A Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec) informou nesta segunda (3) que o número de mortos pelas enchentes no estado subiu para 26. A última morte registrada foi de um homem de 39 anos, que se afogou num povoado do município de Belo Campo. A morte ocorreu no último dia 30 de dezembro, mas só agora foi atualizada pela prefeitura da cidade.
Ao todo, há 518 feridos no estado, onde 30.915 pessoas estão desabrigadas e 62.731 desalojadas. O número total de atingidos pelas enchentes chegou a 715.634 pessoas. Os desabrigados são aqueles que tiveram que abandonar suas casas e dependem de abrigo do poder público. Já os desalojados são aqueles que saíram de suas casas e encontraram hospedagem por conta prórpia, como em casa de parentes.
Em todo o estado 166 municípios foram afetados pelas chuvas, dos quais 154 estão com decreto de situação de emergência.
Médicos
Mais cedo, um grupo de 23 médicos, vinculados ao Programa Mais Médicos, chegou à Ilheus, um dos epicentros da tragédia, para ajudar vítimas das enchentes. Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, até dia 10, o total de profissionais do programa atuando no estado chegará a 119.
Já a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) informou ter remanejado oito médicos do quadro para atuar na região. Eles se juntarão ao grupo de médicos enviados pelo governo federal. Uma das tarefas dos profissionais de saúde é prevenir e tratar problemas resultantes do contato com água poluída das enchentes como cólera, leptospirose, hepatite, doenças diarreicas e febre tifoide.
Após desembarcaram em Ilhéus, os médicos foram deslocados para os seguintes municípios: Gandu, Itajuípe, Piraí do Norte, Dário Meira, Teolândia, Canavieiras, Apuarema, Nova Ibiá, Ibicaraí, Angical, Paratinga, Wanderley, Cotegipe, Jucuruçu, Itamaraju, Prado, Medeiros Neto, Ibicuí, Itarantim, Jiquiriçá, Ubaíra e Amargosa.
Receio de uma futura traição ou a busca por dividendos eleitorais tem conduzido a discussão para a escolha do candidato a vice-presidente pelos dois nomes mais bem posicionados até agora nas pesquisas de intenção de voto
Foto: Isac Nóbrega/PR e Foto: Alan Santos/PR
Geraldo Alckmin é cogitado como candidato a vice em possível chapa com Lula, enquanto Hamilton Mourão não deve repetir a dobradinha com Bolsonaro Isac Nóbrega/PR e Foto: Alan Santos/PR
“Eu sou vice-presidente. Então, não sou nada, mas posso ser tudo”. O diplomata americano John Adams classificava o posto de vice-presidente, que ocupou durante o mandato de George Washington, como um cargo sem efetivo poder. O prestígio político obtido com a função, no entanto, contribuiu para a sua eleição a presidente, em 1797.
Como Adams, no Brasil, dez vice-presidentes chegaram ao posto de presidente, seja por meio de renúncia, morte, impeachment ou eleição. O caso mais recente foi o de Michel Temer (MDB), que substituiu Dilma Rousseff (PT) em 2016. Como o processo de articulação teve participação de aliados do emedebista, ele foi chamado de algoz da petista.
O posto de número dois na hierarquia presidencial, contudo, nem sempre é um fardo ou um trampolim para o Palácio do Planalto. Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por exemplo, tiveram colegas de chapa considerados trunfos eleitorais.
No caso, primeiro Marco Maciel (do então PFL, hoje DEM) e depois José Alencar (do então PR, hoje Republicanos) contribuíram para a construção de uma imagem de moderação ao cabeça de chapa, atraindo o apoio de segmentos conservadores às duas gestões.
Para a disputa presidencial de 2022, o receio de uma futura traição ou a busca por dividendos eleitorais tem conduzido a discussão para a escolha do candidato a vice-presidente pelos dois nomes mais bem posicionados até agora nas pesquisas de intenção de voto.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) já informou a um grupo de aliados que não pretende ter ao seu lado um nome com prestígio no Congresso Nacional. Nas conversas relatadas à , ele relembra o impeachment de 2016 e afirma que não vislumbra ter em sua chapa eleitoral um político profissional.
Além disso, o presidente tem salientado, em conversas reservadas, que almeja um nome que não lhe faça um contraponto, em referência ao atual vice-presidente Hamilton Mourão. Em julho, ao ser perguntado sobre o general da reserva, Bolsonaro o comparou a um cunhado. “Você casa e tem que aturar”, resumiu.
Com o perfil definido, Bolsonaro cogita dois auxiliares para a função: o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e o ministro da Defesa, Braga Netto. Além de buscar nomes de confiança e com afinidade, o presidente pretende consolidar o apoio em um de dois segmentos que foram cruciais em sua eleição em 2018: o militar e empresarial.
Com experiência na negociação parlamentar, e prevendo reeditar aliança com o bloco do centrão que lhe garanta maioria congressual, Lula focou sua estratégia em um resultado em curto prazo, ou seja, que tenha impacto eleitoral. Em busca de apoio em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o petista negocia uma dobradinha com o ex-governador Geraldo Alckmin, seu principal adversário na disputa eleitoral de 2006, o que surpreendeu a classe política.
Fora do PSDB, Alckmin calcula anunciar sua filiação ao PSB em fevereiro, quando Lula deve oficializar sua candidatura ao Palácio do Planalto. A estratégia também envolve a tentativa de repetir o impacto causado em 2002 com a escolha do empresário José Alencar para o posto de vice-presidente, ou seja, trazer uma imagem de moderação ao petista.
Nas palavras de um aliado de Lula, a ideia é que Alckmin seja, em 2022, uma espécie de nova “Carta ao Povo Brasileiro”. O documento foi lançado por Lula em 2002 na tentativa de acalmar o mercado financeiro, que receava uma postura radical na condução da política econômica.
A aproximação entre Lula e Alckmin vem após um histórico de enfrentamento. Pouco mais de três anos atrás, Geraldo Alckmin afirmou que não existia “a menor chance de aliança com o PT”. Em 2006, enfrentaram-se diretamente na disputa ao Planalto e trocaram acusações.
Com a definição do quadro eleitoral, as atenções no começo deste ano se voltam para as estratégias de escolha dos candidatos a vice-presidente, que, sejam trunfo sejam algoz, funcionam como uma espécie de “salva-vidas em momentos de crise”, como definiu o ex-presidente José Sarney (MDB), que substituiu Tancredo Neves em 1985.
As escolhas, no entanto, carregam ônus. Caso feche uma aliança com Alckmin, Lula será cobrado a explicar ao seu eleitorado de esquerda o motivo de celebrar um “casamento” político com um nome identificado com a centro-direita.
Já Bolsonaro, que tem cogitado auxiliares sem trajetória política, corre o risco de fazer uma dobradinha com um nome com pouco potencial de lhe trazer dividendos eleitorais.
O número de nem-nem teve um salto durante a pandemia Imagem: iStock
O sonho de Gabriela Novazzi, de 27 anos, é conseguir um emprego para dar uma vida melhor ao filho, de 3 anos. Ela nunca teve um trabalho fixo, com carteira assinada. Apenas bicos que consegue em eventos. Desde 2016, quando foi obrigada a abandonar a faculdade de Educação Física por questões financeiras, Gabriela não estuda nem trabalha. “Era minha mãe que me ajudava nos estudos, mas ela ficou sem trabalho e parou de pagar a universidade”, diz.
Sem experiência, ela está à procura de qualquer oportunidade de entrar no mercado de trabalho. Mas a busca não tem sido fácil. “A maioria das empresas exige uma experiência anterior. É uma dificuldade”, diz. Além de dar estabilidade ao filho, Gabriela também sonha em terminar a faculdade. “Nunca é tarde para recomeçar.”
Gabriela faz parte de um contingente de jovens de até 29 anos que cresceu muito nos últimos tempos. São os chamados “nem-nem”, um grupo de pessoas que nem estuda nem trabalha. Segundo a consultoria IDados, até o segundo trimestre de 2021, essa população representava 30% dos jovens dessa faixa etária. Isso significa 12,3 milhões de pessoas, cifra que supera a população da Bélgica.
O número de nem-nem teve um salto durante a pandemia, em 2020. Em 2021, os números recuaram um pouco, mas continuam acima do nível pré-covid 19. São quase 800 mil pessoas a mais ante o primeiro semestre de 2019 – quando o grupo representava 27,9% dos jovens até 29 anos. O problema é que desde 2012 o número está em crescimento. Naquela época, os nem-nem eram 25% da faixa etária (ou 10 milhões).
Gargalo
“Isso representa uma ineficiência enorme para o Estado, já que muitas dessas pessoas tiveram um investimento público por trás”, diz a pesquisadora da consultoria, Ana Tereza Pires, responsável pelo levantamento. Além da questão econômica, tem também o lado individual de cada um dos jovens, sem experiência.
A cada ano, diz ela, novos estudantes se formam e não conseguem ser absorvidos no mercado, o que cria um bolsão de nem-nem. Sem emprego nem renda, eles não conseguem estudar e muitos param no meio do caminho, como no caso de Gabriela. Segundo Ana Tereza, terminar a faculdade numa fase de recessão pode ter reflexos para toda a vida profissional. Os que conseguem emprego podem ter salários mais achatados comparados a quem se forma durante a expansão econômica.
Mesmo para quem já conseguiu emprego, a crise é um problema, porque pune primeiro os mais jovens, que têm menos experiência e recebem menos. As empresas preferem garantir a permanência dos profissionais especializados e de difícil contratação. Sem contar que os mais jovens representam um custo menor na rescisão.
Educação e PIB
Na avaliação do presidente da Trevisan Escola de Negócios, Vandyck Silveira, a situação dos jovens é resultado de uma série de questões. A primeira está associada à educação. “Temos uma escola de ensino fundamental e médio de péssima qualidade, que não prepara o estudante para nada.” O problema, para ele, não é por falta de investimento. Mas por investimento errado.
Soma-se a isso o baixo crescimento da economia. Desde 2013, o País não consegue encontrar o caminho da retomada consistente. Entre 2017 e 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu numa média de 1,4% ao ano – resultado muito abaixo da capacidade. “Para empregar todos os jovens que entram no mercado de trabalho, o Brasil precisaria crescer, pelo menos, 3% ao ano”, diz Silveira. “Estamos ficando definitivamente para trás.”
Para especialistas, o crescimento dos nem-nem significa perda de produtividade e de capital humano. Para Marcelo Neri, diretor do FGV Social, o Brasil teve na pandemia o maior contingente da história de jovens nem-nem. Mas esse porcentual deve cair pela metade até o final do século, resultado da demografia. Na avaliação dele, essa geração está sacrificando o presente e o futuro. “Logo, o futuro do País está comprometido pela falta de quantidade e pelo tratamento de baixa qualidade dado à juventude.”
Mbappé pode deixar o PSG gratuitamente para jogar no Real Madrid Imagem: REUTERS
Na janela de transferências passada, o Paris Saint-Germain contratou o reforço mais pesado da sua história, Lionel Messi. Só que o clube francês não precisou pagar um centavo ao Barcelona para tirar o astro colecionador de prêmios de melhor do mundo para longe da Catalunha.
Messi foi embora “gratuitamente” para o PSG porque ficou sem contrato. E quem quiser repetir essa história com os jogadores que vão ficar livres no fim desta temporada já tem que começar a se mexer.
Isso porque qualquer atleta já pode assinar um pré-contrato com uma nova equipe quando está a menos de seis meses do encerramento do seu vínculo atual.
O “Blog do Rafael Reis” apresenta abaixo sete astros do primeiro escalão do futebol mundial cujos contratos terminam no fim de junho, ou seja, que já podem encaminhar suas transferências para outros times na próxima temporada.
KYLIAN MBAPPÉ Atacante 23 anos Francês Paris Saint-Germain (FRA)
O PSG que não gastou nada para comprar os direitos econômicos de Messi corre agora sério risco de provar do seu próprio veneno. Isso porque Mbappé, o protagonista do time nas últimas temporadas e autor de 15 gols só em 2021/22, vem recusando há mais de um ano todas as investidas da diretoria francesa para assinar um novo contrato. Não é segredo para ninguém que o camisa 7 tem um sonho de transferir para o Real Madrid. E esse desejo deve se concretizar na janela de julho. De acordo com o jornal espanhol “ABC”, o jovem craque deve receber um salário anual de 21 milhões de euros (R$ 133 milhões) no Santiago Bernabéu, um valor inferior às ofertas mais recentes feitas pelo PSG. No entanto, deve aumentar consideravelmente suas receitas com publicidade e direito de imagem, visto que o Real é um clube bem mais global do que sua equipe atual.
PAUL POGBA Meia 28 anos Francês Manchester United (ING)
Imagem: Reprodução/Instagram Paul Labile Pogba
Companheiro de Mbappé na conquista do título da Copa do Mundo-2018 com a seleção francesa, o meia vive uma relação de amor e ódio com a torcida do Manchester United, que reconhecem seu talento acima da média, mas sempre reclamam da inconstância do seu futebol. Fora de ação desde novembro devido a uma contusão muscular, o meia está na lista de desejos de muitos clubes (Paris Saint-Germain, Juventus e Real Madrid, por exemplo) para a próxima temporada. De acordo com a ESPN, o United até aceita ouvir propostas pelo jogador para negociá-lo imediatamente e não perdê-lo de graça. Mas isso só acontecerá caso Pogba admita que não tem interesse em renovar com o time inglês.
LUIS SUÁREZ Atacante 34 anos Uruguaio Atlético de Madri (ESP)
Imagem: REUTERS
Principal nome do Atleti na conquista do título espanhol na temporada passada, o veterano camisa 9 perdeu rendimento neste ano e já está há quase dois meses sem balançar as redes. A cobrança para que o clube colchonero passe por um pesado processo de renovação de elenco para 2022/23 é um dos fatores que tem dificultado a renovação do contrato de Suárez. Existe, inclusive, a chance do centroavante nem continuar no futebol europeu depois do encerramento do seu vínculo atual. O Corinthians é um dos clubes que têm monitorado sua situação. O Inter Miami, franquia da MLS (Major League Soccer) que pertence ao ex-jogador inglês David Beckham, também está nessa briga.
PAULO DYBALA Atacante 28 anos Argentino Juventus (ITA)
Imagem: REUTERS
Autor de mais de 100 gols pela Juventus, o argentino já viveu dias melhores com a camisa bianconera. Mas, apesar dos vários problemas físicos enfrentados nos últimos anos e de nem sempre mais ser escalado como titular, Dybala continua sendo visto pelo clube italiano como um jogador essencial e, no que depender do desejo dos diretores juventinos, terá seu contrato renovado. O problema é convencer o jogador e seu estafe disso. De acordo com a “Gazzetta dello Sport”, a última proposta da “Velha Senhora” foi de um salário anual de 8 milhões de euros (R$ 50,7 milhões) e ainda não foi respondida pelo argentino. A aposta de Dybala é que a possibilidade cada vez mais próxima de vê-lo ir embora gratuitamente acabe obrigando a Juve a colocar um pouco mais de dinheiro na próxima oferta.
ANTONIO RÜDIGER Zagueiro 28 anos Alemão Chelsea (ING)
Imagem: REUTERS/Hannah McKay
As atuações quase perfeitas na vitoriosa campanha do Chelsea na última Liga dos Campeões inflaram o peso do alemão no Mercado da Bola internacional e colocaram gigantes do porte de Real Madrid, Paris Saint-Germain e Manchester United no seu encalço. Pior para os “Blues” que deram mole e não renovaram antecipadamente o contrato do alemão. Agora, Rüdiger está com o futuro nas mãos e pode decidir tranquilamente qual camisa irá vestir a partir do segundo semestre. De acordo com o jornal “ABC”, o leilão pelo zagueiro inclui até mesmo um pedido de 20 milhões de euros (R$ 126,7 milhões) de luvas (prêmio pela assinatura de vínculo) que o jogador teria cobrado do Real para trocar a Premier League inglesa pelo futebol espanhol.
LORENZO INSIGNE Meia-atacante 30 anos Italiano Napoli (ITA)
Imagem: Simon Stacpoole/Offside/Getty Images
Um dos destaques da seleção italiana na conquista do título da Eurocopa-2020, o baixinho começou a carreira nas categorias de base do Napoli e já soma mais de 410 partidas pelo clube. Só que essa longa história parece estar chegando ao fim. No começo da temporada, houve um rumor não concretizado de que Insigne poderia se transferir para o Barcelona. Agora, com a dificuldade napolitana de lhe oferecer um substancial aumento salarial para renovar o contrato, a possibilidade de saída é cada vez maior. Alguns veículos italianos, aliás, já dão como certa a transferência de Insigne para a MLS (Major League Soccer). Seu salário no Toronto FC poderia chegar a 15 milhões de euros (R$ 95 milhões) por temporada, o triplo do que recebe atualmente no Calcio.
OUSMANE DEMBÉLÉ Atacante 24 anos Francês Barcelona (ESP)
Imagem: Divulgação
Uma das maiores decepções da história recente do Barcelona, o francês custou 135 milhões de euros (R$ 855,3 milhões) e nunca conseguiu justificar um investimento tão alto. Mesmo assim, o clube catalão tem se esforçado para renovar o contrato de Dembélé, talvez para usá-lo como moeda de troca ou negociá-lo com outro clube (leia-se Newcastle ou Paris Saint-Germain) e assim recuperar parte do dinheiro que gastou com o jogador. Só que o camisa 7 tem pedido um bônus muito alto para assinar o novo vínculo. A situação, segundo o canal televisivo TV3, irritou a diretoria culé, que cogita até a hipótese de afastar o atacante do elenco e deixá-lo sem jogar até o encerramento do seu contrato e da temporada.
Não Olhe para Cima, da Netflix, foi produzido com apoio governamental; no Brasil, faltam políticas Imagem: Reprodução
O próximo ano deverá registrar o maior investimento da história em produções para serviços de streaming no mundo. Lideradas pela Netflix, as empresas do setor devem investir juntas mais de R$ 1,3 trilhão em conteúdo, um aumento de 14% em relação a 2021, de acordo com a Ampere Analysis.
“Em 2022, esperamos que o investimento em conteúdo ultrapasse US$ 230 bilhões (R$ 1,3 trilhão), principalmente impulsionado por serviços de streaming por assinatura, à medida que a batalha na arena de conteúdo original se intensifica – tanto nos Estados Unidos, mas também nos mercados globais, que são cada vez mais importantes para o crescimento”, diz Hannah Walsh, gerente de pesquisa da Ampere Analysis, em um comunicado.
Com gastos de US$ 14 bilhões em conteúdo em 2021, a Netflix lidera os investimentos em streaming, representando 30% do total gasto em conteúdo de assinatura de vídeo on demand (SVOD), mas apenas 6% do investimento total em conteúdo global em 2021, de acordo com a Ampere
A Netflix é o terceiro maior investidor em conteúdo do mundo em gastos totais, atrás da Comcast e suas subsidiárias (US$ 22,7 bilhões) e da Disney (US$ 18,6 bilhões).
“A Comcast e a Disney investem pesadamente em direitos esportivos, que – junto com seus pesados investimentos em conteúdo original – contribuíram para suas posições de liderança na mesa. Os direitos esportivos representaram mais de um terço dos gastos da Comcast e da Disney em 2021 “, afirmou Hannah.
Mas esses números devem aumentar. A Disney revelou no início deste ano que pretende expandir seu orçamento de conteúdo em US$ 8 bilhões em 2022. A Netflix afirmou que pode até triplicar o investimento nos próximos anos e em 2022 deve gastar US$ 17 bilhões.
A WarnerMedia, dona da HBO Max, anunciou que iria se fundir com a Discovery para conseguir aumentar os investimentos em conteúdo. O plano é investir até US$ 20 bilhões em novas produções.
Brasil na contramão do streaming
As produções realizadas fora dos Estados Unidos nunca estiveram tão em alta. A série Round 6 se tornou o maior fenômeno de entretenimento do ano.
A produção coreana foi vista por 142 milhões de assinantes em 90 países (e finalizada por 87 milhões deles) nos primeiros 23 dias; mais de 1,5 bilhão de horas foram visualizadas nos primeiros 28 dias. A Netflix comprou a produção por US$ 22 milhões e gerou US$ 900 milhões em valor, de acordo com documentos internos que foram revelados em outubro pela Bloomberg.
Round 6 intensificou a corrida por “surpresas” internacionais. Segundo o colunista Matthew Beloni, “enormes investimentos em programação em idioma local levam a sucessos populares que podem ser promovidos por algoritmos para um público global treinado para aceitar legendas e atores estrangeiros; isso, por sua vez, criará um crescimento quase instantâneo e exponencial no consumo desse conteúdo. Em outras palavras: hits massivos. E os acessos se traduzem em assinantes, perpetuando o círculo virtuoso”.
Dos 214 milhões de assinantes da Netflix, menos de um terço está nos Estados Unidos.
O Brasil já seria o segundo maior mercado do mundo em streaming. As plataformas internacionais de streaming nos últimos meses inclusive anunciaram o aumento de produções no Brasil, mas o volume é pequeno em comparação a outros mercados até menos relevantes em comparação ao Brasil.
Ou seja, o Brasil parece estar ficando de fora dessa “enxurrada” de recursos para a produção de conteúdo.
Barreiras para o crescimento das produções
A Globo investiu pesadamente no aumento de produções para o Globoplay. Em seu balanço divulgado em março, a emissora disse planejar investir R$ 4,5 bilhões em conteúdo e mais R$ 1 bilhão em tecnologia. Mas no volume geral, considerando os concorrentes internacionais, os números brasileiros para produção de conteúdo são tímidos.
A Netflix, líder do setor no Brasil e no mundo, anunciou semanas atrás uma série de novidades produzidas no país. Mas uma comparação com mercados semelhantes como a Índia evidencia como estamos em desvantagem.
No Brasil a Netflix tem cerca de 19 milhões de assinantes, conforme dados vazados do site do Cade. Na Índia, a Netflix tem pouco mais de 5 milhões de assinantes, segundo a consultoria Media Partners Ásia. Na Índia, a Netflix lançou mais de 70 filmes, documentários, programas e especiais de comédia, e já avisou que aumentará este número em 2022. A Netflix planeja desenvolver 40 ideias no Brasil em 2022.
Vale notar ainda que a Netflix na Índia é bem mais barata que no Brasil. Este mês a empresa cortou o preço dos seus planos no país em até 60%. O plano mais barato da Netflix na Índia custa cerca de R$ 11. No Brasil, o plano básico custa R$ 25,90.
A Netflix deve gastar US$ 1 bilhão apenas em programas coreanos, incluindo US$ 500 milhões este ano em filmes e séries lá. Isso além de US$ 1 bilhão no Reino Unido e US$ 400 milhões na Índia em 2019 e 2020, aponta Beloni. A América Latina é semelhante, mas o Brasil é um de vários países na região.
Falta de políticas para o setor
“Essa questão está ligada com a falta da regulamentação”, diz Marina Rodrigues, cineasta e produtora. “Como não existe nenhuma legislação que determine investimentos mínimos, a Netflix acaba gastando bem abaixo do que poderia”.
Marina com frequência destaca em seu perfil no Twitter produções de sucesso que recebem benefícios governamentais. O recente sucesso Não Olhe para Cima é um exemplo.
A Coreia, berço de Round 6 e um crescente número de produções de sucesso, é um dos países mais hostis do mundo às empresas internacionais de streaming. O governo criou políticas para proteger o mercado local e usa a influência para estimular segmentos de entretenimento como o K-Pop, cinema e TV.
A reação à chegada da Netflix ao país em 2016 é um exemplo. “Primeiro, os conglomerados de mídia local se uniram para formar a Wavve, uma plataforma de streaming nacional, que tem o objetivo de enfrentar o ‘perigo estrangeiro’ que a Netflix representa para o mercado”, como afirma artigo de Daniela Mazur, Melina Meimarides e Daniel Rios.
“Segundo, a indústria sul-coreana está transformando o alcance das plataformas estrangeiras em um instrumento para expandir a Hallyu (onda coreana) globalmente. Portanto, é uma estratégia de mão dupla, na qual a indústria nacional se utiliza da Netflix para atingir públicos estrangeiros, mas localmente é hostil à empresa”, acrescenta a publicação.
Um executivo ouvido pela coluna também aponta a dificuldade de encontrar profissionais qualificados e até estúdios no país capazes de atender aos altos níveis de qualidade de plataformas como a Netflix. “A série 3% da Netflix era uma boa ideia e tinha grande potencial, mas a produção foi inconsistente e sofreu problemas de execução”, afirma.
Resposta da Netflix
“Entretemos o Brasil há uma década e muita coisa mudou de 2011, com títulos licenciados e stand-ups, até 2021, com uma produção variada de conteúdos globais e locais. Esse ano marca os 5 anos da Netflix produzindo conteúdo local original e levando histórias brasileiras para o mundo todo, como 7 Prisioneiros e Cidade Invisível.
Em 2022, a Netflix investirá no desenvolvimento de 40 novas ideias, fomentando a produção de mais histórias brasileiras no audiovisual para audiências ao redor do Brasil, reforçando o compromisso em colocar Mais Brasil Na Tela. Continuaremos a trazer, todos os meses, conteúdo brasileiro inédito e exclusivo da Netflix, com a maior variedade de gêneros e formatos que ofertamos até hoje.
“Estamos dobrando nossos esforços no Brasil com um time local com os melhores executivos de criação, produção e pós-produção do mercado para apoiar o extraordinário ecossistema audiovisual brasileiro com o propósito de trazer mais histórias brasileiras para suas telas. Queremos oferecer uma plataforma para histórias contadas por diversos talentos, tanto atrás como na frente das câmeras”, disse Francisco Ramos, Vice-Presidente de Conteúdo da Netflix para a América Latina.
Em novembro, no evento Mais Brasil na Tela, anunciamos:
A renovação de Sintonia, Casamento às Cegas Brasil e Brincando com Fogo Brasil
As animações O Menino Maluquinho e Acorda, Carlo!, que inauguram a oferta de conteúdo original brasileiro para toda a família
Biônicos, filme de ação e ficção científica de Afonso Poyart e um novo filme de Natal brasileiro, estrelando GKAY, Sérgio Malheiros e Vera Fischer. Também Carga Máxima, novo filme de ação.
Nova minissérie dramática Todo dia a mesma noite, inspirada no livro homônimo que conta a história real do incêndio na Boate Kiss, e novos projetos de comédia de Leandro Hassum, Whindersson Nunes e Rodrigo Sant’Anna.
Estamos confiantes que nossos lançamentos nos próximos anos vão seguir mostrando o nosso comprometimento em colocar Mais Brasil na Tela.
A Associação Brasileira de Navios de Cruzeiros (Clia Brasil) anunciou hoje (3) a suspensão voluntária das operações nos portos do Brasil até 21 de janeiro deste ano. A medida ocorre com efeito imediato para novas partidas e nenhum hóspede será embarcado até o dia 21 de janeiro. Os cruzeiros atuais vão finalizar os seus itinerários conforme planejado.
A entidade informou que está trabalhando em nome das companhias de cruzeiros que operam no país – MSC Cruzeiros e Costa Cruzeiros – para alinhar interpretações e aplicações dos protocolos operacionais de saúde e segurança que haviam sido aprovados no início da temporada, em novembro, com as autoridades do governo federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estados e municípios.
“Nas últimas semanas, as duas companhias de cruzeiros afetadas experimentaram uma série de situações que impactaram diretamente as operações nos navios, tornando a continuidade dos cruzeiros neste momento impraticável. Além disso, a incerteza operacional causou inconvenientes significativos para os hóspedes que contavam com suas férias no mar com rígidos protocolos de segurança”, disse a associação no comunicado.
Ontem (2), a Anvisa divulgou comunicado em que contraindica embarques em navios de cruzeiro neste momento. “Em vista dos últimos acontecimentos, a Anvisa contraindica o embarque de passageiros que possuem viagens programadas em navios de cruzeiro para os próximos dias, em especial diante do aumento vertiginoso de casos de covid-19, com identificação de surtos a bordo das embarcações que operam na costa brasileira”, diz a nota.
“A recomendação da Agência leva em consideração a mudança rápida no cenário epidemiológico, o risco de prejuízos à saúde dos passageiros e a imprevisibilidade das operações neste momento”, acrescentou a Anvisa.
A Anvisa já havia recomendado ao Ministério da Saúde, na última sexta-feira (31), a suspensão provisória da temporada de navios de cruzeiro, até que sejam debatidas as questões que envolvem uma eventual retomada das operações.
Segundo a Clia, a atual temporada, após o término da suspensão voluntária, poderá ser cancelada na íntegra se não houver adequação e alinhamento entre todas as partes envolvidas para possibilitar a continuidade da operação.
Os protocolos vigentes, conforme informou a associação, são os seguintes:
• Vacinação completa obrigatória para hóspedes e tripulantes (elegíveis dentro do Plano Nacional de Imunização).
• Testagem pré-embarque (PCR até três dias antes ou Antígeno até um dia antes da viagem).
• Testagem frequente de no mínimo 10% das pessoas embarcadas e tripulantes.
• Capacidade reduzida a bordo para facilitar o distanciamento social de 1,5m entre os grupos e permitir a distribuição de cabines reservadas para isolar casos potenciais.
• Uso obrigatório de máscaras.
• Preenchimento de formulário de saúde pessoal (DSV – Declaração de Saúde do Viajante).
• Ar fresco sem recirculação, desinfecção e higienização constantes.
• Plano de contingência com corpo médico especialmente treinado e estrutura com modernos recursos para atendimento dos hóspedes e tripulantes.
Ator fez ‘comentários ofensivos’ sobre a saúde do presidente
Após o ator José de Abreu disparar ataques contra Jair Bolsonaro e desejar que o presidente “exploda em me***”, usuários de redes sociais se uniram para denunciar um “ódio do bem”.
No Twitter, a publicação do artista foi criticada por apoiadores do presidente, que desejaram a Zé de Abreu o mesmo que ele desejou a Bolsonaro.
O episódio teve início após a internação de Jair Bolsonaro no hospital devido a uma obstrução intestinal. Diante do quadro, Zé de Abreu disse sentir “prazer” com a dor do presidente.
– Que prazer que sinto ao saber que o filho da p*** passa mal. Mata seu povo por omissão e leva castigo de volta: Que exploda em m**** – escreveu.
Nas publicações, usuários apontaram que o artista estava promovendo um “discurso de ódio”. Alguns também levantaram hashtags contra José de Abreu.
Rafael Silva foi socorrido e levado para o hospital Humanitas, em Varginha
Emissora ainda não divulgou informações sobre o estado de saúde do jornalista Foto: Reprodução/TV Alterosa
Na manhã desta segunda-feira (3), o jornalista Rafael Silva, de 36 anos, teve um mal súbito ao vivo e desmaiou enquanto apresentava o programa Alterosa Alerta. A emissora ainda não divulgou informações sobre o estado de saúde do profissional.
O apresentador estava prestes a chamar uma matéria quando sofreu o mal súbito. A TV Alterosa, filiada do SBT em Minas Gerais, informou que o jornalista foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para o hospital Humanitas, em Varginha.
Após o ocorrido, a emissora publicou um esclarecimento, afirmando que irá trazer mais detalhes sobre o estado de saúde de Rafael. O jornalista apresenta o Jornal das 7 e estava cobrindo as férias de Ademir Santos no Alterosa Alerta.
O médico-cirurgião que acompanha o presidente Jair Bolsonaro (PL), Antônio Luiz Macedo, afirmou que decidirá nesta terça-feira (4), após chegar ao Hospital Vila Nova Star, se será necessário operar o chefe do Executivo, que está internado em São Paulo desde a madrugada desta segunda-feira (3), com um quadro de obstrução intestinal.
– A decisão [sobre] se Bolsonaro vai ser operado ou não depende de um exame clínico criterioso por parte do cirurgião. Não é uma tomografia que vai dizer se vai ser operado, hemograma, PCR, nada disso. É o exame clínico adequado por parte do cirurgião – afirmou o médico, por meio de um áudio no aplicativo de mensagens WhatsApp ao Estadão.
De acordo com o profissional, outros médicos do Vila Nova Star já examinaram o presidente e avaliaram que talvez a cirurgia não seja necessária.
– Mas eu chegando, vou direto ao hospital, vou examinar direitinho [o presidente] e ver se há necessidade de operação ou não – acrescentou.
Macedo deve chegar à capital paulista por volta das 2 horas da madrugada de amanhã. Ele está nas Bahamas, onde tirava férias. Anteriormente, havia expectativa de que o profissional retornasse ao Brasil ainda nesta tarde. De acordo com o médico, ele não usará avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para voltar ao país.
– Jamais iria gastar dinheiro do governo brasileiro utilizando avião da FAB. O avião não é da FAB – afirmou.
A aeronave que buscará Macedo e a esposa nas Bahamas, de acordo com ele, está agora na França e é propriedade da Rede D’Or, dona do Hospital Vila Nova Star.
– Não temos como chegar em São Paulo em avião comercial rápido. Então, o avião vai nos pegar agora, à noite – explicou.
Macedo acompanha o presidente desde setembro de 2018, quando Bolsonaro sofreu uma facada na região do abdômen durante a campanha eleitoral.
Pela manhã, Bolsonaro havia afirmado no Twitter que faria exames para definir se precisará de uma nova cirurgia para tratar o quadro de suboclusão intestinal. O hospital informou, na manhã desta segunda-feira (3), que o mandatário está estável, em tratamento e sem previsão de alta.
Bolsonaro estava de férias em São Francisco do Sul (SC) desde a última segunda-feira (27) e voltaria hoje para Brasília. Nesta madrugada, ele deixou o litoral catarinense de helicóptero em direção a Joinville. De lá, embarcou para São Paulo com a comitiva presidencial.
Bolsonaro tinha dado entrada no Vila Nova Star pela última vez em julho de 2021, quando também sentiu dores abdominais e ficou quatro dias no hospital, localizado na Vila Nova Conceição, na Zona Sul da capital paulista. Na ocasião, ele não precisou ser operado.
O presidente já realizou seis cirurgias em decorrência do atentado com faca sofrido por ele em 2018, em Juiz de Fora, Minas Gerais.
Nesta segunda-feira (03), Feira de Santana registrou oito casos positivos da Covid-19 e manteve a marca de 48.888 curados da doença, índice que representa 93,7% dos casos confirmados. Enquanto isso, mais 156 exames foram negativos.
Os resultados positivos de hoje são em relação a liberação dos exames acumulados que haviam realizado coleta entre os dias 29 de novembro de 2021 e 01 de janeiro de 2022 que estavam aguardando resultado do laboratório. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 12 pacientes internados no município. O informativo também confirma mais uma morte, ocorrida em 26 de dezembro de 2021. As informações são da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde.
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA SEGUNDA-FEIRA 03 de janeiro de 2022
Casos confirmados no dia: 8 Pacientes recuperados no dia: 0 Resultados negativos no dia: 156 Total de pacientes hospitalizados no município: 12 Óbito comunicado no dia: 1 Data do óbito: 26/12/2021
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 143 (Dados da Sesab) Total de casos confirmados no município: 52.132 (Período de 06 de março de 2020 a 03 de janeiro de 2022) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 2.218 Total de recuperados no município: 48.888 Total de exames negativos: 86.222 (Período de 06 de março de 2020 a 03 de janeiro de 2022) Aguardando resultado do exame: 46 Total de óbitos: 1.014
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 26.223 (Período de 06 de março de 2020 a 03 de janeiro de 2022) Resultado positivo: 5.144 (Período de 06 de março de 2020 a 03 de janeiro de 2022) Em isolamento domiciliar: 0 Resultado negativo: 21.079 (Período de 06 de março de 2020 a 03 de janeiro de 2022)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).