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Ganhar massa muscular (hipertrofia) e perder peso simultaneamente é algo desafiador, pois geralmente esses objetivos requerem abordagens diferentes de treino e alimentação.

No entanto, dependendo do seu nível de treino e de quanto você espera ganhar de músculos e eliminar de gordura, é possível alcançar um bom resultado, afirma Fernando Guerreiro, profissional de educação física e especialista em treinamento funcional, em sua coluna para o VivaBem.

Segundo ele, para ter hipertrofia, é preciso um treinamento resistido (como a musculação) com carga (peso) e volume (número de séries e exercícios) adequados. Geralmente, também é necessário consumir mais calorias do que seu corpo gasta, mas comendo alimentos saudáveis.

Já a perda de gordura exige um déficit calórico — consumir menos calorias do que seu corpo queima. Isso pode ser alcançado com uma dieta controlada e exercícios que proporcionam grande gasto energético, como corrida, bike etc.

O acompanhamento de um treinador e de um nutricionista pode ajudar a obter um programa de treino e de alimentação adequados para conquistar seus resultados e mesmo acelerá-los. Mas Guerreiro separou algumas dicas que vão ajudar a alcançar esse objetivo:

1. Use o peso certo na musculação: faça os exercícios com uma carga que permita realizar de oito a 12 repetições — e nenhum movimento a mais que isso. Se você completar 12 repetições em condições de executar mais movimentos, aumente a carga na próxima série.

2. Invista em exercícios compostos: são movimentos que trabalham vários músculos ao mesmo tempo, como agachamento, afundo, levantamento terra, supino, remadas e desenvolvimento de ombros. Por recrutarem grande volume de massa muscular, esses exercícios estimulam a produção de testosterona, hormônio que favorece o ganho de massa.

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3. Não exagere no aeróbico: incorporar exercícios cardiovasculares ajuda na queima de calorias e na perda de gordura. Porém, fazer um grande volume de atividade aeróbica dificulta o ganho de massa. Procure realizar esses exercícios cerca de três vezes por semana, por até 30 minutos. Uma boa é investir em atividades intervaladas — você corre em alta velocidade por um curto período (1 minuto, por exemplo) e depois dá uma pausa para descanso (também de 1 minuto).

4. Alimentação equilibrada: controle a qualidade dos alimentos e as calorias consumidas, para ter um déficit calórico, fundamental para a perda de peso. Certifique-se de consumir também proteínas suficientes, pois o nutriente é essencial para a construção muscular.

5. Descanso adequado: dê tempo ao seu corpo para se recuperar com descanso adequado e sono de qualidade. Enquanto você dorme, seu corpo produz hormônios importantes para o ganho de massa, como o GH (hormônio do crescimento).

Lembre-se de que o equilíbrio entre hipertrofia e perda de peso pode ser mais lento e desafiador, mas com persistência e dedicação, você pode alcançar seus objetivos. ”Fernando Guerreiro.

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Quando se fala da saúde do pênis, a maior preocupação é que ele não funcione como deve. A receita para mantê-lo em boas condições é conhecida: estilo de vida saudável, ou seja, dieta equilibrada, atividade física regular, sexo protegido e evitar o consumo de álcool e tabaco.

Além disso, manter a higiene íntima em dia é medida da mais alta importância. Embora possa parecer óbvio que caprichar na higienização previne desconfortos, nem sempre os homens associam descuidos nesse “setor” a possíveis complicações.

Os urologistas afirmam que a razão para isso é que muitos jovens não recebem informações adequadas na adolescência e, na idade adulta, eles ainda demoram a buscar por orientações ou avaliações médicas.

Segundo os periódicos médicos The Lancet e British Medical Journal:

Iniciativas de educação focam mais na prevenção e tratamento de IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis) e menos na saúde e no bem-estar sexual.

A proporção de homens que procura por um médico é desconhecida.

Para a maioria, essa iniciativa é desafiadora, hesitante e, por vezes, ocorre por motivo diverso do que realmente motiva a consulta.

Somente 15% a 20% deles descreve ter algum tipo de problema.

Os efeitos no seu pênis

A higiene íntima é indispensável porque está associada à produção de esmegma, uma substância natural produzida por glândulas presentes na glande (cabeça) do pênis, de consistência branca e pastosa, e formada por células mortas, fluídos e gorduras.

Quando essa substância se acumula na região, além do mau cheiro, ela facilita estados irritativos e o aparecimento de doenças. Confira os quadros associados:

As inflamações se instalam

Balanite e balanopostite são inflamações geralmente causadas pela falta de higiene local.

Quando a região afetada é a glande, o problema é chamado de balanite; quando é o prepúcio, postite. Quando ambos são acometidos, a inflamação é definida como balanopostite.

Dor, coceira, vermelhidão, inchaço, mau cheiro ou mudança do odor, dor ao urinar, pequenas feridas ou lesões na pele, rachaduras e bolhas são sintomas comuns.

A falta de cuidado com as balanopostites pode facilitar seu avanço para a uretra (canal da urina). O quadro pode acarretar o seu estreitamento, além de processos inflamatórios crônicos na pele peniana e mucosa da glande.

O risco de ter tumor aumenta

Embora os urologistas considerem esse tipo de câncer raro, entre os fatores que facilitam o aparecimento de um tumor na região, destaca-se a falta de higiene pessoal, assim como o histórico de fimose, balanite, inflamações crônicas, tabagismo, além de IST —principalmente o HPV e o HIV.

Dados publicados nas revistas médicas Current Opinion in Urology e Journal of Urology mostram que pessoas com histórico de fimose devem estar atentas porque tal condição se associa ao aumento do risco desse tipo de câncer (25% a 60%).

De acordo com a SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), o Brasil registrou média superior a 600 amputações de pênis nos últimos dez anos devido ao câncer de pênis.

Higiene do pênis, passo a passo

Os especialistas garantem que, em qualquer idade, a higienização deve acontecer pelo menos uma vez ao dia, e ela não deve se limitar apenas ao banho. Veja a seguir:

Lave as mãos antes e depois de urinar.

Na hora do banho, lembre-se sempre de expor a glande, afastando delicadamente o prepúcio.

Lave a região com água e sabonete.

Após enxaguar com água corrente, a região deve ser mantida seca e livre de umidade. A medida reduz o risco de ter uma inflamação local.

É importante sempre retornar o prepúcio retraído à posição original após a higiene e a secagem.

A higienização deve abranger a base do pênis, o púbis e também a região dos testículos, a virilha e o períneo.

Repita a operação após as relações sexuais.

Depois de urinar, certifique-se de enxugar toda a região para evitar que restos de urina permaneçam no local e provoque alguma irritação.

Depilação masculina

Ela não é contraindicada e pode até ser útil para pessoas que transpiram muito na região.

A mistura de pelos pubianos e suor pode produzir um odor forte e semelhante ao das axilas. O único cuidado é evitar cortes locais.

Para quem se depila ou não, usar roupa íntima de algodão permite maior “ventilação” local e evita o acúmulo de suor.

Lenço umedecido pode?

A regra geral é higienizar-se com água e sabão, mas em situações nas quais isso não seja possível, o lenço umedecido pode ser utilizado.

Lembrando que lenços umedecidos, sabonetes especiais, sabonetes para banhos de banheira, desodorantes íntimos perfumados não são para todos. A depender da tolerância individual, eles podem causar irritações locais.

Muita calma nessa hora

Nos recém-nascidos, a presença do prepúcio impede a exposição da glande —o que acontece em 90% dos bebês. Lá pelos 3, 4 ou 5 anos de idade, 90% dos meninos serão capazes de fazê-lo.

A essa altura, pode ser que alguns ainda tenham um pouco de adesão, mas tal característica não é considerada fimose.

Aliás, na infância, a retração do prepúcio para limpeza também deve ocorrer durante o banho diário. Mas a prática deve ser feita com cuidado, sem forçar excessivamente.

Na adolescência, a impossibilidade de exposição acometerá 5% ou menos dos jovens. Já na idade adulta, tal dificuldade pode chegar a 1%. Caso a limpeza eficaz não seja possível na idade adulta — porque há alguma obstrução—, uma avaliação médica é recomendada.

Quando procurar ajuda médica

Jovens do sexo masculino raramente vão ao urologista assim que entram na adolescência para fazer uma avaliação médica ou receber orientações.

No entanto, em caso de dúvidas e diante de qualquer mudança no pênis, a melhor conduta é procurar por ajuda especializada.

São exemplos de situações que merecem uma consulta com o urologista:

não conseguir expor completamente a glande;

presença de manchas, feridas ou verrugas que não desaparecem após 30 dias.

Fontes: Carlos Augusto Fernandes Molina, urologista e professor do Depto. de Cirurgia e Anatomia da FMRP-USP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo); Lucas Batista, urologista, chefe do Serviço de Urologia do Hupes-UFBA/Ebserh (Hospital Universitário Prof. Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia, que integra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e cirurgião robótico; Ricardo Brandina, médico urologista e professor do curso de medicina da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), campus Londrina, coordenador de Serviço de Cirurgia Robótica do Hospital Evangélico de Londrina (PR). Revisão técnica: Carlos Augusto Fernandes Molina.

Referências: SBU (Sociedade Brasileira de Urologia).

Masculinities and sexual and reproductive health and rights: a global research priority setting exercise. Brennan-Wilson, A. et al. The Lancet Global Health, Volume 12, Issue 5, e882 – e890. 2024. Disponível em https://doi.org/10.1016/S2214-109X(24)00053-6

Engelsgjerd JS, Leslie SW, LaGrange CA. Penile Cancer and Penile Intraepithelial Neoplasia. [Atualizado em 2024 Sep 2]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2024 Jan-. Disponível em https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK499930/

Malhotra NR et al. Frequency and Variability of Advice Given to Parents on Care of the Uncircumcised Penis by Pediatric Residents: A Need to Improve Education. Urology. 2020. Disponível em https://doi.org/10.1016/j.urology.2019.09.057

Gregoire A. ABC of sexual health: male sexual problems. BMJ. 1999 Jan. Disponível em https://doi.org/10.1136/bmj.318.7178.245

Fox GN. Care of uncircumcised children. West J Med. 1985. Disponível em https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC1306010/

Informações UOL


O Hospital Estadual da Criança (HEC), em Feira de Santana, está com vagas abertas para contratação de médicos especialistas na área de pediatria. A iniciativa visa reforçar a equipe da unidade de saúde, atendendo ao aumento da demanda de pacientes e à necessidade de ampliar a capacidade de atendimento.

Interessados em concorrer às vagas devem entrar em contato pelo telefone (75) 3602-0481 e enviar currículo para o e-mail cartmedica.hec@labcmi.org.br. Os profissionais serão contratados sob o regime de pessoa jurídica (PJ). As vagas disponíveis são para atendimento na emergência e UTI pediátricas.

Referência em pediatria e obstetrícia de alto risco na região centro-leste da Bahia, o HEC possui uma estrutura de 260 leitos e oferece serviços de média e alta complexidade para crianças e gestantes, incluindo atendimento de emergência, diagnóstico e terapia, internação e atividades de ensino e pesquisa. A unidade também dispõe de um ambulatório de especialidades médicas pediátricas, com destaque para áreas como urologia, pneumologia, cardiologia, ortopedia, neurologia, nefrologia, infectologia, cirurgia pediátrica e oncologia.

Ascom HEC
Imagem: Caio Brito


Doença causada por fungo nas fezes de pombo atingiu o cérebro de homem em Pernambuco. Durante o tratamento, ele se casou no hospital

Foto mostra Samuel de Sousa, homeme que teve neurocriptococose, a doença do pombo

Uma rara e inusitada infecção fúngica quase acabou com o sonho de Aguinaelma Figueiroa, 47, e Samuel dos Santos, 45, de se casarem. Ele foi internado em setembro com neurocriptococose,conhecida como a doença do pombo. A enfermidade é causada por um fungo que é transmitido pelo ar a partir das fezes do animal e causa graves comprometimentos neurológicos.

A doença deixou o caminhoneiro internado por dois meses em dois hospitais no Recife (PE) e em tratamentos intensivos para evitar a morte — o risco é alto em casos de neurocriptococose. A história dele, porém, teve um duplo final feliz: ele e Guida, como gosta de ser chamada, se casaram em 31/11 dentro do Hospital Pelópidas Silveira (HPS) e na última quinta-feira (14/11), ele teve alta.

A doença do pombo

Samuel foi internado no início de setembro após procurar auxílio de emergência em uma UPA. Há dias ele vinha sentindo dor no peito, febre e dor de cabeça intensas, que pioravam progressivamente. O homem também começou a apresentar um quadro de confusão mental.

“Samuel chegou de uma viagem a trabalho já reclamando da dor no peito. Depois, passou a sentir tanta dor de cabeça que nem conseguia abrir os olhos. Passamos uma semana indo de UPA em UPA e ouvindo diversos diagnósticos de virose. Em um atendimento, porém, o médico o transferiu para o HPS para tentarem descobrir o que ele tinha”, lembra Guida.

No hospital, foi feito um exame de biópsia que retirou parte do líquido da medula espinhal de Samuel para fazer as análises que detectaram a doença do pombo. “Quando descobriram, ele já não falava, já não andava, era muito vômito, febre, pressão alta, muita dor mesmo. A dor na cabeça dele era horrível, ele ficava todo vermelho”, conta a comerciante.

A neurocriptococose é uma doença causada por um fungo, o Cryptococcus, sendo mais comum em pacientes com imunossupressão. Nesta lista entram os transplantados e pessoas com imunodeficiência, como as portadoras do vírus HIV e pacientes com doenças crônicas graves ou que usam medicamentos que reduzem a resposta defensiva do corpo, como os corticoides.

“A transmissão é pela inalação do fungo, e ele está presente principalmente em fezes de pombos. Depois de inalado, ele se instala na meninge, a película que cobre o cérebro, e pode invadir o órgão. Por isso, é importante evitar que os animais façam ninho perto dos locais em que vivemos. Se a infecção não for detectada e tratada corretamente, pode levar à morte”, alerta o neurologista do HPS Fernando Travassos, um dos médicos responsáveis pelo caso de Samuel.

Ele alerta que o sintoma mais comum é a dor de cabeça. “Normalmente, não é uma dor aguda, mas ela persiste por uma ou mais semanas e pode evoluir sendo acompanhada de sonolência, desorientação, fraqueza muscular e falta de coordenação motora”, alerta o médico.

O tratamento é feito com a administração constante de medicamentos antifúngicos por um longo período, já que a doença é muito resistente. Também inclui o monitoramento constante da quantidade de fungos no organismo para avaliar se há queda na população de patógenos.

Uma história de amor em meio a tragédia

No momento em que foi internado e iniciou o tratamento, Samuel era apenas o namorado de Guida. Moradores de Jaboatão dos Guararapes (PE), eles estavam juntos há cerca de cinco anos, mas sempre postergaram a ideia de oficializar a união. Desde o adoecimento dele, ambos foram tomados por um sentimento de urgência de levar o casamento adiante.

“A gente não tinha tempo para nada, mal dava para conversar. Era sempre uma correria. O adoecimento foi o momento que mais nos uniu. Esse foi um tempo de conciliação, de rever os valores, o respeito entre os dois. Cheguei à conclusão que ela era a pessoa que eu queria para a minha vida”, destaca Samuel. Foi para cumprir o sonho do casal que o HPS se organizou para realizar o primeiro casamento desde que foi inaugurado, em 2011.

Guida e Samuel se conheceram quando ela quis comprar um terreno que pertencia a ele em Muribeca, um distrito do município pernambucano. Aos poucos, eles foram se aproximando, apesar do tempo muito corrido dele, que além de caminhoneiro era pedreiro.

“Eu já estava há tempos buscando alguém para mim e ele também queria alguém, mas a correria de tudo não nos dava tempo. O momento que ele ficou doente na verdade foi quando a gente mais pôde ficar junto e isso uniu a gente demais. Acabei tendo que largar meu trabalho para estar com ele. Muita gente me criticou dizendo que eu não devia casar com alguém que ia morrer, mas a gente decidiu ir adiante. Falamos com o pessoal do hospital, que acabou preparando uma festa de casamento surpresa para nós”, lembra Guida.

Tratamento longo e medo das sequelas

Apesar do sentimento que se fortaleceu entre Samuel e Guida, os momentos que eles passaram no hospital foram de intensas dificuldades. O caso de Samuel se manteve detectável por mais de 70 dias. Neste meio tempo, ele teve algumas sequelas neurológicas, com um declínio cognitivo que ainda não foi totalmente quantificado. O caminhoneiro também perdeu muito peso durante o tratamento e teve uma trombose na perna que comprometeu parte de sua movimentação.

Segundo o neurologista, porém, os comprometimentos neurológicos devem desaparecer com o tempo. “Nos casos em que há boa resposta ao tratamento, não costuma haver consequências de longo prazo. A depender, porém, o paciente pode ficar com fraqueza, sonolência e dor de cabeça persistente, então devemos fazer sempre o acompanhamento”, diz Travassos.

O tratamento longo foi acompanhado também das dificuldades econômicas do casal em se manter tanto tempo em um hospital longe de sua cidade. O casal, que agora vive junto, está atualmente vivendo de doações de familiares e amigos até que eles consigam recompor o patrimônio que precisou ser vendido para custear os tratamentos. “Sou grata por ele ter sobrevivido. É uma vitória saber que, apesar de tudo, ele está bem”, conclui Guida.

Informações Metrópoles


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O melhor caminho para construir músculos é bem conhecido: investir em exercícios de força. Mas isso não quer dizer que você precisa lotar a barra do supino de anilhas ou tentar usar um halter maior a cada dia.

É possível fazer diversas mudanças no treino de musculação que vão ajudar no ganho de massa, como alterar o número de séries de um movimento ou até mesmo ficar mais atento à sua forma de execução.

Segundo o profissional de educação física Bruno Fischer, especialista em treinamento de força e doutorando pela UnB (Universidade de Brasília), variar esses e outros estímulos do treino é importante para evitar que o organismo se adapte aos exercícios e pare de evoluir.

Ao mesmo tempo, deslizes comuns durante a prática de exercícios e até em outros momentos do dia podem prejudicar o ganho de massa magra.

A seguir, mostramos alguns ajustes que você pode fazer para acelerar o crescimento dos músculos e equívocos comuns que podem estar afastando você do seu objetivo.

Truques para ganhar músculos

1. Aumentar o número de repetições

Antigamente, era comum ouvir nas academias que treinos para ganhos de massa muscular deveriam ser realizados com muito peso — cerca de 70% a 80% da carga máxima— e poucas repetições (de oito a 12).

No entanto, estudos têm demonstrado que é possível obter hipertrofia tanto com carga alta e um número baixo de repetições quanto com pouco peso e muitas repetições, desde que o exercício seja realizado até a falha muscular — ou seja quando, você não tem força para levantar o peso nem mais uma vez.

2. Aumentar a amplitude do movimento

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Quando realiza um movimento de grande amplitude, como um agachamento profundo, em que desce o máximo que puder, você coloca seus músculos em uma posição de grande estiramento muscular.

Isso vai gerar uma grande tensão nas fibras musculares no momento de sua contração — no caso do agachamento, quando você estica as pernas —, amplificando bastante dois importantes estímulos para o crescimento muscular: a mecanotransdução e as microlesões.

Só para você entender melhor, ao fazer um exercício, as fibras musculares sofrem pequenas lesões. Então, o corpo “entende” que precisa construir fibras mais fortes para suportar a atividade. É basicamente assim que os músculos crescem e ficam mais fortes. Daí a importância de aumentar a amplitude do movimento e as microlesões.

Já a mecanotransdução, segundo Fischer, é a tradução de um estímulo mecânico em um sinal fisiológico, que estimula o crescimento muscular.

3. Reduzir o intervalo entre as séries

Um estudo publicado no The Journal of Strength & Conditioning Research mostrou que é possível ganhar massa muscular mesmo quando se utiliza cargas baixas, desde que o intervalo de descanso seja próximo a 30 segundos e as séries sejam realizadas até a falha muscular.

A explicação é que a partir do momento em que se reduz o tempo de descanso, o músculo acumula mais metabólitos e aumenta a acidose local, que por sua vez promove maior ativação das fibras tipo 2, que possuem maior capacidade de hipertrofia.

4. Investir em isometria

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Ao iniciar uma série de agachamento, por exemplo, fique por 20 segundos parado na posição agachado e depois realize o número de repetições indicado para o exercício.

A tática é boa porque, quando ficamos em isometria — estático em uma posição —, a tensão exercida no músculo pode reduzir o fluxo sanguíneo momentaneamente, especialmente se a contração muscular for realizada em um ângulo no qual o músculo encontra-se em estado encurtado (geralmente próximo de 90 graus).

Isso impede a entrada de oxigênio no músculo, o que acaba fazendo com que ele fique em estado de acidose metabólica, causando um potente estímulo para hipertrofia, similar ao que acontece quando reduzimos o tempo de descanso.

Uma forma de executar esse tipo de protocolo na musculação é realizar uma contração isométrica de aproximadamente 20 segundos no início de cada série, e sem descanso iniciar as repetições dinâmicas tradicionais (geralmente entre dez e 12 repetições). O tempo de descanso entre cada série também não pode ser muito longo, senão o estresse metabólico será reduzido.

5. Realizar a fase excêntrica do movimento de forma mais lenta

Um exercício pode ser divido em duas fases distintas: concêntrica — em que você contrai o músculo — e excêntrica — ao estender o músculo. Estudos mostram que executar a fase excêntrica de um movimento de forma mais lenta pode aumentar as microlesões nas fibras musculares, o que favorece a hipertrofia.

Uma boa forma de compreender a fase excêntrica de um exercício é que ela ocorre quando o peso está descendo e você não é obrigado a fazer força para vencer a resistência da gravidade. Então, procure baixar o halter ou a barra de forma lenta durante as repetições.

Erros para evitar

1. Não descansar adequadamente entre um treino e outro

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Não é durante o treino e, sim, no momento de descanso que os músculos crescem — por isso o período de recuperação é tão importante.

Em geral, para hipertrofia, o mais indicado é que se descanse de 36 a 48 horas antes de trabalhar um mesmo grupo muscular —ou seja, se treinou perna hoje, você não precisa ficar sem ir para a academia amanhã, basta malhar outra parte do corpo (peito, costas etc.).

“Quem volta a treinar um grupo muscular sem o tempo de descanso adequado não se recupera do estímulo anterior e tem que diminuir a intensidade (carga/repetições) dos exercícios”, detalha Eduardo Netto, profissional de educação física.

2. Viver estressado e/ou dormir mal

Quando estamos muito nervosos ou ansiosos, há um aumento do nível de cortisol (popularmente chamado de hormônio do estresse) no organismo. Isso prejudica a produção de testosterona (“hormônio masculino”), estrogênio (“hormônio feminino”) e GH (hormônio do crescimento), que são anabólicos —ou seja, favorecem a manutenção e construção do tecido muscular.

Dormir mal também prejudica a hipertrofia pois gera um estresse no organismo e aumenta o nível de cortisol. Além disso, é durante o período de sono que nosso corpo “fabrica” boa parte da testosterona (que também é produzida pelas mulheres) e GH.

3. Não se alimentar corretamente

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Há muitos erros na dieta que afetam o ganho de massa muscular. Um dos principais é não ter uma alimentação saudável —em que predomine o consumo de alimentos naturais: frutas, verduras, legumes, carnes, ovos, castanha—, que forneça a quantidade adequada de proteínas, carboidratos e gorduras.

O ideal é consultar um nutricionista para elaborar um cardápio com as porções ideias e com balanço energético positivo (com mais calorias do que seu corpo gasta por dia).

Como você deve saber, a proteína é um nutriente essencial para a construção muscular —para hipertrofia, o recomendado é consumir cerca de 2 g do nutriente por quilo de peso corporal ao dia. Se você pesa 70 kg, por exemplo, deve consumir cerca de 140 g de proteína por dia.

Informações UOL


A pneumonia segue como uma das principais causas de mortalidade por doenças infecciosas em todo o mundo. O Dia Mundial da Pneumonia, celebrado em 12 de novembro, busca alertar sobre a importância da prevenção, diagnóstico precoce e cuidados com a saúde pulmonar. Trata-se de uma oportunidade de mobilizar esforços para reduzir os índices da doença, que ainda afeta tantas famílias em todo o estado e no Brasil.

Na Bahia, a gravidade da situação é evidenciada pelos números alarmantes: até outubro de 2024, foram registradas 3.442 mortes pela doença, o que representa uma média de 11 óbitos por dia, segundo a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). As cidades mais afetadas incluem Salvador (677 óbitos), Vitória da Conquista (116) e Feira de Santana (100).

Em um cenário global, o Brasil enfrenta um aumento de casos relacionados à bactéria Mycoplasma pneumoniae, causadora da chamada “pneumonia silenciosa”. Essa variação atípica não costuma manifestar os sintomas mais clássicos, como febre alta e tosse com secreção, dificultando o diagnóstico precoce. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 245 mil internações foram registradas no país somente neste ano em decorrência dessa condição.

O pneumologista credenciado da União Médica, Dr. José Neto, reforça que a pneumonia pode atingir qualquer faixa etária, mas seus efeitos são mais graves em crianças menores de cinco anos, idosos e pessoas com imunidade comprometida. “A pneumonia é uma doença séria, mas que pode ser prevenida e tratada. Por isso, a conscientização é fundamental para evitar complicações e mortes evitáveis”, destaca o médico.

Entre os óbitos por pneumonia no estado, 80,6% são atribuídos a agentes causadores não especificados, seguidos pela pneumonia bacteriana, que corresponde a 18,6% dos casos. Para Dr. José Neto, esses números reforçam a necessidade de melhorar o acesso a diagnósticos precisos e tratamentos eficazes. “Reconhecer os sintomas e buscar atendimento médico de forma ágil pode salvar vidas”, conclui.

Medidas Preventivas e Cuidados

A transmissão da pneumonia ocorre principalmente pelo ar, saliva e contato com secreções respiratórias, sendo agravada por mudanças bruscas de temperatura. Segundo Dr. José Neto, a vacinação continua sendo uma das principais estratégias de prevenção. “As vacinas Pneumo 13, Pneumo 15 e Pneumo 23 estão disponíveis e são recomendadas para diferentes faixas etárias, especialmente crianças, idosos e pessoas com comorbidades”, explica o especialista.

Além da vacinação, práticas como lavar as mãos com frequência, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, e manter os ambientes bem ventilados são essenciais. Alimentação saudável e a prática regular de exercícios físicos também contribuem para fortalecer o sistema imunológico e prevenir infecções.

União Médica: Excelência em Cuidado à Saúde

Com mais de 20 anos de atuação no mercado, a União Médica é referência em saúde suplementar, atendendo mais de 50 mil vidas em toda a região. A operadora conta com uma equipe de profissionais altamente capacitados, incluindo pneumologistas como o Dr. José Neto, para oferecer o melhor atendimento e suporte em diagnósticos e tratamentos de doenças como a pneumonia.

Seja para consultas, exames ou acompanhamento especializado, a União Médica proporciona serviços de excelência, sempre priorizando o bem-estar e a qualidade de vida de seus beneficiários.
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Fonte: Ascom/União Médica


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“Barriguinha de chope”, “pochete”, “pneuzinho”. A gordura localizada na região abdominal costuma receber apelidos e até ser tratada “carinhosamente” por algumas pessoas. Porém, ela não é tão inofensiva quanto parece.

Essa protuberância é sinal de gordura visceral, tecido adiposo que se acumula entre órgãos importantes, como fígado, pâncreas e intestino, prejudicando seu funcionamento. Ela pode causar problemas de saúde tanto em pessoas que estão dentro do peso normal quanto em obesos.

As células de gorduras geram inflamação no organismo, interferem na regulação de hormônios, na absorção de nutrientes, no nível de colesterol e até na fertilidade. O acúmulo de tecido adiposo na região da barriga, por exemplo, está ligado diretamente ao aumento no risco de doenças cardiovasculares (como infarto e AVC), hipertensão, síndrome metabólica, esteatose hepática (gordura no fígado) e diabetes tipo 2.

Para reduzir a gordura abdominal, o ideal é mudar hábitos para perder peso. Mas existem formas de tornar a queima na região da cintura mais eficaz. Fizemos o levantamento de seis delas.

Entretanto, é importante que fique claro que nenhum item da lista faz mágica e gera resultado sozinho. O recomendado é ter um estilo de vida saudável com alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e muita dedicação e perseverança, já que nada acontece de um dia para o outro.

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1. Comer mais fibras solúveis: encontrada em cereais, frutas, legumes e leguminosas, a fibra absorve água, formando uma espécie de gel no estômago que aumenta a saciedade, diminuindo a ingestão de calorias em excesso. Além disso, ela reduz a absorção de gorduras e açúcares de outros alimentos.

2. Monitorar ingestão de nutrientes: existem muitos detalhes que ajudam a baixar o ponteiro da balança, mas a chave para isso acontecer é garantir um balanço calórico negativo, comendo menos do que se gasta. Um diário alimentar é um bom aliado e a tecnologia facilita muito esse trabalho, como contadores de calorias ou outros aplicativos que permitem acompanhar a ingestão de proteínas, carboidratos, fibras e micronutrientes. Mas é essencial lembrar que nenhum programa ou site substitui uma consulta com um profissional.

3. Não exagerar nas bebidas alcoólicas: pesar a mão nos drinques é muito danoso para o organismo, inclusive para a região central do corpo. Ingerir grandes quantidades de bebida aumenta a gordura abdominal, principalmente quando se ultrapassa quatro porções diárias. E isso independe de fatores como idade, prática de atividade física e fumo.

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4. Ter um cardápio rico em proteína: esse nutriente estimula a liberação do peptídeo YY, um hormônio que atua no trato digestivo promovendo saciedade. Ele também já se mostrou eficaz no desenvolvimento muscular, o que leva ao aumento do metabolismo. Além disso, pesquisas revelaram que a turma que mantém uma dieta mais recheada de fontes de proteína, como carnes, ovos e laticínios, tem menos gordura na região da cintura.

5. Não comer muitos itens ricos em açúcar: o excesso desse ingrediente pode desencadear doenças crônicas, como obesidade, diabetes e esteatose hepática. E não é só o açúcar refinado ou a frutose que podem aumentar o tamanho da barriga. Os tipos saudáveis, como o obtido do mel, também devem ser ingeridos com parcimônia.

6. Dê preferência aos carboidratos integrais:evidências científicas mostraram que substituir os carboidratos refinados pelos integrais ajuda a melhorar o metabolismo e diminuir os excessos na região central do corpo. Isso pode estar ligado ao fato de que suas fibras ajudam na regulação do açúcar do sangue e na redução da absorção de gorduras e açúcares de outros alimentos.

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A massa muscular pode ser considerada um dos ativos que atuam diretamente na preservação da estrutura corporal; veja como preservá-la

idosa/ mulher

Envelhecer bem é um dos maiores desafios do mundo contemporâneo. À medida que envelhecemos, o organismo passa por diversos processos biológicos específicos, inclusive transições hormonais, que incidem diretamente na composição corporal. As regrinhas básicas já são amplamente conhecidas: não fumar, evitar o sedentarismo, adotar uma alimentação equilibradae evitar o excesso de açúcar. Há um suplemento, porém, que pode ajudar bastante nessa questão: a creatina.

Entenda melhor abaixo!

Conforme nos aprofundamos nos demais aspectos da alimentação, lidamos com alguns detalhes que são primordiais. No que diz respeito à longevidade, a massa muscular pode ser considerada um dos ativos que atuam diretamente na preservação da estrutura corporal.

Para a ciência, já está mais que constatado que os indivíduos com uma boa composição de massa muscular não apenas têm menor riscos de doenças cardiovasculares, melhor desempenho de cognição e menor risco de queda, como também preservam a capacidade funcional e, por fim, vivem mais.

Assim, para evitar que as alterações hormonais desaceleram com todos os processos metabólicos, investir na atividade de força resistida, como a musculação, além de priorizar a boa ingestão proteica, são os pontos mais importantes do processo.

Após os 60 anos, a menopausa já chegou para o público feminino e a andropausa para o público masculino. Nesse momento, priorizar a ingestão de refeições hiperproteicas se mostra mais importante do que nunca.

Isso porque não apenas a pele e as estruturas passam pelo envelhecimento, como também o sistema digestivo e absortivo, que vai reduzindo o seu potencial de absorver os nutrientes.

Assim, um suplemento que pode ser um excelente aliado à preservação da saúde geral é a creatina, substância responsável pela produção de energia muscular.

creatina em pó e comprimido em cima de uma bancada espalhada - Metrópoles
Creatina é conhecida pela melhoria que proporciona no desempenho nos exercícios realizados

Por isso, é de fundamental importância que os músculos sigam abastecidos com a creatina nessa fase de vida, evitando o fenômeno conhecido como sarcopenia, ou seja, a perda exagerada da massa muscular.

Para alcançar a medida da suplementação fornecida do produto, seria necessário consumir uma quantidade absurda de fontes de proteína animal e, por isso, a suplementação se mostra tão promissora para esses indivíduos.

Os idosos ainda tendem a consumir menos calorias ao longo do dia, sem contar que muitos já apresentam problemas de mastigação, então, suplementar é uma forma prática de garantir o substrato de energia muscular.

Antes, é prudente buscar orientações específicas para a sua rotina alimentar, mas as quantidades variam de 3 gramas para mulheres e 5 gramas para homens, diariamente.

Informações Metrópoles


Substância é indicada para aumentar o consumo diário de proteínas. Ingestão excessiva do suplemento pode levar ao ganho de peso.

Whey protein tem como objetivo aumentar o consumo de proteína. — Foto: Freepik/Divulgação

Whey protein tem como objetivo aumentar o consumo de proteína. — Foto: Freepik/Divulgação 

Diferentemente do que muitos ratos de academia podem tentar te fazer acreditar, não, whey protein não é para todo mundo

E não por não ser seguro ou eficaz, mas por uma razão bem simples: o suplemento tem como objetivo aumentar o consumo de proteína – e boa parte das pessoas consegue a cota diária necessária apenas com uma alimentação balanceada. 

Sem dúvida o whey é democrático. Pode ser recomendado para atletas e não atletas, pessoas saudáveis ou doentes e em qualquer faixa etária. (entenda mais abaixo)

🐮Isso porque o suplemento é produzido a partir da proteína do soro do leite. Assim, na teoria, todas as pessoas que podem consumir lácteos pode ingerir whey. 

Mas nutricionistas explicam que sua indicação deve ser feita somente quando a dieta não supre a quantidade de proteínas recomendada

“O whey não é um suplemento obrigatório. Ele serve só para complementar caso o indivíduo, que pode ser atleta ou sedentário, não consiga consumir a quantidade ideal de proteína”, explica Serena del Favero, nutricionista esportiva do Hospital Albert Einstein.

⚠️O uso indiscriminado do suplemento, como se fosse um chocolate em pó em receita de bolo,não é aconselhado e pode levar até ao ganho de peso. 

Creatina: mitos e uso errado são riscos do suplemento que aumenta resistência; veja 5 pontos

Nem sempre a possibilidade de fazer algo significa que aquilo deva ser feito. E isso se aplica até ao consumo de whey. 

Apesar de não haver nenhum tipo de proibição para o consumo do suplemento por aqueles que não tenham uma deficiência na ingestão diária de proteínas, o uso do whey nesses casos acaba perdendo a função. 

Glaucia Figueiredo Braggion, nutricionista da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE), comenta que o consumo do suplemento não é vetado para quem não treina, por exemplo. 

“No entanto, o aporte de proteínas necessário para quem não pratica exercício pode perfeitamente ser atingido por meio do consumo de alimentos em uma dieta equilibrada e essa deve ser sempre a proposta inicial”, analisa.

👉De forma geral, as nutricionistas indicam que owhey é recomendado para os seguintes casos: 

Favero também acrescenta que o suplemento pode ser uma boa alternativa para vegetarianos que não consigam adequar a dieta para atingir a quantidade ideal de proteínas por dia. 

🚨Mesmo com a indicação para o consumo nessas situações, as nutricionistas alertam que todos os casos exigem uma orientação adequada para o uso, com acompanhamento médico. 

Excesso no consumo = efeitos indesejados

Considerado um suplemento bastante seguro, o consumo do whey não está associado a efeitos adversos preocupantes se realizado dentro da quantidade recomendada. Já o excesso, como com quase tudo, pode gerar problemas

“O consumo do suplemento, se inserido na dieta de forma correta, não causa problemas de saúde. Mas o que a gente tem visto é um consumo desenfreado de proteína na alimentação”, compara Serena del Favero.

Estudos recentes mostram que, a longo prazo, o consumo excessivo de proteínas pode elevar o risco de doenças cardiovasculares. 

Glaucia também destaca que o excesso na ingestão de whey pode levar ao ganho de peso. Ela explica que isso acontece pelo exagero de calorias ingeridas e não pela natureza do suplemento. 

“Sendo o whey um suplemento à base de proteínas, que contém 4 kcal/g, seu excesso pode contribuir sim com o ganho de peso, como qualquer macronutriente (carboidratos e lipídeos)”, afirma.

Para auxiliar no uso mais saudável e consciente do suplemento, as nutricionistas reuniram os principais mitos sobre o whey. 

Abaixo, confira 5 mitos e verdades relacionados ao suplemento:

❌Uso de whey faz ganhar massa muscular

✅O uso de whey, sendo sedentário, não vai promover o ganho de massa muscular. O treinamento, associado à ingestão de proteínas e outros nutrientes, é o que auxilia no fortalecimento muscular. 

Como o suplemento também oferece aminoácidos que são essenciais para a recuperação muscular, ele pode favorecer o ganho de força e a hipertrofia. 

Mas isso só acontece se o consumo está inserido em um plano alimentar, com a realização de treinos regulares. 

❌Whey deve ser consumido depois do treino para fazer efeito

✅Estudos mostram que distribuir a oferta de proteínas ao longo do dia em todas as refeições, ou ao menos nas principais, promove melhores resultados de síntese proteica. 

Assim, o sucesso seria atingido com um consumo de proteínas balanceado durante o dia – e não somente após o treino. O momento ideal para a ingestão também vai depender dos objetivos, rotina de treino e estilo de vida. 

❌Whey faz mal para o fígado e para os rins

✅O consumo adequado de proteínas, incluindo ou não suplementos, não causa problemas renais ou no fígado. 

Pesquisas científicas recentes confirmam essa teoria, mostrando que, quando consumido nas doses recomendadas, a suplementação proteica não prejudica os rins em indivíduos saudáveis. 

❌Quebrar o jejum com whey ajuda a emagrecer

✅Apesar do suplemento dar saciedade, o que impediria um consumo alimentar excessivo, a ideia de uso de whey com fins de emagrecimento não tem embasamento científico. 

As estratégias de emagrecimento mais eficazes requerem déficit energético e a restrição calórica é a forma correta de promover o emagrecimento. 

❌Whey não pode ser ingerido por intolerantes à lactose

✅Basta escolher o tipo de Whey. O suplemento concentrado costuma ter grandes quantidades de lactose e, consequentemente, pode gerar desconfortos gastrointestinais para algumas pessoas. 

Já o whey isolado pode ser a melhor opção para quem sofre de intolerância à lactose, já que é a forma mais pura da proteína do soro do leite.

Informações G1


Autoridades investigam fraudes com canetas de insulina depois que paciente foi internada no Rio de Janeiro

Medicamento para tratar obesidade é usado para perda de peso em finalidades estéticas: conforme a dose, custo da caneta de insulina supera os R$ 1 mil | Foto: Reprodução/YouTube
Medicamento para tratar obesidade é usado para perda de peso em finalidades estéticas: conforme a dose, custo da caneta de insulina supera os R$ 1 mil | Foto: Reprodução/YouTube

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu, nesta terça-feira, 29, um novo alerta sobre a falsificação do medicamento Ozempic. A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk é quem vende o produto. 

O remédio é para diabetes tipo 2. Contudo, muitas pessoas o consomem como tratamento para perda de peso a fim de privilegiar a questão estética. O medicamento tem como princípio ativo a semaglutida, que recebeu aprovação de organismos internacionais para combate à obesidade.

Mulher que consumiu Ozempic passa mal

A autarquia federal reforçou o alerta que fez na semana passada, depois que veio a público o relato de uma mulher que se internou em um hospital do Rio de Janeiro. A paciente consumiu Ozempic falso e teve hipoglicemia, que é a queda excessiva do nível de glicose no sangue. 

Segundo a Anvisa, há “indícios de que canetas de insulina Fiasp FlexTouch receberam adesivos com rótulos de Ozempic do lote NP5K174, possivelmente extraídos indevidamente de canetas originais do medicamento”.

A agência prossegue: “O NP5K174 é um lote original e autêntico de Ozempic, mas os seus rótulos teriam sido usados em embalagens de insulina vendidas como Ozempic em uma fraude que ainda segue em investigação”.

Na semana passada, a Novo Nordisk disse que, além do episódio no Rio, identificou casos semelhantes de falsificação em Brasília (DF), Anápolis (GO), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Paty do Alferes (RJ). O laboratório afirmou que “reconhece a gravidade” e que estava “em contato e colaborando com as autoridades competentes”.

Anvisa solicitou informações adicionais depois que o caso de falsificação ganhou publicidade com paciente internada com quadro de saúde grave | Foto: Agência Brasil/Divulgação
Anvisa solicitou informações adicionais depois que o caso de falsificação ganhou publicidade com paciente internada estado grave | Foto: Agência Brasil/Divulgação

Médica desconfiou do produto

A Anvisa diz que solicitou informações às autoridades locais do Rio de Janeiro depois do caso de internação para “avaliar a necessidade de medidas adicionais”. A mulher, de 46 anos, foi para o hospital Copa D’ Or, em Copacabana.

A paciente consumia o medicamento de maneira regular, conforme orientação de um endocrinologista. Ela comprou o produto em uma farmácia. No hospital, uma médica desconfiou da substância e, assim, descobriram a fraude.

Informações Revista Oeste

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