Segundo pesquisa, a maioria dos brasileiros (76%) é contra a reabertura das escolas nos próximos dois meses por causa da pandemia do novo coronavírus. Em todas as faixas etárias e de renda e em todas as regiões do país, a maioria da população defende que as aulas presenciais ainda não sejam retomadas. No Nordeste, 75% dizem que as escolas deverão permanecer fechadas.
Os dados são de uma pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (27).
Na Bahia, o governador Rui Costa (PT), tem repetido que o ano letivo de 2020 não será cancelado. Ele afirma que haverá reposição de aulas, mas ainda não apresentou um plano para isso nem informou prazos.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O Datafolha ouviu 2.016 pessoas de todo o país na terça (23) e na quarta (24) por telefone, modelo que evita o contato pessoal entre pesquisadores e entrevistados e exige questionários mais rápidos.
Rotativo News/informações/Bahia.ba Foto: Paula Fróes/ GOVBA
Foi anunciada pelo Ministério da Saúde, uma parceria para a pesquisa e produção nacional de uma vacina contra Covid-19. A vacina é a mesma que começou a ser testada em profissionais de saúde de São Paulo, desenvolvida pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, e pela farmacêutica AstraZeneca.
De acordo com o G1, a pasta informou em um comunicado que o governo federal aceitou a proposta feita pela embaixada britânica e pela empresa para a cooperação no desenvolvimento tecnológico e, junto com ele, o acesso do Brasil à vacina ChAdOx1.
Esse acordo prevê a compra de lotes da vacina e da transferência de tecnologia. A previsão inicial é da entrega de 30 milhões de doses em dois lotes: 15 milhões em dezembro deste ano e 15 milhões em janeiro de 2021.
A tecnologia será desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “Os estudos preliminares de fase 1 e 2 mostram que tem uma resposta bastante significativa, mas se os estágios clínicos não se mostrarem seguros, teremos aprendido com o avanço tecnológico”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros.
No texto, o Ministério da Saúde esclareceu que o acordo tem duas etapas. A primeira consiste na encomenda de frascos da vacina e que o país assuma os custos de parte da pesquisa. Com isso, o Brasil se compromete a pagar pela tecnologia, ainda que não tenham se encerrado os estudos clínicos finais.
Na segunda etapa, se a vacina for comprovada segura, a estimativa é de que mais 70 milhões de doses sejam compradas no valor estimado de US$ 2,30, o equivalente a R$ 12,60 por dose.
“Nessa fase inicial, de risco assumido, sera?o 30,4 milho?es de doses da vacina, no valor total de U$ 127 milho?es, inclui?dos os custos de transfere?ncia da tecnologia e do processo produtivo da Fiocruz, estimados em U$ 30 milho?es”, diz outro trecho do comunicado.
Apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a mais promissora, a vacina de Oxford está na fase 3 de desenvolvimento, a última antes da aprovação e distribuição.
A estação de embarque e desembarque de passageiros do BRT, sigla em inglês transporte rápido de ônibus, que está sendo construída na avenida Ayrton Senna, será concluída dentro de poucas semanas.
Os operários estão concentrados nos detalhes finais da obra, que deverá ser a maior entre as estações construídas para o sistema – a área útil estimada é de aproximadamente oito mil metros quadrados.
A parte elétrica da estação já está praticamente concluída e dentro de alguns dias os equipamentos externos de segurança serão instalados – técnicos da empresa responsável já fizeram as primeiras sondagens.
Lá, será ponto de convergência do transporte público de toda aquela região, que nos últimos anos aumentou consideravelmente a sua população – veículos alimentadores levarão os passageiros até e da estação.
O projeto criado e financiado pela Prefeitura de Feira de Santana, também prevê estações de embarque e desembarque nas avenidas Noide Cerqueira – a segunda está sendo construída, na João Durval Carneiro e Getúlio Vargas.
O sistema vai dinamizar o transporte público de passageiros nos corredores onde estão instalados, com veículos modernos e tecnologicamente preparados para serem usados no enfrentamento dos desafios deste setor.
Folhapress – O presidente Jair Bolsonaro afirmou na quinta-feira (25) que haverá prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600 por mais três meses.
O benefício, segundo ele, será reduzido gradualmente, e deve ter parcelas de R$ 500, R$ 400 e R$ 300. Depois, o pagamento da assistência a trabalhadores informais seria encerrado.
O auxílio foi aprovado pelo Congresso com duração de três meses. O objetivo era trazer alívio financeiro às parcelas mais vulneráveis da população.
Com a proximidade do fim dos repasses para os primeiros beneficiados pelo programa, cresceu a pressão para que seja feita a prorrogação. A medida tem sido discutida internamente no governo, mas Guedes vinha trabalhando por valores inferiores aos divulgados por Bolsonaro.
O motivo da resistência é o elevado custo da medida. A prorrogação no formato apresentado pelo presidente pode gerar um impacto negativo de até R$ 100 bilhões aos cofres federais. Até o momento, o governo já liberou R$ 152 bilhões para o pagamento das três primeiras parcelas.
Na manhã desta quinta, o ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) já havia afirmado que a extensão do auxílio teria parcela de R$ 500, R$ 400 e R$ 300.
A informação foi publicada pelo ministro em uma rede social, mas ela foi apagada pouco depois. A pasta comandada por ele disse que a publicação estava incorreta e que o assunto ainda estava em discussão no governo.
Ao confirmar essa previsão de valores, Bolsonaro disse que sua equipe de governo ainda trabalha nos cálculos para oficializar a prorrogação.
A Justiça do Trabalho atendeu em parte aos pedidos feitos pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e determinou que o banco Bradesco dê acesso irrestrito aos fiscais do município de Feira de Santana para verificação das condições de prevenção ao contágio de covid-19 dentre seus empregados. O pedido para interdição de todas as agências da instituição no município ainda está sendo analisado e dependerá do resultado da inspeção. O Centro Especializado de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) deverá ser notificado da decisão nessa sexta-feira e programar a inspeção nas agências na próxima semana.
A ação do MPT corre na 6ª Vara do Trabalho de Feira de Santana, Bahia desde o último dia 22, após uma série de negativas do banco em permitir a fiscalização e em garantir a total transparência em relação a seu plano de contingência do novo coronavírus entre os bancários. O pedido feito pelo procurador Ilan Fonseca, autor da ação, inclui ainda a imediata paralisação das atividades em todas as agências do banco Bradesco do município e a determinação para que o banco promova a testagem de todos os seus empregados.
No seu despacho, o juiz titular da 6ª Vara, Gilber Santos Lima, deu prazo de dois dias após a notificação para que o banco cumpra a decisão de permitir o livre acesso dos fiscais a todas as suas instalações. Ele ainda estabeleceu multa diária de R$10 mil em caso de descumprimento. O juiz ainda deixou em aberto a possibilidade de atender aos outros pedidos do MPT na ação, mas preferiu condicionar sua apreciação aos resultados da inspeção. Por isso, ainda é possível a determinação de testagem geral e de fechamento das agências, caso o relatório do Cerest aponte falhas na execução do plano de contingência do vírus.
No inquérito aberto em abril para apurar a conduta do banco em relação à prevenção à pandemia no município de Feira de Santana, a empresa alega que afastou todos os que testaram positivo. Para comprovar as alegações, o MPT solicitou uma fiscalização in loco do Cerest nas unidades afetadas, mas a empresa negou o acesso aos fiscais por diversas vezes. Pelo menos cinco casos de empregados foram identificados no inquérito, com informações do Sindicato dos Bancários e com confirmação do boletim epidemiológico. O inquérito apurou a existência de casos suspeitos em todas as unidades do banco no município.
UOL – O governo do estado foi acionado na Justiça pela Prefeitura de Vitória da Conquista por supostas irregularidades no contrato firmado pelo estado com o Hospital de Clínicas de Conquista (HCC).
A gestão municipal, comandada por Hérzem Gusmão (MDB), acusa a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) de superfaturamento na contratação de leitos.
De acordo com a denúncia, o governo estadual, comandado por Rui Costa (PT), paga 180 diárias mensais a mais do que a capacidade do HCC pode oferecer, gerando um superfaturamento de R$ 1.296.000,00 ao final de seis meses de contrato.
“O mais grave do malfadado contrato em análise é que, pelo que se extrai do Alvará Sanitário do Hospital de Clínicas de Conquista, contratado para disponibilizar 20 leitos de UTI Adulto, tem instalado e em funcionamento apenas 10 leitos, metade do que fora contratado e parcialmente pago”, diz a representação no MPF.
Além do prefeito Hérzem Gusmão, a ação é assinada pelos secretários de Administração, Kairan Figueiredo; de Saúde, Ramona Moreira; e de Serviços Públicos, Luís Paulo Santos. Também subscreve o documento o procurador jurídico da prefeitura, Edmundo Ribeiro Neto.
A Avon anunciou nesta sexta-feira (25) a demissão da executiva Mariah Corazza Üstündag, de 29 anos, após denúncias de que ela mantinha uma idosa de 61 anos em condição de trabalho análogo à escravidão. A Avon disse ainda que está buscando formas de dar assistência à vítima.
– Com grande pesar, a Avon tomou conhecimento de denúncias de violação dos direitos humanos por um de seus colaboradores. Diante dos fatos noticiados, reforçamos nosso compromisso irrestrito com a defesa dos direitos humanos, a transparência e a ética, valores que permeiam nossa história há mais de 130 anos. Informamos que a funcionária não integra mais o quadro de colaboradores da companhia. A Avon está se mobilizando para prestar o acolhimento à vítima – disse a empresa em nota.
O CASO Uma mulher de 61 anos foi resgatada de uma casa na região do Alto de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista, por viver em situação de trabalho escravo contemporâneo, além de ter sido abandonada no imóvel após os patrões se mudarem.
A moradora da casa, Mariah Corazza Üstündag chegou a ser presa em flagrante na quinta-feira (18), mas foi solta após pagar fiança de R$ 2.100. O marido dela, Dora Üstündag, de 36, também foi indiciado pela Polícia Civil.
Nesta quinta (25), a Justiça do Trabalho em São Paulo atendeu parte de um pedido feito pelo Ministério Público do Trabalho e bloqueou os bens dos três até a soma de R$ 1 milhão. Também determinou a liberação de três parcelas do seguro-desemprego para a vítima.
Segundo a procuradora do trabalho Alline Pedrosa Oishi Delena, que acompanhou a operação e assina o pedido judicial, a denúncia de trabalho escravo e violação de direitos humanos foi feita por meio do Disque-100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
A casa indicada na denúncia tinha, no portão, diversas placas de anúncios para venda. Lá dentro, a equipe encontrou uma mulher vivendo sozinha em um quarto nos fundos do terreno. A casa principal estava trancada e vazia. A porta precisou ser arrombada.
O quarto em que a mulher vivia, segundo a procuradora Alline, era uma espécie de depósito e tinha cadeiras, estantes e caixas amontoadas. Um sofá velho era utilizado como cama. Não havia banheiro disponível.
A idosa soube que os patrões tinham se mudado porque vizinhos contaram. A mudança teria ocorrido em uma madrugada, dias antes. Segundo a denúncia, ela teria dito aos vizinhos com quem conversava que só iria embora quando recebesse os seus salários.
Desde o dia do resgate, a doméstica está abrigada na casa de um morador da mesma rua. No pedido cautelar feito à Justiça nesta semana, o MPT pediu que o casal fosse obrigado a pagar uma pensão no valor de um salário mínimo.
– Nossa preocupação é [para] que ela tenha alguma renda para se sustentar, pois não tem vínculos familiares, nem outro lugar para ir – explica a procuradora do trabalho. A Justiça, porém, decidiu ouvir os envolvidos antes.
A relação da família Corazza com a vítima começa em 1998, segundo o MPT, quando ela é contratada por Sônia como empregada doméstica. Nessa primeira fase, ela trabalhou sem registro em carteira por 13 anos, não teve férias ou 13º salário.
Em 2011, a casa em que essa mulher morava desabou e, segundo o relato feito por ela à equipe que a resgatou, Sônia teria oferecido abrigo na casa de sua mãe, na mesma rua em que morava.
Na época, Sônia deixou a casa na capital e foi viver em um município da Grande SP. As filhas continuaram morando no local. A mulher então, continuou trabalhando como empregada, mas já não recebia mais um salário.
– Em 2011, quando ela fica mais vulnerável e passa a morar de favor, é que eles param de pagar o salário – diz Alline.
A empregada se mudou para o local onde foi resgatada em 2017.
– Nessa época, a Mariah começa a pagar um valor todo mês, só que são R$ 200 – apontou.
No âmbito criminal, Mariah e Dora foram indiciados por redução a condição análoga à de escravo, abandono de incapaz e omissão de socorro.
Esse último foi incluído porque, segundo relato da vítima – corroborado por vizinhos que foram à delegacia testemunhar -, no fim de maio, o casal recusou socorrê-la após uma queda no vão de uma escada. Sônia só foi denunciada na ação trabalhista.
Em depoimento no DHPP, Mariah disse que a empregada sempre teve amplo acesso à residência e que o portão de acesso à lavanderia, onde havia um banheiro, só foi fechado na véspera da operação policial. Ela afirmou que havia uma obra no terreno vizinho e que, por isso, teve medo de que a casa pudesse ser invadida.
Uma vizinha disse, em depoimento, que, desde o início da pandemia, a empregada pedia para usar o banheiro da casa dela, pois tinha sido proibida de acessar a lavandeira.
A procuradora do trabalho diz que existe uma visão estereotipada sobre o que consiste o trabalho escravo, de que a pessoa precisa estar em situação de cárcere, vivendo presa ou amarrada.
– Não era assim nem quando a escravidão era legal. A situação do escravo tem relação com direitos básicos violados, com uma exploração em um nível inaceitável. Não adianta o portão estar aberto, se a pessoa não tem um tostão e não tem para onde ir – diz Alline.
A operação de resgate da empregada foi conduzida pela Conaete (Coordenadoria Nacional de Combate ao Trabalho Escravo) do MPT, com a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania e a DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa).
O advogado Eliseu Gomes da Silva afirmou que a família não vai se manifestar neste momento sobre o que aconteceu.
Salvador é o segundo destino turístico mais procurado no Brasil para o período pós-pandemia. Segundo a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), os dados são da operadora CVC.
“Tenho certeza que Salvador será o destino mais visitado no pós-pandemia”, projetou o titular da Secult, Pablo Barrozo.
De acordo com os dados apresentados pela CVC, 85% da procura pelos destinos são domésticos. “Esse dado nos dá esperança e nos coloca como protagonistas nessa retomada. Mas precisamos destacar que a nossa cidade tem o compromisso com a vida das pessoas. E nosso plano de retomada será baseado na segurança delas. Por isso, criamos o Selo Verificado para estabelecimentos de turismo, que passarão por rígidos protocolos sanitários para que possam receber o turista da forma mais segura possível”, disse o secretário.
Barrozo também anunciou que o Centro de Recuperação do Turismo deve ser inaugurado no próximo mês. “Será um espaço voltado para os micro e pequenos empresários do turismo que passaram por dificuldades nesse momento de pandemia. Teremos postos dos principais bancos para facilitar o acesso ao crédito, serviços da prefeitura, um coworking para garantir um espaço físico para aqueles que fecharam as portas, e muitos outros serviços. Será um local para abraçar todo o trade, que tem tanta importância para nossa cidade”, completou.
Os descartes e acondicionamento do lixo domiciliar em tempo de pandemia devem receber atenção redobrada. Especialmente se algum dos moradores da casa estiver contaminado pela Covid-19 e se recuperando da doença. Os infectados passam a gerar lixo com potencial de transmissão da doença, visto que o vírus, a depender de qual a superfície, pode passar até nove dias ativo sobre ela.
Uma das orientações é como deve ser o descarte de máscaras de pessoas não infectadas no lixo comum – o correto é coloca-la dentro de um saquinho plástico, que aumenta a segurança de quem vai recolhê-la. Já as sacolas onde são colocados resíduos produzidos por infectados devem ser identificadas com a sua origem.
Assim, os garis tomarão maiores cuidados quando do seu recolhimento. A pessoa que está isolada deve recolher o lixo e colocar fora do quarto, para que seja recolhido e colocado em um saco maior. É uma medida preventiva. Assim, evita-se o contato direto com o primeiro recipiente.
Os resíduos produzidos em casa representam risco em toda a sua cadeia. Desde o seu manejo dentro das residências até quem os coletam. Na pandemia, devido ao isolamento, há um aumento do seu volume e na sua composição.
Com 207 casos confirmados de Covid-19, o bairro SIM continua sendo a localidade com mais confirmações da doença causada pelo novo coronavírus em Feira de Santana. Na sequência, permanece o bairro Tomba, agora com 164 confirmações. A lista segue com os bairros Mangabeira (121), Jardim Cruzeiro (118) e Campo Limpo (98).
A Prefeitura tem intensificado ações visando reduzir o aumento da contaminação nestas localidades que apresentam maior número de casos. A lista foi elaborada pela Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde, conforme informações passadas pelos próprios pacientes, inclusive em relação a denominação das localidades. Confira no link abaixo a lista completa: