Brecha permite que aparelhos sejam controlados por hackers; usuários devem migrar para nova versão.
Duas vulnerabilidades críticas de segurança nos sistemas operacionais da Apple iOS e MacOS fizeram com que a empresa disponibilizasse nesta sexta-feira (19) uma atualização de emergência que deve ser feita por todos os usuários imediatamente.
Segundo a nota oficial emitida pela gigante de tecnologia, as vulnerabilidades podem permitir que pessoas mal intencionadas tomem “completo controle dos dispositivos” por meio da execução de códigos maliciosos com privilégios elevados sem o conhecimento ou a permissão do proprietário do dispositivo.
A falha de segurança foi identificada em aparelhos como iPhone 6S e superiores; todos os modelos de iPad Pro, iPad 2 e superiores; iPad 5ª geração e superiores; iPad Mini 4 e superiores e no iPod Touch de 7ª geração.
Já para o sistema operacional de mesa, o MacOS, a atualização deve ser feita para usuários que estiverem usando as versões Monterey, Big Sur e Catalina.
A Apple não forneceu detalhes sobre como a brecha pode ter sido explorada por hackers.
Saiba como atualizar
Em seu iPhone, vá em Ajustes, depois em Geral, selecione Atualização de Software e aguarde pela busca da nova versão. Não esqueça de manter seu aparelho conectado a uma rede sem fio e ter carga de bateria superior a 70%.
Para os sistemas de mesa, vá em Preferências de Sistema e depois em Atualização de Software.
A decisão segue a estratégia da Apple de aumentar sua produção fora da China após os lockdowns que interromperam as cadeias de fornecimento
A Apple (APPL34) anunciou nesta quarta-feira, 17, que vai transferir a produção do MacBook e do Apple Watch da China para o Vietnã.
A decisão segue a estratégia da Apple de aumentar sua produção fora da China. Nos últimos meses algumas linhas de produção já tinham sido transferidas para a Índia.
Os fornecedores da Apple, Luxshare Precision Industry e Foxconn, já iniciaram a produção experimental do Apple Watch na parte norte do Vietnã.
O país já é o centro de produção mais importante da Apple fora da China e produz uma ampla gama de produtos para a empresa americana, incluindo tablets iPad e fones de ouvido AirPods.
Considerando que o novo Apple Watch é ainda mais sofisticado – que empacotar tantos componentes em um aparelho tão pequeno exige um alto grau de habilidade tecnológica – produzi-lo seria uma benção para o Vietnã, que busca melhorar seu setor industrial e aumentar o grau de sofisticação de suas fábricas.
Mudança da Apple (APPL34) da China para o Vietnã provocada pelos lockdowns
A Apple começou a transferir a produção do iPad para o Vietnã por causa dos repetidos lockdowns na região de Xangai impostos pelo governo chinês para tentar conter o surto de Coronavírus (Covid-19).
Esses bloqueios causaram graves interrupções na cadeia de fornecimento da fabricante americana, que está precisando produzir mais para atender a uma demanda crescente.
No segundo trimestre a Apple registrou uma disparada das vendas do iPhone e bateu o recorde de receitas.
Além disso, essa diversificação produtiva no Vietnã segue uma tendência iniciada em 2020, quando a Apple tinha transferido sua produção no país após o início da guerra comercial entre China e Estados Unidos, durante o governo do ex-presidente Donald Trump.
A mudança foi um divisor de águas na estratégia da Apple, que por décadas dependeu da China para quase todas as suas necessidades de fabricação.
Dessa vez, muitas empresas chinesas, como a BYD, estariam colaborando nesse movimento de mudança para o Vietnã.
A Apple estaria buscando soluções para que não haja escassez de suprimentos no momento em que começar a produção em massa do iPhone 14. E o Vietnã poderia ter uma boa vantagem com essa diversificação produtiva.
Elon Musk provocou o Twitter e desafiou o CEO da empresa, Parag Agrawal, a um “debate público” sobre contas falsas e spam em meio a uma batalha legal por uma aquisição de US$ 44 bilhões.
Respondendo a um tweet da pesquisadora de segurança cibernética Andrea Stroppa resumindo a ação de Musk contra o Twitter, o CEO da Tesla e da SpaceX escreveu no sábado (6) que seguiria com sua proposta de aquisição de US$ 44 bilhões do Twitter se a plataforma social divulgasse como rastreia bots.
“Se o Twitter simplesmente fornecer seu método de amostragem de 100 contas e como elas são confirmadas como reais, o acordo deve prosseguir nos termos originais. escreveu.
Em um tweet de acompanhamento, ele acrescentou: “Desafio @paraga para um debate público sobre a porcentagem de bots do Twitter. Deixe-o provar ao público que o Twitter tem <5% de usuários diários falsos ou spam!” Ele também criou uma enquete , pedindo respostas sim ou não para a pergunta “Menos de 5% dos usuários diários do Twitter são falsos/spam”.
Informações sobre o número de usuários do Twitter que na verdade são bots e contas falsas foram cruciais na disputa legal de Musk com a empresa .
Quando Musk disse que queria desistir de seu acordo para comprar o Twitter, um dos principais motivos que ele citou foi sua crença de que o Twitter tem muito mais bots e contas falsas do que deixa transparecer. Ele também acusou o Twitter de ocultar suas informações de bot dele, o que a empresa negou .
O bilionário Elon Musk afirmou que, se o Twitter conseguir apontar seu método de amostragem de 100 contas e como confirmou que as contas são reais, o acordo de compra da empresa pode prosseguir nos termos originais. Ele deu declarações, neste sábado (6), nas redes sociais. As informações são da Reuters.
– No entanto, se os registros da SEC (órgão que regula o mercado de capitais nos EUA) forem materialmente falsos, então não deve – escreveu Musk, no Twitter.
No dia 29 de julho, Musk entrou com uma ação contra o Twitter nesta sexta-feira (29). O processo ocorre no âmbito da disputa aberta entre as partes em relação à desistência do diretor-executivo da Tesla de comprar a rede social após anunciar a operação no final de abril.
Segundo a agência EFE, Musk entrou com a ação no tribunal de Delaware, onde o caso está sendo julgado, segundo mostram os documentos do tribunal. O julgamento entre Musk e o Twitter para resolver a disputa sobre a compra da rede social começará em 17 de outubro, a menos que ambas as partes cheguem a um acordo sobre outra data.
No início de julho, Elon Musk notificou sua intenção de cancelar a compra da rede social, que tinha sido acordada entre as duas partes por 44 bilhões de dólares. O Twitter respondeu com uma ação em um tribunal especializado em disputas comerciais para forçar o bilionário a concluir a operação.
Página passou a fazer propaganda de criptomoedas e NFTs
O perfil oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no Twitter foi hackeado na tarde desta segunda-feira, primeiro dia do início da coleta dos dados do Censo 2022.
A primeira postagem feita no perfil após a conta do IBGE ter sido hackeada fazia propaganda de uma carteira virtual de criptomoedas e NFTs.
Perfil do IBGE nas redes sociais foi hackeado — Foto: Reprodução
Os demais perfis do instituto nas redes sociais seguem funcionando normalmente. Procurado, O IBGE ainda não se manifestou sobre a invasão de sua conta nas redes.
O Censo Demográfico 2022 começou nesta segunda-feira nos 5.570 municípios do país. Os mais de 183 mil recenseadores do IBGE visitarão 75 milhões de domicílios até outubro. A estimativa é que sejam contabilizadas cerca de 215 milhões de pessoas.
Apesar de Facebook liderar seguido por Instagram e YouTube, poder do Twitter de estabelecer debates deve ser considerado, dizem especialistas
A edição 2022 da pesquisa “A cara da democracia” perguntou sobre o consumo de informações sobre política nas redes sociais, e o Facebook, apesar de outras redes sociais fazerem muito barulho nos debates sobre o tema, lidera de longe nas repostas dos entrevistados: 33%. Segundo dados da sondagem analisados pelo Pulso, mais de três quartos dos entrevistados usam as redes para se informar sobre o tema.
Enquanto o Facebook foi citado por um terço dos entrevistados como sua principal rede usada para se informar sobre política, a plataforma é seguida pelo Instagram (16%, que é do mesmo grupo, a Meta), por YouTube (12%) e WhatsApp (10%, também da Meta), empatados no limite da margem de erro. O Twitter, amplamente usado por políticos e por meios de comunicação, acumula somente 3% das citações, ligeiramente à frente de TikTok e Telegram. No cenário geral, 22% disseram ter nas redes sociais seu principal meio de informação sobre política — atrás apenas do noticiário de televisão, que acumula 38% das preferências.
A quantidade de pessoas que citou ter preferência por consumir informações sobre política em alguma das redes sociais apresentadas soma 76% dos entrevistados (a pergunta de múltipla escolha só permitia uma resposta). Dentre estes entrevistados, 63% citaram ainda ter ao menos uma segunda rede preferida para este fim. Enquanto isso, 21% disseram não ter redes sociais ou não usá-las de modo algum para se informar sobre política.
A política nas redes sociais, segundo a pesquisa ‘A cara da democracia’ — Foto: Arte / O Globo
Informação sobre política nas redes vai muito além de qual delas é mais usada
Algumas redes que são frequentemente utilizadas no debate público por cidadãos e políticos, como Twitter e Telegram, foram pouco citadas pelos entrevistados como sendo de sua preferência para consumir informações sobre política. No entanto, especialistas indicam que esta relação é muito mais complexa do que uma escolha de A ou B, e que é mais importante entender como a internet funciona de forma dinâmica, capaz de criar formas muito difusas de influência.
O caso do Twitter é um exemplo que chama a atenção. Mesmo que citado por somente 3% como sua principal rede usada para consumir política, é usado por toda gama de políticos para se comunicar com eleitores e cidadãos de forma geral. Segundo especialistas do tema, é considerado inclusive uma rede com alta capacidade de “agendamento” (ou seja, potencial de moldar coberturas jornalísticas).
— As plataformas têm diferentes funções e diferentes audiências. O Twitter tem outras funções importantes. Uma delas é a capacidade de agendamento da imprensa. Outra é a possibilidade de entrar em discussão direta com atores políticos, gerando assim uma visibilidade que não é possível em outras redes sociais — explica Marisa von Bülow, professora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), sobre as diferentes possibilidades de interação dentro da rede. — No caso do Twitter, pesa bastante o fato de terem forte presença ali os políticos, jornalistas e acadêmicos, com os quais é possível pelo menos tentar interagir diretamente.
Segundo a especialista, outro exemplo da importância de se olhar para esse dinâmico ecossistema de redes (para além de plataforma A ou B) inclui o fato de que informações fluem facilmente de uma rede para outras. Inclusive, em grande parte das vezes isto já vem sendo feito de forma coordenada, e não apenas espontânea.
Mais de 100 mil documentos vazados revelaram o relacionamento secreto da gigante Uber de compartilhamento de viagens com alguns dos principais políticos da Europa, incluindo o presidente francês Emmanuel Macron, enquanto ele era ministro da Economia.
Mais de 124 mil documentos que incluíam mais de 83 mil e-mails entre 2013 e 2017 mostram que o controverso ex-chefe da Uber, Travis Kalanick, estava no primeiro nome com Macron enquanto a empresa tentava lançar operações na França , um movimento que desencadeou protestos violentos generalizados do governo. empresas de táxi e motoristas do país, segundo reportagem da BBC, que obteve os documentos vazados.
Os dois se encontraram pela primeira vez em outubro de 2014, logo após Macron ser nomeado ministro da Economia, para discutir o lançamento do Uber no país. Macron viu o Uber como uma potencial nova fonte de empregos e estava entusiasmado em ajudar a empresa, logo se tornando um dos campeões mais confiáveis do Uber dentro do governo francês.
Essa primeira reunião foi resumida pelo lobista da Uber, Mark MacGann, em um e-mail, que disse que a conversa era que o lobista da Uber, Mark MacGann, descreveu a reunião como “espetacular. Como eu nunca vi”, acrescentando que “dançaremos em breve”.
A reunião foi uma das pelo menos quatro que Macron teve com Kalanick enquanto a empresa tentava decolar na França, provocando polêmica com seu serviço UberPop, que permitia que motoristas não licenciados oferecessem passeios a preços baixos.
Protestos violentos eclodiram contra o serviço enquanto os tribunais e o parlamento o proibiam, mas Macron continuou a trabalhar com o Uber na tentativa de aprovar novas leis que seriam amigáveis à empresa de compartilhamento de viagens.
“A Uber fornecerá um esboço de uma estrutura regulatória para o compartilhamento de viagens . Conectaremos nossas respectivas equipes para começar a trabalhar em uma proposta viável que possa se tornar a estrutura formal na França”, dizia um e-mail de Kalanick para Macron.
“[Eu] reunirei todos na próxima semana para preparar a reforma e corrigir a lei”, Macron mandou uma mensagem de texto para Kalanick.
O UberPop foi suspenso na França no mesmo dia, mas alguns meses depois, Macron assinou um decreto que relaxou os requisitos de licenciamento para motoristas do Uber.
Outro e-mail do Uber para Macron disse ao futuro presidente que a empresa estava “extremamente grata” por sua ajuda, dizendo que “a abertura e as boas-vindas que recebemos são incomuns nas relações governo-indústria”.
“Suas funções naturalmente o levaram a conhecer e interagir com muitas empresas envolvidas na mudança acentuada que ocorreu durante esses anos no setor de serviços, que teve que ser facilitada pelo desbloqueio de obstáculos administrativos e regulatórios”, disse um porta-voz de Macron à BBC.
Os documentos também mostram até que ponto o Uber estava disposto a evitar os reguladores , incluindo um interruptor de interrupção que bloquearia a polícia dos computadores da empresa no caso de um de seus prédios ser invadido pela polícia.
Kalanick acabou sendo expulso pelos acionistas em 2017, enquanto a empresa desde então tentou se distanciar de sua forma anterior de fazer negócios, dizendo à BBC que seu “comportamento passado não estava alinhado com os valores atuais” e é um empresa” hoje.
Dara Khosrowshahi, substituta de Kalanick, desde então recebeu a tarefa de transformar todos os aspectos de como o Uber opera” e “instalou os controles rigorosos e a conformidade necessários para operar como uma empresa pública”.
Kalanick negou ter tomado qualquer ação para obstruir a justiça em qualquer país, com um porta-voz dizendo à BBC que o Uber “usou ferramentas que protegem a propriedade intelectual e a privacidade de seus clientes” e que “esses protocolos à prova de falhas não excluem nenhum dado ou informação. , e foram aprovados pelos departamentos jurídicos e regulatórios da Uber.”
Na noite desta sexta-feira (08), após a veiculação da notícia de que o bilionário Elon Musk teria comunicado formalmente sua desistência de comprar o Twitter, as ações da empresa na bolsa de Nova York operaram em forte queda de 6,09% no after market, acompanhamento feito após o fechamento do pregão. A justificativa de Musk para a desistência foi a de que a empresa teria descumprido o acordo inicial ao não apresentar evidências de que menos de 5% de seus usuários ativos diários são contas falsas ou de spam.
Durante o pregão regular, a queda foi de 5,1%, com papéis cotados a US$ 36,81, o menor valor desde o mês de maio. Contudo, a Tesla, empresa de Musk que chegou a perder valor de mercado após o anúncio das negociações para aquisição do Twitter, registou alta com a notícia da desistência, com as ações subindo 2,5% no pregão regular e mantendo tendência de crescimento no after market da Nasdaq, a 1,4%, cotadas a US$ 763,18 — maior valor em um mês.
Presidente do conselho: “Empresa continua comprometida a fechar a transação no preço e termos acordados”
Twitter Foto: Unsplash
Após o bilionário Elon Musk rescindir o acordo de compra do Twitter porr 44 bilhões de dólares, o presidente do conselho de administração da empresa, Bret Taylor, afirmou na noite desta sexta-feira (8) que a plataforma continua “comprometida a fechar a transação no preço e termos acordados” e que vai “buscar ação legal” por um novo desfecho. A afirmação foi feita por intermédio da própria rede social. As informações são da agência Reuters.
Para Musk, a desistência é justificada porque, segundo ele, a rede social não cumpriu os termos do negócio, que incluíam divulgação de informações sobre contas falsas e ausência de mudanças sem consentimento na condução dos negócios.
Em comunicado, os advogados do bilionário afirmaram que a empresa “ignorou múltiplos pedidos de entrega de informação e algumas vezes os rejeitou por razões que não parecem justificadas”. As informações requeridas eram sobre contas falsas ou de spam na plataforma.
A quebra do acordo pode gerar uma multa de US$ 1 bilhão, conforme estabelecido originalmente. Porém, a disputa legal sobre quem seria o culpado pela quebra do acordo, e se Musk pode ou não desistir da compra, deve ser um processo longo e difícil de ser resolvido, segundo especialistas.
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou uma redução no ritmo de contratações para 2022 e disse que a empresa enfrenta “uma das piores crises” da história recente. As declarações foram feitas durante videoconferência com os funcionários na quinta-feira (30), segundo a agência de notícias Reuters.
Na reunião, Zuckerberg informou que a companhia deve reduzir entre 3.000 e 4.000 a meta de contratação de engenheiros em 2022.
O bilionário teria dito que “sendo realista, provavelmente, há muitas pessoas na companhia que não deveriam estar aqui”, divulgou o jornal New York Times. “Acho que alguns de vocês podem decidir que este não é o lugar para vocês, e para mim está tudo bem”, afirmou ele.
A Meta, que administra as plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp, viu suas ações caírem recentemente após mudanças no sistema operacional da Apple. Com alterações nas regras de privacidade, os dados dos usuários que podem ser coletados pelas redes sociais foram limitados.
No 1º semestre de 2022, Zuckerberg, que é 17º colocado no índice de bilionários da Bloomberg, perdeu US$ 65,9 bilhões (R$ 351,4 bilhões) da sua fortuna.