Augusto Nunes chamou a deputada federal 72 vezes em seus textos de “amante no departamento de propinas da Odebrecht”, segundo desembargador
Foto: Divulgação/RecordTV
O jornalista Augusto Nunes foi condenado a pagar uam indenização de R$ 30 mil à presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), a deputada federal Gleisi Hoffmann, por danos morais. Segundo a colunista do jornal Folha de São Paulo, Mônica Bergamo, a ação foi movida após a parlamentar ter sido chamada de “amante” diversas vezes em textos publicados por Nunes nos portais Veja e R7.
Segundo o portal IG, desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) determinaram que a sentença condenatória seja publicada “pelo período mínimo de 30 dias” em todos os veículos em que “as ofensas foram divulgadas”.
“O sentido infamante e desrespeitoso adotado pelo réu [Augusto Nunes] se encontra carregado de conteúdo misógino e sexista, puramente com o intuito de agredir a demandante”, disse o desembargador Alvaro Ciarlini. De acordo com ele, o jornalista “abusou do seu direito à liberdade de expressão (liberdade de imprensa)”.
Ainda conforme a publicação, o desembargador disse na decisão que Nunes fazia questão de mencionar que a Gleisi era “conhecida pelo codinome amante no departamento de propinas da Odebrecht”, segundo investigação da Operação Lava Jato. O jornalista usou a expressão 72 vezes em textos que não tinham relação com as investigações da operação.
“Evidencia-se que a palavra “amante” deixou de ser utilizada com o intuito de informar o leitor a respeito da operação policial que envolveu a sociedade empresária Odebrecht”, concluiu o desembargador.
O ator e humorista Renato Aragão teria sido vítima de um golpe aplicado por um ex-funcionário da sua empresa, de acordo com informações do jornalista Alessandro Lo-Bianco, do programa ‘A Tarde é Sua’, da RedeTV!.
Renato teria percebido um desvio de sua conta de cerca de R$ 3 milhões. Segundo o repórter, o ex-funcionário teria falsificado as assinaturas do humorista e da mulher dele, Lilian Aragão, em cheques, para conseguir sacar dinheiro das contas bancárias do ator.
O caso já foi levado à polícia e o ator deve entrar com uma ação contra o banco por ter permitido os saques.
A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (11) o projeto de lei que cria regras para prevenir o superendividamento dos consumidores, proíbe práticas consideradas enganosas e prevê audiências de negociação. A matéria é de autoria do senador José Sarney (PMDB/AP) e foi aprovada em 2015. Como foi modificada pelos deputados o texto retorna para análise do Senado.
O texto permite ao consumidor desistir de contratar empréstimo consignado dentro de sete dias do contrato sem indicar o motivo.
“[O projeto] nasceu no Senado Federal, em 2012. Em 2015, ele veio para esta Casa tratando do superendividamento. Se, em 2012, o superendividamento já era um tema relevante e importante discutido dentro do Congresso Nacional, imaginem neste momento. Não só o tempo passou, mas também hoje vivemos a pandemia e certamente o pós-pandemia será um momento muito agudo para os endividados, sobretudo para os superendividados”, afirmou o relator, deputado Franco Cartafina (PP-MG).
Segundo o relator, atualmente 60% das famílias brasileiras estão endividadas e 30% dos brasileiros estão em situação de inadimplência. O texto define como superendividamento a impossibilidade manifesta de o consumidor, pessoa natural, de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo. No entanto, não se aplicam as dívidas que tenham sido contraídas mediante fraude ou má-fé ou sejam oriundas de contratos celebrados dolosamente com o propósito de não realizar o pagamento.
“Temos 63 milhões de brasileiros inadimplentes, um lastimável recorde histórico, em que 94% ostentam rendimento mensal inferior a 5 salários mínimos. Nesse universo de endividados, são 12 milhões de jovens, que já iniciam sua vida laboral em condições completamente desfavoráveis, e quase 6 milhões de idosos que deviam, após décadas de trabalho exaustivo”, detalhou Cartafina. “Desses 6 milhões de idosos, 32% são de baixa renda, justamente os brasileiros que se encontram em maior situação de hipervulnerabilidade”, acrescentou.
O projeto prevê maior rigor na publicidade da oferta de crédito e o dever ativo de informação, esclarecimento e de avaliação do conhecimento da condição social e da capacidade de discernimento do tomador de crédito (compartilhamento de responsabilidades entre a instituição de crédito e consumidor).
A matéria aprovada proíbe que a oferta de crédito ao consumidor, seja publicitária ou não, use os termos “sem juros”, “gratuito”, “sem acréscimo” e “com taxa zero” ou expressão semelhante. Além disso, veda a indicação de que a operação de crédito poderá ser concluída sem consulta a serviços de proteção ao crédito ou sem avaliação da situação financeira do consumidor. Esse dispositivo, porém, não se aplica à oferta para pagamento por meio de cartão de crédito.
O texto também proíbe assédio ou pressão para que o consumidor contrate o fornecimento de produto, serviço ou crédito, inclusive a distância, por meio eletrônico ou por telefone, principalmente se se tratar de consumidor idoso, analfabeto, doente ou em estado de vulnerabilidade agravada.
“Estamos diante de um profundo problema social, no qual 50% dos endividados voltam a ficar inadimplentes. Tomam novos empréstimos para rolar a dívida e acabam reincidindo na impontualidade ao longo da renegociação, num círculo vicioso que acentua ainda mais as dificuldades de existência digna dos devedores, que passam a canalizar a integralidade de seus rendimentos para o pagamento de dívidas e colocam em risco a subsistência da família, traço característico do superendividamento”, afirmou o relator.
O descumprimento pode acarretar judicialmente a inexigibilidade ou a redução dos juros, dos encargos ou de qualquer acréscimo ao valor principal e o aumento do prazo de pagamento previsto no contrato original, conforme a gravidade da conduta do fornecedor e as possibilidades financeiras do consumidor, sem prejuízo de outras sanções e de indenização por perdas e danos, patrimoniais e morais, ao consumidor.
Consignado
O texto prevê que no crédito consignado a soma das parcelas reservadas para pagamento de dívidas não poderá ser superior a 35% de sua remuneração mensal líquida, sendo 5% destinados exclusivamente para pagamento de dívidas relacionadas a contratos de cartão de crédito com reserva de margem consignável.
Conciliação
A matéria também prevê a possibilidade de repactuação de dívidas de forma conciliatória, a pedido do consumidor, que terá no máximo cinco anos para apresentar proposta de plano de pagamento. Nas situações em que a conciliação não for possível, poderá haver revisão judicial compulsória dos contratos e dívidas. O projeto aprovado admite a conciliação administrativa concorrente, que será dirigida pelos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Procons).
Único vereador eleito pelo PSD durante o pleito de 2020, quando obteve apenas 3.179 votos, com nível médio de educação formal e com uso recorrente de linguagem vulgar, Fernando Torres tem feito da tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana palco de espetáculos grotescos, dignos do repúdio das pessoas com boa educação.
Presidente do Legislativo Municipal, o pouco educado Fernando Torres regressou nesta terça-feira (11/05/2021) à tribuna para revelar os cargos para pessoas ligadas a ele que foram, possivelmente, prometidas pelo prefeito Colbert Martins Filho (MDB) nas Eleições de 2020.
O vereador, durante a verborragia dita em plenário, afirmou que tinha gravações do prefeito prometendo empregos aos aliados dele.
O discurso de Fernando Torres confirma, em tese, a denúncia feita na segunda-feira (10) pelo prefeito Colbert Martins Filho (MDB), ao declarar que:
— “Garanto a vocês que não vou ceder a qualquer tipo de intimidação, ameaça ou pressão para atender os interesses pessoais de quem quer que seja”.
Em síntese, Colbert Martins está denunciando chantagem e isso é muito grave.
No conjunto, a situação revela que, em tese, o prefeito Colbert Martins pode estar sendo chantageado pelo presidente da Câmara Municipal e isso precisa ser apurado pelo Ministério Público da Bahia (MPBA).
Hábito da intimidação
O vereador tem por hábito o uso da intimidação. Neste sentido, uma das vítimas foi o diretor do Jornal Grande Bahia (JGB), o cientista social e jornalista Carlos Augusto.
Em duas oportunidades, Fernando Torres se dirigiu a ele de forma desrespeitoso e usou linguagem indicativa de ameaça. O departamento jurídico do veículo de comunicação foi informado do assédio do boquirroto edil e está pronto para agir, se necessário.
Os episódios envolvendo o prefeito e o jornalista não são únicos. Como relatado no início da matéria, Fernando Torres usa de forma abusiva o direito à imunidade parlamentar para intimidar. Mas isso tem dia e hora para acabar, porque denúncias criminais contra o servidor público estão sendo preparadas, revelou fonte do Jornal Grande Bahia.
Discurso patético
Intelectualmente frágil, Fernando Torres se vangloria de não depender de cargo público, ou de relacionamento político. Mas, o despreparo discursivo é evidenciado na contradição da fala do débil vereador, que apenas possui algum tipo de repercussão porque ocupa função pública.
Fernando Torres, na função de servidor, é obrigado a seguir uma conduta ética pública, algo que não tem ocorrido, quando analisado os agressivos discursos do edil, que são recheados de histriônicos gritos e palavras chulas.
O vereador se tornou um anti-exemplo de funcionário público e ao contrário do que pensa, ele deve respeito e será cobrado pela sociedade que o elegeu.
Assassino agiu motivado por xenofobia contra asiáticos
Robert Aaron Long enfrentará pena de morte Foto: Reprodução
A promotora distrital americana Fani Willis, do Condado de Fulton, na Geórgia, disse nesta terça-feira (11) que o homem acusado de matar oito pessoas em spas e casas de massagem nos arredores de Atlanta tinha como alvo descendentes de asiáticos e cometeu crime de ódio. Ela informou que pedirá a pena de morte contra ele.
O suspeito, Robert Aaron Long, de 22 anos, que é branco, foi formalmente indiciado por acusações de assassinato nesta terça-feira pelas quatro mortes em duas casas de massagem em Atlanta, que abalaram os Estados Unidos em março em meio a uma onda de crimes de ódio anti-asiáticos.
Long já havia sido acusado de assassinato no Condado de Cherokee por outras quatro mortes em um spa, que atacou menos de uma hora antes de agir em Atlanta.
No processo, Willis disse que Long tinha como alvo as quatro vítimas em Atlanta, todas mulheres de ascendência asiática, por causa de sua raça, nacionalidade, sexo e gênero. A promotora não apresentou nenhuma nova evidência sobre a motivação de Long no processo e nem respondeu a um pedido de comentário.
A polícia disse depois dos ataques que Long afirmou aos investigadores que não tinha como alvo as vítimas por causa de sua raça. Em vez disso, ele alegou ter lutado contra o “vício em sexo”, disseram eles. A polícia de Atlanta disse que Long era um cliente das duas empresas de Atlanta, embora não tenham dito que ele ia lá para fazer sexo.
TERRORISMO DOMÉSTICO Long também foi indiciado por uma acusação de terrorismo doméstico, sob a alegação de que ele pretendia “intimidar a população civil” da Geórgia.
Os crimes foram os primeiros ataque a tiros em grande escala em locais públicos em mais de um ano e alimentaram o medo em muitos americanos de origem asiática, que relatam cada vez mais serem alvos de ações como essa desde o início da pandemia do coronavírus.
Sem prejulgar o resultado da investigação, o presidente democrata, Joe Biden, considerou muito preocupante o aumento da violência contra os americanos de origem asiática desde o início da pandemia.
Todas as mulheres mortas em Atlanta eram funcionárias das empresas de massagem e todas haviam emigrado da Coreia. Elas foram identificadas como Soon Chung Park, de 74 anos; Suncha Kim, de 69; Yong Ae Yue, de 63; e Hyun Jung Grant, de 51.
Willis informou ter entrado com uma notificação no tribunal dizendo que ela buscará penalidades por crimes de ódio se Long for condenado por assassinato. De acordo com a lei da Geórgia, um promotor pode pedir a um júri para determinar se uma pessoa condenada por um crime subjacente também é culpada de um crime de ódio, que acarreta uma pena adicional.
O Hospital Dom Pedro de Alcântara (HDPA) inaugura na próxima quinta-feira, 13, oito leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), exclusivos para o tratamento de pacientes com Covid-19.
Construídos em tempo recorde através de um contrato de cooperação técnica com a Prefeitura de Feira, os leitos possuem todos os equipamentos necessários para o tratamento da doença, além de monitores de última geração.
“A construção desses leitos é resultado de muito esforço para que possamos dar a assistência adequada às pessoas que precisam de atendimento. O objetivo da gestão pública municipal é reduzir a mortalidade e aumentar a recuperação de pacientes”, explicou o secretário de Saúde, Marcelo Britto, além de ressaltar o compromisso e parceria do Hospital Dom Pedro com o Governo Municipal na luta contra a Covid-19.
A nova unidade foi nomeada em homenagem ao médico Dr. Benício Cunha Cavalcante, morto em julho de 2019, devido a complicações da Covid-19. Ele trabalhou por 40 anos no Dom Pedro.
“Foram muitos anos de dedicação e luta. Ele tem uma história na instituição e essa é uma forma de homenagear quem viveu boa parte da sua vida aqui dentro”, explica Sandra Peggy, diretora administrativa da unidade hospitalar.
Investimentos
Novos investimentos também estão previstos, como a construção de cinco leitos de UTI no Hospital de Campanha, ampliando de 18 para 23 a capacidade de atendimento. A unidade também tem 35 leitos clínicos.
O secretário de Saúde ressalta que a população deve seguir com as medidas necessárias – evitar aglomerações, higienizar as mãos e usar álcool em gel – para que o número de casos e a hospitalização por Covid-19 diminuam.
Irmã de Paulo Gustavo traz à tona foto do ator no hospital e faz declaração (Imagem: Reprodução / Instagram)
Juliana Amaral, irmã de Paulo Gustavo, usou suas redes sociais na madrugada desta terça-feira (11) para prestar uma emocionante homenagem ao ator, que na última semana faleceu em decorrência de complicações causadas pela Covid-19.
Ao trazer à tona uma foto em que aparece de mãos dadas com o artista no hospital em que ele ficou internado, a jovem falou na legenda sobre o quanto ele foi importante em sua vida e também na de outras pessoas.
Foto: Reprodução/Instagram
“Sim, meu irmão tratava todas as questões políticas com amor, leveza, alma, alegria e humor! Ele me dizia que o humor que ele fazia, iria transformar até o intransformável. Ele era muito otimista! Que um dia iriam existir mais pessoas boas do que ruins!”, declarou.
“Não deu tempo pra ele estar com todos nós nessa vida terrena, sentindo na prática todo esse movimento e evolução pelo que ele tanto LUTAVA. Ele ficava tão feliz com cada pessoa que escrevia pra ele dizendo que ele a tinha curado disso e daquilo!”, continuou. E prosseguiu:
“Eu te amo tanto irmão. Talvez você soubesse, no seu inconsciente, que a sua passagem por aqui seria rápida! Só consigo pensar nisso, na sua rapidez de acontecer logo o que você tanto queria, pra você poder assistir a tudo isso! O seu sonho! TODAS as pessoas realizadas, todas as pessoas felizes e sem passar perrengue!”.
“Você sempre uniu todos os amigos e todos nós viramos amigos e vamos continuar assim, porque o seu AMOR está em todos nós!“, disse ainda.
Em outro momento do texto, Juliana lamentou o fato de não ter dado tempo do humorista se beneficiar com a vacina contra a doença que tirou sua vida.
“Não deu tempo de você tomar a vacina irmão, e agora você é a luz mais linda que vai me ajudar a seguir em frente e realizar o meu sonho que você tanto acreditava, até mais do que eu!“, afirmou.
“Essa foi a nossa última foto, um pouco antes da sua passagem, sempre de mãos dadas, SEMPRE E PARA SEMPRE! Você me dizia que eu era o seu anjo da guarda, e agora você é o meu, até nos encontrarmos de novo! Nem preciso dizer pra você ficar em paz, porque já tenho essa certeza! Jesus vai grudar em você de tanto rir!”, concluiu.
Anúncio foi feito em coletiva com o ministro Marcelo Queiroga
Foto: Marcello Casal Jr
No caso das vacinas Coronavac e da Pfizer, o Ministério autoriza o uso apenas nos casos de mulheres com comorbidades. Aquelas que não apresentarem condições de saúde enquadradas nesta categoria não deverão ser imunizadas.
Mesmo com a decisão, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reforçou a importância das vacinas, inclusive da Oxford/AstraZeneca. “Quero reiterar a confiança na segurança e eficácia nestas vacinas. Todo programa de vacinação é coordenado por uma equipe técnica com suporte de câmara técnica dos mais renomados especialistas do Brasil”, disse.
A medida anunciada hoje ocorreu após a pasta ter sido informada na última sexta-feira (7) do episódio de uma gestante que teria morrido após ter recebido a vacina Oxford/AstraZeneca. Contudo, em entrevista coletiva hoje (11), representantes do Ministério e especialistas do comitê do Programa Nacional de Imunizações (PNI) alertaram que o caso está em investigação e ainda não foi confirmada se a causa do óbito está relacionada ao imunizante.
“Ficamos chateados com essa perda. Mas ainda não está claro que a vacina tenha sido a causa desta trombose. Estamos examinando detalhes de todo o prontuário para que a gente chegue a uma conclusão e esclareça a todos. Por isso mesmo que estamos esperando exames para orientarmos de uma forma tranquila”, declarou o professor titular da USP e diretor do Laboratório de Imunologia do Incor, Jorge Kalil.
Kalil contou que a orientação do comitê de especialistas para iniciar a vacinação de gestantes e puérperas se deveu ao fato de que estava havendo aumento do número de mortes por covid-19 dentro deste grupo e que, diante do cenário epidemiológico, os benefícios superavam os riscos.
O secretário de atenção primária à Saúde do Ministério da Saúde, Raphael Parente, explicou que a avaliação entre riscos e benefícios é comum em um processo de vacinação, ainda mais em um momento como o da pandemia, com novos imunizantes.
“Ainda não há estudos de alto nível de evidências. Mas a gente nota um aumento grande de óbitos [de gestantes]. Este cenário fez com que o PNI [Programa Nacional de Imunização] tenha decidido por unanimidade pelos estudos e cenário epidemiológico que o risco-benefício favorecia a imunização”, comentou o secretário.
A coordenadora do PNI, Francieli Fantinato, informou que ainda não foi definido protocolo para o caso das gestantes e puérperas que tomaram a primeira dose. Uma nota técnica deverá ser divulgada até o fim da semana. Enquanto isso, a orientação é que essas não recebam a segunda dose.
Ela acrescentou que a orientação pode ser revista diante das conclusões da investigação sobre o caso da gestante morta e do avanço dos casos e mortes da pandemia. “À luz do cenário epidemiológico essa orientação pode ser alterada”, sublinhou.
Emílio Surita precisou chamar comerciais para apartar briga
André Marinho e Tomé Abduch se agrediram ao vivo Foto: Reprodução
O comentarista político André Marinho e o empresário Tomé Abduch, ex-CNN Brasil, trocaram socos e pontapés durante o programa Pânico, da rádio Jovem Pan, nesta terça-feira (11). A confusão começou quando os dois comentavam sobre corrupção na política. O apresentador Emílio Surita precisou chamar os comerciais com urgência enquanto a briga não cessava.
O clima ficou tenso durante a fala de Tomé, do movimento Nas Ruas, que se dirigiu a Marinho.
– Na hora que você precisa tomar uma decisão, poucos homens tomam decisão. Alguns ficam em cima do muro jogando pedra em todo mundo, que é o teu lado – disparou.
Enquanto o empresário continuava se manifestando, Marinho passou a rir e ironizar a fala do convidado.
– Aí vem um babaca desse… Valeu, chorão. Chora por político – disse Marinho.
Neste momento, Tomé se enfureceu, levantou da cadeira e partiu para cima do integrante da bancada do Pânico.
Emílio ainda tentou jogar panos quentes sobre a
discussão, mas não adiantou. Enquanto homens da produção tentavam apartar a briga, que contou com socos e pontapés, o público podia ouvir uma música ao fundo que ficou conhecida durante as brigas no Programa do Ratinho. O humorista Rogério Morgado aproveitou para fazer imitações: “Vai, Sombra”, brincou.
Na volta do intervalo improvisado, Surita pediu desculpas ao público.
– Peço desculpas à nossa audiência. Os ânimos se acirraram aqui. Você sabe que a democracia é ruidosa mesmo, e a gente perde o controle da situação, mas tá tudo bem, posso garantir pra vocês. Tá cada um no seu lado e depois nós vamos conversar fora do ar – afirmou.
O apresentador atribuiu a briga ao “momento quente” na política atual.
– Você sabe que não era o nosso objetivo a discussão ir para o lado pessoal, mas você sabe como as coisas funcionam neste momento, principalmente agora que vivemos neste momento quente com política – encerrou.
Integrantes e simpatizantes do movimento islâmico celebraram o ataque nas ruas de Gaza
Hamas dispara dezenas de foguetes contra Tel Aviv e aciona alarmes antiaéreos Foto: Reprodução/Israel Defense Forces
O movimento islâmico Hamas disparou nesta terça-feira (11) 130 foguetes contra Tel Aviv, um dos principais núcleos urbanos de Israel, e o centro do país, fazendo soar os alarmes antiaéreos.
O Hamas já tinha ameaçado disparar contra a região caso algum ataque atingisse o conhecido edifício Hanide, de 14 andares, na cidade de Gaza, que foi bombardeado por aviões de combate nesta tarde.
Integrantes e simpatizantes do Hamas celebraram o ataque nas ruas de Gaza. A ofensiva a Tel Aviv, a 60 quilômetros de Gaza, vem depois de o Hamas já ter lançado sete foguetes em Jerusalém na segunda-feira (10), após protestos e motins entre palestinos e forças israelenses que serviram como gatilho para esta escalada da tensão, a mais agressiva dos últimos anos.
Até agora, a atual onda de violência resultou na morte de 28 palestinos do enclave e de duas mulheres em Israel.
De acordo com o Exército israelense, o Hamas e o grupo Jihad Islâmica lançaram pelo menos 630 foguetes contra Israel em pouco mais de 24 horas. Cerca de 200 foram interceptados pelo sistema antimíssil, enquanto 150 falharam e caíram dentro de Gaza.
Os alarmes não pararam de tocar desde ontem nas comunidades israelenses na divisa com a Faixa de Gaza, em alerta máximo. Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu nesta terça-feira que o Exército aumentará “a intensidade e quantidade” dos bombardeios de retaliação contra Gaza.
O Exército também mobilizou milhares de reservistas e se prepara para uma escalada. De acordo com a imprensa local, até agora nenhum dos mediadores que normalmente se comunicam entre Hamas e Israel foi capaz de amenizar a situação e não há uma saída iminente para este forte pico de violência.