1. É bastante calórico: 1 g de álcool tem 7 calorias, enquanto 1 g de carboidrato tem 4 calorias. Para ter ideia, em uma lata (350 ml) de cerveja há cerca de 140 calorias, e algumas pessoas bebem facilmente 5, 6, 7 latinhas, ultrapassando as calorias de uma ou duas refeições (sem oferecer nutrientes ao corpo).
2. Aumenta o apetite: segundo Paola Machado, colunista de VivaBem, o álcool desregula a produção de hormônios que controlam a fome e a saciedade, fazendo você comer mais. Além disso, devido ao mal-estar gerado pela bebedeira, no dia seguinte você tende a preferir comidas calóricas e que geram conforto, como doces e fast-food.
3. Favorece o estoque de gordura corporal: como o álcool é bastante tóxico, nosso fígado fica focado em metabolizar a substância (para se livrar logo dela) e diminui a metabolização de nutrientes, como os carboidratos (açúcares). Por não ser usado como combustível, esse açúcar que está no organismo é estocado como gordura, especialmente na região da barriga.
Nessa época de festas, férias e verão, em que o consumo de álcool tende a ser mais comum, lembre-se que ele é vilão da saúde e da dieta. Se for beber, não exagere.
O Conselho Nacional Sueco de Saúde e Bem-Estar (NBHW) publicou na semana novas diretrizes de tratamento para jovens com disforia de gênero, que instruem explicitamente os médicos que o apoio psicossocial, sem a prescrição de medicamentos, deve ser a primeira linha de tratamento. A regra segue uma mudança de postura da Suécia iniciada em 2021, que eliminou o uso de bloqueadores de puberdade e hormônios do sexo oposto para tratar jovens com possível disforia de gênero.
“O apoio psicossocial que ajude o jovem a conviver com o desenvolvimento do corpo na puberdade sem medicação precisa ser a primeira opção na escolha de medidas de cuidado”, prevê uma das diretrizes do NBHW.
Nas diretrizes, o NBHW disse considerar “que os riscos do tratamento de supressão da puberdade com análogos de GnRH [hormônio bloqueador de puberdade] e tratamento hormonal de afirmação de gênero atualmente superam os possíveis benefícios e que os tratamentos devem ser oferecidos apenas em casos excepcionais”.
“O NBHW ainda considera que a disforia de gênero, e não a identidade de gênero, deve determinar o acesso aos cuidados e tratamento”, considerou a organização sem fins lucrativos Society for Evidence-based Gender Medicine (SEGM, Sociedade para a Medicina de Gênero Baseada em Evidências, em tradução livre).
A atualização é muda significativamente a forma de conduta dos órgãos suecos de saúde adotada até 2015, baseada principalmente nas diretrizes da Associação Profissional Mundial de Saúde Transgênero (WPATH). Desde então, o WPATH foi denunciado internacionalmente por profissionais médicos e de saúde mental por sua “adesão a pontos de vista ideológicos não suportados por evidências, exclusão de preocupações éticas e descaracterização da ciência básica”, segundo a SEGM.
Três razões principais listadas para a mudança de postura foram a falta de evidências científicas confiáveis, aumento dos casos de destransição, quando a pessoa quer voltar ao sexo de nascimento, e um aumento acentuado e não explicado de casos de disforia de gênero juvenil, especialmente em adolescentes sem histórico anterior de angústia de gênero.
A Suécia, juntamente com as autoridades de saúde da Finlândia e do Reino Unido, faz parte de um crescente consenso internacional de que menores com disforia de gênero devem ser tratados primeiro com psicoterapia, não com intervenções médicas.
Um estudo conduzido no Brasil pelo IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) confirmou que as pessoas em nosso país começam a consumir pornografia ainda na adolescência —mais precisamente, aos 12 anos— e fazem sexo pela primeira vez aos 18 anos.
A pesquisa, que teve a participação de 3.650 brasileiros com idade média de 45 anos e foi obtida com exclusividade por VivaBem, faz parte do “International Sex Survey”, trabalho científico envolvendo 45 países, que teve seu questionário online respondido por 82 mil pessoas ao redor do planeta.
Veja outros destaques do comportamento sexual do brasileiro (sempre em média):
As pessoas tiveram 10 parceiros ao longo da vida;
Em um relacionamento sério, transaram de 2 a 3 vezes no mês a 2 a 3 vezes por semana no último ano;
Viram pornografia de 2 a 3 vezes por semana nos últimos 12 meses;
Masturbaram-se de 2 a 3 vezes no mês a 2 a 3 vezes por semana no último ano;
44% estão satisfeitos sexualmente com o parceiro ou a parceira;
99,2% se masturbaram ao menos uma vez na vida;
81% já fizeram sexo com um parceiro ou parceira casual (alguém com quem não tinham um relacionamento).
Os dados desmistificam um pouco a ideia do brasileiro hipersexualizado, já que a maioria está satisfeita com a própria vida sexual e o parceiro. Também refletem algo que é tendência em relacionamentos: a frequência sexual é maior no início e vai aos poucos caindo Marco Scanavino, psiquiatra e professor do IPq, responsável pela pesquisa no Brasil
Scanavino frisa que a amostra do estudo, embora representativa em termos de gênero e orientação sexual, não pode ter suas respostas generalizadas para toda a sociedade brasileira. Ou seja, os dados são um recorte que oferece alguns insights importantes sobre comportamentos sexuais de muitos brasileiros, mas não todos eles.
Pornografia na adolescência gera preocupação
O fácil e rápido acesso a esse tipo de conteúdo é um estímulo com grande potencial para o jovem desenvolver uma compulsão por sexo, caso tenha predisposição para esse tipo de comportamento.
Não à toa, a ciência hoje já analisa com mais atenção o vício em pornografia e quais danos ele pode causar à sexualidade humana —especialmente entre adolescentes, que ainda estão em formação física e emocional.
Como o contato com a pornografia ocorre em uma fase da vida que antecede as primeiras experiências sexuais, as pessoas podem ter dificuldade em engajar com seus parceiros na ‘vida real’ Marco Scanavino, psiquiatranone
É muito importante os jovens terem em mente que fora das telas a duração da transa, o desempenho do parceiro ou parceira, a intensidade dos orgasmos e as posições sexuais são bem diferentes das performances e cenas acrobáticas vistas no pornô. Esperar que toda transa seja igual à da pornografia pode gerar frustração e insegurança.
Sexualidade fluida
A pesquisa também analisou a orientação sexual dos brasileiros:
66% se identificaram como heterossexuais
13% como gays ou lésbicas
8,6% disseram ser bissexuais
– No entanto, 34% dos respondentes declararam não se identificarem como “estritamente heterossexuais”.
É um reflexo da modernidade, de como a sexualidade hoje já é vista como algo mais fluido, especialmente nas sociedades ocidentais, e como há maior liberdade para assumir diferentes comportamentos, identidades e orientação sexual Marco Scanavino, professor do IPq.
Neste ano, Feira de Santana registrou aumento de 2,8% nos casos de dengue. De janeiro até o dia sete deste mês, foram confirmados 142 casos, contra 138 no mesmo período anterior. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde.
Apesar disso, a quantidade total de arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti- zika, chikungunya e dengue teve uma redução de 5,5% em comparação a 2021. Neste ano foram confirmados 205 casos, no ano passado 217.
Na avaliação da coordenadora do Centro Municipal de Referência em Endemias, Síntia Sacramento, a dengue tem sido a arbovirose mais preocupante uma vez que o município voltou a notificar caso grave da doença.
“Para eliminar o mosquito, é importante o apoio da comunidade, não deixando água parada e denunciando os possíveis locais de foco através do Fala Feira-156. Durante as visitas, os agentes têm identificado muitas residências em situação de abandono, com quintais que se tornaram uma verdadeira morada para a proliferação do Aedes Aegypti”, relatou.
Entre os bairros com as maiores notificações de dengue estão Campo Limpo (71), Tomba (62) e Gabriela (57). Nos distritos estão Humildes (79), Maria Quitéria (22) e Matinha (12).
Já os casos confirmados da nova variante cosmopolita, que totalizam 06, foram identificados apenas no Tomba, Subaé, Parque Ipê e Aviário- este último com maior número de incidências somando 3 registros.
QUANDO PROCURAR A UNIDADE DE SAÚDE?
É importante que o morador procure o serviço de saúde ao notar os seguintes sintomas: dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, dificuldade para respirar, baixa repentina da temperatura do corpo ou da pressão arterial, hemorragias, palidez, redução do volume da urina e pele, mãos ou pés frios.
O microbioma intestinal, ou seja, os trilhões de bactérias que existem no intestino humano, ganham cada vez mais a atenção da ciência. É um ecossistema profundamente interligado com sua saúde mais ampla, conectando-se a várias partes do corpo.
Os micróbios intestinais degradam algumas partes dos alimentos que nosso corpo não consegue, permitindo-nos acesso a diferentes nutrientes.
Eles também são capazes de regular hormônios, neurotransmissores e outras biomoléculas importantes.
Alguns micróbios intestinais podem influenciar o funcionamento das células do sistema imunológico e levar a inflamações indesejadas.
Tudo isso pode ter um impacto no seu bem-estar, até porque o intestino tem uma linha direta com o cérebro através do nervo vago.
Um estudo recente parece sugerir que aquela falta de vontade de ir à academia é culpa dos micróbios do seu intestino. Feito em camundongos, descobriu que certas bactérias podem aumentar a liberação de dopamina durante a atividade física, o que impulsiona a motivação. O estudo foi feito na Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia (EUA) e publicado na Nature:
Pesquisadores registraram as sequências do genoma, espécies bacterianas intestinais, metabólitos da corrente sanguínea e outros dados dos ratos geneticamente diversos.
Mediram a quantidade de corrida voluntária diária que os animais fizeram, bem como sua resistência.
Analisaram os dados buscando atributos que pudessem explicar o desempenho: as diferenças nas populações de bactérias intestinais pareciam ser muito mais importantes.
Observaram que dar aos camundongos antibióticos de amplo espectro para se livrar de suas bactérias intestinais reduzia o desempenho de corrida em cerca de metade.
Descobriram duas espécies bacterianas intimamente ligadas a um melhor desempenho: Eubacterium rectale e Coprococcus eutactus.
Houve evidências de que os camundongos com melhor desempenho experimentaram uma “brisa do corredor” mais intensa –medida por uma redução na sensibilidade à dor– sugerindo que esse fenômeno também é pelo menos parcialmente controlado por bactérias intestinais.
Os pesquisadores querem continuar os estudos e pontuam que ele pode oferecer maneiras baratas, seguras e baseadas em dieta de fazer as pessoas comuns correrem e otimizar o desempenho dos atletas de elite, além de render métodos mais fáceis para modificar a motivação e o humor em casos de vício e depressão.
Mas e a libido?
Um estudo publicado em 2021 comparou os micróbios intestinais entre 24 mulheres com transtorno do desejo sexual hipoativo (DSH) e 22 mulheres sem ele.
Quem tinha DSH apresentou níveis mais baixos de bactérias Ruminococcaceae, mas uma maior abundância de bactérias Bifidobacterium e Lactobacillus. Além disso, verificou-se que os níveis de Ruminococcaceae estavam intimamente associados com a pontuação do desejo sexual em todos os indivíduos.
Outro estudo de 2021 comparou os microbiomas intestinais de 30 homens com disfunção erétil e 30 sem: quem tinha a disfunção reduziu significativamente a diversidade de bactérias intestinais em comparação com os homens saudáveis.
Além disso, há evidências científicas de que as bactérias intestinais estão ligadas à depressão, e é bem conhecido que a depressão pode afetar o desejo sexual de uma pessoa.
Para manter a microbiota em dia. Evite, ao máximo, a exposição aos antibióticos, invista em hábitos de vida saudáveis, o que inclui atividade física, dieta equilibrada e rica em fibras, com redução de açúcar e gorduras, além de sono reparador. O estresse e a ansiedade também devem ser controlados por meio da adoção de práticas de relaxamento ou meditativas.
Prefira o consumo de alimentos naturais, reduzindo drasticamente o consumo de aditivos alimentares como conservantes, aromatizantes e corantes; adoçantes artificiais; doces concentrados como o de leite, cocada, marmelada; todo tipo de bebidas gaseificadas ou sucos com adição de açúcar ou adoçantes artificiais; leite e derivados, exceção feita aos fermentados como iogurtes e alguns tipos de queijo.
Em casos específicos, a suplementação pode ajudar, mas lembre: é preciso saber qual seria o melhor tipo, a dose e o tempo de uso para você. Neste caso, na busca de equilíbrio da sua microbiota, só o médico e o nutricionista podem guiá-lo.
Menos de 20 dias após flexibilizar a rígida política de covid-zero, vigente no país há quase três anos, a China registrou na segunda-feira, 19, as primeiras mortes por coronavírus após flexibilização, ao mesmo tempo, em que hospitais e crematórios de vão ficando sobrecarregados por uma onda de casos sem precedentes. Após o levantamento das restrições, a epidemia de covid-19 explodiu na China. Mas seu alcance é “impossível” de determinar, admitem as autoridades, pois os testes de rastreamento não são mais obrigatórios. Especialistas temem que o país esteja mal preparado para a onda de infecções ligadas a essa reabertura, enquanto milhões de idosos e vulneráveis ainda não foram vacinados. Na segunda-feira, as autoridades relataram a morte de dois pacientes em Pequim, já na terça, foram cinco, segundo dados oficiais. As mortes estão aumentando, os crematórios ficam cada vez mais sobrecarregados, e s farmácias já estão ficando com falta de remédios para gripe.
De nordeste ao sudoeste, trabalhadores de crematórios de todo o país disseram que não conseguem acompanhar o aumento das mortes. Em Chongqing, cidade de 30 milhões de habitantes cujas autoridades pediram esta semana que pessoas com sintomas leves fossem trabalhar, um funcionário comentou que seu crematório ficou sem espaço para armazenar cadáveres. “O número de corpos aumentou nos últimos dias”, declarou, sem fornecer seu sobrenome. “Estamos muito ocupados, já não há espaço refrigerado para guardar cadáveres”, insistiu, embora sem relacionar diretamente este pico à covid. Em Guangdong, um funcionário de um crematório no distrito de Zengcheng disse que estavam cremando mais de 30 cadáveres por dia. “Recebemos corpos enviados de outros distritos. Não há outra opção”, relatou. “É três ou quatro vezes mais do que nos anos anteriores, estamos queimando cerca de 40 cadáveres por dia, quando antes era apenas uma dúzia”, declarou um trabalhador. Na cidade de Shenyang, no nordeste do país, um agente funerário informou que os corpos demoravam até cinco dias para serem enterrados porque os crematórios estavam “absolutamente saturados”.
Um dos principais epidemiologistas do país, Wu Zunyou, alertou que a China enfrenta “a primeira de três ondas” de covid-19 esperadas para este inverno. Espera-se que a onda atual dure até meados de janeiro, afetando principalmente as cidades, antes que as viagens relacionadas ao feriado do Ano Novo Lunar(22 de janeiro) desencadeiem uma segunda onda em fevereiro. O terceiro pico ocorrerá entre o final de fevereiro e meados de março, quando as pessoas infectadas durante as férias retornarem para seus locais de trabalho, disse Wu ao jornal econômico Caijing. O Departamento de Estado americanoafirmou na segunda que o aumento de casos na Chinaera uma preocupação internacional. “Agora sabemos que sempre que o vírus se espalha, fica fora de controle e tem o potencial de sofrer mutações e ameaçar pessoas em todos os lugares”, declarou o porta-voz Ned Price. “O balanço do vírus é preocupante para o resto do mundo, dado o tamanho do PIB da China”, acrescentou.
Um estudo divulgado neste sábado (17) pela União Europeia relatou o registro de 1.007 casos de inflamação do coração (miocardite) ou do revestimento do coração (pericardite) em crianças de cinco a 11 anos vacinadas com vacinas de mRNA contra Covid-19. Foram 901 casos após inoculação com a vacina da Pfizer e 106 com a Moderna.
As autoridades afirmam que a própria Covid representa um risco maior ao coração que essas vacinas. Ao todo, 16,1 milhões de crianças foram vacinadas com a vacina da Pfizer, e 34,1 milhões tomaram doses da vacina da Moderna. Entre bebês e crianças pequenas até quatro ou cinco anos, “não foram identificados casos de miocardite”, diz o relatório.
Sintomas comuns da inflamação são falta de ar, dor no peito e palpitações cardíacas, que são batimentos irregulares do coração.
O efeito colateral é um risco maior entre adolescentes e jovens adultos, especialmente do sexo masculino. Em uma amostra da Tailândia, 3% tinham sinais de miocardite, alguns deles não sentiam nada.
Uma análise recente de pesquisadores e bioeticistas condenou como imorais políticas de obrigatoriedade de doses de reforço implantadas por universidades. Um estudo anterior, da revista médica Lancet, indicou que 40% dos jovens com miocardite vacinal “completamente recuperados” continuavam com proibição médica de atividade física diária após 90 dias.
Em Feira de Santana, 31 pessoas aguardam por transferência para uma unidade hospitalar até esta segunda-feira (12). As vagas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado. Os pacientes estão distribuídos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas municipais.
Na UPA Queimadinha, uma mulher de 53 anos está há cinco dias esperando transferência para tratar um edema pulmonar. Na UPA Mangabeira, uma idosa de 69 anos está há 18 dias esperando regulação para tratar infecção do trato urinário.
Do total, 12 pacientes aguardam regulação na UPA Queimadinha, 7 na UPA Mangabeira e outros 12 distribuídos nas policlínicas municipais: Rua Nova (3), Tomba (1), Parque Ipê (1), Feira X (4) e George Américo (3).
REGULAÇÃO ESTADUAL
O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares conforme critério de gravidade e não proximidade, visando a democratização do acesso.
Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas.
Se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema para que o paciente tenha a assistência adequada.
Cara Delevingne admite que já sofreu com dependência de pornografia Imagem: Getty Images
A atriz e modelo Cara Delevingne, 30, admitiu que já sofreu com a dependência de pornografia, problema caracterizado por uma busca obsessiva pelo prazer sexual através da visualização de material pornográfico e/ou masturbação. Ao documentário “Planet Sex”, que vai ao ar em seis partes no canal britânico BBC a partir de hoje, ela contou que não conseguia ter orgasmos sem assistir conteúdos pornográficos.
“Eu era viciada em pornografia? Eu não assistia todos os dias, porque não precisava ter um orgasmo todos os dias. Só que eu precisava assistir para ter um (orgasmo), então, acho que à sua maneira, é um vício”, disse Delevingne. A atriz afirmou que a dependência a fez ter “menos respeito” e “uma relação sexual muito pior consigo mesma”.
Em entrevista ao VivaBem, a psiquiatra Sônia Palma, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, explicou que alguns questionamentos sobre a dependência de pornografia podem dar uma noção do quanto uma pessoa pode estar comprometida com o comportamento e ajudar a triar o diagnóstico da condição.
Em resumo, as questões, baseadas em critérios do DSM (Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais) e da OMS (Organização Mundial de Saúde), abordam:
Escalada: se houve aumento do uso de pornografia para conseguir a mesma satisfação, ou se a pessoa escalou para gêneros diferentes de pornografia ao longo do tempo;
Sintomas de abstinência: quando a pessoa interrompe o uso da pornografia e passa a experimentar sintomas físicos ou emocionais de abstinência, como irritabilidade, ansiedade, agitação, dores de cabeça, suor ou náuseas;
Dificuldade de controlar o uso: às vezes faz uso de mais pornografia ou por mais tempo do que gostaria;
Consequências negativas: continua a usar pornografia, apesar de ter percebido consequências negativas no humor, autoestima, saúde, trabalho ou família;
Perda de tempo e de energia: perda significativa de tempo procurando, usando, escondendo ou se recuperando do uso de pornografia;
Desejo de parar: se já pensou em reduzir ou controlar o uso de pornografia, e quais tentativas frustradas foram adotadas para parar ou controlar seu uso.
Por que consumir pornografia em excesso faz mal?
Assim como uma droga, a pornografia satisfaz um desejo imediato por meio da masturbação/orgasmo, mas o excesso pode trazer danos à saúde.
Além de afetar o desempenho nas relações sexuais, é comum que o tempo perdido com conteúdo erótico cause um distanciamento do indivíduo em relação à própria realidade e seus compromissos diários, gerando isolamento sociale agravando quadros depressivos, por exemplo.
Após notar os danos que a maneira como estava consumindo pornografia causaram em sua vida, Cara Delevingne percebeu que o conteúdo pornográfico “dá aos jovens uma visão distorcida de como o sexo e a intimidade deveriam ser”. Ela abandonou a pornografia ao perceber que o conteúdo fazia com que ela se sentisse “insensível”.
Tratamento inclui ajuda psicológica
Consumo excessivo de pornografia causa danos à saúdeImagem: Getty Images/iStockphoto
Para tentar controlar o comportamento obsessivo, a dica é limitar o número de masturbações diárias ou semanais. “Esses limites, reestruturações e dissociações são importantes para que você tente diminuir um pouco essa frequência”, diz o psiquiatra e colunista de VivaBem Jairo Bouer.
Em casos mais sérios, o tratamento funciona basicamente como em qualquer outro tipo de dependência: o ideal é que o dependente busqueterapia com psicólogo e acompanhamento com psiquiatra, ambos especializados em sexologia.
O uso de medicamentos é indicado se o paciente apresentar comorbidades como ansiedade, depressão e outros transtornos. A duração do tratamento varia de acordo com o quadro clínico apresentado.
Centros de Apoio
Alguns locais podem ajudar no tratamento. Veja a seguir:
O Inpa (Instituto de Psicologia Aplicada), localizado em Brasília, oferece atendimento presencial e online para os que desejam abandonar o vício em pornografia virtual.
Irmandade de ajuda mútua, para pessoas compulsivas de sexo, assim como apego sentimental desesperado. Dependentes de pornografia também podem buscar apoio no DASA, que conta com reuniões online via plataforma Zoom.
Núcleo especializado em Detox Digital e institucionalizado na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Conta com profissionais de saúde e outras especialidades.
Em Feira de Santana 303 pessoas foram diagnosticadas com o vírus HIV, de janeiro a novembro deste ano. Em 2021, foram 324 casos. A informação é do Centro Municipal de Referência em IST/HIV/AIDS, que atende 3.613 pessoas.
Nesta quinta-feira, 1 de dezembro é comemorado o Dia Mundial de Combate à Aids, que tem por função primordial alertar toda a sociedade sobre a doença. Anualmente, o órgão realiza a campanha Dezembro Vermelho, que chama atenção para a prevenção, diagnóstico precoce do HIV e do tratamento contra a Aids, além de outras infecções sexualmente transmissíveis.
“A proposta do Ministério da Saúde é realizar uma prevenção combinada, eu abrange o uso da camisinha externa (masculina) ou interna (feminina), gel lubrificante, diagnóstico e tratamento das infecções sexualmente transmissíveis (IST), testagem para HIV, sífilis e hepatites virais B e C, Profilaxias Pré e Pós-Exposição ao HIV (PrEP e PEP, respectivamente), imunização para HPV e hepatite B, prevenção da transmissão vertical de HIV, sífilis e hepatite B, tratamento antirretroviral (TARV) para todas as PVHA e redução de danos”, destaca Vanessa Sampaio, coordenadora do Centro Municipal de Referência em IST/HIV/AIDS .
Os pacientes diagnosticados são acompanhados por uma equipe multidisciplinar composta por médicos infectologistas, obstetras, ginecologista e pediatra, além de uma equipe de enfermeiros, psicólogos, odontólogos, assistente social e nutricionista.
A estimativa é de que 960 mil pessoas possuam o vírus HIV no Brasil. Desse percentual, 852 mil são diagnosticadas e 700 mil estão em tratamento. “Isso significa que 108 mil pessoas não conhecem a sua condição sorológica, por isso oferecemos a maior quantidade possível de testes, para que aquela pessoa conheça a doença e inicie o tratamento o mais rápido possível”.
Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA)
Feira de Santana, está entre seis municípios brasileiros escolhidos pelo Ministério da Saúde, no projeto que visa o fortalecimento da vigilância das infecções crônicas e sexualmente transmissíveis na atenção à saúde,
“Participar desse projeto é um ganho para o município, visto que é o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela equipe, que trabalha de forma coesa, buscando entender aquele paciente, suas limitações e o caminho que deve ser traçado no tratamento”.
As atividades de capacitação com os trabalhadores de saúde têm foco na melhoria do acesso da população atendida, tanto presenciais como à distância em 2023, fortalecendo o acesso dos usuários à rede de diagnóstico com a ampliação dos serviços ofertados pelo Centro de Testagem e Aconselhamento.
O Centro Municipal de Referência em IST/HIV/AIDS, que funciona no Centro de Saúde Especializado Dr. Leone Coelho Leda, na rua Professor Geminiano Costa, Centro.