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O primeiro e o segundo colocado estão separados por uma quantia de mais de 143,74 milhões de reais

Alguns pilotos estão empatados Foto: Reprodução

O jornal britânico The Sun divulgou, nesta segunda-feira (8), uma lista atualizada com os 10 maiores salários da Fórmula 1. O primeiro e o segundo colocado estão separados por uma quantia de 22 milhões de euros, o equivalente a mais de 143,74 milhões de reais.

Confira a seguir a lista.

10. Kimi Raikkonen

Kimi Räikkonen
Finlandês Kimi Räikkonen Imagem: Wikimedia Commons

O Finlandês Kimi Raikkonen receberá, nesta temporada, 3,64 milhões de euros da Alfa Romeo.

9. Sergio Pérez

Sergio Pérez
Mexicano Sergio Pérez Imagem: Wikimedia Commons

O mexicano Sérgio Pérez fechou com a Red Bull o salário de 4,37 milhões de euros.

8. Valtteri Bottas

Valtteri Bottas
Finlandês Valtteri Bottas Imagem: Wikimedia Commons

Valtteri Bottas é outro finlandês na lista. O piloto da Mercedes receberá o salário de 5,82 milhões de euros durante esta temporada.

7. Fernando Alonso

Fernando Alonso
Espanhol Fernando Alonso Imagem: Wikimedia Commons

O espanhol da Alpine ocupa o sétimo lugar no ranking dos salários com a quantia de 6,55 milhões de euros.

5. Sebastian Vettel

Sebastian Vettel
Alemão Sebastian Vettel Imagem: Wikimedia Commons

Empatado na quinta colocação do ranking, o corredor alemão da Aston Martin receberá um salário de 7,28 milhões de euros na temporada de 2021.

5. Carlos Sainz

Carlos Sainz
Espanhol Carlos Sainz Imagem: Wikimedia Commons

O segundo espanhol na lista é Carlos Sainz, da Ferrari. Com o salário de 7,28 milhões de euros, Sainz se torna o quinto piloto mais bem pago do mundo, empatado com Vittel.

3. Daniel Ricciardo

Daniel Ricciardo
Australiano Daniel Ricciardo Imagem: Wikimedia Commons

Correndo pela McLaren, o australiano Daniel Ricciardo chega empatado ao terceiro lugar do ranking de salários, com um salário de 10,19 milhões de euros.

3. Charles Leclerc

Charles Leclerc
Monegasco Charles Leclerc Imagem: Wikimedia Commons

Dividindo a colocação com Daniel Ricciardo, o piloto monegasco ocupa a terceira posição do ranking, recebendo 10,19 milhões de euros da Ferrari.

2. Max Verstappen

Max Verstappen
Neerlandês Max Verstappen Imagem: Wikimedia Commons

Isolado em segundo lugar, o automobilista neerlandês receberá da Red Bull o salário de 18,2 milhões de euros durante esta temporada.

1. Lewis Hamilton

Lewis Hamilton
Britânico Lewis Hamilton Foto: Jen Ross/Flickr

O campeão na corrida de salário é o britânico Lewis Hamilton, considerado o maior piloto de todos os tempos, posição que era do brasileiro Ayrton Senna. O piloto receberá 40 milhões de euros da Mercedes nesta temporada.

Informações Pleno News


Expectativa é de que benefício seja pago a partir de março e siga até o mês de junho

Auxilio emergencial Foto: Reprodução

Governo e lideranças do Congresso avançaram nas negociações para a concessão de mais uma etapa do auxílio emergencialcom valor de R$ 250 em quatro parcelas, com custo total de cerca de R$ 30 bilhões. O benefício deve começar a ser concedido em março com término em junho.

Já há entendimento político de que a concessão do auxílio terá de ser dada por meio da aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de orçamento de guerra, semelhante, mas não igual à aprovada em 2020. Na prática, o orçamento de guerra permitiu que o governo ampliasse os gastos no combate à pandemia livre das “amarras” das regras fiscais.

Agora, as medidas de contrapartidas de corte de despesas e de renúncias fiscais, cobradas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, serão divididas em duas etapas. A “PEC de guerra”, que se espera esteja aprovada até a primeira semana de março, conterá uma versão mais compacta de medidas fiscais com base em um texto que já está no Senado, o do pacto federativo.

Essa PEC terá a cláusula de calamidade e permitirá que os gastos para o pagamento do auxílio não sejam incluídos no teto de gastos, a regra que impede o crescimento das despesas acima da inflação, nem no Orçamento de 2021.

A segunda PEC conterá a outra parte das medidas mais duras de corte de despesas, com o objetivo de sustentar a sobrevivência do teto de gastos até 2026. As lideranças buscam fechar um compromisso para que essa segunda PEC fiscal esteja aprovada até junho, quando terminará o pagamento do auxílio.

A ideia é consolidar o que os líderes do governo têm chamado de “fortalecimento das âncoras fiscal e monetária”, com a garantia da sobrevivência do teto de gastos e aprovação da autonomia formal do BC. A expectativa é de que até o fim da próxima semana a divisão das medidas entre as duas PECs esteja concluída.

Informações Pleno News/Estadão


Presidente recebe nesta sexta-feira sete membros do Conselho Político do partido

Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Alan Santos

Nesta sexta-feira (12), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reúne com sete membros do Conselho Político do Patriota. O objetivo é começar oficialmente as negociações para uma possível filiação ao partido, já que o Aliança Brasil, legenda que o presidente gostaria de criar, não saiu do papel a tempo da disputa à reeleição em 2022.

Na última segunda-feira (8), o presidente da República afirmou que vai definir a nova legenda em março, e que está “namorando” alguns partidos, dentre eles o Patriota. Em resposta, o presidente da legenda, Adilson Barroso, também expôs o desejo de ter Jair Bolsonaro na sigla.

– Se ele chamar para namorar, vamos conversar. Agora, se der certo, não tem essa de namoro mais não. Tem que ir direto para o cartório. Já conhece, então tem que casar logo de papel passado – afirmou.

Nas eleições de 2018, a filiação quase se concretizou, quando Barroso mudou o nome da legenda de Partido Ecológico Nacional (PEN) para Patriota a fim de receber o até então deputado como candidato oficial do partido à presidência. Contudo, após negociações com o advogado e hoje ex-ministro Gustavo Bebianno, Bolsonaro optou pelo PSL. Contudo, o presidente deixou a legenda após divergências com a liderança do partido.

Informações Pleno News


Nação teve queda de proporções históricas e fechou o ano com uma redução de 9,9% no Produto Interno Bruto

Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson Foto: EFE/Facundo Arrizabalaga

Uma das nações mais afetadas em sua economia pela pandemia de coronavírus, o Reino Unido viu seu Produto Interno Bruto (PIB) sofrer uma queda de proporções históricas em 2020 e fechou o ano com uma redução de 9,9% no índice. De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS), foi a maior retração anual desde o início das estatísticas sobre a economia britânica.

A queda do PIB do ano passado foi mais que o dobro da contração de 2009, provocada pela crise financeira, e a maior desde o início dos registros oficiais modernos após a Segunda Guerra Mundial. Dados históricos mais antigos hospedados pelo Banco da Inglaterra sugerem que foi o maior tombo desde 1709, quando o país sofreu uma “grande geada”.

Apesar do péssimo resultado, no quarto trimestre, porém, a economia britânica cresceu 1% depois de ter saído da recessão, com um avanço de 16,1% no terceiro trimestre. Em dezembro, houve alta de 1,2% do PIB, após uma queda de 2,3% em novembro, quando houve um lockdown parcial, o que deixou a economia 6,3% menor do que o patamar de fevereiro.

O banco central do país acredita que levará até o início de 2022 para que a economia britânica recupere seu tamanho pré-pandemia. Entretanto, para alcançar o resultado, o Reino Unido terá que continuar o processo de vacinação sem intercorrências. Ainda assim, muitos economistas acreditam que vai demorar mais para a nação se recuperar.

– Apesar de alguns sinais importantes da capacidade de resistência da economia durante o inverno, vemos que o confinamento atual [que continuou em janeiro e fevereiro e ao qual se somou o fechamento das escolas] continua a ter um impacto significativo em muitas pessoas e em muitas empresas – disse o ministro da Economia, Rishi Sunak.

Sunak, que enfrenta o maior endividamento desde a Segunda Guerra Mundial, definirá no dia 3 de março por quanto tempo pretende continuar oferecendo apoio emergencial. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta uma alta de 3,1% no PIB do Reino Unido em 2021.

Informações Pleno News


Foto: Reprodução

A responsabilidade do ministro Ricardo Lewandowski na liberação das mensagens hackeadas da Operação Lava Jato ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dividiu o STF (Supremo Tribunal Federal).

Relator da operação na corte, Edson Fachin afirmou no julgamento que a atribuição para analisar o pedido do petista deveria ser dele próprio.

A PGR (Procuradoria-Geral da República), por sua vez, acusou a defesa do ex-chefe do Executivo de “burlar” o Supremo ao apresentar duas solicitações idênticas à corte, uma vez que Fachin já havia negado o mesmo pleito anteriormente.

Apesar de envolver um tema importante para a Justiça, que é o chamado “juiz natural” dos processos, princípio que garante a imparcialidade do Judiciário, o STF não deve se debruçar sobre o tema.

A avaliação da ala lava-jatista do Supremo é que, embora Fachin tenha argumentos em seu favor, as chances de vitória sobre o tema no plenário seriam reduzidas.

Além de Lewandowski também ter argumentos jurídicos para despachar no pedido do petista, a compreensão é que o placar do julgamento da última terça-feira (9) indica que o mais provável seria a Lava Jato amargar nova derrota no STF.

Os ministros Kassio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia acompanharam o voto de Lewandowski, e só Fachin se posicionou de maneira contrária na Segunda Turma.

O ministro Lewandowski liberou o acesso de Lula às mensagens (hackeadas e mais tarde apreendidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Spoofing) em um despacho individual dado em 28 de dezembro. Em 1º de fevereiro, retirou o sigilo dos diálogos.

As mensagens foram hackeadas e parte delas foi entregue ao site The Intercept Brasil, que, em parceria com outros veículos, incluindo a Folha, publicou o conteúdo.

Mais tarde, os invasores dos celulares de procuradores da Lava Jato foram presos e as conversas ficaram sob a guarda da Polícia Federal, que teve de entregá-las a Lula por ordem do ministro do Supremo.

Fachin, porém, defendeu que seu colega não poderia ter dado acesso do material ao petista.

“O MPF usou a palavra ‘burla da relatoria’. Não vou repeti-la porque acho demasiadamente grave, mas entendo que a reclamação não retirou a prevenção deste relator para questões atinentes à ação penal aqui em tela, assim como para demais ações penais quando instado o STF a decidir”, queixou-se.

Ao questionar a decisão individual de Lewandowski que liberou o acesso do petista às mensagens, a PGR havia feito a mesma contestação: “A busca de atalhamento decisório pela defesa, além de esbarrar no requisito processual negativo da litispendência, revela uma tentativa de burla ao princípio do juiz natural —porquanto já judicializada a questão, sob relatoria de outro ministro dessa Corte Suprema”.

Lewandowski, entretanto, também tem suas razões para atuar no tema. E elas têm origem em fevereiro de 2019, quando os advogados do petista acionaram o STF sob argumento de que a Lava Jato havia violado a súmula vinculante do Supremo que dá à defesa de investigados “acesso amplo aos elementos de prova” já documentados em procedimento investigatório.

A ação foi apresentada após a 13ª Vara Federal de Curitiba rejeitar o pedido de Lula para acessar a íntegra do acordo de leniência da Odebrecht no âmbito da ação penal em que o ex-presidente é acusado de receber um terreno da empreiteira como forma de propina.

Em março de 2019, Fachin também negou o pedido do petista. Um ano e meio depois, em agosto de 2020, no entanto, a Segunda Turma do Supremo analisou o caso e derrubou a decisão de Fachin, dando acesso irrestrito do ex-presidente ao material requisitado.

Na ocasião, Lewandowski foi o responsável por abrir divergência em relação ao voto do relator, o que o tornou responsável por todos os pedidos relativos ao caso que chegassem ao Supremo.

Em 23 de dezembro, então, a defesa do petista argumentou que deveria ter acesso às mensagens da Spoofing porque, conforme revelado por veículos de imprensa, os procuradores haviam conversado sobre o acordo de leniência nas mensagens.

Como os diálogos tornaram-se um fato notório e de amplo conhecimento público, estava ali caracterizada a responsabilidade de Lewandowski sobre o pedido, uma vez que envolvia o acordo da empreiteira.

Outra tese levantada por ministros que sustentam que Fachin não é o responsável pelo processo advém da decisão do ministro de agosto de 2019 ao negar o acesso de Lula às mensagens da Vaza Jato.

Na interpretação de uma ala da corte, naquele despacho o ministro reconheceu que não seria o responsável pelo caso por causa de um trecho da decisão.

“Com relação ao pleito de produção de provas vinculadas a noticiados fatos supervenientes ao ato coator, consigno que se almeja a colheita de elementos probatórios que não se encontram submetidos à administração e supervisão desta relatoria, da autoridade imputada como coatora ou das instâncias antecedentes”, escreveu.

A defesa do petista estava recorrendo da decisão até dias antes do julgamento desta semana. Em 1º de fevereiro, porém, às vésperas da análise do tema na turma, a defesa do petista pediu a desistência do recurso, que foi homologada por Fachin na terça-feira, data que a turma enfrentou o tema.

A decisão final do julgamento se limitou a afirmar que o grupo de sete procuradores que requereu a revogação do despacho de Lewandowski que autorizou o acesso aos diálogos não tinha legitimidade para fazer a solicitação ao STF.

Gilmar e Lewandowski aproveitaram para fazer duras críticas à Lava Jato. Kassio e Cármen, porém, afirmaram apenas que não poderiam analisar o pedido porque os ex-procuradores da operação não tinham direito de ter acionado o STF naqueles termos.

Fachin, porém, discordou dos colegas em relação e disse que a corte não analisou somente a competência dos integrantes do MPF para acionar o Supremo.

“O que se tem aqui, para além da questão da legitimidade, é o exame do fornecimento integral do material apreendido na 10ª Vara de Brasília [responsável pela Spoofing]”, disse.

Folhapress


Foram três tilápias e um tambaqui Foto: SEMMAM

A morte de peixes no Parque da Lagoa Radialista Erivaldo Cerqueira, no bairro Baraúnas, está sendo apurada por técnicos da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMMAM). Foram três tilápias tailandesas e um tambaqui, cuja espécie é originária da Bacia Amazônica.

De acordo com o chefe do Departamento de Educação Ambiental, João Dias, serão coletadas amostras da água da Lagoa do Geladinho para análise fisico – química e bacteriológica. Os peixes apareceram mortos na quarta-feira, 10. 

“Desta forma, será possível saber se houve mudanças nos parâmetros da água –  o Ph, o oxigênio dissolvido, a turbidez e a temperatura – que mataram os peixes”, disse.

Contudo, ele afirma que em períodos de temperaturas elevadas e de alterações climáticas é natural que isso aconteça. “Não houve nenhuma anormalidade no parque. Mas, ainda assim, cabe ao Município adotar as medidas necessárias para identificar a causa da morte e informar à sociedade”. 

Com relação a análise da carne do peixe, João Dias explica que isso não é possível, uma vez que o Lacen  (Laboratório Central da Bahia), único no Estado responsável por isso, apresenta alta demanda devido a pandemia.


Enem digital
Foto: Marcello Casal Jr.

Agência Brasil- Termina hoje (12) o prazo para candidatos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) digital 2020 pedirem para participar da reaplicação das provas. O pedido deve ser feito na Página do Participante. Podem pedir a reaplicação os estudantes que não puderam participar do Enem por estarem com sintomas de covid-19 ou de outra doença infectocontagiosa e aqueles que não conseguiram fazer as provas por problemas logísticos.

As provas da reaplicação serão nos dias 23 e 24 de fevereiro, apenas na versão impressa. Além da covid-19, podem solicitar a reaplicação participantes com coqueluche, difteria, doença invasiva por Haemophilus influenza, doença meningocócica e outras meningites, varíola, Influenza humana A e B, poliomielite por poliovírus selvagem, sarampo, rubéola, varicela.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), para a análise da possibilidade de reaplicação a pessoa deverá inserir obrigatoriamente, no momento da solicitação, documento legível que comprove a doença. Na documentação, deve constar o nome completo do participante, o diagnóstico com a descrição da condição, o código correspondente à Classificação Internacional de Doença (CID 10), além da assinatura e da identificação do profissional competente, com o respectivo registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), do Ministério da Saúde (RMS) ou de órgão competente, assim como a data do atendimento. O documento deve ser anexado em formato PDF, PNG ou JPG, no tamanho máximo de 2 MB. 

As provas do Enem digital foram aplicadas nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. Nas semanas que antecederam cada uma das aplicações, os candidatos puderam enviar exames e laudos médicos ao Inep. Aqueles que ainda não o fizeram podem acessar o sistema online. De acordo com balanço divulgado pelo Inep, 320 participantes do Enem digital já fizeram os pedidos. Foram aprovadas 194 solicitações. 

Questões logísticas

Também podem pedir a reaplicação estudantes que tenham sido prejudicados por problemas logísticos. De acordo com o edital do Enem, são considerados problemas logísticos, por exemplo, desastres naturais que prejudiquem a aplicação do exame devido ao comprometimento da infraestrutura do local, falta de energia elétrica, falha no dispositivo eletrônico fornecido ao participante que solicitou uso de leitor de tela ou erro de execução de procedimento de aplicação, que incorra em comprovado prejuízo ao participante.

No primeiro dia de aplicação do Enem digital, foi registrado problema em um servidor, o que atrasou o envio das provas para os computadores onde os participantes fariam o exame. Por causa do tempo, eles não puderam fazer as provas. Esses participantes, por exemplo, terão direito à reaplicação. 

Os pedidos de reaplicação serão analisados pelo Inep. A aprovação ou a reprovação do pedido deverá ser consultada também na Página do Participante. Os candidatos podem ainda entrar em contato com o Inep pelo telefone 0800 616161. O Inep recomenda, no entanto, que a solicitação seja feita pela internet. 

Terão também direito a fazer o Enem em fevereiro os estudantes que fariam a prova no estado do Amazonas e nos municípios de Rolim de Moura (RO) e Espigão D’Oeste (RO), onde o exame foi suspenso tanto na versão impressa quanto na digital por causa dos impactos da pandemia. Esses estudantes, no entanto, não precisam fazer o pedido, pois estão automaticamente inscritos.

Cronograma 

O Enem 2020 tem uma versão impressa, aplicada nos dias 17 e 24 de janeiro, e uma digital, realizada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. Ao todo, cerca da metade dos inscritos no Enem impresso e aproximadamente 70% do Enem digital faltaram às provas. O prazo para os pedidos de reaplicação do Enem impresso foi entre os dias 25 e 29 de janeiro. Os resultados das análises dos pedidos, tanto dos participantes do Enem impresso quanto do digital, serão divulgados até o dia 15 deste mês.

O resultado final, tanto da versão impressa quanto da digital e da reaplicação, será divulgado no dia 29 de março. Os candidatos podem usar as notas para concorrer a vagas no ensino superior, por meio de programascomo o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior, o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas de estudo em instituições privadas, e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 


Foto: Divulgação

CNN Brasil- A variante do novo coronavírus encontrada pela primeira vez na região britânica de Kent deve “varrer o mundo”, segundo a cientista Sharon Peacock, chefe do programa de vigilância genética Covid-19 Genomics UK, em entrevista à BBC publicada nesta quinta-feira (11).

Primeiro detectada em setembro de 2020 na Inglaterra, a mutação – considerada mais contagiosa – já foi identificada em mais de 50 países.

Para Peacock, a variante “varreu o país” e “vai varrer o mundo, com toda a probabilidade”.

Sharon Peacock
Sharon Peacock

Na visão da cientista, seu trabalho de sequenciamento de variantes do novo coronavírus pode ser necessário por pelo menos 10 anos, até que seja possível controlar o vírus. 

“Assim que controlarmos [o vírus] ou ele sofrer mutação para deixar de ser virulento – causando doenças – podemos parar de nos preocupar com isso. Mas acho que, olhando para o futuro, faremos isso por anos. Ainda faremos isso daqui a 10 anos, na minha opinião”

O consórcio Covid-19 Genomics UK é um grupo de agências de saúde pública e instituições acadêmicas no Reino Unido criado em abril de 2020 para questões relacionadas à pandemia.

Peacock é professora de Saúde Pública e Microbiologia na Universidade de Cambridge e anteriormente foi diretora do Serviço Nacional de Infecção do governo britânico.

*Com informações de Guy Faulconbridge, da Reuters


11 fevereiro 2021

Participantes do BBB21
“Esse BBB se tornou um laboratório a céu aberto da fragmentação dessa esquerda identitária que não tem um modelo de sociedade, que é dividida em tribos e que não concilia o discurso da diferença com o da igualdade”, diz Wilson Gomes, professor titular de Teoria da Comunicação da UFBA

“Ele é sujinho. Se esfregar bem…”, “louco” e “abusador” e “quer usar a agenda LBGT” foram algumas das declarações que geraram polêmica na 21ª edição do Big Brother Brasil, reality show transmitido pela TV Globo.

Mas a forte repercussão nas redes sociais não se deu apenas pela natureza dos comentários, mas de quem veio — representantes do que muitos consideram ser militantes da diversidade e contra o preconceito. 

Se ao público coube o julgamento moral, na opinião de Wilson Gomes, filósofo e professor titular de Teoria da Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), são sinais reveladores da “fragmentação da esquerda identitária”, que não tem “um projeto de sociedade unificado”. 

“A esquerda criou palco, ganhou um espelho e não gostou do que viu”, opina Gomes, pesquisador e autor de 11 livros, entre eles Crônica de uma Tragédia Anunciada: Como a Extrema-Direita Chegou ao Poder.

“Esse BBB se tornou um laboratório a céu aberto da fragmentação dessa esquerda identitária que não tem um modelo de sociedade, que é dividida em tribos e que não concilia o discurso da diferença com o da igualdade”, disse ele em entrevista à BBC News Brasil. “Não há, portanto, espaço para conciliação. É como se cada pedaço da sociedade tivesse que cuidar de si. Ou, como digo, ‘farinha pouca, meu pirão identitário primeiro’.”

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Algumas lideranças do movimento negro, no entanto, dizem que os participantes não falam pela causa, tese com a qual Gomes não concorda. 

Ele, que também pesquisa comunicação e política nas redes sociais, diz acreditar que a edição deste ano do Big Brother Brasil quis se aproveitar “do rescaldo do movimento Black Lives Matter” dentro de um contexto em que há um esforço de valorização e cobrança por maior representatividade das minorias em espaços públicos. De fato, metade do elenco BBB21 é negra, maior porcentual da história do programa.

Mas, segundo ele, apesar disso, o que o público do lado de fora viu foi um “conflito sem limites das tribos identitárias colidindo uma com a outra”.

“As tramas amorosas e sexuais, recorrentes em outras edições do programa, foram substituídas por ‘tretas’. O público achou aquilo assustador enquanto a esquerda tradicional, que oferece complacência enorme em relação aos abusos desses grupos identitários, ficou desnorteada”.

“O que vemos ali é cada um buscando sua superioridade moral e se permitindo comportamentos autoritários e agressivos simplesmente por causa de seu pertencimento a um grupo estruturalmente desvantajado ou historicamente marginalizado”.

Na visão de Gomes, parte-se assim da visão de que o pertencimento “a essa minoria que sofreu, me dá um ‘Super Trunfo’. E, portanto, o que eu faço tem uma espécie de excludente de ilicitude”.

O filósofo faz alusão ao jargão jurídico — quando uma pessoa pratica um ato geralmente considerado ilícito ou impróprio sem ser punida por isso — para comentar polêmicas como a que aconteceu durante uma festa, quando o participante Gilberto Nogueira afirmou ser um homem negro, declaração que incomodou a rapper Karol Conká e o comediante Nego Di. Este disse: “Ele é sujinho. Se esfregar bem…”. Karol Conká e Nego Di se declaram negros.

Em outro desdobramento, Conká foi acusada de violência psicológica contra o ator Lucas Penteado (de “Malhação”), que também se declara negro, chamando-o de “louco e abusador”. Isso se agravou depois que Lucas tratou outra participante, Kerline, com uma “abordagem invasiva”, repleta de “nomes assustadores”, segundo relato dela própria. Kerline acabou tendo uma crise de choro, e o episódio fez com que alguns participantes do programa agissem duramente contra Lucas, deixando de falar com ele ou proibindo que ele se sentasse à mesa, por exemplo.

Já a psicóloga social Lumena acusou Lucas de autopromoção ao protagonizar com Gilberto o primeiro beijo entre homens em 20 anos do programa. Ela disse: “Lucas tá usando os pretos para se autopromover. Primeiro foi uma agenda racial e agora uma agenda LGBT. Eu não fico falando da minha mulher e que sou sapatão”. A fala deu origem a brincadeiras e críticas nas redes sociais, com usuários criando uma fictícia “carteira de bissexual” a ser submetida à autorização prévia de Lumena.

‘Racismo do bem’

Isolado e criticado pela grande maioria dos colegas, Lucas decidiu deixar o programa na manhã de domingo (7). 

Gomes vê o que chama de “complacência” da esquerda com relação a comportamentos como estes em torno da desistência do participante Lucas.

“Há uma esquerda que passa pano para os abusos autoritários, linchadores e canceladores da esquerda identitária. Tem sido sempre assim. Eles vivem nessa complacência, embora estes sejam comportamentos que violem as crenças da própria esquerda”, diz. 

Divulgação

Wilson Gomes destaca a ausência de espaços para a construção de diálogos

“Parece que estamos falando de dois tipos de racismo: um racismo que é condenável quando o vetor vai do branco para o negro e outro racismo para o qual ‘se passa pano’, que tem que ser chamado de outro nome, porque vai de um negro para outro negro, ou do negro para o branco”.

“A crítica não é então por princípio. Seria por conveniência? Os conservadores acusam os progressistas justamente disso quando falam sobre o suposto ‘racismo do bem’ ou ‘ódio do bem'”.

“Na minha visão, a crítica tem que ser por princípio: racismo é racismo, não importa de onde venha, abuso psicológico é abuso psicológico, não importa de onde venha. Autoritarismo que humilha outras pessoas é autoritarismo, não importa de onde venha”, argumenta.

Segundo Gomes, esse tipo de atitude acaba fortalecendo a direita, que ele também classifica como identitária, mas, em sua avaliação, muito mais “unificada”. 

“O cientista político americano Mark Lilla fala sobre como esses movimentos hiper-identitários foram muito importantes para a ascensão do trumpismo e eu ousaria dizer para a ascensão do bolsonarismo também. Afinal, se alimentam desse híbrido identitário”, assinala.

“Pode ser que o defensor das armas e o antiabortista tomem caminhos separados no futuro, mas não há dúvida de que existe um projeto de sociedade unificada na direita, a partir de uma visão conservadora do mundo.”

Nesse contexto, Gomes lamenta a ausência de espaços para a construção de diálogos.

“As pessoas falam dentro das suas próprias tribos. Na luta antirracista da atualidade, não há espaço para um Nelson Mandela ou um Martin Luther King, pessoas com discurso universalista, conciliador”, diz. 

“Não vejo a criação de pontes, a construção de diálogos. A esquerda de hoje é como um arquipélago. A feminista que não se junta com mulher negra, que, por sua vez, não se junta com o homem negro. Trata-se de várias ilhas que, quando se juntam, se chocam. É isso que estamos vendo no programa”, conclui.

Informações BBC News Brasil


O rei Luís XVI morreu na guilhotina
Luís XVI foi o último rei da França e morreu na guilhotina em 21 de janeiro de 1793

Era 28 de agosto de 1789 e na Assembleia Constituinte da França era colocada a pergunta mais revolucionária da época: quanto poder deve ter o rei?

A isso se resumia o dilema fundamental que a Revolução Francesa enfrentou: dar continuidade à monarquia decadente ou acabar com ela. 

Poucos poderiam então prever que a questão levaria ao fim, alguns anos depois, dos onipotentes reis da França. E que Luís 16 e sua esposa Maria Antonieta terminariam seus dias executados na guilhotina, diante do desafiador povo parisiense que aplaudia com gritos de “Viva a República!”

A cena, antes dessa pergunta central, era simplesmente impensável.

Mas os franceses se envolveram em sua Revolução, processo que pôs fim ao poder absoluto da monarquia e da Igreja, questionado pela burguesia que emergia como uma nova força política.

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E assim começou uma transformação social e econômica que teve um profundo impacto na ordem política e cuja influência continua até hoje, não só na França, mas no mundo.

Daquele período turbulento surgiram, além de conceitos como “direitos humanos” e “nação”, os nomes das duas principais tendências políticas que dominaram o mundo desde então: a esquerda e a direita.

ilustração
Desde 1789, chamamos as duas principais tendências políticas que governaram o mundo ocidental de esquerda e direita

E a origem tem a ver com cadeiras.

Cadeiras da Assembleia 

Para explicar a origem do uso dessas palavras, é preciso voltar à sala da Assembleia Constituinte, em agosto de 1789, quando se votava o poder que deveria ter Luís 16.

A história que se conta é que o debate desencadeado na assembleia, composta tanto por adeptos da Coroa como por revolucionários interessados ​​em derrubá-la, foi tão acalorado e apaixonado que os adversários acabaram estrategicamente localizados na sala segundo as suas afinidades.

Nas cadeiras localizadas à direita do presidente do grupo, sentaram os integrantes da ala mais conservadora. Eles eram os leais à Coroa, que queriam conter a revolução e defendiam que o rei conservasse o poder e o direito ao veto absoluto sobre todas as leis.

Eles eram a favor da instalação de uma monarquia constitucional na França, algo semelhante ao exemplo inglês. Ou seja, um rei poderoso com um Parlamento que dependia muito de sua figura.

Assembleia Constituinte Francesa 1789
As cadeiras da direita eram ocupadas pelos fiéis à monarquia e as da esquerda por aqueles que pediam menos poder para o rei Luís 16

Do outro lado, nas cadeiras da esquerda, começaram a se reunir revolucionários que tinham uma visão oposta ao que se sentavam à direita. Eles eram os mais progressistas na sala, os que clamavam por uma mudança radical de ordem. 

Para eles, o rei só deveria ter direito a um veto suspensivo. Ou seja, se ele não concordasse com um projeto de lei, ele poderia suspender o processo por um certo tempo, mas não poderia interrompê-lo ou cancelá-lo definitivamente. Significava o fim do poder absoluto do monarca.

De acordo com os registros do Senado francês, a votação daquele dia foi vencida pelos membros da esquerda, com 673 votos, ante 325 votos da direita. Isso acabaria marcando o curso da Revolução Francesa.

Com o resultado, a monarquia começou a se enterrar na França. E, a partir daquele dia, os membros da assembleia continuaram a se localizar na sala por afinidades.

E a dicotomia não demorou muito para se infiltrar na linguagem política, o que acabou sendo muito prático para os editores das primeiras atas da Assembleia e dos primeiros jornais revolucionários.

Para Pierre Brechon, cientista político francês e professor emérito de ciência política na Universidade Sciences Po, um dos motivos pelos quais os termos permaneceram no jargão político tem a ver com sua simplicidade.

“O pensamento tem esse aspecto dicotômico e para entender, pelo menos num primeiro momento, precisamos de coisas simples. Poderíamos ter encontrado outros termos que poderiam ter se espalhado pelo mundo, mas o importante é que era preciso um vocabulário simples (…). E nas discussões políticas, direita e esquerda são simples referências “, diz à BBC Mundo.

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Para falar de política, precisamos de uma linguagem simples, diz o cientista político Pierre Brechon

Brechon aponta que essa dicotomia política na França não ficou só na discussão sobre os poderes que o rei deveria ter, mas evoluiu marcando alguns dos principais capítulos da história do país.

Após o colapso da monarquia, no século 19 o debate centrou-se em que tipo de república deveria ser estabelecida: se mais conservadora, com Estado vinculado à Igreja, como a direita preferia, ou se república laica, como a esquerda defendia.

No século 20, a divisão se manifestou economicamente, com a direita a favor do mercado liberal e esquerda pedindo um Estado regulado.

A popularização da esquerda e da direita

Durante boa parte do século 19, os termos esquerda e direita eram usados ​​apenas por políticos.

Na verdade, demorou muitos anos para que essas noções deixassem a Assembleia Nacional Francesa e chegassem ao povo. Para que isso acontecesse, era preciso educação.

E aqui vale lembrar que, na Europa, países como a Alemanha e a França (esta última em plena revolução) foram os pioneiros na implantação de sistemas públicos de ensino no início do século 19. E, de acordo com o cientista político Brechon, uma coisa levou à outra.

A popularização dos termos esquerda e direita “estava ligada à progressiva politização dos indivíduos e à elevação do nível educacional das sociedades desenvolvidas”, explica ele à BBC Mundo.

Mas, embora os termos tenham nascido na França, a verdade é que eles se espalharam pelo mundo ocidental. Mas além dos nomes das tendências, foi expandida essa noção da política como oposição de forças, de preto e branco, em vez daquele espectro diverso que realmente é.

Embora o par de opostos mais universal seja o esquerda versus direita, sob a mesma lógica também existem progressistas versus reacionários, conservadores versus liberais ou democratas versus republicanos.

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A maioria dos franceses está politicamente no centro

No centro

Mais de dois séculos após a ascensão da esquerda e da direita, o espectro político é composto por uma série de tons de cinza em que, como geralmente fica claro nas pesquisas, a maioria das pessoas se encaixam.

Em uma de suas últimas pesquisas sobre identidade política, que Brechon conduziu durante as eleições presidenciais de 2017 na França (um país com mais de 80 partidos e movimentos políticos), os pesquisadores pediram aos participantes que se classificassem politicamente em uma escala de 0 a 10, com 0 representando a extrema esquerda e 10 representando a extrema direita. O resultado encontrado foi que “a média dos franceses se situa na posição 5”, ele diz, com menos pessoas nos extremos. 

Isso, no entanto, não se aplica a todos os países. O espectro político varia de acordo com o país, sua história e seu contexto.

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Estados Unidos vivem um cenário de polarização política

Do outro lado do Atlântico, os Estados Unidos, país com tradição de dois partidos fortes que se alternaram no poder durante grande parte de sua história — o Democrata, que se identifica com uma tendência liberal, e o Republicano, mais conservador e à direita —, acabou de viver uma das eleições mais polarizadas da sua história.

Jogo de futebol

Lilliana Mason, professora de governo e política da Universidade de Maryland e autora do livro Uncivil Agreement: How Politics Became Our Identity (Acordo ´incivil´: Como a política se tornou nossa identidade, em tradução livre), diz que nos EUA, o país em que vive e ensina, a política está sendo vivida como uma espécie de evento esportivo.

Segundo Mason, em seu país, a ideologia foi deixada de lado para dar lugar a outra categoria, a de vencedores e perdedores, o que marcou o ritmo dos discursos da última campanha eleitoral.

Para Mason, agora a política é dividida entre vencedores e perdedores

“Não se tratou de política, era sobre ‘seremos os vencedores ou vamos ser os perdedores’. O eleitorado está muito mais animado com qual time está ganhando, como se estivessem assistindo a um jogo.”

Para a especialista, essa polarização, embora agora mais evidente, está se formando há quatro décadas. O que existe é “basicamente um Partido Republicano que representa amplamente os interesses de grupos tradicionais de alto status, homens brancos, cristãos e, do outro lado, o Partido Democrata, que representa tudo o mais. E a principal discussão entre eles é sobre se a hierarquia social ainda existe e se deve ser sacudida.”

Assim, mais de 230 anos depois, a polarização acaba lembrando aquele cenário dicotômico, de polos opostos, como aquele em que estourou a Revolução Francesa. Questionamento que, ao colocar em discussão o poder absoluto de Luís 16, discutiu também a hierarquia social da época, dividindo a sala entre os que decidiram sentar-se à esquerda e os que se decidiram pelas cadeiras da direita.

Informações BBC News Brasil