Gols foram marcados por Romero, Moisés e Depietri; Rodallega descontou para o time baiano
Foto: reprodução/Twitter Fortaleza
Em duelo de tricolores na Copa do Nordeste, o Fortaleza venceu o Bahia por 3×1, no sábado (19). Romero, logo no começo do jogo, Moisés e Depietri fizeram para o time da casa, um dos representantes do Brasil na fase de grupos da Libertadores. Rodallega descontou para o Bahia.
O técnico Guto Ferreira promoveu três mudanças no time titular, além da entrada forçada de Henrique na zaga, pois Luiz Otávio estava suspenso. Luiz Henrique entrou na lateral esquerda, enquanto Mugni e Ronaldo substituíram Daniel e Raí.
Não deu certo. O time cearense foi melhor na defesa e no ataque. O Bahia conseguiu reequilibrar as ações em alguns momentos da partida, sem criar muitas chances reais de gol.
“Foram muitas coisas positivas em um jogo dificílimo. Sabemos que o Bahia tem que evoluir muito, mas isso passa pelo processo. Precisamos ter paciência para encontrar as peças que vão agregar valor ao grupo”, avaliou Guto Ferreira.
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O Bahia conviveu, nas últimas semanas, com especulações de que poderia ser adquirido pelo Grupo City e ser mais um tradicional clube do futebol brasileiro a ter um dono, seguindo os passos de Cruzeiro e Botafogo ao se tornarem Sociedades Anônimas do Futebol (SAF).
O clube, que neste sábado visita o Fortaleza na Copa do Nordeste, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+ às 17h45 (de Brasília), de fato, estuda a possibilidade de se tornar SAF. Segundo apurou o ESPN.com.br, no entanto, existem apenas sondagem de possíveis investidores, sem contato oficial de nenhuma empresa até o momento.
Não será de uma hora para outra, inclusive, que o Bahia mudará seu modelo de gestão. No último mês de janeiro, o Esquadrão de Aço criou uma comissão provisória, com a presença de sete conselheiros deliberativos, para estudar e avaliar diferentes modelos de SAF. A intenção é entender a melhor forma de administração e gestão de possíveis investidores externos.
Em um período inicial de seis meses, esse grupo deve se debruçar sobre diferentes materiais e estudos sobre Sociedades Anônimas e levas essas informações ao restante do Conselho Deliberativo tricolor no meio do ano. Até lá, haverá também a realização de eventos transmitidos pelo canal oficial do clube para que o sócio tenha acesso direto ao trabalho.
A reportagem apurou ainda que conselheiros do Bahia têm entrado em contato com profissionais de Botafogo, Cruzeiro e América-MG para entenderem melhor como tem funcionado cada processo e ter uma visão de pessoas integradas ao dia a dia de uma SAF no futebol brasileiro – o Coelho é o único dos três ainda em busca de um investidor.
Tamanha cautela para avançar como SAF tem origem em dois principais motivos: o Bahia já teve uma experiência como Sociedade Anônima que não foi positiva; e também pretende manter-se como um clube democrático a seus associados e torcedores, mesmo em caso de venda de ações para empresas investidores.
A Bahia S/A e a disputa que hoje ameaça ‘fechar o clube’
Em 1998, um ano após ser rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro, como foi em 2021, o Bahia assinou um contrato válido por 25 anos com o Banco Opportunity, através da empresa Liga Futebol. No acordo, os investidores assumiam 51% do Bahia S/A, enquanto o clube ficava com 49%. O comando do futebol seguiu com o então presidente Marcelo Guimarães.
O que pareceria, porém, ser um grande passo acabou se transformando em caos para o Bahia. A expectativa de receber investimentos e de crescer ainda mais foi ruindo após seguidas temporadas sem conseguir retornar à primeira divisão. Em 2000, com a Copa Havelange, o clube até voltou à elite, mas caiu novamente em 2003.
Só que, em 2005, a situação piora: o Bahia cai para a Série C e não sobe no ano seguinte. Foi então que o clube procurou dar fim à parceria. Para acabar com a S/A, o Esquadrão de Aço assumiu uma dívida, na época, de R$ 40 milhões.
A equipe ainda se comprometeu a repassa ao banco percentuais de venda de atletas. Esse valor iria aumentando gradualmente – 10% em 2007, 20% em 2008 e 30% de 2009 até 2023. O problema é que o Opportunity nunca foi pago, e o caso foi parar na Justiça. A parceria foi encerrada oficialmente em 2008, e até hoje o caso não tem solução. A dívida, atualmente nas mãos do Superior Tribunal de Justiça (STJ), está avaliada em R$ 100 milhões.
Em julho de 2021, durante uma transmissão em uma das plataformas oficiais do Bahia, o presidente Guilherme Bellintani disse que esse débito poderia “fechar o clube”.
É por conta de todo esse cenário que o Bahia, em 2022, quer ter nas mãos todas as possíveis questões envolvendo a transformação do clube em uma SAF e os impactos que qualquer negociação com investidores poderá causar na instituição nos próximos anos.
O exemplo do Bayern de Munique
Outro ponto que o Bahia considera importante hoje para adotar o modelo de clube-empresa é conseguir fazer com que as principais decisões sigam passando pelas mãos dos sócios – assim como será a própria possível chegada de um investidor. Para a atual gestão, a transformação democrática vivida a partir de 2013 deve mantida a todo custo.
Segundo apurou o ESPN.com.br, o Bahia não se empolgou até o momento com os formatos de investimentos realizados em Botafogo e Cruzeiro, por exemplo, com a chegada da figura de um “dono” – o norte-americano John Textor e Ronaldo Fenômeno, respectivamente.
Um modelo estudado com mais carinho vem de fora do Brasil, mas não tem qualquer relação com o Grupo City: é o adotado pelo Bayern de Munique, na Alemanha.
Os gigantes bávaros são uma empresa, mas 75% das ações são da Bayern AG, que é uma sigla para a palavra alemã “Aktiengesellschaft”. O nome nada mais é do que um equivalente em português para sociedade anônima. A questão é que os acionistas “donos” da maior parte do clube são os próprios sócios, que têm voz ativa em grandes decisões; mas toda a gestão é feita por executivos – hoje, o CEO da equipe é o ex-goleiro Oliver Kahn.
Os outros 25% das ações do Bayern estão divididas entre três empresas que aportaram milhões de euros por uma participação de 8,33% cada: Audi, Adidas e Allianz. O modelo consolidado e de sucesso do Bayern faz com que o Bahia mire este exemplo para o futuro. Manter as decisões mais importantes nas mãos dos associados e conseguir empresas renomadas, com potencial para aportes financeiros, para impulsionarem o Esquadrão de Aço.
O cenário do Bahia para 2022
Apesar das preocupações com dívidas passadas, o Bahia havia se consolidado, nos últimos anos, como o maior gerador de receitas do Nordeste. A queda para a Série B, contudo, trará um impacto significativo para 2022, e não retornar à elite pode ser catastrófico.
O cálculo da equipe tricolor, segundou apurou a reportagem, é de perder cerca de R$ 70 milhões em receitas na comparação com 2021. A possibilidade de se tornar SAF, e conseguir novas fontes de arrecadação, também tem de ser analisada dentro desse contexto.
Apesar de todos os estudos realizados, o ESPN.com.br apurou ainda que o Bahia não negaria de imediato uma proposta para se tornar SAF. Qualquer oferta recebida pelo clube seria repassada aos sócios para uma decisão conjunta, sem a necessidade de se aguardar o fim dos estudos para que seja tomada alguma decisão.
Hoje, a atual gestão do Bahia entende que não precisa se apressar para virar SAF e equalizar as contas, em movimentos semelhantes aos de Botafogo e Cruzeiro. Para evitar repetir os erros do passado, os tricolores são cautelosos. Mas, como quase tudo no futebol, a bola entrar ou não na temporada pode fazer com que as coisas mudem mais rapidamente do que o previsto.
A história é por demais conhecida. Mas não custa relembrá-la. Foi em 1958, durante a Copa do Mundo. Horas antes do jogo contra a União Soviética, o técnico da Seleção Brasileira, Vicente Feola, reuniu a equipe para as últimas instruções e orientou o que considerava uma jogada matadora: enquanto Zito e Didi trocavam passes no meio do campo, Vavá partiria em disparada para o lado esquerdo, atraindo a defesa russa; só que o lançamento seria feito para direita, em direção a Garrincha, que driblaria o zagueiro e entregaria a bola redondinha para Pelé fazer o gol.
– Tudo bem? Todos entenderam? – perguntou Feola.
– Entendi, seu Feola. Mas o senhor já combinou tudo isso com os russos? – indagou Garrincha, em sua santa ingenuidade.
A lição ficou. Hoje é senso comum que é preciso sempre combinar previamente com os russos – os quais, evidentemente, nem sempre concordam com a combinação proposta.
Senão, vejamos. O governador Rui Costa não quer ficar sem mandato – e sem foro privilegiado, of course – após entregar o cargo, em janeiro próximo, e comunicou ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seu desejo de ser o candidato a senador na chapa governista que disputará as eleições de outubro.
Lula gostou da ideia. Convicto de que será o próximo presidente da República, ele vem defendendo que o PT dê prioridade à formação de uma base parlamentar forte. Mesmo que isso signifique abrir mão de candidaturas a governador em favor de partidos aliados. Teme ficar refém do próximo Congresso, como ocorre hoje com o presidente Jair Bolsonaro em relação ao Centrão.
Mas faltava combinar o jogo com os russos. Foi o que se tentou na quarta-feira passada, em São Paulo, durante um encontro que reuniu Lula, Rui, os senadores Jaques Wagner e Otto Alencar, o vice-governador João Leão e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.
A combinação seria a seguinte: o senador Jaques Wagner, virtual candidato à sucessão de Rui, retiraria sua candidatura, abrindo espaço para o também senador Otto Alencar, do PSD, ser o candidato a governador do grupo.
Rui renunciaria ao cargo em abril, desincompatibilizando-se para ser o candidato a senador, no lugar de Otto. Com isso, o vice-governador João Leão, do PP, ganharia nove meses de mandato como titular, realizando seu sonho de encerrar a carreira política como chefe do Executivo baiano, e ainda indicaria o candidato a vice na chapa.
Tudo bonitinho e com um benéfico efeito colateral: o fato de o PT baiano abrir mão da indicação do candidato a governador em favor de Otto adoçaria a boca de Gilberto Kassab, o presidente nacional do PSD, partido cujo apoio Lula deseja e vem tentando obter, como reforço fundamental em busca de uma vitória logo no primeiro turno.
Não deu certo. Os russos não aceitaram a combinação.
Wagner saiu da reunião dizendo que continua candidato a governador – e recebeu o apoio, em declarações à imprensa, de petistas de diversos calibres do campo mais à esquerda do partido, que não admitem outra conformação para a chapa que não seja com alguém do PT na cabeça.
Otto, por sua vez, vendo a resistência de Wagner, disse que não queria ser candidato a governador. Reafirmou o desejo de renovar seu mandato no Senado e ratificou seu apoio à candidatura do amigo petista.
Já Leão, esse até que aceita a retirada do nome de Wagner, mas desde que o candidato ao governo seja ele. Também aceita a candidatura de Otto a governador, mas desde que ele seja o candidato a senador, sua segunda opção. Enfim, é Leão sendo Leão.
Em um último esforço para convencer Otto a aceitar ser o candidato a governador, Rui propôs colocá-lo já à frente do governo e na condição de candidato à reeleição. Para tanto, porém, seria preciso fazer a bola circular pelos pés de um maior número de jogadores antes do tiro a gol.
Seria assim: Rui e Leão, seu sucessor imediato, renunciariam no mesmo dia, em abril. Com isso, assumiria o governo o presidente da Assembleia, deputado Adolfo Menezes, do PSD, que também renunciaria. O próximo na linha de sucessão seria o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Nilson Soares Castelo Branco, que assumiria interinamente até a eleição de um novo governador pela Assembleia.
O candidato governista – sim, porque a oposição também poderia apresentar o seu – nesta eleição indireta seria Otto. Eleito, seria candidato à reeleição, sem precisar deixar o cargo de governador.
Tal combinação, evidentemente, não foi adiante. Com tantos russos para combinar, qualquer falha poderia ser fatal. Além disso, trazia em seu bojo uma certa astúcia: reeleito em outubro, Otto não mais poderia ser candidato em 2026, deixando o caminho livre para Rui, quem sabe, tentar retornar ao Palácio de Ondina.
O governador Rui Costa anunciou, nesta quinta-feira, um novo prazo para anunciar a chapa governista: 13 de março. Até lá, aceitam-se sugestões de novas combinações. Vale tudo, exceto aquilo que a lei proíbe.
*José Carlos Teixeira é jornalista, graduado em comunicação social pela Universidade Federal da Bahia e pós-graduado em marketing político pela Universidade Católica do Salvador.
O vice-governador João Leão é presidente estadual da sigla
Foto: Divulgação
O prefeito de Ipupiara, Ascir Leite (PP), declarou nesta sexta-feira (18) apoio ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) na corrida pelo governo do estado nas eleições deste ano. O pré-candidato a governador visita o município nesta sexta dentro do movimento “Pela Bahia”.
“Eu acredito no projeto de Neto, foi um dos melhores prefeitos do Brasil. Acredito na vitória de Neto, vim para somar e buscar convidar os meus colegas que ainda estão indecisos para que venham para o lado de cá, porque realmente é com homens sérios que fazemos as políticas públicas de verdade”, afirmou Leite.
“Levei as minhas demandas a Neto, falando que hoje Ipupiara você só chega e não tem para onde voltar. O meu sonho, o sonho de Ipupiara, é de nós buscarmos a ligação com Barra do Mendes, que liga à cidade de Irecê. Levei essa demanda e ele analisou com muito carinho. Senti com muita seriedade que ele fará todos os esforços para que possamos fazer essa estrada”, declarou o antigo apoiador de Rui Costa.
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto (DEM), cumpriu agenda no interior do estado nesta sexta-feira (18). Na companhia do ex-prefeito de Feira de Santana e possível candidato a vice-governador ou a senador, José Ronaldo (DEM), Neto visitou diversas cidades.
“Ao lado do pré-candidato ACM Neto, participamos de diversas reuniões nos municípios de Barra, Buritirama e Mansidão. Estiveram presentes os deputados Pedro Tavares, Arthur Maia e o pré-candidato, Luciano Ribeiro. Além de lideranças dos respectivos municípios: Em Barra, o ex-prefeito Dionísio; Em Butirirama, o prefeito Arival Viana, vereadores e lideranças; Em Mansidão, presença do líder político, Dr° Júvio, vereadores e lideranças”, ressaltou Ronaldo.
Em suas redes sociais, Ronaldo agradeceu pela receptividade e acolhimento que tanto ele quanto Neto receberam durante as visitas.
“Em todas as agendas, fomos recebidos com muito carinho e entusiasmo pela população que sinaliza a vontade de novos rumos em nossa Bahia”, finalizou José Ronaldo.
O pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta sexta-feira (18) ter consciência de como é grandiosa a tarefa de governar a Bahia, durante evento político em Boquira, onde ele encerrou a agenda de visita a seis municípios da região. Em seu discurso, Neto lembrou de sua trajetória e destacou os oito anos de gestão na Prefeitura de Salvador.
Pré-candidato a governador finalizou nesta sexta (18) em Boquira agenda de visita a seis municípios no movimento Pela Bahia
“Eu me preparei a vida inteira inteira para que esse momento chegasse. E eu quero, com muita segurança, com absoluta convicção, dizer a vocês que me sinto totalmente preparado para ser governador do Estado da Bahia. E tem consciência do tamanho do desafio. Tenho consciência de como essa tarefa é grandiosa, e mais do que isso, das expectativas do povo baiano sobre o futuro”, afirmou.
Neto pontuou que, nas visitas feitas aos municípios baianos iniciada em 2021, tem procurado ouvir as pessoas, “colher a opinião dos baianos de cada canto do nosso estado, os problemas e, sobretudo, compreender quais são as aspirações, os desejos, os sonhos dos baianos para o futuro”.
“Não cabe a mim ficar preso às coisas do passado. Todos nós vivemos nesses últimos anos na Bahia. Nós sabemos o que que avançou e o que que não avançou. Nós sabemos que numa campanha política não adianta a gente chegar com um discurso bonito para criar uma realidade que não existe, porque as pessoas vivem e sentem na sua pele. E é exatamente isso a gente tem procurado compreender”, acrescentou.
Ao recordar do início de sua gestão na capital baiana, Neto ressaltou que a cidade vivia o seu pior momento e citou ações que transformaram essa realidade. “Eu sei as lutas que eu tive de trabalho, eu sei como foi difícil governar uma cidade de três milhões de habitantes e de muitos problemas e muitas desigualdades”, frisou.
A agenda do movimento Pela Bahia na região começou nesta quinta-feira (17) pelos municípios de Barra, Buritirama e Mansidão. Nesta sexta, além de Boquira, ACM Neto esteve também em Oliveira dos Brejinhos e Ipupiara, onde o prefeito Ascir Leite (PP) declarou apoio ao ex-prefeito de Salvador.
Uma menina de 6 anos, que sofre com convulsões causadas pela microcefalia, vai receber um medicamento à base do Canabidiol, por meio de doação da Associação de Apoio a Pacientes e Pesquisa de Cannabis Medicinal (Apepi). A Justiça determinou, em novembro passado, o fornecimento da medicação pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) para a criança, moradora do município de Ipirá, a 210 quilômetros de Salvador.
A Apepi trabalha com medicamentos à base da substância e deve encontrar a mãe da pequena Maria Clara, na próxima terça-feira (22), para que ela inicie o tratamento adequado. A criança precisa de três caixas por mês. O preço de cada uma delas é R$ 280. São R$ 840 gastos com canabidiol e a renda familiar, insuficiente, é de R$ 1.212.
O medicamento foi recomendado em agosto de 2020 por um neurologista do Hospital das Obras Sociais Irmã Dulce, na capital baiana, onde a paciente faz acompanhamento médico.
Em agenda na região, pré-candidato a governador ressaltou que esta é uma demanda antiga, que já gerou inclusive manifestações
O pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) firmou nesta quinta-feira (17) o compromisso de, se eleito, realizar a pavimentação da rodovia BA-351 entre os municípios de Buritirama, Mansidão e Santa Rita de Cássia. Esta é uma reivindicação antiga da população da região e já motivou inclusive manifestações para cobrar a realização da obra ao governo do estado.
Neto realiza mais uma edição do movimento Pela Bahia, passando desta vez pelos municípios de Barra, Buritirama e Mansidão, nesta quinta. Na sexta-feira (18), ele irá a Ipupiara, Oliveira dos Brejinhos e Boquira. Durante eventos em Buritirama e Mansidão, Neto destacar a necessidade de pavimentação da rodovia para a região. Foi a primeira vez que ele visitou Mansidão.
“É uma demanda antiga da região. Fazer a ligação entre Buritirama, Mansidão e Santa Rita não é apenas uma integração regional, é abrir um espaço para a integração com toda a região de Barreiras e Luis Eduardo Magalhães, o que inclusive vai trazer resultados econômicos importantes para essa região”, disse Neto, durante evento em Buritirama.
Além disso, a ligação também fará a integração com as rodovias federais da região, que levam a Brasília e estados vizinhos da Bahia. “Um compromisso que vamos firmar com toda esta região é de assegurar a realização do asfaltamento de Buritirama a Mansidão e de Mansidão a Santa Rita”, pontuou o pré-candidato.
Ele citou ainda a questão da segurança hídrica em Buritirama. “A adutora foi feita no governo de Paulo Souto e projetada para ter capacidade de 15 anos. A gente estava sobrevoando e deu para ver o quanto a cidade cresceu, a população se expandiu. E eu pergunto: o que eles fizeram (governos do PT) para garantir a segurança hídrica do município, para evitar que corrêssemos um risco de enfrentar colapso de abastecimento no sistema?”, questionou, ao firmar o compromisso de garantir o abastecimento de água na cidade.
Em Buritirama, o prefeito Arival Viana (União Brasil) falou sobre a ausência de ações do governo do estado. Neto disse que “não podemos aceitar essa postura de perseguição”. “É inaceitável que o governo vire as costas para a cidade apenas pelo fato de o prefeito não estar bajulando o governador, não ficar lá puxando o saco na governadoria. Mas quando o governo se distancia de Buritirama, ele não está se distanciando de você, Arival, mas do povo desta terra”, disse.
ACM Neto também falou sobre a área da saúde e destacou a necessidade de ampliar a regionalização da rede. “Só há um caminho: garantir a regionalização da saúde, a expansão da média e alta complexidade no interior, implantar uma quantidade maior de hospitais regionais. É preciso chamar as prefeituras que já têm hospitais regionais e funcionam bem, garantir mais estrutura, ampliar, chegar junto, pagar a conta, não dá para deixar nas costas do prefeito, e assegurar a ampliação do atendimento”, destacou.
Pré-candidato a governador cumpre agenda em seis municípios nesta quinta (17) e sexta-feira (18); primeira parada foi em Barra
O pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) visitou nesta quinta-feira (17), no município de Barra, regiões atingidas pelas cheias do Rio São Francisco nos últimos dias e defendeu a construção de um projeto para requalificar e urbanizar as regiões afetadas pelas enchentes. Neto cumpre agenda em seis municípios nesta quinta (17) e sexta-feira (18) na região, com Barra como primeira parada. Em seguida, ele vai a Buritirama, Mansidão, Ipupiara, Oliveira dos Brejinhos e Boquira.
A primeira visita foi na região da Lagoa do Saco Grande, que registrou aumento dos níveis após as recentes chuvas intensas. “A situação daquelas casas é preocupante. É fundamental ter um projeto olhando pro futuro que resolva o problema daquela região, requalificando, urbanizando, tratando a lagoa, mas mais do que isso, harmonizando a presença da lagoa com as casas, com a vida das pessoas que estão ali no entorno”, disse.
Em seguida, ele foi ao bairro de São Francisco, também afetado pelas enchentes. “Vimos de perto os efeitos que as águas do Rio São Francisco acabaram causando naquelas casas, naquelas residências, muitas famílias tiveram que deixar as suas casas por conta da elevação do nível da água. Então, ali também estava desafio”, afirmou.
Ele voltou a destacar que não faz a crítica pela crítica, mas pontuou educação e segurança pública como desafios para o próximo governador. “A Bahia não pode ser campeã nacional da violência. Desde 2017 nós ocupamos o primeiro lugar do Brasil em número de homicídios. Só vem crescendo a quantidade de atos violentos na Bahia. Por exemplo, lá na capital, em Salvador, tem muitos bairros que a polícia não consegue nem entrar porque estão dominados pelo tráfico, pelas facções criminosas. Mas se você vai para o interior, nas médias e pequenas cidades, está faltando policial. Às vezes as delegacias só funcionam porque o prefeito chega junto para dar uma ajuda”, disse.
“Se a Bahia de um lado é campeã em homicídios, por outro nós estamos em último lugar na educação pública. O ensino médio da Bahia hoje é considerado na avaliação nacional como o pior de todo o país. Olhando pro futuro a responsabilidade com as nossas crianças e com os nossos jovens é um dever dos nossos governantes”, complementou.
Geração de emprego e saúde também são desafios. “Então a saúde vai exigir uma visão regionalizada. Vai ser preciso levar os serviços de média e alta complexidade para o interior do estado. Ou seja, hospitais regionais que possam atender as pessoas mais perto de onde vivem e que acelere esse atendimento para as pessoas não ficarem esperando tanto tempo na fila da regulação. Outro desafio é a questão do emprego da oportunidade de trabalho”, complementou.
Neto disse ainda que pretende levar o governo para cada município da Bahia. “Minha gestão na prefeitura Salvador mostrou que eu sou de prometer pouco e fazer muito. Se for eleito governador, eu não vou trabalhar lá do gabinete do centro administrativo, preso na capital em Salvador. Eu pretendo levar o governo para o interior”, frisou.
A deputada estadual Mirela Macedo (PSD) anunciou, nesta quarta-feira (16), a saída da base do governador Rui Costa (PT).
O anúncio da sua decisão aconteceu em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, durante a sessão plenária. No seu discurso, a deputada, filiada ao PSD, disse que fica o ensinamento do passado e que tem certeza da escolha que esta tomando.
“O que passou não é praga, passado é ensinamento e agora é presente. E é com esse presente que afirmo aqui e agora que não estarei mais fazendo parte da bancada do governo nesse parlamento”, começou a deputada.
“Agora são novos tempos, tempos que me fazem ter certeza da minha escolha. Afinal, liberdade e respeito para mim são inegociáveis […] Tenho certeza que serei reconduzida para o terceiro mandato para continuar lutando por uma Bahia mais justa e mais desenvolvida, sem mentiras e sem enrolação, mas sim com respeito às pessoas”, finalizou.
Mirela, que está em seu segundo mandato na Alba, ainda não divulgou qual será o seu futuro político daqui para frente, embora tenha dito em seu discurso que tem certeza de que será reconduzida a um novo mandato.