A depressão é a segunda causa mais comum de incapacidade permanente em todo o planeta, atrás somente de dores nas costas, informa Luiz Scocca, psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da USP.
Segundo o médico, há estudos que comparam esse transtorno mental com mais de 200 doenças e lesões apontadas como causas de invalidez. Entretanto, o peso da doença, de acordo com Scocca, é diferente entre os países e costuma ser maior onde a renda é média ou baixa, e menor em países de alta renda.
No Brasil, a prevalência de depressão ao longo da vida está em torno de 15,5%, segundo o Ministério da Saúde. “Ela interfere no desempenho e resultado do trabalho, além de reduzir a expectativa de vida. Mas é preciso compreender que existem vários tipos dessa doença, que é classificada em grau leve, moderado e grave. Existe ainda a depressão refratária, ou também chamada de resistente, episódios depressivos e as depressões recorrentes”, continua Scocca.
O psiquiatra esclarece que as depressões que costumam levar alguém a entrar com pedido de afastamento temporário ou aposentadoria costumam ser as recorrentes e as resistentes. Elas são caracterizadas por sintomas de longo prazo, crônicos, e que não respondem adequadamente a tratamentos convencionais, como psicoterapia e uso controlado de medicamentos. “A pessoa pode melhorar um pouco, mas fica realmente sem condições de trabalhar”, afirma o especialista.
Trabalhar depressivo é um fardo
Quem sofre de depressão grave não consegue exercer nenhuma atividade, pois, como compara Wimer Bottura, psiquiatra pelo Instituto de Psiquiatria da USP, leva sobre si o peso de um piano, de que não consegue se livrar. “O indivíduo não tem força, disposição para sair da cama, até porque dorme muito mal e é muito pessimista. Ele não só sofre como faz sofrer quem está à sua volta, produzindo estresse, insatisfação, frustração, raiva, conflitos”, diz.
Além disso, a depender da função que a pessoa com depressão exerce, ela pode causar erros, atrasos, acidentes, comprometimento da rotina e do trabalho alheio e prejuízos financeiros. “Não é proposital, mas sim devido à sua cognição não estar boa e afetar memória, atenção, criatividade, raciocínio, capacidade de tomar decisões, cooperar e se comunicar com os colegas. E não adianta colocarem-na para trabalhar à distância, de casa. Costumo dizer que é mais fácil produzir com as pernas quebradas do que deprimido grave”, informa Luiz Scocca.
No que compete a trabalhadores informais, pode ser ainda pior. Por precisarem do tempo que o afastamento ou a aposentadoria conferem para tentarem se tratar, mas não terem direitos trabalhistas e previdenciários e estabilidade financeira, podem acabar necessitando da ajuda de familiares ou de outras pessoas, por não conseguirem se sustentar. Situação que aumenta o sofrimento psíquico, por gerar baixa autoestima e intensificar ansiedade, estresse e incertezas.
Como se aposentar por depressão
A concessão de aposentadoria por incapacidade permanente começa no consultório, à medida que o paciente passa por diversos tratamentos, mas não responde adequadamente a nenhum deles. “A partir daí, ele pode entrar com pedido de invalidez, se comprovar que a depressão lhe causa incapacidade total e permanente para o trabalho, ou seja, que ele não consegue exercer nenhuma atividade, mesmo que já tenha sido realocado de função ou tentado outras áreas”, informa Júlio Pereira, médico pela UFBA (Universidade Federal da Bahia) e neurocirurgião.
Para solicitar esses benefícios, do ponto de vista médico, é necessário apresentar laudos, receitas com todos os medicamentos que se está tomando, exames e outros documentos que comprovem o diagnóstico e as tentativas de tratamento da depressão, para depois passar por uma perícia com uma equipe de especialistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Eles avaliam o paciente, a gravidade da doença e o impacto na atividade profissional diária.
“É preciso compreender que o paciente que entra com um pedido desse apresenta uma doença muito grave e incapacitante, sem possibilidade de recuperação, e a aposentadoria vai mitigar seu problema junto com um tratamento adequado. O sujeito deixa de evoluir na carreira e de ganhar dinheiro”, informa Scocca. Às vezes, entretanto, há casos reversíveis e que podem ser revistos, se houver alguma evolução.
E se o INSS negar o pedido?
Em uníssono, os médicos entrevistados concordam que é comum peritos do INSS indeferirem pedidos de afastamento temporário ou permanente do trabalho por depressão. “É que provar, fazer uma diferenciação entre quadros verdadeiros e falsos, é complicado. Existem pessoas que simulam, causando danos aos verdadeiros depressivos, ou que mimetizam a depressão, vivem como depressivas, têm dó de si, mas não apresentam um transtorno genuíno”, diz Bottura.
Em situações como essas, é possível recorrer da decisão juntamente com advogados e pedir reavaliação e exames mais aprofundados e com menor risco de adulteração, como testes neuropsicológicos, acrescenta Pereira.
“Com dúvidas ou divergências, os peritos podem fazer entrevistas com familiares, colegas do paciente, checar se ele possui tendência suicida, outros transtornos associados, se já colocou pessoas em risco, e pedir uma avaliação colegiada, com outros médicos”, diz o neurocirurgião.
Agora, se a decisão final for desfavorável, o jeito então é buscar, de alguma forma, conciliar o estado de saúde do paciente com o exercício de suas atividades, visando sua sobrevivência, integração à sociedade, melhora relativa da qualidade de vida. “Não é simples, ou fácil, mas pode ser tentado, com outros tipos de tratamento, revisão de hábitos, acompanhamento médico constante, suporte de entes queridos. É um desafio”, conclui o psiquiatra Luiz Scocca.
Algumas medidas que podem ajudar quem tem depressão a continuar na ativa são:
Organizar a rotina, para não fazer tudo de última hora e piorar emoções negativas e sintomas como ansiedade e estresse;
Estabelecer prioridades e metas realistas, respeitando seu ritmo, evitando o excesso de horas extras e mantendo o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal;
Buscar passatempos, além de reservar tempo livre para descansar, se divertir, cuidar da espiritualidade;
Praticar atividades físicas regulares, alimentar-se de forma saudável, dormir bem, beber bastante água e evitar o consumo de álcool, cigarro, cafeína em excesso e outras drogas;
Buscar apoio emocional, ou seja, conversar com alguém de confiança sobre seus sentimentos, procurar ajuda psicológica ou psiquiátrica, participar de grupos de apoio.
Pacientes que não atenderam ao chamado da Divisão de Assistência de Alta e Média Complexidade (DAMAC) em 2023 para realizar exames de tomografia e ressonância devem procurar o setor para fazer agendamento. A orientação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem como objetivo zerar a lista de espera.
A coordenadora do DAMAC, Vera Lucia Galindo, destaca que a iniciativa busca dar nova oportunidade a esses pacientes.
“Garantir o acesso à saúde é uma das nossas principais metas. Buscando isso, vamos dar outra oportunidade para que esses pacientes que não puderam comparecer, por alguma razão que não nos foi informada, possam realizar seus exames”, frisou.
Em 2023, quase 2.700 tomografias e 1.816 ressonâncias magnéticas foram efetuadas pela rede municipal de saúde. Março e maio foram os períodos com maior atendimento.
Na verdade, a maioria só falava sobre a doença quando a pessoa já chegava com sintomas, como um nódulo indolor no pescoço ou uma dor de garganta que não desaparecia, de acordo com a pesquisa. Isso significa que muitos pacientes não estão tendo conversas importantes sobre fatores de risco e métodos de prevenção.
Seriam barreiras a falta de privacidade na maioria dos consultórios odontológicos, além do medo de envergonhar o paciente ao falar de uma questão bastante pessoal.
“Dado o aumento alarmante dos cânceres atribuídos ao HPV, os dentistas poderiam ser agentes importantes para promover essa prevenção”, disse o autor do estudo, Ellen Daly. “No entanto, há uma necessidade séria de melhor treinamento e educação desses profissionais”.
Números em alta
O câncer de garganta ligado ao HPV é um problema crescente: antes de 1990, apenas 21% dos cânceres orofaríngeos incluíam a presença de HPV. Após 2000, esse número cresceu para quase duas em cada três amostras, de acordo com uma meta-análise da Faculdade de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos.
Os pesquisadores acreditam que o estudo destaca a importância de usar a visita ao consultório dentário como forma de educar os pacientes sobre seus próprios fatores de risco, quais os sintomas que eles devem observar e o que podem fazer para se protegerem.
Apesar de o caso ainda não ter sido oficialmente contabilizado pela SES-DF, Metrópoles teve acesso ao atestado de óbito confirmando dengue
Com mais de 16 mil casos de dengue confirmados até o momento, o Distrito Federal explode em número de doentes e de mortes. A mais recente vítima fatal é uma psicóloga e moradora do Guará, de 29 anos, que perdeu a vida em um hospital particular no Cruzeiro Velho, após contrair a forma hemorrágica da doença.
O Metrópoles teve acesso ao atestado de óbito da mulher, que classifica a dengue como a causa da morte. Atendendo a um pedido da família, a reportagem não vai identificá-la. Apesar de a morte ter ocorrido em 19 de janeiro, o último boletim epidemiológico não apresenta a psicóloga como uma das vítimas. Segundo a Secretaria de Saúde, a área técnica pode levar até 60 dias para incluir um óbito no boletim.
Atestado de óbito
“A dor está muito grande”, detalhou a irmã da vítima. “Que a morte dela sirva como alerta de que estamos em uma situação grave no DF, que tem muito mais mortes do que as que foram divulgadas. Quando vi três mortes, fiquei revoltada, porque sabia que minha irmã não estava sendo contabilizada”, indignou-se.
A jovem foi diagnosticada com dengue e procurou um hospital particular na Asa Norte, em 15 de janeiro. Ela foi orientada a ir para casa e se hidratar. A irmã reforça que o hospital estava lotado no dia e havia outras pessoas com suspeita da doença.
Dois dias depois, a vítima passou mal à noite, mas pensou que poderia aguardar até o dia seguinte e ir ao hospital pela manhã. “Ela viu que estava lotado da outra vez que foi e, entre esperar no pronto-socorro cheio ou em casa, achou melhor ficar em casa.”
No entanto, na madrugada, as dores abdominais ficaram insustentáveis, além de muito vômito. A família acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e a jovem foi levada a um hospital da rede privada no Cruzeiro.
“No mesmo dia, minha irmã foi para UTI [Unidade de Terapia Intensiva] e não saiu mais”, lamentou. “Era uma menina de 29 anos, com a vida toda pela frente, formada em psicologia pela Universidade de Brasília.”
Cenário
Até o momento, a Secretaria de Saúde reconhece apenas três mortes do caso, isso pelo prazo para concluir a investigação da doença. Ceilândia é a região administrativa com maior incidência de dengue, com 3.963 casos.
O óbito mais recente — também ainda não notificado pela Secretaria de Saúde — é de um paciente que estava internado no Hospital Santa Lúcia, na Asa Sul, que morreu às 20h25 de quinta-feira (25/1) em decorrência de um quadro de dengue hemorrágica.
Em função do quadro grave na cidade, o Governo do Distrito Federal declarou situação de emergência na saúde pública. A medida autoriza o Executivo local a comprar insumos, contratar serviços e profissionais por tempo determinado, e, assim, de forma mais rápida, conter o avanço dos casos.
O Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS), o Hospital da Mulher, comemorará 32 anos na próxima terça-feira (30) e apresenta números que evidenciam seu sucesso. Com 396.894 atendimentos e 108.300 internamentos na emergência desde 2010, a instituição tem avançado, alcançando altos índices de satisfação dos usuários, com 97% de avaliação ótimo/bom pelos familiares e 96% pelos pacientes, de acordo com o serviço social da unidade hospitalar.
As celebrações do aniversário do HIPS começaram no último sábado, dia 27, com atendimentos especializados em pediatria, gastropediatria, endocrinopediatria, fisioterapia infantil, ginecologia e fisioterapia pélvica no Ambulatório do HIPS, atendendo à demanda reprimida da regulação.
Além disso, as comemorações incluirão homenagens aos 956 funcionários da instituição. O evento, marcado para o dia 30, a partir das 8h30, promete emocionar pacientes e funcionários das enfermarias com apresentações musicais de saxofone, culto ecumênico, presença de autoridades do Governo Municipal e encerramento com um almoço especial para os funcionários no refeitório da unidade hospitalar.
Metas
O Hospital da Mulher é o primeiro hospital público municipal materno-infantil e pioneiro em oferecer atendimento pediátrico para crianças e adolescentes até 13 anos. Apenas em 2023, foram realizados 50.510 atendimentos, com mais de 11 mil internamentos e 7.434 partos na emergência do Hospital da Mulher. Nos últimos doze anos, foram realizados 72.881 partos no HIPS, com uma média mensal ao longo do período de 3.015 partos normais e 2.852 partos cesáreos. Esses dados foram divulgados pela Fundação Hospitalar.
O Complexo Materno-Infantil é responsável por acolher gestantes com excelência pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Gilberte Lucas, presidente da Fundação Hospitalar (FHFS), autarquia municipal responsável pela gestão do Hospital da Mulher, destaca que a unidade de saúde é pioneira no Programa de Planejamento Familiar e atendimento de gestação de risco, durante a gravidez e pós-parto, com serviços laboratoriais e de especialidades ambulatoriais.
“É um marco para o município o que o Hospital da Mulher oferece à população. Para 2024, pretendemos entregar o centro cirúrgico totalmente ampliado e reformado, o que permitirá realizar mais cirurgias. Além disso, faremos a reforma da emergência e ampliaremos o ambulatório de especialidades para atender mais crianças”, anunciou a gestora.
Investimentos
Com recursos próprios, o Hospital da Mulher vem investindo na compra de equipamentos de alta tecnologia para aumentar a qualidade dos serviços e a oferta, além de diminuir o tempo de espera. Dentro do planejamento estratégico da Fundação Hospitalar, foram estabelecidas algumas metas para 2024.
Gilberte Lucas destaca que, neste ano (2024), mais recursos serão destinados ao Hospital da Mulher. “Nos últimos anos, ampliamos vários setores e, consequentemente, aumentamos a oferta de vagas. Vamos digitalizar prontuários dos últimos 10 anos, entregar à população o Centro de Parto Normal do Conjunto Feira VII, adquirir Raio X Digital para diagnósticos mais precisos, ampliar a oferta de exames para pré-natal de alto risco e realizar um mutirão de laqueadura”, informou a presidente da Fundação Hospitalar.
O Hospital da Mulher está localizado na Rua da Barra, 705 – Bairro Jardim Cruzeiro. Contato: 75 – 3602-7100 / 7124.
Com o período de altas temperaturas e a temporada de chuvas, na maior parte do Brasil, aumenta a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, gerando uma grande preocupação, especialmente após o recorde histórico de 1.017 mortes em 2022 e um continuado aumento de casos em 2023. Além disso, as mudanças climáticas, incluindo fenômenos como o El Niño, têm contribuído para a expansão do vetor em regiões antes consideradas menos propensas à disseminação da dengue, como Centro-Oeste e Sul, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) destaca a gravidade do risco de uma epidemia de dengue, a importância da conscientização da população sobre as medidas preventivas e a relevância dos serviços de diagnóstico médico na identificação e tratamento da doença. “Caso esse cenário se concretize, os laboratórios clínicos terão papel fundamental na avaliação do risco de hemorragias, o que é fundamental para evitar mortes”, declara Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da entidade.
De acordo com dados preliminares fornecidos pelas associadas à Abramed, observou-se um aumento de mais de 77% no número de exames de dengue realizados na rede privada em um período de quatro semanas, compreendido entre 16 de dezembro de 2023 e 13 de janeiro de 2024.
Na semana de 16 a 22 de dezembro de 2023, foram realizados 8.606 exames de dengue, sendo 18% positivos, enquanto de 7 a 13 de janeiro de 2024 foram 15.246 exames, com 22% positivos. Em relação à positividade, a porcentagem variou entre 18% e 24% nas quatro semanas em questão, atingindo o maior valor na semana de 31 de dezembro de 2023 a 6 de janeiro de 2024 (24%).
Os números mostram que as pessoas estão buscando a confirmação do diagnóstico ao sentirem sintomas associados à doença, como febre alta, dores musculares, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.
A associação reitera seu compromisso em colaborar com as autoridades de saúde, profissionais do setor e a sociedade em geral, visando a implementação de estratégias eficazes para enfrentar essa questão de saúde pública e minimizar os impactos sobre a população brasileira.
Comparação anual
Comparando as duas primeiras semanas epidemiológicas de 2023 e 2024, o número de exames registrou crescimento, mas o número de infectados se manteve praticamente constante. Na primeira semana epidemiológica de 2023, foram realizados 9.744 exames, com 2.583 positivos, enquanto na primeira semana epidemiológica de 2024 foram 10.916 exames, com 2.666 positivos. A variação em exames realizados foi de 12%, enquanto na positividade foi de 3%.
Na segunda semana epidemiológica de 2023, foram realizados 11.002 exames, com 3.418 positivos, enquanto na segunda semana epidemiológica de 2024 foram 15.246 exames, com 3.365 positivos. A variação em exames realizados foi de 39%, enquanto na positividade foi de -2%.
Vale ressaltar que os laboratórios clínicos associados à Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para avaliar a situação da doença e orientar as medidas de saúde pública.
Feira de Santana recebeu em torno de 2 mil doses da vacina contra a varicela, popularmente conhecida como catapora. Dessa forma, as 104 unidades de saúde estarão aplicando o imunizante nesta quarta-feira (24).
A quantidade ainda não é suficiente para atender a demanda da cidade, mas a população já pode procurar as salas de vacina para realizar a imunização, que será efetuada enquanto durar o estoque.
O abastecimento é feito pelo Ministério da Saúde, que por dificuldade de insumo para a produção da vacina, diminuiu os repasses para os estados e os municípios.
A primeira dose da vacina é destinada às crianças com 15 meses. Aos 4 anos deve ser efetuado o reforço. Caso não ocorra, a vacina poderá ser aplicada até 6 anos 11 meses e 29 dias.
Para ser vacinado, é necessário apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de imunização. Entretanto, a aplicação em crianças é feita somente na presença dos pais ou responsável legal.
A Secretaria de Saúde de Mato Grosso informou ter identificado uma nova subvariante da covid-19, a JN 2.5, uma variação da Ômicron. “Esse é o primeiro registro da subvariante no Brasil”, destacou a pasta.
Em nota, a secretaria detalhou que o laboratório central do estado sequenciou e identificou a nova subvariante em pesquisa realizada entre os dias 16 e 18 de janeiro. Ao todo, quatro pacientes do sexo feminino testaram positivo para a nova cepa e foram hospitalizadas.
Desse total, três pacientes receberam alta médica, estão estáveis e seguem em isolamento domiciliar sob acompanhamento da vigilância municipal. Já a quarta paciente tinha doença pulmonar obstrutiva crônica e morreu.
“No entanto, a equipe de vigilância da SES [Secretaria de Estado de Saúde] ainda investiga o caso e não é possível afirmar que a causa da morte foi a covid-19.”
O governo do estado pediu que a população evite pânico e mantenha-se em alerta para sintomas gripais. As orientações incluem ainda o uso de máscara em caso de gripe ou resfriado e higienizar as mãos com sabão ou álcool 70%, além de vacinar-se contra a doença.
Além do Brasil, a subvariante JN 2.5 também foi identificada no Canadá, na França, na Polônia, na Espanha, nos Estados Unidos, na Suécia e no Reino Unido.
O desejo de muita gente que pratica atividade física é ganhar massa muscular. Para isso, a alimentação é essencial
Quem não deseja ganhar mais músculos que atire a primeira pedra. Ficar forte não é fácil. Para isso, a sinergia entre diversos elementos, como o planejamento do treino, a qualidade do sono, o gerenciamento do estresse, a regulação hormonal, os períodos adequados de descanso, além da influência genética e da alimentação, é primordial.
Hipertrofiar, diferente de emagrecer, requer um balanço energético positivo, ou seja, uma maior ingestão de alimentos com alta densidade energética.
Para facilitar esse processo, comidas calóricas podem ajudar a fim de evitar ter de consumir grandes volumes de alimentos. Mas engana-se quem pensa que basta comer alimentos com calorias, seja fast-food ou itens calóricos tradicionais, uma vez que a qualidade do ganho de massa muscular também é ditada pela qualidade da dieta.
Estabelecendo o raciocínio que uma pessoa precisa ingerir refeições mais calóricas, optar por alimentos que fornecem mais calorias por menor volume seria um bom começo.
Dessa forma, o raciocínio na escolha das frutas seria o mesmo. A premissa é escolher frutas com alta densidade calórica, onde teríamos 1 kcal para cada 1 g de alimento.
Considerando isso, destacam-se:
Tamarindo
Contém cerca de 300 kcal por 100 g de alimento, além de 3 g de proteína nessa porção. É um alimento que oferece muita energia, principalmente advinda do carboidrato, que representa praticamente 70% dessa fruta. Dessa forma, o tamarindo pode ser uma boa opção para quem visa o ganho de massa muscular.
Tâmara
Assim como o tamarindo, a tâmara oferece uma boa quantidade calórica por volume de alimento. Em 100 g encontramos 282 cal, além de 65% do seu peso representar carboidratos absorvidos com facilidade, podendo ser uma boa opção de pré-treino. Existem boas vantagens nutricionais nela também como boa quantidade de potássio, magnésio, ferro e vitamina B3.
Banana
Uma frutinha que agrada a gregos e a troianos, a banana é uma aliada do ganho de músculo devido a boa quantidade de carboidrato presente nela. Além disso, é rica em potássio, nutriente aliado da contração muscular. Quando misturada a aveia e outros ingredientes, pode favorecer ainda mais os estoques energéticos.
A banana é rica em potássio, fibras e vitaminas
Abacate
Fornecendo cerca de 160 cal por 100 g de alimento, o abacate oferece gorduras saudáveis, sendo fonte de nutrientes que favorecem até a recuperação muscular pós-exercício. Versões como shakes ou molhos ainda são formas práticas de inserir o abacate na dieta e obter vantagens na saúde cardiovascular e nos níveis de colesterol.
Coco
Em 100 g dele temos 354 cal, estando no topo das frutas mais calóricas. Ele é rico em minerais como manganês, cobre, ferro, fósforo, selênio e zinco, promovendo melhora da imunidade e melhora da disposição e energia.
Bacuri
Fruto característico do Norte do país, o bacuri é rico em minerais como potássio, fósforo e cálcio, representando boa opção para regular o metabolismo.
Os supostos danos à saúde causados pelos adoçantes artificiais estão aumentando – e agora um novo estudo relacionou um tipo de substituto do açúcar a riscos mais elevados de problemas de saúde cardíaca, como o AVC.
Os pesquisadores se concentraram nos níveis sanguíneos de compostos orgânicos usados como adoçantes, especificamente o eritritol; um adoçante comumente usado em alimentos com baixo teor de açúcar, sem açúcar e sem carboidratos.
Entre um grupo de 1.157 pacientes submetidos a testes numa clínica cardiovascular, aqueles com os níveis mais elevados destes compostos no sangue tiveram o dobro do risco de morrer ou sofrer um evento cardiovascular grave nos três anos seguintes.
No entanto, o estudo não mostrou que o eritritol fosse proveniente de adoçantes artificiais ou que estivesse causando diretamente qualquer um dos problemas cardiovasculares.
Mas os pesquisadores dizem que suas descobertas são suficientes para justificar uma investigação adicional sobre os efeitos a longo prazo dos adoçantes artificiais em geral, e do eritritol especificamente.
Detalhes do estudo
Os níveis de eritritol no sangue atingiram o pico e permaneceram elevados durante dois a três dias depois que os voluntários ingeriram uma bebida adoçada com eritritol, antes de voltarem ao normal.
A adição de eritritol às amostras de sangue total também aumentou a viscosidade do sangue e outras medidas ligadas à coagulação do sangue.
De certa forma, isso mostra como o consumo de altos níveis de adoçantes artificiais pode desencadear uma cascata de alterações no sangue que podem levar a um evento cardiovascular.
Riscos dos adoçantes
Embora estejam naturalmente presentes em quantidades muito pequenas em frutas e vegetais, os níveis de adoçantes como o eritritol podem ser 1.000 vezes maiores em alimentos processados.
Pesquisas mostram que os adoçantes artificiais podem contaminar os microrganismo do nosso intestino de uma forma que leva ao ganho de peso e diabetes, e pode aumentar o risco de desenvolver câncer.