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Candidato a presidente pela oposição ao ditador Nicolás Maduro se recusou a prestar depoimento nesta segunda-feira, 26

Edmundo González afirmou que o Ministério Público quer entrevistá-lo, mas não especificou em qual condição pretende que ele compareça | Foto: Reprodução/Twitter/X
Edmundo González afirmou que o Ministério Público quer entrevistá-lo, mas não especificou em qual condição pretende que ele compareça | Foto: Reprodução/Twitter/X

Edmundo González, candidato da oposição ao ditador Nicolás Maduro, não compareceu ao depoimento no Ministério Público da Venezuela, marcado para esta segunda-feira, 26. Ele sinalizou sua ausência na noite anterior, em um vídeo publicado no Twitter/X. Segundo o opositor da ditadura bolivariana, o órgão tem se comportado como um “acusador político”.

O candidato ainda afirmou que o órgão quer entrevistá-lo. No entanto, não especificou em qual condição pretende que ele compareça. “O Ministério Público me condenou de forma antecipada”, afirmou González. “Agora exige o comparecimento sem garantias de independência e do devido processo.”

Mensagem de Edmundo González ao ditador Nicolás Maduro 

Ainda no vídeo, González deixou uma mensagem a Maduro. Segundo o opositor, o ditador deve entender que a “solução não está na repressão, mas na verificação internacional, independente e confiável das atas”.

De acordo com o rival da ditadura, os documentos não podem ser substituídos por uma sentença “ditada à margem da Constituição”.

“Diante desse cenário, vamos apresentar nossas atas que deixam claro o desejo de mudança dos venezuelanos”, afirmou González, que citou a data em que a eleição pela Presidência da Venezuela ocorreu. “A verdade do que aconteceu naquele 28 de julho é o que vai salvar a institucionalidade democrática.”

González ainda disse que a Venezuela “vive na incerteza e desassossego, que é produto do empenho da ditadura em violar o desejo de mudança”.

A convocação do Ministério Público da Venezuela

O Ministério Público da Venezuela, aliado ao regime bolivariano, convocou González na última sexta-feira, 23. O órgão exigia que ele esclarecesse a publicação das atas eleitorais usadas pela oposição.

Além disso, a instituição acusa González de cometer crimes como usurpação de funções, falsificação de documentos públicos, incitação à desobediência das leis, crimes informáticos, associação criminosa e conspiração.

Informações Revista Oeste

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