Se você sempre suspeitou que poderia ser um ímã de pernilongos, os cientistas agora têm evidências para te mostrar: os mosquitos são realmente mais atraídos por certos humanos do que outros, de acordo com um novo estudo.
Uma equipe de pesquisa liderada por Leslie Vosshall, professora da Rockefeller University e chefe do laboratório de neurogenética e comportamento, procurou identificar por que certas pessoas parecem atrair mais pernilongos do que outras. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Cell na terça-feira (18).
Ao longo de três anos, os pesquisadores pediram a um grupo de 64 voluntários que usassem meias de nylon nos braços por seis horas por dia durante vários dias. Maria Elena De Obaldia, primeira autora do estudo e ex-bolsista de pós-doutorado na Rockefeller University, construiu um “ensaio olfatômetro de duas escolhas” – uma câmara de vidro acrílico na qual os pesquisadores colocam duas das meias.
A equipe do estudo então liberou mosquitos da febre amarela, cientificamente chamados de Aedes aegypti, na câmara e observou qual meia atraía mais insetos.
Esse teste permitiu que os pesquisadores separassem os participantes do estudo em “ímãs de pernilongos”, cujas meias atraíam muitos mosquitos e “atratores baixos”, que não pareciam tão atraentes para os insetos. Os cientistas examinaram a pele daqueles que eram os ímãs dos pernilongos e encontraram 50 compostos moleculares que eram mais altos nesses participantes do que nos outros.
“Não tínhamos noções preconcebidas sobre o que encontraríamos”, disse Vosshall, que também é diretora científica do Howard Hughes Medical Institute. Mas uma diferença era particularmente distinta: aqueles que eram os ímãs de pernilongos tinham taxas muito mais altas de ácido carboxílico em sua pele do que os atratores baixos.
Os ácidos carboxílicos são encontrados no sebo, a substância oleosa que cria uma barreira e ajuda a manter a pele hidratada.
Os ácidos carboxílicos são moléculas grandes, explicou Vosshall. Eles “não são tão fedorentos sozinhos”, disse ela. Mas as bactérias benéficas da pele “mastigam esses ácidos, que produzem o cheiro característico dos humanos” – que pode ser o que atrai os mosquitos, segundo Vosshall.
O odor das secreções da pele desempenha um papel
Um dos participantes, identificado apenas como Sujeito 33, foi o campeão para os pernilongos: as meias do sujeito eram 100 vezes mais atraentes para os mosquitos do que os participantes menos atraentes.
E o nível de atração dos humanos parecia permanecer bastante constante ao longo do tempo para os participantes que foram monitorados durante o período de três anos, disse Vosshall.
O Sujeito 33, por exemplo, “nunca tirou um dia de folga para ser o humano mais atraente”, o que pode ser “más notícias para os ímãs de pernilongos”.
Quando se trata do Aedes aegypti, as fêmeas dos mosquitos preferem usar sangue humano para alimentar sua produção de ovos, dando urgência à busca por humanos para se alimentar. E esses minipredadores usam uma variedade de mecanismos para identificar e escolher os humanos que picam, disse Vosshall.
Os ácidos carboxílicos são apenas uma peça do quebra-cabeça para explicar como os insetos irritantes podem escolher seus alvos. O calor do corpo e o dióxido de carbono que liberamos quando respiramos também atraem pernilongos para os humanos.
Os cientistas ainda não sabem por que os ácidos carboxílicos parecem atrair os pernilongos com tanta força, disse Vosshall. Mas o próximo passo pode ser explorar os efeitos da redução dos ácidos carboxílicos na pele.
“Você não pode remover completamente os hidratantes naturais da pele, isso seria ruim para a saúde da pele”, disse ela. No entanto, Vosshall disse que os produtos dermatológicos podem minimizar os níveis de ácido carboxílico e reduzir as picadas de pernilongos.
“Cada picada desses pernilongos coloca as pessoas em perigo para a saúde pública”, disse ela. “Os mosquitos Aedes aegypti são vetores de dengue, febre amarela e zika. Essas pessoas que são ímãs terão muito mais chances de serem infectadas com os vírus”.
Pernilongos evoluíram para caçar pelo cheiro
Matthew DeGennaro, professor associado da Florida International University, especializado em neurogenética de mosquitos, disse que os resultados do estudo ajudam a responder a perguntas de longa data sobre quais fatores específicos fazem os pernilongos amarem mais alguns humanos do que outros. Ele não participou do estudo.
“Este estudo mostra claramente que esses ácidos são importantes”, disse ele. “Agora, como os mosquitos percebem esses ácidos carboxílicos é interessante porque esses produtos químicos em particular são muito pesados, então são difíceis de cheirar à distância”.
“Pode ser que esses produtos químicos estejam sendo alterados, digamos, pelo microbioma da pele, e isso cause um certo tipo de pluma de odor. Ou pode ser que outros fatores no ambiente quebrem um pouco esses produtos químicos, para que sejam mais fáceis de detectar pelos pernilongos”.
Os resultados também são “um ótimo exemplo de quão bons os insetos são para cheirar”, acrescentou DeGennaro. “Este inseto evoluiu para nos caçar”.
Para DeGennaro, o poder de permanência da atratividade de certos humanos é um dos aspectos mais interessantes da pesquisa.
“Não sabíamos que havia preferências muito estáveis de pernilongos para certas pessoas”, disse ele. “Pode sugerir que o microbioma da pele é importante, embora eles não tenham abordado isso”.
Mais pesquisas devem explorar o microbioma que vive na pele humana para entender por que os pernilongos são atraídos por certos compostos em detrimento de outros, disse ele. E isso poderia levar a melhores produtos para reduzir as picadas de mosquitos e a propagação de doenças.
“Acho que se entendermos por que os pernilongos encontram um hospedeiro, podemos projetar novos repelentes que impedirão os mosquitos de detectar esses produtos químicos”, disse DeGennaro. “E isso pode ser usado para melhorar nossos repelentes atuais”.
A pesquisa, que durou 8 anos e foi conduzida por pesquisadores do Pascale Cancer Institute, em Nápoles, conseguiu demonstrar a eficácia do Letrozol, medicamento utilizado no tratamento de câncer de mama em estágio inicial, que atua diminuindo a quantidade de estrogênio produzido. pelo corpo.
O estudo
Hoboe é o nome da pesquisa coordenada pelo Pascale Clinical Trials Complex, dirigido por Franco Perrone, que contou com a participação de 1.065 pacientes, quase todos com menos de 50 anos, acompanhados em 16 centros italianos.
Os resultados foram apresentados no congresso Aiom em Roma e confirmaram a eficácia da terapia com uma mistura de dois medicamentos, Letrozol e ácido zoledrônico.
Os dados mostraram uma diminuição no risco de recaída em mulheres jovens submetidas à cirurgia de câncer de mama.
Um grande avanço para pesquisas que abrem novas perspectivas de tratamento e que podem levar ao abandono do Tamoxifeno , medicamento usado há décadas para reduzir o risco de recaída , que se mostrou menos eficaz que a nova combinação.
A volta da rotina de trabalho após o feriado do Dia do Comerciário foi marcada pela imunização nesta terça-feira (18). Cerca de 400 pessoas aproveitaram para atualizar o cartão vacinal durante o Dia D de Imunização, promovido pela Prefeitura por meio Secretaria de Saúde.
Foram 487 doses aplicadas durante a ação realizada no estacionamento da Prefeitura e no Shopping Popular Cidade das Compras.
O comerciário Valdenor dos Santos Carvalho, 57 anos, aproveitou a oportunidade para tomar as vacinas contra gripe influenza e hepatite B. “Aqui ficou pertinho, pedi um minutinho no trabalho e vim tomar as vacinas que estavam faltando. Agora já vou voltar”, comemora.
E não foi só o comerciário que aproveitou. O aposentado Geraldo Marques de Souza, 82 anos, recebeu a quarta dose contra a Covid e a vacina anual contra a gripe (Influenza).
“Gostei da iniciativa, faz com que as pessoas se vacinem, estimula o povo. Isso tem que acontecer sempre, procurar onde o povo está e levar a vacina”, incentivou.
Além desses imunizantes, a população também se vacinou contra a paralisia infantil (Poliomielite), meningite (Meningocócica C), Sarampo, Caxumba e Rubéola (Tríplice Viral), difteria e tétano, além da febre amarela.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia, comemorou a adesão da comunidade.
“A expectativa que a gente tinha foi superada. Muitas pessoas estavam com várias vacinas atrasadas e atualizaram sua caderneta. É muito importante e gratificante esse contato com a comunidade. Foi um dia muito assertivo e gratificante”.
A vacinação é importante para o controle e a erradicação de doenças graves. No município, estão disponíveis todos os tipos de imunizantes, inclusive os especiais destinados para os pacientes imunossuprimidos. Feira de Santana possui 104 salas de vacina, algumas com funcionamento até às 20h30.
Em mais de dois anos de pandemia de Covid-19, as razões pelas quais algumas pessoas simplesmente não foram infectadaspelo coronavírus ainda intrigam cientistas em todo o mundo. Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, podem ter encontrado peças para este grande quebra-cabeças.
O estudo, publicado no periódico Nature Medicine, aponta como certos genes podem ajudar a gerar uma forte resposta imune após a vacinação com duas doses. As informações são da CNN.
Os especialistas identificaram um gene específico associado a uma alta resposta de anticorpos, que também pode estar relacionado à prevenção contra a infecção.
Os pesquisadores identificaram que pessoas portadoras de um alelo (forma alternativa) de um gene HLA chamado HLA-DQB1*06 geraram uma resposta de anticorpos mais alta do que aquelas que não contavam com esse gene. O estudo revela que as pessoas portadoras desse gene, que está presente em duas em cada cinco pessoas no Reino Unido, também eram menos propensas a serem infectadas por Covid-19 após a vacinação do que aquelas sem o gene.
De acordo com o estudo, o gene HLA ajuda o sistema imunológico a distinguir as proteínas do próprio corpo das proteínas estranhas produzidas por vírus e bactérias. Na pesquisa, são fornecidas evidências de uma relação entre fatores genéticos e a maneira como o sistema imunológico das pessoas responde às vacinas contra a Covid-19.
“A partir deste estudo, temos evidências de que nossa composição genética é uma das razões pelas quais podemos diferir uns dos outros em nossa resposta imune após a vacinação contra a Covid-19. Descobrimos que herdar uma variante específica de um gene HLA estava associado a respostas de anticorpos mais altas, mas isso é apenas o começo da história”, diz Julian Knight, professor de medicina genômica no Centro Wellcome da Universidade de Genética Humana e investigador-chefe do estudo, em comunicado.
O especialista afirma que são necessários estudos complementares para explicar melhor o significado clínico dos achados. Para obter o resultado, os pesquisadores de Oxford analisaram amostras de 1.190 participantes que se inscreveram nos ensaios clínicos da vacina contra a Covid-19 da Universidade de Oxford.
Eles analisaram o DNA de 1.677 voluntários do programa de pesquisa Com-COV, de Oxford, verificando as opções de segunda dose para pessoas que receberam as vacinas da AstraZeneca ou Pfizer como primeira dose. Além disso, também foram examinadas amostras de DNA de crianças que participaram de ensaios clínicos para a vacina AstraZeneca.
De acordo com a pesquisa, indivíduos portadores do gene HLA-DQB1*06 registraram respostas mais altas de anticorpos contra as vacinas aos 28 dias após a primeira dose. Os mesmos indivíduos foram mais propensos a ter uma maior resposta de anticorpos em todos os momentos após a vacinação.
A partir da inclusão de dados de uma média de 494 dias de acompanhamento, nos ensaios iniciais, os pesquisadores identificaram que o alelo do gene estava presente em cerca de um terço dos indivíduos que relataram sintomas de Covid-19 e que tiveram um teste positivo para SARS-CoV-2. Em comparação, o gene estava presente em 46% daqueles que não relataram sintomas.
“Vimos uma grande variação na rapidez com que as pessoas testam positivo para Covid-19 após a vacinação. Nossas descobertas sugerem que nosso código genético pode influenciar a probabilidade de isso acontecer ao longo do tempo. Esperamos que nossas descobertas nos ajudem a melhorar as vacinas para o futuro, para que elas não apenas nos impeçam de desenvolver doenças graves, mas também nos mantenham livres de sintomas pelo maior tempo possível”, disse Alexander Mentzer, professor clínico do Wellcome Center for Human Genetics e principal pesquisador do estudo.
“Este estudo mostra que nossa composição genética, além de fatores como idade e estado de saúde, afeta a forma como respondemos às vacinas e nosso risco subsequente de doenças – como Covid-19 – o que pode ter implicações importantes no design e implementação de vacinas futuras”, complementou Daniel O’Connor, professor de pesquisa da Oxford Vaccine Group.
Pesquisadores da Universidade de Boston estão em meio a uma polêmica por terem inventado nova versão do Sars-CoV-2
Cientistas da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, estão sendo criticados por especialistas e infectologistas por terem desenvolvido uma cepa mais letal do vírus Sars-CoV-2 em laboratório. Para os críticos, os pesquisadores podem causar uma nova pandemia, com ainda mais mortes, caso o vírus saia do ambiente laboratorial.
De acordo com o Daily Mail, a equipe de Boston formou um vírus híbrido, combinando a variante Ômicron com a variante originária de Wuhan. Testada em cobaias, a nova cepa chegou a matar 80% dos ratos infectados com o novo vírus.
Shmuel Shapira, um dos principais cientistas do governo israelense, se pronunciou contra a prática de criação e manipulação de vírus letais. “Isso deveria ser proibido. É como brincar com fogo”, afirmou.
A manipulação proposital dos vírus com o objetivo de estudá-los e torná-los mais infecciosos ou letais é tida como sendo uma das possíveis causas para o início da epidemia de Covid-19. Um laboratório próximo a Wuhan, cidade onde os primeiros casos de Covid foram registrados, estudava os efeitos do coronavírus em morcegos quando os primeiros casos em humanos apareceram.
Nos Estados Unidos, a prática de manipulação de vírus para estudos é restrita desde 2017. A Universidade de Boston respondeu que a pesquisa conta com aprovação do Comitê Institucional de Biossegurança dos Estados Unidos e da Comissão de Saúde de Boston.
Em Feira de Santana, 56 pessoas aguardam por transferência para uma unidade hospitalar até esta segunda-feira, 17. As vagas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado. Os pacientes estão distribuídos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas municipais.
Somente na UPA Queimadinha são 25 pacientes aguardando transferência. Dentre eles, um idoso de 78 anos, que espera há 16 dias transferência para tratar uma pneumonia. Na mesma unidade, um paciente de 42 anos, aguarda há 10 dias regulação para tratar problemas cardíacos.
Na UPA Mangabeira são 12 pacientes, como uma idosa de 89 anos, que está há quase um mês, exatamente, 29 dias esperando regulação para tratar complicações da diabetes. Além das UPAS, 19 pacientes estão distribuídos nas policlínicas municipais: Rua Nova (2), Parque Ipê (8), George Américo (5), São José (1) e Feira X (3).
REGULAÇÃO ESTADUAL
O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares conforme critério de gravidade e não proximidade, visando a democratização do acesso.
Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas.
Se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema para que o paciente tenha a assistência adequada.
Ainda distante da meta de vacinar 95% das crianças menores de 5 anos de idade – cerca de 11,5 milhões – contra a poliomielite no país, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez hoje (17) um novo apelo para que os pais ou responsáveis levem suas crianças às salas de vacinação. Nesta segunda-feira é comemorado o Dia Nacional da Vacina.
Até o momento, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a campanha imunizou 65,6% do público-alvo, cerca de 7,6 milhões de crianças. Apenas a Paraíba, com 95,09% das crianças imunizadas, atingiu a meta nacional. No Amapá, a imunização está em 90,8%, segundo a pasta.
“Desde o dia 7 de agosto, temos feito um apelo à nação brasileira para que levem suas crianças com menos de 5 anos para completar o esquema vacinal da pólio e a meta é de 95% de cobertura vacinal, das cerca de 15 milhões de crianças que são aptas a receber essas vacinas”, ressaltou o ministro.
Alerta O Brasil não registra casos de paralisia infantil desde 1989, mas com a queda das taxas de vacinação desde 2015, diversos órgãos ligados à saúde alertam para o risco de retorno da doença.
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), advertiu em setembro que esse risco é muito alto. “Precisamos vacinar a população, principalmente nossas crianças. É inaceitável que, em pleno século 21, nós tenhamos sofrimento das nossas crianças por doenças que já estão erradicadas há muito tempo”, acrescentou Queiroga.
De acordo com o Ministério da Saúde, a meta de cobertura vacinal contra a poliomielite em crianças menores de 1 ano não é atingida desde 2017.
Ao listar esforços das secretarias de saúde de muitos estados que ainda não atingiram a meta, como atendimento em horários ampliado e aos finais de semana, Marcelo Queiroga também destacou que a baixa adesão tem ocorrido no mundo todo e que o comportamento não é uma exclusividade do Brasil. Queiroga ressaltou ainda que as vacinas do calendário nacional seguem disponíveis nos 38 mil postos de saúde do Brasil.
Poliomielite A poliomielite ou pólio é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, chamado poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas. Nos casos mais graves da doença, também chamada de paralisia infantil, ela provoca o comprometimento do sistema nervoso, levando à paralisia de membros e alterações nos movimentos e pode até ser fatal.
O Ministério da Saúde adiantou que a vacina contra covid-19 da Pfizer – liberada para crianças de seis meses a menores de quatro anos – deve chegar ao Brasil na próxima semana.
“Nós estamos nas tratativas finais com relação à chegada das vacinas e a expectativa é de que elas já estejam no país em meados da próxima semana, na quarta-feira (26). Esse foi último dado que recebemos da própria empresa”, afirmou o secretário-executivo do ministério, Bruno Dalcolmo, sem especificar quantidade.
Pacientes estão sendo acompanhados pelo Centro Municipal de Referência
O Centro Municipal de Referência em Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), órgão da Secretaria Municipal de Saúde, identificou 218 casos de HIV, 206 de sífilis e 45 de hepatites virais entre o período de janeiro e agosto deste ano.
Os pacientes diagnosticados estão sendo acompanhados pelo Centro Municipal de Referência, localizado no Centro de Saúde Especializada Dr. Leone Coelho Lêda (CSE).
As ISTs podem ser transmitidas em toda e qualquer relação sexual – anal, oral e vaginal – desprotegida; transfusão de sangue contaminado; contato com seringas, agulhas e quaisquer outros materiais perfurocortantes infectados.
O preservativo é fundamental para a proteção e pode evitar o contágio. O material é disponibilizado gratuitamente pela Prefeitura de Feira de Santana na recepção do Centro de Referência ou em qualquer Unidade Básicas de Saúde (UBSs) e de Saúde da Família (USFs).
É importante destacar que além do preservativo, outros métodos de prevenção também são realizados, como a Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP), medicação que pode ser tomada até 72h depois da exposição a uma situação de risco.
O serviço pode ser encontrado no Centro de Referência IST/HIV/AIDS, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Queimadinha e Mangabeira, no Hospital Clériston Andrade (HGCA) e no Hospital Estadual da Criança (HEC).
OUTUBRO VERDE
As ações de conscientização estão sendo intensificadas pela Prefeitura de Feira no Outubro Verde, mês de prevenção e combate à sífilis congênita. Durante a campanha, também são realizados testes rápidos de sífilis e hepatite, distribuição de preservativos, ações educativas para sensibilizar a população sobre as medidas de cuidado, assistência e proteção dos direitos das pessoas infectadas.
Em Feira de Santana, entre janeiro e setembro, foram realizados 23.573 atendimentos de saúde mental nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Do total, 5.777 atendimentos psicológicos e 17.796 psiquiátricos. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde.
Na avaliação da coordenadora da Rede de Saúde Mental, Regicelia Silva, os índices são considerados positivos. Além dos pacientes, as famílias também recebem suporte psicológico nas unidades.
“Aqueles que cuidam necessitam de cuidados. Quando uma pessoa adoece, todos ao redor são afetados e se abalam, principalmente os mais próximos, que estão enfrentando o problema no dia a dia. Neste ano, já realizamos 7.371 atendimentos às famílias”, destacou.
No município, 42.727 pessoas estão cadastradas nos cinco CAPS. São atendidos pacientes com transtornos mentais, como ansiedade, depressão e distúrbios comportamentais provocados pelo uso de substâncias psicoativas (álcool e outras drogas).
No total, foram 339 óbitos registrados entre 1º de janeiro e 30 de setembro de 2022; em média, uma morte foi registrada a cada 19 horas
Mais de 300 pessoas morreram neste ano na fila da regulação enquanto esperavam por uma vaga na rede estadual de saúde pública, somente na região de Feira de Santana. Desde o início de 2022, foram 339 óbitos registrados entre 1º de janeiro e 30 de setembro, o que representa uma média de uma morte a cada 19 horas.
Os casos são investigados pelo Ministério Público estadual (MP-BA), que solicitou da Secretaria Municipal de Feira de Santana, em agosto passado, a série histórica dos últimos seis meses com os pedidos de regulação para hospitais do Governo da Bahia oriundos das unidades do município. Um documento com todas as 339 solicitações de vagas em leito hospitalar foi enviado pela secretaria ao MP-BA.
Em média, as pessoas que morreram esperaram por cinco dias na fila de regulação, sem obter uma vaga na rede estadual. Há casos de óbitos em que a demora por um leito hospitalar chegou a quase um mês. Em outros, os óbitos ocorreram no mesmo dia da entrada do paciente no sistema. Os pacientes sofriam desde problemas respiratórios, como pneumonia, até quadros de risco imediato, como AVC, infarto e parada cardiorespiratória.
A situação ocorrida na região de Feira expõe o problema da fila da regulação, presente também em outras localidades da Bahia. Em diversos municípios do estado, se espalham queixas e relatos de pessoas que aguardam dias e até semanas por um leito hospitalar, além de casos de pacientes que não resistem à espera e morrem em unidades básicas de atendimento, que não têm estrutura para cuidar de casos graves.
Em Sapeaçu, no Recôncavo baiano, por exemplo, dois casos chamaram a atenção recentemente. No último dia 5, uma adolescente morreu no hospital municipal aguardando uma vaga na rede estadual, que é administrada pelo Governo da Bahia. No mesmo local, uma idosa faleceu após 15 dias de espera por um leito, de acordo com a prefeitura.
Outro caso que ganhou visibilidade ocorreu em Piatã, na Chapada Diamantina, onde um homem de 55 anos morreu após oito dias de espera na fila da regulação. Ele sofreu um infarto agudo do miocárdio e precisava de atendimento hospitalar.
Casos em Feira
Dentre os 339 casos registrados em Feira de Santana, a maior espera foi de uma pessoa com diagnóstico de insuficiência respiratória, que ficou 25 dias aguardando um leito num hospital do governo do estado em uma UPA de Feira de Santana. O segundo caso mais demorado foi de um paciente diagnosticado com desidratação que ficou 23 dias aguardando na fila da regulação.
No documento enviado ao Ministério Público, constam também alguns prontuários de atendimento dos pacientes que mostram os pedidos de regulação e a negativa do estado por falta de vaga hospitalar. Em um destes casos, um paciente deu entrada em uma policlínica de Feira no dia 7 de abril e aguardou uma vaga até o dia 16, quando não resistiu e faleceu.
Em outra situação, uma pessoa que sofria de doença renal e fazia diálise deu entrada em outra policlínica. No prontuário consta que o caso havia se agravado, o que exigia um internamento em UTI. Após oito dias de espera, o paciente faleceu.
Em março, a morte de uma idosa de 82 anos ganhou repercussão no estado, inclusive com cobertura da imprensa. Ela sofreu um infarto e morreu após aguardar três dias por uma vaga numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI).