Em Feira de Santana, uma idosa de 67 anos com infecção do trato urinário aguarda há 10 dias por uma regulação. Ela está internada na UPA Mangabeira e espera transferência para uma unidade hospitalar para receber o tratamento adequado. As vagas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado.

Nesta quarta-feira (28), 28 pessoas aguardam transferência. Os pacientes também estão distribuídos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas municipais.

Do total, 10 pacientes aguardam regulação na UPA Queimadinha, cinco na UPA Mangabeira e 13 distribuídos nas policlínicas municipais: Humildes (1), Feira X (1), Parque Ipê (3), George Américo (5), Rua Nova (1) e Tomba (2).

REGULAÇÃO ESTADUAL

O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares conforme critério de gravidade e não proximidade, visando a democratização do acesso.

Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas.

Se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema para que o paciente tenha a assistência adequada.

*Secom/PMFS


A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) confirmou, nesta quarta-feira (28), a quinta morte por dengue no estado. A vítima era moradora de Irecê, município no norte da Bahia. Ainda não há mais informações sobre a pessoa.

Até então, todas as mortes pela doença estavam registradas no sudoeste da Bahia. Duas foram confirmadas em Jacaraci, uma em Piripá e a última havia sido confirmada em Ibiassucê na segunda-feira (26).

Irecê pertence à lista dos 64 municípios da Bahia que estão com epidemia de dengue. Até o momento, 16.771 casos prováveis de dengue são investigados pelos órgãos responsáveis. No Brasil, o Ministério da Saúde aponta que já são 184 mortes pela doença e 920 mil casos prováveis. A faixa-etária mais afetada é a de 30 a 39 anos.

Confira a lista de municípios em epidemia na Bahia:

Adustina
América Dourada
Anagé
Araci
Barra do Choça
Barra do Mendes
Barro Alto
Belo Campo
Bom Jesus da Lapa
Bonito
Brejões
Brumado
Caetité
Cafarnaum
Campo Formoso
Canarana
Carinhanha
Conceição do Almeida
Condeúba
Coribe
Encruzilhada
Feira de Santana
Formosa do Rio Preto
Ibiassucê
Ibicaraí
Ibicoara
Ibipitanga
Ibitiara
Igaporã
Iramaia
Iraquara
Irecê
Itambé
Itapetinga
Jacaraci
Lajedão
Licínio de Almeida
Macaúbas
Maetinga
Manoel Vitorino
Maracás
Matina
Miguel Calmon
Morro do Chapéu
Mortugaba
Mucugê
Mulungu do Morro
Novo Horizonte
Palmas de Monte Alto
Piatã
Pindaí
Piripá
Piritiba
Planalto
Quixabeira
Rodelas
Santa Maria da Vitória
Santa Rita de Cássia
Serrinha
Serrolândia
Tanque Novo
Tapiramutá
Uruçuca
Vitória da Conquista

*Metro1
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


Para conscientizar as mulheres grávidas em Feira sobre os perigos da dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a Fundação Hospitalar está produzindo vídeos com um especialista em obstetrícia. Esses vídeos serão compartilhados nas redes sociais do Hospital Inácia Pinto dos Santos, conhecido como Hospital da Mulher, e da Fundação Hospitalar, com o objetivo de fornecer orientações importantes às gestantes sobre os riscos e medidas preventivas contra a doença.

Segundo Gilberte Lucas, presidente da Fundação Hospitalar, as gestantes estão em um grupo de risco e, por isso, devem intensificar as medidas preventivas. “Estamos alertas quanto aos riscos da dengue e implementando ações de prevenção em nossas unidades de saúde, administradas pela Fundação Hospitalar. Isso inclui a capacitação de nossos profissionais para identificar e orientar sobre a doença”, explicou Lucas.

Ela ressaltou ainda que o Hospital da Mulher possui um protocolo de assistência para pacientes com suspeita de dengue, que envolve a diretoria técnica, coordenação de enfermagem e controle do Programa de Infecção Hospitalar do HIPS, por meio da vigilância epidemiológica. Uma vez identificada a doença, é feita a coleta de sangue da paciente pelo laboratório de análises clínicas do HIPS e encaminhada à Secretaria Municipal da Saúde.

A médica ginecologista obstetra, Andréa Alencar, alerta que as gestantes diagnosticadas com dengue enfrentam maior suscetibilidade à forma grave da doença, conhecida como dengue hemorrágica. “É crucial que as unidades básicas de saúde encaminhem as pacientes com suspeita de dengue para unidades de alto risco. As complicações da dengue em mulheres grávidas podem aumentar significativamente o risco de morte em comparação com a população em geral”, explicou.

Alencar ressalta que as gestantes com dengue podem apresentar febre alta, que rapidamente leva à desidratação. Durante os primeiros três meses de gestação, pode ocorrer ameaça de aborto, enquanto nos estágios finais, casos graves da doença podem resultar em hipertensão gestacional e descolamento prematuro da placenta.

Ela também enfatiza a importância do acompanhamento pré-natal para todas as gestantes, independentemente de sintomas. Além disso, medidas simples como instalação de telas em janelas e portas, uso de roupas compridas e aplicação regular de repelente, que é seguro para gestantes, podem ajudar a evitar a picada do mosquito.

Danielle Sales Pereira, 34 anos e com 28 semanas de gestação, residente na zona rural, expressa sua preocupação após alguns casos de dengue serem identificados entre seus vizinhos no Parque da Lagoa. “Nunca tive dengue, mas estou muito preocupada. Vou seguir as orientações da médica do Hospital da Mulher e torcer para que tudo corra bem”, desabafou.

Principais sintomas da dengue na gravidez:

Febre de média a alta
Manchas avermelhadas na pele
Dor muscular e abdominal
Dores articulares, especialmente nas mãos e pés
Dor de cabeça, principalmente atrás dos olhos
Irritação nos olhos (conjuntivite leve)
Diarreia
Pequenas feridas na boca

*Secom/PMFS
Foto: Fátima Brandão


O apresentador Fausto Silva, o Faustão, de 73 anos, está internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, o mesmo que o recebeu para o transplante de coração em 2023, após problemas de saúde.

De acordo com o jornal ‘Folha de S.Paulo’, a nova internação do veterano tem ligação com problemas nos rins. Sem mais detalhes do quadro de saúde do comunicador, a publicação afirma que os médicos não descartam um novo transplante, desta vez no outro órgão.

Fausto deu entrada na unidade hospitalar no final de semana, no entanto, a internação só se tornou pública no fim da tarde de segunda. Antes de ser submetido ao transplante de coração, o apresentador passou cerca de três semanas internado, à espera de um doador compatível.

O apresentador chegou a apresentar complicações pós-operatórias em setembro, mas desde então, só voltou ao hospital para exames de rotina e para a diálise. A família de Faustão ainda não se pronunciou sobre a nova internação.

*Bahia Notícias
Foto: TV Globo


witsawat / stock.adobe.com

Nesta segunda-feira (26), o Brasil contabilizou 184 óbitos relacionados à dengue, com mais 609 casos sob investigação desde janeiro. O Ministério da Saúde divulgou dados que revelam um total de 920 mil casos da doença nas oito primeiras semanas do ano, resultando em uma taxa de incidência de 453 casos por 100 mil habitantes. A faixa etária mais impactada abrange indivíduos de 30 a 39 anos, seguida por aqueles com idades entre 40 a 49 e 50 a 59 anos. Notavelmente, as mulheres representam a maioria dos casos de infecção por dengue, com uma proporção de 55%.

O Distrito Federal emerge como a unidade da federação mais afetada pela doença, registrando quase 100 mil casos confirmados e uma taxa de incidência de 3.484. No total, 51 mortes foram confirmadas, enquanto outras 78 estão atualmente sob investigação.

Após o Distrito Federal, os estados mais impactados são Minas Gerais, Acre, Paraná e Espírito Santo, que somados, respondem por quase 60% dos casos confirmados em todo o país.

Em contrapartida, Maranhão, Alagoas, Ceará, Pernambuco e Piauí apresentam as menores taxas de incidência da doença.

Com informações de R7


andreswd/Getty Images

Centenas de compostos químicos são liberados de nossos corpos para o ar a cada segundo, proporcionando pistas valiosas sobre nossa saúde. Esses compostos, conhecidos como Compostos Orgânicos Voláteis (VOCs), têm origens variadas, incluindo respiração, pele, urina e fezes.

Desde a Grécia antiga, percebemos mudanças no odor corporal quando não estamos bem. Hoje, a ciência demonstra que diferentes enfermidades, como insuficiência hepática e diabetes, podem alterar os perfis de VOCs na respiração, fornecendo indicadores valiosos.

Estudos modernos revelam que os VOCs na respiração, pele e outros excrementos podem conter informações sobre nossa saúde geral. Pesquisadores exploram a capacidade desses compostos em diagnosticar diversas condições, desde doenças intestinais até neurológicas.

A descoberta de uma alteração no cheiro corporal por parte da esposa de um paciente anos antes do diagnóstico de Parkinson ilustra como VOCs podem antecipar condições de saúde. Atualmente, avanços tecnológicos, como a espectrometria de massa, proporcionam uma compreensão mais profunda dos perfis de VOCs associados a várias doenças.

Embora cães tenham uma capacidade olfativa mais aguçada, cientistas buscam desenvolver dispositivos de diagnóstico baseados nos VOCs da respiração. Além disso, a pesquisa dos VOCs da pele está em estágio inicial, mas já mostra promessas, revelando informações sobre características pessoais, como gênero e idade.

Os VOCs não são apenas indicativos de saúde; eles também servem como canal de comunicação em ecossistemas, sendo usados por plantas, insetos e animais como feromônios. Enquanto os feromônios humanos ainda são objeto de debate, os VOCs da pele podem oferecer percepções sobre características individuais, envelhecimento, saúde metabólica e até mesmo a capacidade de atrair um parceiro. O estudo contínuo desses compostos pode levar a avanços significativos na monitorização da saúde e no diagnóstico de doenças.

Com informações da CNN Brasil.


O mês de fevereiro, também conhecido pela campanha Fevereiro Roxo e Laranja, reforça a conscientização e combate de algumas doenças, a exemplo da Fibromialgia, que ataca especificamente as articulações, causando dores por todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. A síndrome também provoca cansaço excessivo, alterações no sono, ansiedade e depressão. Porém, o que muita gente desconhece é que, de acordo com o cirurgião urologista Eduardo Cerqueira, muitos são os pacientes com esta patologia, em especial mulheres na faixa etária a partir dos 40 anos de idade, que, infelizmente, também convivem com outra doença de diagnóstico e tratamento bastante complexos: a Síndrome da Bexiga Dolorosa.

Também conhecida como Cistite Intersticial, a síndrome é uma condição inflamatória crônica, ou seja, permanente, da parede da bexiga que leva o paciente a sentir muita dor na região pélvica por conta do aumento da frequência urinária, tanto diurna quanto noturna. As pessoas que apresentam essa patologia também podem apresentar sangue na urina, ou seja, “é um quadro muito semelhante ao da infecção urinária, mas, devido ao processo inflamatório, a dor geralmente é mais severa nos casos da Bexiga Dolorosa, principalmente quando a bexiga está cheia, o que pode aliviar com o esvaziamento”, salientou o médico. O especialista acrescenta que é muito comum confundir as duas síndromes, uma vez que a Fibromialgia tem os pontos de gatilho que são pesquisados até que o médico possa fechar o diagnóstico descartando as demais patologias, pois, na maioria das vezes, também apresenta dor pélvica, ardência e desconforto, assim como a Cistite.

Porém, é importante salientar que ainda existem pacientes que têm somente o quadro de Bexiga Dolorosa e não fecha o quadro de fibromialgia, sendo seu principal sintoma a dor, “dor em peso, geralmente acima do púbis e essa dor tende a piorar quando a bexiga enche; quando o paciente está com vontade de urinar essa dor fica ainda mais intensa, apresentando ardência ao urinar, desconforto no canal, e isso tudo é muito presente no quadro de bexiga dolorosa”, frisou Dr. Eduardo Cerqueira.

Prevalência em mulheres

Conforme o cirurgião urologista, essa condição leva a uma redução importante da qualidade de vida dos pacientes, 90 por cento deles mulheres, pois gera um desconforto contínuo, causando dor e pressão na pelve, ansiedade, consequentemente perda da libido, e até falta de vontade de se relacionar socialmente. O tratamento, apesar de bastante complexo, existe e é possível por meio medicamentoso (analgésico ou antidepressivos específicos para controle da dor) e ou, quando necessário, por medidas comportamentais através de mudanças da alimentação, uma vez que, segundo Dr. Eduardo Cerqueira, alimentos como café, à base de cola, pimenta, guaraná, estimulantes, muito condimentados e excesso de sal são fatores que irritam o tecido da bexiga e potencializam o quadro de dor. A opção por procedimento cirúrgico somente é feita em casos muito graves e após as tentativas medicamentosas e comportamentais.

O urologista Eduardo Cerqueira frisa ainda que, no caso das mulheres, nas quais a doença tem prevalência, a infecção urinária de repetição é um dos sintomas muito comuns e que, durante o diagnóstico da Bexiga Dolorosa, esse sintoma deve ser excluído. “Existem outras doenças que apresentam quadros similares a exemplo do câncer de bexiga, que também pode provocar dor crônica. As mulheres precisam conversar com suas ginecologistas. Ao perceber que a infecção urinária vem se repetindo e que tem tomado medicação, mas, mesmo assim, retorna sempre, é caso de encaminhamento a um urologista de sua confiança, assim como se, por exemplo, você fez todos os exames de urina, não teve alterações, mas sente ardência, dor ao urinar e na pelve. A ginecologista precisa encaminhar ao ou à urologista”, alertou o especialista.

A prática de atividade física e a alimentação equilibrada são apontadas pelo cirurgião urologista como o caminho para a prevenção. O médico afirma que esta é uma doença que precisa ganhar um olhar especial, uma vez que atrapalha a vida sexual, as atividades laborais e abala a pessoa de forma muito importante, ou seja, trata-se de uma doença debilitante, cuja maior queixa, além da dor, é a falta de diagnóstico. “A paciente passa por diversos médicos e muitas vezes não consegue ter um tratamento direcionado. Isso traz angústia à paciente que anseia por melhor convívio social e qualidade de vida”, ressaltou.

Por AMA Comunicação Integrada
Texto Adriana Matos – 75 991319845
Contato: E-mail: adrianamatos.ama@gmail.com


A campanha de vacinação contra a dengue segue intensificada em Feira de Santana. Desde que iniciou a imunização, em 15 de fevereiro, um total de 3.107 crianças, com idades entre 10 e 14 anos, foram vacinadas.

A vacinação continua neste fim de semana. No sábado (24) a ação será no auditório da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), das 8h às 12h, localizado na Avenida João Durval Carneiro e no distrito da Matinha, das 8h às 12h30, na unidade de saúde.

No domingo (25) será a vez de Tiquaruçu receber a vacinação, que ocorrerá na unidade de saúde, das 8h às 12h30.

Para receber as doses, é necessário que os responsáveis apresentem o documento de identidade da criança, o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e a caderneta de vacinação.

Vale ressaltar que a aplicação da vacina será realizada apenas na presença dos pais ou responsável legal.

*Secom/PMFS


foto: reprodução 

Autoridades de saúde no Alasca identificaram a primeira morte conhecida relacionada a um vírus recentemente descoberto chamado Alaskapox.

Desde sua descoberta em 2015, sete infecções por Alaskapox foram relatadas, de acordo com o Departamento de Saúde do estado. O caso mais recente foi identificado em um homem idoso que faleceu no mês passado.

“Este é o primeiro caso grave de infecção por Alaskapox resultando em hospitalização e morte”, afirmou o departamento de saúde em um comunicado na semana passada.

O homem tinha um sistema imunológico enfraquecido devido ao tratamento contra o câncer, o que provavelmente contribuiu para a gravidade de sua doença, observaram as autoridades.

Especialistas afirmam que a doença geralmente é leve, e as infecções continuam sendo raras em humanos, uma vez que o vírus é encontrado principalmente em populações de pequenos mamíferos em toda a região do Alasca.

“Seis dos sete casos foram leves e autolimitados, então o paciente nem precisou de cuidados de apoio de um provedor de saúde”, disse o Dr. Joe McLaughlin, epidemiologista estadual e chefe da Seção de Epidemiologia do Alasca no Departamento de Saúde.

Ainda assim, há muito que não se sabe sobre o vírus, incluindo como ele se espalha de animais para humanos e por quanto tempo está presente.

O que é o Alaskapox?

Embora o Alaskapox tenha sido descoberto recentemente, McLaughlin afirma que o vírus é endêmico em populações de pequenos mamíferos no Alasca, infectando regularmente voles e musaranhos de dorso vermelho, bem como outros roedores como esquilos vermelhos.

O vírus pertence ao gênero orthopoxvirus, que também inclui vírus mais conhecidos, como a varíola e a mpox, que frequentemente infectam mamíferos e causam lesões na pele.

McLaughlin destaca que o Alaskapox é um vírus do “velho mundo”, normalmente encontrado na África, Ásia e Europa.

“É muito possível que esse vírus esteja presente no Alasca há centenas, se não milhares, de anos”, afirmou.

No entanto, o aumento de casos de Alaskapox não significa necessariamente que o vírus tenha se tornado mais prevalente na população de pequenos mamíferos do estado nos últimos anos.

“O que mudou é a consciência dos clínicos e a consciência do público em geral de que o vírus Alaskapox é algo possível”, disse McLaughlin. “É possível que casos tenham ocorrido antes de 2015 e simplesmente eram subclínicos ou levemente clínicos e não foram diagnosticados.”

Um vírus “geograficamente distinto”

Embora não esteja claro há quanto tempo o vírus circula no estado, as infecções ocorrem após o contato com animais, de acordo com a Dra. Julia Rogers, uma epidemiologista do Epidemic Intelligence Service no Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, designada para o Departamento de Saúde do Alasca.

“Essas pessoas o adquiriram através de algum tipo de contato com um animal”, disse ela.

O primeiro caso de Alaskapox foi descoberto em julho de 2015 em uma mulher que morava perto de Fairbanks, no centro do Alasca, segundo o departamento de saúde do estado. Desde então, cinco casos adicionais foram relatados na área de Fairbanks.

O caso mais recente, que resultou na primeira morte conhecida por Alaskapox, é também o primeiro descoberto fora de Fairbanks. Foi relatado cerca de 500 milhas ao sul na Península de Kenai, afirmam as autoridades.

Isso indica que o Alaskapox é mais geograficamente disseminado do que se pensava anteriormente.

“Fomos capazes de sequenciar o vírus deste caso do paciente, e mostrou que havia uma distinção entre este caso e os agrupamentos de casos que conseguimos sequenciar em Fairbanks”, disse Rogers.

No entanto, ela acrescenta que a descoberta recente provavelmente se deve a distinções geográficas no vírus e não é resultado do vírus sendo “levado da área de Fairbanks”.

Nenhum dos sete diagnosticados com Alaskapox havia viajado recentemente para fora do estado ou do país, e não foram identificados casos fora do Alasca, afirmam os especialistas.

Possível disseminação por meio de animais domésticos
É necessário realizar mais amostragens nas populações de animais afetados para entender completamente como o vírus se espalha de animais para humanos, diz Rogers, mas o contato com pequenos mamíferos e animais domésticos que os encontram pode desempenhar um papel.

Autoridades de saúde afirmam que o homem que faleceu morava em uma área densamente arborizada e cuidava de um gato de rua que caçava pequenos mamíferos.

O Departamento de Saúde do Alasca afirma que os arranhões do gato são uma “fonte possível” de infecção neste caso.

“Isso também segue padrões de evidência para outros orthopoxvírus do Velho Mundo”, acrescentou McLaughlin. “Um evento traumático geralmente introduz a infecção do animal para o humano.”

Sintomas e tratamento do Alaskapox

Além do caso mais recente, todos os pacientes com Alaskapox tiveram uma doença leve que se resolveu por conta própria após algumas semanas, de acordo com o Departamento de Saúde do estado.

Os sintomas geralmente incluem uma ou mais lesões na pele que parecem inicialmente uma picada de aranha, diz McLaughlin. Linfonodos inchados, dor muscular e febre também podem ocorrer.

“Se houver algum tipo de série ou sintomas individuais que sigam essa definição de caso e você não tiver outra causa conhecida ou não houver doença conhecida que contribua para esses sintomas, então você definitivamente deve procurar seu provedor de saúde, e eles podem realizar uma avaliação adicional e alguns testes”, disse Rogers.

Pessoas com sistemas imunológicos enfraquecidos podem apresentar sintomas

mais graves, observam as autoridades de saúde. O homem que faleceu de Alaskapox tinha cicatrização lenta de feridas, desnutrição, insuficiência renal aguda e insuficiência respiratória.

Tratamentos antivirais e imunoglobulina podem ser prescritos, diz McLaughlin.

Os especialistas observam que, embora alguns orthopoxvírus possam se espalhar entre pessoas por meio do contato direto com lesões na pele, não há evidências de que uma pessoa com Alaskapox possa transmiti-lo a outra.

“Não há necessidade de as pessoas fora do Alasca se preocuparem”, disse McLaughlin. “Aqueles dentro do Alasca devem apenas estar cientes de que é uma infecção que podem adquirir.”

Gazeta Brasil


Pixabay

O despertador toca, e ao iniciar um novo dia, você percebe que sua garganta está inflamada. Essa condição pode ser um sintoma de resfriado, imunidade baixa ou resultado das variações climáticas. Ao procurar o medicamento anti-inflamatório habitual para aliviar o desconforto, você descobre que está vencido. Surge a dúvida: será que ingerir remédios vencidos faz mal?

Entre a ciência e os conselhos tradicionais transmitidos por nossos avós, é crucial esclarecer o que é mito e o que é verdade sobre esse assunto, uma vez que isso impacta diretamente em nossa saúde e bem-estar. Explore mais detalhes nos próximos tópicos.

Como ocorre o prazo de validade dos medicamentos?

Assim como ao fazer compras no supermercado, ao adquirir medicamentos na farmácia, é essencial observar a data de validade do produto. O fabricante é responsável por fornecer essa informação, indicando o mês e o ano de fabricação e expiração, bem como o número do lote do medicamento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) supervisiona esse controle.

Com base em testes específicos para verificar a estabilidade dos elementos ativos presentes na fórmula, o fabricante estabelece uma data-limite para o consumo, indicando a partir de quando o produto começa a perder sua eficácia.

A divulgação do prazo de validade não visa apenas a segurança do consumidor; também protege a indústria farmacêutica contra reclamações relacionadas à perda de potência ou eficácia do medicamento, devido à sua vida útil expirada. É fundamental lembrar que, mesmo com testes confiáveis realizados em laboratórios, o armazenamento, manuseio, transporte e a integridade da embalagem podem afetar a eficácia do medicamento. Portanto, é crucial seguir as recomendações do fabricante.

Por que não é recomendado tomar medicamentos vencidos?

Embora seja comum armazenar certos tipos de medicamentos em casa, como analgésicos e xaropes, não é aconselhável guardar sobras de medicamentos que foram utilizados no tratamento de uma doença específica, pois, após serem abertos, sua validade é reduzida. Além disso, é necessário ter critério e cuidado ao armazená-los.

Ao ingerir uma aspirina vencida por alguns dias, provavelmente, você não sentirá nada além de um atraso no tempo para que ela faça efeito. Estima-se que, após a expiração do prazo de validade, o medicamento tenha 90% ou menos de eficácia. Contudo, esse dado não se aplica a medicamentos de uso contínuo, como aqueles prescritos para o controle de doenças crônicas, incluindo diabetes e hipertensão, nem a antibióticos.

No caso dos antibióticos, é especialmente perigoso, pois tomar um medicamento vencido pode agravar a infecção. Além de não eliminar a bactéria, o medicamento alterado pode torná-la mais resistente, evoluindo para uma superbactéria. Essa situação também pode ocorrer quando o paciente ingere uma dose insuficiente do antibiótico ou não segue o tratamento conforme indicado.

Dado o caráter imprevisível dos efeitos, é sempre mais seguro evitar riscos, adquirindo um medicamento novo ou, se necessário, procurando atendimento de emergência para uma nova consulta médica.

Remédio vencido: mitos e verdades sobre o assunto

Embora a resposta à pergunta mais importante – não tomar medicamentos vencidos – já tenha sido abordada, é relevante destacar algumas informações contraditórias sobre o tema e por que não devemos levá-las a sério.

“A validade é uma estratégia dos laboratórios”

Se alguém sugerir que não há problema em consumir medicamentos vencidos, pois a expiração é uma estratégia das indústrias farmacêuticas, esse conselho deve ser ignorado. É importante lembrar que existe a Anvisa, vinculada ao Ministério da Saúde, que regula as práticas dessas empresas, e a vida útil dos medicamentos é estabelecida após análises laboratoriais.

Posso passar mal se tomar medicamento vencido?

Sim, é possível. Pode causar desconforto ou não provocar reações. A imprevisibilidade dessa prática a torna desaconselhável. Portanto, é preferível adquirir um novo medicamento ou consultar um médico novamente. Sua saúde agradecerá.

E se for uma vitamina ou suplemento?

O mesmo princípio se aplica a vitaminas ou suplementos. Se estiverem vencidos, não devem ser consumidos; devem ser descartados.

Como realizar o descarte de medicamentos vencidos?

Após a leitura deste artigo, você pode perceber a necessidade de organizar a caixa de medicamentos. No entanto, surge a dúvida sobre como descartar os medicamentos vencidos corretamente.

Não descarte na pia, no vaso ou no lixo comum

As substâncias químicas presentes nos medicamentos podem representar riscos ambientais ao entrar em contato com o solo ou corpos d’água. Portanto, evite jogar no lixo comum.

Procure uma farmácia

A Anvisa estabeleceu diversos pontos de coleta, como farmácias, para o descarte adequado de medicamentos vencidos ou não utilizados. Esses estabelecimentos seguem o processo de logística reversa, dando o destino adequado aos produtos.

Se a farmácia mais próxima não for um ponto credenciado, outra opção é buscar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde fornecerão informações sobre o descarte correto.

Para os medicamentos armazenados em casa, lembre-se da importância de cuidar do armazenamento, mantendo-os fora do alcance de crianças e animais, protegidos da exposição solar, umidade e calor. Banheiros e cozinhas não são locais apropriados para armazenar esses produtos.

Agora, quando questionado sobre se medicamentos vencidos fazem mal, você terá todos os argumentos para desmitificar o comportamento e enfatizar os riscos da automedicação. A avaliação de um médico sempre é a opção mais segura para quem precisa de cuidados de saúde. Em caso de dúvida, busque ajuda profissional.

Com informações de Golden Cross