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É a primeira vez que uma cidade do interior sedia o Congresso Norte-Nordeste de Cirurgia Cardiovascular. Feira de Santana recebe nesta sexta (25) e sábado (26) grandes cirurgiões cardiovasculares de todo o país, a exemplo do presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, João Carlos Leal; Fernando Kubrusly (PR); Diego Gaia (SP); e Jocerlano Sousa (PI). Está confirmada também a presença da secretária de Saúde da Bahia, Adélia Pinheiro. A programação será realizada no Hotel Íbis, com início às 8 horas e encerramento às 18h. Já no sábado (26), será de 8h às 12h30.

Responsável pela conquista para Feira de Santana, o presidente da Sociedade Norte-Nordeste de Cirurgia Cardiovascular ressalta que é importante que as cidades estejam preparadas para prestarem a melhor assistência possível aos pacientes que precisam do suporte de cirurgia cardiovascular. E hoje Feira de Santana ocupa esse lugar. “Trazer um evento de qualificação profissional como este para a nossa região é extremamente gratificante e todos ganham: profissionais de saúde, estudantes e comunidade”, frisa.


O Hospital Dom Pedro de Alcântara, HDPA, mantido pela Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana, conquistou três programas de residência médica – nas áreas de Cardiologia, Ortopedia e Traumatologia e Administração em Saúde. Nesta terça-feira, 22, os atos autorizativos da Comissão Nacional de Residência Médica foram publicados no site do Ministério da Educação (link no final da matéria).

“Esta é uma conquista histórica para a nossa instituição. A Santa Casa de Feira já auxilia muito a saúde do nosso estado, com um amplo leque de serviços de alta complexidade prestados em nossas unidades, o HDPA e HCardio. E agora, vamos contribuir também para a formação de novos especialistas médicos do nosso país. Com a oferta das residências, o atendimento à população se torna ainda mais qualificado”, destaca o provedor da entidade, médico Rodrigo Matos.

Até a aprovação dos programas, a instituição obedeceu a um longo processo de ajustes internos e organização das unidades hospitalares a fim de receber a visita dos avaliadores da Comissão Nacional, o que ocorreu no último mês de outubro. O parecer favorável foi encaminhado para a Câmara Técnica do colegiado que, após a avaliação do processo, acatou a decisão dos avaliadores e autorizou as três residências médicas.

O programa de residência médica em Cardiologia será o primeiro de Feira de Santana e o segundo do interior da Bahia; o de Administração em Saúde é inédito em todo o Estado, com o HDPA apto a desenvolver a especialização; já o de Ortopedia e Traumatologia será o segundo programa do município.

O HDPA, hospital mais antigo de Feira de Santana, é referência na Bahia na assistência médica em Oncologia e Transplante Renal; já o HCardio, também ligado à Santa Casa, é referência em cardiologia e outras especialidades, urgência e emergência.

Residência Médica
A residência médica é um tipo de pós-graduação destinada apenas aos médicos. O termo só pode ser empregado nas especializações realizadas por instituições credenciadas pelo Ministério da Educação, ou seja, que estejam regularmente inscritas e aprovadas pela União.


A Secretaria Municipal de Saúde intensificou a testagem para diagnóstico da covid-19 após o aumento do número de casos registrados no início deste mês. Nessa segunda-feira (21), dos 190 testes realizados nas unidades de saúde de Feira de Santana, 90 foram positivos – valor correspondente a 47,3%.

Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia, a tendência é que os números de casos subam. “Estamos impulsionando a testagem e desenvolvendo ações que estimulem a realização do exame para fazer o rastreio de casos da doença e, assim, direcionar as ações de combate da melhor forma no município”, pontuou.

A vacinação também foi reforçada. Além da aplicação já feita nas ações de saúde, como a última no Shopping Popular em que 162 pessoas foram imunizadas, a vacina contra covid para adultos e crianças segue disponível em todas as unidades.

“É importante lembrar que as pessoas que ainda não se vacinaram podem se dirigir a unidade de saúde mais próxima para serem imunizadas. Além de salvar vidas, a vacina é um pacto coletivo, para termos segurança precisamos do maior número de pessoas vacinadas”, alertou a coordenadora.
De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado nessa segunda-feira (21), dos 90 casos de covid confirmados, apenas dois são pacientes internados com quadro estável.

ONDE REALIZAR O TESTE

Pessoas com sintomas gripais ou da Covid-19 devem procurar as unidades de saúde de seu bairro de abrangência para fazer o teste de antígeno- que colhe amostra nasal. O exame é realizado de segunda a sexta-feira, por ordem de chegada.

Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas municipais são realizados o RT-PCR e o teste de antígeno. O serviço é disponibilizado gratuitamente todos os dias, das 7h às 19h.

*Secom


Foto: Thiago Paixão

Aplicação de todas as doses destinada somente a adultos 

Nesta sexta-feira (18) a aplicação de todas as doses da vacina contra Covid será disponibilizada para pessoas a partir de 18 anos, das 8h às 12h, no Shopping Popular. Simultaneamente, no estacionamento da Prefeitura, exames para diagnóstico da doença serão realizados das 8h às 12h e das 14h às 16h. A iniciativa é da Prefeitura de Feira. 

A estratégia de vacinação adotada pelo Governo Municipal se dá no mês em que houve aumento de casos diagnosticados para a doença e será intensificada em outros bairros do município, explica a diretora de Rede Própria da Secretaria de Saúde, Joana Queiroz.

“Convocamos toda a comunidade para receber a vacina. Quem estiver passando pelo local, trabalhadores ou frequentadores do entreposto comercial são convidados. No estacionamento da Prefeitura vamos disponibilizar o antígeno que dá o resultado em 15 minutos e o RT-PCR. É importante fazer o exame, incentivar os colegas e manter a vacinação em dia”, orienta.

No local NÃO haverá a imunização para o público infantil, mas a aplicação segue nas 104 salas de vacina, localizadas nas unidades de saúde da zona urbana e rural, que funcionam de segunda a sexta-feira.

TESTAGEM NO DOMINGO

No domingo (20) também serão disponibilizados exames para diagnóstico da Covid. Desta vez, pela manhã na sede da Secretaria Municipal de Saúde. A estratégia é para imunizar o público que trabalha na Feira Livre da Estação Nova, na avenida João Durval Carneiro.

MATÉRIA ATUALIZADA ÀS 18H34


Henrique Salvador, receberá as Palmas Acadêmicas, honraria máxima da entidade,

 A Academia Mineira de Medicina (AMM) irá conceder ao presidente da Rede Mater Dei de Saúde, Henrique Salvador, as Palmas Acadêmicas, honraria máxima da entidade, que serão outorgadas por indicação dos Acadêmicos e seleção pela Comissão de Láureas. A homenagem será realizada durante a Sessão Solene Comemorativa do 520 aniversário da AMM, nesta sexta-feira (18), às 20h, no Teatro Oromar Moreira, à Avenida João Pinheiro, 161, Centro, Belo Horizonte.

As Palmas Acadêmicas são concedidas aos Membros Titulares ou Eméritos que tenham se distinguido em atividades científicas, de ensino médico e de mérito social. “É um orgulho para mim receber essa honraria. Divido essa homenagem com toda a comunidade Mater Dei que trabalha incansavelmente em benefício dos nossos pacientes. É impressionante o comprometimento de todos e a capacidade de responder às necessidades dos nossos clientes de maneira mobilizadora. Por isso, buscamos, sempre, a atualização permanente por meio da integração das equipes médicas e assistenciais para que todos tenham o mesmo espírito de servir e o compromisso com a excelência assistencial. Seja através de discussão de casos clínicos, publicações e reuniões científicas, acompanhamento de médicos residentes até dando apoio às comunidades às quais estamos inseridas”, afirma Henrique Salvador, Acadêmico ocupante da Cadeira 65 da AMM.

Informações Bahia Econômica


iStock
Imagem: iStock

De acordo com a Cleveland Clinic, os ataques de pânico noturnos acontecem à noite, fazendo com que você acorde com medo e possa ter dificuldade para respirar, taquicardia e até suar profusamente. Se você já sofre com ataques ou transtornos de pânico, saiba que pode ser mais propenso a ter esses sinais noturnos.

Como os ataques de pânico diurnos, você pode tomar medidas para aliviar a angústia intensa ou o medo e outros sintomas e, vale reforçar que, se isso acontecer regularmente, é importantíssimo, junto ao médico, encontrar tratamentos que possam ajudar a interromper os ataques de pânico.

Os principais sintomas de um ataque de pânico a qualquer hora do dia podem ser divididos em três categorias. Para ser classificado, é preciso deve ter quatro ou mais desses sintomas diferentes ao mesmo tempo, como:

Não está claro o que causa ataques de pânico ou por que 1 em cada 75 pessoas desenvolve a condição crônica conhecida como transtorno do pânico. Pesquisadores sugerem que algo afeta como seu cérebro e sistema nervoso percebem e processam o medo e a ansiedade. 

A maioria dos ataques de pânico acontece durante o dia, geralmente quando uma situação não ameaçadora desencadeia uma resposta de pânico. Da mesma forma, os ataques de pânico noturnos não têm base na situação.

Os pesquisadores identificaram fatores subjacentes que podem aumentar o risco de um ataque de pânico noturno, entretanto, mesmo assim, nem todas as pessoas com os fatores de risco acordarão com um ataque de pânico. Podemos elencar algumas questões, como:

Algumas condições e distúrbios subjacentes podem aumentar as chances de um ataque de pânico, como o distúrbio de ansiedade generalizada, transtorno de estresse agudo, transtorno de estresse pós-traumático, transtorno obsessivo-compulsivo e indivíduos com fobias específicas.

O que acontece muito é o ciclo do pânico, em que o medo de ter outro ataque aumenta a ansiedade, levando à perda de sono, aumento do estresse e maior risco de mais episódios de pânico. Os sintomas do ataque de pânico noturno costumam atingir o pico em menos de 10 minutos e diminuem, mas depois as pessoas podem demorar a dormir novamente.

Embora os ataques sejam desagradáveis, eles não são perigosos —como já reforcei aqui. Os sintomas são incômodos e assustadores, mas essas medidas de tratamento ajudam a reduzi-los e/ou pará-los completamente:

Se você tiver ataques de pânico regulares, converse com seu médico sobre tratamentos que podem ajudar a reduzir a frequência e evitar que eles aconteçam no futuro. Esses tratamentos incluem a TCC (terapia cognitivo comportamental) e até estratégias medicamentosas.

É importante buscar ajuda médica quando você está tendo mais de dois ataques de pânico em um mês, tem dificuldade para dormir ou descansar por medo de acordar com outro ataque de pânico, mostra outros sintomas que podem estar relacionados aos ataques de pânico (como transtornos de ansiedade ou de estresse).

Referências:

Cleveland Clinic. Nocturnal Panic Attacks. Disponível em: https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/22776-nocturnal-panic-attacks

Levitan MN, Nardi AE (2009) Nocturnal panic attacks: clinical features and respiratory connections, Expert Review of Neurotherapeutics, 9:2, 245-254, DOI: 10.1586/14737175.9.2.245

Miniati M, Palagini L, Maglio A, Marazziti D, Dell’Osso L. (2020). Can sleep disturbance be a cue of mood spectrum comorbidity? A preliminary study in panic disorder. CNS Spectrums, 25(1), 32-37. doi:10.1017/S1092852918001700

Cervena K, Matousek M, Prasko J, Brunovsky M et al. Sleep disturbances in patients treated for panic disorder. Sleep Medicine. Volume 6, Issue 2, March 2005, Pages 149-153.

Informações UOL


Variante é uma evolução da sublinhagem BA.5.3.1 e compartilha algumas das mutações encontradas na última variante notável, a BQ.1. Não foi identificada uma associação com aumento de casos graves ou mortes por Covid.

Aplicação de vacina contra a Covid em Ribeirão Preto — Foto: Valdinei Malaguti/EPTV

Aplicação de vacina contra a Covid em Ribeirão Preto — Foto: Valdinei Malaguti/EPTV 

A Rede Genômica Fiocruz identificou o surgimento de uma nova variante do coronavírus no estado do Amazonas. Chamada de BE.9, trata-se de uma versão da ômicron. 

Segundo o pesquisador Tiago Gräf, da Rede Genômica, a variante “fez ressurgir a Covid-19 no Amazonas” e não se sabe se ela poderá fazer o mesmo no resto do Brasil. 

Os estudos da fundação se iniciaram depois que o estado do Amazonas passou por um repique de casos desde metade de outubro. Dados da Fiocruz mostram que a média móvel semanal do estado passou de 230 casos para cerca de 1 mil. 

Segundo a Fiocruz, a BE.9 é uma evolução da sublinhagem BA.5.3.1, uma ômicron da linhagem BA.5. A subvariante compartilha algumas das mutações encontradas na última variante notável, a BQ.1. 

“O que ocorre no estado tende a se repetir em outras regiões e pode estar acontecendo novamente”, diz Gräf, em nota da Fiocruz.

O especialista foi responsável pela análise da variante, encontrada pela equipe do virologista Felipe Naveca, da Fiocruz Amazônia. A equipe de Naveca sequenciou mais de 200 genomas do Sars-CoV-2 de setembro e outubro, para encontrar a nova variante. 

“A BE.9 e a BQ.1.1 têm suas diferenças em outras regiões do genoma, mas na [proteína] spike são muito similares. É por isso que é muito importante que monitoremos de perto a BE.9”, diz Gräf.

Os pesquisadores, contudo, reforçam o otimismo pelo fato de casos graves não acompanharem as curvas de contágio. Por enquanto, nenhuma das duas parece provocar o aumento relevante de hospitalizações e mortes. 

‘Aumento muito agudo de casos que a gente não viu na onda anterior’, diz infectologista Luana Araújo sobre momento da Covid no Brasil

‘Aumento muito agudo de casos que a gente não viu na onda anterior’, diz infectologista Luana Araújo sobre momento da Covid no Brasil

Informações G1


Orientação ocorre após aumento de casos da doença no Brasil

A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde publicou nota técnica neste sábado (12), em que recomenda o uso de máscara pela população e a adoção de outras medidas, como ampliação da vigilância genômica, por estados e municípios. O documento foi motivado pelo avanço recente de casos de Covid-19 no país.

Conforme a secretaria, entre os dias 6 e 11 deste mês, foram notificados 57,8 mil casos de Covid pelas Secretarias Estaduais de Saúde ao Ministério da Saúde. Com isso, a média móvel dos últimos sete dias subiu para 8,5 mil casos diários, o que representa aumento de 120% em relação ao índice da semana anterior (3,8 mil).

No caso das mortes por Covid, foram 314, também entre os dias 6 e 11 deste mês. Nesse período, a média móvel diária de óbitos pela doença, calculada em relação aos últimos sete dias, saltou para 46, o que equivale um aumento de 28% em comparação com a semana anterior (36).

A nota técnica, segundo a secretaria, trata-se de um alerta “acerca do aumento do número de casos de Covid-19 e circulação de novas linhagens da Variante de Preocupação (VOC) Ômicron”, com ênfase nas sublinhagens BQ.1 e BA.5.3.1.

O órgão técnico complementa que, neste momento, não há dados epidemiológicos que indicam aumento na gravidade da doença.

– O impacto das alterações imunológicas observadas no escape da vacina ainda não foi estabelecido – afirma a nota técnica.

Ainda assim, diante do aumento de casos de Covid, a pasta orienta às vigilâncias epidemiológicas estaduais e municipais uma série de medidas. Entre elas, destacam-se a recomendação de intensificação da vigilância genômica, enviando amostragem de exames com RT-PCR detectáveis para sequenciamento, e também o alerta à população quanto à situação da pandemia.

A secretaria recomenda que a população seja orientada a fazer higienização frequente das mãos com álcool 70% ou água e sabão e que adote o uso de máscaras de proteção facial, especialmente em locais fechados. A orientação vale sobretudo para indivíduos com fatores de risco e pessoas que tiveram contato próximo com casos confirmados de Covid.

O documento também reforça a necessidade de se fazer o isolamento de casos suspeitos e confirmados para Covid-19 e também de se buscar completar o esquema vacinal, “com especial atenção às doses de reforço”.

Somente o estado de São Paulo tem cerca de 9 milhões de pessoas com terceiras doses atrasadas.

Diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o médico Renato Kfouri destaca que, toda vez que há aumento de circulação de doenças respiratórias em geral, o uso de máscara cumpre função importante de proteção.

– Usar máscara sempre em ambientes fechados, onde é inevitável a aglomeração, é fundamental – afirma.

O médico reforça que, por mais que o país não esteja mais em um momento de obrigatoriedade, a orientação do uso é bem-vinda. “Completar a vacinação, incluir crianças (na campanha de imunização), usar mácaras e propiciar tratamentos para aqueles que não respondem às vacinas” são algumas das medidas importantes de serem adotadas neste momento, destaca Kfouri.

*AE


Tripledemia é a coexistência de três epidemias virais - ArtistGNDphotography/iStock
Tripledemia é a coexistência de três epidemias virais Imagem: ArtistGNDphotography/iStock

Depois de causar preocupação ao sistema de saúde dos Estados Unidos, as infecções respiratórias causadas pela epidemia de três diferentes vírus, a chamada “tripledemic” —ou tripledemia—, também alertam infectologistas no Brasil.

Tripledemia é a coexistência de três epidemias virais respiratórias. Os vírus são: Sars-Cov-2, causador da covid-19, VRS (vírus sincicial respiratório) e influenza, da gripe.

De acordo com a ACEP (American College of Emergency Physicians, Escola Americana de Médicos de Emergência, em tradução livre), as unidades de emergência dos Estados Unidos andam tão lotadas de pacientes com síndromes respiratórias que a Escola e outros 30 grupos médicos enviaram uma carta à Casa Branca pedindo “soluções imediatas e de longo prazo”.

“Pacientes que não têm para onde ir estão sendo mantidos em departamentos de emergência por dias —semanas ou até meses em alguns casos”, afirmou o presidente da ACEP, Christopher Kang, em comunicado à imprensa. “Isso está sobrecarregando nosso sistema, acelerando o esgotamento do médico de emergência e colocando a vida dos pacientes em risco.” O motivo é a chamada “tripledemic”, segundo a agência de notícias americana HealthDay News.

Nos Estados Unidos, as principais vítimas são crianças, com “aumento acentuado nas hospitalizações pediátricas em todo o país”, de acordo com a Forbes, segundo quem, “isso está piorando a cada semana”.

Já chegou ao Brasil? De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, além dos Estados Unidos —país mais atingido no hemisfério norte—, as nações do hemisfério sul mais afetadas são Argentina, Chile, Uruguai e Brasil.

Nenhum desses vírus é novo. Enquanto o SARS-CoV-2 circula desde o final de 2019, o influenza e o VRS existem há décadas. A suspeita de médicos é que muitas pessoas estejam sofrendo uma “dívida imunológica”, já que não foram expostos a esses vírus durante a quarentena contra a covid-19 nos dois últimos anos.

“Está acontecendo agora porque ficamos quase dois anos isolados sem contato com esses vírus, então é normal que tenhamos agora a circulação de todos eles, causando uma epidemia múltipla”, afirmou ao UOL Notícias o infectologista Renato Grinbaum, professor de medicina da Universidade Cidade de São Paulo.

Ele explica que os três vírus “causam manifestações muito parecidas”, como “febre baixa, coriza, dor de cabeça, dor nos olhos, obstrução nasal, espirros e dor de garganta“.

Ou podemos ter o quadro de covid com sintomas de gripe como febre alta, dores no corpo ou no peito, falta de ar e dor de cabeça
Renato Grinbaum, infectologistanone

Infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Rosana Richtmann diz que, nos Estados Unidos, os casos são mais numerosos porque “eles estão no inverno, e os vírus sobrevivem melhor em temperaturas mais baixas”.

“Além disso, as pessoas costumam ficar em ambientes fechados nessa época do ano, em locais menos ventilados”, afirma.

Aqui no Brasil, estamos em novembro. Em teoria não deveríamos ver a circulação de vírus respiratórios, totalmente fora de época
Rosana Richtmann, infectologistanone

Sem pânico. Apesar disso, a infectologista lembra que o frio se prolongou este ano nas regiões Sul e Sudeste, favorecendo a circulação desse tipo de vírus.

“Não me lembro de tanto frio em novembro”, diz ela, que afirma não existir razão para “pânico”.

“A tripledemia está acontecendo aqui, mas não na mesma intensidade que lá fora”, afirma. Não precisa de pânico, mas temos de ficar de olho, especialmente nas crianças. A vigilância é fundamental: os profissionais da saúde precisam notificar os casos.”

E como prevenir? Segundo Grinbaum, não há vacina contra o adenovírus, “que teve um aumento de casos muito expressivo”. Além de se vacinar contra a covid e a influenza, as precauções são as mesmas tomadas contra a covid-19.

“Os cuidados devem ser o uso de máscara pelas pessoas em situação de risco: tanto os idosos e pacientes com comorbidades, quanto quem precisa visitar um grupo de risco”, afirma.

Evitar aglomeração nesses momentos e higienizar as mãos com muita frequência. Se estiver com sintomas de alguma doença respiratória, evitar contato com outras pessoas neste período
Renato Grinbaum, infectologista

Informações UOL


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Começou a contagem regressiva para a estação mais ensolarada do ano: o verão. Tempo de marcar os encontros de fim de ano e prever aquele descanso de férias na praia. Mas nem tudo é festa. Para aproveitar o clima quente, são necessários alguns cuidados básicos. Dá uma olhada nesse “manual de boas práticas para o verão” e veja como não impactar negativamente a sua pele.

1. Protetor solar: nem mais, nem menos
Um dos principais erros é não reaplicar o protetor por longos períodos e negligenciar certas áreas do corpo. “Esquecer de costas, axilas, pescoço, orelhas, nuca, cotovelos e pés é um risco”, fala a dermatologista Marcella Alves, especialista em rejuvenescimento tridimensional da face, da Clínica Les Peaux (RJ).

Não passar protetor porque está embaixo do guarda-sol também é um vacilo porque a radiação reflete na areia ou na água e queima ainda mais. Outros pecados: não proteger o couro cabeludo, usar o mesmo produto no rosto e no corpo ou aplicar produtos fora de validade.

Jovem tomando sol na praia - Getty Images - Getty Images
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2. Aplicação correta do protetor solar
No dia a dia, principalmente no verão, é importante proteger as áreas que ficam mais expostas como as mãos, o colo e o pescoço, além do rosto. “No caso de praia ou piscina, o protetor solar deve ser aplicado pelo menos 15 minutos antes da exposição solar e reaplicado a cada duas horas”, fala Marcella. E na quantidade certa, para garantir a eficácia do produto. “Aplique de forma generosa e homogênea, entre duas e cinco vezes ao dia, dependendo da exposição ao sol, suor e umidade. O ideal é que a primeira aplicação seja sempre em casa, com a pele seca e se possível sem suor”, ensina a dermato Valéria Campos. A quantidade ideal é de 2 mg/cm², o equivalente a pouco mais de meia colher de chá para face, pescoço ou braços, e pouco mais de uma colher de chá para tronco, costas ou membros inferiores.

3. Fator de proteção para rosto e corpo
“De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o Fator de Proteção solar (FPS) mais indicado para a população brasileira é de no mínimo 30, seja para o rosto ou para o corpo, quando se fala em prevenção de câncer. No caso de doenças dermatológicas, como lúpus e melasma, o fator de proteção deve ser acima de 50”, conta o dermatologista Alessandro Alarcão, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e sócio efetivo e conselheiro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). O que irá diferenciar é a cosmética do protetor solar: no corpo um pouco mais hidratante. Porém, em relação ao fator de proteção solar, pode ser o mesmo para rosto e corpo.

Mulher negra aplicando protetor no rosto - Getty Images - Getty Images
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4. Fotoproteção para a pele negra
“Pela maior quantidade de melanina (composto responsável pela pigmentação), ela tem uma fotoproteção natural de 13.4. No entanto, a pele negra acaba manchando com mais facilidade, precisando, sim, de proteção solar!”, ensina Marcella. Já pessoas de pele clara têm tendência maior a queimaduras solares e desenvolvimento de câncer de pele. “Sendo assim, a recomendação para filtro solar é a mesma para pessoas de pele clara ou morena. Porém, o fator de proteção pode ser menor nas peles mais morenas”, diz Valéria.

5. Proteção durante a prática de atividades físicas ao ar livre
Caminhada, corrida, beach tennis? Nesses casos, recomenda-se utilizar FPS no mínimo 30 e, de preferência, com proteção UVB e UVA. Deve-se reaplicar o produto a cada 2 ou 3 horas. “Já quando o esporte for aquático, a reposição deve ser feita sempre que sair da água. Em ambos os casos, vale também abusar da proteção física, com uso de chapéu, boné, camiseta e óculos”, diz Marcella.

6. Bronze express
Está com pressa de perder a cor branco-escritório? Tem um jeito de combinar bronzeador e protetor solar. “A maneira correta de usar bronzeador e protetor solar é combinar o seu produto preferido para bronze com o FPS igual ou acima de 30. Desta forma, além da sua pele adquirir um tom dourado você vai bloquear os raios nocivos do sol. O protetor solar não vai impedir que você conquiste o seu bronze!”, orienta Marcella.

Aplicando Bronzeador solar - Getty Images - Getty Images
Imagem: Getty Images

O mais indicado mesmo é não ter pressa. A durabilidade do bronzeado é geralmente maior quando a pele está protegida e preparada para receber o sol. Se há exagero, ela queima, morre e descasca e daí adeus bronzeado uniforme. Portanto, a dica é se proteger nos primeiros dias com um bloqueador solar. “Para não fazer feio a recomendação é fazer uma sessão de auto bronzeamento (não confundir com bronzeamento artificial) na véspera de chegar na praia. Além de dar uma bela cor, o pigmento do auto bronzeador protege a pele contra os raios solares como um filtro solar FPS 6 – mas não deixe de aplicar o protetor solar”, diz Valéria.

7. Queimou… E agora?
A primeira dica é talvez a mais importante na hora de cuidar de uma queimadura solar e consiste em resfriar a pele. Para isso, aposte em um banho frio, deixando a água correr no local afetado por 5 a 10 minutos, para garantir que todas as camadas da pele esfriem. Ainda assim, o desconforto provavelmente vai se manter. “Uma forma de aliviar o mal estar é aplicar compressas frias com chá de camomila, que tem propriedades calmantes e cicatrizantes”, ensina Marcella.

Jovem exagerando no sol - Getty Images - Getty Images
Imagem: Getty Images

Note que a queimadura de sol acontece a partir de um processo inflamatório, podendo levar ao surgimento de ressecamento e bolhas na pele. Mas o problema maior não é o estético. Surgimento de rugas e o aumento das chances de desenvolver câncer de pele podem vir dessa exposição excessiva e sem proteção”, alerta Marcella. A especialista sinaliza que o pico da queimadura solar ocorre no período de três dias. “Quando as pessoas sofrem uma descamação, em decorrência podem surgir manchas castanhas permanentes.”

8. Skincare pós-sol
Capriche na hidratação, todos os dias, logo após o banho e várias vezes ao dia, aplicando um bom creme hidratante para combater o ressecamento. “O uso de pós-sol ajuda no processo de recuperação da pele aos danos causados pelo excesso de exposição ao sol, protege também o bronzeado e garante uma sensação de frescor de forma mais potente que um hidratante comum.

Esses produtos possuem ação calmante e/ou anti-inflamatória, essenciais em caso de vermelhidão ou ardência; revertem o ressecamento e desconforto causado pela queimadura e impedem a escamação precoce da pele”, fala Alessandro. Cremes pós-sol geralmente são elaborados com ingredientes naturais em sua composição, como aloe vera (que suavizam inflamações e irritações, nutrindo a pele) e extrato de camomila (calmante natural que suaviza a vermelhidão).

Quanto mais intensa a hidratação da pele após a exposição solar, mais uniforme, duradouro e bonito será o bronzeado. Isso porque a hidratação promove a renovação celular sem que ocorra a descamação decorrente do ressecamento. “Para o rosto, hidratantes específicos para essa região e um sérum com vitamina C são imprescindíveis pela ação antioxidante”, finaliza Valéria.

Informações Universa UOL

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