A indústria farmacêutica está abandonando as pesquisas de novos antibióticos ao mesmo tempo em que salta de 700 mil para 1,2 milhão o número de mortes relacionadas às superbactérias resistentes aos medicamentos tradicionais, alerta a OMS (Organização Mundial de Saúde) em seu relatório “Incentivando o Desenvolvimento de Novos Tratamentos Antibacterianos 2023”.
O micro-organismo pode causar pneumonia, infecção urinária e da corrente sanguínea. Seus efeitos vão de taquicardia, febre e inchaço até a falência múltipla dos órgãos.
Farmacêuticas não investem
O número de pesquisas de novos antibióticos é “insuficente” diante “da crescente propagação da resistência antibacteriana”, diz a OMS. Hoje, porém, a maioria dos antibióticos no mercado são variações de medicamentos desenvolvidos ainda na década de 1980.
Apenas 77 novos tratamentos estão em desenvolvimento clínico [no mundo], a maioria é derivada das classes de antibióticos já existentes (…) e é improvável que cheguem ao mercado. Relatório da OMS
Como as bactérias se tornam resistentes cada vez mais cedo, os medicamentos ficam obsoletos rapidamente e deixam de interessar à indústria farmacêutica.
“Não existe mercado viável para novos antibióticos. O retorno financeiro não cobre os custos do seu desenvolvimento, produção e distribuição”, diz o relatório. “Como resultado, as principais empresas farmacêuticas recuaram no desenvolvimento de antibióticos.”
Gigantes do setor —como Norvatis, AstraZeneca, Sanofi, Allergan e Medicines— encerraram suas pesquisas antibacterianas na última década.
Os pesquisadores afirmam que o setor privado prefere investir em “áreas mais lucrativas, como a oncologia”. Só nos Estados Unidos, essa diferença foi de 17 vezes na última década: US$ 1,6 bilhão contra US$ 26,5 bilhões.
Caberá ao setor público financiar novas pesquisas. Enquanto as empresas investem US$ 1,8 bilhão por ano em pesquisas do tipo, governos do G7 —grupo dos países mais ricos do mundo— passaram a gastar valor equivalente após compromisso assinado em 2022. A meta é colocar no mercado quatro novos antibióticos até 2030.
E no Brasil? Procurado, o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos) reforça a necessidade de investimento estatal para “frear o avanço das superbactérias”. Seu presidente executivo, Nelson Mussolini, celebrou o relançamento do Geceis, o Complexo Econômico e Industrial da Saúde que pretende produzir no Brasil 70% da matéria-prima de novos medicamentos.
Um arranjo focado nos laboratórios públicos, em colaboração com organismos de fomento e iniciativa privada, pode abrir caminho para que o país se torne protagonista na solução dessa grande questão mundial. Nelson Mussolini, da Sindusfarma
Superbactérias já matam 1 milhão
A OMS cita no relatório uma pesquisa publicada na revista científica “The Lancet”, em 2022, sobre o aumento de mortes atribuídas a bactérias resistentes. Com dados de 204 países, o estudo estimou em 1,27 milhão as mortes diretamente relacionadas às superbactérias em 2019, além de 4,95 milhões de óbitos indiretos.
Superbacterias analisadas em laboratório Imagem: iStock
Seu prognóstico era de que a resistência aos antibióticos mataria 10 milhões de pessoas por ano a partir de 2050. Se a previsão se confirmar, esses óbitos ultrapassarão a 8,2 milhões de pessoas que morrem anualmente por algum tipo de câncer. “Já estamos muito mais próximos desse número do que pensávamos”, lamenta Chris Murray, coautor do estudo na Lancet.
Muitos morreram após infecções que poderiam ser tratadas. Cerca de 400 mil pessoas, por exemplo, tiveram problema respiratório, como pneumonia. Além disso, uma em cada cinco vítimas das superbactérias tinha menos de cinco anos.
Como as bactérias ficam resistentes?
Os médicos precisam receitar a quantidade suficiente de antibiótico pelo tempo necessário para matar todas as bactérias de um organismo doente. Quando mal receitado, o remédio mata apenas as bactérias mais sensíveis, enquanto as que sobrevivem por seleção natural ganham mais resistência quando expostas novamente ao remédio.
Superbactérias também se proliferam em hospital; unidade do RN teve surto de superbactérias e mortes em 2012 Imagem: Carlos Madeiro/UOL
“Antibiótico salva vidas, mas precisa ser bem indicado”, afirma Thaís Di Gioia, médica microbiologista do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Só um exame pode dizer se determinada infecção é causada por bactéria (quando o antibiótico é indicado) ou vírus, mas nem sempre o exame está disponível ao médico, que pode receitar errado”, diz Gioia.
E tem muita automedicação. A pessoa tem rinite, pensa que é sinusite e já toma aquele antibiótico guardado em casa. Thaís Di Gioia, médica microbiologista
Ela recomenda que o paciente não se medique nem descarte antibiótico no lixo comum. “Há bactérias resistentes nos esgotos que chegam ao solo e, depois, ao alimento que a gente ingere”, alerta.
Muitas bactérias também se tornam resistentes devido ao uso de antibióticos na cadeia alimentar: 70% do consumo da droga se dá no agronegócio. Apenas 20% do remédio servem para tratar doenças, enquanto 80% são usados para prevenção de doenças e engorda.
Além de o micro-organismo super-resistente chegar aos esgotos pelas fezes de animais como galinhas, bois e porcos, alimentos mal cozidos infectam o homem e se reproduzem no intestino.
Penicilina, o primeiro antibiótico
O primeiro antibiótico de que se tem registro é a penicilina, criada em 1928 pelo farmacologista britânico Alexander Fleming. Foi a solução para doenças que castigavam populações, como a peste negra, a tuberculose, a peste bubônica e a febre tifoide.
Mas já no final da década de 1930 o próprio Fleming alertava sobre as mutações que as bactérias vinham sofrendo. Ao receber o Prêmio Nobel pela sua descoberta, em 1945, Fleming fez um discurso profético:
Existe o perigo de que um homem ignorante possa facilmente se aplicar uma dose insuficiente de antibiótico, e, ao expor os micróbios a uma quantidade não letal do medicamento, os torne resistentes. Alexander Fleming, inventor da penicilina
Órgão foi geneticamente modificado para ser melhor aceito por corpo do paciente. Na primeira tentativa, paciente morreu dois meses depois de receber coração suíno.
Pela segunda vez na história, cirurgiões transplantaram o coração de um porco para um homem, anunciaram os médicos da Universidade de Medicina de Maryland, nos Estados Unidos, na sexta-feira (22), dois dias após o procedimento.
O paciente, Lawrence Faucette, é um veterano da Marinha de 58 anos e tinha outros problemas além de insuficiência cardíaca. Por isso, ele era inelegível para um transplante de coração tradicional.
“Ninguém sabe deste ponto em diante. Pelo menos agora tenho esperança e uma chance”, disse Faucette, em um vídeo gravado pelo hospital antes da operação. “Vou lutar com unhas e dentes por cada respiração que puder respirar.”
Embora as próximas semanas sejam críticas, os médicos ficaram entusiasmados com a resposta inicial do paciente ao órgão do porco, que foi geneticamente modificado.
Lawrence Faucette sentado com sua esposa, Ann, no hospital da escola em Baltimore, Maryland, em setembro de 2023, antes de receber um transplante de coração de porco. — Foto: University of Maryland School of Medicine
“Temos esperança de que ele volte para casa em breve para aproveitar mais tempo com sua esposa e o resto de sua amorosa família”, afirmou Bartley Griffith, que realizou o transplante, em comunicado.
Em janeiro de 2022, a mesma equipe de médicos realizou o primeiro transplante do mundo de um coração de porco geneticamente modificado para um ser humano. O paciente, David Bennett, sobreviveu por dois meses.
Para fazer esta nova tentativa num paciente vivo, os pesquisadores de Maryland precisaram de uma permissão especial do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (FDA). A equipe alegou que, embora o primeiro paciente tenha morrido por razões que não são totalmente compreendidas, os médicos aprenderam o suficiente desde então para tentar novamente.
Faucette, que se aposentou como técnico de laboratório nos Institutos Nacionais de Saúde, teve que concordar que entendia os riscos do procedimento.
“Não temos outras expectativas além de esperar mais tempo juntos. Isso poderia ser tão simples quanto sentar na varanda e tomar café juntos”, disse Ann Faucette, esposa do paciente.
As tentativas de transplantes de órgãos de animais para humanos falharam durante décadas, pois o sistema imunológico das pessoas destrói imediatamente o tecido estranho. Para tornar os órgãos mais semelhantes aos humanos, os cientistas modificam os porcos geneticamente.
No total, 10 alterações foram feitas:
Três genes – responsáveis por uma rápida rejeição de órgãos de porcos por humanos, mediada por anticorpos – foram “eliminados” no porco doador.
Seis genes humanos responsáveis pela aceitação imunológica do coração de porco foram inseridos no genoma.
Um gene do porco foi eliminado para evitar que o tecido cardíaco transplantado crescesse demais.
Além disso, depois do primeiro transplante, os médicos descobriram a existência de um vírus presente no coração do porco. Isso os permitiu aperfeiçoar os testes no órgão antes de transplantá-lo.
“É uma sensação incrível ver o coração deste porco funcionar em um ser humano”, disse o Dr. Muhammad Mohiuddin, especialista em xenotransplante da equipe de Maryland. Mas, advertiu ele, “não queremos prever nada. Tomaremos cada dia como uma vitória e seguiremos em frente.”
O mês de setembro assume um tom especial, tingindo-se de lilás, para iluminar um tema crucial de saúde pública: a doença de Alzheimer. O dia 21 de setembro, celebrado como o Dia Mundial e o Dia Nacional de Conscientização da doença, é uma oportunidade para ampliar o conhecimento e o apoio. Sobre este assunto, a médica neurologista, Dra. Patrícia Schettini, credenciada a rede União Médica, explica sobre a complexidade dessa condição debilitante, o papel vital do diagnóstico precoce e da disseminação de informações. “A educação é nossa melhor ferramenta”, afirma Dra. Schettini. “Precisamos disseminar informações sobre o Alzheimer para que as pessoas compreendam a importância do diagnóstico precoce.”
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) o Alzheimer é uma forma de demência responsável por 60 a 70% dos casos no mundo. No Brasil, a Associação Brasileira de Alzheimer estima que 1,2 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência, e preocupantemente, 100 mil novos casos surgem anualmente. Esse aumento é impulsionado pelo envelhecimento da população e fatores de risco, como doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e diabetes.
Segundo Dra. Patrícia Schettini, “a demência neurodegenerativa é progressiva, irreversível, de causa desconhecida e com maior frequência entre os idosos. A doença instala-se quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a dar errado.” É um desafio grande, mas identificar o Alzheimer no início é a chave para enfrentá-lo. Os primeiros sintomas são frequentemente sutis, mas merecem atenção. Entre eles, a perda de memória se destaca. Dra. Schettini adverte: “Todo esquecimento deve ser investigado.” Além disso, os pacientes podem enfrentar dificuldade em resolver problemas, desorientação no tempo e espaço, tarefas cotidianas tornam-se desafios, problemas de linguagem, desorganização e alterações comportamentais. Reconhecer esses sinais iniciais é o primeiro passo”.
A médica afirma ainda que cuidar de um ente querido com Alzheimer é uma jornada emocionalmente desgastante. A Dra. Schettini ressalta que “muitas vezes, o núcleo familiar precisa de apoio psicológico.” A doença não afeta apenas o paciente, mas todo o ambiente familiar, e é fundamental buscar auxílio especializado para enfrentar os desafios que surgem ao longo do caminho.
Existem diversos fatores de risco relacionados ao desenvolvimento da demência e um deles é o aumento da idade. Embora a idade tenha influência no risco de surgimento da doença, a demência não é considerada parte normal do envelhecimento.
Alguns fatores de risco podem ser modificados e outros não. A redução da pressão arterial, por exemplo, diminui o risco de acidente vascular cerebral. Já a idade ou histórico familiar não podem ser alterados.
Embora não seja possível alterar genes, existem mudanças que podem ser feitas e que ajudam a reduzir o risco de desenvolvimento da doença.
*Entenda quais são os 12 principais fatores de risco modificáveis*
A Alzheimer’s Disease Internacional (ADI) listou 12 fatores de risco potencialmente modificáveis que podem prevenir ou retardar até 40% dos casos de demência caso haja uma mudança, como a prevenção primária do Alzheimer.
Sedentarismo A atividade física regular é uma das melhores maneiras de reduzir o risco de demência. Praticar exercício é bom para o seu coração, circulação, peso e bem-estar mental.
Fumar Fumar aumenta muito o risco de desenvolver demência. Com este hábito, você também está aumentando o risco de outras condições, incluindo diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral, câncer de pulmão e outros.
Álcool em excesso A ingestão de álcool em excesso aumenta o risco de demência. O consumo nocivo de álcool é fator causal em mais de 200 condições de doenças e lesões.
Poluição do ar Uma quantidade crescente de evidências e pesquisas mostram que a poluição do ar aumenta o risco de demência.
Ferimento na cabeça As lesões na cabeça são mais comumente causadas por acidentes de carro, motocicleta e bicicleta; exposições militares; boxe, futebol, hóquei e outros esportes; armas de fogo e agressões violentas e quedas. Contato social pouco frequente Está bem estabelecido que a conexão social reduz o risco de demência. O contato social aumenta a reserva cognitiva e encoraja comportamentos benéficos.
Menos educação Um baixo nível de escolaridade no início da vida afeta a reserva cognitiva e é um dos fatores de risco mais significativos para demência.
Obesidade Particularmente na meia-idade, a obesidade está associada a um risco aumentado de demência.
Hipertensão A hipertensão (pressão alta) na meia-idade aumenta o risco de demência de uma pessoa, além de causar outros problemas de saúde. A medicação para hipertensão é a única preventiva e eficaz conhecida para a demência.
Diabetes O diabetes tipo 2 é um fator de risco para o desenvolvimento de demência futura. Não está claro se algum medicamento específico contribuí para isso, mas o tratamento do diabetes é importante por outros motivos de saúde.
Depressão A depressão está associada à incidência de demência. A depressão faz parte do pródromo da demência (um sintoma que ocorre antes dos sintomas verificados para o diagnóstico). Não está claro até que ponto a demência pode ser causada por depressão ou o inverso.
Deficiência auditiva Pessoas com perda auditiva têm um risco significativamente maior de demência. O uso de aparelhos auditivos parece reduzir o risco. Essa é a primeira publicação de uma série que será divulgada no decorrer do mês de setembro abordando temas importantes relacionados à demência.
A Campanha de Vacinação Contra a Raiva para animais continua nesta semana em cinco bairros de Feira de Santana, entre esta terça (19) e sexta (22), com equipes volantes e fixas nas localidades do Genipapo, distrito de Maria Quitéria, Caseb, Gabriela e Candeal.
A médica veterinária e coordenadora do CCZ, Mirza Cordeiro, reforça a importância de que todos os animais sejam imunizados.
“A vacina é gratuita e é a única forma de prevenção contra a doença, que pode ser transmitida para humanos de forma letal. Protegendo o seu animal você também se protege”.
A raiva é uma doença viral prevenível que pode ser transmitida para humanos através de mordidas e arranhaduras de mamíferos já contaminados. A campanha contempla cães e gatos, a partir dos três meses de idade, por serem animais de companhia que possuem maior convívio com os humanos. Até o momento, 33.295 cães e gatos foram imunizados contra a raiva.
Confira o cronograma da vacinação:
19/09: Genipapo (equipe volante)
19/09 : Distrito de Maria Quitéria (formiga : posto volante )
Emagrecer está longe de ser o assunto da “moda”, ou seja, sempre há vários questionamentos para quem quer dar um “upgrade” quanto a sua condição física. Paralelamente, há muitas pessoas que iniciam essa meta no desespero. E para evitar essa iniciativa, a médica nutróloga, Dra. Marcella Garcez, revelou sete dicas para emagrecer em 30 dias. Confira:
Primeiramente, é possível emagrecer rápido?
“Emagrecer de forma saudável e sustentável em apenas 30 dias pode ser um desafio, mas é possível começar a alcançar resultados significativos com algumas mudanças no estilo de vida. É sempre bom lembrar que o emagrecimento rápido pode não ser adequado para todas as pessoas e que é fundamental priorizar a saúde em vez de metas inatingíveis”, explica a Dra. Garcez.
7 dicas para emagrecer em 30 dias
1. Alimentação leve
A recomendação é para monitorar o tamanho das porções alimentares, comer com moderação, em pratos que reduzem o consumo de calorias e de três a seis refeições diárias em intervalos regulares para evitar excessos e manter o metabolismo ativo.
“Priorize alimentos naturais, equilibrados e nutritivos, como frutas, legumes, verduras, grãos integrais, proteínas magras, proteínas vegetais e gorduras saudáveis. Evite alimentos muito processados, ricos em açúcares, gorduras modificadas e excesso de sódio”, detalha Garcez.
2. Sem lanches desnecessários com hidratação correta
“Evite comer entre as refeições. Caso seja necessário, opte por lanches saudáveis, como frutas ou castanhas. Mantenha seu corpo hidratado ao longo do dia. A água é insubstituível, pode ajudar a controlar o apetite e auxiliar na digestão”, reforça a profissional.
3. Diga não a dieta restritiva
“Dietas muito restritivas e severas podem ser prejudiciais à saúde e dificultar a manutenção do peso a longo prazo”, relata.
4. Rotina de exercícios físicos
Não importa o esporte, isto é, permaneça em movimento. Busque aquilo que lhe dá prazer para que os resultados tornem-se questão de tempo. O único recado é para se envolver com “overtraining”, excesso de treino.
“A atividade física moderada, regular e sustentada é essencial para a perda de peso saudável e manutenção do peso corporal. Sendo assim, combine atividades aeróbicas com exercícios de resistência para queimar calorias, aumentar o metabolismo e fortalecer os músculos”, indica.
5. Sono leve sem bebida calórica
“O sono adequado é essencial para a recuperação do corpo e para o controle do apetite. Tente dormir de 7 a 9 horas por noite. Além disso, refrigerantes, sucos industrializados e bebidas alcoólicas são ricas em calorias vazias e podem atrapalhar o emagrecimento”, aconselha.
6. Manutenção do stress
“O stress pode levar ao aumento da ingestão de calorias e ao ganho de peso. Portanto, pratique atividades que ajudam a relaxar, como meditação, ioga ou hobbies que lhe tragam prazer”, complementa.
7. Acompanhamento
“Todo emagrecimento acima de 10% de peso corporal idealmente deve ter o aval do seu médico de confiança ou o acompanhamento de um médico especializado para avaliar a saúde em equipe multidisciplinar. Para, dessa forma, organizar as necessidades, ajudar a criar um plano alimentar e de exercícios adequado, além de estabilizar fatores emocionais e objetivos individuais”, finaliza a Dra. Marcella Garcez.
A vacinação contra a varicela – popularmente conhecida por catapora – está com o estoque reduzido em Feira de Santana. Nesta semana, o município recebeu quase 250 doses, porém a quantidade não é suficiente para atender a demanda da cidade.
O abastecimento é feito pelo Ministério da Saúde, que por dificuldade de insumo para a produção da vacina, diminuiu os repasses para os Estados e os municípios.
Dessa forma, 17 unidades de saúde seguem com a aplicação, porém com armazenamento limitado, que pode acabar a qualquer momento.
Entre os locais que continuam aplicando estão as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Cassa, Dispensário Santana, Irmã Dulce, Caseb I, Serraria Brasil, Mangabeira, Subaé.
Além disso, as doses ainda estão disponíveis nas Unidades de Saúde da Família (USFs) de Jaguara, Centro Social Urbano (CSU), Tomba 2, Expansão do Feira IX, Morada Tropical e as vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com horário ampliado até as 20h30. São elas: USF Campo Limpo I, V e VI; Liberdade I, II e III; Queimadinha I, II e III; Parque Ipê I, II e III; Videiras I, II e III e Rua Nova II, III / Barroquinha.
A primeira dose da vacina é destinada às crianças com 15 meses. Aos 4 anos deve ser efetuado o reforço. Caso não ocorra, a vacina poderá ser recebida até 6 anos 11 meses e 29 dias.
Para ser vacinado, é necessário apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de imunização . Entretanto, a aplicação em crianças é feita somente na presença dos pais ou responsável legal.
As pessoas que ainda não realizaram a dose de reforço contra a covid por meio da bivalente, devem procurar uma das 104 salas de vacina localizadas na sede e zona rural. A orientação é da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), de Feira de Santana, devido à circulação da Éris no país, uma subvariante da Ômicron.
O imunizante está liberado para toda população acima de 18 anos ou pessoas a partir dos 12 anos inseridas nos grupos prioritários. Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacina.
É válido destacar que a aplicação em crianças e adolescentes é feita somente na presença dos pais ou responsável. Além disso, é necessário ter tomado, ao menos, duas doses da monovalente contra Covid, com o intervalo de quatro meses após a última aplicação. Em Feira, mais de 53 mil pessoas já foram protegidas com o reforço.
Quem trabalha durante o dia ou não tem disponibilidade no horário comercial, pode ser vacinado à noite nas Unidades de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com funcionamento ampliado das 8h às 20h30. São elas: Campo Limpo I, V e VI, Liberdade I, II e III, Queimadinha I, II e III, Parque Ipê I, II e III, Videiras I, II e III e Rua Nova II, III e Barroquinha.
Centro de Hemorragia Digestiva (CHDI) do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, promove nos dias 11, 12, 13 e 14 de setembro de 2023 uma Ação Social em parceria com a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED-Bahia). O objetivo é oferecer exames de baixa, média e alta complexidade em endoscopia para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
A ação contará com a realização de 30 exames por dia nas datas citadas acima, incluindo procedimentos como endoscopia, colonoscopia, gastrostomia, ligadura elástica e polipectomia, abrangendo exames de baixa e média complexidade. Já no dia 14 de setembro, serão realizados exames de alta complexidade, como ESD (Dissecção Submucosa Endoscópica), POEM (Miotomia Endoscópica Peroral), gastroplastia, passagem de balão intragástrico para super obesos, mucosectomia e ecoendoscopia. Todos exames inéditos no SUS.
De acordo com Dr. Victor Galvão Presidente da SOBED-Bahia e Coordenador Médico do CHDI, o objetivo é atender às necessidades dos pacientes do SUS que se encontram na fila de espera. Além disso, contribuir para a redução das desigualdades no acesso à saúde e para a melhoria da qualidade de vida da população de Feira de Santana e região. “Esperamos que a realização desses exames contribua para o diagnóstico precoce de doenças digestivas, proporcionando o tratamento adequado e, consequentemente, melhorando a qualidade de vida dos pacientes atendidos”, pontuou Dr. Victor Galvão.
Para garantir a transparência na seleção dos pacientes que serão beneficiados por essa ação social, o ambulatório do HGCA será o setor responsável por realizar a triagem dos pacientes com orientação para esses procedimentos. Ou seja, os pacientes beneficiados serão triados no ambulatório do HGCA ou na Central de Regulação do Estado.
Segundo D. Victor Galvão, “essa ação é de extrema importância para a população, uma vez que muitos pacientes não têm acesso a exames de endoscopia devido à alta demanda e à falta de recursos. Com essa parceria entre o HGCA e a SOBED-Bahia, conseguiremos oferecer um serviço de vanguarda, com equipamentos de alta tecnologia e com que existe de mais moderno no mercado no que se refere ao tratamento de terapia intervencionista”, concluiu.
*Programação:*
Ação Social 14 de Setembro 2023 – Quinta-feira- Alta complexidade / Alguns procedimentos inéditos no interior do estado
Ação Social da IX JADIB Feira de Santana – CHDI do Hospital Clériston Andrade
* Manutenção dos procedimentos de pacientes internados HGCA no centro Cirúrgico.
07:00 – 07:30 – Recepção dos convidados para café da manhã – auditório do HGCA, com a Diretoria CHDI
07:30 – 07:50 – Apresentação do CHDI aos convidados – Enfa. Rafaela Amorim / Dr Victor Galvão
Apresentação dos casos clínicos: Ligantes da GastroHepato UEFS / Estudantes de medicina
Médicos Convidados SOBED nacional Dr. Vitor Arantes / Dr. João Pontual / Dr. Eduardo Moura
Médicos convidados SOBED BA: Ex – Presidentes, Diretoria SOBED Bahia e Médicos Equipe CHDI
O Setembro Amarelo é um período propício para refletir acerca da saúde mental e emocional do homem e, na urologia, a incontinência urinária é apontada como uma das principais causas da depressão em pacientes masculinos. A informação é do urologista cirurgião, Eduardo Cerqueira, que alerta para a necessidade de um olhar médico multidisciplinar sobre esse paciente que chega ao seu consultório com o problema urológico, mas também com problemas emocionais originados da própria incontinência, condição duas vezes mais comum em mulheres do que em homens.
De acordo com o especialista, é comum as pessoas acreditarem que a principal causa da depressão masculina seja a disfunção erétil, porém, “os quadros de incontinência urinária, apesar de bem menos abordado, é muito mais importante nesse cenário, quando o assunto é a saúde emocional do homem”, ressaltou Dr. Eduardo Cerqueira. O cirurgião explica o fato de o homem como sendo aquele que, muitas vezes, é o provedor da casa, tem a vida motivada pela competitividade, e, “quando não consegue dar o melhor resultado, não consegue exercer seu trabalho, tudo isso acaba afetando muito psicologicamente esse homem”, frisa o cirurgião.
O urologista cita tais condições justamente pelo fato de que, quando o paciente apresenta o quadro de incontinência urinária, a insegurança afeta sua vida pessoal e profissional, pois qualquer trabalho que este homem for realizar, precisando ficar muito tempo sem urinar ou sendo uma atividade que exija um esforço maior, provavelmente a perda de urina acontecerá. “Essa, sem dúvida, é uma das questões que mais afligem os homens que sofrem de incontinência: não conseguir controlar a urina”, frisou o cirurgião. Além disso, ainda existem o medo de que o cheiro do escape seja percebido pelos outros ao redor; o receio de que o uso de fraldas, quando é necessário este uso, seja perceptível, e o próprio incômodo com a troca frequente das fraldas.
As principais causas da incontinência urinária masculina são questões relacionadas a cirurgias e o aumento benigno da próstata. “Quando existe o crescimento da próstata, o paciente sente dificuldade em eliminar toda a urina, ficando parte desta urina retida na bexiga. Isso faz com que o intervalo seja menor e ele urine mais vezes ao longo do dia. A bexiga enche mais rápido, justamente pelo fato de parte dela já está com o líquido. Isso faz com que o paciente tenha o que chamamos de urgência, ou seja, o paciente tenha uma vontade quase que incontrolável de urinar. Em quadros mais graves, nessa urgência, ele tem perdas e pode molhar a roupa”, explicou Dr. Eduardo Cerqueira. Existe ainda a incontinência urinária causada por tratamentos pós cirurgias de câncer de próstata, do reto, radioterapias para tratamento de outros cânceres, que podem comprometer o esfíncter, órgão responsável pelo controle da urina.
Para o especialista Eduardo Cerqueira, o sofrimento e a baixa qualidade de vida de quem convive com a incontinência urinária, principalmente por conta da pressão social e riscos da depressão e isolamento, precisam ser levados em conta. Os avanços nos últimos anos com procedimentos de excelentes resultados são uma realidade. O exemplo é o próprio esfíncter artificial que mantém a uretra fechada e impede o vazamento da urina. ‘O resultado é fantástico. Você pega pacientes com quadros de incontinência total, em que ele não retém nada de urina, você faz esse procedimento e o paciente volta a ter continência ou só pequenas perdas, volta a ter uma vida normal”, explicou.
Disponível no mercado há mais de 30 anos, o omeprazol promete um alívio rápido e eficaz daquela queimação na barriga e no peito causada pelo excesso de acidez.
Ao lado de pantoprazol, lansoprazol, dexlansoprazol, esomeprazol e rabeprazol, ele faz parte da classe farmacêutica dos inibidores da bomba de prótons (conhecidos também pela sigla IBP). As informações são do G1.
Para ter ideia da popularidade dessas medicações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) calcula que 64,9 milhões de unidades de omeprazol foram consumidas no país apenas em 2022.
O que muita gente não sabe é que, em geral, esses remédios só devem ser usados por um prazo bem curto, de no máximo dois ou três meses.
Há exceções: para pessoas com algumas condições de saúde, como pacientes oncológicos, profissionais de saúde recomendam o uso contínuo de omeprazol ou outras medicações dessa classe (entenda abaixo).
Como você vai entender ao longo desta reportagem, o consumo dos IBPs por períodos prolongados — como muitas pessoas acabam fazendo no dia a dia sem orientação de um profissional da saúde — está relacionado a desequilíbrios no sistema digestivo e dificuldades na absorção de vitaminas e minerais.
Alguns estudos sugerem que esse desbalanço causado pelo abuso desses fármacos pode causar até doenças mais graves, como osteoporose, câncer e demência. Mas essas repercussões à saúde ainda não são consenso na comunidade científica e precisam ser estudadas a fundo, como apontam especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.
Acidez além da conta
Nas aulas de química do colégio, aprendemos o que é o pH, uma escala numérica que determina se uma solução é ácida ou básica/alcalina.
No nosso estômago, dependemos de um ambiente ácido para o processo de digestão.
Os sucos gástricos (que são bem ácidos, diga-se) começam a “quebrar” os alimentos em pedacinhos cada vez menores, que depois serão absorvidos pelo intestino delgado.
Só que, em algumas pessoas, essa acidez passa da conta: o líquido estomacal tem um pH tão baixo, ou está numa quantidade tão grande, que ele passa a ser corrosivo para o próprio sistema digestivo.
Em alguns, essa queimação pode aparecer no próprio estômago na forma de gastrites e úlceras — feridas que se formam nas paredes internas desse órgão.
Para outros, o problema é mais em cima. Um defeito na válvula que separa estômago e esôfago faz que o conteúdo ácido suba em direção ao peito e à garganta — o quadro é conhecido como refluxo gastroesofágico.
Como o esôfago é bem menos preparado que o estômago para lidar com substâncias ácidas, ele fica machucado. Os indivíduos acometidos pelo refluxo sentem azia, queimação da boca do estômago à garganta, tosse e até dor no peito intensa, que chega a ser confundida com um infarto.
“No caso do refluxo, o ideal seria ter um remédio que corrigisse o defeito na válvula. Mas, como não possuímos esse tipo de tratamento, o que fazemos é lidar com a acidez”, diz o médico Joaquim Prado Moraes Filho, da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).
É aí que entram os IBPs, como o omeprazol: eles diminuem a acidez do suco gástrico. Com isso, a agressão às paredes do estômago e, principalmente, do esôfago ficam menos intensas.
“Esses remédios bloqueiam a produção de ácido, impedem as lesões e aliviam aqueles sintomas de queimação”, resume Moraes Filho, que também é professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
O médico lembra que, em muitos casos, o uso de omeprazol e companhia precisa se prolongar por quatro a oito semanas.
Essa informação, inclusive, aparece em algumas bulas deste fármaco.
“Geralmente, a dose recomendada de omeprazol varia entre os 10 mg e os 20 mg, administrados antes do café da manhã e durante um período que pode ir da toma única até as 4 semanas de tratamento”, diz o texto da bula, que pode sofrer variações segundo cada fabricante.
Os riscos
Mas aí vem a questão: como mencionado pelo próprio médico, omeprazol e companhia lidam com um aspecto, mas não resolvem a raiz do problema. No caso do refluxo, o defeito na válvula continua.
Ou seja, o ajuste momentâneo da acidez até melhora a queimação. Mas, passado o período de tratamento, pode ser que tudo volte ao estágio anterior, se outros aspectos da vida — sobre os quais falaremos adiante — não forem modificados.
Com isso, muitas pessoas acabam prolongando o uso dos IBPs por conta própria, com o objetivo de aliviar os incômodos.
Isso é facilitado pelo fato de esses remédios serem acessíveis ao consumidor final, mesmo sem receita — apesar de eles possuírem a tarja vermelha com a orientação de venda apenas sob prescrição médica.
Só que esse consumo de omeprazol sem indicação de um profissional da saúde está relacionado a uma série de consequências.
Já temos a comprovação de que eles aumentam o risco de osteoporose.
— Danyelle Marini, diretora do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP).
Vale lembrar que a osteoporose é um quadro marcado pela perda progressiva de massa óssea. Nela, os ossos ficam cada vez mais porosos e enfraquecidos, o que eleva a probabilidade de fraturas.
“A mesma ação que os IBPs fazem no estômago também ocorre nos ossos. Com isso, eles podem degradar as células responsáveis pela regeneração do esqueleto”, complementa ela.
Quando o omeprazol é utilizado por curtos períodos, de poucas semanas, esse processo de regeneração óssea não é tão prejudicado assim. Nesse caso, a preocupação dos especialistas está mais no consumo contínuo e sem supervisão desses fármacos.
Alguns estudos recentes também observaram outras graves consequências do abuso nos IBPs mais populares.
Um deles, publicado em 2022 por instituições canadenses, estimou um risco 45% maior de câncer de estômago entre usuários frequentes de omeprazol em comparação com aqueles que usavam medicações da classe dos bloqueadores de H2 (como cimetidina e nizatidina).
Já outras investigações, realizadas a partir do final dos anos 1990 e começo dos 2000, descobriram que essas medicações interferem na absorção da vitamina B12, essencial para o funcionamento do cérebro.
Com isso, alguns especialistas começaram a temer que anos seguidos de tratamento com essas drogas poderiam provocar quadros de demência, especialmente nos mais velhos.
Para Moraes Filho, essas evidências precisam ser analisadas com atenção, mas ainda não são contundentes o suficiente.
“Nos últimos anos, foram lançados muitos trabalhos sobre os IBPs, mas os consensos das sociedades médicas dos Estados Unidos, do Reino Unido e do Brasil entendem que os efeitos sobre o uso prolongado desses remédios ainda precisam ser melhor estudados”, pontua o gastroenterologista.
A BBC News Brasil procurou entidades da indústria farmacêutica para que elas pudessem se posicionar sobre as questões apresentadas.
O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) afirmou em nota que possui uma “diretriz histórica” sobre o uso de medicações por pacientes em geral.
“Todo e qualquer medicamento só deve ser usado de forma racional e com base nas orientações transmitidas pelas autoridades sanitárias e médicas.”
“Todo e qualquer medicamento que requer prescrição médica — o chamado medicamento tarjado, cuja embalagem possui uma tarja vermelha ou preta — só deve ser dispensado nas farmácias, postos de saúde, hospitais etc., e consumido pelos pacientes com base e mediante a apresentação de uma receita médica ministrada por um profissional de saúde habilitado”, completa o texto.
O presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, ainda comentou que, “se a pessoa está com problema de saúde, deve ir ao médico e, se for o caso, receber dele a prescrição do medicamento necessário para o tratamento”.
“Só compre medicamento tarjado com receita médica. Esse é um procedimento primordial para garantir a eficácia e a segurança do produto”, orientou ele.
Já a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) disse que “não se posiciona especificamente sobre moléculas”.
O que fazer na prática?
Que fique claro: existem algumas condições de saúde que exigem, sim, o uso contínuo de omeprazol ou outras medicações dessa classe.
“Nesses casos, os profissionais de saúde fazem a ponderação entre o risco e o benefício”, explica Marini.
“É o caso de pacientes oncológicos, por exemplo. Eles tomam medicações para tratar o câncer que afetam as barreiras do sistema digestivo. Os IBPs oferecem a proteção necessária para eles”, diz a farmacêutica.