decretada em março, as restrições começaram a ser flexibilizadas em agosto, quando a taxa de transmissão e a ocupação de leitos começou a reduzir no estado.
Na última segunda-feira (7), o governador Rui Costa reconheceu que o estado enfrenta a segunda onda da Covid-19, uma vez que a taxa de contágio tem se mantido alta em todas as regiões. Nesta terça-feira (9), conforme boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) a taxa de crescimento é de 0,9%. Nas últimas 24h, 3.752 novos casos foram registrados. O total de casos ativos atualmente é de 11.229.
Entre as medidas de contenção adotadas nos últimos dias está a reabertura de 170 leitos de UTI exclusivos ao tratamento da doença. O governo estadual também publicou o decreto nº 19.586, proibindo a realização de festas públicas e privadas, além de shows em todo o território, “independente” da quantidade de participantes.
O governador Rui Costa informou, na manhã desta quarta-feira, 9, que realizou a compra de 19,8 milhões de seringas e agulhas para vacinar a população baiana contra a Covid-19. O anúncio foi feito durante a inauguração de uma Unidade Básica de Saúde no município de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador.
De acordo com o gestor, a compra do material faz parte do planejamento para a vacinação em massa na Bahia. No entanto, Rui fez um alerta ao Governo Federal para que a vacinação ocorra mais rapidamente. Confira o pronunciamento na íntegra.
“Estamos comprando nesta quarta 19,8 milhões de seringas e agulhas para vacinar baianas e baianos contra o coronavírus. Isso faz parte do nosso planejamento para a vacinação em massa na Bahia, mas precisamos que o Governo Federal seja ágil na certificação de uma das vacinas já existentes contra a Covid-19, para que assim possamos dar início a esta nova etapa de enfrentamento da pandemia no Brasil”, ressaltou Rui.
Ainda segundo o governador baiano, a entrega das seringas e agulhas adquiridas pelo Governo do Estado será imediata. “Estamos investindo R$ 5,5 milhões neste processo”, revelou Rui Costa.
Tudo indica que um superfungo acaba de entrar no país e o primeiro caso foi identificado em um paciente internado numa UTI de hospital privado da Bahia. Resistente a quase todas as medicações existentes, o Candida auris tem levado preocupação em todo o mundo por sua alta taxa de mortalidade, chegando a 60%, e sua possível chegada por aqui gerou um alerta de ameaça pública emitido pela Anvisa nesta segunda-feira (7).
O aparecimento deste fungo justo agora, na segunda onda da pandemia, é uma grande preocupação porque ele é de difícil desinfecção e pode causar surtos hospitalares. Como o caso ainda faz parte de um inquérito epidemiológico, o nome do hospital foi mantido em sigilo. O CORREIO apurou, no entanto, que o caso teria acontecido no Hospital da Bahia, em uma pessoa de 59 anos e que faz tratamento de diálise. A vítima havia sido internada devido à complicações da covid-19.
O fungo foi detectado na última sexta-feira (4), sendo inicialmente observado pelo setor de microbiologia da unidade de saúde particular. Até o momento, o paciente infectado tem saúde estável, segundo informações da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), que está de olho no caso. Ainda conforme a Anvisa, o fungo foi encontrado em uma amostra de ponta de cateter, e depois confirmado tanto pelo Lacen-BA quanto pelo Laboratório do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
O Candida auris é capaz de causar infecção na corrente sanguínea, pode provocar feridas e é especialmente fatal em pacientes com comorbidades. Ele é preocupante, ainda, porque fica impregnado no ambiente por longos períodos — de semanas a meses — e resiste até mesmo aos mais potentes desinfetantes. Por causa desta dificuldade de eliminação e por ser facilmente confundido com outras duas espécies, demorando na sua identificação, o fungo tem propensão a gerar surtos.
Em pronunciamento nesta terça-feira (8), o infectologista Antônio Bandeira, da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep/Sesab), falou sobre a grande importância da identificação laboratorial de fungos complexos e resistentes como esse. Por se tratar da primeira circulação no país, a secretaria solicitou ajuda da USP e enviou uma cepa do fungo para a universidade realizar uma contraprova. O material do fungo está em investigação por meio de sequenciamento genético para caracterizá-lo sem que reste dúvidas, mas já é tratado como um caso positivo pelas autoridades em saúde.
Não se sabe ainda se este é mesmo o paciente nº 1 com o fungo no país. Uma investigação foi instaurada para checar se existe contaminação entre pessoas do serviço de saúde. O infectologista destacou que um terço das cepas desta espécie são resistentes às três classes de medicamentos antifúngicos que costumam ser usados e não foi identificada ainda qual o tipo da cepa encontrada na Bahia. Em São Paulo, serão feitas análises para identificar a resistência e sensibilidade dela.
O médico ressaltou que, de fato, é um momento de alerta, mas nada “ainda que mostre que [a situação] saiu do controle ou que exista um surto”, garantiu. No entanto, o especialista salienta que é necessário, a partir de agora, reforçar ainda mais a higiene dos ambientes e das mãos, com o isolamento imediato de pacientes que possam ter o fungo na pele.
Segundo ele, a prática de desinfecção de superfícies já tem sido feita por causa da covid-19 e é importante que seja intensificada para controlar também a transmissão do Candida auris. Antônio Bandeira informou que as vigilâncias epidemiológica e sanitária estaduais, o Lacen, USP, Ministério da Saúde e o próprio hospital privado estão em colaboração e vêm acompanhando a contenção.
“Está sendo estudado o grau de espalhamento ou possível disseminação, o que, até o momento, não foi mostrado. Tudo indica que é um processo localizado e que, a partir de agora, todo esse reforço será feito para conter cada vez mais esse fungo”, disse ele.
O Brasil estava livre deste patógeno até agora. A espécie foi identificada em 2009, no canal auditivo de uma paciente no Japão. Desde então, já houve casos em países como Índia, África do Sul, Venezuela, Colômbia, Estados Unidos, Israel, Paquistão, Quênia, Kuwait, Reino Unido e Espanha.
O governador Rui Costa afirmou nesta terça-feira (8), que na melhor das hipóteses, a liberação das vacinas contra a Covid-19 no Brasil devem acontecer daqui a aproximadamente três meses, segundo informou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.
“A posição mais otimista seria final de fevereiro, mas se o órgão regulatório europeu ou dos Estados Unidos aprovarem, podem dar celeridade na aprovação da vacina no brasil”, disse Rui em entrevista para a Rede Bahia.
Ele participa hoje de uma reunião de chefes de estado com Pazuello para tratar sobre o assunto. Na ocasião, o chefe do executivo da Bahia também alertou que o país precisa adquirir mais de um medicamento para imunizar toda a população.
“Vamos utilizar mais de uma vacina. A Pfizer não tem produção suficiente para todos, no máximo 35 milhões de brasileiros. Vamos precisar de outras. O necessário é que as autoridades científicas aprovem a vacina”, reforçou.
Outro tema que deve ser abordado na reunião, é a quantidade de seringas necessárias para aplicar os imunizantes. Segundo Rui, não há volume o suficiente do equipamento e não há com deslocar seringas para o tratamento de outras enfermidades. “Esse é um tema relevante para o Brasil realizar a vacina”, afirmou.