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Imagem: rawpixel.com/ Freepik

O 5G puro completou um ano de existência no Brasil nesta semana. A velocidade mais alta da nova rede já tem feito alguns brasileiros cogitarem abrir mão da internet fixa dentro de casa. Mas será que a internet de quinta geração vai, de fato, colocar fim à conexão via cabos?

Uma pesquisa realizada pela OpenSignal em maio deste ano indicou que a velocidade de download em três cidades brasileiras em que o 5G está liberado passa de 400 Mbps, se aproximando do que hoje é oferecido em pacotes mensais de internet banda larga fixa. São elas: Porto Alegre, Teresina e Curitiba.

Apesar desse bom desempenho, segundo especialistas ouvidos por Tilt, a chance do 5G substituir a internet fixa em grande escala é remota, pois os dois são tecnologias com propostas diferentes.

Dados importantes sobre 5G

Rede de conexão móvel desenvolvida para ser mais estável e mais rápida do que o 4G.

Permite que diferentes aparelhos acessem a internet ao mesmo tempo.

Não necessita de cabos ou fibra para funcionar.

Somente dispositivos (como celulares, tablets) compatíveis conseguem acessar o 5G.

Para o professor Ricardo Caranicola Caleffo, do curso de Engenharia Eletrônica do IMT (Instituto Mauá de Tecnologia), o 5G é mais apropriado na questão de desempenho de conexão, como usos na rua — através do celular. Já o wi-fi é insubstituível para questões domésticas.

“Para comunicação em ambientes fechados eu não vejo possibilidade de haver uma substituição de uma tecnologia para outra”, diz o docente, também pesquisador na USP (Universidade de São Paulo).

Ana Benso, professora do curso em Ciência da Computação da Escola Politécnica da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), acrescenta que, se essa substituição acontecer, isso será num futuro bem distante. A implantação do 5G ainda passará por grandes desafios nos próximos anos.

Wi-fi x 5G

O wi-fi já tem uma rede consolidada, o que levou anos para chegar a esse nível, destaca a professora. No caso da internet de quinta geração, a infraestrutura ainda está sendo montada. Pelo cronograma da Anatel, a sua instalação completa no Brasil deve acabar em 2028.

“Não é que o 5G não possa suprir a internet fixa, mas o problema é que existe um combinado de tecnologia e infraestrutura estabelecida. Isso tudo é uma questão de tempo e custo, de quanto tempo vai levar para se implantar [o 5G] nas cidades, quais os custos que isso representa”, afirma Benso.

“Num futuro distante a tendência vai ser a gente ter redes sem fio suprindo a internet domésticas. Mas aí todos os outros dispositivos vão ter que ter conectividade direto com 5G ou com um roteador 5G que receba esse sinal”, complementa.

A oferta de celulares compatíveis ainda é embrionária no Brasil.

5G e o consumo do pacote de dados

A troca da conexão fixa pelo 5G móvel naturalmente depende de como a pessoa usa a internet, acrescentam os entrevistados. Muitos a usam dentro de casa para conferir redes sociais, jogar, ver vídeos e séries, estudar, participar de reuniões online.

Pessoas dentro desse perfil gastariam mais com o pacote de dados a partir do 5G diante da limitação do serviço contratado. O wi-fi ainda é o melhor aliado para esse combo de usos.

“Por melhor que seja o pacote oferecido pela operadora e contratado pela pessoa, você ficar o dia inteiro com o celular conectado ao 5G, gastando teu pacote, uma hora ele acaba. A rede wi-fi não tem essa característica. Se você contrata uma rede fixa, você não contrata uma quantidade x de dados”, explica o professor de engenharia eletrônica.

Se você ficar o dia inteiro com seu dispositivo ligado à rede wi-fi, você tem o que foi acordado com a operadora com uma determinada taxa de transmissão de dados, acrescenta Caleffo.

5G e seus benefícios

O 5G é mais rápido do que qualquer conexão móvel já usada, mas os benefícios práticos envolvidos na rede ainda são poucos no Brasil. Tudo ainda é recente. Por isso, o professor Caleffo recomenda cautela entre as pessoas que estão mirando substituir a internet fixa.

“Houve uma grande expectativa por parte de todo mundo, mas na realidade, na prática, vai levar mais tempo do que as pessoas estão imaginando para elas sentirem os benefícios da rede 5G, afirma.

Sidney Azeredo Nince, assessor na Superintendência de Outorga e Recursos para a Prestação de Serviços de Telecomunicações na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), observa que a possibilidade de migração da internet fixa para a móvel já era vislumbrada quando a tecnologia 5G foi lançada. Porém, ele também reconhece diferenças entre os dois tipos de rede.

“A banda larga móvel é muito variável, você se desloca, mas pode ter prédios que interrompam o sinal. Tem uma série de variações, por exemplo, lugares que durante um período tem muitas pessoas usando, a internet pode oscilar. Já a banda larga fixa, o comportamento da rede é muito mais previsível”, conclui Nince.

Informações Tilt UOL


Guerra no Vale do Silício: Elon Musk vs Mark Zuckerberg

Foto: Reprodução/Hardware.com.

O lançamento do Threads, rival do Twitter criado pela Meta, foi um dos movimentos mais agressivos de concorrência a que o Vale do Silício assistiu em décadas. Um movimento inteligente, bem executado, que muda a trajetória da Meta e põe o Twitter sob risco de vida. É também uma aula de contrastes em qualidade de gestão e comunicação.

Há coisa de duas semanas, Mark Zuckerberg aceitou, no Twitter, um desafio feito por Elon Musk para uma briga no octógono. Briga mesmo, para que saíssem no braço. MMA. Zuck, CEO e principal acionista da Meta, luta jiu-jítsu competitivamente. Musk não luta nada e está fora de forma. Parece evidente que a luta não ocorrerá. Mas tudo o que envolve Elon Musk no Twitter é lido por todo mundo que frequenta o Twitter. Quando aceitou a briga, Zuck se pôs no radar dos usuários da rede de Musk.

Musk errou muito desde que comprou a plataforma. Ao trazer de volta todos os radicais de direita que haviam sido expurgados ao longo dos anos por discurso de ódio, deixou gente demais insatisfeita. Fez colar na rede a imagem de um ambiente que dá preferência àquele grupo político. Não foi só. Desnorteou todos os usuários vendendo o selo que garantia credibilidade a contas jornalísticas. O Twitter se tornou uma plataforma sem bússola para dizer em quem confiar. Mais: tanto mexeu no algoritmo que, ao entrar, é raro encontrar algo interessante. Não é que, na real, a rede tenha ficado mais à direita. É só que está chata. Tendo demitido um número excessivo de engenheiros, se viu obrigada nas últimas semanas a limitar o número de tuítes que cada usuário pode ler. Um serviço que vive de vender audiência obrigado a impor teto à audiência… O site engargalou, e os servidores não aguentam mais o tranco.

Se no meme o conflito é entre Zuck e Musk, na verdade o responsável pelo lançamento do Threads é Adam Mosseri, CEO do Instagram. Mosseri já fizera algo ímpar: manteve sua rede relevante perante o crescimento do rival chinês, TikTok. Outras redes, noutros momentos, sucumbiram perante o rápido crescimento de um rival novo e atraente. Não aconteceu com o Insta, que reagiu rápido ampliando o espaço para vídeos curtos e, diferentemente do que se temia, não sacrificou as fotografias. Mesmo perante o Facebook, o Insta é a propriedade mais valiosa da Meta. Tem 2,3 bilhões de usuários.

O Threads foi lançado como um aplicativo à parte. É um desafio convencer as pessoas a baixar um novo app. Empresas morrem ao nascer se não conseguem fazer isso. Mas eles consideraram que implementar um clone do Twitter dentro do Instagram tornaria o outro aplicativo muito confuso. Melhor tê-los separados. Ao mesmo tempo, facilitaram a importação de todo mundo que cada usuário do Insta já segue. É entrar numa rede social nova podendo trazer de outra toda a sua rede de contatos. Foto, texto de descrição, selo de verificação — tudo pode ser aplicado com um clique. Entre baixar o app e já ter perfil e rede prontos é menos de um minuto.

Musk abriu o espaço para que Zuck fizesse propaganda de sua briga metafórica no Twitter, onde os usuários já estão faz meses em busca de alternativa. A implementação do Threads foi tão bem executada que, em sete horas, a rede já tinha 10 milhões de perfis. As conversas ali acontecem como se fossem habituais. Embora ainda faltem recursos, a rede é igual ao Twitter. O mundo precisa de uma rede de conversas públicas. Mas não há espaço para mais de uma dominante. Na briga entre Zuck e Musk, Mosseri está com pinta de vencedor.

Créditos: O Globo.



Segundo levantamento da Forbes, patrimônio do bilionário atingiu os US$ 249,4 bilhões, o equivalente a mais de R$ 1 trilhão, na cotação desta segunda-feira.

Elon Musk mudou de ideia novamente sobre a compra do Twitter — Foto: Getty Images

Elon Musk mudou de ideia novamente sobre a compra do Twitter — Foto: Getty Images 

A fortuna de Elon Musk, a pessoa mais rica do mundo, saltou US$ 11,7 bilhões (cerca de R$ 56 bilhões) só nesta segunda-feira (3), de acordo com a Forbes. O movimento acompanhou a forte valorização dos papéis da Tesla, após a companhia informar que entregou um número recorde de veículos no segundo trimestre deste ano. 

O aumento levou o bilionário a um patrimônio estimado em US$ 249,4 bilhões — o equivalente a mais de R$ 1 trilhão, na cotação desta segunda-feira —, e o colocou quase US$ 20 bilhões à frente de Bernard Arnault, presidente-executivo do grupo de artigos de luxo LVMH e que ocupa a segunda posição na lista de bilionários da Forbes, com uma fortuna estimada de US$ 229,7 bilhões. 

Os ganhos de Musk nesta segunda-feira vêm após a Tesla informar que entregou 466 mil veículos nos três meses encerrados em junho — número 4,7% maior do que a média esperada por analistas da Refinitiv, de 445 mil carros, segundo a Reuters. 

Além da companhia que é pioneira em veículos elétricos, Musk também é dono da SpaceX, fabricante de sistemas aeroespaciais, e do Twitter. 

Informações G1


Entre os anúncios legítimos, algumas propagandas passam pela verificação da empresa e conseguem promover sites falsos.

Loja do Google em Manhattan, Nova York, nos EUA, em foto de novembro de 2021 — Foto: Andrew Kelly/Reuters/Arquivo

Loja do Google em Manhattan, Nova York, nos EUA, em foto de novembro de 2021 — Foto: Andrew Kelly/Reuters/Arquivo 

As buscas no Google costumam mostrar no topo da página resultados de quem pagou para ocupar o espaço. São os chamados “links patrocinados”, por meio dos quais anunciantes podem promover os seus produtos e serviços. 

A maioria dos anúncios é legítima, mas algumas propagandas conseguem passar pela verificação do Google e promover sites falsos, que se passam por grandes varejistas para aplicar golpes contra consumidores. 

O Google diz que está comprometido em “bloquear ou remover anúncios fraudulentos”. A empresa afirma que, em 2022, removeu 5,2 bilhões de anúncios e suspendeu 6,7 milhões de contas de anunciantes por violações às suas políticas. 

Confira o que fazer para se proteger de anúncios falsos, segundo o Google: 

Como denunciar anúncios falsos 

Se encontrar um anúncio fraudulento, você pode denunciar o conteúdo por meio do formulário que o Google disponibiliza neste link. É preciso informar o tipo de fraude e o link em que ele aparece. 

O formulário permite denunciar anúncios que aparecem na busca e no YouTube, bem como o que são veiculados pelo Google em sites e aplicativos de terceiros.

Informações G1


Apple é a primeira empresa do mundo a ser avaliada em US$ 3 trilhões

Foto: Reprodução/News SuperGeeks.

A Apple se tornou a primeira empresa do mundo a atingir a marca de US$ 3 trilhões em valor de mercado.

A marca foi alcançada durante o pregão da última sexta-feira (30), quando as ações da empresa subiram mais de 2%, e encerraram a sessão cotadas a US$ 193,97.

Apesar do feito inédito, a Apple já tinha chegado à marca de US$ 3 trilhões em 3 de janeiro de 2022, mas os papéis perderam valor antes do fechamento de mercado.

Atualmente, a gigante da tecnologia tem 15,7 bilhões de ações em circulação.

O desempenho extraordinário da empresa veio após os ganhos trimestrais da companhia cresceram mais do que o esperado no mês de maio, apesar de as vendas e do lucro terem caído.

Outro destaque também foi o lançamento do polêmico “Apple Vision Pro”, no início de junho.

Apesar da aparência semelhante aos óculos de realidade aumentada e realidade virtual que já existem, o objeto inovador da Apple — que deve custar US$ 3.499 — tem funcionalidades que misturam realidade virtual e realidade aumentada, o que possibilita enxergar “infinitas” telas projetadas em qualquer ambiente em que a pessoa estiver.

Ao todo, as ações da Apple cresceram 49% este ano, acompanhando a demanda de investidores pelai nteligência artificial.

Além da empresa de Steve Jobs, a Nvidia lidera o S&P 500, com um aumento de 190% em 2023, seguida pela Meta, com 138% de alta.

O sucesso do mercado de ações da Apple este ano contrasta com o de 2022. No início deste ano, por exemplo, o valor de mercado da companhia caiu abaixo de US$ 2 trilhões em negociações pela primeira vez desde o início de 2021.

Ao todo, o Nasdaq cresceu 31,7% no primeiro semestre de 2023 e teve seu maior ganho percentual no primeiro semestre desde 1983.

Créditos: CNN.



Dono da Tesla e o presidente-executivo da Meta usaram as redes sociais para se desafiarem em uma luta no cage (‘jaula’, em inglês), que são palcos de combate de artes marciais mistas ou MMA.

Elon Musk treina jiu jitsu com professor — Foto: Reprodução/Instagram

Elon Musk treina jiu jitsu com professor — Foto: Reprodução/Instagram 

O lutador e professor Lex Fridman publicou na noite de terça-feira (27) imagens treinando jiu-jítsu brasileiro com Elon Musk, para a luta que deve acontecer com o dono do Facebook, Mark Zuckerberg. 

Os bilionários da tecnologia vêm se desafiando nas redes sociais para uma luta no cage (“jaula”, em inglês”), que são palcos de combate de artes marciais mistas ou MMA. O embate entre os dois bilionários ainda não tem data marcada. 

“Ontem, fiz um treino improvisado com Elon Musk por algumas horas. Estou extremamente impressionado com a força, poder e habilidade dele, nos pés e no chão. Foi épico”, escreveu Lex Fridman no Instagram. 

Segundo o jornal britânico “The Independent”, Friedman é faixa preta em jiu-jítsu brasileiro e já até treinou com Zuckerberg antes. (veja vídeo ao final da reportagem)

“Aqui está um vídeo destaque de @zuck e eu treinando jiu-jítsu. Estou ansioso para treinar com o Elon também. É inspirador ver os dois fazerem artes marciais”, diz o professor na publicação. 

Fridman disse que espera que os dois bilionários continuem treinando artes marciais, mas que não lutem no cage. 

Luta entre Elon Musk e Mark Zuckerberg — Foto: G1

Luta entre Elon Musk e Mark Zuckerberg — Foto: G1 

Informações G1


Homem usa computador para entrar em carro; hacker; ciber; roubo; invasão; conectado; veículo; automóvel - Getty Images/iStockphoto
Homem usa computador para entrar em carro; hacker; ciber; roubo; invasão; conectado; veículo; automóvel Imagem: Getty Images/iStockphoto

Criminosos não estão só usando caixinhas de som da JBL e antigos aparelhos da Nokia para destrancar carros conectados e dar a partida em veículos mesmo sem possuir a chave física.

Já há quadrilhas especializadas em criar artimanhas tecnológicas para roubar automóveis inteligentes, hackers que monitoram sistemas de GPS usados por dezenas de milhares de carros e até ataques sem fio, que não precisam sequer chegar perto do veículo.

Especialistas ouvidos por Tilt contam que, apesar de ainda pouco disseminados, esses golpes irão se tornar mais comuns, à medida que a tecnologia embarcada aumentar.

Quadrilha

Em outubro do ano passado, a Europol (Agência da União Europeia para a Cooperação Policial) prendeu 31 criminosos que criavam e vendiam software para ladrões hackearem carros de maneira remota. Os alvos eram veículos que não usavam chave.

Eles criaram uma ferramenta apresentada para fazer diagnóstico automotivo, mas que modificava o software original dos carros para liberar portas e dar a partida sem necessidade das chaves.

Hackeando o GPS

Usados por empresas para rastrear frotas por meio do GPS, o ProTrack e iTrack, já foram invadidos por um hacker chamado L&M em 2019. Ele contou à Vice que acessou mais de 20 mil contas em apenas um dos apps, em países como África do Sul, Marrocos e Filipinas.

Para provar que falava a verdade, L&M mostrou dados obtidos como nome, modelo e números de identificação do carro, números de telefone, e-mail e até mesmo endereços físicos. Algumas das vítimas confirmaram as informações entregues pelo hacker.

Ele descobriu que a senha padrão de muitos usuários era 123456, a mesma que recebem ao se inscrever. O hacker disse ainda que conseguia desligar os motores dos carros, mas não fez isso porque o alvo “eram as empresas, não os clientes”.

Invadindo Teslas

No caos do hacker David Colombo, de apenas 19 anos, a intenção não era roubar, mas alertar. Ele revelou como conseguiu invadir o sistema de 25 carros da Tesla em diversos países do mundo. Seu objetivo era informar a fabricante sobre o risco que corriam seus clientes.

Ele explorou uma brecha no sistema que o permitiu verificar a localização dos automóveis, ver se o motorista estava no carro ou mexer nos faróis.

“Sim, eu poderia destrancar as portas e começar a dirigir o Tesla afetado”, afirmou, acrescentando que “não poderia intervir se alguém estivesse dirigindo (além de iniciar a música no volume máximo ou piscar as luzes) e também não poderia dirigir esses Teslas remotamente”.

Como os hackers fazem?

Os hackers citados até aqui criaram suas próprias ferramentas ou exploraram falhas dos sistemas invadidos. Mas já há ferramentas vendidas na internet que fazem isso. Uma das mais conhecidas é o Flipper Zero, aparelho que chegou a ser barrado pela Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações).

Em linhas gerais, o dispositivo é capaz de clonar sinais de comunicação sem fio como Bluetooth e NFC. No caso de carros, é capaz de abrir portas que usam chaves digitais ao reproduzir a mesma frequência usada por elas para destravar os carros.

Wanderson Castilho, perito em crimes digitais e CEO da Enetsec, conta que já conseguiu abrir um Tesla usando o aparelho. “Esses dispositivos carregam um código que permite explorar vulnerabilidades nos carros”, afirma.

Ele explica que nem todos os carros podem ter o sinal simulado pelo Flipper Zero. Apenas aqueles que possuem vulnerabilidades. Por isso, pesquisadores de diversas montadoras já se mexem para investigar e mitigar essas falhas.

Ataques sem fio

Se o Flipper Zero exigem que criminosos precisem se aproximar do veículo, pesquisadores já conseguiram atacaram carros à distância. É o caso de Charlie Miller e Chris Valasek que, em 2015, invadiram a central de entretenimento de um Jeep e mexeram no painel, acessaram, aumentaram o volume do rádio e ligaram o limpador de parabrisa.

Conhecendo o IP (espécie de RG de aparelhos conectados) do carro, os pesquisadores acessaram o sistema Uconnect, que gerencia as funções de entretenimento do carro, e implantaram um novo código no lugar do firmware, software que gerencia funções básicas de um dispositivo.

A falha foi explorada por meio do Wi-Fi. Mas, neste caso, o ataque não é possível de ser feito com todos os carros. No entanto, com o aumento de modelos que oferecem essa e outras funcionalidades, as brechas tendem a se ampliar também.

“Garanto que, em um futuro próximo, carros que andam sozinho estarão em grande perigo e poderão ser controlados, roubados, destruídos e utilizados para algum mal sem nenhum contato físico”
Calil Khalil, especialista em cibersegurança

Wanderson pontua que “pensar fora da caixa” é o que faz criminosos, às vezes, tentarem ataques que não foram previstos pelas montadoras. O uso de um celular antigo, como o Nokia, é um deles.

Em todo caso, o perito ressalta que as responsabilidades de segurança sempre serão das empresas que fabricam esses veículos. “Quando eu compro um carro, a segurança está além da minha possibilidade. Ela é pré-definida. No meu entendimento, o responsável por qualquer tipo de dano que possa acontecer é o fabricante, é o dono daquela tecnologia que não teve um investimento suficiente para conseguir bloquear esses hackers”, diz.

Informações UOL


Com o recurso ativado, as ligações telefônicas dentro do aplicativo não farão o celular tocar, mas elas ficarão registradas na aba ‘Chamadas’.

WhatsApp agora permite silenciar ligações de números desconhecidos — Foto: Divulgação/WhatsApp

WhatsApp agora permite silenciar ligações de números desconhecidos — Foto: Divulgação/WhatsApp 

O WhatsApp anunciou nesta terça-feira (20) um novo recurso para que os usuários possam silenciar chamadas de números desconhecidos dentro do aplicativo. A novidade estará disponível “a partir desta semana”, disse a empresa. 

Segundo o WhatsApp, as ligações silenciadas não farão o seu celular tocar, mas elas estarão visíveis na lista de chamadas. “A funcionalidade ajuda a excluir automaticamente spam, fraudes e chamadas de pessoas desconhecidas para uma maior proteção”, disse o WhatsApp. 

Na tela de privacidade do aplicativo, aparecerá uma opção em que é possível bloquear as ligações indesejadas. Veja como funciona: 

  1. No iPhone, na tela inicial do aplicativo, toque em “Configurações” (ícone de engrenagem). No Android, clique nos três pontinhos; 
  2. Em seguida, vá em “Privacidade”
  3. Toque em “Chamadas” e ative a função “Silenciar pessoas desconhecidas”.

O WhatsApp também apresentou o “Verificação de Privacidade”, função que permite ao usuário checar e configurar sua privacidade no app de mensagens. 

“A opção ‘Iniciar verificação’, nas suas configurações de privacidade, levará você a diversas camadas de privacidade que reforçam a segurança das suas mensagens, chamadas e informações pessoais”, disse a empresa.

Informações G1


“Apocalipse da IA”: a tecnologia com potencial de causar a extinção humana

Foto: Jonathan Kemper/Unsplash.

Duas semanas depois que os membros do Congresso questionaram o CEO da OpenAI, Sam Altman, sobre o potencial das ferramentas de inteligência artificial para espalhar desinformação, interromper eleições e eliminar empregos, ele e outros do setor vieram a público com uma possibilidade mais grave: um apocalipse da Inteligência Artificial (IA).

Altman, cuja empresa está por trás da ferramenta de chatbot viral ChatGPT, juntou-se ao CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, ao CTO da Microsoft, Kevin Scott, e a dezenas de outros pesquisadores de IA e líderes empresariais na assinatura de uma carta de uma frase no mês passado afirmando: “Mitigando o risco de extinção pela IA deve ser uma prioridade global ao lado de outros riscos em escala social, como pandemias e guerra nuclear”.

O aviso foi amplamente divulgado na imprensa, com alguns sugerindo que mostrava a necessidade de levar esses cenários apocalípticos mais a sério. Mas também destaca uma dinâmica importante no Vale do Silício no momento: os principais executivos de algumas das maiores empresas de tecnologia estão simultaneamente dizendo ao público que a IA tem o potencial de causar a extinção humana, ao mesmo tempo em que correm para investir e implantar essa tecnologia em produtos que atingir bilhões de pessoas.

A dinâmica também ocorreu em outros lugares recentemente. O CEO da Tesla, Elon Musk, por exemplo, disse em uma entrevista na TV em abril que a IA poderia levar à “destruição da civilização”.

Mas ele continua profundamente envolvido com a tecnologia por meio de investimentos em seu amplo império empresarial e disse que quer criar um rival para as ofertas de IA da Microsoft e do Google.

Da esquerda para a direita: CTO da Microsoft, Kevin Scott, CEO da OpenAI, Sam Altman, CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis. / Joy Malone/David Ryder/Bloomberg/Joel Saget/AFP/Getty Images

Alguns especialistas da indústria de IA dizem que focar a atenção em cenários distantes pode desviar a atenção dos danos mais imediatos que uma nova geração de poderosas ferramentas de IA pode causar a pessoas e comunidades, incluindo espalhar desinformação, perpetuar preconceitos e permitir a discriminação em vários serviços.

“Os motivos pareciam ser mistos”, disse Gary Marcus à CNN, pesquisador de IA e professor emérito da Universidade de Nova York que testemunhou perante legisladores ao lado de Altman no mês passado.

Alguns dos executivos provavelmente estão “genuinamente preocupados com o que desencadearam”, disse ele, mas outros podem estar tentando focar a atenção em “possibilidades abstratas para diminuir as possibilidades mais imediatas”.

Representantes do Google e da OpenAI não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

Em um comunicado, um porta-voz da Microsoft disse: “Estamos otimistas sobre o futuro da IA ​​e achamos que os avanços ​​resolverão muito mais desafios do que apresentam, mas também temos sido consistentes em nossa crença de que, quando você cria tecnologias que podem mudar o mundo, você também deve garantir que a tecnologia seja usada com responsabilidade.”

Preocupações imediatas versus “cenários de ficção científica”

Para Marcus, um autodenominado crítico do hype da IA, “a maior ameaça imediata da IA ​​é a ameaça à democracia da produção em massa de desinformação convincente”.

Ferramentas de IA generativas, como o ChatGPT e o Dall-E da OpenAI, são treinadas em vastos tesouros de dados online para criar trabalhos escritos e imagens atraentes em resposta às solicitações do usuário.

Com essas ferramentas, por exemplo, pode-se rapidamente imitar o estilo ou semelhança de figuras públicas na tentativa de criar campanhas de desinformação.

Em seu depoimento perante o Congresso americano, Altman também disse que o potencial da IA ​​ser usada para manipular os eleitores e direcionar a desinformação estava entre “minhas áreas de maior preocupação”.

Mesmo em casos de uso mais comuns, no entanto, há preocupações. As mesmas ferramentas foram criticadas por oferecer respostas erradas às solicitações do usuário, respostas totalmente “alucinantes” e potencialmente perpetuar preconceitos raciais e de gênero.

Gary Marcus, professor emérito da Universidade de Nova York, à direita, ouve Sam Altman, diretor executivo e cofundador da OpenAI, falar durante uma audiência do Subcomitê Judiciário do Senado em Washington, DC, EUA, na terça-feira, 16 de maio de 2023. Congresso está debatendo o potencial e as armadilhas da inteligência artificial à medida que produtos como o ChatGPT levantam questões sobre o futuro das indústrias criativas e a capacidade de distinguir fatos de ficção. / Eric Lee/Bloomberg/Getty Images

Emily Bender, professora da Universidade de Washington e diretora de seu Laboratório de Linguística Computacional, disse à CNN que algumas empresas podem querer desviar a atenção do viés embutido em seus dados e também de reivindicações sobre como seus sistemas são treinados.

Bender citou preocupações de propriedade intelectual com alguns dos dados em que esses sistemas são treinados, bem como alegações de empresas que terceirizam o trabalho de passar por algumas das piores partes dos dados de treinamento para trabalhadores de baixa remuneração no exterior.

“Se o público e os reguladores puderem se concentrar nesses cenários imaginários de ficção científica, talvez essas empresas possam se safar do roubo de dados e das práticas de exploração por mais tempo”, disse Bender à CNN.

Influenciando reguladores

Os reguladores podem ser o verdadeiro público-alvo das mensagens apocalípticas da indústria de tecnologia.

Como diz Bender, os executivos estão basicamente dizendo: “’Essa coisa é muito, muito perigosa, e nós somos os únicos que sabemos como controlá-la’”.

A julgar pelo comparecimento de Altman perante o Congresso, essa estratégia pode funcionar. Altman pareceu conquistar Washington ao ecoar as preocupações dos legisladores sobre a IA – uma tecnologia que muitos no Congresso ainda estão tentando entender – e oferecer sugestões de como lidar com isso.

Essa abordagem da regulamentação seria “extremamente problemática”, disse Bender. Isso poderia dar à indústria influência sobre os reguladores encarregados de responsabilizá-la e também deixar de fora as vozes e contribuições de outras pessoas e comunidades que sofrem impactos negativos dessa tecnologia.

“Se os reguladores se orientarem para as pessoas que estão construindo e vendendo a tecnologia como os únicos que poderiam entender isso e, portanto, podem informar como a regulamentação deve funcionar, realmente perderemos”, disse Bender.

Bender disse que tenta, em todas as oportunidades, dizer às pessoas que “essas coisas parecem muito mais inteligentes do que são”.

Como ela disse, isso ocorre porque “somos tão inteligentes quanto somos” e a maneira como entendemos a linguagem, incluindo as respostas da IA, “é na verdade imaginando uma mente por trás disso”.

Por fim, Bender apresentou uma pergunta simples para a indústria de tecnologia sobre IA: “Se eles acreditam honestamente que isso pode estar causando a extinção humana, então por que não parar?”.

Créditos: CNN


Segundo o WABetaInfo, o aplicativo está trabalhando em uma forma nativa de manter perfis diferentes em aparelhos com suporte para mais de um chip. Hoje, a opção só está disponível por meio de recursos oferecidos por algumas fabricantes de celular.

WhatsApp desenvolveu área para usuários trocarem de conta — Foto: Reprodução/WABetaInfo

WhatsApp desenvolveu área para usuários trocarem de conta — Foto: Reprodução/WABetaInfo 

O WhatsApp está trabalhando em um recurso que permite usar de forma nativa mais de uma conta no mesmo aparelho. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (15) pelo WABetaInfo, que monitora atualizações no aplicativo. 

A opção, que hoje está presente nos celulares de algumas fabricantes, poderá chegar no futuro a todos os dispositivos com suporte para mais de um chip. 

Segundo o WABetaInfo, a funcionalidade está sendo desenvolvida e poderá ser lançada na versão beta em futuras atualizações. Não há previsão de quando o recurso chegará para todos os usuários. 

O site identificou o recurso no WhatsApp Business, versão do aplicativo para empresas, mas afirmou ter evidências de que ele é compatível com o WhatsApp Messenger, usado por pessoas físicas. 

Uma imagem divulgada pelo veículo indica que os usuários podem selecionar uma de suas contas no WhatsApp, como acontece nos aplicativos do Instagram e do Facebook. 

Com a atualização, qualquer pessoa poderá gerenciar conversas e separar mensagens do trabalho e da vida pessoal, por exemplo. Para fazer isso hoje, é preciso usar mais de um celular ou usar “clones” do aplicativo por meio de recursos oferecidos por algumas marcas de celular.

Informações G1

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