Nome de João Roma é indicação do Republicanos, mas informações apontam que ACM Neto teme ser associado e perder independência
Foto: Tiago Cruz/bahia.ba
O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, trabalha nos bastidores para evitar que o deputado federal João Roma (Republicanos-BA) seja nomeado ministro da Cidadania. O presidente do partido, Marcos Pereira, indicou o parlamentar baiano.
De acordo com informações do jornal O Glogo, ACM Neto teme que seu nome seja associado à indicação de Roma, que foi seu chefe de Gabinete na Prefeitura de Salvador, e coloque em xeque sua independência. Nesta sexta-feira (5), informações da Folha de S.Paulo indicavam que o democrata já é cotado candidato a vice de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022. ACM Neto negou a possibilidade e rechaçou a discussão sobre 2022 neste momento.
“A hora agora não é para isso. A hora agora é para que todos nós tenhamos responsabilidade e juízo. Nós temos aí mais de 200 mil mortos no Brasil em função da pandemia. Temos um cenário de crise econômica, de perda de empregos, de agravamento dos problemas sociais. Essa é que tem que ser a nossa agenda, a nossa prioridade. Nós temos que nos dar as mãos agora e afastar disputas”, afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais.
Segundo O Globo, a proximidade de João Roma com ACM Neto é vista como positiva por Bolsonaro. No governo, a nomeação do republicano já é considerada certa. Se for confirmada, o atual ministro Onyx Lorenzoni passará para a Secretaria-Geral da Presidência.
Polícia Civil do Rio de Janeiro decide indiciar atleta do Bahia por injúria racial contra o volante Gerson, do Flamengo
Em nota oficial publicada na noite desta quinta-feira, o Bahia lamentou o indiciamento de Índio Ramírez, acusado de injúria racial contra o volante Gerson, do Flamengo, pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Gerson e Ramirez, Flamengo x Bahia — Foto: reprodução/vídeo
O clube criticou a postura da delegada do caso, afirmou que ela se referiu a Gerson como “nosso jogador” e alegou que houve “notória parcialidade” na condução do caso.
“Nosso jogador”. Assim ela se referiu ao volante Gerson, do Flamengo, responsável pela acusação – e que não compareceu ao depoimento perante a Justiça Desportiva -, indicando espectro de notória parcialidade – diz a nota.
A Investigação policial corroborou a versão dada pelo jogador do Flamengo, que acusou Ramírez de ter dito “Cala a boca, negro”. O inquérito vai para o Ministério Público, que decidirá então se apresentará denúncia.
O Bahia afirma que teve acesso à integra do documento e que a decisão é “despida de qualquer fundamentação probatória”. O clube diz ainda que seguirá apoiando Ramírez e reafirmou sua posição “expoente da luta antirracista no futebol brasileiro”.
Além da esfera criminal, o caso é analisado pelo Superior Tribunal da Justiça Desportiva. Gerson e os outros jogadores do Flamengo dariam depoimento na quarta-feira, mas não compareceram. O inquérito vai seguir sem a declaração dos atletas rubro-negros.
Confira a íntegra da nota publicada pelo Bahia.
O Esporte Clube Bahia vem a público lamentar o indiciamento do meia-atacante colombiano Indio Ramírez pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, muito embora a notícia não cause surpresa, tendo em vista as manifestações públicas preliminares da delegada do caso à imprensa especializada.
“Nosso jogador”. Assim ela se referiu ao volante Gerson, do Flamengo, responsável pela acusação – e que não compareceu ao depoimento perante a Justiça Desportiva -, indicando espectro de notória parcialidade.
O clube teve acesso à integralidade dos depoimentos colhidos no inquérito e pode afiançar à sociedade e à torcida tricolor que a decisão foi absolutamente despida de qualquer fundamentação probatória.
Em todos os momentos do episódio, o Bahia se comportou em busca da verdade dos fatos, sem desmerecer a palavra de Gerson, mas também considerando a presunção de inocência do seu atleta e a necessidade de se produzir prova robusta e incontestável.
Sem a apresentação de fatos novos, conforme aguardamos por mais de um mês, a diretoria tricolor seguirá apoiando Ramírez e tem convicção de será feita Justiça, ao tempo em que reafirma a sua posição de clube expoente da luta antirracista no futebol brasileiro.
Gerson acusou jogador do Bahia de ofensa racista Foto: Flamengo/Alexandre Vidal
Nesta quinta-feira (4), a Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou o jogador Ramirez, do Bahia, por injúria racial contra Gerson, do Flamengo. O episódio ocorreu em dezembro do ano passado após uma partida entre as duas equipes no Maracanã.
Na ocasião, Gerson relatou, durante uma entrevista após o jogo, que ouviu Ramirez dizer: “Cala a boca, negro”.
– Tenho vários jogos pelo profissional e nunca vim na imprensa falar nada, porque nunca tinha sofrido preconceito nem sido vítima nenhuma vez. O Ramirez, quando tomamos […] o segundo gol, o Bruno fingiu que ia chutar a bola, e ele [Ramirez] reclamou com o Bruno. Eu fui falar com ele [Ramirez], e ele falou bem assim para mim: “Cala a boca, negro”. Eu nunca falei nada disso, porque nunca sofri. Mas isso aí eu não aceito – destacou Gerson.
Em nota divulgada nesta quinta, a Polícia Civil informou que “o conjunto probatório coligido em sede policial corroborou toda a dinâmica do fato e versão da vítima, desde o momento que disse ter sofrido a agressão injuriosa por preconceito até seu comportamento após o término da partida”.
O inquérito será enviado para o Ministério Público, que decidirá se apresenta a denúncia.
Depois de dois jogos conseguindo somar pontos no Brasileirão, o Bahia teve interrompida a busca por uma reação na parte de baixo da tabela. Nesta quarta-feira (3), o tricolor não aproveitou o fator casa e perdeu para o Fluminense, por 1×0, na Fonte Nova.
Diante de uma atuação apática do Esquadrão, Luiz Henrique aproveitou o vacilo da defesa, iniciado em um tiro de meta cobrado “na fogueira” pelo goleiro Anderson, e marcou o único gol da partida ainda no primeiro tempo.
A derrota deixa o Bahia estacionado nos 36 pontos, na 15ª colocação. O time baiano precisa secar Sport e Fortaleza, ambos com 35, para não voltar à zona de rebaixamento. O Fortaleza recebe o Coritiba nessa quinta-feira o Sport visita o Botafogo na sexta. Ambos só passam o Bahia se vencerem.
Faltam quatro rodadas para o fim da Série A, e o próximo compromisso do Esquadrão é sábado (6), contra o Goiás. De novo na Fonte Nova, às 19h.
Lambança de Anderson
Mesmo jogando em casa, o Bahia iniciou a partida estudando o Fluminense e concedia a bola ao adversário na tentativa de jogar no erro do rival. Não demorou para o time carioca mostrar as garras.
Aos cinco minutos, Luiz Henrique se antecipou ao zagueiro Lucas Fonseca e na risca da pequena área chutou para fora. Dois minutos depois foi a vez de Fred aproveitar cobrança de falta na área e mandar para o gol de Anderson, mas o árbitro de vídeo apontou impedimento.
Diante do domínio do Fluminense, o Bahia tinha muita dificuldade para criar lances de perigo. A melhor chance aconteceu na individualidade de Ramírez, que saiu fazendo fila na entrada da área e chutou forte. Marcos Felipe espalmou.
O que poderia ser um início de reação virou banho de água fria. Aos 32 minutos, Anderson saiu jogando errado, o Fluminense recuperou a bola e Nenê cruzou para Luiz Henrique superar a marcação de Gregore e abrir o placar.
Falha de Anderson na cobrança do tiro de meta foi crucial para a derrota (Foto: Tiago Caldas/CORREIO)
Foi a segunda vez que o Bahia sofreu gol após saída errada de Anderson nesta edição do Brasileirão. Contra o Flamengo, no primeiro turno, em Pituaçu, o goleiro também fez lambança e Pedro anotou na vitória do rubro-negro por 5×3.
Com o prejuízo no placar, o Bahia voltou para o segundo tempo com Fessin na vaga do meia Daniel, voltando a atuar no sistema com três atacantes. Mas assim como na primeira etapa, foi o Fluminense quem iniciou pressionando. Com apenas três minutos, Fred cruzou para Nenê. Livre na grande área, o meia pegou de primeira e bateu por cima.
Desorganizado ofensivamente, o Esquadrão voltou a mostrar problemas para penetrar a defesa adversária. O jeito então foi arriscar de fora da área. Primeiro Capixaba mandou a bomba e Marcos Felipe defendeu. Depois Gilberto soltou o pé na cobrança de falta. Outra defesa.
Enquanto isso, o sistema defensivo continuava vulnerável. Em nova jogada pela esquerda, Fred recebeu livre de marcação e cabeceou, só que Anderson conseguiu defender e evitou o segundo gol do time visitante.
Aos 15 minutos, Dado Cavalcanti foi forçado a fazer nova mudança. Destaque do time, Ramírez, que desde o primeiro tempo reclamava de um incômodo no joelho, pediu para sair e deu lugar ao volante Ramon. O Bahia passou a ter ainda mais dificuldade quando o Flu passou a administrar a vantagem.
Partindo para o tudo ou nada, o Bahia colocou Gabriel Novaes, Alesson e Zeca no jogo. Mas a chance do empate veio com Ernando, aos 42 minutos; Marcos Felipe fez a defesa e garantiu o placar.
Ficha técnica: Bahia 0x1 Fluminense – 34ª rodada do Campeonato Brasileiro
Bahia | Anderson, João Pedro (Zeca), Ernando, Lucas Fonseca e Juninho Capixaba; Ronaldo (Gabriel Novaes), Gregore, Daniel (Fessin) e Ramírez (Ramon); Thiago (Alesson) e Gilberto Técnico Dado Cavalcanti
Fluminense | Marcos Felipe, Calegari, Nino, Luccas Claro e Egídio; Martinelli (André), Yago e Nenê (Hudson); Luiz Henrique (Michel Araújo), Fred (Caio Paulista) e Lucca (John Kennedy) Técnico Marcão
Estádio | Fonte Nova Gol | Luiz Henrique, aos 32 minutos do 1º tempo Cartão amarelo | Juninho Capixaba; Nino Árbitro | Flávio Rodrigues de Souza, auxiliado por Marcelo Carvalho Van Gasse e Luiz Alberto Nogueira (trio de São Paulo)
Filiado por dez anos ao PFL (antigo DEM), o senador do PSD, Otto Alencar, lembrou o perfil do ex-governador pelo partido na Bahia, Antônio Carlos Magalhães. Mesmo sendo de um partido da direita, segundo Otto, ACM tinha uma “sensibilidade social” que superava muitos políticos da esquerda.
A declaração do parlamentar foi dada em entrevista ao BNews nesta segunda-feira (1°), em seu gabinete em Brasília. A reportagem está na cidade para acompanhar as eleições para presidência da Câmara e do Congresso.
Pouco antes, Otto tinha destacado as suas semelhanças político-ideológicas com Jaques Wagner, principalmente acerca de políticas públicas, mesmo o petista sendo de um especto mais à esquerda.
“Jaques Wagner é um grande amigo meu, tenho muito em comum com ele na política, uma sintonia fina. Os meus pensamentos na área social são idênticos ao dele […] mas convivi com um cara chamado ACM, um cara de direita, mas com uma sensibilidade social que poucos caras de esquerda tinham”, reconhece Otto.
O senador lembrou a época em que foi secretário de Saúde do governo de ACM, responsável pela construção de “112 unidades de saúde”.
No confronto direto na luta contra o rebaixamento, o Bahia ficou em um empate de 0x0 com o Vasco, na tarde deste domingo (31), em São Januário, no Rio de Janeiro. O resultado deixa o time com 36 pontos e agora com um de distância para o Z4 do Campeonato Brasileiro, já que o Fortaleza perdeu do Atlético-MG por 2×0 e se manteve com 35.
O Esquadrão está momentaneamente em 15º lugar, uma casa acima de onde iniciou esta 33ª rodada, e depende do confronto entre Sport e Flamengo, segunda-feira, no Recife, para saber sua posição final na rodada. O time pernambucano passa o tricolor se vencer ou empatar. Já o Vasco foi a 37 pontos e está em 14º, também embolado na briga.
A partida teve marcação intensa de ambos os times e teve atuação decisiva do VAR, que anulou o que seria um gol do Vasco no segundo tempo e transformou na expulsão do zagueiro vascaíno Leandro Castán, que acertou um chute no rosto do goleiro Douglas.
O próximo compromisso do Bahia será quarta-feira (3), quando recebe o Fluminense, às 21h30, na Fonte Nova.
Sem emoção No confronto direto na parte de baixo da tabela, Bahia e Vasco iniciaram a partida sem querer correr riscos. Fora o chute de Ronaldo, que Fernando Miguel fez a defesa, o que se viu nos primeiros 20 minutos foi um jogo bastante estudado e com muitos erros de passe.
Marcando com linhas baixas, o Bahia conseguia se defender bem e esperava o erro do Vasco para tentar encaixar as jogadas. Quando decidiu subir as linhas, o tricolor pressionou o Vasco e quase rouba a bola na saída de Fernando Miguel.
Diante da pobreza técnica apresentada pelos dois times, os goleiros foram meros expectadores no primeiro tempo. Só nos instantes finais o Bahia conseguiu criar jogadas mais perigosas.
Aos 39 minutos, Thiago escapou bem pela esquerda e cruzou para o meio da área, mas Daniel não alcançou. Já aos 48, o mesmo Thiago furou depois da cobrança de escanteio e perdeu oportunidade de abrir o placar.
Faltou pontaria Apesar da baixa produtividade no primeiro tempo, o Bahia voltou para a segunda etapa sem alterações, mas com a orientação de acelerar as jogadas no meio-campo. No entanto, quem começou no ataque foi o Vasco.
Com apenas dois minutos, Gabriel Pec chutou cruzado, Ernando cortou e quase enganou Douglas, mas a bola saiu pela linha de fundo. Enquanto o Vasco rondava a área tricolor, o Bahia tentava o contra-ataque.
A chance veio aos nove minutos. Na descida rápida, Gilberto ganhou de Leandro Castan e lançou Rossi. O camisa 11 invadiu a área, limpou a marcação de Léo Matos, mas a finalização saiu fraca e Fernando Miguel salvou os donos da casa.
Aos 15 minutos o Vasco colocou pressão na defesa tricolor. Primeiro Benítez chutou forte e Douglas fez a defesa parcial. No complemento da jogada, o goleiro dividiu com Léo Matos e os vascaínos ficaram pedindo pênalti. O VAR entrou em ação e confirmou apenas o escanteio. Na cobrança, Léo Matos subiu sozinho, mas mandou para fora.
Dado então decidiu mexer no time e colocou Ramon e Zeca nas vagas de Daniel e João Pedro. Enquanto Ygor Catatau mandou chute forte e forçou Douglas a fazer a defesa, Gilberto respondeu na mesma moeda, mas a bola desviou na defesa e se perdeu em escanteio.
Aos 30 minutos, o Vasco chegou ao gol depois Leandro Castan dividiu com Douglas e a bola sobrou para Ygor Catatau mandar para as redes. O VAR entrou em ação e pegou a falta forte do zagueiro carioca. O tento acabou sendo anulado e Castan foi expulso por conta da entrada. No Bahia, Douglas precisou ser substituído por Anderson.
Com um homem a mais, o Bahia decidiu se arriscar e colocou o atacante Gabriel Novaes no lugar do zagueiro Lucas Fonseca. O gol quase saiu aos 47 minutos, mas Ricardo Graça cortou antes de Gabriel mandar para as redes. Minutos depois foi a vez de Gilberto pegar de primeira, mas mandar para fora.
Apesar da pressão, nem mesmo os nove minutos de acréscimos dado pelo árbitro foram suficientes para o Bahia abrir o placar e a partida terminou mesmo empatada em 0x0.
Ficha técnica
Vasco 0x0 Bahia Campeonato Brasileiro – 33ª rodada Local: São Janauário (Rio de Janeiro) Cartões amarelo: Benítez (Vasco); Daniel, Rossi e Gilberto (Bahia) Cartões vermelho: Leandro Castan (Vasco) Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio (GO), auxiliado por Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Eduardo Goncalves da Cruz (MS) Árbitro de Vídeo: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Vasco: Fernando Miguel, Léo Matos (Ricardo Graça), Marcelo Alves, Leandro Castan e Henrique; Bruno Gomes, Leonardo Gil (Carlinhos) e Martín Benítez (Ygor Catatau); Yago Pikachu, Germán Cano e Talles Magno (Gabriel Pec) (Cayo Tenório). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Bahia: Douglas (Anderson), João Pedro (Zeca), Ernando, Lucas Fonseca (Gabriel Novaes) e Juninho Capixaba; Ronaldo, Gregore e Daniel (Ramon); Rossi, Thiago (Alesson) e Gilberto. Técnico: Dado Cavalcanti.
Em busca de uma sequência que permita abrir distância da zona de rebaixamento, o Bahia tem vivido uma rotina intensa no Campeonato Brasileiro. Neste domingo (31), o tricolor volta aos gramados para encarar o Vasco, às 16h, no estádio de São Januário, no Rio de Janeiro.
Se a cada rodada que passa os confrontos ficam mais importantes, o duelo contra os cariocas precisa de atenção dobrada pelos tricolores, já que se trata de um encontro de equipes que lutam na parte de baixo da tabela.
Com 36 pontos, o Vasco soma apenas um a mais que o Bahia, e aparece na 14 colocação. Por isso, somar três pontos no Rio de Janeiro será fundamental para as pretensões do clube baiano. Vencendo, o Esquadrão chegará aos 38 pontos e ultrapassará o próprio rival.
No melhor dos cenários – que conta com derrotas Fortaleza e Sport -, o Bahia poderia abrir três pontos da zona da degola, o que deixaria o time em situação um pouco mais confortável.
Na análise do técnico Dado Cavalcanti, apesar de não ter o poder de controlar o resultado da partida no Rio de Janeiro, os jogadores precisam deixar em campo a mesma entrega que foi na vitória sobre o Corinthians.
“A variável do resultado é a única que a gente não pode controlar, mas a entrega do resultado tem que ser a que foi contra o Corinthians. Espero que a gente consiga repetir em São Januário com essa entrega, essa dedicação, a intensidade de jogo, que com certeza o resultado será diferente do que no jogo contra o Sport”, pontuou ele.
Diante de um adversário que também vive crise técnica na temporada, o Bahia precisa melhorar o próprio desempenho para voltar a Salvador com o triunfo na bagagem. O Esquadrão é, ao lado do Sport, o pior visitante da Série A.
Em 16 jogos longe de Salvador, o tricolor levou a melhor em apenas duas oportunidades. Por sinal, um dos triunfos aconteceu no Rio de Janeiro, mas contra o Botafogo, no estádio Nilton Santos, pela primeira rodada.
Enquanto o Bahia tem sido um bom visitante para os adversários, o Vasco não tem conseguido fazer o dever de casa. O cruzmaltino é quinto pior mandante do Brasileirão, tendo vencido apenas seis das 16 partidas que fez nos seus domínios. Trunfo importante que pode ser usado pelo Bahia.
Por sinal, o tricolor tem conquistado bons resultados quando encara o Vasco. Nos últimos dez jogos entre as equipes, o Bahia venceu seis, perdeu três e uma terminou empatada. No ano passado, o Esquadrão bateu o alvinegro no mesmo são Januário. Gilberto e Nino Paraíba marcaram os gols no 2×0.
Todo esse contexto, fez o técnico Vanderlei Luxemburgo pedir atenção ao time azul, vermelho e branco. “Eu assisti Sport e Bahia. Bahia e Corinthians. O Bahia é um time centenário. É um jogo importante para nós. O importante é nos prepararmos bem para este jogo. É uma decisão da parte debaixo da tabela, não vamos ganhar campeonato. Mas é uma decisão da parte debaixo da tabela”, disse o técnico do Vasco.
Nos bastidores da política é grande a presãso para que o governo se manifeste sobre a prisão de diretores da Qualirede, empresa responsável pela gestão do Planserv na Bahia. Os dirigentes estavam entre os alvos da Operação Hemorragia, realizada em Santa Catarina pela Polícia Federal e pela Receita.
A força-tarefa ocorreu na semana passada e teve como objetivo combater organização criminosa especializada na prática de diversos crimes em Santa Catarina, entre eles corrupção, fraude em procedimentos licitatórios e lavagem de dinheiro. Naquele estado, a Qualirede gerencia o SC Saúde, plano dos servidores públicos, que atua da mesma forma que o Planserv na Bahia.
O Planserv é o maior plano de saúde da Bahia, com mais de 500 mil usuários, e por isso a preocupação com relação à sua gestão.
Sobre a operação, a Qualirede informou ao BNews que “os integrantes da diretoria citados em processo que investiga supostas irregularidades em contratos firmados com o governo do Estado de Santa Catarina foram afastados de suas funções. Desde o último dia 21 de janeiro, a executiva Carolina Leticia Bairrão é a nova CEO da empresa, apoiada integralmente pela equipe executiva”.
Ainda em nota, a Qualirede afirmou que “tem total convicção da correção de sua conduta com todos os entes públicos e, desde que tomou conhecimento das investigações em Santa Catarina, está colaborando com as autoridades, além de agilizar as providências cabíveis para o esclarecimento dos fatos no decorrer do processo”.
O Planserv também foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou sobre os questionamentos.
A Bahia vacinou 167.563 pessoas contra Covid-19 até as 17h58 deste sábado, segundo dados disponibilizados pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Deste total, receberam a primeira dose do imunizante 146.894 profissionais de saúde da linha de frente de combate à doença.
Dentre as 100.268 doses aplicadas até o momento, 38.100 foram aplicadas em Salvador, o município baiano que mais vacinou até agora. No entanto, os dados da pasta estão atualizados, já que a prefeitura registrou, até as 18h deste sábado, 46.599 vacinados.
27 categorias terão prioridade na hora de receber a vacina
Foto: Tânia Rego
Agência Brasil- O governo federal divulgou nesta quinta-feira (28) o plano que estabelece a ordem de vacinação contra a covid-19 para os grupos prioritários. A seleção das populações com prioridade foi elaborada pelo Ministério da Saúde e, de acordo com a pasta, foi baseada em princípios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e feita em acordo com entidades como o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Ao todo, são 27 categorias prioritárias pessoas, que incluem, por exemplo pessoas acima de 60 anos, trabalhadores da saúde, indígenas, pessoas em situação de rua, entre outras (veja lista completa a seguir). Trabalhadores do transporte coletivo, da educação básica e superior, forças de segurança também estão na lista.
“O Ministério da Saúde recomenda que os gestores de saúde sigam essa ordem estipulada pelo Plano de Vacinação, de acordo com as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com a lógica tripartite do Sistema Único de Saúde (SUS), estados e municípios têm autonomia para montar seu próprio esquema de vacinação e dar vazão à fila de acordo com as características de sua população, demandas específicas de cada região e doses disponibilizadas”, ressaltou a pasta, em nota.
Ao todo, a lista de grupos prioritários soma uma população de 77,2 milhões de pessoas, pouco mais de um terço dos 210 milhões de habitantes do país. Confira a lista dos públicos prioritários:
Pessoas com 60 anos ou mais e que estejam institucionalizadas;
Pessoas com deficiência institucionalizadas;
Povos indígenas vivendo em terras indígenas;
Trabalhadores de saúde;
Pessoas de 80 anos ou mais;
Pessoas de 75 a 79 anos;
Povos e comunidades tradicionais ribeirinhas;
Povos e comunidades tradicionais quilombolas;
Pessoas de 70 a 74 anos;
Pessoas de 65 a 69 anos;
Pessoas de 60 a 64 anos;
Pessoas que possuam comorbidades;
Pessoas com deficiência permanente grave;
Pessoas em situação de rua;
População privada de liberdade;
Funcionários do sistema de privação de liberdade;
Trabalhadores da educação do Ensino Básico (creche, pré-escolas, ensino fundamental, ensino médio, profissionalizantes e EJA);
Trabalhadores da educação do Ensino Superior;
Forças de segurança e salvamento;
Forças Armadas;
Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros;
Trabalhadores de transporte metroviário e ferroviário;
Trabalhadores de transporte aéreo;
Trabalhadores de transporte aquaviário;
Caminhoneiros;
Trabalhadores portuários;
Trabalhadores industriais.
O Ministério da Saúde informa que mais de 7 milhões de doses de vacinas já foram enviadas aos estados desde o início da imunização contra a covid-19 no país, que começou no dia 18 de janeiro.
Vacinas
O governo firmou três acordos de encomenda tecnológica, que garantem cerca de 354 milhões de doses ao Brasil ao longo de 2021. São 102,4 milhões de doses previstas da vacina da Fiocruz/AstraZeneca até julho e em torno de 110 milhões no segundo semestre, que serão fabricadas em território nacional. Da vacina CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac, estão encomendadas 46 milhões de doses no primeiro semestre deste ano e outras 54 milhões de doses no segundo. Já pelo consórcio internacional Covax Facility, articulado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o governo brasileiro espera receber 42,5 milhões de doses, ainda sem cronograma de entrega anunciado.