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Documentos obtidos pelo Washington Post indicam planos da oposição para um governo de transição e avaliações sobre o grau de lealdade de militares

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo do presidente Donald Trump já avalia possíveis cenários para o “dia depois” de uma possível deposição de Nicolás Maduro do posto de presidente da Venezuela, é o que afirma o jornal americano Washington Post, que relata que documentos internos da administração Trump indicam preocupação sobre a reação das Forças Armadas da Venezuela em um eventual colapso do regime. As informações são do portal InfoMoney.

De acordo com o jornal, esses papéis incluem planos da oposição para um governo de transição e avaliações sobre o grau de lealdade de oficiais militares.

As tensões entre Washington e Caracas tem crescido desde que Trump reforçou a presença das forças armadas americanas no Mar do Caribe em uma iniciativa contra o tráfico de drogas na região. Desde então, o presidente venezuelano tem reforçado sua segurança, limitado deslocamentos e cancelado compromissos, de acordo com pessoas próximas ao governo citadas pelo Post.

Elas afirmam que Maduro teme um ataque dos EUA a instalações estratégicas ou contra sua própria integridade, mas acredita que seu círculo interno permanece coeso.

A oposição ao governo de Maduro na Venezuela, por sua vez, já discute planos para as primeiras horas, e até mesmo os primeiros 100 dias, após uma eventual saída de Maduro do poder, com eleições previstas no prazo de um ano. Esses documentos, segundo o jornal, incluem uma análise do corpo militar que classifica como “irrecuperáveis” apenas 20% dos oficiais.

Apesar das movimentações, os interlocutores ouvidos pelo Post pontuam que ainda não está claro qual tipo de acordo convenceria Maduro a deixar o poder, e se este sequer existe. O presidente e seus aliados avaliam que permanecer na Venezuela é menos arriscado do que buscar exílio. O jornal lembra que a trajetória de líderes latino-americanos que deixaram seus países sob pressão costuma envolver riscos de segurança.

A reportagem aponta também que Cuba e Rússia ampliaram seu apoio a Maduro. Analistas ouvidos pelo Post avaliam que esses aliados podem dificultar qualquer negociação, já que Havana depende do petróleo venezuelano e teria muito a perder com uma eventual mudança de governo.

Informações Bahia.ba

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