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Economista alertou para ‘inversão de valores’

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Para Campos Neto, o alto patamar da taxa de juros não é culpa do Banco Central, mas da dívida do governo | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil 

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, criticou o alto endividamento do governo federal. Em entrevista à CNN Brasil, veiculada na sexta-feira 12, o economista afirmou que, se a dívida do governo fosse baixa, o custo do dinheiro estaria mais em conta. 

Para Campos Neto, o alto patamar da taxa de juros não é culpa da autarquia, mas da dívida do governo. “A gente tem de tomar cuidado para não ter uma inversão de valores”, observou. “Se você, empresário, está tentando pegar um dinheiro e está caro, a culpa não é do BC, porque é malvado — a culpa é do governo, que deve muito, porque o governo está competindo com você pelo dinheiro que tem disponível para aplicar em projetos.”publicidade

O economista classificou como “falácia” dizer que a inflação não está associada à demanda. “Quando a gente pensa que o governo faz uma emissão hoje, e paga uma taxa de juro real acima de 6%, isso não tem a ver com o Banco Central”, explicou. “Isso é uma percepção de longo prazo, e existe um risco que justifique que a taxa de juro real seja 6%.”

Do Banco Central ao arcabouço fiscal

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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto | Foto: Raphael Ribeiro/BCB

Ao opinar sobre o arcabouço fiscal apresentado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso, Campos Neto elogiou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e considerou o projeto “corajoso”. “Acho que o ministro está no caminho certo”, afirmou. “Elogiei e continuo elogiando. Acho que, dado o cenário, dado o governo, dadas as forças internas dentro do governo, o que foi feito foi bastante corajoso.”

No entanto, Campos Neto avaliou que o mais urgente é diminuir o risco de estouro da dívida do Brasil. Para o presidente do BC, a proposta do governo Lula consegue atingir esse objetivo. “Acho que o arcabouço, mesmo que não tenha tantas mudanças no Congresso, meio que elimina essa possibilidade”, avaliou, ao ressaltar que a dificuldade de cortar gastos é o principal problema histórico do país.

Informações Revista Oeste

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  1. Obrigada por conseguir ler algo coerente, será que a cúpula do governo usará óculos hoje ? ou é dia especial “dia das mães “?