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2.mar.2023 - Lula e o ministro Rui Costa (Casa Civil) no Palácio do Planalto
2.mar.2023 – Lula e o ministro Rui Costa (Casa Civil) no Palácio do Planalto Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

A Bahia foi o estado brasileiro com o maior número de assassinatos nos últimos oito anos, com registro de pelo menos 49,5 mil homicídios entre 2015 e 2022. O número é 40% maior do que o do segundo colocado, ocupado pelo Rio. A gestão nessa época era do petista Rui Costa, atual ministro da Casa Civil.

Após a divulgação do Anuário da Segurança Pública, Rui Costa disse em entrevista à GloboNews que não reconhecia “dados de ONGs” sobre violência e afirmou que os estados usariam metodologia diferente —o que levaria a imprecisões em comparações.

O ministro sugeriu até que uma padronização de dados fosse feita pelo governo federal para evitar problemas.

Não reconheço nenhum parâmetro, nenhuma comparação, não reconheci e não reconheço, de ONGs que fazem publicações sobre questão de segurança. Porque estamos comparando coisas diferentes, melancia com abacaxi.
Rui Costa, ex-governador da Bahia e ministro no governo Lula, em entrevista

O anuário colocou a Bahia como dona da polícia que mais mata no país.

Os dados coletados pelo UOL são do Painel de Monitoramento do SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade), do Ministério da Saúde, e detalham as mortes por local de ocorrências, idade, sexo e raça. Os registros de 2022 ainda são parciais e podem ter novas inclusões.

A Bahia, sob gestão de Rui Costa, lidera o ranking, seguida por Rio (35,1 mil), Pernambuco (31,8 mil), Ceará (30,7 mil) e São Paulo (30,1 mil).

Procurada, a Casa Civil não se manifestou até a publicação da reportagem. Caso um posicionamento seja enviado, o texto será atualizado.

Dados do anuário são confiáveis

O Anuário da Segurança Pública, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, tem como metodologia as informações das polícias e secretarias de todos os estados. Muitas vezes os números são informados apenas por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação). O próprio governo federal utiliza os dados do fórum em suas políticas públicas para segurança.

Os números do Ministério da Saúde, apesar da contrariedade do ministro, deixam claro que a gestão Rui Costa teve uma violência acima da média nacional, como denunciam entidades de direitos humanos. Além disso, seu governo foi marcado por ataques a grupos que cobravam mais transparência nos dados.

O estado implementou um domínio da narrativa com controle dos dados da segurança. Ele foi junto à mídia local implementar um monopólio dos números. Falta transparência. Com informações nunca verificáveis, eles atacavam quem questionava os dados. Houve até uma criminalização de que informava dados diferentes.


Wagner Moreira, coordenador do grupo Ideas e articulador do Fórum Popular de Segurança Pública do Nordeste.

Nesta sexta (18), a quilombola Maria Bernadete foi morta a tiros em Salvador. Criminosos teriam invadido o terreiro da comunidade, feito familiares reféns e assassinado a líder comunitária com disparos de arma de fogo.

Com a quarta maior população do país, a Bahia sempre teve patamares altos de violência, antes mesmo da gestão Rui Costa. Continua após a publicidade

No índice mais atual de mortes violentas por agressão, calculado com base na taxa por 100 mil habitantes, em 2021, a Bahia aparece em segundo lugar, com taxa de 43,1. Em primeiro, está o Amapá com 46. O cálculo foi feito em colaboração com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

É um erro brigar com números. No caso da Bahia, a grande questão é que os números, revelados por várias fontes diferentes, revelam um padrão de uso letal da força completamente destoante do restante do país. Um governante deveria estar mais preocupado em buscar responder sobre as razões e as opções político-institucionais por trás desta realidade e apresentar ações e políticas públicas concretas que sinalizem mudanças. 
Renato Sérgio de Lima, presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

No Palácio do Planalto, o assunto da violência na Bahia virou um ponto delicado no governo e expõe Rui Costa. A herança da gestão do ministro e o atual comando de Jerônimo Rodrigues (PT) se opõem às promessas da gestão Lula (PT), embora não haja plano concreto do governo federal para solucionar a questão.

Quando a polícia do governo Rui Costa intensifica ação policial que gerou número crescente de mortes, sobretudo da população negra da periferia e mais pobre, isso faz o PT se aproximar da extrema direita na prática. Isso preocupa o governo porque, se o governo vai criticar o que foi a gestão de Jair Bolsonaro, ele agora tem teto de vidro.
Eduardo Grin, cientista político da FGV (Fundação Getúlio Vargas)

“Epidemia de violência homicida”

Os dados do SIM são padronizados e levam em conta as declarações de óbito emitidas por médicos com a causa da morte. Eles deixam claro que o estado sofre com uma alta “epidemia de violência homicida”, como a ONU (Organização das Nações Unidas) classifica locais com taxas de homicídio acima de 10 por 100 mil homicídios.

O Sistema de Informação sobre Mortalidade ainda revela que as mortes na Bahia atingem de forma desproporcional os negros. Entre os anos de 2015 e 2021, com dados já finalizados, das 44,1 mil mortes por agressão, pelo menos 40,3 mil (90%) foram de pessoas pretas ou pardas —há ainda 1.200 que não tiveram raça identificada nas declarações de óbito.

A violência alta também vale para a letalidade policial. A Bahia teve registradas nos dados do SIM, até 2021, 3.690 mortes praticadas em intervenções legais, atrás apenas do Rio de Janeiro.

Nesse caso, vale ressaltar que os dados da Saúde não computam todas as mortes por intervenções legais, apenas aquelas que constam na causa da morte indicada pelo laudo do IML (Instituto Médico Legal).

Polícias da Bahia mataram mais que forças dos EUA

As polícias da Bahia mataram mais pessoas em supostos confrontos do que todas as forças policiais dos Estados Unidos juntas no ano de 2022. O UOL comparou dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Mapping Police Violence, dos EUA.

Em declaração após a chacina, o governo da Bahia classificou os mortos por policiais de bandidos. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia defendeu que as mortes causadas por PMs têm sido reduzidas em 2023 e ressaltou trabalhos positivos da corporação, como apreensão de armas de fogo e de toneladas de drogas, além de ações contra o tráfico de drogas.Continua após a publicidade

Ressalta ainda que são constantes os investimentos em capacitação, tecnologia e inteligência para as forças de segurança do estado, buscando sempre, como principal objetivo, a preservação de vidas, bem como a legalidade das ações policiais. 
Secretaria da Segurança Pública da Bahia, em nota

Informações UOL


Foto: Reprodução/Redes sociais

Maria Bernadete Pacífico, conhecida como Mãe Bernadete, foi assassinada na noite desta quinta-feira (17), em Simões Filho. Bandidos armados invadiram o terreiro, amarraram pessoas e executaram a tiros a ialorixá e líder da Comunidade Remanescente de Quilombo Pitanga de Palmares. As informações são do Correio.

O governador Jerônimo Rodrigues lamentou a morte e se manifestou nas redes sociais sobre o ocorrido. “Determinei que as Polícias Militar e Civil desloquem-se de imediato aolocal e que sejam firmes na investigação”, diz trecho da nota.

O ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil também publicou uma nota de pesar. Segundo o comunicado, o titular da pasta, Silvio Almeida, determinou o envio de equipes para Simões Filho “para que todas as providências necessárias sejam tomadas”. “Que as autoridades consigam com celeridade encontrar os culpados e que esses sejam punidos com o total rigor da Lei”, finalizou.

Mãe Bernadete era mãe de Flavio Gabriel Pacífico dos Santos, conhecido como ‘Binho do Quilombo’, que também foi assassinado em 2017. Ela estava à frente da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).

Metro1


Naomi Campbell virá a Salvador para evento que celebra a cultura negra

Foto: Reprodução/ Instagram

A top model Naomi Campbell estará na capital baiana entre os dias 3 e 5 de novembro para participar do festival global multidisciplinar de diplomacia cultural Liberatum, que terá destaque especial para a contribuição cultural afro-brasileira.

De acordo com informações divulgadas, o evento também contará com as participações da atriz Taís Araújo, da cantora Alcione, da estrela do rock Debbie Harry, do diretor e produtor indicado ao Oscar Lee Daniels, do ator e cineasta Lázaro Ramos, e do artista visual Kehinde Wiley.

O Liberatum Brasil promoverá um festival de cultura, consciência e criatividade com foco na cultura negra. O evento será aberto ao público gratuitamente. A programação e o line up será liberado nos próximos meses.

Informações Bahia Notícias


Foto: Freepik

Diante do período de sazonalidade da varicela (catapora) e do aumento da notificação de surtos em unidades escolares em alguns municípios do estado da Bahia, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, emitiu, nesta terça-feira (15), um alerta para os municípios baianos para serem tomadas medidas de prevenção e controle da doença.

O documento aponta ainda que toda a rede de saúde deve fazer notificação imediata de casos suspeitos de varicela às autoridades sanitárias municipais e estadual (vigilância epidemiológica).

Dentre as medidas que devem ser adotadas estão a permanência no domicílio até que as lesões evoluam para crosta; bloqueio vacinal (vacinação seletiva de pessoas sem histórico de vacinação anterior) que deve abranger os contatos de casos suspeitos ou confirmados de varicela em creches, escolas, ambientes hospitalares e comunidades indígenas; intensificação da vacinação de rotina, com busca ativa de crianças não vacinadas; monitorar o aparecimento de casos novos.

De acordo com o alerta, não há indicação de suspensão de atividades escolares, devendo ser adotadas medidas específicas para as crianças que tenham tido contato com casos suspeitos e confirmados.

O alerta também descreve que as baixas coberturas vacinais representam risco iminente para ocorrência de surtos e casos graves de varicela no estado e consequente aumento dos internamentos. Este cenário justifica a necessidade de intensificação das ações de assistência e vigilância em saúde, para prevenção de casos graves e óbitos, sendo recomendada aos municípios a notificação de casos e surtos, bem como a avaliação da cobertura vacinal de rotina para busca ativa de susceptíveis nas faixas etárias elegíveis.

Em 2023, até a Semana Epidemiológica 32 (até 12/08), foram notificados 443 casos de varicela, com coeficiente de incidência de 3,0 casos/100.000 habitantes no estado da Bahia. O maior coeficiente de incidência foi entre crianças menores de 1 ano de idade (16,19 casos/100.000 hab), seguido da faixa de 1 a 4 anos (8,69 casos/100.000 hab.)

Até maio de 2023, o estado alcançou cobertura de 49,88% da varicela monovalente, abaixo da meta preconizada para controle da doença (maior ou igual a 95%), conforme o Tabnet/Datasus.


Ação da PM da Bahia nas ruas de Salvador
Ação da PM da Bahia nas ruas de Salvador Imagem: SSP/BA

As polícias da Bahia, estado comandado pelo PT há 16 anos, mataram mais pessoas em supostos confrontos do que todas as forças policiais dos Estados Unidos juntas no ano de 2022. O UOLcomparou dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Mapping Police Violence, dos EUA.

As polícias da Bahia mataram 1.464 pessoas em intervenções em 2022. Nessa estatística, o estado não diferencia a Polícia Civil da Militar. Já nos Estados Unidos, as forças de segurança mataram 1.201 pessoas.

Os dados da letalidade baiana são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, enquanto os números dos EUA foram extraídos do Mapping Police Violence, uma organização que reúne e publica as estatísticas dos mortos pelas polícias norte-americanas, que contam com aproximadamente 18 mil corporações em todo o país. Os dados do Mapping Police Violence do ano passado foram divulgados pelo jornal britânico The Guardian.

Ao UOL, a professora e pesquisadora de Harvard Yanilda Gonzales ressalta a confiança no levantamento das duas instituições e indica um cenário assustador no Brasil. 

Em declaração após a chacina, o governo da Bahia classificou os mortos por policiais de bandidos. Procurada pela reportagem na sexta, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia defendeu que as mortes causadas por PMs têm sido reduzidas em 2023 (leia mais abaixo).

Famílias denunciam abusos. Neste ano ainda não há levantamento fechado do primeiro semestre, mas só nas últimas duas semanas pelo menos 29 pessoas foram mortas pela polícia na Bahia.

O governo de Jerônimo Rodrigues (PT) se opõe, com isso, às promessas da gestão Lula (PT), embora não haja plano concreto do governo federal para solucionar a questão.

Yanilda Gonzales diz que a situação da Bahia deveria entrar no radar das autoridades internacionais por ter uma taxa de letalidade comparável à de um país de 330 milhões de habitantes, embora a população baiana fique em torno de 15 milhões de moradores, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).Continua após a publicidade

Deveria ser declarada uma emergência nacional. Um estado do tamanho da Bahia matou mais pessoas que as 18 mil polícias dos Estados Unidos. Um país que tem 330 milhoes de habitantes. Onde está o debate no Brasil sobre essas mortes? Como pode ser possível ter essa magnitude tão grande num estado só? 
Yanilda Gonzales, pesquisadora de Harvard (EUA)

Ao UOL, o fundador do Mapping Police Violence, Samuel Sinyangwe, ressaltou o componente racial no perfil das vítimas das polícias.

Embora as taxas de violência policial nos EUA sejam extraordinariamente altas entre as democracias ricas, nações como Brasil, Venezuela e Filipinas apresentam taxas ainda mais altas. A pesquisa comparativa sugere que nações com histórico de dominação colonial, escravidão e desigualdade racial persistente têm taxas mais altas de violência policial. Expor e erradicar esses sistemas de opressão é a chave para resolver esse problema. 
Samuel Sinyangwe, especialista em segurança pública

Sob qualquer critério de uso da força, estamos falando de uma força policial que produz muita morte, com letalidade muito alta. A mensagem é o quanto é absurdo o que está acontecendo na Bahia.
Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

14.fev.2023 - O presidente Lula (PT) ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT)
14.fev.2023 – O presidente Lula (PT) ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) Imagem: Ricardo Stuckert

Críticas após governador e Lula falarem do tema

Tanto Lula quanto o governo da Bahia, quando comentaram o assunto, foram criticados pelas declarações problemáticas.Continua após a publicidade

Após semanas em silêncio, Lula disse que a polícia tem de saber “diferenciar pobre de bandido”. A prerrogativa das polícias militares, no entanto, é entrar em confronto armado apenas em situações extremas contra criminosos.

Já o governo da Bahia, primeiramente, chamou os suspeitos que foram mortos por policiais de “homicidas, traficantes, estupradores, assaltantes, entre outros criminosos”. 

Segundo o governador, ele e o goveno federal estão em “diálogo permanente” e ele “apura eventuais excessos cometidos pelas corporações”. Por enquanto, foi o que falaram sobre o assunto. Foram procurados pelo UOLpara comentar sobre a comparação com os EUA, mas ainda não enviaram resposta.

Chacina mata jovens e destrói famílias

A letalidade policial deixa pelo caminho famílias destruídas. No ano passado, a chacina da Gamboa, na Bahia, matou Alexandre dos Reis, 20, filho de Silvana dos Santos, 42.

Ela conta que o filho foi levado para uma casa abandonada antes de ser morto.Continua após a publicidade

A polícia já tinha matado outros dois e levou meu filho ainda vivo. Eu cheguei lá e me apresentei como mãe dele. Eles me destrataram e apontaram a arma para a minha cabeça. Quando virei, eles dispararam três tiros contra meu filho.
Silvana dos Santos, mãe de jovem morto pela polícia da Bahia

Ela e outras mães e moradores da comunidade lutam até hoje por Justiça. O caso está ainda na fase judicial, à espera do julgamento dos PMs envolvidos.

Eu me sinto até hoje desprotegida. O policial é uma pessoa que deveria me proteger, não me matar. Se a polícia matou meu filho, ela me matou também.”

Herança de Rui Costa, hoje ministro

A gestão de Rui Costa (PT) como governador ficou marcada pela explosão de mortes praticadas por policiais na Bahia.

Chefe do Executivo entre 2015 e 2022, ele viu as mortes por membros das forças de segurança saltarem 313% e baterem recorde no ano passado. Hoje, ele é ministro da Casa Civil e um dos mais próximos interlocutores de Lula.Continua após a publicidade

Durante sua gestão na Bahia, Costa deu declarações defendendo as polícias em episódios de morte.

Há na Bahia uma articulação político-jurídica de não deixar responsabilizar a Polícia Militar. Eles têm um acordo de letalidade, que vem apresentando um resultado que, para nós, é de um genocídio.
Wagner Moreira, coordenador do grupo Ideas e articulador do Fórum Popular de Segurança Pública do Nordeste

Segundo ele, os movimentos sociais que lutam contra a violência policial denunciaram em várias ocasiões Rui e sua gestão pela falta de ações para reduzir a letalidade e pela falta de transparência dos dados.

O governo Rui Costa implementou um controle social da população preta por meio da força. Não existe política pública de segurança na Bahia. A polícia está solta, matando para dar uma falsa proteção à elite, mas ela não encontra respostas positivas nos resultados.”

10.04.23 - O presidente Lula (PT) e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, em reunião com ministros no Palácio do Planalto
10.04.23 – O presidente Lula (PT) e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, em reunião com ministros no Palácio do Planalto Imagem: REUTERS/Adriano Machado

Em seu plano de governo, Lula prometeu “amplo conjunto de políticas públicas” para combater, entre outros problemas, “a política atual de genocídio e perseguição à juventude negra, com superencarceramento, e que combatam a violência policial”.Continua após a publicidade

É imprescindível a implementação de um amplo conjunto de políticas públicas de promoção da igualdade racial e de combate ao racismo estrutural, indissociáveis do enfrentamento da pobreza, da fome e das desigualdades, que garantam ações afirmativas para a população negra e o seu desenvolvimento integral nas mais diversas áreas. Construiremos políticas que combatam e revertam a política atual de genocídio e a perseguição à juventude negra.
Proposta de governo apresentada em 2022 pela chapa de Lula e Alckmin

Procurado, o Palácio do Planalto não se manifestou até a publicação da reportagem. Caso um posicionamento seja enviado, o texto será atualizado.

Bahia aponta diminuição de mortes

A Secretaria da Segurança Pública afirmou que mortes por intervenção policial reduziram 5,8% em 2023. O governo não informou os números usados para o levantamento.

A pasta ressaltou trabalhos positivos da corporação, como apreensão de armas de fogo e de toneladas de drogas, além de ações contra o tráfico de drogas. 

Ressalta ainda que são constantes os investimentos em capacitação, tecnologia e inteligência para as forças de segurança do estado, buscando sempre, como principal objetivo, a preservação de vidas, bem como a legalidade das ações policiais. 
Secretaria da Segurança Pública da Bahia, em nota enviada ao UOL

Informações UOL


Foto: Divulgação

O período de inscrições para o recrutamento de 550 policiais militares da reserva remunerada para prestação de serviços específicos será aberto na próxima segunda-feira (14) e se estenderá até o dia 28 deste mês. 

O edital de convocação foi publicado na última quinta-feira (10), no Diário Oficial do Estado (DOE) e havia sido anunciada anteriormente pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Segundo documento, a inscrição deve ser realizada de modo presencial em unidades da Polícia Militar (PMBA) para servidores da reserva com até 63 anos, para Subtenentes e até 60 anos para 1º Sargento, Cabo e Soldado. 

Após realizarem as inscrições, os candidatos devem se atentar a divulgação do resultado da seleção, que está prevista para ocorrer no dia 5 de outubro.


Foto: Polícia Civil

O comerciante sequestrado no bairro de Nazaré, em Salvador, durante a manhã deste sábado (12), foi resgatado, socorrido e levado aos familiares por policiais do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core).

Durante as ações, que contaram com o apoio de guarnições da Polícia Militar, quatro homens entraram em confronto com os policiais, foram feridos, socorridos para o Hospital do Subúrbio, mas não resistiram.

Entre os criminosos que não resistiram ao confronto está um homem de 27 anos, que foi beneficiado com a saída do Dia dos Pais, na última terça-feira (8). Ele cumpria pena na Colônia Penal Lafayete Coutinho. O outro resistente identificado tem 34 anos de idade e histórico criminal com passagens por violência doméstica e familiar e roubo. Os demais resistentes à ação dos policiais ainda não foram identificados.

Com o grupo foram apreendidos uma pistola ponto 40, dois revólveres calibres 38 e um 32, além de munições dos diversos calibres. Conforme as informações iniciais, os autores integravam um grupo criminoso.

O primo da vítima agradeceu as Polícias Civil e Militar. “Temos que reconhecer todos os esforços realizados durante todo o dia, para identificação do paradeiro do meu primo. Também reconhecer a qualidade e o empenho destes policiais para que meu familiar regressasse a casa são e salvo. Sem dúvida para filhos do meu primo será um dia dos pais muito especial”, afirmou. A vítima passou por exames de lesões e o material apreendido foi encaminhado para perícia no Departamento de Polícia Técnica (DPT).

As ações tiveram o apoio de policiais militares das Rondas Especiais (Rondesp), Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto) da 31a Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM, e do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer).


Investimento no complexo industrial será de R$ 3 bilhões

Ford Bahia BYD
Uma das fábricas será dedicada à produção de chassis para ônibus e caminhões elétricos | Foto: Reprodução 

A montadora norte-americana Ford decidiu vender seu complexo industrial de Camaçari, na Bahia, ao governo do Estado — e não à fabricante de veículos elétricos BYD.

Até o momento, os valores da negociação não foram divulgados. O acordo para tornar o complexo industrial da Ford uma propriedade do governo baiano “seguirá a legislação vigente, com indenização em preços compatíveis com o mercado”.publicidade

E o que levou a tradicional montadora norte-americana a vender suas propriedades ao governo — e não à empresa chinesa? É mais fácil concretizar a transação com o Estado da Bahia, visto que acordos de grande porte entre empresas privadas são complexos e burocráticos.

Com o anúncio, a BYD poderá concluir a aquisição junto ao Poder Público e acelerar a implantação das três fábricas previstas para a Bahia. O motivo da construção de unidades distintas se explica pelo método segmentado dos veículos.

Uma das fábricas será dedicada à produção de chassis para ônibus e caminhões elétricos. A outra vai produzir automóveis híbridos e elétricos, com capacidade estimada em 150 mil unidades ao ano — em sua primeira fase. A terceira fábrica, pensada para o processamento de lítio e ferro fosfato, atenderá o mercado externo e utilizará a estrutura portuária local.

A previsão de investimentos da BYD na Bahia

O investimento previsto será de R$ 3 bilhões, somados os custos com a aquisição das plantas industriais. Isso deve gerar mais de 5 mil empregos diretos e indiretos no segundo semestre de 2024.

A empresa de tecnologia chinesa, maior fabricante de automóveis elétricos do mundo, produzirá cinco veículos no complexo baiano, entre os quais o Dolphin; o híbrido Song; uma picape; e o elétrico subcompacto Seagull, que tem o porte do Ford Ka, produzido no país até 2021. O quinto produto seria um modelo inédito.

Informações Revista Oeste


Foto: Reprodução/Políticos do Sul da Bahia

Neste sábado (12), dois presos foram encontrados mortos no presídio de Itabuna. De acordo com informações do site Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias, outro detento estaria sendo mantido em cárcere pelos rivais. O comunicado foi feito e equipes da Polícia Militar já foram acionadas para controlar a situação. Mais informações em instantes.

*Bahia Notícias


Bahia: Volume das atividades turísticas registra queda de 3,2% em junho

Foto: Flávia Requião / Bahia Notícias

O índice de atividades turísticas na Bahia registrou a primeira queda de 3,2% em junho, após seis meses seguidos com resultados positivos. Quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, o resultado também caiu 14,1%, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada com análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).   

No indicativo nacional, o Brasil registrou uma leve queda de 0,4% em junho deste ano ante maio, após ter avançado nos meses de abril e maio, período em que acumulou um ganho de 4,3%. Regionalmente, oito dos 12 locais pesquisados acompanharam esse movimento de retração verificado na atividade turística nacional (-0,4%). As variações negativas mais expressivas ficaram com Goiás (-4,8%), seguidos por Bahia (-3,2%), Santa Catarina (-2,6%), Ceará (-0,4%) e Rio de Janeiro (-1,2%).

No volume das atividades turísticas, quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, o Brasil apresentou expansão de 9,7%. Em termos regionais, nove das doze unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para Minas Gerais (16,6%) seguido por Rio de Janeiro (14,3%), depois Bahia (14,1%) e Pernambuco (12,5%). Em contrapartida, Ceará (-9,3%) e Rio Grande do Sul (-3,2%) exerceram os principais impactos negativos do mês. Os festejos juninos no referido mês contribuíram positivamente na atração de turistas para o estado baiano, refletindo em um resultado significativo para o setor, e acima da média nacional.

O agregado especial de atividades turísticas no Brasil cresceu 8,6%, no primeiro semestre de 2023, frente a igual período de 2022. Regionalmente, todos os doze locais investigados também registraram taxas positivas, onde sobressaíram os ganhos vindos de Minas Gerais (19,1%), seguido por Paraná (12,8%), depois Bahia (12,2%) e Santa Catarina (9,9%). Nessa análise cabe destacar, que o resultado da Bahia é superior à média nacional.

O agregado especial de atividades turísticas no Brasil cresceu 13,3%, nos últimos doze meses, frente a igual período do ano anterior. Todos os doze locais investigados também registraram taxas positivas, em que sobressaíram os ganhos vindos de Minas Gerais (28,9%), seguido por Paraná (16,3%), São Paulo (15,8%) e Ceará (13,3%). Nessa comparação, a Bahia (10,7%) apontou a sétima variação positiva mais expressiva e o Pernambuco (2,8%), a variação menos expressiva entre os locais.   

Informações Bahia Notícias

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