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Advogado Paulo Faria afirma que o procurador-geral da República cometeu o crime de tortura no caso do ex-deputado Daniel Silveira

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante uma sessão plenária no STF – 26/09/2024 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também será denunciado na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, assim como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação vai ser movida pelo advogado Paulo Faria, que atua na defesa do ex-deputado Daniel Silveira, informou ele a Oeste.

Nos próximos dias, Faria vai a Washington D.C. para que a Organização dos Estados Americanossaiba da situação.

7 de setembro
O ministro Alexandre de Moraes, durante sessão plenária no STF – 4/9/2024 | Foto: Ton Molina/Estadão Contéudo

Conforme Faria, Gonet repete crimes de Moraes ao ser “omisso” no que diz respeito à conduta do magistrado.

De acordo com o advogado, o juiz do STF submeteu Silveira a tortura e cometeu abusos de poder e autoridade.

Ainda segundo Faria, Gonet incorreu em crime de responsabilidade. Isso porque o procurador-geral da República teria violado o artigo 40 da Lei 1.079/50, que trata das responsabilidades do ocupante do cargo.

Alexandre de Moraes pede mais dados sobre exame de Silveira

Daniel Silveira indulto
O deputado federal Daniel Silveira, durante solenidade de posse e despedida de ministros de Estado, no Palácio do Planalto – 31/03/2022 | Foto: Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo

Na terça-feira 24, Moraes mandou o governo do Rio de Janeiro complementar o exame criminológico de Silveira.

Em 9 de setembro, a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado emitiu um parecer favorável ao ex-deputado.

De acordo com a pasta, do ponto de vista psiquiátrico, “não há fator impeditivo” para a Justiça conceder a progressão do regime. Oeste obteve o laudo com exclusividade.

Há algumas semanas, a pedido de Gonet, Moraes solicitou o diagnóstico.

Esse teste consiste na realização de análises dentro do presídio a fim de saber se o detido tem condições de voltar à sociedade. Silveira se encontra em Bangu 8.

Moraes, contudo, achou o posicionamento da secretaria insuficiente. “Determino que o exame criminológico seja devidamente complementado, com resposta aos quesitos formulados”, escreveu o juiz do STF, no despacho.

Informações Revista Oeste

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