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No sábado 9, o STF homologou o acordo com o militar

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Jair Bolsonaro e Mauro Cid | Foto: Alan Santos/PR/Divulgação

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro negou, nesta segunda-feira, 11, que está cogitando contestar a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. 

“Ninguém da defesa do presidente Bolsonaro sequer conversou, cogitou ou aventou referido movimento”, publicou o advogado Fábio Wajngarten, em suas redes sociais. “É momento de mais responsabilidade e apuração correta pelo bom jornalismo.”publicidade

Na publicação, o advogado se referia a uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, publicada hoje, que afirmava que os aliados do ex-presidente pretendem contestar o fato de a colaboração de Cid ter sido firmada entre a Polícia Federal (PF) e o Supremo Tribunal Federal (STF) — sem o aval do Ministério Público Federal (MPF).

“O argumento usado pela defesa de Bolsonaro é que cabe ao Ministério Público o domínio da ação penal, já que é a instituição quem denuncia ou não o investigado”, informou o jornal. “Por isso, avalia uma pessoa do entorno do ex-presidente, só quem pode ditar o alcance do acordo de colaboração é quem acusa e, no caso, não seria PF.”

No sábado 9, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, homologou a delação premiada do militar com a PF. Na mesma data, o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que a PGR não aceita delações conduzidas pela polícia.

Desde 2018, a PF pode conduzir a colaboração premiada se tiver, ao menos, o aval do STF. A decisão foi firmada em um entendimento da Suprema Corte à época. Contudo, em 2021, o Supremo analisou a validade da delação do ex-governador Sérgio Cabral.

Por sete votos a quatro, o STF revogou a homologação da colaboração com a PF, pois os ministros entenderam que havia ausência do aval do MPF.

Mas, ao aceitar a delação de Mauro Cid com a PF, Moraes reafirmou o entendimento de 2018. Desse modo, a decisão de 2021 valeria apenas para o caso de Cabral. 

A delação se refere ao inquérito das milícias digitais e às investigações sobre a suposta venda de presentes oficiais recebidos pelo governo Bolsonaro.

Informações Revista Oeste

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