
O dentista Lucas Ferraz foi apresentado na audiência de custódia, na manhã desta segunda-feira (27) pelos advogados Joari Wagner e Vinícius Gomes à Juíza Marcia Simões Costa, que manteve sua prisão preventiva. O flagrante foi feito pelo repórter Aldo Matos do Programa Nas Ruas e Na Polícia, da Rádio Sociedade News FM, 102.1.
O dentista é acusado de matar o metalúrgico Jacivaldo Pereira Gomes, 44 anos, no dia 15 de novembro, na Avenida Eduardo Fróes da Mota, em frente a Lagoa Grande. Após a apresentação, que ocorreu no Fórum Desembargador Filinto Bastos, o acusado será apresentado na Delegacia de Homicídios, onde o delegado titular Gustavo Coutinho irá expedir a guia para o exame de corpo de delito, no Departamento de Polícia Técnica (DPT). Após o exame ele será encaminhado para o Conjunto Penal de Feira de Santana.
O advogado Joari Wagner informou que a defesa vai verificar se existe a necessidade do acusado ficar preso preventivamente ou não.
“Foi programado desde semana passada em conversa com a magistrada da vara do júri que foi a autoridade que decretou a prisão preventiva dele. Tão logo ele ficou sabendo e se colocou à disposição do judiciário e assim foi feito. Ele já passou pela audiência de custódia conforme a lei determina e agora conforme vamos tentar, de acordo com os atos processuais, verificar a necessidade ou não dessa prisão preventiva”, disse.
“Nós temos um sistema de justiça criminal e vamos fazer o uso, justamente, dos remédios à disposição da defesa, para que possamos discutir essa questão dessa prisão preventiva. Temos a prisão preventiva decretada pela magistrada de primeiro grau e por esse sistema de justiça criminal nós vamos verificar junto aos tribunais superiores se, eventualmente, há realmente essa necessidade dessa prisão. Então vamos buscar, sim, perante os tribunais a desconstrução disso”, continuou.
O advogado informou também que a apresentação ocorreu somente nesta segunda-feira por questões de agendas.

Escolaridade do preso
Lucas Ferraz não ficará em uma cela diferenciada por ter nível superior. Isso porque em março deste ano o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou um dispositivo do Código de Processo Penal (CPP) que garantia a formados em cursos superiores o direito de ficarem presos, provisoriamente, em celas especiais.
Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade
