A Guarda Municipal de Feira de Santana, uma das mais antigas do país, completa amanhã, 25 de março, 128 anos de existência, num dos momentos mais críticos enfrentados pelo mundo. Por causa da pandemia, a instituição, que tem como principal atribuição resguardar os equipamentos públicos do município, está agora cumprindo uma nova e nobre missão: ajudar no combate à propagação do coronavírus, acompanhando as operações realizadas pela Prefeitura e pela Polícia Militar para dissolver as aglomerações em dias e horários proibidos pelos decretos municipais e estaduais.
“É lamentável esse drama pelo qual estamos passando, mas nos sentimos honrados em estar na linha de frente, contribuindo nesse combate à pandemia”, diz Cássia Dias de Jesus Santos, a primeira mulher a comandar a corporação, composta por 133 homens e 58 mulheres.
“Além de desrespeitoso, o secretário Fábio Vilas Boas está mal informado, pois não lê nem mesmo o que a própria secretaria dele divulga sobre a Covid-19, além de não saber fazer avaliação epidemiológica”. A reação é do prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins, acusado pelo secretário de ter perdido “a autoridade” no combate à doença no Município.
Utilizando dados estatísticos da própria Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), o prefeito revela que Feira de Santana está com o menor coeficiente de incidência da doença entre 11 municípios da Bahia com população superior a 100 mil habitantes.
“Em pior situação que Feira, por exemplo, estão Salvador, Camaçari e Lauro de Freitas, todos bem mais próximos dos olhos de Fábio Vilas Boas, mas ele não consegue enxergar. Com 5.347,62, Feira é líder dessas 11 cidades com o menor coeficiente, enquanto Itabuna lidera com o maior, chegando a 12.414,70, segundo estatísticas da Sesab”, destaca Colbert Martins.
Ele acrescenta que, na semana passada, o jornal Folha de S. Paulo divulgou uma pesquisa sobre a liderança de índice de mortes em 50 grandes cidades do Brasil e Feira de Santana ficou fora da lista. “Além disso, Feira mantém, há muito tempo, o menor índice de mortes por Covid-19 com relação ao da Bahia e do Nordeste, segundo também dados da Sesab e do Ministério da Saúde”, acrescenta.
“O secretário Fábio Vilas insiste em tentar fazer de Feira uma vilã na pandemia, mas o município tem provado ao contrário, embora seja atípico: um grande entroncamento rodoviário que pode possibilitar uma grande difusão do vírus”, afirma o prefeito. Veja a relação de cidades e os respectivos coeficientes de incidência da doença:
Feira de Santana……………………………..5.347,62 Teixeira de Freitas………………………………7.434,87 Salvador…………………………………………….5.837,84 Camaçari……………………………………………5.826, 19 Lauro de Freitas…………………………………..7.501,51 Santo Antônio de Jesus…………………………8.150,76 Alagoinhas…………………………………………..6.426,29 Barreiras……………………………………………..6.578,14 Vitória da Conquista……………………………..6.811,04 Itabuna………………………………………………12.414,70 Ilhéus………………………………………………….9.161,14 Jequié…………………………………………………8.342,20
Especialistas apontam necessidade de ação federal coordenada e de quadros técnicos no Ministério da Saúde
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Gestores públicos e privados, médicos e outros profissionais da saúde ouvidos pelo jornal Folha de São Paulo afirmam que só com coordenação nacional, autonomia para tomar decisões técnicas, união da sociedade civil e ajuda internacional haverá alguma chance de o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, enfrentar a crise de Covid-19, que deve continuar nos próximos meses.
Queiroga assume o comando da pasta em meio ao pior momento da pandemia, com situações de colapso na rede de saúde em diferentes estados, lista de espera para obter vagas em UTIs e crise na oferta de medicamentos essenciais a pacientes graves.
Além desses problemas, o novo ministro deve ter como missão acelerar o plano de vacinação contra o coronavírus e lidar com o impacto já presente no sistema de saúde por atendimentos represados.
Um ponto crucial levantado pelos gestores entrevistados pela Folha é a necessidade de o Ministério da Saúde voltar a ter técnicos experientes em seus principais quadros.
“Essa militarização baixou dramaticamente a qualidade e a capacidade de intervenção. O ministério está ocupado por gente que nunca trabalhou com política pública de saúde, não sabe o que é SUS”, disse ao jornal José Carlos Temporão, ex-ministro da Saúde, médico sanitarista e pesquisador da Fiocruz.
Para ele, se a pasta tivesse uma equipe técnica competente com bons gestores, muitas das crises, como falta de oxigênio e de drogas para intubação, já estariam sanadas.
Francisco Balestrin, presidente do SindHosp (sindicato paulista dos hospitais privados, clínicas e laboratórios), vai na mesma linha. “É preciso que retornem a competência técnica operacional do ministério. Sem isso, teremos um novo ‘vice ministro da Saúde’ sem ação, sem equipe e sem resultados.”
De acordo com a Folha, a ausência de coordenação nacional das ações de enfrentamento da epidemia é apontada por secretários municipais e estaduais de Saúde como um dos principais problemas enfrentados nos últimos meses.
Sem apoio e diretriz federal, estados e municípios tiveram que tomar boa parte das decisões por conta própria.
Informação foi confirmada pelo partido. Haroldo Lima estava internado em unidade de saúde e morreu na madrugada desta quarta.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Morreu na madrugada desta quarta-feira (24), em Salvador, em decorrência de complicações da Covid-19, o ex-deputado federal do PC do B da Bahia e dirigente do partido, Haroldo Lima, aos 81 anos. Ele estava internado em unidade de saúde da capital baiana tratando a doença e, na última sexta-feira (19), foi intubado.
Em nota, o presidente estadual do PCdoB, Davidson Magalhães, disse que Haroldo “lutou bravamente por longos dias contra a doença, mas não resistiu às complicações”.
“Lamentamos profundamente a irreparável perda de um dos mais destacados quadros nacionais do PCdoB nas últimas décadas e prestamos irrestrita solidariedade aos familiares, aos amigos e militantes neste momento de dor”, diz a nota. Diversos agentes políticos se pronunciaram lamentando a morte de Haroldo Lima. Um deles foi o governador da Bahia, Rui Costa.
“Eu quero lamentar a morte do Haroldo Lima, ex-presidente do PCdoB, abraçar a família, prestar solidariedade, meus sentimentos a toda militância do PCdoB, meus sentimentos. E faremos uma homenagem a ele hoje, ao longo do dia. Essa doença tem levado pessoas muito importantes, pessoas que, independentes de terem cargos políticos ou não, pessoas que compõem o ente querido de cada família. Então, além de político, o Haroldo era alguém que representava o sentimento de família, de amor ao próximo. Fica o nosso abraço aqui, falou o governador.
Formado em engenharia pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Haroldo Lima foi deputado constituinte e foi eleito como deputado federal por quatro vezes, sempre pelo PCdoB. Durante a faculdade, ele já participava de movimentos estudantis e, durante o período da ditadura militar, chegou a ser preso.
Natural de Caetité, ele pertencia à uma tradicional família da cidade, descendente do Barão de Caetité e do primeiro governador eleito da Bahia, Joaquim Manoel Rodrigues Lima.
Em 2002, após ser derrotado na eleição para o Senado Federal, foi nomeado diretor geral da ANP, durante governo Lula.
Circulação dos ônibus segue monitorada pelo poder público
A Prefeitura de Feira foi surpreendida nas primeiras horas da manhã de hoje, 24, com o atraso na saída dos ônibus urbanos das garagens das concessionárias de transporte público após o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (SINTRAFS) determinar que a categoria seguisse movimento de paralisação nacional.
O Governo Municipal, através da Secretaria de Transportes e Trânsito (SMTT), acionou imediatamente a equipe de operações que passou a monitorar a saída dos veículos, restabelecendo, às 6h, a operação deste serviço essencial à população, bem como notificou os responsáveis pelo descumprimento das viagens.
A circulação dos ônibus segue monitorada pelo poder público durante todo o dia a fim de garantir a oferta de transporte público.
A aposta mínima, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50
Foto: Marcello Casal Jr
Agência Brasil |A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (24) um prêmio estimado de R$ 22 milhões.
As seis dezenas do concurso 2.355 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.
A aposta mínima, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.
Dados sobre estoque devem ser avaliados pela capacidade de cada estado
Foto: Ministério da Saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponibilizou na internet informações sobre os níveis de produção, abastecimento e distribuição de oxigênio no Brasil. Os dados podem ser acessados em um painel específico.
Segundo a agência, ainda faltam informações de empresas, o que inclusive dificulta visualizar uma totalização nacional. Os primeiros dados, relativos ao período de 13 a 17 de março, trazem um universo de 100 empresas atuando na produção de oxigênio. Do total fornecido, 71,7% eram de companhias privadas, 25,9% de instituições públicas e 2,46% de distribuidoras.
São Paulo é o estado com o maior volume de fabricação de oxigênio no período analisado, com 7,3 milhões de metros cúbicos (m3), seguido por Minas Gerais (2,5 milhões de m3) e Rio de Janeiro (2 milhões de m3). Os estoques de produção mostrados no painel são pequenos. O estado com o maior estoque é o Amazonas: 1,17 milhão de m3.
Quando considerado o envase do oxigênio em cilindros, São Paulo novamente é o primeiro do ranking, com 1,18 milhão de m3. Em seguida vêm Ceará (1 milhão de m3) e Minas Gerais (875 mil de m3). Assim como na fabricação, nos cilindros, o Amazonas detém o maior estoque, com 1,17 milhões de m3.
Em comunicado oficial, a Anvisa explica que os dados sobre estoque devem ser observados de acordo com a capacidade de cada estado. “Eventuais dados de estoque zerados podem ocorrer devido à ausência de fornecimento de informações por parte das empresas ou por inexistência de empresas no estado. Assim, estados como o Acre, onde não existem empresas produtoras, não constarão no painel”, explica o informe.
Plano nacional
O Ministério da Saúde anunciou hoje (23) o Plano Oxigênio Brasil, com o intuito de dar auxílio a estados e municípios no abastecimento deste insumo. Segundo a pasta, os estados com mais dificuldade são Acre, Amapá, Ceará, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Norte e Rondônia.
De acordo com a pasta, já começaram a ser transportados cilindros e estruturas relacionadas à oferta de oxigênio de Manaus para outras localidades. Serão deslocados 120 concentradores para o Rio Grande do Norte e 200 para o Paraná. Também serão enviadas duas usinas de oxigênio para Santa Catarina, uma para o Acre e outra para Rondônia.
Ainda conforme o Ministério da Saúde, foi feita requisição de envio a partir de São Paulo de 400 cilindros para Rondônia, 240 para o Acre, 160 para o Rio Grande do Norte, 100 para o Ceará e 100 para a Região Sul.
Em uma das maiores derrotas da história da Lava Jato, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (23) que o ex-juiz federal Sergio Moro foi parcial ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ação do tríplex do Guarujá.
O placar sofreu uma reviravolta com a mudança na posição da ministra Cármen Lúcia, que alterou o voto proferido em dezembro de 2018. Com o entendimento da Segunda Turma, o caso terá de voltar à estaca zero.
Feira de Santana não registrou nenhuma morte por Covid-19, nas últimas 24h. Até agora são exatamente 26.205 pacientes recuperados, índice que representa 88,5% dos casos confirmados. Enquanto isso, 60 exames foram negativos e 116 positivos. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 134 pacientes internados no município e 2.865 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta terça-feira (23).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA TERÇA-FEIRA 23 de março de 2021
Casos confirmados no dia: 116 Pacientes recuperados no dia: 185 Resultados negativos no dia: 60 Total de pacientes hospitalizados no município: 134 Óbitos comunicados no dia: 0
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 2.865 Total de casos confirmados no município: 29.582 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de março de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 2.731 Total de recuperados no município: 26.205 Total de exames negativos: 41.297 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de março de 2021) Aguardando resultado do exame: 1.106 Total de óbitos: 512
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 24.435 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de março de 2021) Resultado positivo: 4.619 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de março de 2021) Em isolamento domiciliar: 41 Resultado negativo: 19.816 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de março de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
As atitudes comprometem a assistência às parturientes
Sem avisar, gestantes de outros municípios são transferidas para o Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher) para serem atendidas. Algumas delas são transportadas em ambulâncias e são orientadas a sair do veículo, a fim de dificultar o reconhecimento do município de origem. Isso porque o hospital tem percentual destinado à demanda espontânea.
Somente de janeiro a início de março foram atendidas quase mil gestantes de outras localidades, sendo realizados 360 partos. Entre os municípios de origem, Conceição do Jacuípe, Amélia Rodrigues, Coração de Maria, São Gonçalo dos Campos e Santo Estevão.
O problema é recorrente e compromete a assistência. “São atitudes que desrespeitam as regras estabelecidas pelo Sistema de Regulação da Bahia, e que tem potencializado a superlotação”, afirma a presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas.
A gestora salienta que devido as pacientes serem encaminhadas sem regulação, não são fornecidas as informações clínicas necessárias para recebê-las com segurança, a exemplo da oferta do leito.
Gilberte Lucas considera a situação preocupante e afirma que vai comunicar aos órgãos competentes os motivos que levam a superlotação no Hospital da Mulher.
“Todos os municípios sabem como funciona a regulação de pacientes e estão desobedecendo as regras. É proposital, e não por desconhecimento”, considera. A maternidade conta com 120 leitos de obstetrícia e a média são 25 partos diários por demanda espontânea, sem regulação.