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A Catedral Metropolitana de Senhora Sant’Ana, em Feira de Santana, foi palco na tarde desta segunda-feira (21) de uma missa em sufrágio pela alma do Papa Francisco, falecido nesta oitava da Páscoa. Fiéis se reuniram reconhecendo a imensurável contribuição do pontífice para a Igreja Católica e para o mundo.

O Arcebispo Metropolitano de Feira de Santana, Dom Zanoni Demettino Castro, expressou a surpresa e o pesar com a notícia da morte do Papa, ressaltando seu legado pastoral e espiritual.

Foto: Rafael Marques

“A Igreja foi pega de surpresa com o falecimento do Papa Francisco, que marcou profundamente a vida da Igreja, o diálogo com o mundo e a construção de pontes. Ele nos apontava para uma Igreja em saída. A sua morte acontece justamente na oitava da Páscoa, tempo em que celebramos a ressurreição de Jesus.” Afirmou Dom Zanoni.

A celebração teve como objetivo orar em sufrágio da alma do Papa, conforme a tradição cristã. Dom Zanoni destacou que, apesar do luto, o momento também carrega esperança.

“É um momento de tristeza, mas sobretudo de esperança. A vida venceu a morte. A cruz não tem a última palavra. Jesus vive verdadeiramente.”

Foto: Rafael Marques

Questionado sobre a participação no conclave que elegerá o novo Papa, Dom Zanoni informou que será representado pelo Cardeal e Arcebispo de Salvador, Dom Sérgio da Rocha.

“Acompanho em comunhão. Dom Sérgio nos representará muito bem no conclave.”

Além da missa desta segunda-feira, o Arcebispo adiantou que outras homenagens serão organizadas pela Arquidiocese de Feira durante o período de vigília.

Foto: Rafael Marques

Quem também participou da celebração foi o Frei Monteiro, que compartilhou um sentimento de dor, mas também de reconhecimento ao líder católico que cativou até os não religiosos.

“Não é só um luto para a Igreja, é para o mundo inteiro. Mesmo os descrentes admiravam o Papa Francisco por sua dedicação, simplicidade e respeito pelo outro. Ele tinha um espírito ecológico forte e uma fé profunda, era um homem unido a Deus. Quem vive unido a Deus, eleva todos à sua volta”, disse o frei.

Para Frei Monteiro, o maior legado deixado pelo Papa Francisco foi o humanismo cristão.

“O cristianismo não se estabelece onde há desumanidade. O homem, para ser um bom cristão, precisa ser um bom cidadão. Esse legado do humanismo revestido de fé ativa é inesquecível.”

O pároco da Catedral, Padre Paulo Tarso, também falou sobre a dimensão do pontificado de Francisco.

Foto: Rafael Marques

“O Papa Francisco deixa um grande legado, um legado imensurável. Foi um grande reformador da Igreja, mas também falou ao mundo. Demonstrou grande sensibilidade com os pobres e com o meio ambiente, a nossa casa comum. Estamos vivendo um momento de dor, mas também de esperança”, destacou.

*Com informações do repórter Rafael Marques do De Olho Na Cidade

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