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Foto: Jorge Magalhães

Nesta sexta-feira, 12, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) irá aplicar a primeira e segunda doses da vacina contra a Covid-19 no Shopping Popular Cidade das Compras, das 8h às 16h. A primeira dose é destinada a pessoas a partir de 18 anos (nascidos até 12 de novembro de 2003), gestantes e puérperas (até 45 dias pós-parto), também a partir de 18 anos.

É obrigatório apresentar RG, CPF e comprovante de residência no nome da pessoa a ser vacinada, de pai ou mãe ou com alguma comprovação de vínculo. Se for aluguel, um documento que comprove a locação. Para puérperas e gestantes é necessário levar uma prescrição médica após avaliação individualizada de riscos e benefícios.

Além disso, será realizada a imunização em segunda dose da vacina Coronavac para aqueles que estão no período recomendado e da Astrazeneca/Oxford (para pessoas com aprazamento até o dia 17 de novembro). É obrigatório levar o cartão de vacina com a comprovação da primeira dose, RG, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência. Também será aplicada a primeira e segunda doses da vacina contra a Covid-19 nas unidades de saúde. Confira os grupos e locais de vacinação:

PRIMEIRA DOSE PARA MAIORES DE 18 ANOS, GESTANTES E PUÉRPERAS

Pessoas de 18 anos ou mais (nascidos até 12 de novembro de 2003), gestantes e puérperas – também nesta faixa etária – serão vacinadas exclusivamente na Unidade de Saúde da Família Parque Ipê I, II e III, vinculada ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h. É necessário apresentar RG, CPF e comprovante de residência. Para puérperas e gestantes é necessário levar uma prescrição médica após avaliação individualizada de riscos e benefícios.

SEGUNDA DOSE CORONAVAC E ASTRAZENECA/OXFORD

A vacinação das pessoas que estão no período recomendado para aplicação na segunda dose das vacinas Coronavac e Astrazeneca/Oxford até o dia 17 de novembro, será nos distritos, nas Unidades de Saúde da Família Centro Social Urbano (CSU), Caseb II, Baraúnas, Jardim Cruzeiro, Alto do Papagaio, Asa Branca III, Campo limpo II, Aviário I e II, Conceição II, Feira VI-I e II, Francisco Pinto, George Américo III, IV e Campo Limpo IV, Rua Nova II, III e Barroquinha, Santo Antônio dos Prazeres I e II, Tomba I e III, das 8h às 16h.

Também haverá vacinação para esse grupo nas Unidades Básicas de Saúde Irmã Dulce, Cassa, Mangabeira, Caseb I, Serraria Brasil, Dispensário Santana e Subaé, das 8h às 16h, e nas Unidades de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h. É obrigatório apresentar o cartão de vacina com a comprovação da primeira dose, RG, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência.

Confira o endereço das Unidades de Saúde da Família Saúde na Hora:

USF Campo Limpo I, V e VI: Rua Hosita Serafim, S/N, bairro Campo Limpo.

USF Liberdade I, II e III: Rua El Salvador, S/N, bairro Feira VII.

USF Queimadinha I, II e III: Rua Pernambuco, S/N, bairro Queimadinha.

USF Parque Ipê I, II e III: Rua Ilha do Retiro, S/N, bairro Parque Ipê.

USF Videiras I, II e III: Rua Iguatemi, S/N, bairro Mangabeira.


Medida faz com que valor possa ser “transferido” do extinto Bolsa Família para o novo programa Auxílio Brasil

Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Isac Nóbrega

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, nesta quinta-feira (11), a lei que promove o remanejamento de R$ 9,3 bilhões do orçamento do Bolsa Família para o novo Auxílio Brasil. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União também na quinta.

Por votação simbólica, quando não há registro individual dos votos, o Congresso Nacional aprovou, na tarde de quinta, o Projeto de Lei do Congresso (PLN) nº 26/2021, que abre crédito especial do Orçamento de Seguridade Social em favor do Ministério da Cidadania. Com isso, o dinheiro poderá ser destinado ao pagamento do novo auxílio, que substituirá o Bolsa Família.

Essa foi a segunda lei aprovada pelo Congresso que permitiu o remanejamento de saldo do Bolsa Família para o Auxílio Brasil. De acordo com nota divulgada pelo governo, “com esta sanção, o estado brasileiro reitera seus esforços para garantir a oferta regular de serviços e programas voltados à população em geral, principalmente àquela mais vulnerável”.

Por meio da Medida Provisória n° 1.061, publicada no dia 10 de agosto deste ano, o presidente Jair Bolsonaro revogou a lei n° 10.836/2004, que criou o Bolsa Família. A MP, a mesma que instituiu o Auxílio Brasil, determinou que o fim da validade do programa ocorreria 90 dias após a publicação da medida, portanto na última segunda-feira (8).

Informações Pleno News


Sétima parcela foi depositada em 28 de outubro

Auxílio emergencial, Caixa Econômica Federal
Foto: Marcello Casal Jr

Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em agosto podem sacar, a partir de hoje (12), a sétima parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro foi depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 28 de outubro.

Os recursos também podem ser transferidos para uma conta corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro apenas podia ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a rodada de pagamentos teve sete parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, receberam R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebeu R$ 375; e pessoas que moram sozinhas receberam R$ 150.

Regras

Pelas regras estabelecidas, o auxílio foi pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa fosse inferior a meio salário mínimo. O beneficiário precisava ter sido considerado elegível até dezembro de 2020, pois não houve nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continuou valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

O programa se encerraria com a quarta parcela, depositada em julho e sacada em agosto, mas foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para o benefício.

Informações Agência Brasil


Presidente do Sindicato do Artistas do Rio contou que não teve nenhum pedido de autorização especial da produção para a cantora

Foto: Divulgação/Netflix
Foto: Divulgação/Netflix

A estreia da cantora Ludmilla como atriz no filme ‘Moscow’, que estreou nesta na quinta (11) no Amazon Prime Video, não foi autorizada pelo Sindicato dos Artistas do Rio, isso porque a cantora não possui DRT de atriz. As informações são da colunista Fábia Oliveira. 

O presidente do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro, Hugo Gross, contou à publicação que não houve nenhum pedido de autorização especial e chamou a atitude de “falta de respeito com a categoria”.

“A Ludmilla não tem registro no nosso sindicato. Não houve nenhum pedido de autorização especial nem específica para ela atuar como atriz. Já acionamos o departamento jurídico e, em breve, todos serão notificados. Mais uma vez, tentam burlar a lei e é uma total falta de respeito com a categoria. Agora, nós decidimos que vamos lutar forte junto ao Ministério do Trabalho e eu entrei em contato com o Superintendente Regional do Trabalho do Rio, Alex Bolsas. Tomaremos as medidas cabíveis”, afirmou Gross. 

Com direção de Mess Santos, ‘Moscow’ conta a história de Val (Thaila Ayala), que vive em uma cidade turbulenta e assolada por gangues e violência. O filme se passa na maior parte em um clube noturno de jazz e Ludmilla interpreta uma das pessoas que se envolve com a protagonista. 

Informações Bahia.ba


Quero neste instante externar nosso sentimento de solidariedade à toda família do colega e jovem deputado baiano, João Isidório (Avante), falecido nesta tarde.

As primeiras informações dão conta que João Isidório teria morrido afogado, após um mal súbito, em uma praia de Madre de Deus.

O jovem colega é filho do deputado federal Sargento Isidório, o qual me sinto irmanado neste momento de profunda dor.

Meu sincero sentimento de pesar à toda família, parentes e amigos.

Que Deus conforte o coração de todos!

Carlos Geilson – Deputado estadual


Funcionários do alto escalão da prefeitura também se tornaram alvos

Prefeito Alexandre Kalil
Prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil Foto: CMBH/Bernardo Dias

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Gastos com a Covid-19, da Câmara de vereadores de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, aprovou na manhã desta quinta-feira (11) uma nova versão do relatório final, desta vez pedindo o indiciamento do prefeito Alexandre Kalil.

A versão anterior, feita pelo vereador Irlan Melo, pedia apenas a investigação do prefeito, por suspeita de crime de responsabilidade. Já a nova versão, de autoria da vereadora Flávia Borja, pede o indiciamento de Kalil, de André Reis, secretário de Planejamento, e de Jackson Machado, secretário de Saúde. O parecer alega que os acusados praticaram improbidade administrativa e emprego irregular de verbas ou rendas públicas.

Kalil também é indiciado por “utilizar-se, indevidamente, em proveito próprio ou alheio, de bens, rendas ou serviços públicos” e de “conceder empréstimo, auxílios ou subvenções sem autorização da Câmara, ou em desacordo com a lei”. O prefeito repassou cerca de R$ 220 milhões às empresas de ônibus em compra antecipada de vales-transportes.

Jackson Machado também é acusado de “negar publicidade aos atos oficiais”, enquanto o secretário de Fazenda, João Antônio Fleury, teve seu pedido de indiciamento mantido no novo relatório por improbidade administrativa e falsidade ideológica.

O novo texto também suprime o pedido de indiciamento dos infectologistas do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 Carlos Starling e Estevão Urbano. O relatório de Flávia contou com o apoio dos vereadores José Ferreira, Nikolas Ferreira e Juliano Lopes.

O prefeito Alexandre Kalil declarou ao jornal O Tempo que os vereadores “chegaram à beira do ridículo” e que “de mais a mais, eu tenho que cuidar da cidade”.

Informações Pleno News


Cantor e compositor foi eleito com 21 dos 34 votos possíveis

Gilberto Gil 2021

Com 21 dos 34 votos possíveis, o cantor, compositor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil foi eleito hoje para a cadeira número 20 da Academia Brasileira de Letras (ABL), vaga com a morte, em 27 de maio do ano passado, do jornalista Murilo Melo Filho. Os outros dois concorrentes foram o poeta Salgado Maranhão e o escritor Ricardo Daunt. 

Os acadêmicos participaram da votação de forma presencial ou virtual, sendo que um deles não votou por motivo de saúde. Os ocupantes anteriores da cadeira 20 foram Salvador de Mendonça (fundador), Emílio de Meneses, Humberto de Campos, Múcio Leão e Aurélio de Lyra Tavares.

O presidente da ABL, Marco Lucchesi, lembrou de uma metáfora oportuna do sociólogo, escritor e político brasileiro Darcy Ribeiro para se referir ao novo imortal da instituição. “Para Darcy, o pássaro da cultura tinha duas asas. Uma delas era erudita e a outra popular. Para que o pássaro possa voar mais longe, ele precisa das duas asas. Certamente, Gilberto Gil é esse traço de união entre a cultura erudita e popular”.

De acordo com Lucchesi, Gil é um intelectual que pensa o Brasil. “Canta e pensa esse país; provou o exílio, em um momento muito difícil da nação; ocupou cargos importantes, como o Ministério da Cultura. Enfim, é um homem poliédrico, que representa parte essencial desses últimos anos do século 20 e do início do século 21. Portanto, ele é um homem que tem muitos traços de união: a política e a poética; século 20 e século 21; a tropicália e o modernismo. Ele é uma figura de extrema riqueza e, certamente, é muito bem-vindo agora como acadêmico, na casa de Machado de Assis”, disse o acadêmico.

O novo acadêmico

Gilberto Gil iniciou sua carreira no acordeon, ainda nos anos de 1950, inspirado por Luiz Gonzaga, pelo som do rádio e pela sonoridade do Nordeste. Com a ascensão da Bossa Nova, Gil passou a tocar violão e, em seguida, a guitarra elétrica, presente em sua obra até hoje. Em seu primeiro LP, Louvação, lançado em 1967, traduziu em música, de forma particular, elementos regionais, como nas canções LouvaçãoProcissãoRoda e Viramundo.

Em 1963, iniciou com Caetano Veloso uma parceria e o movimento Tropicália, que acabou internacionalizando a música, o cinema, as artes plásticas, o teatro e a arte brasileira. O movimento gerou descontentamento do regime militar vigente à época, e os dois parceiros acabaram exilados. O exílio em Londres contribuiu para a influência do mundo pop na obra de Gil, que chegou a gravar um disco em Londres, com canções em português e inglês. Ao retornar ao Brasil, Gil deu continuidade a uma rica produção fonográfica, que dura até os dias atuais. São ao todo quase 60 discos e em torno de 4 milhões de cópias vendidas, tendo sido premiado com nove Grammy.

Suas múltiplas atividades vêm sendo reconhecidas por várias nações, que já o nomearam, entre outros, Artista da Paz, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1999; embaixador da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO); além de condecorações e prêmios diversos, como a Légion d’ Honneur da França, a Sweden’s Polar Music Prize, entre outros.

Informações Agência Brasil


Recursos serão remanejados das despesas do extinto AucxBolsa Família

Foto: Pedro França/Agência Senado

O Congresso Nacional aprovou hoje (11) o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) nº 26/2021 que abre crédito extra de R$ 9,364 bilhões para ser usado ainda este ano no pagamento do programa social Auxílio Brasil. O governo pretende implementar este programa em substituição ao Bolsa Família, que foi criado ainda em 2003. Os recursos, previstos na proposta do Poder Executivo, serão remanejados das despesas primárias do Bolsa Família.

Entre os projetos aprovados, todos relativos a créditos extraordinários, deputados e senadores também aprovaram o PLN 23/2021, que adapta o Plano Plurianual (PPA) em vigor ao Auxílio Brasil. O texto prevê gastos de R$ 76,4 bilhões, entre 2021 e 2023, com o novo programa assistencial.

Para o deputado Jorge Solla (PT-BA), o PLN 26 mostra que não é necessária a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para possibilitar o Auxílio Brasil. “Na verdade precisava desses dois PLNs que foram aqui aprovados. Eles é que vão assegurar o pagamento, dentro do orçamento deste ano, do Auxílio Brasil a partir da próxima semana. Eles é que fizeram a diferença”, disse o deputado após a sessão, em entrevista à TV Câmara.

Solla se referiu à PEC 23/2021, a chamada PEC dos Precatórios, que foi aprovada na Câmara nesta semana. Com a PEC aprovada, o governo pretende parcelar os precatórios e alterar o cálculo do teto de gastos, liberando R$ 91,5 bilhões para o Orçamento do próximo ano.

A alegação do governo é que a liberação dessa verba viabilizará o Auxílio Brasil, abrindo espaço fiscal no Orçamento da União para o pagamento do novo benefício assistencial, que terá o valor mensal de R$ 400. Precatórios são dívidas da União que resultam de sentenças judiciais as quais não cabe mais recurso. Os críticos da proposta a apelidaram de “PEC do Calote”.

Os PLNs foram aprovados na sessão do Congresso Nacional. Em razão da pandemia do novo coronavírus, a sessão do Congresso Nacional acontece de maneira separada. Primeiro votam os deputados e, na sequência, os projetos seguem para votação no plenário do Senado.

Deputados de oposição reclamaram da ausência de vetos presidenciais na pauta da sessão de hoje. A título de acordo, o deputado Cláudio Cajado (PP-BA), vice-líder do governo no Congresso, disse que tentará junto ao presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a realização da sessão na próxima quinta-feira (18). Ocorrendo a sessão, parlamentares da oposição terão a chance de derrubar vetos presidenciais a projetos aprovados no Congresso.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias


Foto: Divulgação

Citando o Harlem de 1929, o bairro negro por excelência da maior metrópole americana, num tempo em que ser negro não era nada bonito, “Identidade” remete a uma época de ouro do cinema — e de trevas para os Estados Unidos. O argumento central do filme de Rebecca Hall parece simples: Irene, interpretada por Tessa Thompson, e Clare, vivida por Ruth Negga, voltam a se encontrar, depois de anos sem se ver. À medida que retomam o contato, as duas partilham suas apreensões uma com a outra, ambas ansiando por exorcizar fantasmas que teimam em atormentá-las.

Irene e Clare são mulheres negras de pele clara, ou seja, esteticamente brancas — mas só sob a perspectiva visual mesmo. A ideia de que alguém cuja aparência de branco possa ser, na verdade, classificado como negro é um tanto confusa no Brasil, o que se explica por seu passado escravagista, que sacramentou o negro como um indivíduo de segunda classe, mas não só por isso. Nos Estados Unidos, a abordagem do tema do ponto de vista genético, que prega que alguém que tenha uma gota de sangue negro correndo nas veias é, por conseguinte, negro, acabaram, ainda que soe paradoxal, estimulando a luta de cidadãos não-brancos por seus direitos.

A população outrora chamada de cor nos Estados Unidos tem sofrido toda a sorte de preconceitos desde muito antes de 1929, quando se passa a trama, baseada no livro homônimo da escritora chicaguense Nella Larsen (1891-1964), que se radicou em Nova York. Mais de sessenta anos depois da aprovação da 13ª Emenda, em 6 de dezembro de 1865, justamente nos estertores da Guerra Civil Americana, em que o Sul escravagista e o Norte, a favor da abolição, se enfrentaram, a América ainda sofria com a segregação racial entre negros e brancos, e 40 anos depois, continuava a padecer desse mal, uma vez que negros encheram as ruas do pais clamando por igualdade, um pleito que, lamentavelmente, culminou no assassinato covarde do reverendo Martin Luther King (1929-1968), líder que pregava uma reação pacífica frente ao racismo, institucional, estrutural ou só ignorante mesmo. Em 2021, quase um século depois da publicação de “Identidade”, a questão racial ainda assombra a população americana, sob a forma de ataques de ódio de policiais caucasianos contra afro-americanos pobres, que mesmo pontuais, denotam, primeiramente, o despreparo das forças de segurança, e o preconceito velado que se cristalizou em determinadas esferas da sociedade ianque.

As protagonistas do longa, uma magnífica estreia de Hall como diretora, são antagônicas, mas se complementam. Apesar de alva, Irene, numa acepção do racismo internalizado de que é vítima, conhece o seu lugar e não abusa, não quer encrenca. Clare — uma brincadeira semântica de Larsen — parece muito satisfeita com seu cabelo platinado, que a fotografia em preto-e-branco do filme faz toda a questão de enaltecer, e foi adquirindo ao longo da vida um refinamento impensável a muitas moças brancas, e impossível a todas as negras (talvez tenha faltado uma providencial rinoplastia, a fim de deixar seu nariz tão fino quanto o de uma genuína princesa escandinava, papel que emula para sua vida, a despeito da cirurgia plástica estar ainda em seus primórdios nos anos 1920. Ironicamente, o Brasil, para onde, por sua vez, Irene e o marido, Brian, querem se mudar para fugir da discriminação racial [se eles soubessem…], transformou-se em campeão mundial na modalidade). Tanto empenho lhe garante o casamento com John, um homem de ascendência nórdica — da mesma forma como agiu a mãe da romancista, cujo segundo marido, Peter, o padrasto de quem toma o sobrenome por empréstimo, era dinamarquês —, que não desconfia da verdadeira origem de Clare, assim lhe parece. A esse propósito, ainda na primeira metade do enredo, quando as duas mulheres começam a se tornar próximas outra vez, Clare insinua que John pode, sim, ter suspeitado de sua “vergonha”, mas por orgulho viril, não dera o braço a torcer. Premissa que, se vai ver, não se sustenta. 

“Identidade” é, sem trocadilhos, um projeto de identificação para Rebecca Hall. A diretora confidenciou que seu interesse pela obra de Larsen nascera da descoberta de que ela própria tinha um avô negro que renegara seu passado. A elaboração do roteiro foi terapêutica quanto a ajudá-la a digerir um dos opróbrios escondidos que toda família tem, o que dá à produção a aura de autobiografia, de um diário íntimo que se volta a abastecer, e à medida que Hall supera o incômodo inicial com os esqueletos ocultos em seu armário, se revela uma realizadora corajosa, cujo destemor a leva a entregar um filme esteticamente irretocável, e a delicadeza da narrativa se retroalimenta dessa beleza, compondo um trabalho como poucos na história recente do cinema. Pode ter se tornado uma espécie de protocolo a ausência de cores quando da apropriação de temas sensíveis, até doídos, como fez Alfonso Cuáron com a doçura que lhe é peculiar em “Roma” (2018), mas o resultado compensa qualquer ranzinzice intelectual. Thompson e Negga apresentam desempenho acima da média, exibindo na tela a química que cria em torno da história todo o merecido burburinho que já experimenta, inclusive acerca de possíveis Oscars em 2022.

A trilha sonora de Devonté Hynes a um piano executado com destreza exalta o quanto há de Clare em Irene e vice-versa, duas figuras quebradiças, maltratadas pelo tempo em que viveram, cada qual de modo específico, que acabam se partindo, uma delas prematuramente, e para sempre. “Identidade” é o registro mais perfeito de uma era que já deveria estar morta. Todo o cuidado é sempre pouco.

Informações Revista Bula


Iniciativa faz parte do programa social Comida no Prato

Presidente Jair Bolsonaro lançou ação para estimular doação de alimentos Foto: PR/Isac Nóbrega

O governo federal lançou nesta quinta-feira (11) o programa social Comida no Prato, em parceria com o Brasil Fraterno, do Ministério da Cidadania. O evento aconteceu no Palácio do Planalto, em Brasília.

O programa irá proporcionar isenção no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) para empresas que doarem alimentos para instituições.

O ministro da Cidadania, João Roma, afirmou que a iniciativa foi viabilizada após um convênio com o Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários Estaduais de Fazenda). O programa atualiza as regras para alimentos próximos do vencimento.

– Antes do vencimento, a indústria vai lá e retira esse produto [do supermercado] para reposição. Não pode extrapolar o vencimento. E aí se faz a logística reversa, que já é uma despesa para a indústria. Significa dar destinação a um produto que ainda está apto para consumo, pois sequer passou da data de vencimento. E a destinação é sinônimo de incineração, destruir aquele produto. Não pode nem jogar no lixo. Quando ele faz essa logística reversa, ele fica isento, portanto, da tributação – explicou o ministro, afirmando que, em vez do descarte, o produto será encaminhado a bancos de doação de alimentos em todo o país.

Informações Pleno News