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Presidente brasileiro deve ir ao país de Vladimir Putin para o 80º aniversário do Dia da Vitória, o que gera atritos aos olhos de Kiev

Lula e Putin
À esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva; à direita, Vladimir Putin | Foto: Montagem/Redes Sociais/Lula/Putin

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de visitar a Rússia para o 80º aniversário do Dia da Vitória gera atritos nas relações entre Brasil e Ucrânia, antes mesmo de ela ocorrer. A viagem, vista por Kiev como apoio ao presidente russo Vladimir Putin, provocou reações negativas do governo ucraniano.

O convite da Ucrânia para que Lula visitasse o país antes do evento na Rússia ainda não obteve resposta oficial. O embaixador ucraniano no Brasil, Andrii Melnyk, reiterou o convite, na última segunda-feira, 28. 

Conforme informações do portal Metrópoles, fontes diplomáticas brasileiras aguardam um convite formal para então avaliar uma possível visita de Lula ao país do presidente Volodymyr Zelensky. Isso intensificou o descontentamento em Kiev. Uma pessoa do alto escalão do governo ucraniano afirmou que a posição do Brasil é “nojenta e vergonhosa”. 

“O convite oficial por escrito de Zelensky está na mesa de Lula há um ano e oito meses”, afirmou a fonte, ao Metrópoles. “Não enviaremos novos convites a ele toda semana, como ele deseja. Temos outras questões mais importantes para tratar, como defender nosso país dos soldados russos. Lula escolheu o outro caminho para saudar esses soldados que vêm cometendo crimes de guerra contra civis ucranianos e que marcharão orgulhosamente na Praça Vermelha, em Moscou, no dia 9 de maio. É uma vergonha para o Brasil.”

Lula ignora Zelensky

Zelensky guerra Ucrânia Rússia
Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky | Foto: Reprodução/site presidente Ucrânia

Fontes diplomáticas revelaram que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky enviou seis cartas a Lula, entre 2023 e 2024, incluindo convites para cúpulas internacionais sobre a guerra na Ucrânia.

Em outra carta, datada de outubro de 2024, Zelensky se dispôs para se reunir com o presidente do Brasil. O encontro ocorreria durante a cúpula do G20, no Rio de Janeiro. A falta de resposta do governo brasileiro a esses documentos gera críticas diplomatas ucranianos.

Em resposta às críticas, o assessor especial de Lula para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou que o presidente agirá como um “mensageiro da paz” durante sua visita à Rússia. 

Contudo, um diplomata ucraniano, sob anonimato, criticou essa ideia. “Orwell se reviraria no túmulo ao saber que Lula está indo a Moscou como um ‘mensageiro da paz’ para participar do desfile militar do criminoso de guerra Putin”, disse.

Informações Revista Oeste

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