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Uma grave denúncia e importante alerta ao Tribunal Regional Eleitoral, em Feira de Santana, sobre a segurança dos locais de votação, no pleito do dia 29 próximo, quando acontece o segundo turno para prefeito neste município: de acordo com o vereador Lulinha (DEM), locais onde se encontravam as urnas estiveram sem qualquer policiamento, na primeira etapa da eleição, último dia 15.

“Lamento o que aconteceu nas escolas, com candidatos entrando e saindo dando dinheiro, fazendo boca de urna, devido à falta de policiais e seguranças”, afirmou, na Tribuna da Câmara, esta semana. De acordo com seu testemunho, existem vídeos mostrando a situação.

“Nunca aconteceu na história da política uma coisa assim: colocar urnas e não providenciar segurança no local”. O vereador voltou a fazer críticas para a eleição de vereador cujo partido atingiu cerca de 9 mil votos. “Como é essa contagem? Praticamente só teve os votos do vereador nesse partido. Se não fez legenda, como é que conta? Toda vida existiu um coeficiente eleitoral. Está muito mal feita essa conta, mas é com a Justiça Eleitoral”.

MAIS VOTADO EM TRÊS DISTRITOS
Sobre o fato de não ter obtido a reeleição para mais um mandato, acredita que a quantidade de novos candidatos a vereador que surgiram em vários bairros e distritos influenciou muito na redução dos votos a quem buscava a permanência na Câmara.

“Muita gente teve familiares se lançando candidatos e na hora da eleição, o parentesco fala mais alto”, ele diz. Mais votado da eleição nos distritos Matinha, Tiquaruçu e Jaíba, e no bairro Conceição, asseguraque seu trabalho continuará “forte e firme”.


A Prefeitura de Feira de Santana, através da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou nesta sexta-feira (20) a relação atualizada do número de casos de Covid-19 por bairros e localidades. O SIM é o bairro com o maior número, com 888 casos confirmados.

O Tomba é o segundo nesta relação, com 793.  As informações são da Prefeitura Municipal, por meio da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Nas localidades que apresentam maior número de pessoas contaminadas pelo vírus, a Prefeitura tem intensificado as ações.

A relação de casos da Covid-19 por bairros e localidades foi elaborada pela Vigilância Epidemiológica conforme informações passadas pelos próprios pacientes, inclusive em relação a denominação das localidades. Confira no site da Prefeitura o arquivo com os dados completos.


Os transtornos ocorridos no centro de Feira de Santana nesta sexta-feira (20), por consequência de fortes chuvas, são decorrentes da obra do projeto Novo Centro. A obra está em execução e devido a enxurrada alguns pontos cederam. O fato ocorreu porque a drenagem nesses locais ainda não está concluída. A informação é do diretor-técnico da BSN, Ubaldo Rocha – a empresa é a responsável pelo serviço.

Durante entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, o representante da empresa afirmou que o problema foi resolvido em cerca de três horas depois, e o tráfego foi reaberto. Um ônibus, um caminhão e um trator ficaram presos após o piso ceder em locais onde o asfalto foi colocado provisoriamente, cuja rede de drenagem ainda não estava concluída.

Nos locais onde a obra está mais adiantada e que consequentemente a drenagem já foi concluída, não foram registrados problemas. Ubaldo Rocha reiterou que o problema aconteceu devido ao acúmulo das água na tubulação, mais o carreamento de material levado pela chuva que caiu durante horas na madrugada, que aumentou pressão nos tubos ainda não ligados aos entroncamentos que dão destino final à água.

“São situações que podem acontecer durante a execução da obra devido as chuvas”, explicou o diretor. Ele ainda disse que não houve descontinuidade do serviço. “Em seis meses de trabalho, este foi o primeiro incidente registrado”.

O secretário de Planejamento, Carlos Brito, disse que a Prefeitura de Feira de Santana ainda não recebeu a obra, mas que está acompanhando a execução do projeto que vai mudar a estrutura de todo o centro comercial da cidade.

Secom


“Eu e toda população queremos mais para Feira. E para isso, chegou a hora de darmos oportunidade para Zé Neto e Roque Santos, que têm coragem e vontade de trabalhar, fazerem uma revolução na cidade para cuidar de gente!”. A declaração é do governador Rui Costa, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta (20), no Hotel Caju de Ouro, com os aliados políticos que aderiram à candidatura de Zé Neto para prefeito de Feira de Santana e de Roque Santos para vice-prefeito.

Somam forças ao grupo que defende uma mudança no cenário político da cidade o ex-deputado estadual Targino Machado, o deputado estadual Ângelo Almeida, o vereador Beto Tourinho (ex-candidato a prefeito), o ex-candidato a vice-prefeito Deibson Cavalcante e os vereadores Alberto Nery, Isaías de Diogo, Zé Filé, João Bililiu e Gilmar Amorim.

Além destes, também integram o grupo dos aliados os vereadores recém-eleitos Silvio Dias, Professor Ivamberg, Galeguinho SPA e o suplente Júnior Cross; o ex-vereador Roque Pereira; os ex-candidatos(as) a vereador(a) Neto 10, Raimundão, Pastor Gerson Andrade, Zé Painha, Emerson Minho, Nego Eder, Hildo Santos, Júnior Barreto, Saulo Rangel, Dra. Vera Lúcia, Rosildo Silva, Luiz Carlos, Jefinho Andrade, Alan Vitória e Israel Cabral.

Os aliados fazem parte do PT, PP, PDT, PCdoB e Avante, que formaram a coligação “A Mudança Que Feira Quer” no primeiro turno, somando 120 candidatos(as) a vereador(a); PSB, MDB, PSD, PV, PSL, PTB, DC, Cidadania, Patriota e Solidariedade.

Reafirmando que está “110% com Zé Neto”, o ex-deputado Targino Machado disse que já no primeiro turno destas eleições, “votei em Zé Neto para prefeito”. “Há dois anos, eu já tinha escolhido em quem não votaria. Eu não votaria na continuidade do que representa tudo de ruim para essa terra que escolhi viver e amar”.

Neste segundo turno, segundo Beto Tourinho, “Zé Neto representa a esperança do progresso, do desenvolvimento, do resgate da dignidade do homem do campo, da evolução das classes empresariais, do reaquecimento das indústrias, da valorização dos ambulantes e de quem compõe a história da cidade”. E completa: “O governador não veio à Feira somente para dar apoio a Zé Neto, mas sim para assinar a ordem de serviço para recuperação da cidade. E aqui estão os operários dessa grande obra”.

Ao agradecer a chegada de novos aliados à sua campanha, Zé Neto destacou que “Feira precisa respirar novos ares e modernizar sua administração, com aqueles que estão dispostos a cuidar mais da nossa gente e da cidade”. “Como diz o nosso governador Rui, a correria vai ser dobrada com Roque e todos aqui querem construir conosco uma cidade digna da sua população morar!”, disse.

Também marcaram presença no encontro o presidente do PT na Bahia, Éden Valadares, o presidente municipal do PT (em exercício), Gerinaldo Costa, os deputados estaduais Robinson Almeida (coordenador da Campanha de Zé Neto e Roque Santos) e Rosemberg Pinto (líder do Governo na Alba), o prefeito de Santo Estevão e presidente do Consórcio Portal do Sertão, Rogério Costa, o secretário estadual da Educação, Jerônimo Rodrigues, a ex-deputada Eliana Boaventura, dentre outras autoridades políticas.


Distritos de Jaguara e Bonfim de Feira também são afetados   A Embasa informa que durante a madrugada de hoje (20) ocorreram sucessivas quedas de energia na Estação de Tratamento de Água do Sistema Integrado, prejudicando o abastecimento por causa da redução do volume de água distribuído para os municípios de Santo Estêvão, Ipecaetá, Serra Preta, Anguera e os distritos São Roque do Paratigi (Rafael Jambeiro), Jaguara e Bonfim de Feira (Feira de Santana).   O fornecimento de energia já foi restabelecido e as equipes da Embasa trabalham para normalizar o abastecimento nas próximas 48 horas.  Até lá, a Embasa recomenda o uso econômico da água ainda armazenada nos reservatórios domiciliares. 

Informações: De Olho na Cidade


A universitária Luiza Ventura Lima, de Duque de Caxias (RJ), na Baixada Fluminense, aguarda o término deste semestre para se formar em jornalismo no Centro Universitário Carioca, uma universidade privada que funciona no bairro do Méier, subúrbio do Rio de Janeiro.

Luíza é negra, seus pais não têm curso superior, assim como os seus avós. Quase com o diploma na mão, ela se recorda do primeiro dia de aula. “Assim que eu cheguei na faculdade minha turma tinha uns setenta alunos. De negro, tinha eu e mais duas pessoas”, recorda.

Em quatro anos na faculdade, Luiza não teve nenhum professor negro, mas lembra-se de ser atendida por funcionários pretos ou pardos administrativos e da inspetoria, além dos faxineiros da faculdade. “É uma coisa para parar e pensar”, comenta a formanda. Ela vai concluir o curso aos 21 anos, dentro da faixa etária esperada para alunos que não entraram com defasagem de idade e série no curso superior, nem tiveram que trancar algum semestre já na faculdade.

Segundo a pesquisadora Tatiana Dias Silva, autora de estudo sobre ação afirmativa e população negra na educação superior, publicado em agosto pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 36% dos jovens brancos naquela faixa etária estão estudando ou terminaram sua graduação. Entre pretos e pardos, esse percentual cai pela metade: 18%. A Meta 12 do Plano Nacional de Educação (Lei n° 13.005/2014) prevê que, até 2024, 33% da população de 18 a 24 anos estejam cursando ou concluindo a universidade.

A preocupação da especialista é que a desigualdade persista por muito tempo e afete o desenvolvimento do país. “Como sociedade isso é inadmissível. Se a questão racial é um elemento estruturante, ele precisa ser enfrentado. Como a gente pode pensar o projeto de desenvolvimento do país que não incorpora esse desenvolvimento para todos os grupos?”, pergunta em entrevista à Agência Brasil.

A partir da base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estudo de Tatiana Silva contabiliza que, em 2017, 22,9% de pessoas brancas com mais de 25 anos tinham curso superior completo. A proporção de negros com a mesma escolaridade era de 9,3%.

Aumento de 400%

Outro levantamento, também a partir dos dados do IBGE, feito pelo site Quero Bolsa, informa que – entre 2010 e 2019 – o número de alunos negros no ensino superior cresceu quase 400%. Os negros chegaram a 38,15% do total de matriculados, percentual ainda abaixo de sua representatividade no conjunto da população – 56%.

O site ainda verifica que, em alguns cursos, a presença de negros não chega a 30%. Esses são os casos de medicina, design gráfico, publicidade e propaganda, relações internacionais e engenharia química.

Lucas Gomes, diretor de Ensino Superior do Quero Bolsa, assinala a importância da política de cotas (Lei nº 12.711/2012), do acesso a programas de financiamento (Programa Universidade Para Todos, o Prouni, e o Programa de Financiamento Estudantil, Fies) e da educação a distância para o crescimento do número de universitários negros na última década. Ele é otimista. “A tendência é que, nas próximas gerações, isso se torne mais perto da realidade”, prevê.

Fora dos cargos de liderança

O diretor assinala, no entanto, que, além de formar mais pessoas negras, é preciso que, após a universidade, o mercado de trabalho contrate mais pretos e pardos. “Ainda temos um abismo de contratação entre pessoas brancas e negras”, alerta. “O último levantamento que o Quero Bolsa realizou, com dados do Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados], indica que apenas dois de cada dez profissionais em cargos de liderança em empresas privadas eram negros, em 2018.”

“Nos primeiros seis meses deste ano, de 42 mil vagas de liderança abertas em empresas privadas, apenas 23,7% foram ocupadas por homens e mulheres negros. O restante foi ocupado por brancos, outras etnias ou que não declararam cor”, acrescenta Lucas Gomes.

O especialista em diversidade Carlos Paes acrescenta que a evolução no mercado de trabalho ainda tem mais obstáculos para as pessoas negras. “Criamos outras barreiras além da formação em curso superior, como falar outro idioma (inglês)”. Para ele, a ocupação de bons postos de trabalho não aumentou na mesma proporção. “Ainda estamos vendo pessoas negras e pobres em empregos que não correspondem à sua formação”, lamenta.

Efeito simbólico

O ingresso em melhores empregos impacta na renda, na possibilidade de ascensão social e, para muitos, no ingresso na classe média. O aumento de status ainda tem efeito simbólico e duradouro:  abre novas perspectivas para crianças negras e amplia a visão de mundo de crianças não negras, como salienta Janine Rodrigues, educadora, escritora e fundadora da Piraporiando, que trabalha com educação para a diversidade.

“É importante”, acredita, porque mostra a possibilidade de pretos e pardos ocuparem todos os espaços sociais. Segundo a educadora, “quando as crianças veem os negros em todos os lugares da sociedade, elas também constroem a percepção de poder.”

Janine Rodrigues aponta que o racismo institucional e nas interações sociais tem efeitos perversos. “Dia desses um pai me disse que seu filho foi racista com uma coleguinha. Mas que ele, como pai, não sabia o que dizer, pois o filho só tinha cinco anos e, falar de racismo com uma criança de cinco anos era algo muito forte” segundo ele. 

“Ora, se o filho de cinco anos não pode ouvir sobre o racismo, a coleguinha da mesma idade é obrigada a sofrer racismo e ter maturidade? Perguntei. É isso o que o racismo faz. Desumaniza.”

Para a educadora, outro efeito do racismo é limitar conhecimento, diminuir repertórios e alimentar a exclusão social. “Nossa academia, nossas escolas, nosso olhar sobre a cultura (ou a hierarquização dela) ainda têm uma visão eurocentrada. Então, o que representa o negro, a cultura negra, não está dentro. A sociedade está sempre falando de nós como ‘os outros’. Tudo isso reflete nas percepções das crianças negras”, alerta.

informações: Agência Brasil

Foto: Marcello Casal


Na noite desta quinta-feira, 19, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu diversos equipamentos eletrônicos com nota-fiscal divergente, que estavam sendo transportados em um ônibus interestadual de passageiros que fazia a linha Santa Maria (RS) X Barreiras (BA).

A fiscalização foi realizada no km 800 da BR 242, região do município baiano de Barreiras. Os PRFs identificaram uma caixa grande contendo diversos equipamentos eletrônicos. Ao solicitar a nota-fiscal da mercadoria, os policiais constaram que a nota apresentada informava mercadoria diversa do conteúdo da caixa.

O motorista, ao ser questionado, informou que a caixa foi embarcada como encomenda a ser resgatada no município de Barreiras e tinha como proprietário o nome indicado na nota-fiscal emitida. Na caixa, tinham diversos aparelhos eletrônicos, como 20 cartões de memória de 32GB, 09 carregadores de celular, 15 equipamentos “TV BOX”, 04 celulares Xiaomi Redmi Note 9S e 02 celulares Xiaomi Redmi Note 9.

O condutor foi qualificado como testemunha e em seguida foi liberado. Os bens foram apreendidos e encaminhados para a Secretaria da Fazenda (SEFAZ) para os demais procedimentos cabíveis.

Informações: A Tarde

Foto: Divulgação


Apesar do governador Rui Costa dizer que qualquer festa com aglomeração só será realizada após a vacina contra a Covid-19, há pouco mais de um mês para o fim do ano, com registro de alta nas mortes por coronavírus em todo o país, os ingressos para festas de Réveillon na Bahia não param de vender.

No Whatsapp e no Telegram, grupos facilitam a divulgação de festas como a que acontecerá na praia de Sabaúma, em Entre Rios, na região metropolitana de Salvador. Em meio à pandemia, o evento NANÖ Réveillon oferece quatro dias de festas, com atrações que incluem o cantor Pedro Sampaio e a banda 3030.

A maior parte das festas, no entanto, se concentra no extremo-sul do estado. Só em Porto Seguro, segundo o jornal Correio, a estimativa é que ocorram pelo menos 30 eventos com mais de mil pessoas na noite da virada, e com aval de órgãos públicos do município.

Na Bahia, um decreto do governador Rui Costa só permite que eventos de até 200 pessoas sejam realizados, como ele destacou ontem (19) em publicação no Twitter. 

“Continuamos em guerra contra a Covid19. Não vamos permitir que confraternizações de final de ano tragam como consequência à Bahia uma 2ª onda da pandemia. Quero lembrar que há um decreto em vigor, válido em todos os 417 municípios, que proíbe eventos com mais de 200 pessoas.”, escreveu. 

Mesmo assim, em Santa Cruz de Cabrália, na praia de Santo André, o Réveillon da Vila promete uma festa “com renomados shows nacionais e Djs de variados gêneros musicais”. De modo geral, os organizadores ressaltam que serão seguidos os protocolos da pandemia, que envolvem limitação do público, distanciamento mínimo entre as pessoas, exigência de uso de máscara e disponibilidade de álcool nos banheiros.

Em Arraial d’Ajuda e em Caraíva, festas como o Verão Uíki 2021 e o Réveillon Awê também são divulgadas em grupos que compartilham eventos para o dia da virada. A maioria dos eventos, entretanto, exibe mensagem padrão afirmando que 100% do valor do ingresso será ressarcido, caso não seja possível realizar a festa por questões de saúde. 

Rui já havia declarado em outra oportunidade que sem vacina o estado não vai permitir festas de Réveillon ou carnaval. “Não haverá participação e nem consentimento nosso. Não podemos brincar com a vida alheia. As ações continuam no mesmo formato. Minha postura é pela vida humana. Não mudarei a forma de encarar a pandemia”, afirmou o governador. 

De acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia, desde o início da pandemia foram registrados mais de 8 mil óbitos pela Covid-19 no estado, e 380.294 casos da doença foram confirmados. 

Com taxa de ocupação de leitos de UTI adulto para pacientes com coronavírus de 58% e hospitais de campanha sendo fechados, resta saber se vale a pena celebrar o fim de 2020, ano que registrou tantas mortes, arriscando ainda mais vidas.

Informações: Metro1


Um homem negro foi espancado até a morte por seguranças, em frente a um supermercado de Porto Alegre (RS), na quinta-feira (19), vésperas do Dia da Consciência Negra.

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi agredido após entrar em discussão com uma funcionária do supermercado Carrefour, localizado no bairro Passo d’Areia, na zona norte da cidade. Durante a briga, a mulher chamou os seguranças, que levaram João Alberto para fora do estabelecimento e iniciaram o espancamento.

Os dois suspeitos, um homem de 24 anos e outro de 30, foram presos em flagrante por homicídio qualificado. Um dos agressores é PM e foi levado para um presídio militar, já o outro, segurança da loja, está em um prédio da Polícia Civil.

A rede de supermercado lamentou o caso. Por meio de nota, o Carrefour afirmou que uma rigorosa apuração interna se iniciou e as providências para que os responsáveis sejam punidos legalmente já foram tomadas. Além disso, afirmou que a loja será fechada, mas não especificou até que data.

“O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário”, diz parte do texto.

“O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente. Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais”, conclui a nota.

A polícia passou a madrugada ouvindo testemunhas do espancamento e morte.

Essa não é a primeira vez que a Carrefour tem seu nome envolvido em polêmicas. Em agosto deste ano, um funcionário do supermercado de Recife sofreu um mal-súbito enquanto trabalhava. Para que o estabelecimento continuasse funcionando, os funcionários e responsáveis pelo supermercado esconderam o corpo da vítima entre guarda-sóis.

Já em dezembro de 2018, um segurança da rede Carrefour de Osasco matou uma cadela a pauladas.


Laboratório

BBC NEWS | A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, a FDA (Food and Drug Administration), acaba de emitir uma Autorização de Uso de Emergência (EUA) para o tratamento de covid-19 de intensidade leve a moderada em pacientes adultos e pediátricos que não foram hospitalizados. A terapia, ainda em investigação, é baseada em anticorpos monoclonais e atende pelo nome de bamlanivimab.

Esse agente terapêutico, desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, é um anticorpo monoclonal semelhante aos que faziam parte do coquetel de medicamentos para Covid-19 que foi administrado ao presidente dos EUA, Donald Trump.

O que são anticorpos monoclonais?

Anticorpos são grandes proteínas que constituem o sistema imunológico necessário para identificar e neutralizar objetos estranhos ao corpo, como bactérias e vírus.

No caso específico dos anticorpos monoclonais (mAbs, anticorpos monoclonais), eles são glicoproteínas produzidas pelo clone de uma célula híbrida (criada a partir da fusão de uma única célula-tronco do sistema imunológico com uma célula plasmática tumoral) e projetados para atacar um antígeno específico.

Sua produção é baseada no estabelecimento de linfócitos B imortais modificados para produzir uma imunoglobulina específica. Dependendo do nível de pureza da imunoglobulina, ela pode ser totalmente murina, quimérica, humanizada ou totalmente humana.

Os anticorpos monoclonais são cuidadosamente selecionados e direcionados contra uma molécula específica que desempenha um papel fundamental no processo de uma doença, e eles são frequentemente usados para tratar certas doenças, como câncer ou artrite reumatoide.

hospital

E os anticorpos neutralizantes?

Os anticorpos neutralizantes são uma das possíveis defesas do sistema imunológico contra infecções.

Esses anticorpos permitem neutralizar e eliminar o efeito dos microrganismos invasores, e sua atividade é desencadeada, por exemplo, por proteínas localizadas na superfície dos vírus, às quais se ligam para “bloquear” a infecção.

Nesse sentido, a comunidade científica já estuda há algum tempo se a resposta defensiva por meio de anticorpos neutralizantes pode induzir imunidade eficaz e duradoura. E, mais especificamente, está investigando se os anticorpos gerados por pacientes que estiveram em contato com o coronavírus SARS-CoV-2 poderiam ser usados como base em novos tratamentos para covid-19.

No entanto, embora os anticorpos neutralizantes sejam gerados quando uma pessoa sofre uma infecção e eles pareçam desempenhar um papel importante na resposta imune, seu papel específico nas engrenagens da covid-19 não está totalmente elucidado.

Os estudos realizados até agora com o vírus SARS-CoV-2 indicam que os anticorpos neutralizantes aparecem cerca de duas semanas após o início da infecção, e que seu pico máximo de atividade seria entre as semanas 4 e 6. Mas ainda existem muitas questões: não foi confirmado se todos os pacientes infectados geram anticorpos neutralizantes; quais fatores determinam sua aparência e atividade (idade do paciente, gravidade da infecção). Nem se seus níveis de neutralização são sempre suficientes para conferir proteção, uma vez que esses níveis são altamente variáveis e não são detectados em 10-30% dos pacientes.

A entrada do Sars-CoV-2 nas células é iniciada pela interação do domínio de ligação ao receptor (RBD) da glicoproteína viral Spike (S) com a enzima conversora de angiotensina-2 (ACE2), que atua como um receptor para o vírus na superfície da célula-alvo. Os mAb neutralizantes mais pontentes se dirigem ao RBD e alguns podem atuar simplesmente competindo com o receptor para a ligação à proteína S.

Laboratório

O que é o bamlanivimab?

O bamlanivimab é um anticorpo monoclonal IgG1-kappa humano recombinante neutralizante contra a proteína Spike do vírus Sars-CoV-2 e não é modificado na região Fc.

Este agente é licenciado para o tratamento de pacientes com teste positivo para Sars-CoV-2 que têm 12 anos de idade ou mais e pesam pelo menos 40 kg e que apresentam alto risco de progredir para covid-19 grave ou hospitalização. Isso inclui os pacientes com 65 anos de idade ou mais, ou que tenham certas condições médicas crônicas. O bamlanivimab é um medicamento que deve ser aplicado por via intravenosa, portanto os pacientes devem ir a um hospital para que ele seja administrado.

Embora a segurança e a eficácia desta terapia experimental continuem a ser avaliadas, os ensaios clínicos confirmaram que o bamlanivimab, em comparação com o placebo, reduz as hospitalizações relacionadas à covid-19 ou as visitas à emergência em pacientes com alto risco de progressão da doença em até 28 dias após o início do tratamento. Por esse motivo, seu uso é recomendado nas fases iniciais da doença, idealmente nos primeiros 10 dias após o início dos sintomas da doença.

No entanto, o bamlanivimab não está autorizado no caso de pacientes hospitalizados por covid-19 ou que necessitem de oxigenoterapia, uma vez que um benefício significativo do tratamento com este anticorpo monoclonal não foi demonstrado em pacientes hospitalizados com covid-19. E, de fato, mAbs, como bamlanivimab, podem estar associados a piores desfechos clínicos quando administrados a pacientes hospitalizados com covid-19 que requerem oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica.

No que se refere ao perfil de segurança, os efeitos adversos dos mAbs, em geral, podem ser agrupados em dois tipos diferentes: aqueles derivados da ação do anticorpo, como infecções oportunistas, infecções comuns ou desenvolvimento de fenômenos autoimunes; e aqueles derivados da administração de proteínas: reações anafiláticas, síndrome de liberação de citocinas e desenvolvimento de anticorpos. No caso específico do bamlanivimab, as reações adversas mais frequentemente relatadas ao FDA foram náusea, tontura, dor de cabeça, prurido, hipersensibilidade imediata não grave, diarreia e vômito.

Em conclusão

O bamlanivimab constitui um novo instrumento terapêutico no combate à covid-19 que foi autorizado condicionalmente nos Estados Unidos, sob a Autorização de Uso de Emergência (EUA, na sigla em inglês), o que implica, como é o caso da Europa, que satisfaz um necessidade médica não atendida, na medida em que o benefício para a saúde pública de sua disponibilidade imediata é maior do que a incerteza derivada dos limitados dados clínicos disponíveis.

No entanto, a empresa farmacêutica responsável pelo desenvolvimento, Eli Lilly, deve se comprometer a fornecer mais dados clínicos para complementar as informações sobre a eficácia e segurança do medicamento, à medida que os resultados dos ensaios clínicos em andamento são obtidos. E apenas diante de resultados positivos, uma autorização plena e definitiva deve ser concedida, caso contrário o medicamento tem que ser retirado do mercado.

O bamlanivimab abre uma nova e promissora janela na terapia de covid-19, portanto, ao contrário de outros medicamentos disponíveis no mercado para outras doenças e que têm demonstrado alguma eficácia nesta patologia (remdesivir , plitidepsina , dexametasona , hidroxicloroquina , etc.), este é o primeiro medicamento especificamente desenvolvido e autorizado para o tratamento de pacientes com covid-19.

*Francisco López-Muñoz é professor de farmacologia e vice-reitor de pesquisa e ciência da Universidade Camilo José Cela e José Antonio Guerra Guirao é professor de farmacologia e toxicologia da Universidade Complutense de Madrid.

Seu artigo foi publicado originalmente em The Conversation e é reproduzido sob a licença Creative Commons.