“O Governador não respondeu porque quase 350 pacientes de Feira de Santana estão fora da lista dos beneficiados no mutirão de cirurgias. Ele preferiu me atacar do que dar satisfação a quem está precisando de cirurgia, gente que está na lista desde 2019”. Reagiu o prefeito Colbert Martins às declarações do governador sobre essa discriminação com Feira de Santana.
O prefeito divulgou um vídeo denunciando que dezenas de pessoas de Feira estão sendo discriminadas num mutirão de cirurgias realizado no Hospital Dom Pedro de Alcântara, com recursos do SUS recebidos pelo Governo do Estado. “Pacientes de mais de 20 municípios circunvizinhos estão sendo beneficiados e merecem, mas os de Feira ficaram de fora”, alegou.
“O governador reagiu à minha denúncia com desdém, enrolou na resposta, desprezou os feirenses pobres que estão na fila para as cirurgias”, afirmou Colbert Martins.

Ninguém ousava desafiar a autoridade paterna no Reino Unido do começo do século 19, por mais sombrias que fossem as consequências dessa submissão sem limite e nada convicta. A escritora britânica Jane Austen (1775-1817) foi uma das artistas que melhor retratou esse lado obscuro da sociedade em que viveu, dando origem a uma narrativa caudalosa, que se espraiou em três volumes. Em “Razão e Sensibilidade” (1811), Austen dá início à saga em que discorre sobre o amor em oposição às premências mais básicas da vida; “Orgulho e Preconceito” (1813) segue nessa mesma direção, especulando acerca da honra de uma família outrora influente, mas em apuros de dinheiro, cuja única grande chance de mudar seu destino reside no casamento arranjado da filha mais velha e um homem rico, que aparentemente a deseja, mas não consegue se impor diante da mãe superprotetora. O último deles, “Persuasão” (1816), marca o fim da trilogia e da obra literária da autora, que morre em 18 de julho de 1817, aos 42 anos, vítima do mal de Addison, uma doença autoimune a respeito da qual nada se sabia duzentos anos atrás. Resta inacabado “Sanditon”, em que Austen confirma a predileção por esquadrinhar as pequenezas da burguesia da Velha Inglaterra, algo que fez como ninguém.
Adaptado para o cinema pela primeira vez há quase trinta anos, em 2022 “Persuasão” torna à vida pelas mãos de Carrie Cracknell, que fez carreira no teatro e agora mostra excelência também na realização de filmes. É óbvia a interseção entre seu ofício de origem e o novo meio que abraça, a começar pela opção de fazer a protagonista falar diretamente à câmera, recurso usado à farta no teatro. A derrubada da quarta parede é, sem dúvida, um expediente que aproxima (demais) público e atores, mas Cracknell é muito competente ao empregá-lo ao mesclar essas entradas individuais com longas passagens do texto profuso de Austen, roteirizado pela estreante Alice Victoria Winslow e o veterano Ron Bass. Mesmo se comparado à ótima versão de Roger Michell (1956-2021), levada à tela em 1995, a qualidade da releitura mais atual se impõe, com a ressalva de que, conscientemente ou não, Cracknell saúda “Persuasão” como um exemplo de modernidade, cujo arrojo da premissa — e o destemor da mente privilegiada de onde veio — não poderia ser mero adorno.
Dakota Johnson encarna uma Anne Elliot que quase salta do raiar do século retrasado para a contemporaneidade. A força da personagem e da produção mesma está, em grande medida, em seu apelo estético. Os figurinos de Marianne Agertoft, mormente, claro aqueles com que veste a protagonista de Johnson, são precisamente essa carta de intenções para o arquétipo da mulher a frente de seu tempo, e passariam, com um ou outro ajuste pontual, por roupas prêt-à-porter de butiques hypadas da Londres dos nossos dias. Esse frescor de “Persuasão” sob o olhar inventivo de Cracknell, defendido por sua atriz principal, que o ancora confessadamente, revela-se uma decisão acertada, que justifica o novo longa, sem nenhum prejuízo para a essência da trama original, que se diga. Continua lá a mulher madura (para os padrões de 1816, por evidente) perdida, torturada pelas decisões nem certas nem erradas de um passado nem tão distante, mas remoto, que vence pelo próprio esforço, malgrado seja obrigada a conviver com a possibilidade de passar o resto de seus dias entornando garrafas de bom vinho na imensidão de um quarto em desabrido caos, sobre uma cama fria e mal-ajambrado, contando apenas com a lealdade do coelho de estimação. Até que o homem de que desfizera, e de quem segue enamorada passados oito anos, reaparece.
O capitão Frederick Wentworth vem a ser a personificação do malogro existencial de Anne em sua esfera mais particular, mais íntima, e felizmente Cracknell não cede à patrulha do politicamente correto, sempre pronta a fazer justiça com as próprias mãos — ainda que isso implique reescrever a História e mesmo as histórias —, tampouco ao feminismo vulgar, e mantém a protagonista como o que de fato é: mulher forte da casca para fora, mas disposta a todo gênero de humilhação a fim de reaver o amor do homem que, a essa altura, não mais ama, venera. Cosmo Jarvis, por seu turno entende a grandeza do papel, e faz de Wentworth um homem rude, talhado pelos solavancos do mar proceloso, mas verdadeiramente nobre, cuja bondade interdita a menor referência a joguinhos de sedução que antevejam tolas vinganças, também porque o despontar do belo William Elliot, de Henry Golding, o primo afastado e ambicioso, no horizonte de Anne pode provocar uma trindade de infelizes.
Romance como não se faz há muito tempo, “Persuasão”, o livro, encontra mais uma vez, boa acolhida nos braços seguros de Carrie Cracknell. Espantosamente desafetado para uma produção com esse teor, o filme é divertido sem ser ligeiro, e sofisticado sem ser pedante. E muito persuasivo. Deliciosamente persuasivo.
Filme: Persuasão
Direção: Carrie Cracknell
Ano: 2022
Gêneros: Romance/Drama
Nota: 9/10

Neste sábado (16), a deputada federal Carla Zambelli usou as redes sociais para expor e criticar um vídeo, que encena a morte do presidente Jair Bolsonaro. Ela compartilhou fotos que mostram a gravação de um acidente de moto.
Além de expor indignação, a parlamentar pediu orações. Ela destacou que “essa é uma guerra do bem contra o mal”.
– Um vídeo foi feito encenando a morte do presidente Jair Bolsonaro num “acidente” de moto. Peço reforço de orações. Essa é uma guerra do bem contra o mal. E VAMOS VENCER – escreveu a deputada.
Outro deputado federal que se manifestou sobre o caso foi Eduardo Bolsonaro. Ele questionou se o ministro e presidente em exercício do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, irá cobrar explicações e estipular um prazo para que as pessoas responsáveis pelo vídeo se manifestem. O comentário do parlamentar ocorre após Moraes ter estipulado o prazo de dois dias para que o chefe do Executivo se manifeste acerca de uma acusação de discurso de ódio.
– Quantas horas Alexandre de Moraes dará para os produtores se manifestarem sobre discurso de ódio? Ou será que isso pode? Será que instigar outros Adélios pode? Tem método – escreveu o deputado Eduardo Bolsonaro, no Twitter.
A pré-candidata ao Senado e ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, disse que o Ministério Público (MP) precisa investigar o caso. Ela questionou se o vídeo é uma encenação ou estímulo para um atentado contra a vida do presidente da República.
– Encenação ou estímulo para um atentado contra a vida do Chefe de Estado brasileiro? O MP precisa investigar isso a fundo! Cenas como estas são repugnantes e não podem ser toleradas – declarou.
*Pleno.News
“O Governador não respondeu porque quase 350 pacientes de Feira de Santana estão fora da lista dos beneficiados no mutirão de cirurgias. Ele preferiu me atacar do que dar satisfação a quem está precisando de cirurgia, gente que está na lista desde 2019”. Reagiu o prefeito Colbert Martins às declarações do governador sobre essa discriminação com Feira de Santana.
O prefeito divulgou um vídeo denunciando que dezenas de pessoas de Feira estão sendo discriminadas num mutirão de cirurgias realizado no Hospital Dom Pedro de Alcântara, com recursos do SUS recebidos pelo Governo do Estado.
“Pacientes de mais de 20 municípios circunvizinhos estão sendo beneficiados e merecem, mas os de Feira ficaram de fora”, alegou.
“O governador reagiu à minha denúncia com desdém, enrolou na resposta, desprezou os feirenses pobres que estão na fila para as cirurgias”, afirmou Colbert Martins.
*Secom

Em sessão extraordinária histórica, nesta sexta-feira (15) o Conselho Pleno da OAB-BA aprovou por unanimidade resolução que estabelece paridade de gênero e equidade racial na formação da lista sêxtupla do quinto constitucional da advocacia para o TJ-BA. A norma, assinada pela presidenta da seccional, Daniela Borges, ainda nesta sexta, já valerá para a eleição que acontecerá este ano e foi uma proposta da diretoria da OAB-BA.
A resolução aprovada estabelece que 50% dos candidatos devem ser mulheres e 30% devem ser advogadas e advogados negros. Além disso, o texto regulamenta como o processo de escolha como um todo deve acontecer, determinando horário, modo de votação e apuração, as regras para que o advogado esteja apto a votar, dentre outros pontos.
Segundo a regra, caso a consulta à classe não resulte em uma lista que atenda os pré-requisitos raciais e de gênero presentes na resolução, o presidente da Comissão Especial Temporária para o Quinto Constitucional, grupo que será nomeado pela Diretoria do Conselho Seccional, proporá uma lista que desconsiderará parcialmente a ordem de votação, de forma que possam figurar na relação os candidatos mais bem votados por gênero e que permita que ao menos dois candidatos negros estejam entre os seis escolhidos.
Compuseram a mesa alta da sessão do Conselho a presidente da OAB-BA, Daniela Borges; a vice-presidente da OAB-BA, Christianne Gurgel; a secretária-geral da OAB-BA, Esmeralda Oliveira; o secretário-geral adjunto da seccional, Ubirajara Ávila; o diretor tesoureiro da seccional, Hermes Hilarião; os conselheiros federais, Luís Viana, Fabrício Castro, Sílvia Cerqueira, Luiz Coutinho e Mariana Oliveira e o presidente da CAAB, Maurício Leahy.
A sessão foi iniciada com o voto da relatora da resolução, a conselheira seccional e presidente da ESA, Thaís Bandeira, que encaminhou a aprovação da matéria. “A paridade de gênero e a equidade racial são representações da democracia a se perseguir e efetivar para alcançar o pluralismo dessas presenças nos espaços decisórios”, afirmou a relatora na leitura do seu voto.
Muito emocionada com a importância do momento, a secretária-geral da OAB-BA, Esmeralda Oliveira, destacou a sua trajetória histórica de militância, bem como a da advocacia negra. “Eu estou muito feliz. De verdade. Porque eu sinto isso na pele. Isso foi muito discutido. Nós tivemos grandes contribuições da advocacia negra para que isso acontecesse. E nós só conseguimos porque nos unimos”, discursou a secretária em uma fala que foi aplaudida de pé por todos os presentes no momento.
A presidenta da seccional, Daniela Borges, fez um discurso forte, destacando o pioneirismo da OAB-BA na discussão dos temas da igualdade de gênero e racial. Nós somos de um estado de grandes lideranças pretas. Homens e mulheres pretos que fizeram história no nosso estado e na nossa advocacia. A OAB da Bahia não segue ao sabor dos ventos. A OAB da Bahia é farol. É farol aqui na Bahia e no Brasil”, reafirmou a presidenta.
A vice-presidenta da instituição, Christianne Gurgel, salientou a importância social e histórica da decisão tomada pelo Conselho. “Tendo em vista a minha trajetória na defesa dos Direitos Humanos, não só na militância, na academia, mas na própria advocacia, eu faço essa fala emocionada por todas e todos nós aqui estarmos fazendo história. História dos Direitos Humanos. História não só de liberdade, mas de igualdade”, afirmou.
A presidenta da Comissão Especial de Promoção da Igualdade Racial da OAB-BA, Camila Carneiro, considerou a aprovação da medida uma conquista coletiva da advocacia. “Obtivemos uma grande vitória para a advocacia baiana, que é vanguarda na defesa intransigente do Estado Democrático de Direito e da justiça social. É uma vitória não apenas das mulheres e dos advogados e advogadas negras da Bahia, é uma vitória para a advocacia baiana como um todo”, declarou a presidente.
O conselheiro federal Fabrício Castro parabenizou a seccional pela decisão: “O bonde da história só tem um caminho, que é pra frente, avante! A OAB da Bahia está de parabéns por essa decisão de vanguarda que vai produzir mais justiça social”, declarou.
O conselheiro federal Luiz Viana Queiroz comemorou a aprovação. “Comemoro hoje a decisão da OAB da Bahia de implantar políticas afirmativas contra a discriminação de mulheres e de negros e negras. Continuamos no caminho certo, construindo uma OAB mais inclusiva”, elogiou o ex-presidente da OAB-BA. Viana liderou, ainda em 2013, a mudança no processo de formação da lista sêxtupla, que passou a ser escolhida por consulta direta à advocacia, e foi personagem importante na defesa que a OAB fez no STF das cotas raciais nas universidades públicas, na ação que decidiu pela sua constitucionalidade.

O nome do consagrado ator Stênio Garcia, de 90 anos de idade, está entre os assuntos mais falados, após um repórter, na quarta feira (13), ter sido surpreendido por Marilene Saade, esposa do veterano, que impediu o marido de dar uma entrevista.
Na ocasião, Garcia respondia as perguntas do jornalista sem máscara, quando Marilene tirou ele do local a força. “Desculpa, não pode pegar Coronavírus, você não pegou até agora. Stênio! Não, desculpa! Acabou, acabou!”, disse ela, deixando o clima pra lá de embaraçoso.
O ex-global chegou a pedir ‘socorro’ e o momento deixou o profissional visivelmente constrangido.
Após a repercussão negativa e por ter sido hostilizada pelos internautas nas redes sociais, Marilene explicou o motivo de ter tomado a atitude inusitada: “Ele tem problemas sérios de saúde por causa dos 90 anos e eu cuido dele por amor há 24 anos e 24 horas por dia. Ele não pode pegar e eu também não porque fiquei intubada um mês lutando pela vida e tenho sequelas no pulmão e se pegar, eu morro. Você entende ou precisa que eu poste os exames? Afe”, disse ela em seu perfil no Instagram.
A IstoÉ Gente conversou com a advogada familiarista Antília da Monteira Reis, que explicou se a mulher de Stênio Garcia pode responder na Justiça pela agressividade que teve contra um idoso e tirou algumas dúvidas sobre o assunto. Confira!
ISTOÉ GENTE: Marilene Saade, esposa do ator Stênio Garcia, usou muita agressividade para impedir o marido de dar uma entrevista, ela cometeu um crime, já que o ator é um idoso de 90 anos de idade?
Advogada familiarista: Em tese, pode tratar-se de violência psicológica que é caracterizada por insultos, ameaças e outros tipos de agressões verbais e gestos que afetam a autoimagem, a identidade e a autoestima do ofendido.
ISTOÉ GENTE: Marilene Saade, caso seja denunciada pela sua atitude que está registrada em vídeo viralizado nas redes sociais, pode responder na Justiça?Advogada familiarista: A Lei n.º 10.741/2003 (Estatuto do Idoso) determina que os crimes contra idoso se trata de ação pública incondicionada, ou seja, o próprio Ministério Público pode oferecer representação a fim de que se possa ser instaurado o inquérito policial e posteriormente oferecer denúncia, promovendo assim a persecução penalcontra o acusado.
ISTOÉ

Diante de uma inflação acima de dois dígitos, sobretudo puxada por alimentos e combustíveis, o governo federal decidiu reduzir em 10% o imposto de importação de bens comercializados. A medida envolve itens básicos, como feijão, massas, biscoitos, arroz e até materiais de construção. Presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados, Cláudio Zanão avalia o impacto da redução para o setor. “O consumidor está com o bolso muito estreito. Não tem espaço nenhum para manobra, para comprar nada diferente. É consumir o necessário para sobreviver. Então, tudo que puder reduzir essa dependência e puder dar uma flexibilidade, será bem aceito”, comentou.
De acordo com o presidente da associação, a guerra entre Rússia e Ucrânia é um dos fatores que contribuiu para o aumento no preço dos produtos, como o trigo, por exemplo. “O Brasil consome 12 milhões de toneladas de trigo por ano e produz, em média, 6 a 8 milhões. Então, dá para buscar a diferença no Mercosul. Ainda assim, se acontecer algumas coisa no continente, vamos buscar trigo no Canadá ou nos Estados Unidos. Então, falta de produto nunca vai haver. É questão de preço. Agora, por razões humanitárias, temos que parar essa guerra. E, em termos de economia, um terço da exportação mundial depende de Rússia e Ucrânia. Quanto mais for prolongada a guerra, mais dificuldade teremos. O melhor, para nós, é acabar essa guerra para equalizar esses preços”, completou.
Informações Terra Brasil Notícias

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, nesta sexta-feira (15). Para o pré-candidato à reeleição, Fachin foi o responsável por anular as condenações de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que ele pudesse retornar ao cargo no Palácio do Planalto.
Fachin anulou em 8 de março de 2021 todas as condenações impostas pela Justiça Federal do Paraná ao ex-presidente na Operação Lava Jato. Segundo o ministro, a 13ª Vara Federal de Curitiba, que estava nas mãos do ex-juiz Sergio Moro e depois passou para Gabriela Hardt, não era o “juiz natural” dos casos. No dia 15 de abril de 2021, o plenário do tribunal referendou, por 8 votos a 3, essa decisão de Fachin, que seguia jurisprudência já consolidada do Tribunal.
– A gente sabe a vida pregressa dele (Fachin), foi um militante de esquerda, advogado do MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra], isso é verdade, não fake news. Temos até vídeo dele falando isso. E ele colocou o Lula para fora. Agora, colocou para fora só para vê-lo livre? Porque, segundo o STF, o Lula é elegível. Então ele disputa as eleições – afirmou Bolsonaro, em visita a Juiz de Fora.
O chefe do Executivo ainda criticou Fachin por ter dado decisões favoráveis ao pré-candidato à Presidência pelo PT. Bolsonaro vê o ato como calculado.
– O que a gente entende do lado de cá é que ninguém vai botar o cara para fora com condenações grandes em três instâncias, para ficar passeando por aí com sua namorada, noiva, e agora sua jovem esposa. Colocou para fora, no meu entendimento, para ser o presidente da República. E deixo claro: quem é atualmente o presidente do TSE? O senhor Edson Fachin – completou.
O ex-presidente Lula foi sentenciado pelo ex-juiz Sergio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão, em 2017. Na época, o presidenciável foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em processo que investigou a compra e reforma de um apartamento tríplex no Guarujá.
Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF), de forma colegiada, decidiu mudar o entendimento sobre prisão após segunda instância, determinando que só pode ocorrer após o trânsito em julgado (fim dos recursos). Em 2021, Fachin determinou a anulação de todos os processos envolvendo o petista no âmbito da força-tarefa em Curitiba.
O magistrado compreendeu, em seu parecer, que os casos não deveriam ter tramitado na Justiça Federal do Paraná, responsável por julgamentos da operação Lava Jato. A decisão foi acatada pelo plenário da Suprema Corte, em abril do ano passado, por 8 votos a 3. O ex-juiz também foi considerado parcial no caso por 7 votos a 4.
Informações Pleno News
Pré-candidato a governador cita problemas vividos nas menores cidades e afirma que governo tem que chegar ainda mais perto delas

O pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta sexta-feira (15) que, se eleito, o seu governo olhará para a Bahia como um todo, sem distinguir se a cidade é grande ou pequena. Ao lado de Cacá Leão (PP), pré-candidato ao Senado, ele realizou ato político em Dom Macedo Costa, um dos menores municípios baianos, com pouco mais de 4 mil habitantes.
“Pelo contrário, meu governo chegará ainda mais junto dos pequenos municípios. Porque, em geral, são os pequenos municípios que mais precisam de apoio do governo do estado. São eles que têm maior limitação orçamentária e mais escassez de recursos. E é aí que o governador precisa chegar firme e trabalhar”, disse Neto em discurso.
O pré-candidato a governador frisou que procura visitar todos os municípios em suas agendas, sem olhar o tamanho da população. Só no atual percurso pelo Recôncavo, Neto já visitou Teodoro Sampaio, de 7 mil pessoas, Terra Nova, de 13 mil, e Conceição do Almeida, de 17 mil.
Neto disse que nessas agendas tem ouvido um pedido para que o próximo governador seja mais atento às pequenas cidades. “As pessoas clamam por mudança e pedem um olhar diferente para essa municípios. Meu compromisso, se Deus me permitir chegar ao governo, é trabalhar por todos os 417 municípios da Bahia com a mesma atenção, com o mesmo cuidado. Vou cuidar delas durante os quatro anos de mandato, vou trazer o governo para dentro”, afirmou.
Os problemas relatados em Teodoro Sampaio, Terra Nova, Conceição do Almeida ou Dom Macedo Costa são de atenção básica do estado. Falta segurança, pois na maioria apenas dois policiais trabalham em esquema de revezamento. Falta infraestrutura, com as próprias rodovias de acesso às cidades em condições precárias. Falta apoio às famílias que vivem da agricultura.
Mas, sobretudo, reclamam da falta de empregos e de um atendimento de saúde deficiente. “Quando a gente roda o interior, não importa em que região da Bahia, escuto a mesma coisa de muitas pessoas: ‘Neto, a gente quer mudança’. ‘Neto, essa turma que está aí há 16 anos já teve muitas chances, já deu, foi tempo o suficiente’. E, de fato, em 16 anos dá para fazer muita coisa”, disse o ex-prefeito de Salvador.
“Em 16 anos é possível transformar a realidade de um estado. Se não resolveram, é porque agora a Bahia precisa mudar. E quando as pessoas clamam por mudança, é porque enxergam que a Bahia pode ser muito melhor. Infelizmente, quem está aí não vai resolver os problemas. Por isso, peço aos baianos a oportunidade de ser governador. Estou ciente dos desafios, mas vou dedicar a minha vida para que a Bahia volte a ser orgulho para os baianos”, completou ACM Neto.
Agenda
A agenda pelo Recôncavo da Bahia segue nesta sexta-feira (15). ACM Neto visitará ao lado do deputado federal Cacá Leão (PP), pré-candidato ao Senado, as cidades de São Félix e Governador Mangabeira.
No sábado, a comitiva passará por Sapeaçu, Cachoeira e São Felipe. No domingo, a agenda traz Castro Alves e Amargosa. No primeiro dia, quinta-feira, eles passaram por Teodoro Sampaio, Terra Nova e Cruz das Almas.

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Gasolina recuou 6,5% na semana, diz ANP; preços estão 4% acima do mesmo período de 2021
O preço do litro de gasolina caiu pela 3ª semana seguida, sendo vendido a R$ 6,07 do dia 10 a 15 de julho. Os dados foram publicados pela ANP(Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nesta sexta-feira (15.jul).
A redução nesta semana foi de 6,5%, com queda em 21 Estados. É o menor valor desde setembro de 2021.
Os preços da gasolina estão em trajetória de queda desde a implantação do teto de ICMS(Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), feito pelo Governo. A lei considera os combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo como essenciais. Por isso, não podem ser tributados acima da alíquota geral de 17% a 18%.