Há quase 20 anos como secretário de Desenvolvimento Urbano em Feira de Santana e mais recentemente superintendente de Manutenções, José Pinheiro deixa a superintendência e assume o arquiteto João Vianey Marval Silva. A nomeação do novo titular foi publicado nesta quinta-feira (7), no Diário Oficial Eletrônico do Município. José Pinheiro há muito tempo vinha recebendo críticas de vereadores na Câmara Municipal, muitas vezes por ser considerado inoperante ou por não atender a solicitações trazidas pelo Legislativo.
Também publicada no Diário Oficial de hoje, Jairo Carneiro Filho volta à Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer.
Mesmo diante da segunda onda de Covid-19 na Bahia, o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, descartou a possibilidade de lockdown. Segundo ele, a decisão seria impraticável no contexto baiano. A declaração foi dada hoje (7), em entrevista a José Eduardo, na Rádio Metrópole.
“Acho que não existe necessidade de lockdown nesse momento. Em segundo lugar, o clima: um lockdown seria muito mal recebido, haveria uma desobediência civil muito grande, impossível da nossa polícia controlar. Isso aconteceu na Europa porque as cidades são menores, mais fáceis de controlar, as condições de habitação são melhores”, disse Vilas-Boas.
O secretário avalia que a situação da pandemia na Bahia se mantém estável durante a segunda onda, mas alertou para uma queda “artificial” no número de casos nos primeiros dias de janeiro. “O número de casos notificados vem caindo significativamente, mas de uma forma artificial. Tem havido uma subnotificação fruto das trocas nas secretarias de Saúde nos municípios. Nesse período, os novos secretários estão aprendendo a usar os sistemas”, comentou.
Ainda segundo Vilas-Boas, ainda não é possível traçar previsões para a volta às aulas, já que é esperado um cenário mais complicado quanto à pandemia após as festas de final de ano. “Fazer qualquer prospecção em um momento em que estamos esperando um aumento do número de internações, fruto do que aconteceu no Réveillon, é projetar algo num terreno muito móvel. Se a gente, daqui a 15 dias, começar a ver a taxa de internação subir, as UTIs ocupadas, a mortalidade aumentada, não tem condições de abrir escolas. Já há condições de organizar o retorno às aulas, mas isso tem que ser discutido no momento adequado”, afirmou.
Uma auditoria para avaliação das folhas de pagamento dos servidores ativos da administração direta e indireta, dos inativos e pensionistas foi instaurada pela Prefeitura de Feira de Santana nesta quarta-feira, 6. O relatório deve ser apresentado ao prefeito Colbert Martins Filho nos próximos 100 dias.
A medida foi publicada no Diário Oficial Eletrônico e considera que a situação financeira do Município requer ações que possam resultar em economia.
Além disso, considera também o limite de gastos com pessoal e o atual cenário de comprometimento das receitas municipais com a folha de pagamento, devendo verificar os maiores valores remuneratórios pagos a servidores municipais.
Esse trabalho será de responsabilidade da Controladoria Geral do Município. Quanto ao Instituto de Previdência de Feira de Santana cabe verificar, por amostragem, a regularidade dos valores pagos aos aposentados e pensionistas.
A Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria de Prevenção à Violência (Seprev), vai inaugurar em breve um Centro de Controle Operacional, onde vão se concentrar alguns serviços de segurança, como a central de videomonitoramento e o 156.
Reconduzido à titularidade da Seprev, o secretário Moacir Lima informou que o equipamento já está pronto e aguarda a conclusão de uma obra da Embasa para definir a data de inauguração.
“O Centro de Controle Operacional nos dará uma visibilidade de quase toda a cidade, com cobertura de câmeras na sede e zona rural do município. É um centro de excelência para Feira de Santana”, afirma. O equipamento vai funcionar na avenida Francisco Pinto, bairro Pedra do Descanso.
Moacir Lima acrescenta que outras ações estão sendo desenvolvidas pela Prefeitura para a melhoria da segurança pública, como promoção de guardas municipais, ampliação do número de viaturas e a criação de um grupamento especial para trabalhar no trânsito da cidade.
“Há outros projetos para a melhoria da segurança pública no município, que serão apresentados ao prefeito Colbert Martins Filho”, pontua o titular da Seprev.
Intitulado ‘CARIDADE – POLITICA – SAÚDE’, o livro do Doutor João Batista de Cerqueira surgiu da sua tese de doutorado pela Universidade Federal da Bahia. A obra será lançada oficialmente no próximo dia 15, às 19h na Igreja da Santa Casa de Cachoeira (Hospital São João de Deus).
A cerimônia será transmitida ao vivo pelo canal na TV UFBA no Youtube e poderá ser assistida também em outras redes sociais.
A edição da obra foi feita pela Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA) e revela fatos históricos que aconteceram nos 292 do Hospital São João de Deus, além de retratar o papel da Santa Casa de Misericórdia de Cachoeira como a primeira Irmandade de Santa Casa instituida por ato do Imperador D. Pedro I no Brasil.
No lançamento estarão presentes além do autor, Dr. João Batista de Cerqueira, o Reitor da UFBA João Carlos Salles, a Diretora da EDUFBA Flávia Goulart, o Secretário Estadual de Saúde da Bahia Fábio Vilas-Boas, a Prefeita de Cachoeira Eliana Gonzaga o Secretario de Cultura de Cachoeira Davi Rodrigues e outras autoridades.
Durante a cerimônia o artista plástico Vivaldo Lima entregará a obra em tela pintura de sua autoria, rendendo homenagem ao ex líder da batalha vitoriosa do 25 de junho de 1822 e ex Provedor da SCMC o Barão de Belém Rodrigo Brandão.
Após a derrota por 2 a 1 para o Grêmio, marcada por um lance controverso do gol de Gilberto anulado pelo árbitro de vídeo, o Bahia publicou uma nota nas redes sociais com uma dura reclamação contra a arbitragem brasileira. No comunicado, o Tricolor afirmou que a comissão “vai saindo da vergonha para o escândalo”.
“Em outubro, a Comissão de Arbitragem admitiu erro na utilização do VAR em um lance de impedimento. Hoje, mais uma vez, gol anulado com frame errado, linhas horizontais sobrepostas e linhas verticais equivocadas. A arbitragem brasileira vai saindo da vergonha para o escândalo”, escreveu.
Naquele mesmo mês de outubro, estivemos na CBF para solicitar arbitragens justas e apresentamos o vídeo abaixo.
O tempo passou e continuamos a ser prejudicados, como no já famoso lance em que não marcaram pênalti do goleiro são-paulino Tiago Volpi no zagueiro Ernando. pic.twitter.com/N8K9hdMNT2
Logo depois, o clube publicou um vídeo com um histórico de lances em que se sentiu prejudicado e que foi apresentado para a Confederação Brasileira de Futebol em outubro. “O tempo passou e continuamos a ser prejudicados, como no já famoso lance em que não marcaram pênalti do goleiro são-paulino Tiago Volpi no zagueiro Ernando”, completou.
O revés diante do tricolor gaúcho foi o sétimo seguido do Esquadrão de Aço na competição nacional. Na briga contra o rebaixamento, a equipe volta a entrar em campo no próximo domingo (10), contra o Atlético Goianiense, em Goiânia.
O cantor estava internado há mais de um mês com COVID-19
Foto: Danilo Abravanel
O cantor e compositor paraibano Genival Lacerda morreu aos 89 anos. A informação foi confirmada pelo herdeiro do artista, Genival Lacerda Filho, na manhã desta terça-feira (7), em suas redes sociais. “Painho faleceu”, escreveu.
Foto: Reprodução
Genival deu entrada no Hospital Unimed I, no Recife (PE), no dia 30 de novembro de 2020, com o diagnóstico de Covid-19. De acordo com os últimos boletins médicos, o artista encontrava-se na Unidade de Terapia Intensiva em estado grave, “sem perspectiva de alta”
Segundo o filho de Genival, João Lacerda, antes de ser internado com a COVID-19, Genival estava se recuperando de um AVC sofrido em maio. “Ele estava bem de saúde, porém com várias limitações e restrições, em virtude do AVC sofrido, bem como a diabetes, constatada no ano de 2018. E mesmo com as limitações e restrições após a descoberta da diabetes, ele passou a realizar exercícios físicos e dieta menos calórica”, acredita ele
Nascido em Campina Grande, na Paraíba, no dia 15 de abril de 1931, Genival Lacerda lançou 70 discos ao longo de sua vasta carreira. São dele sucessos como “Severina Xique Xique”, “De quem é esse jegue?” e “Radinho de Pilha”.
Em 2016, o artista recebeu o título de Cidadão Baiano. “Eu já recebi em Recife, Pernambuco, mas um título como esse que eu recebi em Salvador, foi a coisa mais linda da minha vida. Muito bom, uma honra pra mim, sabe? Bem feito, fiquei satisfeitíssimo, eu não tinha recebido um título daquele jeito antes. E agora já podem dizer, Genival Lacerda baiano! (risos). Eu fiquei entusiasmado para cada vez mais vir a Salvador e à Bahia”, disse o artista ao Bahia Notícias.
Pablo Roberto Gonçalves e Jairo Alfredo Carneiro Filho são nomeados secretários de desenvolvimento social e de Cultura.
Foto: Reprodução
O prefeito Colbert Filho nomeou, nesta quinta-feira (07) mais dois integrandes do governo para ocupar o primeiro escalão.
Jairo Carneiro Filho foi reconduzido ao cargo de secretário de Cultura, Esporte e Lazer, e na Superintendência Municipal de Manutenção e Operações, o novo titular é o engenheiro João Vianey Marval Silva.
As nomeações foram publicadas na edição do Diário Oficial Eletrônico do Município. Na publicação também consta a nomeação de alguns diretores e chefes de departamentos.
A publicação traz as nomeações para os cargos de diretor administrativo do Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher) e de Diretora do Departamento de Publicidade, que serão assumidos, respectivamente, por Agostinho Froes da Motta Oliveira e pela jornalista Renata Cardozo Maia, ex-TV Subaé.
Outras nomeações:
Leonir Barros Souza Cerqueira, para o cargo de Diretor do Departamento de Gestão de Patrimônio;
Vitor Carneiro Dourado, para o cargo de Chefe da Divisão de Execução Contábil;
Emerson Tavares Ribeiro, para o cargo de Chefe da Divisão de Juventude.
Brasil perdeu 4,6 milhões de leitores entre 2015 e 2019
Foto: Divulgação/Cultura RJ
O Brasil conta com 100,1 milhões de leitores, em um universo de mais de 200 milhões de habitantes, e esse grupo vem diminuindo com o passar do tempo. De acordo com a última edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita com dados de 2019, registrou-se uma diferença de 4,6 milhões de pessoas em relação a 2015.
Os resultados da pesquisa, elaborada pelo Instituto Pró Livro e o Itaú Cultural, lembram alguns dos entraves para se manter o hábito de leitura no país, que voltam à tona em datas como a comemorada hoje (7), Dia do Leitor. A celebração é uma homenagem à fundação do jornal cearense O Povo, que foi criado em 7 de janeiro de 1928, pelo poeta e jornalista Demócrito Rocha.
Além do valor dos livros, que os tornam artigo de luxo para os mais pobres, e da correria do dia a dia, que acaba dificultando o hábito da leitura, ainda faltam recursos de acessibilidade. Tal lacuna também é percebida em um dos formatos mais queridos dos brasileiros: os gibis ou as histórias em quadrinhos. Juntos, eles representam uma parcela significativa de material de leitura com que o brasileiro tem contato todos os dias ou pelo menos uma vez por semana, conforme revela a pesquisa Retratos da leitura no Brasil.
A pesquisa mais recente do Instituto Pró-Livro e Itaú Cultural também mostrou que 2% dos entrevistados classificados como não leitores de livros informaram que a razão pela qual não leram nos últimos três meses foi porque têm problemas de saúde/visão. Entre os entrevistados qualificados como leitores, a pergunta não foi aplicada.
Pesquisa
Os obstáculos de se traduzir histórias em quadrinhos para pessoas com deficiência visual foi o enfoque dado pelo pesquisador Victor Caparica à sua tese de doutorado, desenvolvida na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). O trabalho venceu o Prêmio Unesp de Teses na categoria Sociedades Plurais.
Caparica perdeu, primeiro, a visão de um olho apenas, tornando-se o que se chama de monocular, até que, uma década depois, acabou ficando sem enxergar de modo absoluto. Ele integra a parcela de 3,6% da população brasileira que tem deficiência visual. Conforme menciona o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Nacional de Saúde, 16% das pessoas com esse tipo de deficiência apresentam um grau muito severo, que os impede de realizar atividades habituais, como ir à escola, trabalhar e brincar.
Segundo Caparica, a audiodescrição não é algo semelhante à tradução, mas consiste, “categoricamente”, em traduzir. Isso significa que implica o mesmo grau de percalços e questionamentos de outros tipos de tradução, como a literária. O processo que se configura é “a transposição de um enunciado de uma perspectiva visual (que uma pessoa com deficiência visual não pode avaliar) para uma perspectiva não-visual”.
“Não há nenhuma diferença qualitativa ou quantitativa observável entre a tradução de uma pessoa que traduz um poema de um idioma para outro e uma audiodescrição, são os mesmos desafios, a mesma atividade, são as mesmas competências que se espera do profissional”, diz.
“Inclusive, na área de letras, é relativamente conhecido o termo da tradução intersemiótica e eu uso bastante essa expressão na pesquisa, que é justamente quando você está traduzindo um enunciado de uma forma de construção de sentido, que a gente chama de semiose, de uma semiose pra outra. Então, é de uma forma de construir significados pra outra forma de construir significado.”
Em seu trabalho acadêmico, Caparica pontua que aproveitar a simples sucessão de quadros não seria o suficiente para uma narração, reflexão que fez a partir de sua dupla experiência, como leitor de histórias em quadrinhos visual e como consumidor do produto audiodescrito. E foi nesse sentido que desejou contribuir.
O pesquisador argumenta, ainda, que “a audiodescrição exige a cooperação entre um audiodescritor que enxerga e um consultor que não enxerga”. Por isso, para desenvolver sua tese, a companheira de Caparica, Letícia Mazzoncini Ferreira, formou-se como audiodescritora para colaborar com o projeto.
“Quem consome a audiodescrição não pode produzi-la, quem precisa, seu público-alvo. E quem a produz não é seu público-alvo. Isso cria uma lacuna, um abismo comunicacional que precisa ser suplantado. É necessário que se construa uma ponte por cima desse precipício que separa o público da produção”, diz.
“Eu ainda consigo cumprir, como profissional, uma série de papéis da audiodescrição, por uma coincidência de elementos da minha formação pessoal e profissional, acabei acumulando algumas competências múltiplas na área de audiodescrição. Além de ser consultor e produtor de conteúdo audiodescrito, sou também locutor profissional e também faço a parte de edição e mixagem de áudio. Então, três quartos do trabalho com a produção de audiodescrição eu, como público-alvo, consigo estar lá e fazer, mas esse um quarto que falta é o papel mais importante de todos, que é o de audiodescritor, que faz efetivamente a tradução”, emenda.
Audiodescrição pelo mundo
Caparica destaca, em sua tese, três localidades que considera avançadas, em termos de audiodescrição: os Estados Unidos, o Reino Unido e a Espanha. No território estadunidense, por exemplo, o rádio foi fundamental para a difusão desse tipo de técnica, que começou pelo teatro, com peças sendo transmitidas por diversas estações.
“Costumo dizer que a audiodescrição começou com o rádio. Aí, você vai dizer: radionovela. A radionovela não é o caso, porque já foi concebida para ser áudio, mas as locuções esportivas no rádio, não. O primeiro caso de audiodescrição profissional que você vai encontrar são os locutores futebolísticos, que faziam audiodescrição em tempo real do que estava acontecendo no estádio. Sem dúvida, o rádio teve, em muitos lugares, uma relação muito próxima com a audiodescrição e é ainda subutilizado nesse sentido. Se considerar a estrutura de pessoas que tem um radinho FM em casa e, mesmo quem não tem, quanto custa um hoje? Tem uma facilidade de estrutura e de se transmitir esse conteúdo de forma acessível e com tanta facilidade por essa mídia, acho que é muito subutilizada pelo que poderia ser, hoje, no século 21”, pontua Caparica.
Enquanto nos Estados Unidos há uma lei federal que fortalece a consolidação do recurso, no Brasil, avalia ele, “a prática é incipiente”.
O que falta, afirma, é a robustez e a estabilidade de políticas públicas. Caparica afirma que a audiodescrição no país ainda precisa ser aprimorada, embora não esteja “estagnada” e que a capacitação profissional deve, necessariamente, contemplar demandas específicas do idioma.
“Não existe, nunca existiu no Brasil uma política nacional para pessoa com deficiência. Política nacional não é projeto de governo, porque isso, esse partido faz e o próximo desfaz. Política nacional é como se teve, por exemplo, a de alfabetização no Brasil. Foi um projeto que foi abraçado e nenhum governo que veio depois achou que fazia sentido desfazer. “
Por isso, toda iniciativa é sempre individual, pontual, é sempre quem consegue fazer alguma coisa e, dentro dessas possibilidades, dessa limitação, o que o Brasil conseguiu fazer foi produzir audiodescrição no começo desse século só, colocando a gente com certo atraso na coisa. A gente demorou muito para regulamentar a profissão de audiodescritor. Um curso de audiodescritor ainda não tem nenhuma regulamentação, então é feito de maneira muito informal. Os melhores, inevitavelmente, vão replicar o modelo de cursos do exterior já consagrados”, finaliza.
Retrato da leitura e o gosto por quadrinhos
Para obter os dados apresentados no levantamento do Instituto Pró Livro e do Itaú Cultural, equipes percorreram 208 municípios, entre outubro de 2019 a janeiro de 2020. Ao todo, 8.076 pessoas foram consultadas, sendo divididas entre leitores, que são aqueles que leram um livro integral ou parcialmente nos últimos três meses, e não leitores, classificação que designa aqueles que declararam não ter lido nenhum livro nos últimos 3 meses, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses.
A simpatia pela Turma da Mônica fica evidente nas respostas. Os gibis foram uma das 37 obras mais citadas. Além disso, Maurício de Sousa, criador dos personagens do gibi, também figura entre os autores mais lembrados e adorados.
Também se observa que, entre estudantes, a proporção de gibis e histórias em quadrinhos é maior (16%) do que a registrada entre não estudantes (8%). A média nacional é de 8%.
Pode-se imaginar também que, ao estar na universidade, os jovens acabem abandonando os gibis e quadrinhos, mas acontece exatamente o oposto. Ao todo, 14% dos entrevistados com esse nível de escolaridade declararam que os leem, contra 13% das crianças que cursam o fundamental I (1º a 4º série ou 1º ao 5º ano), 12% dos que estão no ensino fundamental II (5º a 8º série ou 6º ao 9º ano) e 8% dos alunos do ensino médio.
Em relação à faixa etária, observa-se que os grupos que mais folheiam gibis e histórias em quadrinhos são pessoas com 5 a 10 anos de idade (22%) e de 11 a 13 anos (21%). As que manifestam menos interesse são idosos com 60 anos ou mais (1%), com 50 a 59 (7%) e 30 a 39 (8%).
Em pronunciamento na TV, ministro da Saúde afirmou que país já tem o suficiente iniciar a campanha em janeiro
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Na noite desta quarta-feira (6), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, realizou um pronunciamento em rede nacional de televisão em que disse que o Brasil já tem vacinas, agulhas e seringas o suficiente para começar a vacinação contra a Covid-19 “ainda neste mês de janeiro”. De acordo com ele, o país também já “está preparado e estruturado em termos financeiros, organizacionais e logísticos para executar o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação”.
Pazuello informou que “todos os estados e municípios receberão a vacina de forma simultânea, igualitária e proporcional à sua população” e ressaltou que “seremos também exportadores de vacina para a nossa região muito em breve”.
O ministro ainda explicou que o presidente Jair Bolsonaro “assinou e enviou para publicação uma Medida Provisória que trata de medidas excepcionais para aquisição de vacinas, insumos, bens e serviços de logística, até a aquisição de serviços nas áreas de tecnologia da informação e publicidade”.