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O cantor e compositor Geraldo Azevedo será uma das atrações do show de abertura do Natal Encantado deste ano, na noite do dia 11. O pernambucano, destaque onde quer que se apresente, sobe ao palco a partir das 21h, na Praça Padre Ovídio.

Dono de um repertório singular e de voz peculiar, com poesia marcada pelo romantismo, Geraldo Azevedo se apresenta no Natal Encantado pela segunda vez. É autor de vários sucessos que atravessam gerações de admiradores, com sua música de forte sotaque sertanejo.

A festa anual será aberta pela Orquestra Neojibá (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia) — a previsão de início da apresentação é às 19h. No dia 12, se apresentarão o cantor Jau e a cantora Thati, que fará uma homenagem à roqueira Rita Lee.

No dia 13, sobem ao palco Mr. Jack, Baby do Brasil e uma terceira atração ainda em negociação. Em 14 de dezembro, o público será animado pela banda Negra Cor e pelo grupo Filhos de Jorge, que encerram a programação da primeira semana.

A segunda fase das apresentações será aberta pela banda Renato e Seus Blue Caps. Também se apresentam o cantor e compositor Jorge Vercillo e a cantora Sandra de Sá. A noite do dia 19 será animada pelo grupo feirense Jovens Divas e pela cantora Joanna, que participa pela segunda vez do Natal Encantado.

No dia 20, Elas por Elas, Rosanah e a banda feirense Flash Back subirão ao palco. O cantor carioca Diogo Nogueira, que retorna à festa feirense, e a cantora Ana Carolina encerram a programação desta edição do Natal Encantado no domingo.

A programação também prevê apresentação de Retreta de Filarmônica, no coreto do pátio da Catedral Metropolitana, no dia 17, a partir das 19h. Será montada ainda uma Casa de Papai Noel no estacionamento da Prefeitura, entre os dias 13 e 21, sempre das 9h às 12h e das 16h às 20h.

A programação do Natal Encantado foi divulgada pela Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer. A última atração sobe ao palco no dia 21 — os shows serão realizados de quinta-feira a domingo. Ao todo, serão 19 atrações.

*Secom


Em uma nota publicada na madrugada desta terça-feira (2), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se pronunciou pela primeira vez após as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) a respeito da reclamação que ela fez sobre a aproximação do Partido Liberal (PL) com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) visando as eleições de 2026.

Na mensagem, Michelle disse que não responderia diretamente ao pronunciamento dos enteados e sustentou que respeitava o posicionamento deles. A ex-primeira-dama, porém, defendeu ter o direito de expressar discordâncias. Ela afirmou que não estaria disposta a apoiar um movimento político que envolvesse alguém que, em suas palavras, rotulou Bolsonaro como “genocida”.

– Eu jamais poderia concordar em ceder o meu apoio à candidatura de um homem que tanto mal causou ao meu marido e à minha família – escreveu.

Michelle reforçou que se posicionou antes como esposa, mãe e mulher do que como figura política. Também comparou a aproximação com Ciro a uma troca entre Stalin e Lenin, em uma crítica direta à ideia de usar o tucano como alternativa ao PT nas eleições do Ceará.

– Ciro Gomes não é e nunca será de direita. Nunca defenderá os nossos valores. Sempre será um perseguidor e um maledicente contra Bolsonaro – apontou.

Michelle ainda justificou que mesmo que Bolsonaro não compartilhe da mesma opinião, as esposas são “chamadas a mostrar aos maridos que eles podem estar errando” e que isso é “normal em qualquer casamento”.

– No episódio de Fortaleza, eu fui apenas uma esposa defendendo o seu marido e a sua familia de um homem que sempre nos atacou – declarou.

A ex-primeira-dama encerrou a nota com um pedido de perdão aos enteados pela discordância política e disse que não foi a intenção contrariá-los.

– Eu, assim como eles, quero apenas o melhor para o nosso herói, seu pai, meu esposo e o maior lider que esse pais já teve, Jair Messias Bolsonaro – finalizou.

Após o texto, que foi postado nos stories de seu perfil no Instagram, Michelle compartilhou uma série de vídeos que mostram ataques feitos por Ciro a Bolsonaro ao longo dos últimos anos.

DECLARAÇÕES DE FLÁVIO, EDUARDO E CARLOS
Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro se posicionaram, nesta segunda-feira (1°), contra a crítica feita por Michelle ao acordo do Partido Liberal (PL) com Ciro Gomes no Ceará. O primeiro a falar sobre o ocorrido foi o senador Flávio Bolsonaro, que afirmou ao portal Metrópoles que a esposa de Bolsonaro “atropelou” o ex-presidente ao condenar a aliança no Ceará.

– A Michelle atropelou o próprio presidente Bolsonaro, que havia autorizado o movimento do deputado André Fernandes no Ceará. E a forma com que ela se dirigiu a ele, que talvez seja nossa maior liderança local, foi autoritária e constrangedora – disse.

Durante evento em Fortaleza no último domingo (30), a ex-primeira-dama discordou do apoio dado por seu partido ao ex-ministro de Lula. Na ocasião, ela declarou apoio ao senador Eduardo Girão (Novo), que vai concorrer ao Governo do Ceará em 2026 contra Ciro Gomes.

– Fazer aliança com um homem [Ciro] que é contra nossos valores… Não tem como – declarou.

Carlos, por sua vez, comentou o caso na rede X. O vereador reforçou o posicionamento do irmão Flávio e defendeu a união de seu grupo político sob a liderança de Bolsonaro.

– Meu irmão, Flávio Bolsonaro, está certo e temos que estar unidos e respeitando a liderança do meu pai, sem deixar nos levar por outras forças. É óbvio que tenho preferência pelo Girão e deixo isso bem claro – escreveu.

Em seguida, Eduardo também criticou a postura da ex-primeira-dama no evento.

– Meu irmão Flávio Bolsonaro está correto. Foi injusto e desrespeitoso com o André Fernandes o que foi feito no evento. Não vou entrar no mérito de ser um bom ou mal acordo, foi uma posição definida pelo meu pai. André não poderia ser criticado por obedecer o líder – publicou.

*Pleno.News
Foto: Divulgação/Partido Liberal


De 257.591 processos, 95.740 apresentam alguma inconsistência

© José Cruz/Agencia Brasil

No Brasil, há 257.591 processos minerários em atividade, dos quais 95.740, o equivalente a 37%, apresentam algum tipo de inconsistência, de acordo com o Monitor da Mineração do MapBiomas, plataforma lançada nesta terça-feira (2). A ferramenta consolida dados de mais de 80 anos de processos da Agência Nacional de Mineração (ANM) e permite o cruzamento com o histórico da área minerada a partir de mapas anuais de cobertura e uso da terra no país.

De acordo com o coordenador da equipe Mineração do MapBiomas, César Diniz, o Monitor reúne e organiza dados dispersos, destaca situações atípicas e apresenta as informações de forma clara, compreensível e com acesso gratuito, tanto para órgãos de fiscalização e controle, quanto para jornalistas, pesquisadores e sociedade civil organizada.

“Sua finalidade é apoiar o Poder Público na ampliação da transparência e no aprimoramento dos processos relacionados à produção, à comercialização e à aquisição de produtos oriundos das atividades minerárias”, explica.

Os dados detalhados na plataforma apontam que a maior parte dos processos inconsistentes apresenta problemas com a permissãoSão 84.466 processos, ou 33% do total, que não possuem concessão de lavra, registro de extração, licenciamento, permissão de lavra garimpeira ou autorização de pesquisa com guia de utilização válida.

“Se o processo não está em nenhuma dessas etapas, qualquer extração ali identificada é considerada irregular por falta de título minerário apto, caracterizando o processo como portador de um sinal de mineração em fase inapropriada”, afirma Diniz.

Há também 7.738 processos, ou 3% do total, que atuam em territórios onde a atividade é proibida por lei, como terras indígenas, unidades de conservação de proteção integral, reservas extrativistas (Resex) e reservas particulares do patrimônio natural (RPPN).

Em um total de 3.536 processos, foi identificada a sobreposição de inconsistência, com problemas no processo e também no local de atuação da atividade de mineração.

Estados

No recorte por estado, Minas Gerais, Bahia e Pará são as unidades da federação com maior número de processos minerários no país, representado 20,4%, 11,5% e 9,2% respectivamente. Nos dois primeiros estados, a autorização para pesquisa é o tipo de processo que prevalece, enquanto no Pará o requerimento de lavra garimpeira é o processo mais comum.

Apesar de Minas Gerais possuir o maior número de processos, a Bahia é o estado com mais inconsistência processual, irregularidade presente em mais da metade (53%) dos registros no sistema da ANM.

Já o estado do Pará apresentou proporcionalmente a maior quantidade de processos com inconsistência temporal, representando 4,19% dos registros do estado. São casos em que a extração mineral ocorreu antes do período de vigência de uma autorização ou quando, apesar da autorização adequada, é criada, por exemplo, uma unidade de conservação de uso restrito ou um território indígena, após a concessão da licença.

Também no Pará há o maior percentual (4,83%) de processos que apresentam sinais de extração minerária além dos seus limites territoriais.

Inadimplência

O recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais – valor pago aos municípios, estados e à União para compensar os impactos da atividade nos territórios – também pode ser acompanhado pela plataforma. Nos casos em que há obrigatoriedade do tributo, um recorte dos últimos seis meses aponta inadimplência em 56,4% dos processos.

Além da visualização de estatísticas como número, fase e distribuição dos processos de mineração, é possível aplicar filtros para realizar recortes ou cruzar dados. O Monitor da Mineração também permite a geração de um laudo por processo, com oito indicadores que incluem os dados puros, um resumo de cruzamento de dados, imagens de satélite, com mosaicos anuais e fontes dos dados.

“Com mais clareza e acessibilidade, todos conseguem identificar irregularidades mais rapidamente, acompanhar a evolução dos processos e atuar de forma mais eficiente no enfrentamento de práticas ilegais no setor mineral”, conclui César Diniz.

Fonte: Agência Brasil


Agência divulgou publicação que antecipa riscos para o próximo ano

© Antonio Cruz/Agência Brasil

Nem tudo é secreto no exercício da atividade que trabalha com informações consideradas secretas para o Estado Brasileiro. Tendo como base os princípios democráticos do país, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) divulgou, nesta terça-feira (2), uma publicação contendo os principais desafios para o próximo ano, no intuito de antecipar as ameaças contra a segurança do Estado e da sociedade.

A segurança no processo eleitoral e ataques cibernéticos com inteligência artificial (IA) estão entre esses desafios. Em 2026, os brasileiros vão às urnas para eleições gerais de Presidente da República, governadores, senadores e deputados (federais, estaduais e distritais).

A publicação Desafios de Inteligência Edição 2026 ajudará a Abin a cumprir, de forma transparente, seu papel institucional de assessorar a presidência da República na tomada de decisões – inclusive para formular políticas –, bem como para salvaguardar conhecimentos considerados sensíveis para o Estado brasileiro.

O levantamento contou com a ajuda de especialistas de universidades, instituições de pesquisa e agências governamentais, no desenvolvimento de informações relativas a questões como clima, tecnologia, demografia, saúde e migrações, além de análises sobre as situações internacional e regional.

O material detalha cinco desafios para lidar com riscos diretos e indiretos para a segurança do país:

  • Segurança no processo eleitoral;
  • transição para a criptografia pós-quântica;
  • ataques cibernéticos autônomos com agentes de inteligência artificial;
  • reconfiguração das cadeias de suprimento global; e
  • dependência tecnológica, atores não estatais e interferência externa.

O relatório que projetou os riscos para 2025 destacou desafios relacionados ao agravamento da crise climática; às alterações dos padrões populacionais; à aceleração da corrida tecnológica; e ao acirramento da competição entre potências mundiais.

“Ao longo do ano, vimos essas dinâmicas internacionais ganharem mais proeminência”, relatou o diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, durante a apresentação do documento.

Com relação ao contexto geopolítico, Corrêa destacou, na edição 2026, o emprego de instrumentos econômicos como fatores de pressão política; e a escalada de ameaças militares a países latino-americanos – inclusive fronteiriços com o Brasil.

Destacou também a competição acirrada pela dianteira no desenvolvimento e uso da inteligência artificial (IA).

Contexto

De acordo com a Abin, o cenário atual é de multipolaridade desequilibrada e desinstitucionalizada, tendo como fator central a competição estratégica entre EUA e China.

A agência acrescenta que a situação mundial atravessa um “período de profunda reconfiguração”, impulsionado por confluências entre clima, demografia e tecnologia, em um cenário de “desestruturação da ordem internacional”.

Tudo isso em meio ao acirramento da competição entre grandes potências.

Eleições gerais

Na avaliação da Abin, há ameaças “complexas e multifacetadas”, no que se refere ao processo eleitoral de 2026.

Essas ameaças têm, como “vetor principal”, tentativas de deslegitimação das instituições democráticas, como as que culminaram na invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023, em um cenário de manipulação de massas e disseminação de desinformação em larga escala.

“Adicionalmente, a integridade do pleito é desafiada pela crescente influência do crime organizado em territórios sob sua influência e pelo risco de interferência externa voltada a desestabilizar o processo eleitoral e favorecer interesses geopolíticos estrangeiros”, diz o documento.

Era digital

O documento propõe, sob a ótica da atividade de inteligência, que o Estado fique atento também às transições nos domínios do clima, da demografia e da tecnologia, em um contexto marcado pela alta densidade das interações e das interdependências – em especial da energia, da informação e dos transportes.

Sugere, ainda, foco nos “impactos sem precedentes” da Era Digital.

Com relação às questões tecnológicas, o relatório aponta como “desafio nevrálgico” do país a garantia de uma soberania digital.

Entre as dificuldades previstas para se atingir esse objetivo, ela destaca a dependência estrutural de hardwares estrangeiros e a concentração de poder em big techs: “essas empresas monopolizam dados e desafiam estruturas estatais, ameaçando a autonomia decisória nacional”, alerta a Abin.

A agência, no entanto, destaca os avanços do Brasil na área de cibersegurança. O país, segundo ela, vem desenvolvendo tecnologias de ponta, como a do aplicativo de mensagens governamentais, que faz uso de criptografia pós-quântica.

A rápida evolução da IA pode fazer desta ferramenta um “agente ofensivo autônomo, capaz de planejar, executar e adaptar ataques”.

Isso pode, em algum momento, elevar o risco de alguma escalada, fazendo com que incidentes cibernéticos possam resultar em conflitos militares, por exemplo.

A Abin conta com um quadro de especialistas em criptografia, ferramenta que é considerada pilar da soberania digital e da segurança governamental, em especial no que se refere a comunicações sigilosas e transações digitais.

Diante da evolução tecnológica, a agência antevê riscos que deverão surgir a partir do advento da computação quântica – algo que, no prazo de 5 a 15 anos, tornará obsoleta a atual criptografia de chaves públicas.

Dependência

Nesse sentido, a Abin considera urgente uma transição para algoritmos pós-quânticos que não dependam de tecnologias estrangeiras.

A Abin enxerga no domínio digital a “arena central” da competição geopolítica; e as big techs como “vetores de influência de seus Estados-sede”.

“Nesse contexto, a dependência de provedores externos em infraestruturas críticas (nuvem, dados, identidade digital) é uma vulnerabilidade estratégica severa para o Brasil”, destaca a agência ao afirmar que essa dependência tecnológica pode levar à interferência externa. 

Como exemplo, a Abin cita a chamada guerra cognitiva, em geral catalisada por alguma desinformação algorítmica. Cita também o risco de espionagem com o objetivo de acessar dados sensíveis. 

Cadeias de suprimentos

Ainda entre os desafios citados para 2026 está a reconfiguração das cadeias globais de suprimento.

Segundo a agência, essa reconfiguração foi impulsionada por fatores como a ascensão chinesa; a guerra econômica com os EUA; e as vulnerabilidades expostas durante a pandemia da covid-19.

“A conjuntura atual é marcada por uma desglobalização deliberada, que prevê tarifas agressivas e a desvalorização do dólar, acelerando a queda de sua participação nas transações globais.”

No caso do Brasil, o país se vê em uma posição de dependência dupla. Uma delas é relacionada à China, país que garante ao Brasil superavit comercial por meio da comercialização de commodities.

A outra dependência é do capital e de tecnologias ocidentais para investimentos, com destaque para os Estados Unidos.

Clima

Na avaliação da Abin, as mudanças no clima e nas estruturas populacional e tecnológica geram riscos e também oportunidades.

A agência lembra que o aquecimento global encontra-se em ritmo acelerado, e que 2024 foi o ano mais quente já registrado tendo ultrapassado em 1,5 grau Celsius (ºC) a temperatura média do período pré-industrial.

Lembra também que as catástrofes têm aumentado no Brasil, com incidentes anuais ocorrendo com uma frequência cada vez maior.

Entre os exemplos citados estão a seca amazônica e as inundações no Rio Grande do Sul, ocorridas em 2024.

“Os impactos setoriais são severos, com perdas anuais de R$ 13 bilhões”, alerta a Abin.

Energia e segurança alimentar

Com o desmatamento da Amazônia e a redução dos chamados “rios voadores”, que distribuem água a outras regiões do país, a situação energética também fica vulnerável.

Nesse caso, as perdas anuais giram na faixa de R$ 1,1 bilhão – o que corresponde a uma perda anual estimada de quase 3,8 mil gigawatts-hora (Gwh).

Ainda em meio às contextualizações apresentadas pela publicação estão os riscos relativos à segurança alimentar: há estimativas de que 46% das pragas agrícolas piorem até o ano de 2100.

Outro desafio é a elevação do nível do mar, que colocará em risco tanto infraestruturas críticas como a população costeira do país.

Transição demográfica

O levantamento feito pela Abin cita também o aumento da longevidade da população mundial associado à queda da taxa de fecundidade que, segundo a agência, vai reconfigurar as perspectivas para o futuro.

Outro alerta diz respeito à saída de brasileiros qualificados profissionalmente para viver em outros países, em um contexto de competição por talentos.

Sobre o Brasil ser destino migratório de cidadãos estrangeiros, a Abin avalia que isso vai impor desafios à prestação de serviços essenciais e também à segurança nas fronteiras, além de implicar eventuais riscos advindos do crime transnacional.

O entorno estratégico sul-americano tem se tornado, segundo a Abin, em um “espaço cada vez mais permeável às disputas geopolíticas globais”, com as potências mundiais disputando o controle de recursos estratégicos como lítio, terras raras e petróleo, além dos recursos naturais da Bacia Amazônica.

“A China consolidou-se como principal parceiro comercial, enquanto os EUA têm exercido crescentes pressões por alinhamento, incluindo ameaças militares”, diz o documento.

Fonte: agência Brasil


Cinco das equipes concentram as possibilidades

Vitória ainda luta para garantir permanência Crédito: Victor Ferreira/EC Vitória

Com duas rodadas restantes, o Campeonato Brasileiro chega à fase decisiva com o rebaixamento como principal ponto de tensão. Embora apenas duas vagas estejam abertas no Z-4 – já que Sport e Juventude caíram matematicamente – outras dez equipes entram na reta final com algum grau de risco.

Entre os clubes que ainda figuram nos cálculos, Bragantino, Atlético-MG, Vasco, Corinthians e Grêmio aparecem com menos de 1% de probabilidade de queda. Para que qualquer um deles seja atingido, seria necessária uma combinação improvável de resultados. O cenário do Corinthians, por exemplo, exigiria derrotas nas duas partidas restantes e vitórias simultâneas dos concorrentes mais ameaçados, um desfecho que explica seu índice residual de 0,001%.

Os cálculos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) revelam que mesmo times aparentemente distantes do perigo permanecem na lista por causa do que ainda têm pela frente. Uma simples vitória de qualquer um desses clubes de risco mínimo nas rodadas finais seria suficiente para eliminar qualquer ameaça. Caso percam, porém, a pressão pode aumentar no último jogo.

Mais de quatro milhões de simulações são realizadas considerando desempenho, tabela e força relativa dos times.Cinco clubes concentram as maiores probabilidades de queda: Fortaleza, Santos, Internacional, Vitória e Ceará – todos acima de 5% de risco. Confira:

Sport – 100% (já rebaixado)

Juventude – 100% (já rebaixado)

Fortaleza – 69,5%

Santos – 51,4%

Internacional – 40,8%

Vitória – 30,6%

Ceará – 7,5%

Bragantino – 0,15%

Atlético-MG – 0,042%

Vasco – 0,02%

Corinthians – 0,001%

Grêmio – 0,0004%

Carol Nevez/ Correio da Bahia


Estado tem mais de 3 milhões de trabalhadores informais

Comércio da Avenida Sete Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

A Bahia está entre os cinco estados do país em que há mais trabalhadores informais do que formais. Dos 6,5 milhões de trabalhadores, 3,4 milhões atuam sem carteira assinada ou registro no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) – o equivalente a 51,5% da força de trabalho em situação de informalidade no estado.

Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e se referem ao terceiro trimestre de 2025. No ranking nacional de informalidade, a Bahia fica atrás apenas do Maranhão, Pará, Piauí e Amazonas.

O IBGE não dispõe de informações sobre as áreas com mais trabalhadores informais, mas, com base em análises anteriores do instituto, Mariana Viveiros, supervisora de Disseminação de Informações do IBGE, cita algumas profissões com alta informalidade: construção civil – que na Pnad contempla desde a pessoa que está na grande construtora até aquela que trabalha como pedreiro ou como encanador –, comércio e áreas de serviços, principalmente os mais prestados às famílias, como hospedagem e alimentação, e a agropecuária.

Essa alta incidência, segundo a supervisora, está relacionada à precarização do mercado de trabalho, cuja relação é diretamente proporcional ao desemprego.

“Você tem um exército de pessoas procurando trabalho, um ‘exército de reserva’, como se chamava antigamente, e muitos empregadores sentem que é viável ter essas contratações informais, que muitas vezes são mais precárias, ou seja, pode ter uma rotatividade maior sem incorrer em tantos custos indenizatórios e trabalhistas. É uma forma mais ‘barata’ de contratar. Não existe uma fiscalização de trabalho informal, porque não é ilegal. Acaba sendo uma forma de contratação mais barata e que muitas vezes para os empregadores viabiliza que aquele negócio dê mais lucros, com mão de obra que geralmente é menos qualificada”, diz Mariana Viveiros.

Dos trabalhadores informais, 83% são pessoas pardas ou pretas, seis em cada dez são homens e quatro em cada dez têm entre 40 e 59 anos de idade. É nesse grupo que está Wallace Carvalho, de 47 anos. Morador de Ribeira do Pombal, no semiárido baiano, ele comanda há 20 anos um lava rápido na cidade, sem registro. Entre os motivos da escolha, estão o fato de atuar numa cidade menor e também porque os únicos clientes que exigem CNPJ são as empresas, para ter as notas fiscais.

“Quando você fecha um contrato com uma empresa, você tem que ter um dia exclusivo só para lavar os carros dela, coisa que pra mim não é vantagem. Eu já tenho a minha clientela formada e não tenho esse tempo. (O registro) é bom para quem quer trabalhar só para empresas, mas mesmo assim é muito raro achar uma que te pague corretamente no fim do mês”, diz. Nessas duas décadas, vem mantendo uma rotina consistente. Acorda às 5h, às 6h30 já está no trabalho e volta para casa entre 17h30 e 18h, a depender do movimento.

Fonte: correio da Bahia


A comunidade feirense está convidada para um evento especial que celebra a força transformadora da comunicação. Nesta terça-feira, 2 de dezembro de 2025, a partir das 18h, acontece no foyer do auditório da Secretaria Municipal de Educação o lançamento do livro “Da Sombra para a Luz: O Jornalismo da Nova Era”, da jornalista e confrade Shirley Oliveira.

A obra reúne reflexões sobre comunicação, filosofia socrática, psicologias comportamental, social e positiva, destacando a figura de Jesus como a Luz que inspira e renova o mundo. Shirley defende a notícia boa como uma ferramenta terapêutica, capaz de ressignificar a experiência do público em tempos marcados por excessos informativos e sentimentos de insegurança.

Além do lançamento de Shirley Oliveira, o jornalista Emerson Azevedo também apresenta no mesmo evento o livro Notícias do Bem: Biografia do 1º Programa de Jornalismo Positivo da TV Aberta Brasileira”, publicação que narra os bastidores, desafios e conquistas do projeto pioneiro, incluindo a trajetória de Shirley na missão de levar notícias positivas ao grande público.

Durante o lançamento, toda a renda proveniente dos direitos autorais das obras será destinada ao CR3 e à SEEF, reforçando o compromisso social dos autores e da iniciativa.

Serviço
Data: 02 de dezembro de 2025
Horário: 18h
Local: Foyer do auditório da Secretaria de Educação
Endereço: Rua Barão do Rio Branco, s/n, Centro, Feira de Santana (BA)

O evento é gratuito e aberto ao público. Uma oportunidade para celebrar o jornalismo humanizado e refletir sobre o poder da comunicação positiva na construção de uma sociedade mais consciente e esperançosa.


Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cinco municípios contra grupo empresarial do comércio varejista de armas e munições

A Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia deflagrou na manhã de hoje, dia 2, a ‘Operação Fogo Cruzado’, que investiga a sonegação de mais de R$ 14 milhões em impostos aos cofres estaduais por empresários do setor de comércio varejista de armas e munição. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Irecê, Jussara e Coração de Maria e uma ordem judicial de prisão temporária em Feira contra o empresário apontado como líder do grupo criminoso.

Segundo a apuração, o grupo deixava de recolher ICMS declarado aos cofres públicos no prazo legal e de forma continuada e se valia de diversas manobras para sonegar o tributo, a exemplo da sucessão empresarial fraudulenta e interposição fictícia de sócios e administradores.  As investigações da Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip), do Ministério Público e da Polícia Civil, na Bahia, identificaram a constituição fraudulenta de empresas vinculadas entre si, mediante “laranjas”, com a intenção de esconder seu real proprietário e adiar o devido pagamento do imposto devido (ICMS) por tempo indeterminado, sem qualquer intenção de saldá-lo.

A Força-Tarefa investiga, ainda, a associação criminosa e estruturação de um esquema de lavagem de dinheiro da atividade ilícita através do comércio de joias, como atividade correlata a atividade delitiva. A operação contou com a participação de sete promotores de Justiça, 14 delegados de Polícia, 56 policiais do Necot/Draco, seis servidores do Fisco Estadual, oito servidores do MPBA, e sete policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).

Intensificação

A Força-Tarefa intensificou as ações em face de fraudes tributárias e da prática de declarar o débito de ICMS e não repassar o imposto à Fazenda, de forma contumaz, o que configura crime contra a ordem tributária, e que muitas vezes serve apenas para dissimular fraudes ainda mais graves. Estas práticas criminosas causam graves danos à coletividade, especialmente considerando que o imposto foi efetivamente pago pelos consumidores e não repassado aos cofres públicos, resultando em perda de receitas necessárias às políticas públicas e serviços públicos essenciais para a população.

Força-Tarefa

A Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal é composta pelo Grupo Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf) do MPBa, Inspetoria Fazendária de Inteligência e Pesquisa (Infip) da Sefaz e pelo Núcleo Especializado no combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Necot/Draco), da Polícia Civil da Bahia.

Com informações da assessoria de comunicação da PCBA


Itália flexibiliza regras e amplia acesso a vistos de trabalho para brasileiros

Pouco mais de seis meses após endurecer as regras para a concessão de cidadania a filhos e netos de italianos nascidos no exterior, o governo da Itália anunciou uma mudança na política migratória que beneficia brasileiros. A gestão da primeira-ministra Giorgia Meloni abriu um canal específico para a emissão de vistos de trabalho destinados a descendentes de italianos, sem limite de vagas por país.

A nova regra entrou em vigor no último dia 24 e contempla sete países historicamente ligados à migração italiana: Brasil, Argentina, Estados Unidos, Austrália, Canadá, Venezuela e Uruguai. A escolha se baseia na concentração de cidadãos italianos registrados nesses territórios no Registro de Italianos Residentes no Exterior (AIRE).

Segundo estimativas da Embaixada da Itália, o Brasil abriga mais de 30 milhões de descendentes italianos. Desse total, cerca de 680 mil possuem registro ativo no AIRE.

Antes da mudança, os vistos de trabalho estavam sujeitos ao chamado decreto Flussi, que define anualmente o número máximo de estrangeiros autorizados a ingressar legalmente no país para trabalhar. Em 2025, por exemplo, o limite foi fixado em 151 mil vagas. Com a nova regulamentação, os descendentes dos países contemplados deixam de disputar essas cotas, desde que apresentem um contrato de trabalho válido.

Informações Metro1


O inquérito investiga ofensivas virtuais direcionados a deputados e senadores que se opuseram ao PL Antiaborto

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Entrada da superintendência da Polícia Federal, em Brasília | Foto: Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira, 2, uma operação com foco em combater ataques cibernéticos, do tipo negação de serviço, que atingiram deputados federais e senadores. Parlamentares que manifestaram apoio ao Projeto de Lei nº 1904/2024, conhecido como PL Antiaborto, foram alvo dos ataques. 

Segundo o inquérito, múltiplos sites de deputados federais foram alvos de investidas coordenadas, o que gerou instabilidade e dificultou a comunicação institucional, além de prejudicar atividades legislativas. Dois mandados de busca e apreensão foram executados em endereços de suspeitos localizados em São Paulo (SP) e Curitiba (PR).

PF tem ajuda estrangeira em operação

Batizada de Operação Intolerans, a ação contou com cooperação jurídica internacional, envolvendo parceiros estrangeiros. Em nota oficial, a Polícia Federal informou que as investigações visam identificar todos os participantes e responsabilizar os autores dos ataques.

Informações Revista Oeste