Vereador foi infectado pelo novo coronavírus e está internado em hospital de Feira de Santana
Foto: divulgação/Irmão Lázaro
Internado devido à contaminação pela Covid-19, o vereador de Salvador, Irmão Lázaro, permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um Hospital de Feira de Santana. Segundo informou sua assessoria neste domingo (28), o parlamentar continua intubado, apresentando saturação e oxigenação melhores ao decorrer do dia.
Ainda segundo a assessoria do vereador, ele ainda está inspirando muitos cuidados “para que continue evoluindo com o tratamento”. “Está respondendo positivamente as manobras e com redução de medicações”, diz a nota.
Ao todo 885 mil pessoas estão com a doença e 9,4 milhões se curaram
Agência Brasil- De acordo com o balanço diário mais recente divulgado neste domingo (28) pelo Ministério da Saúde, o número de pessoas que morreu por causa da covid-19 no Brasil subiu para 254.942. Em 24 horas, foram registradas 721 mortes. Há ainda 2.860 óbitos em investigação no país.
Já o total de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia chegou a 10.551.259. Em 24 horas, foram confirmados pelas autoridades sanitárias 34.027 novos casos.
O balanço é produzido a partir de informações fornecidas pelas secretarias estaduais de saúde e, nos finais de semana, costuma ser menor do que durante a semana.
Há, ao todo, 885.284 pessoas com casos ativos da doença em acompanhamento por profissionais de saúde e 9.411.033 pacientes já se recuperaram.
Estados
Na lista de estados com mais mortes estão São Paulo (59.493), Rio de Janeiro (33.080), Minas Gerais (18.565) e Rio Grande do Sul (12.392). As unidades da Federação com menos óbitos são Acre (998), Roraima (1.100), Amapá (1.140) e Tocantins (1.526).
Em número de casos acumulados, São Paulo também lidera (2.041.628), seguido por Minas Gerais (878.705), Bahia (684.037), Santa Catarina (670.603) e Paraná (647.032).
Marcelo Alexandrino questiona o lockdown em relação ao comércio: “fechamento total do comércio não é a solução”
O Protagonista- “Vai quebrar o comércio”. A frase, em tom de previsão, é do presidente da Associação Comercial de Feira de Santana, Marcelo Alexandrino, ao ser perguntado pelo Protagonista sobre o prolongamento do lockdown no município.
“Fui informado da prorrogação do decreto pelo prefeito Colbert na tarde deste domingo. Já externei minha opinião sobre o lockdown: desnecessário”, acentua Marcelo Alexandrino.
“O empresariado está sufocado pela pandemia. Antes mesmo das restrições impostas ao comércio, a situação já era difícil. Alguns comerciantes nos informam que recebem apenas 4 a 5 clientes por dia. Onde está a aglomeração?”, questiona.
Alexandrino entende que é necessária a busca de uma outra solução. “No transporte coletivo, por exemplo, podemos ajustar horários de acordo com a demanda”, sugere.
“Se o prefeito Colbert adotar uma posição contrária ao decreto estadual em Feira de Santana, tenho certeza que terá apoio maciço dos empresários e também da população. Não é o comércio aberto que provoca aumento de casos de covid”, enfatiza Marcelo Alexandrino.
O presidente Jair Bolsonaro anda irritado com a falta de leitos de hospitais nos estados e municípios depois de repasses Bilionários por parte do Governo Federal, segundo o presidente, não é razoável que os estados e municípios tenham desmobilizado os equipamentos antes do fim da pandemia e queiram mais recursos para mobilizar novamente.
O presidente já cogitou ir com sua equipe ver a situação de perto e constatar se houveram irregularidades, hoje (28) Bolsonaro foi a suas redes sociais para fazer um balanço de quanto já mandou pra cada estado, veja os valores:
Repasses do Governo Federal para cada estado só em 2020.
Valores diretos: saúde e outros.
Valores indiretos: suspensão e renegociação de dívidas:
Somente serviços essenciais do Governo Municipal funcionarão para o público amanhã (01) e terça-feira (2), ampliando o lockdown prorrogado pelo Governo do Estado. O principal deles será o da Saúde, que terá atendimento normal em todas as unidades, sem qualquer exceção.
Também haverá expediente normal no Centro de Atendimento ao Feirense (CEAF), nas secretarias da Fazenda; de Serviços Públicos; Operações e Manutenção; de Comunicação; na Superintendência Municipal de Trânsito e na Secretaria de Transportes e Trânsito.
Na Secretaria de Prevenção à Violência trabalharão normalmente a Defesa Civil e a Guarda Municipal, e haverá plantões no Procon e nas secretarias de Desenvolvimento Urbano e de Administração. Na Secretaria de Meio Ambiente funcionará apenas a fiscalização.
O Centro de Abastecimento deverá funcionar até 14h, mas o Centro Comercial Popular Cidade das Compras, o Feiraguay e o Mercado de Arte Popular ficarão totalmente fechados. O transporte público urbano circula das 5h às 19h.
O Governo Municipal vai abrir exceções apenas para oficinas mecânicas, bancos, lotéricas, clínicas e laboratórios, medicamentos (humanos e veterinários), postos de combustíveis, borracharias, distribuidoras de água e de gás.
“Alguns segmentos devem funcionar, em razão da localização geográfica de Feira, como borracharias e oficinas mecânicas; outros devido ao período de pagamento de salários, como bancos e lotéricas”, explica o prefeito Colbert Martins.
Presidente voltou a tecer duras críticas contra medidas determinadas pelos governos locais
Presidente Jair Bolsonaro criticou fechamento do comércio nos estados Foto: PR/Marcos Corrêa
O presidente da República, Jair Bolsonaro, fez neste domingo (28) uma crítica ao fechamento de estabelecimentos comerciais, uma medida que vem sendo adotada por vários Estados. Em mensagem nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que a decisão tomada pelos governadores cria desemprego em massa no país.
– Hoje, ao fecharem o comércio e novamente te obrigar a ficar em casa, vem o desemprego em massa com consequências desastrosas para todo o Brasil – disse Bolsonaro.
Nos últimos dias, Estados como Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Distrito Federal, Bahia, São Paulo, Ceará, Goiás, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte restringiram a circulação de pessoas, fecharam lojas e em alguns casos decretaram lockdown.
O aperto promovido pelos Estados irritou o presidente Jair Bolsonaro. Na sexta-feira (26), ele afirmou que “daqui para frente o governador que fechar seu Estado, o governador que destrói emprego, ele é que deve bancar o auxílio emergencial”.
Na postagem deste domingo nas redes sociais, Bolsonaro defendeu ainda que “a saúde no Brasil sempre teve seus problemas”. Segundo ele, a falta de UTIs – o principal motivo para os Estados apertarem as restrições – era um dos problemas “e certamente um dos piores”.
O impacto motivador da dopamina se reflete no descontrole que se apossa de todos nós quando continuamos a comer depois que abrimos a boca para o primeiro salgadinho
Um dos efeitos de certos alimentos “viciantes”, como o chocolate, é a liberação de dopamina cerebral que aumenta o poder de incentivo dos estímulos relacionados ao prazer.
Quem a conheceu conta que minha bisavó Rosa, que viveu até os 103 anos, tinha perdido a vontade de viver e só desejava morrer. Mas minha tia-avó Felisa, que viveu quase 102 anos, nunca perdeu essa vontade e sempre, até as últimas horas, encontrou um motivo para continuar vivendo, fosse o casamento de um sobrinho, o batizado de um novo membro da família, o copinho de aguardente ou o torrone da festa da cidade. Sempre me perguntei o que haveria no cérebro exausto de cada uma das minhas duas anciãs para abrigar um sentimento tão diferente.
Uma possível resposta me leva aos muitos anos em que no nosso laboratório da Universidade Autônoma de Barcelona exploramos o comportamento de ratos que pressionam uma pequena alavanca dentro de sua gaiola para ativar o dispositivo que envia pequenos choques elétricos a seus cérebros por meio de um eletrodo implantado nele. Nunca duvidamos de que essas descargas fossem agradáveis e, por isso, os ratos pressionavam a alavanca continuamente, horas e até dias, até cair exaustos de inanição. Quando fazem isso, os neurônios em uma região do tronco do encéfalo (área tegmental ventral) liberam através de seus prolongamentos o neurotransmissor dopamina em outra região da base do cérebro (o núcleo accumbens). Por isso, durante os primeiros anos de pesquisa, acreditávamos, e assim explicávamos aos nossos alunos, que a dopamina era a substância cerebral que produzia o prazer.
Mas as coisas mudaram quando a revista Nature publicou um artigo mostrando que os ratos continuavam pressionando a alavanca mesmo quando a dopamina se esgotava e não era mais liberada em seu cérebro, o que significa que ainda havia prazer sem dopamina. O que então a dopamina faz, nos perguntamos, intrigados? Achados experimentais recentes apontaram a resposta. Por um lado, agora sabemos que quando se reduz a dopamina no cérebro de ratos pela injeção de substâncias que a desativam (6-hidroxi-dopamina), sua capacidade de sentir prazer não desaparece, pois suas reações positivas ao sabor doce permanecem intactas. Os doentes de Parkinson, que também têm escassez de dopamina no cérebro, também não perdem suas reações de prazer com o sabor doce. Por outro lado, também foi comprovado que os camundongos com déficit de dopamina apresentam perda total de interesse ou motivação para realizar ações, como pressionar uma alavanca ou percorrer um labirinto, destinadas a alcançar prazeres como a comida, e somente se os níveis de dopamina são restaurados nos locais do cérebro onde é normalmente liberada os animais e recuperam a motivação e o comportamento para chegar até ela.
Por tudo isso, o que agora acreditamos que a dopamina faz quando liberada no cérebro é aumentar a motivação e o poder de incentivo das coisas agradáveis, produzindo desejo, embora sem causar prazer nem ter um verdadeiro impacto hedônico. É como se essa substância nos motivasse a fazer o necessário para conseguir o bom, o prazer, onde quer que esteja. Curiosamente, também há dados que indicam que pacientes com Parkinson tratados com substâncias como L-dopa, que elevam a dopamina cerebral, não aumentam suas reações positivas ao prazer, mas exibem certa motivação compulsiva, um incremento no desejo por atividades como jogos, hobbies, compras, pornografia, Internet em geral, etc, mesmo quando não se percebe neles um aumento de prazer que possa justificar esse comportamento.
Este impacto motivador da dopamina se reflete de uma maneira muito especial no descontrole que todos nós sentimos ao continuar a comer depois de abrirmos a boca para o primeiro salgadinho ou batata frita em uma festa. Mais do que aguçar o apetite, que já temos, o que parece acontecer com a primeira e contida degustação é uma liberação de dopamina cerebral que aumenta o poder de incentivo dos estímulos relacionados ao prazer, neste caso, a comida, mas não o prazer em si, tornando mais intenso e frequente o comportamento contínuo que o busca. É por isso que depois da primeira batata frita não conseguimos mais nos conter e parar de comer. Esse incentivo parece especialmente forte no dependente de uma droga, ou qualquer outro tipo de dependência, perante qualquer estímulo relacionado ao seu consumo. A simples visão do “passador de drogas”, do local onde as vendem, pode desencadear a dopamina cerebral e com ela o desejo e a motivação para fazer o que for preciso para consegui-las.
Agora também sabemos que a dopamina aumenta quando somos estimulados por todo tipo de novidades, ou seja, quando acontecem coisas novas e inesperadas em nosso entorno, o que a neurociência chama de “erro de predição”. A novidade está quase sempre presente na rica vida dos jovens, mas muito menos na vida muitas vezes empobrecida dos idosos, que a fraqueza, a preguiça ou a falta de apoio familiar leva a se refugiarem no sedentarismo e no isolamento em casa. É, portanto, muito importante incentivar, por todos os meios, que os idosos tenham uma vida pessoal e social tão rica e ativa quanto possível para que seu cérebro libere dopamina e, com isso, aumente e mantenha sua motivação e seu desejo de continuar vivendo bem até em idades avançadas.
Ignacio Morgado Bernal é professor de Psicobiologia no Instituto de Neurociências e na Faculdade de Psicologia da Universidade Autônoma de Barcelona. É autor de ‘Deseo y placer: la ciencia de las motivaciones’ (Ariel, 2019).
Motoristas esperavam que o etanol estivesse bem mais barato que a gasolina, mas isso não aconteceu Imagem: PA Media
Quem tem moto ou carro flex espera economizar na hora de escolher o combustível. Como o preço da gasolina disparou nos últimos meses por causa da valorização do dólar e da alta no preço internacional do petróleo, a expectativa de muitos motoristas era de que o álcool (etanol hidratado) se tornasse uma opção bem mais vantajosa, mas isso não aconteceu.
Segundo a empresa de gestão de frotas Ticket Log, o litro do álcool chegou ao preço médio de R$ 3,86 na primeira quinzena de fevereiro —alta de 2,1% em relação a janeiro. No mesmo período, a gasolina subiu 4,5%, alcançando a média de R$ 5,03 por litro.
Como rende 30% a menos, o álcool só vale a pena do ponto de vista econômico se o litro custar até 70% o da gasolina —esta é uma média, pois existe variação dependendo do motor.
Atualmente, o álcool compensa nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Mesmo assim, o ganho é pequeno, de no máximo R$ 0,03 por km rodado.
Apesar de ser produzido em quase todo no Brasil e com produtos nacionais (principalmente a cana-de-açúcar), o álcool sofre influência direta da cotação do dólar. O preço do açúcar no mercado internacional, a procura por álcool em gel, a safra da cana e os impactos da pandemia na indústria de combustíveis também explicam por que o preço do álcool subiu tanto.
Recuperação após a pandemia
O gráfico acima mostra como o preço dos combustíveis em geral despencou a partir de fevereiro de 2020 e voltou a crescer depois de maio. Isso aconteceu no mundo todo, por causa do coronavírus.
As medidas de isolamento social levaram a uma queda do consumo de combustíveis para o transporte e para a indústria. A redução na demanda puxou os preços para baixo e fez com que sobrasse estoque do produto. O petróleo foi até negociado a valores negativos já que, sem ter onde estocá-lo, muitos investidores preferiram pagar para não receber os barris comprados.
Com a gasolina e o diesel baratos, o álcool teve que baixar de preço também. Segundo Antonio Rodrigues, diretor técnico da Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar), o setor acumulou prejuízos naquele período, vendendo abaixo do preço de custo.
Agora, com a gasolina em alta, o setor de etanol também está subindo os preços e recuperando os prejuízos. “Hoje não podemos reclamar, porque estamos vendendo com margem positiva, tanto o açúcar quanto o etanol”, diz Rodrigues.
Cotação do açúcar
A cana-de-açúcar é a principal matéria-prima no Brasil para a produção de álcool e de açúcar. Segundo a Unica, 85% da cana é processada em indústrias mistas, que podem produzir os dois.
Mais uma vez, o preço internacional dos insumos teve interferência no preço. Nos últimos 12 meses, o açúcar subiu cerca de 14% na Bolsa de Nova York e 18% na de Londres, principais pontos de negociação no mundo. Por isso, usinas brasileiras investiram na produção do alimento, em alta, e reduziram a produção do combustível, desvalorizado.
Além disso, o real depreciado perante o dólar tornou o açúcar brasileiro mais competitivo no mercado internacional, onde disputa espaço principalmente com a Índia e a Tailândia.
O Brasil produz também etanol de milho, mas é cerca de 5% do total. E, assim como acontece com a cana, o milho tem outras utilidades e é negociado em dólar.
Entressafra da cana e procura por álcool em gel
Outro motivo para a alta no preço do álcool combustível é a época do ano. A cana-de-açúcar tem uma produção concentrada principalmente entre abril e novembro. O Brasil está agora no período de entressafra, se preparando para plantar a próxima leva.
Por isso, é comum que os preços do álcool subam no início do ano, afirma Milas Evangelista, consultor da FGV Energia.
A pandemia trouxe também uma procura maior por etanol como produto sanitário, como o álcool em gel. A Unica estima que a venda desses produtos cresceu 65,7% no primeiro semestre de 2020. Para Evangelista, a procura pelos produtos de limpeza não influenciou tanto o preço do álcool combustível, mas ajudou a compensar as perdas do setor.
Produtores seguram estoque para manipular o preço?
Com a gasolina em alta, o consumidor passa a procurar mais pelo etanol. Esse aumento na demanda abre margem para que os produtores e revendedores cobrem mais pelo etanol.
Segundo o consultor da FGV Energia, o mercado de álcool combustível no Brasil é competitivo, o que é bom para o consumidor. Algumas empresas maiores conseguem segurar os estoques à espera de um preço mais vantajoso para elas, mas a maioria não tem condição de arcar com esse risco —pois não existe a certeza de que o preço vai subir.
Para Antonio Rodrigues, da Unica, o preço depende essencialmente da relação oferta e demanda. Se subiu, é porque há gente disposta a pagar esse valor. “O consumidor é o regulador do mercado. Ele faz a avaliação do momento em que vale a pena usar o etanol ou a gasolina”, diz.
Diante do anúncio de novas restrições, como o toque de recolher até o fim do mês e o “lockdown” neste fim de semana, o Fórum Empresarial da Bahia publicou uma “carta-manifesto” com uma série de sugestões para o poder público. O grupo listou alternativas ao fechamento do comércio.
Eles defendem a ampliação da frota de ônibus, que é “um forte vetor de transmissão do vírus”; reativação dos hospitais de campanha que foram instalados e estavam em funcionamento na Arena Fonte Nova, Wet’n Wild e Hotel River Side; medidas localizadas de contenção em bairros com o maior número de casos; criação de escalonamento de horários de abertura de estabelecimentos comerciais, “visando diminuir os horários de pico no transporte público”; estabelecimento de multas e/ ou outras penalidades para os cidadãos que fazem aglomerações; criação de um comitê de crise público-privado para buscar soluções; e a manutenção dos esforços para avançar na campanha de vacinação.
“Com a certeza de que a economia não suporta um novo fechamento, nos colocamos, de imediato, à disposição de V.Exa. para atuarmos juntos nesse cenário de crise, elencando, para avaliação, algumas sugestões de medidas que acreditamos serem eficazes”, diz a entidade, ao pontuar que os casos de coronavírus não cresceram com a reabertura das atividades comerciais no ano passado.
“Foram registrados sucessivos índices de queda nas taxas de ocupação de leitos de UTI logo após a reabertura de toda atividade econômica, em 24 de julho de 2020. Isso evidencia que o aumento do contágio não está ligado diretamente ao funcionamento do comércio e prestação de serviços e sim à ocorrência de aglomerações e desobediência no cumprimento dos protocolos de segurança que tem
sido amplamente noticiado pela imprensa”, defende o grupo, que pede compreensão pelo momento difícil também enfrentado pela classe produtiva.
A carta é assinada, de forma conjunta, pela Associação Brasileira das Agências de Propaganda – Seção Bahia (Abap-BA), Associação Baiana de Supermercados (Abase), Associação Brasileira de Agências de Viagens da Bahia (Abav-BA), Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih-BA), Associação Baiana do Mercado Publicitário (ABMP-BA), Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Associação Comercial da Bahia (ACB), Associação dos Comerciantes de Material de Construção da Bahia (Acomac), Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-BA), Associação dos Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb-BA), Associação dos Jovens Empreendedores – Bahia (AJE-BA), Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé-BA), Câmara dos Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL), Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FBHA), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado da Bahia (FCDL).
O anúncio da prorrogação do lockdown até a quarta-feira foi feito pelo secretário de Comunicação, Edson Borges
Foto: Ed Santos: Acorda Cidade
O Protagonista- Está prorrogado até às 5h da próxima quarta-feira (3/3) o lockdown em Feira de Santana. O prefeito Colbert anunciou, através do secretário de Comunicação, Edson Borges, que segue a prorrogação do lockdown estadual, anunciada neste domingo (28), pelo governador Rui Costa.
O escalonamento com o horário de encerramento das atividades, hoje, é o seguinte: comércio de rua, 17 horas; bares e restaurantes, com atendimento presencial, 18 horas; shoppings, galerias de lojas e demais centros comerciais, 19 horas. A entrega em domicilio está permitida. Fica vedada a venda de bebida alcoólica em quaisquer estabelecimentos, inclusive por sistema de delivery.
Nesse período estarão autorizados a funcionar apenas os serviços considerados essenciais, “aqueles que não admitem interrupção, em especial as atividades relacionadas à saúde, comercialização de gêneros alimentícios, inclusive nas feiras livres, segurança e ao enfrentamento da pandemia, o transporte e o serviço de entrega de medicamentos e demais insumos necessários para a manutenção das atividades de saúde, as obras em hospitais e a construção de unidades de saúde”.
De acordo com o decreto municipal, a locomoção noturna continua “vedada a qualquer indivíduo”, bem como a permanência e o trânsito em vias ou equipamentos, até a quarta-feira (03/03), diariamente a partir das 20h às 5h. Permanecem autorizados: o deslocamento para ida a serviço de saúde ou farmácia, para compra de medicamentos, ou situações em que fique comprovada a urgência; a atuação dos servidores, funcionários e colaboradores, no desempenho de suas funções, nas unidades públicas ou privadas de saúde e segurança; o funcionamento dos estabelecimentos comerciais e de serviços até às 19h30, de modo a garantir o deslocamento dos funcionários e colaboradores às suas residências; o funcionamento dos terminais rodoviários e de transporte coletivo, bem como o deslocamento de funcionários e colaboradores que atuem na operacionalização destas atividades essenciais; os serviços de limpeza pública e manutenção urbana; os serviços de entrega em domicílio (delivery) de farmácia e medicamentos, independentemente de horário e os serviços de entrega em domicilio (delivery) de alimentação, até às 24 horas. Ainda neste domingo (28) a Prefeitura anuncia mudança no funcionamento de repartições públicas municipais, na segunda (01/03) e terça (02/03).