Uma mulher de 61 anos é a primeira paciente submetida à trombectomia mecânica de AVC (acidente vascular cerebral) de Feira de Santana. O procedimento inédito foi realizado na noite de ontem, 29, no centro cardiovascular da Santa Casa de Misericórdia. A paciente chegou ao hospital em coma e hoje apresenta quadro estável.
A equipe do setor de hemodinâmica da unidade cardiovascular agiu de maneira rápida, logo depois que a paciente deu entrada no hospital.
O uso da técnica permitiu a reversão do quadro – a paciente está em franca recuperação. “Pela terapêutica medicamentosa habitual, a paciente estaria condenada a permanecer com grandes sequelas neurológicas, alto risco de morte intrahospitalar ou até mesmo de vir a óbito”, alerta o médico Alexandre Cedro, coordenador de hemodinâmica da Santa Casa e um dos responsáveis pelo tratamento.
O médico Arthur Lacerda, principal cirurgião envolvido no emprego da técnica, explica que a trombectomia consiste em um “procedimento que agrega tecnologia de ponta ao tratamento do paciente com AVC isquêmico, utilizando o que existe de mais novo para essa patologia”, destaca o neurorradiologista intervencionista. De acordo com ele, a técnica consiste na retirada do trombo (coágulo) por via endovascular, restabelecendo o seu fluxo habitual.
A trombectomia mecânica de AVC é realizada numa sala de cirurgia com equipamentos especiais, a chamada sala de hemodinâmica. “Através de uma técnica minimamente invasiva, é realizada uma punção de uma artéria da perna, e um cateter especial é introduzido para detecção e aspiração do coágulo que causa o AVC”, esclarece Alexandre Cedro. O médico explica que, desta forma, é possível desobstruir o fluxo de sangue, e permitir melhora dos sintomas’, esclarece Alexandre Cedro.
“Ressaltamos a capacidade de atendimento da nossa equipe, focada na área de cardiologia e hemodinâmica, e a nossa competência técnica na realização deste tipo de procedimento”, afirma o médico Rodrigo Matos, provedor da Santa Casa. Este é um serviço muito importante para Feira de Santana e ele vai continuar salvando a vida de centenas de pessoas que buscam o nosso hospital, assegura Rodrigo.
“O serviço de cardiologia da nossa Santa Casa é uma referência para toda região e um orgulho para nosso município. Neste segundo semestre, estamos ampliando o atendimento e os procedimentos de alta complexidade, trazendo mais inovações como esta. Temos certeza que mais pessoas serão beneficiadas por essa instituição que oferece medicina de alta qualidade, evitando assim as transferências para Salvador ou outros centros”, afirma o médico Rodrigo Matos, provedor da Santa Casa.
Vítima tinha 33 anos e veio a óbito exatamente um mês após primeiro caso fatal do país
Vírus da varíola dos macacos Foto: Pixabay
Morreu nesta segunda-feira (29), no Rio de Janeiro, um homem que estava com varíola dos macacos. A morte chama atenção porque é a primeira em decorrência da doença confirmada no estado e a segunda no Brasil. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde.
A vítima, de 33 anos, estava internada no hospital Ferreira Machado, em Campos dos Goytacazes. Uma coincidência é que o homem, que não teve seu nome divulgado, veio a óbito exatamente um mês após a primeira fatalidade ser anunciada pelo Ministério da Saúde. No dia 29 de julho, outro homem, de 41 anos, faleceu em Minais Gerais.
A SES-RJ afirma que, assim como no primeiro caso, o cidadão apresentava baixa imunidade e comorbidades, que agravaram o quadro e o levaram à UTI no último dia 19. Pessoas que tiveram contato com ele estão sendo monitoradas pelo governo estadual.
Vale dizer que, até o momento, nenhum conhecido da vítima apresentou sinais de infecção. O Rio de Janeiro tem 611 casos confirmados da Monkeypox, enquanto outros 61 casos são classificados como “prováveis” e outros 474 como suspeitos.
Diante da conjuntura evolutiva, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira, o uso de testes diagnósticos ainda pendentes de registro pelo órgão.
Em nota, a agência garantiu a autorização para o uso imediato e emergencial de 24 mil kits, após solicitação conjunta da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, e do Instituto Bio-Manguinhos/Fiocruz.
O quantitativo de fitas será suficiente para o uso em 30 dias
Pessoas com diabetes devem procurar a unidade de saúde mais próxima da residência para realizar o cadastro e receber as fitas de glicemia. O item é indispensável para monitorar com precisão o valor de açúcar no sangue.
“O paciente será avaliado pelo médico ou enfermeiro. Caso esteja dentro dos critérios, vai receber os materiais e um documento para acompanhar os níveis da glicose”, explica a chefe da Atenção Primária à Saúde, Helen Costa.
A partir deste momento, a entrega das fitas passará a ser mensal. Portanto, o paciente passa a ser acompanhado pelos profissionais e é imprescindível que o documento seja preenchido corretamente para devolvê-lo na unidade de saúde na próxima retirada.
Os itens são entregues aos diabéticos que estão cadastrados no programa de Hipertensão e Diabetes (Hiperdia), vinculado ao SUS. A prescrição deverá ser feita pelo profissional médico cadastrado na rede pública de saúde. O paciente receberá um quantitativo de fitas para o uso em 30 dias.
Caso o paciente necessite do quantitativo superior a cem unidades de fitas, a demanda deverá ser avaliada pela Assistência Farmacêutica. Para isso, é preciso que o médico envie relatório.
A receita médica e relatório têm validade de três dispensações. Se o paciente não apresentar o Mapa Glicêmico ou relatar de maneira divergente do quantitativo de fitas dispensadas, o fornecimento será suspenso até nova avaliação médica.
Cerca de 4.500 mulheres fazem por ano o planejamento familiar no Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher. O programa, pioneiro no município implantado em 2018, disponibiliza atendimento ambulatorial gratuito e tem ajudado a prevenir diversos problemas à saúde da mãe e do bebê.
De acordo com o diretor geral do Hospital da Mulher, o obstetra Francisco Mota, o planejamento familiar é de extrema importância para que a mulher possa programar a chegada de um novo membro na família, podendo fazer todo acompanhamento necessário antes de definir a concepção.
“O planejamento familiar é programar o momento ideal para ter filhos, bem como ajuda a prevenir diversos problemas para a gestante e o bebê”, afirma.
Francisco Mota destaca que no Brasil os índices de gestações não planejadas ainda são altos e, por falta de informação, levam a dois caminhos: a maternidade precoce ou o aborto. Acrescenta que 30% das gestações não planejadas tornam-se indesejadas.
“No Hospital da Mulher esse serviço é oferecido para qualquer feirense. Menores a partir dos 13 anos devem estar acompanhadas dos pais ou responsáveis, e para as adultas que quiserem o atendimento é ofertado o acompanhamento com o uso de contraceptivos, disponibilizados gratuitamente”, ressalta.
O diretor destaca ainda que nenhum método contraceptivo é 100% seguro. Contudo, o uso seguindo a orientação médica pode prevenir uma gravidez não desejada. Para implantar o DIU de cobre ou de Mirena na unidade hospitalar, as mulheres passam por uma série de exames e avaliação médica para evitar riscos e complicações.
Segundo a diretora-presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, o serviço é voltado para mulheres atendidas na rede municipal de saúde.
“As sextas-feiras à tarde ofertamos atendimento com médicos residentes obstetras que orientam quanto ao uso e aplicam métodos contraceptivos”, reforça.
O programa Planejamento Familiar é disponibilizado no Ambulatório de Especialidades do Hospital da Mulher, na rua da Barra, Jardim Cruzeiro. O contato pode ser feito pelo número (75) 3602-7163/7153.
O hospital mantido pela Santa Casa realizou mais três procedimentos na última semana
Nesta semana, deverão ter alta hospitalar os três pacientes submetidos a transplante renal, no último dia 13, no Hospital Dom Pedro de Alcântara (HDPA) da Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana. De acordo com o protocolo médico para este tipo de cirurgia, eles continuam em observação na unidade hospitalar e passam bem.
“Os pacientes transplantados evoluem em bom estado geral com hemodinâmica preservada e a expectativa é que nesta semana recebam alta, retornando ao convívio social com mais saúde e qualidade”, explica o médico Rodrigo Serapião, coordenador da equipe de transplantes da Santa Casa.
Os três pacientes que receberam um novo rim são jovens, têm entre 23 e 34 anos, e são dos municípios de Saúde, Presidente Dutra e Feira de Santana, informa o médico Túlio Carvalho, nefrologista da Santa Casa.
Para serem beneficiados com um novo órgão, os pacientes precisam estar inscritos na Central Nacional de Transplantes; eles são elencados de acordo com a fila de espera e precisam estar aptos à cirurgia – entre os critérios, está o grau de compatibilidade doador x receptor.
Segundo hospital da Bahia em número de transplantes, o HDPA já realizou 355 procedimentos desde o início das cirurgias, no ano de 2015. Somente este ano foram 19 transplantes.
“O transplante renal é uma prioridade para a nossa gestão. Mesmo sabendo dos desafios para viabilizar um serviço com tamanha complexidade, firmamos o compromisso de elevar o número de cirurgias no HDPA nos próximos anos”, afirma Rodrigo Matos, provedor da entidade.
O gestor destaca a capacidade e o engajamento da equipe médica: “é uma equipe focada na prestação de um serviço acolhedor, eficiente e de qualidade”.
A procura pela quarta dose da vacina contra a Covid ainda é baixa em Feira de Santana. Apenas 16% do público-alvo destinado a tomar a dose compareceu às unidades de saúde até esta terça-feira, 23. O alerta é da Secretaria Municipal de Saúde.
No momento, a aplicação está destinada para pessoas com 40 anos ou mais, além de trabalhadores de saúde que receberam a terceira dose há pelo menos quatro meses.
“Observamos a redução dos casos da Covid, não apenas na nossa cidade, mas também ao redor do mundo e devemos isso ao aumento da população vacinada. É importante que todos tenhamos o cuidado de manter o ciclo vacinal completo para continuar controlando os índices, bem como os casos mais graves da doença”, destaca a secretária interina de Saúde, Fernanda Botto.
Ainda de acordo com a secretária interina, a ampliação do público-alvo depende do abastecimento de doses feito pelo Ministério da Saúde.
Para receber o imunizante é preciso, além de estar no período recomendado pelo Ministério da Saúde, apresentar RG, CPF, cartão do SUS, caderneta de vacinação (com registro das três doses) e comprovante de residência.
De segunda a sexta-feira a aplicação das doses é realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e de Saúde da Família (USFs), localizadas nas zonas urbana e rural.
Em Feira de Santana, 571.946 pessoas tomaram a primeira dose contra a Covid. Do total, 521.021 receberam a segunda aplicação e 307.553 a terceira. Já a quarta dose, apenas 74.302.
Confira os locais e horários de vacinação:
A vacinação acontece nas Unidades de Saúde da Família da sede CSU, Caseb II, Baraúnas, Jardim Cruzeiro, Alto do Papagaio, Asa Branca III, Campo Limpo II, Aviário I e II, Conceição II, Feira VI – I e II, Panorama I e II, George Américo III, IV e Campo Limpo IV, Santo Antônio dos Prazeres I e II, Tomba I e III, Expansão do Feira IX-I, Viveiros, Feira X-III e IV, das 8h às 16h e nas Unidades de Saúde da Família, vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h.
Também haverá imunização em todas as Unidades de Saúde da Família dos distritos: Alecrim Miúdo, Alto do Rosário 1 e 2, Bonfim de Feira, Candeal, Fulô, Galhardo, Jenipapo, Humildes 1, Humildes 2, Ipuaçu, Jaguara 1 e 2, Jaíba, Limoeiro, Mantiba, Matinha, Pé de Serra, Rosário, São Cristóvão, São José 1 e 2, Tanquinho de Humildes, Terra Dura e Tiquaruçu, das 8h às 16h, e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Cassa, Caseb I, Dispensário Santana, Irmã Dulce, Mangabeira, Serraria Brasil e Subaé a imunização acontece das 8h às 17h.
As fitas para medir a glicemia e garantir o monitoramento dos pacientes com diabetes estão em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e de Saúde da Família (USFs) nesta segunda, 22. O estoque foi abastecido pela Secretaria de Saúde de Feira de Santana.
Os itens são entregues aos diabéticos que estão cadastrados no programa de Hipertensão e Diabetes (Hiperdia), vinculado ao SUS. Para adquirir, é preciso se dirigir a unidade mais próxima da residência e apresentar a receita médica. Caso o documento esteja vencido, é possível renovar no mesmo local após avaliação por médico ou enfermeiro.
“A prescrição deverá ser feita pelo profissional médico cadastrado na rede pública de saúde. O paciente receberá um quantitativo de fitas para o uso em 30 dias”, explica Ana Carla Barbosa, chefe da Divisão de Enfermagem da Secretaria Municipal de Saúde.
Ainda de acordo com a chefe da Divisão de Enfermagem, se o paciente necessitar do quantitativo superior a cem unidades de fitas, a demanda deverá ser avaliada pela Assistência Farmacêutica. Para isso, é preciso que o médico envie relatório.
“A receita médica e relatório têm validade de três dispensações”, destaca.
Além da entrega das fitas, o paciente diabético que faz acompanhamento na unidade de saúde realiza também o Mapa de Controle Glicêmico, documento que acompanha as medidas de cada dia.
“Por isso, o paciente diabético precisa entregar o mapa do mês anterior, para que seja dispensada novas fitas. Caso não apresente ou relate de maneira divergente do quantitativo de fitas dispensadas, o fornecimento será suspenso até nova avaliação médica”, pontuou Ana Carla Barbosa.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou, nessa quinta-feira (18/8), as recomendações sobre o uso das vacinas contra a Covid-19. De acordo com os especialistas do Grupo Consultivo Estratégico de Peritos em Imunização (SAGE, na sigla em inglês), não há necessidade de aplicar a quarta dose – o segundo reforço – na população geral, livre de fatores de risco.
A indicação do reforço fica restrita aos grupos com alto risco de desenvolver a forma grave da doença e morrer após infecção do coronavírus, incluindo idosos, pessoas com comorbidades, imunossuprimidos, gestantes e profissionais de saúde.
Os especialistas da OMS têm feito constantes revisões de estudos sobre as vacinas e a resposta imunológica de diferentes grupos populacionais aos imunizantes.
O presidente do SAGE, Alejandro Cravioto, afirmou durante coletiva de imprensa que garantir que todos recebam a imunização primária (com as duas primeiras doses) continua sendo a prioridade.
Ainda é baixa a procura pela vacinação contra poliomielite (paralisia infantil) em Feira de Santana. Desde o início da campanha (8 de agosto) até esta quarta-feira, 17, somente 967 crianças foram imunizadas, ou seja aproximadamente 2,4% do público estimado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) que é de 39.996.
Neste sábado, 20, no dia D de mobilização contra a paralisia infantil todas as unidades de saúde da rede municipal estarão funcionando das 7h às 16h. Devem receber a vacina meninos e meninas na faixa etária de 1 a 5 anos.
Neste dia, a ida ao posto de saúde também será a oportunidade para colocar a caderneta de vacinação em dia. A campanha de multivacinação é para crianças menores de 15 anos.
Dessa forma serão disponibilizadas doses que protegem contra a tuberculose, hepatite, tétano, difteria, meningite, febre amarela, sarampo, rubéola, caxumba, catapora, gripe e a Covid-19.
Para ser imunizado é necessário apresentar os documentos de identidade e o cartão SUS, além da caderneta de vacinação para que as equipes de saúde possam identificar quais imunizantes precisam ser aplicados.
“Devido a pandemia, muitas pessoas deixaram de tomar vacinas importantes. Para resgatar esse público, estamos intensificando a campanha de vacinação com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia.
A vacinação de crianças de 3 e 4 anos está comprometida em Feira de Santana. É que devido a falta de abastecimento da vacina CoronaVac, por parte do Ministério da Saúde, o estoque está reduzido. Por isso, a vacinação infantil segue apenas com aplicação da segunda dose.
Até o momento não há previsão de chegada de novas doses. A situação é semelhante em várias cidades do país. Em Feira apenas 1.283 crianças de 3 e 4 anos foram imunizadas. O índice é considerado baixo, uma vez que a estimativa é vacinar 16 mil crianças.
A Secretaria Municipal de Saúde destaca que a situação não afeta a aplicação da primeira dose em crianças de 5 a 11 anos, que continua normalmente.
Assim como a vacinação de adolescentes (de 12 a 17 anos), adultos e idosos, que segue de segunda a sexta-feira nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs), localizadas nas zonas urbana e rural.
Crianças e adolescentes só podem ser vacinadas na presença dos pais ou de um adulto responsável legal. Para isso, é obrigatório apresentar o cartão SUS, CPF, RG ou certidão de nascimento e caderneta de vacinação.
Já a aplicação da quarta dose continua para pessoas com 40 anos ou mais, além de trabalhadores da saúde. A vacinação está sendo realizada em quem recebeu a terceira dose há pelo menos quatro meses.