Em Feira de Santana, 56 pessoas aguardam por transferência para uma unidade hospitalar até esta segunda-feira, 17. As vagas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado. Os pacientes estão distribuídos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas municipais.
Somente na UPA Queimadinha são 25 pacientes aguardando transferência. Dentre eles, um idoso de 78 anos, que espera há 16 dias transferência para tratar uma pneumonia. Na mesma unidade, um paciente de 42 anos, aguarda há 10 dias regulação para tratar problemas cardíacos.
Na UPA Mangabeira são 12 pacientes, como uma idosa de 89 anos, que está há quase um mês, exatamente, 29 dias esperando regulação para tratar complicações da diabetes. Além das UPAS, 19 pacientes estão distribuídos nas policlínicas municipais: Rua Nova (2), Parque Ipê (8), George Américo (5), São José (1) e Feira X (3).
REGULAÇÃO ESTADUAL
O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares conforme critério de gravidade e não proximidade, visando a democratização do acesso.
Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas.
Se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema para que o paciente tenha a assistência adequada.
Ainda distante da meta de vacinar 95% das crianças menores de 5 anos de idade – cerca de 11,5 milhões – contra a poliomielite no país, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez hoje (17) um novo apelo para que os pais ou responsáveis levem suas crianças às salas de vacinação. Nesta segunda-feira é comemorado o Dia Nacional da Vacina.
Até o momento, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a campanha imunizou 65,6% do público-alvo, cerca de 7,6 milhões de crianças. Apenas a Paraíba, com 95,09% das crianças imunizadas, atingiu a meta nacional. No Amapá, a imunização está em 90,8%, segundo a pasta.
“Desde o dia 7 de agosto, temos feito um apelo à nação brasileira para que levem suas crianças com menos de 5 anos para completar o esquema vacinal da pólio e a meta é de 95% de cobertura vacinal, das cerca de 15 milhões de crianças que são aptas a receber essas vacinas”, ressaltou o ministro.
Alerta O Brasil não registra casos de paralisia infantil desde 1989, mas com a queda das taxas de vacinação desde 2015, diversos órgãos ligados à saúde alertam para o risco de retorno da doença.
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), advertiu em setembro que esse risco é muito alto. “Precisamos vacinar a população, principalmente nossas crianças. É inaceitável que, em pleno século 21, nós tenhamos sofrimento das nossas crianças por doenças que já estão erradicadas há muito tempo”, acrescentou Queiroga.
De acordo com o Ministério da Saúde, a meta de cobertura vacinal contra a poliomielite em crianças menores de 1 ano não é atingida desde 2017.
Ao listar esforços das secretarias de saúde de muitos estados que ainda não atingiram a meta, como atendimento em horários ampliado e aos finais de semana, Marcelo Queiroga também destacou que a baixa adesão tem ocorrido no mundo todo e que o comportamento não é uma exclusividade do Brasil. Queiroga ressaltou ainda que as vacinas do calendário nacional seguem disponíveis nos 38 mil postos de saúde do Brasil.
Poliomielite A poliomielite ou pólio é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, chamado poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas. Nos casos mais graves da doença, também chamada de paralisia infantil, ela provoca o comprometimento do sistema nervoso, levando à paralisia de membros e alterações nos movimentos e pode até ser fatal.
O Ministério da Saúde adiantou que a vacina contra covid-19 da Pfizer – liberada para crianças de seis meses a menores de quatro anos – deve chegar ao Brasil na próxima semana.
“Nós estamos nas tratativas finais com relação à chegada das vacinas e a expectativa é de que elas já estejam no país em meados da próxima semana, na quarta-feira (26). Esse foi último dado que recebemos da própria empresa”, afirmou o secretário-executivo do ministério, Bruno Dalcolmo, sem especificar quantidade.
Pacientes estão sendo acompanhados pelo Centro Municipal de Referência
O Centro Municipal de Referência em Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), órgão da Secretaria Municipal de Saúde, identificou 218 casos de HIV, 206 de sífilis e 45 de hepatites virais entre o período de janeiro e agosto deste ano.
Os pacientes diagnosticados estão sendo acompanhados pelo Centro Municipal de Referência, localizado no Centro de Saúde Especializada Dr. Leone Coelho Lêda (CSE).
As ISTs podem ser transmitidas em toda e qualquer relação sexual – anal, oral e vaginal – desprotegida; transfusão de sangue contaminado; contato com seringas, agulhas e quaisquer outros materiais perfurocortantes infectados.
O preservativo é fundamental para a proteção e pode evitar o contágio. O material é disponibilizado gratuitamente pela Prefeitura de Feira de Santana na recepção do Centro de Referência ou em qualquer Unidade Básicas de Saúde (UBSs) e de Saúde da Família (USFs).
É importante destacar que além do preservativo, outros métodos de prevenção também são realizados, como a Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP), medicação que pode ser tomada até 72h depois da exposição a uma situação de risco.
O serviço pode ser encontrado no Centro de Referência IST/HIV/AIDS, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Queimadinha e Mangabeira, no Hospital Clériston Andrade (HGCA) e no Hospital Estadual da Criança (HEC).
OUTUBRO VERDE
As ações de conscientização estão sendo intensificadas pela Prefeitura de Feira no Outubro Verde, mês de prevenção e combate à sífilis congênita. Durante a campanha, também são realizados testes rápidos de sífilis e hepatite, distribuição de preservativos, ações educativas para sensibilizar a população sobre as medidas de cuidado, assistência e proteção dos direitos das pessoas infectadas.
Em Feira de Santana, entre janeiro e setembro, foram realizados 23.573 atendimentos de saúde mental nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Do total, 5.777 atendimentos psicológicos e 17.796 psiquiátricos. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde.
Na avaliação da coordenadora da Rede de Saúde Mental, Regicelia Silva, os índices são considerados positivos. Além dos pacientes, as famílias também recebem suporte psicológico nas unidades.
“Aqueles que cuidam necessitam de cuidados. Quando uma pessoa adoece, todos ao redor são afetados e se abalam, principalmente os mais próximos, que estão enfrentando o problema no dia a dia. Neste ano, já realizamos 7.371 atendimentos às famílias”, destacou.
No município, 42.727 pessoas estão cadastradas nos cinco CAPS. São atendidos pacientes com transtornos mentais, como ansiedade, depressão e distúrbios comportamentais provocados pelo uso de substâncias psicoativas (álcool e outras drogas).
No total, foram 339 óbitos registrados entre 1º de janeiro e 30 de setembro de 2022; em média, uma morte foi registrada a cada 19 horas
Mais de 300 pessoas morreram neste ano na fila da regulação enquanto esperavam por uma vaga na rede estadual de saúde pública, somente na região de Feira de Santana. Desde o início de 2022, foram 339 óbitos registrados entre 1º de janeiro e 30 de setembro, o que representa uma média de uma morte a cada 19 horas.
Os casos são investigados pelo Ministério Público estadual (MP-BA), que solicitou da Secretaria Municipal de Feira de Santana, em agosto passado, a série histórica dos últimos seis meses com os pedidos de regulação para hospitais do Governo da Bahia oriundos das unidades do município. Um documento com todas as 339 solicitações de vagas em leito hospitalar foi enviado pela secretaria ao MP-BA.
Em média, as pessoas que morreram esperaram por cinco dias na fila de regulação, sem obter uma vaga na rede estadual. Há casos de óbitos em que a demora por um leito hospitalar chegou a quase um mês. Em outros, os óbitos ocorreram no mesmo dia da entrada do paciente no sistema. Os pacientes sofriam desde problemas respiratórios, como pneumonia, até quadros de risco imediato, como AVC, infarto e parada cardiorespiratória.
A situação ocorrida na região de Feira expõe o problema da fila da regulação, presente também em outras localidades da Bahia. Em diversos municípios do estado, se espalham queixas e relatos de pessoas que aguardam dias e até semanas por um leito hospitalar, além de casos de pacientes que não resistem à espera e morrem em unidades básicas de atendimento, que não têm estrutura para cuidar de casos graves.
Em Sapeaçu, no Recôncavo baiano, por exemplo, dois casos chamaram a atenção recentemente. No último dia 5, uma adolescente morreu no hospital municipal aguardando uma vaga na rede estadual, que é administrada pelo Governo da Bahia. No mesmo local, uma idosa faleceu após 15 dias de espera por um leito, de acordo com a prefeitura.
Outro caso que ganhou visibilidade ocorreu em Piatã, na Chapada Diamantina, onde um homem de 55 anos morreu após oito dias de espera na fila da regulação. Ele sofreu um infarto agudo do miocárdio e precisava de atendimento hospitalar.
Casos em Feira
Dentre os 339 casos registrados em Feira de Santana, a maior espera foi de uma pessoa com diagnóstico de insuficiência respiratória, que ficou 25 dias aguardando um leito num hospital do governo do estado em uma UPA de Feira de Santana. O segundo caso mais demorado foi de um paciente diagnosticado com desidratação que ficou 23 dias aguardando na fila da regulação.
No documento enviado ao Ministério Público, constam também alguns prontuários de atendimento dos pacientes que mostram os pedidos de regulação e a negativa do estado por falta de vaga hospitalar. Em um destes casos, um paciente deu entrada em uma policlínica de Feira no dia 7 de abril e aguardou uma vaga até o dia 16, quando não resistiu e faleceu.
Em outra situação, uma pessoa que sofria de doença renal e fazia diálise deu entrada em outra policlínica. No prontuário consta que o caso havia se agravado, o que exigia um internamento em UTI. Após oito dias de espera, o paciente faleceu.
Em março, a morte de uma idosa de 82 anos ganhou repercussão no estado, inclusive com cobertura da imprensa. Ela sofreu um infarto e morreu após aguardar três dias por uma vaga numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Beber duas a três xícaras por dia da maioria dos tipos de café pode protegê-lo de doenças cardiovasculares e uma morte precoce, segundo um novo estudo.
“Os resultados sugerem que a ingestão leve a moderada de café moído, instantâneo e descafeinado deve ser considerada parte de um estilo de vida saudável”, disse o autor do estudo, Peter Kistler, chefe de pesquisa de eletrofisiologia clínica do Baker Heart and Diabetes Institute e chefe de eletrofisiologia do Alfred, Hospital em Melbourne.
Pesquisadores descobriram “reduções significativas” no risco de doença cardíaca coronária, insuficiência cardíaca congestiva e acidente vascular cerebral para todos os três tipos de café.
No entanto, apenas café moído e instantâneo com cafeína reduziu o risco de batimentos cardíacos irregulares chamados arritmia. O café descafeinado não diminuiu esse risco, de acordo com o estudo publicado quarta-feira (28) no European Journal of Preventive Cardiology.
Estudos anteriores também descobriram que quantidades moderadas de café preto – entre 3 e 5 xícaras por dia – demonstraram reduzir o risco de doenças cardíacas, bem como Alzheimer, Parkinson, diabetes tipo 2 , doenças hepáticas e câncer de próstata.
“Este manuscrito se soma ao corpo de evidências de ensaios observacionais que associam o consumo moderado de café à cardioproteção, o que parece promissor”, disse Charlotte Mills, professora de ciências nutricionais da Universidade de Reading, no Reino Unido, em um comunicado.
No entanto, este estudo, como muitos no passado, foi apenas observacional por natureza e, portanto, não pode provar uma causa e efeito diretos, acrescentou Mills, que não esteve envolvido no estudo.
“O café faz você saudável ou as pessoas inerentemente mais saudáveis consomem café?” ela perguntou. “Ensaios controlados randomizados são necessários para provar a relação entre café e saúde cardiovascular”.
Café moído e cafeinado reduziu o risco mais O estudo usou dados do UK Biobank, um banco de dados de pesquisa que continha as preferências de consumo de café em quase 450 mil adultos que estavam livres de arritmia ou outras doenças cardiovasculares no início do estudo.
Eles foram divididos em quatro grupos: aqueles que gostaram de café moído com cafeína, aqueles que escolheram café descafeinado, aqueles que preferiram café instantâneo com cafeína e aqueles que não tomaram café.
Após uma média de 12,5 anos, os pesquisadores analisaram os registros médicos e de óbitos em busca de relatos de arritmia, doença cardiovascular, acidente vascular cerebral e morte.
Após o ajuste para idade, diabetes, etnia, pressão alta, obesidade, apneia obstrutiva do sono, sexo, tabagismo e consumo de chá e álcool, os pesquisadores descobriram que todos os tipos de café estavam associados a uma redução na morte por qualquer causa.
O fato de o café com cafeína e descafeinado ser benéfico “pode sugerir que não é simplesmente a cafeína que poderia explicar qualquer redução associada no risco”, disse Duane Mellor, nutricionista e professor sênior da Aston University Medical School, em Birmingham, em Reino Unido, em comunicado. Ele não participou do estudo.
“A cafeína é o constituinte mais conhecido do café, mas a bebida contém mais de 100 componentes biologicamente ativos”, disse Kistler, que ocupa cargos conjuntos como professor de medicina na Universidade de Melbourne e na Universidade Monash.
“É provável que os compostos não cafeinados tenham sido responsáveis pelas relações positivas observadas entre o consumo de café, doenças cardiovasculares e sobrevivência”, disse Kistler.
Beber duas a três xícaras de café por dia foi associado à maior redução na mortalidade precoce, em comparação com pessoas que não bebiam café, de acordo com o comunicado. O consumo de café moído reduziu o risco de morte em 27%, seguido por 14% para o descafeinado e 11% para o café solúvel com cafeína.
A ligação entre café e um risco reduzido de doenças cardíacas e derrame não foi tão robusta: beber duas a três xícaras por dia de café moído reduziu o risco em 20%, enquanto a mesma quantidade de café descafeinado reduziu o risco em 6% e instantâneo em 9 %.
Os dados mudaram quando se tratava do impacto do café nos batimentos cardíacos irregulares: quatro a cinco xícaras por dia de café moído com cafeína reduziram o risco em 17%, enquanto duas a três xícaras por dia de café instantâneo reduziram a probabilidade de arritmia em 12%, disse o comunicado.
Mais estudos necessários Uma limitação do estudo foi que o consumo de café foi auto-relatado em um único momento, disse Annette Creedon, cientista nutricional e gerente da British Nutrition Foundation, que é parcialmente financiada por produtores de alimentos, varejistas e empresas de serviços de alimentação.
“Este estudo teve um período médio de acompanhamento de 12,5 anos, durante o qual muitos aspectos da dieta e estilo de vida dos participantes podem ter mudado”, disse Creedon em comunicado. Ela não fez parte da pesquisa.
Além disso, o café pode produzir efeitos colaterais negativos em algumas pessoas, acrescentou. Pessoas com problemas de sono ou diabetes não controlada, por exemplo, devem consultar um médico antes de adicionar cafeína à dieta.
Esses efeitos colaterais negativos “podem ser particularmente relevantes para indivíduos sensíveis aos efeitos da cafeína”, disse Creedon. “Assim, as descobertas deste estudo não indicam que as pessoas devam começar a beber café se ainda não o bebem ou que devem aumentar seu consumo”.
A maioria dos estudos está focada nos benefícios para a saúde do café preto e não leva em consideração os açúcares extras, cremes, leites e aditivos processados que muitas pessoas usam no café.
“Uma simples xícara de café, talvez com um pouco de leite, é muito diferente de um latte grande aromatizado com calda e creme adicionado”, disse Mellor.
Além disso, a forma como o café é fabricado também pode afetar seus benefícios para a saúde. O café filtrado pega um composto chamado cafestol que existe na parte oleosa do café. Cafestol pode aumentar o colesterol ruim ou LDL (lipoproteínas de baixa densidade).
No entanto, usar uma prensa francesa, cafeteira turca ou café fervente (como geralmente é feito nos países escandinavos), não remove o cafestol.
E, por fim, os benefícios do café não se aplicam às crianças — mesmo os adolescentes não devem tomar refrigerantes de cola, cafés, energéticos ou outras bebidas com qualquer quantidade de cafeína, segundo a Academia Americana de Pediatria.
Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (06), a incorporação de cinco novos medicamentos no programa para distribuição gratuita à população. Os fármacos são para controle de hipertensão arterial e diabetes e chegam em momento que 62,5% das cidades brasileiras enfrentam falta crônica de remédios ofertados à população.
O dado consta em pesquisa divulgada em setembro pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Conforme o Ministério, serão incluídos na lista de medicamentos: Besilato de Anlodipino 5 mg, Succinato de Metoprolol 25 mg, Espironolactona 25 mg e Furosemida 40 mg – todos voltados ao controle de pressão. Já o Dapagliflozina 10 mg será oferecido, conforme a pasta, em “modalidade copagamento” para controle de diabete tipo 2 associada às doenças cardiovasculares.
A previsão é que os fármacos já estejam disponíveis até o final de outubro, assegurou o Ministério, que projeta 2,7 milhões beneficiadas com a disponibilização dos novos remédios. Em Belo Horizonte, a unidade de distribuição do Farmácia Popular está localizada na avenida Nossa Senhora de Fátima, nº 2.777, ao lado da estação Carlos Prates, na região Noroeste.
A quarta dose da vacina contra a Covid-19 já está disponível para pessoas acima de 18 anos, que tenham recebido a terceira dose há pelo menos quatro meses. Em Feira de Santana, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, 83.494 pessoas já foram imunizadas com esse reforço.
“Temos uma baixa grande nos casos da doença e isso se dá com a imunização. Recebemos uma remessa de vacinas do Ministério da Saúde, destinada a esse público e a população já pode se dirigir aos postos. É importante que o ciclo vacinal seja concluído”, explica a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia.
Para receber o imunizante é preciso, além de estar no período recomendado pelo Ministério da Saúde, apresentar RG, CPF, cartão do SUS, caderneta de vacinação (com registro das três doses) e comprovante de residência.
De segunda a sexta-feira a aplicação das doses é realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e de Saúde da Família (USFs), localizadas nas zonas urbana e rural. Em Feira de Santana, 573.628 pessoas tomaram a primeira dose contra a Covid, 524.781 a segunda aplicação e 320.033 a terceira.
Confira os locais e horários de vacinação:
A vacinação acontece nas Unidades de Saúde da Família da sede CSU, Caseb II, Baraúnas, Jardim Cruzeiro, Alto do Papagaio, Asa Branca III, Campo Limpo II, Aviário I e II, Conceição II, Feira VI – I e II, Panorama I e II, George Américo III, IV e Campo Limpo IV, Santo Antônio dos Prazeres I e II, Tomba I e III, Expansão do Feira IX-I, Viveiros, Feira X-III e IV, das 8h às 16h e nas Unidades de Saúde da Família, vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h.
Também haverá imunização em todas as Unidades de Saúde da Família dos distritos: Alecrim Miúdo, Alto do Rosário 1 e 2, Bonfim de Feira, Candeal, Fulô, Galhardo, Jenipapo, Humildes 1, Humildes 2, Ipuaçu, Jaguara 1 e 2, Jaíba, Limoeiro, Mantiba, Matinha, Pé de Serra, Rosário, São Cristóvão, São José 1 e 2, Tanquinho de Humildes, Terra Dura e Tiquaruçu, das 8h às 16h, e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Cassa, Caseb I, Dispensário Santana, Irmã Dulce, Mangabeira, Serraria Brasil e Subaé a imunização acontece das 8h às 17h.
Consumo moderado de álcool entre pessoas com mais de 60 anos oferece efeito protetor contra doença
Cientistas da Universidade de New South Wales, na Austrália, descobriram que o consumo moderado de cerveja entre pessoas com mais de 60 anos pode oferecer um efeito protetor contra a demência. A doença se caracteriza pela diminuição lenta e progressiva da função mental.
Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Addiction. Para concluir o trabalho, os cientistas utilizaram informações de quase 25 mil indivíduos que fizeram parte de 15 estudos epidemiológicos conduzidos em todos os continentes.
Segundo a equipe, houve uma incidência de casos de demência até 38% menor entre aqueles que bebiam moderadamente, em comparação com os participantes da pesquisa que não ingeriam a bebida alcoólica.
Já no caso dos que bebiam, mas que deixaram de consumir, os cientistas perceberam que não houve diferenças significativas na incidência de quadros da doença, quando comparados aos que nunca tiveram o hábito.
Abstinência e demência
Além desse estudo, uma equipe de pesquisadores da França e do Reino Unido publicou um trabalho no jornal científico British Medical Journal (BMJ). Nesse documento, eles chegaram à conclusão que beber cerca de duas latas ou taças de vinho por dia pode levar a uma incidência 47% menor de demência, em comparação aos que não ingerem álcool. No entanto, o consumo maior do que isso pode aumentar o risco em 17%.
“O estudo atual encontrou evidências consistentes para sugerir que a abstinência de álcool na vida adulta está associada ao aumento do risco de demência internacionalmente”, escreveram os pesquisadores. “Esses achados precisam ser equilibrados com evidências de neuroimagem, sugerindo que mesmo níveis baixos de uso de álcool estão associados a uma pior saúde cerebral, bem como as relações dose-resposta entre o uso de álcool e outros resultados de saúde, incluindo alguns tipos de câncer. Por essas razões, não é recomendado aconselhar aqueles que atualmente se abstêm a começar a beber”.
Medida é resultado do monitoramento de atendimento, que avalia as operadoras a partir de reclamações assistenciais
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) divulgou nesta segunda-feira (26) a lista de planos de saúde que terão a venda temporariamente suspensa devido a reclamações relacionadas a cobertura assistencial.
A medida faz parte do Monitoramento da Garantia de Atendimento, que acompanha regularmente o desempenho do setor e atua na proteção dos consumidores. Nesse ciclo, a ANS determinou a suspensão de 70 planos de 13 operadoras devido a reclamações efetuadas no segundo trimestre.
A proibição da venda começa a valer na próxima sexta-feira (30). Segundo a agência, ao todo, 1.664.068 beneficiários ficam protegidos com a medida, já que esses planos só poderão voltar a ser comercializados para novos clientes se as operadoras apresentarem melhora no resultado no monitoramento.
Além das suspensões, a ANS divulga a lista de planos que poderão voltar a ser comercializados. Nesse ciclo, 40 planos de 7 operadoras terão a venda liberada pelo Monitoramento da Garantia de Atendimento.