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Por Joilton Freitas 

Foto: EFE/ Sebastião Moreira

Os políticos brasileiros, na sua maioria, parecem que não tem mais posição política, partidária e ideológica. Um caso bem emblemático nesse novo tempo é a aliança entre Lula e Alckmin. 

Geraldo Alckmin sempre foi um político de ideologia conservadora e liberal. Ele é um católico que tem ligação com a parte mais radical da igreja católica, a Opus Dei. Geraldo vai à missa todos os domingos, faça chuva ou faça sol, ele vai se confessar e receber a hóstia. 

Como agora resolveu se coligar com um homem que pertence e defende tudo o que ele é contra? Como justificar ao eleitor e ao cidadão que votou sempre  nele por ser o que dizia ser? Como subir no palanque com pessoas que defendem o aborto, ideologia de gênero, drogas, invasão de propriedade, o controle da mídia e da Internet, e agora: limitar o consumo da classe média? Vai ser dureza fazer o eleitor aceitar esse casamento de cobra com “cavalo-do-cão”. 

Alckmin é cria de Franco Montoro e Mário Covas. Dois políticos de fibra e caráter. Os dois foram fundadores, com Fernando Henrique Cardoso e José Serra, do PSDB. Partido que tanto Alckmin, como João Dória e FHC, resolveram implodir, transformando em um puxadinho do PT.

Imagino quando chega o domingo, e o antes poderoso político, ele foi governador de São Paulo por três vezes, vai à missa e no confessionário, deve confessar ao padre e diante de Deus, esse grande pecado. Montoro e Covas estão se revirando na sepultura.


Por Nara Resende

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Os sentimentos que movem a esquerda são inveja e ódio.

O que incita tais sentimentos? Um país tranquilo, amoroso e próspero.

Qual a angústia básica esquerdista? Perceber que outros são melhores do que ela.

Ela não deseja ser uma parte boa do todo; quer ser o todo. Deseja dar as ordens, controlar o dinheiro, as ações, os pensamentos, o povo.

O que ela faz para aplacar a sua angústia?

Ataca os vínculos.

Quais vínculos? De amor e de aprendizado.

Ela não aceita aprender com os erros porque ela se acha sábia.

Como ataca? Provocando tumultos, guerrilhas e guerras.

Veja bem, ela provoca, mas se faz de vítima, compreende? Provoca e chora.

Outro ponto: a esquerda é melancólica, não vive o momento presente. Sempre elege um fantasma do passado mesmo que este tenha sido um desastre.

Vive do retorno do reprimido por não suportar a novidade. O novo assusta e deve ser eliminado.

Qual o maior terror da esquerda? A paz.

Sem tiro, invasão, fogo e fumaça, esquerdista vira pó.

Alerta: Sempre que provocado,  tente argumentar.

Se você não conseguir dialogar, saia de fininho, dê risada, crie meme, saia pela tangente, ofereça o ostracismo.

Entrar no tumulto é tudo o que ela deseja.

Ficar tranquilo e em paz é o melhor antídoto contra essa doença.

Informações Jornal da Cidade Online


Por Waldeck Ornélas para o Correio

A crise na Bahia anda tão grande que até já se houve falar de novo em “enigma baiano”, conceito documentado por Pinto de Aguiar em meados do século passado, algo que se entendia resolvido desde as formulações de Rômulo Almeida, implementadas por sua geração. Recuso-me a aceitar esta nostalgia como vacina para enfrentar os problemas do presente. Decididamente, não há um novo enigma baiano; nem persiste o de antes.

É verdade que a Ford veio se juntar à lista das coisas que a Bahia “já teve”. Mas este episódio é fruto de um novo elemento que também não havia antes: a globalização impõe a consideração das transformações mundiais, para não sermos “surpreendidos” com eventos desta natureza. Não bastava termos indústria automobilística, era preciso que a empresa tivesse aqui linhas de montagem de onde saíssem produtos compatíveis com as inovações tecnológicas e com o mercado global.
 
A questão logística é cada vez mais estratégica nos tempos presentes. Tenho denunciado o isolamento ferroviário da Baía de Todos-os-Santos (Salvador, BTS e o isolamento ferroviário, Correio 5/5/21). Temos o melhor porto natural do país, com um complexo portuário composto por dez portos, todos sem acesso ferroviário! A única exceção – Aratu – está fortemente prejudicado pela inépcia da concessionária FCA em relação à malha ferroviária baiana.
     
Esta situação, aliás, já estava delineada desde o plano elaborado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos no governo Collor, então dirigida por Eliezer Batista, não por acaso um ex-presidente da Vale, empresa controladora da FCA.

Mesmo a Fiol não servirá aos interesses logísticos da Bahia se continuar se dirigindo para Figueirópolis (TO), no eixo da Ferrovia Norte-Sul – caminho dos grãos para o Arco Norte – em vez de para Mara Rosa (GO), entroncando-se com a Fico – caminho dos grãos do Centro Oeste brasileiro (e do Oeste baiano) para os portos da Bahia.

Emergem as energias renováveis – eólica e solar – como base para um novo ciclo de desenvolvimento. Mas ao invés de se pensar em atrair indústrias insumidoras de energia, estamos esperando que sejam construídos os linhões que as transportarão para o Sudeste carente.  Enquanto isto, Ceará e Pernambuco já saltaram na frente em relação ao hidrogênio verde, a energia que a Europa está precisando comprar para cumprir as suas metas de descarbonização. É pouco, mas já é um bom começo.

E o que esperar dos principais players da indústria local? A Acelen, nova proprietária de Mataripe, ainda não deu as caras para dizer a que veio; a Braskem, em compasso de espera para venda de seu controle acionário, não pensa em novos investimentos. Aliás, o Polo Petroquímico mingua continuadamente com a obsolescência tecnológica e a perda de escala de suas plantas.

Na agropecuária, o Oeste, com seus grãos, precisa de um novo impulso; o cacau, de acelerar sua recuperação; mas somos ainda importadores de carne e leite; pipocam iniciativas isoladas e dispersas na fruticultura, que precisam maturar e ganhar escala; reina grande expectativa com o Baixio de Irecê e o Médio São Francisco.

A nova estratégia de desenvolvimento precisará se apoiar fortemente na inovação. Temos hoje uma base tecnológica como nunca existiu antes, agora capitaneada pelo Cimatec, alinhado com a indústria 4.0 e o que há de mais moderno nessa área. Mas é indispensável que a Ufba volte à cena e que as universidades estaduais e federais do interior marquem presença, com cada uma assumindo o seu papel de integração com os ecossistemas locais de produção, quando menos para gerar oportunidades de trabalho para os seus futuros ex-alunos.
 
Urge construir uma nova equação para que a Bahia retome o caminho do desenvolvimento socioeconômico. É inadiável dar a volta por cima.

Waldeck Ornélas é especialista em planejamento urbano-regional, é autor de Cidades e Municípios: gestão e planejamento.


Por Joilton Freitas

Foto: Divulgação

Nos últimos dias, os preparativos para a eleição na Bahia ganhou contornos até então não imaginado por nenhum analista político de plantão.

O PT já tinha decidido que Jaques Wagner seria seu candidato a governador. Depois, que seria Otto Alencar. Nenhum dos dois aceitaram a indicação. Estava assim, estabelecida uma luta interna no partido. As várias tendências que abrigam a agremiação entraram em guerra. Os caciques partidários sentiram o perigo. Era preciso conseguir um nome que pudesse acalmar os ânimos e evitar um estrago maior. Mas quem seria o candidato, para dentro dessas tendências, enfrentar o favoritismo de ACM Neto?

Os petistas sabem que Neto tem a sua maior força na região Metropolitana de Salvador. Portanto, Moema Gramacho e Luiz Caetano, colocados como nomes para a disputa, não preenchem os requisitos.

Portanto, a saída foi buscar um nome de fora dessa região. É aí que entra Feira de Santana. A cidade é o segundo maior colégio, depois de Salvador, do estado. Feira é um polo irradiador para mais de duzentas cidades. Então, é de lá que tem que sair o nome. Eis, portanto, a candidatura de Jerônimo Rodrigues, secretário de Educação do Estado. Rodrigues é professor da UEFS e tem toda a sua vida voltada para Feira de Santana.

Com essa decisão, só cabe a ACM Neto indicar José Ronaldo para senador ou vice, se quiser neutralizar o candidato de Rui, Wagner e Otto.


É o que argumenta Brendan O’Neill, da Spiked, em artigo publicado na Edição 101 da Revista Oeste

J-Lo, Meghan Markle, Charlize Theron e Ellen DeGeneres

Em artigo publicado na Edição 101 da Revista Oeste, Brendan O’Neill mostra como as regras de combate à covid-19 apenas se aplicam às pessoas comuns, não às celebridades hollywoodianas. A máscara das elites caiu, literal e metaforicamente, no último Super Bowl.

Leia um trecho

“A máscara caiu. Literal e metaforicamente. No último Super Bowl, em um estádio em Los Angeles lotado de pessoas, não havia uma máscara à vista entre o grupo de celebridades. Os fiscais moralistas que obtiveram um enorme prazer nos últimos dois anos mandando a plebe usar máscaras foram ao jogo desmascarados.

Talvez eles tenham prendido a respiração por três horas? Vimos a atriz Charlize Theron sem um fio de tecido no rosto, apesar de Los Angeles ter estabelecido o uso obrigatório de máscaras. Essa é a mesma Charlize Theron que certa vez postou uma foto de si mesma com uma máscara sofisticada com as palavras ‘Don’t be an ass #wearadamnmask’ (Não seja um idiota #useumamalditamascara, em tradução livre). Sabe, é só você, um zé-ninguém, que precisa usar a porcaria da máscara, não pessoas tão lindas e importantes quanto Theron.”

Informações Revista Oeste


Foto: Getty Images

Por Joilton Freitas

No final de fevereiro o presidente russo, Vladimir Putin, fez o que prometeu: invadiu a Ucrânia. O mundo assiste assustado uma potente máquina de guerra avançar sobre o território de um inimigo que quase não oferece resistência. A inferioridade bélica da Ucrânia é imensa. Isso, só para ficarmos em armas tidas como de uso de qualquer exército de um país que tenha uma força regular.

Putin sabia que a resistência militar seria quase que insignificante, as forças russas ainda não dominaram a Ucrânia totalmente, para evitar um número alto de mortes de civis. Sabia também que os países Ocidentais fariam o que pudessem para ajudar a Ucrânia. Mas, na ajuda não estão incluídas as forças armadas de seus países contra os russos. Chefes de estados liderados por Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, muito antes da invasão, já ameaçavam a Rússia, caso ela resolvesse colocar o seu plano em ação.

A ajuda que o Ocidente tem oferecido à Zelensky, presidente ucraniano se resume a dinheiro, um pouco de armamento bélico e sanções, muitas sanções. Além, do corpo diplomático de cada país trabalhando nos organismos internacionais para dizer ao mundo que estão fazendo algo. O Ocidente está usando a máxima da viúva: choro, mas não desço a sepultura.

Trocando em miúdos: O Ocidente mandou Zelensky enfrentar Putin. Mas na hora da ajuda que o presidente ucraniano esperava ela não veio. Tenho certeza se o presidente da Ucrânia soubesse que isso aconteceria, ele teria negociado com Putin, antes que a guerra tivesse começado. A frase dele demonstra a frustração: o Ocidente nos deixou sozinhos.

Macron, Biden, Johnson, têm procurado fazer o máximo de zoada possível, principalmente com a imprensa que conhece e faz o jogo deles, para não ficarem como covardes em seus países. Eles sabem que subestimaram Putin. Mas fora às decisões acima, nada mais farão. Mesmo às sanções deve ter limite. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, mandou um recado: Biden sabe muito bem que a opção para sanções sem limite é a terceira guerra, disse o velho chanceler. Diante das ameaças dos russos, espero, que os líderes ocidentais tenham lido o livro A Arte da Guerra, Sun Tzu. Nunca deixe seu inimigo sem uma saída. Principalmente, se seu inimigo for a poderosa Rússia.


Por Joilton Freitas

Foto: Reprodução

Vários institutos de pesquisas mostram que Lula tem em média, 15 pontos na frente de Bolsonaro. Mostram também, que ele pode ganhar no primeiro turno, e se tiver o segundo, ele será imbatível. Quando os institutos de pesquisas divulgam os seus números, a grande mídia se encarrega da divulgação com estardalhaço.

É nesse momento que a Janela de Overton, também conhecida com Janela do Discurso, começa a se mover. A tese de Joseph P. Overton, consiste em dar condições de uma ideia de prosperar, mesmo que a princípio, a maioria da população não veja com bons olhos. Mas para que isso aconteça é preciso um aparato muito grande por trás do desejo de um grupo ou vários grupos.

Lula é o político mais detestado pela sociedade. Foi um presidente que roubou e deixou roubar. Um homem que dentro de uma sociedade minimamente séria, estaria em um presídio pelo resto da vida. Mas, não no Brasil. Um país que tem uma Suprema Corte como a nossa, convenhamos, não pode ser uma nação séria.

O Mecanismo, que tem pavor de
Bolsonaro, sabe que a eleição dele não foi um bom negócio para uma elite que estava acostumada e usar o estado em favor das suas demandas. Coloque nessa cesta: banqueiros, empreiteiros, narcotraficantes, a grande mídia e funcionários públicos do alto escalão. Portanto, precisavam de um candidato contra o atual presidente. Já em 2020, o Mecanismo soube que precisava de um plano B, para caso a chamada terceira via não vingasse, seria colocado em ação. Então, foi assim que o plano foi colocado em marcha.

O Plano do Mecanismo

Quando Bolsonaro assumiu a presidência em 2019, o Mecanismo soltou as rédeas da mídia tradicional, para durante todo dia e o dia todo, desconstruir o governo. O presidente, filhos, amigos e o governo passaram a ser alvo de todo tipo de matéria.

Começou a busca por um nome
para a terceira via. Wilson Witzel e João Doria, foram os primeiros. Witzel, sofreu impeachment, enquanto Dória, a falta de carisma e de política, misturada com canalhice e falta de caráter, se mostrou ser um político nanico. Chegaram até mesmo pensar em Henrique Mandetta, o Senhor: “só procure o hospital quando sentir falta de ar”. Levando várias pessoas a morte. Lembrando que Sérgio Moro, a princípio, não estava no radar.

Já que não vingou um nome para a terceira via, então, vamos ao plano A. É preciso tirar Lula da cadeia. Mas não só basta tirá-lo da cadeia. E as condenações? Para qualquer cidadão que tenha o mínimo de ética e inteligência, o plano A já teria nascido morto. Só que o
Mecanismo tem inteligência e muito dinheiro, ética é para quem tem consciência, coisa ultrapassada nos tempos de hoje.

Foi com a mão no Bolso e a outra na lama que o Mecanismo começou a mover de fato ‘A
Janela de Overton’. A primeira coisa foi tornar nula a prisão em segunda instância. Assim, tiraria Lula das grades. Depois dar um jeito de tirar o caso de Curitiba, isso anularia as condenações. A imparcialidade do juiz faria o resto.

Pronto, um homem que comandou o maior esquema de corrupção do planeta, condenado em três instâncias, agora estava livre para ser o candidato do Mecanismo. Só estar livre não basta. É preciso fazer com que seja competitivo. É preciso vender o mantra que os petistas fanáticos sempre usaram: Lula é inocente! Culpado é o juiz, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal. É preciso vender a imagem, envernizar o produto para ver se os otários compram. E para se vender um produto é preciso de marketeiros e da imprensa. E para vender
um produto nacionalmente, é preciso da grande mídia.

Lula praticamente foi inocentado graças a ação de um agente importante nesse processo, o aliado STF. Depois vieram os grandes veículos de comunicação,
marketeiros, institutos de pesquisas e especialistas que dão o ar de um produto relativamente honesto. A Janela de Overton é uma ferramenta bastante usada na política, tanto para o bem, quanto para o mal. No caso específico de Lula, tenho certeza que está
a serviço do que de pior já existiu na política brasileira. Mesmo movendo a Janela com uma boa dose de competência, o Mecanismo tem enfrentado um grande problema, a dura realidade dos fatos. A narrativa criada não consegue fazer com que Lula crie coragem de sair as ruas, para testar a popularidade, que os institutos contratados a peso de ouro, dizem que ele tem e que os órgãos da velha mídia fazem questão de divulgar.

Lula é uma grande fraude, qualquer pessoa que tenha o mínimo de ética sabe disso. A última Janela será movida e aberta no dia 02 de outubro, quando
acontece as eleições. Espero que ela esteja fechada para Lula e sua gang. O país só tem a ganhar.


Por J. R. Guzzo

Será que o ministro Luís Roberto Barroso se esquece, de tempos em tempos, que é um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, e não um militante político individual, que pode ir aonde quiser e falar o que bem lhe der na telha? Não há nenhuma hipótese de acontecer nada parecido. Barroso faz questão de se exibir como ministro da “Suprema Corte” 24 horas por dia, 60 minutos por hora, sem dar descanso a ninguém – e, se por acaso, alguém se esquecer disso por um instante, lá estará ele para lembrar: “Atenção aí: eu sou ministro do STF.”

Ele sabe perfeitamente o que está fazendo, portanto, e faz isso perfeitamente de propósito, quando vai a um seminário nos Estados Unidos cujo tema é: “Como se livrar de um presidente” – ou “How to ditch a president”, no título oficial em inglês. Agora, honestamente: pode uma coisa dessas? Barroso é membro de um dos três poderes constitucionais do Estado brasileiro; é inaceitável, dos pontos de vista ético, moral e político que vá a um país estrangeiro e participe de um evento que discute a eliminação de presidentes da República. Sua desculpa, pelo que se imagina, é que o seminário fala sobre esse assunto no “genérico”; não diz, com todas as letras, “como se livrar do presidente Jair Bolsonaro”. Só faltava que dissesse. Uma criança de dez anos de idade entende muito bem do que estão falando, e porque Barroso foi lá.

O ministro e muitos dos seus colegas de STF estão jogando de maneira cada vez mais aberta na desordem política. Jamais passou pela cabeça de nenhum juiz da Suprema Corte americana, ou de qualquer outro supremo tribunal de país democrático, vir ao Brasil, ou a Cochinchina, para falar em derrubar um presidente da República constitucionalmente eleito; a mera noção disso é um absurdo integral.

Mas Barroso nem liga. É isso mesmo o que quer: criar tumulto num ano eleitoral decisivo. Um magistrado do STF, pelo que manda a Constituição, tem como obrigação fiscalizar a legitimidade constitucional das leis e decisões de governo deste país – só isso. Não pode ser um militante político; é, além de ilegal, falta de decoro no exercício da função. Se Barroso faz o que faz, e sabe perfeitamente que não pode fazer o que está fazendo, é porque vê a si próprio como a figura número 1 da oposição brasileira – e porque acredita, sem dúvida, que o seu comportamento ilegal não pode ser julgado por ninguém. Nenhum ministro do STF tem esse direito.

Artigo: Toda ação tem uma reação
24 de Fevereiro de 2022

Autor desconhecido

Nada fica impune.

A Ucrânia, cansada dos políticos (o que é compreensível), votou no Danilo Gentili deles.

Sim, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, é um humorista famoso que protagonizou uma série de TV onde um professor, acidentalmente, se tornava presidente do país.

A vida imita a arte? Não. A vida quase sempre imita um enlatado americano feito para TV.

Hoje os ucranianos se perguntam em uníssono: o stand up vai suportar a pressão da Rússia?

Por outro lado a América, cada vez mais infantilizada e frágil, escolheu como presidente um idoso já quase senil e que já possui um dos piores índices de aprovação da história do país, isto porque o sujeito está apenas há um ano no cargo, porém o estrago, mesmo no curto espaço de tempo, é gritante.

É isto que ocorre quando a população eleva Lady Gaga, Tom Hanks, Eddie Vedder, e outros imbecis, ao nível de influenciadores sobre geopolítica.

A América hoje está mais preocupada em cumprir a agenda do progressismo, colocando em prática toda e qualquer egotrip adolescente, enquanto o mundo, especialmente o lado oriental, a devora calado.

Xi Jinping e Putin não têm Instagram ou Tik Tok, pois enxergam o mundo pela ótica de dois adultos treinados, frios e interessados em expandir poder e territórios, enquanto seus adversários brincam de “casinha”.

Se homens fortes te causam medo, espere até ver do que são capazes os homens fracos.

Macron, Boris Johnson, Trudeau, e toda esta turminha, para o líder russo não passam de integrantes de uma nova boy band americana e desafinada.

Putin tem uma trajetória política que o coloca num nível tão elevado frente à esta turma de amadores, que seria algo como Napoleão Bonaparte discutindo estratégia militar com Greta Thunberg.

Quem segura o russo agora?

Chapolin Colorado? Sargento Pincel? Batman?

Com a infantilização generalizada que dominou o ocidente, sinceramente não duvido que boa parte da população esteja aguardando a ação dos Vingadores anti o vilão russo.

Quer saber?

Não há Rocky Balboa que segure este Ivan Drago, não no cenário (ou ringue) atual.

Temos uma briga entre um enxadrista contra espinhudos que discutem pelo poder do joystick, enquanto a mamãe foi preparar biscoitos e Toddynho.

E do lado de cá?

Bom, aqui temos um jogador de truco jogando xadrez, sem sequer saber como se movimenta o cavalo contra o STF.

A verdade é que o velho Senhor da Guerra continua não gostando de crianças, assim como Bill Gates, que se acha o dono do mundo, mas esqueceu que exército de vídeo game não é pareo para soldados reais e sedentos por sangue.

No que vai dar isto?

Não faço a menor ideia, já que diferente de 99% dos especialistas de Tik Tok, eu desconheço por completo o que se passa na cabeça de um homem que foi diretor da KGB e está no poder da Rússia há três décadas, e sem adversários, já que os poucos que se arriscaram, ficaram “doentes” e evaporaram.

O mundo não é um Meme.

Eu não sou solidário à Rússia.

Sou solidário às pessoas que, infelizmente, pagarão com suas vidas, por mais uma estúpida disputa de poder, desta vez entre adultos contra um bando de meninos mimados sob o comando de um personagem caricato, eleito graças ao poder da mídia e seus influenciadores.

Para tentar entender um pouco da mente de quem realmente está por trás de tudo isto, recomendo o livro “As entrevistas de Putin”, onde um americano bobalhão, representado pelo cineasta Oliver Stone, debate com um líder político que tem total desprezo pela “cultura” ocidental.

O embate no livro (e também documentário) é o melhor exemplo do que talvez se torne a nova “Guerra Fria”, onde de um lado se tem o “comunista” rico, vaidoso, hipócrita, do outro, um homem sério, calculista, inteligente, que mostra absoluto desprezo pelo real comunismo, que ele conheceu bem, e também por seu primo mimadinho: o progressismo.

E este é o ponto em que estamos, colegas.


Por Joilton Freitas

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O ano é 1917, o mês é outubro. A Rússia vive um momento de caos social, a fome assola a nação do Kaiser Nicolau II. E para piorar as coisas, estourou a Primeira Grande Guerra. Um terreno fértil para uma revolução.

Foi em meio a esse caos que Vladimir Uilanov, mais conhecido como Lenin, percebeu o momento certo de levar os bolcheviques ao poder. Vários de seus companheiros achavam prematuro, mas não Lenin. O líder do proletariado russo sabia que a hora tinha chegado. Quem tem medo do lobo não vai a floresta, disse ele a companheirada. Foi assim que nasceu a União Soviética. Você pode estar se perguntando: mas que diabos tem a ver a revolução comunista com Otto Alencar? Guardando as devidas proporções, tem muito a ver.

O PT já está no governo há 16 anos. O cansaço da população é sentido em todos os segmentos da sociedade. Mesmo com uma boa avaliação da administração de Rui Costa, segundo pesquisas. Mas, Paulo Souto, então governador, com uma avaliação nas alturas, foi derrotado por Jaques Wagner já no primeiro turno.

Otto na época era um carlista de quatro costado. Vivia nas entranhas do poder comandado pelo avó de ACM Neto, pré candidato a governador pelo DEM/União Brasil. ACM, que foi a maior liderança política da Bahia, viu seu reinado ruir. O PT foi seu algoz.

A alternância de poder é normal e necessária para a democracia. Mas quem está no poder não pensa assim. O poder é triste, como pensava Platão? Não! Triste é perder o poder. E Otto com toda a sua quilometragem na política saber exatamente quando isso vai acontecer.

A cúpula petista lançou o nome do senador Jaques Wagner a governador. Tudo ia muito bem quando na última semana veio a bomba: Wagner não seria mais o candidato. No seu lugar entrava Otto Alencar e Rui Costa, na condição de candidato ao Senado. Tudo isso foi decidido no Instituto Lula, em São Paulo. Lula, o todo poderoso do PT, comandou a operação. Mas esqueceram de combinar com “os russos”, nesse caso, Otto Alencar.

Otto sente cheiro de poder e de derrota há quilômetros de distância. Não é nenhum neófito que ainda tem a ilusão do poder para sempre.

A refuga de Otto em não aceitar ser cabeça de chapa, que sempre foi seu sonho ser governador da Bahia, demostra que o cacique do PSD sentiu cheiro de derrota.

Alencar sabe que será muito difícil derrotar ACM Neto. Sabe que o tempo fez sérias avarias na fuselagem da nau petista. Sabe que Neto é jovem, tem um bom discurso, foi considerado um dos melhores prefeitos do país. E o que é pior: tem fome de poder. Isso muda tudo em uma eleição. Então, Otto tem medo do lobo! Ele não vai adentrar a floresta.

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