Devido a baixa procura, a campanha de vacinação contra paralisia infantil foi prorrogada até o dia 30 de setembro. Em Feira de Santana, apenas 6.334 crianças foram imunizadas, o que corresponde a 17% do público-alvo – a meta é 39 mil. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia, alerta que a falta de casos confirmados para a doença traz comodidade aos pais e deixam de vacinar os filhos.

“Isso não significa que a paralisia infantil não pode voltar a acontecer. Há locais que já voltaram a registrar casos. Não podemos deixar que as crianças sofram por algo que tem prevenção. Pedimos aos pais ou responsáveis que levem os pequenos para receber a vacina”, enfatiza.

Para receber a dose, a criança deve estar acompanhada dos pais ou de um adulto responsável. É preciso apresentar o documentos de identidade e cartão SUS, além da caderneta de vacinação.

A vacina é aplicada em todas as Unidades de Saúde da Família (USFs) e Básicas de Saúde (UBSs) de segunda a sexta-feira.

Nas USFs Campo Limpo I, V e VI, Liberdade I, II e III, Queimadinha I, II e III, Parque Ipê I, II e III, Videiras I, II e III e Rua Nova II, III e Barroquinha –vinculadas ao Programa Saúde na Hora – o funcionamento é ampliado das 8h às 21h.

*Secom


Mulher de olhos fechados na penumbra

A servidora pública e comunicadora Ana Bacovis sentiu os primeiros sintomas da distimia — ou transtorno depressivo persistente — ainda na pré-adolescência. Aos 13 anos de idade, sofria com autoestima baixa, tinha problemas para se relacionar e começou a ter uma visão sempre ruim em relação à vida. 

“Eu me via muito como uma pessoa realista, mas na verdade eu era pessimista. A gente acaba ficando numa situação que acha que é normal”, diz ela. 

Demorou algum tempo até que seus pais percebessem que o comportamento da filha estava atípico. Momentos de raiva e irritabilidade foram os indicativos para que eles levassem Ana a procurar ajuda. 

“Temos uma visão distorcida da depressão, mas eu tinha pontos de alegria, picos muito grandes de euforia, depois terminava e vinha a tristeza”, relembra.

Mesmo tendo os sintomas iniciais do transtorno, ela só recebeu um diagnóstico quando já estava com sinais mais avançados de depressão. Ao receber atendimento médico, a jovem soube que sofria com distimia e que tinha um grau moderado de ansiedade. 

Assim como Ana, é muito comum diversos pacientes receberem o diagnóstico desse tipo de depressão após décadas convivendo com os sintomas. Muitas vezes, os sinais mais evidentes são confundidos com a personalidade, “jeito” do indivíduo e podem ser subdiagnosticados até por médicos. 

Ana Bacovis
Ana Bacovis apresentou os primeiros sintomas de distimia ainda na pré-adolescência

“A história mais comum que ocorre é alguém que tenha algum quadro de depressão leve ou de distimia, mas só quando os sintomas de depressão ficam mais graves o paciente procura ajuda e descobre que sofre com o transtorno”, destaca Marcelo Heyde, psiquiatra e professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

O que é distimia? 

O transtorno depressivo persistente é uma forma crônica de depressão e pode surgir na infância ou na adolescência, antes dos 21 anos de idade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a distimia atinge aproximadamente 6% da população mundial.

A principal diferença dela para o tipo clássico é que, nesta, a pessoa consegue ser funcional e realizar suas atividades normalmente. No entanto, trabalhar, estudar e outras ações do dia a dia são um pouco mais difíceis de serem feitas. 

“Ela faz as atividades com um custo maior da rotina e com uma produtividade reduzida por causa dos sintomas. Ela é funcional, mas a custa de maior esforço”, explica Márcia Haag, psiquiatra e professora da Universidade Positivo, em Curitiba (PR). 

Segundo os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, ainda não há um consenso sobre o que provoca a distimia. Normalmente, o transtorno pode ser multifatorial e gerado por fatores estressores durante a infância, predisposição genética e biológica, traumas ou questões sociais.

“É possível perceber que na fase adulta, é muito comum o paciente chegar com choro fácil e quando vai investigar, ele era uma criança mais quieta e tinha dificuldade de relacionamento”, ressalta Bianca Breda, psicóloga e especialista em terapias cognitivas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

Menino apoiando a cabeça na escrivaninha
Esta forma crônica de depressão pode surgir na infância ou na adolescência

No caso de Ana, ela só descobriu a doença devido ao seu trabalho em um centro de apoio a crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual. Por ter atendimento psicológico no local, a jovem pôde entender o que estava acontecendo com ela. 

Como identificar e diferenciar do tipo clássico?

Diferentemente de outros episódios de depressão, que são mais fáceis de serem reconhecidos, a distimia tem caraterísticas “camufladas” e próprias. 

Além do tempo de duração ser maior, os sinais mais comuns podem se manifestar por meio de cansaço, fadiga, autoestima baixa, indecisão e pessimismo exagerado.

Já na depressão comum e mais conhecida, a pessoa tende a mostrar sintomas exacerbados de tristeza, desânimo, falta de interesse nas coisas, perda de apetite e outros sinais que podem ser percebidos por pessoas ao redor e pelo próprio paciente. 

Mulher olhando pela janela
A distimia é considerada um dos tipos de depressão mais difíceis de diagnosticar — e atinge aproximadamente 6% da população mundial

“Na depressão há uma intensidade maior, o sofrimento de uma pessoa com depressão geralmente é maior e classificamos como leve, moderado ou grave. Geralmente está vinculada a algum evento”, afirma Breda. 

Não é personalidade

Esse transtorno é considerado um dos tipos de depressão mais difíceis de diagnosticar e em muitos casos é confundido como sendo “da personalidade”. 

Por causa desse erro comum, o diagnóstico se torna tardio e prejudica os pacientes na busca pelo tratamento correto, que pode ocorrer após décadas. É fundamental, de acordo com os especialistas, deixar de dizer que determinada pessoa é chata, “cricri”, que ela é e foi assim vida inteira e, por isso, não vai mudar mais. 

“A distimia vem de forma devagar e arrastada, porém, com o passar dos anos, apesar de ser leve, o impacto funcional é grande, pois a pessoa ganha apelidos como ranzinza e mal-humorada. Isso culturalmente é aceito, mas vai atrasando o diagnóstico e também reforça o neuroticismo, que é um traço de personalidade de ver as coisas mais negativas”, explica o psiquiatra da PUC-PR.

A servidora pública, por exemplo, tinha dificuldades em se relacionar na escola e não sabia o motivo. “Eu sempre tive uma insegurança muito maior, principalmente amorosa e me bloqueava muito”, diz.

Ela também acreditou que todos esses sentimentos faziam parte do seu comportamento, e que, com o tempo, poderiam passar. Mas isso não ocorreu e a oscilação do humor acontecia com frequência. 

“Quem tem distimia tem uma vida muito conturbada consigo mesma. A gente acaba se irritando uma hora”, conta Ana.

Como procurar ajuda e tratar o transtorno

É fundamental que o paciente procure atendimento precoce para evitar subdiagnósticos. Muitas vezes, quando há uma queixa pontual em relação a uma outra doença, ele pode não procurar um serviço psiquiátrico e, de forma generalista, receber um diagnóstico de outra enfermidade e a distimia passa despercebida. 

Ana Bacovis
Desde que voltou a ter acompanhamento psicológico, Ana percebeu uma melhora significativa

“A própria depressão tem até 50% dos casos que não são diagnosticados por médicos de atenção primária. Imagina a distimia que a pessoa pode se queixar de cansaço, fadiga e autoestima baixa. É bem comum associar com outras doenças psiquiátricas, transtornos de ansiedade e uso de substâncias”, diz Haag.

O diagnóstico tardio, reforça a médica, pode ainda interferir no surgimento de outras doenças ou piorar cada uma delas. 

“A distimia e depressão atingem o organismo de uma forma sistêmica e podem agravar condições clínicas crônicas como diabetes, hipertensão e doenças reumatológicas, fazendo com que o paciente precise de doses maiores de medicamentos ou uma associação superior de remédios para estabilizar aquela condição”, diz ela.

Como ainda há um tabu em relação à saúde mental, identificar o transtorno pode ser ainda mais complicado. O recomendado é procurar atendimento com psicólogos e psiquiatras, que avaliarão o caso e poderão determinar a linha terapêutica correta, que pode ser feita com medicamentos ou somente psicoterapia. 

Na época em que Ana descobriu a distimia, ela seguiu com psicoterapia e terapias “alternativas”, já que, devido a sua idade, sua psicóloga preferiu não receitar medicamentos. 

Por alguns anos, a servidora pública interrompeu as sessões de terapia, mas desde o início da pandemia de covid-19, em 2020, voltou com o tratamento. Desde que retornou com o acompanhamento psicológico, percebeu uma melhora significativa.

Os especialistas reforçam a importância de não interromper o tratamento sem autorização de um profissional de saúde e que a evolução do transtorno precisa ser observada de forma contínua. 

O acompanhamento médico pode durar meses ou anos, mas é indispensável para melhora dos sintomas e qualidade de vida do paciente. 

– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62752634

Onde buscar ajuda?

CAPS e Unidades Básicas de Saúde (saúde da família, postos e centros de saúde)

CVV – Centro de Valorização da Vida (apoio emocional e prevenção do suicídio)

188 (ligação gratuita a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular)

www.cvv.org.br (Chat, Skype ou e-mail)

Informações BBC Brasil


Os números apontam ainda que quase 100% dos casos são resolvidos nas próprias unidades
Foto: Jorge Magalhães

Entre janeiro e agosto deste ano, as sete policlínicas e duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Feira de Santana realizaram juntas 1.881.626 atendimentos – entre serviços ambulatoriais, procedimentos, atendimentos médicos de urgência e emergência, além de exames e consultas.

Os números apontam ainda que a taxa de resolutividade se mantém positiva, podendo ser um dos fatores que contribui para a procura da população pelos serviços. Este ano apenas 1,2% dos casos atendidos foram transferidos – um total de 1.145 pessoas. Ou seja, quase 100% dos casos são resolvidos nas próprias unidades.

“Esses equipamentos são muito importantes para a garantia de direitos à saúde da população. Por isso, a equipe está alinhada e empenhada em oferecer o melhor atendimento ao paciente de forma célere e humanizada”, assegura a coordenadora geral das Policlínicas e UPAs da Secretaria Municipal de Saúde, Vera Lúcia Galindo.

Ainda na avaliação da coordenadora, embora alto o índice de resolutividade, a transferência de pacientes por meio do Sistema de Regulação do Governo do Estado é a maior dificuldade enfrentada pelas unidades.

“A média de tempo que o paciente fica na unidade aguardando regulação é em média 4 a 35 dias, o que sobrecarrega o sistema de saúde do município e superlota as unidades. Infelizmente, perdemos pacientes nessa espera exaustiva, mesmo com todos os esforços da equipe que realiza os exames necessários para atualizar diariamente os relatórios para a Regulação”, enfatiza.

Em Feira de Santana, as sete policlínicas e as duas UPAs funcionam 24 horas por dia, ininterruptamente, e oferecem desde atendimentos ambulatoriais a serviços de urgência e emergência para crianças e adultos. Nas UPAs, além desses serviços, é possível ter assistência de média e alta complexidade destinada a casos leves e graves – exceto politraumatismo.

SAÚDE NA ZONA RURAL

Nos distritos, as policlínicas de São José e Humildes oferecem o mesmo perfil de atendimento à exceção do ambulatorial.

Além destas unidades, está em fase de construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no distrito de Humildes, com 25% das obras concluídas. A unidade é classificada como porte I e vai oferecer serviços semelhantes à UPA da Mangabeira, com capacidade de atendimento médio para mais de 135 pacientes/dia.

O equipamento tem mais de 1.050 metros quadrados e vai dispor de 12 leitos, sendo três de observação infantil, um de isolamento, duas salas vermelhas, três de observação feminina e outros três masculinos – podendo oferecer 400 atendimentos mensais de observação de urgência e emergência, além de exames laboratoriais (capacidade mensal de 3.100) e de imagem, como Raio-X (capacidade mensal de 500) e eletrocardiograma, contribuindo na agilidade no tratamento e diagnóstico.

*Secom


Descontentamento, desânimo, falta de energia para realizar atividades do dia a dia, alterações no sono, no apetite e baixa autoestima: todos esses sintomas são comuns em momentos de tristeza, mas também podem ser indicativos de depressão. Enquanto a primeira condição é temporária e não requer tratamento medicamentoso, a depressão necessita de cuidados especiais.

De acordo com a psicóloga clínica Ana Café, a tristeza e a depressão muitas vezes se confundem, mas é possível diferenciar os sintomas de acordo com a intensidade, duração e características específicas de cada uma das condições.

Porém, mesmo com a presença de vários sinais, somente um médico psiquiatra poderá realizar o diagnóstico de depressão. Em alguns casos, o problema é identificado em apenas uma consulta, enquanto em outros, são necessários mais atendimentos para descartar a existência de condições como depressão bipolar ou transtorno de ansiedade generalizada.

“A tristeza é um sentimento normal e que faz parte do nosso dia a dia, assim como a raiva e a alegria. Ela dura algumas horas ou dias, mas quando se prolonga para além de semanas, já podemos pensar em uma depressão endógena ou exógena”, explica a especialista.

A depressão endógena não tem uma causa externa causadora, estando relacionada a uma alteração estrutural na bioquímica do cérebro. Já a depressão exógena é desencadeada por fatores externos, como uma demissão, bullying na infância ou um aborto. Para Ana, existe uma tendência em pacientes depressivos de negarem os sintomas, enquanto pessoas tristes conseguem identificar os motivos por trás do sentimento.

A psicóloga explica que, independente da situação, investir e tratar a mente é uma necessidade básica da atualidade. Ela indica que uma pessoa deve procurar ajuda quando perceber os seguintes sintomas:

  • Humor triste, ansioso ou sensação de “vazio” persistente;
  • Sentimentos de desesperança, luto ou pessimismo;
  • Irritabilidade;
  • Sentimentos de culpa, inutilidade ou desamparo;
  • Perda de interesse ou prazer pela vida, hobbies e atividades;
  • Mover ou falar mais devagar;
  • Dificuldade de concentração, lembrança ou tomada de decisões;
  • Dificuldade para dormir, despertar de manhã cedo ou dormir demais;
  • Dores, dores de cabeça, cólicas ou problemas digestivos sem uma causa física clara ou que não se aliviam mesmo com tratamentos.

A profissional ainda ressalta que pensamentos suicidas e tentativas contra a própria vida são alertas vermelhos que exigem urgência na consulta de um especialista. Durante o mês de setembro, a conscientização a respeito do suicídio marca a importância da ajuda profissional quando surgem ideações suicidas, visto que a depressão é um dos principais fatores que levam à realização do ato.

Tratamento

De acordo com a especialista, a tristeza e a depressão exógena podem ser tratadas, muitas vezes, apenas com psicoterapia. Já o tratamento da depressão endógena pode exigir o uso de medicamentos específicos associados ao acompanhamento terapêutico, oferecendo melhores resultados. Em ambos os casos, a intervenção precoce contribui para diminuição dos episódios depressivos e melhoria na qualidade de vida do paciente, evitando agravamento dos sintomas.

Informações TBN


Foto: Anderson de Assis

Feira de Santana ganhou uma moderna Unidade de Terapia Intensiva, UTI, com cobertura do Sistema Único de Saúde. Com dez leitos disponíveis e uma infraestrutura avançada, a nova UTI do Hospital Dom Pedro de Alcântara acabou de ser credenciada pela Secretaria de Saúde do Estado, SESAB.

A portaria de credenciamento da unidade foi publicada no Diário Oficial do Estado na última terça-feira, 30.

“Na próxima semana, já devemos começar a receber os primeiros pacientes. Esta é uma conquista imensurável para a assistência pública em Feira de Santana e toda região, uma vez que a cidade dispõe de poucos leitos de terapia intensiva para atender a todas as demandas de pacientes graves”, atesta Rodrigo Matos, provedor da Santa Casa.

Com essa nova unidade, vamos ajudar a salvar muitas vidas, que é a nossa principal missão institucional, ressalta o provedor.

Em meio à pandemia de Covid-19, a entidade filantrópica mais importante da região centro-leste da Bahia conseguiu investir na ampliação da sua infraestrutura e construiu, com recursos do governo federal, a nova UTI. Agora, com o credenciamento e custeio dos leitos pelo Estado, a unidade será colocada em operação para atender aos pacientes do SUS.

Os pacientes serão destinados ao HDPA através do sistema de regulação gerido pela própria SESAB.


A Virtech, com sede em Boston, foi fundada por um brasileiro

A expectativa é que a solução usada para transplantes esteja no mercado até 2024

startup de biotecnologia Virtech, com sede em Boston, nos EUA — fundada pelo brasileiro Luis Claudio Garcia de Souza —, desenvolveu uma solução à base de hemoglobina com oxigênio semelhante ao sangue. O objetivo é usar o produto para evitar choque hemorrágico em pacientes vítimas de traumas e para dar maior sobrevida aos órgãos doados para transplante.

O projeto chamou a atenção do governo dos Estados Unidos. O Departamento de Defesa fez um aporte de US$ 13 milhões (quase R$ 70 milhões) para impulsionar a fase de pesquisa clínica.

O Pentágono se interessou pela possibilidade de a solução evitar o choque hemorrágico, um problema que afeta militares em combate ou civis que sofrem traumas, como acidentes de automóvel. Nesses casos, a hemorragia costuma ser a principal causa de morte, uma vez que é comum não haver tempo hábil para uma transfusão.

As pesquisas realizadas até agora mostram que a solução, injetada no organismo como um substituto temporário do sangue, aumenta consideravelmente o tempo para a vítima chegar num hospital para transfusão.

A captação dos recursos com o Pentágono, que já alocou US$ 4 milhões nos últimos dois anos e aplicará o restante no decorrer do projeto, foi feita com a ajuda de Dallas Hack, um médico militar americano que esteve nas guerras do Afeganistão e Iraque e após se aposentar do serviço militar, em 2015, decidiu se dedicar às pesquisas em biotecnologia.

As pesquisas mostraram ainda que a solução — batizada de Oxybridge — também permite que órgãos humanos doados para transplante tenham uma sobrevida maior. Acredita-se que esse tempo pode dobrar. Hoje, utiliza-se gelo para manter o órgão em boas condições para a cirurgia, mas apenas por nove horas, em média, e muitos transplantes são perdidos. Essa é uma realidade mundial.

A expectativa é que a solução usada para transplantes esteja no mercado entre 2023 e 2024. Já a aplicação nos casos de choque hemorrágico requer mais alguns anos de pesquisa clínica em humanos. Esse trabalho deve ser realizado na Argentina, em hospitais pré-credenciados pela FDA, a “Anvisa” dos EUA.

Informações Revista Oeste


Paciente de 61 anos passa bem

Uma mulher de 61 anos é a primeira paciente submetida à trombectomia mecânica de AVC (acidente vascular cerebral) de Feira de Santana. O procedimento inédito foi realizado na noite de ontem, 29, no centro cardiovascular da Santa Casa de Misericórdia. A paciente chegou ao hospital em coma e hoje apresenta quadro estável.

A equipe do setor de hemodinâmica da unidade cardiovascular agiu de maneira rápida, logo depois que a paciente deu entrada no hospital.

O uso da técnica permitiu a reversão do quadro – a paciente está em franca recuperação. “Pela terapêutica medicamentosa habitual, a paciente estaria condenada a permanecer com grandes sequelas neurológicas, alto risco de morte intrahospitalar ou até mesmo de vir a óbito”, alerta o médico Alexandre Cedro, coordenador de hemodinâmica da Santa Casa e um dos responsáveis pelo tratamento.

O médico Arthur Lacerda, principal cirurgião envolvido no emprego da técnica, explica que a trombectomia consiste em um “procedimento que agrega tecnologia de ponta ao tratamento do paciente com AVC isquêmico, utilizando o que existe de mais novo para essa patologia”, destaca o neurorradiologista intervencionista. De acordo com ele, a técnica consiste na retirada do trombo (coágulo) por via endovascular, restabelecendo o seu fluxo habitual.

A trombectomia mecânica de AVC é realizada numa sala de cirurgia com equipamentos especiais, a chamada sala de hemodinâmica. “Através de uma técnica minimamente invasiva, é realizada uma punção de uma artéria da perna, e um cateter especial é introduzido para detecção e aspiração do coágulo que causa o AVC”, esclarece Alexandre Cedro. O médico explica que, desta forma, é possível desobstruir o fluxo de sangue, e permitir melhora dos sintomas’, esclarece Alexandre Cedro.

“Ressaltamos a capacidade de atendimento da nossa equipe, focada na área de cardiologia e hemodinâmica, e a nossa competência técnica na realização deste tipo de procedimento”, afirma o médico Rodrigo Matos, provedor da Santa Casa. Este é um serviço muito importante para Feira de Santana e ele vai continuar salvando a vida de centenas de pessoas que buscam o nosso hospital, assegura Rodrigo.

“O serviço de cardiologia da nossa Santa Casa é uma referência para toda região e um orgulho para nosso município. Neste segundo semestre, estamos ampliando o atendimento e os procedimentos de alta complexidade, trazendo mais inovações como esta. Temos certeza que mais pessoas serão beneficiadas por essa instituição que oferece medicina de alta qualidade, evitando assim as transferências para Salvador ou outros centros”, afirma o médico Rodrigo Matos, provedor da Santa Casa.


Vítima tinha 33 anos e veio a óbito exatamente um mês após primeiro caso fatal do país

Vírus da varíola dos macacos Foto: Pixabay

Morreu nesta segunda-feira (29), no Rio de Janeiro, um homem que estava com varíola dos macacos. A morte chama atenção porque é a primeira em decorrência da doença confirmada no estado e a segunda no Brasil. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde.

A vítima, de 33 anos, estava internada no hospital Ferreira Machado, em Campos dos Goytacazes. Uma coincidência é que o homem, que não teve seu nome divulgado, veio a óbito exatamente um mês após a primeira fatalidade ser anunciada pelo Ministério da Saúde. No dia 29 de julho, outro homem, de 41 anos, faleceu em Minais Gerais.

A SES-RJ afirma que, assim como no primeiro caso, o cidadão apresentava baixa imunidade e comorbidades, que agravaram o quadro e o levaram à UTI no último dia 19. Pessoas que tiveram contato com ele estão sendo monitoradas pelo governo estadual.

Vale dizer que, até o momento, nenhum conhecido da vítima apresentou sinais de infecção. O Rio de Janeiro tem 611 casos confirmados da Monkeypox, enquanto outros 61 casos são classificados como “prováveis” e outros 474 como suspeitos.

Diante da conjuntura evolutiva, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira, o uso de testes diagnósticos ainda pendentes de registro pelo órgão.

Em nota, a agência garantiu a autorização para o uso imediato e emergencial de 24 mil kits, após solicitação conjunta da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, e do Instituto Bio-Manguinhos/Fiocruz.

Informações Pleno News


Foto: Jorge Magalhães

O quantitativo de fitas será suficiente para o uso em 30 dias

Pessoas com diabetes devem procurar a unidade de saúde mais próxima da residência para realizar o cadastro e receber as fitas de glicemia. O item é indispensável para monitorar com precisão o valor de açúcar no sangue.

“O paciente será avaliado pelo médico ou enfermeiro. Caso esteja dentro dos critérios, vai receber os materiais e um documento para acompanhar os níveis da glicose”, explica a chefe da Atenção Primária à Saúde, Helen Costa.

A partir deste momento, a entrega das fitas passará a ser mensal. Portanto, o paciente passa a ser acompanhado pelos profissionais e é imprescindível que o documento seja preenchido corretamente para devolvê-lo na unidade de saúde na próxima retirada.

Vale destacar que a Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou o abastecimento das fitas de glicemia na última segunda-feira, 22.

ORIENTAÇÕES

Os itens são entregues aos diabéticos que estão cadastrados no programa de Hipertensão e Diabetes (Hiperdia), vinculado ao SUS. A prescrição deverá ser feita pelo profissional médico cadastrado na rede pública de saúde. O paciente receberá um quantitativo de fitas para o uso em 30 dias.

Caso o paciente necessite do quantitativo superior a cem unidades de fitas, a demanda deverá ser avaliada pela Assistência Farmacêutica. Para isso, é preciso que o médico envie relatório.

A receita médica e relatório têm validade de três dispensações. Se o paciente não apresentar o Mapa Glicêmico ou relatar de maneira divergente do quantitativo de fitas dispensadas, o fornecimento será suspenso até nova avaliação médica.


Foto: Fátima Brandão

Cerca de 4.500 mulheres fazem por ano o planejamento familiar no Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher. O programa, pioneiro no município implantado em 2018, disponibiliza atendimento ambulatorial gratuito e tem ajudado a prevenir diversos problemas à saúde da mãe e do bebê.

De acordo com o diretor geral do Hospital da Mulher, o obstetra Francisco Mota, o planejamento familiar é de extrema importância para que a mulher possa programar a chegada de um novo membro na família, podendo fazer todo acompanhamento necessário antes de definir a concepção.

“O planejamento familiar é programar o momento ideal para ter filhos, bem como ajuda a prevenir diversos problemas para a gestante e o bebê”, afirma.

Francisco Mota destaca que no Brasil os índices de gestações não planejadas ainda são altos e, por falta de informação, levam a dois caminhos: a maternidade precoce ou o aborto. Acrescenta que 30% das gestações não planejadas tornam-se indesejadas.

“No Hospital da Mulher esse serviço é oferecido para qualquer feirense. Menores a partir dos 13 anos devem estar acompanhadas dos pais ou responsáveis, e para as adultas que quiserem o atendimento é ofertado o acompanhamento com o uso de contraceptivos, disponibilizados gratuitamente”, ressalta.

O diretor destaca ainda que nenhum método contraceptivo é 100% seguro. Contudo, o uso seguindo a orientação médica pode prevenir uma gravidez não desejada. Para implantar o DIU de cobre ou de Mirena na unidade hospitalar, as mulheres passam por uma série de exames e avaliação médica para evitar riscos e complicações.

Segundo a diretora-presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, o serviço é voltado para mulheres atendidas na rede municipal de saúde.

“As sextas-feiras à tarde ofertamos atendimento com médicos residentes obstetras que orientam quanto ao uso e aplicam métodos contraceptivos”, reforça.

O programa Planejamento Familiar é disponibilizado no Ambulatório de Especialidades do Hospital da Mulher, na rua da Barra, Jardim Cruzeiro. O contato pode ser feito pelo número (75) 3602-7163/7153.

*Secom