Foto: ACM

Nesta quarta-feira, 19, Dia Nacional de Doação de Leite Humano, o Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher) homenageou as mães doadoras e a equipe do Banco de Leite Humano. O prefeito Colbert Filho participou do ato.

“Esse é um importante equipamento municipal, cuja finalidade é salvar a vida de crianças prematuras”, afirmou. Na ocasião, Colbert Filho agradeceu as mulheres que se dispõem em doar o leite excedente para que outras crianças possam crescer saudáveis.

Entre os homenageados, o capitão Leonardo Monte Nero, representando o 2º Grupamento de Bombeiros Militar – 2º GBM, e Vanessa Barros, coordenadora do BLH do Hospital Estadual da Criança e a equipe do BLH do Hospital da Mulher.

A diretora presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas, destacou que essa data requer uma atenção especial. “Nós precisamos da solidariedade das mães doadoras. O Hospital da Mulher tem uma taxa de 9% de bebês prematuros, sendo que em média 25 deles se alimentam desse leite, por dia”.

Estoque reduzido

Somente entre janeiro a abril deste ano, 494 recém-nascidos foram alimentados pela doação de leite materno de 633 mães. “A quantidade do nosso estoque ainda está muito abaixo do necessário. Por isso, fazemos um apelo para as mulheres que tenham leite excedente que façam a doação”.

Em 2020, o Banco de Leite Humano do Hospital da Mulher atendeu mais de mil recém-nascidos. Para isso, contou com a solidariedade de 2.031 doadoras. Cada litro de leite materno é capaz de beneficiar dez crianças. Quem quiser doar deve ligar para o telefone (75) 3602-7156 ou 3602-7182.

Secom


Com 1.401 doadoras cadastradas, mais de 800 litros de leite doados e 700 bebês beneficiados, o Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Estadual da Criança (HEC) comemora nesta quarta-feira (19) um ano de funcionamento, data marcada também pela comemoração do dia mundial da doação de leite materno.

“Fundamental para o crescimento e desenvolvimento das crianças entre 0 a 6 meses de vida, o leite materno é um alimento completo, além de auxiliar na prevenção de muitas doenças. O BLH do HEC, que neste 1 ano de funcionamento dá seguimento à premissa da Liga Álvaro Bahia de defender a vida das crianças, cumpre com este papel fundamental de incentivo e garantia de oferta do leite humano de forma segura para os recém-nascidos da Bahia”, afirma Brunno Barros, Diretor Médico do HEC.

Inaugurado no contexto de Pandemia e, por isso, “enfrentando diversos desafios”, como afirma Wanessa Ribeiro, coordenadora do BLH, foi preciso algumas readequações para evitar impacto no quantitativo do estoque. “Seguindo as recomendações de distanciamento social da Rede Brasileira de Bancos de Leite e da OMS, adquirimos um telefone móvel para melhorar a comunicação entre o BLH e as doadoras, ampliamos as rotas da coleta domiciliar, com a chegada de um veículo específico para esse fim, dentre outras ações como treinamento com as equipes e cursos com as mães doadoras”, explica a coordenadora.

O BLH do HEC está localizado no térreo, ao lado da recepção geral do hospital, para melhorar o atendimento de todas as mulheres que estejam precisando de apoio em relação à amamentação, que estejam com alguma dificuldade para amamentar ou até que tenham uma produção excessiva de leite e queiram fazer a doação. “Toda mulher saudável e em período de amamentação pode ser doadora de leite materno, independentemente da idade da criança”, acrescenta Brunno Barros.

As mulheres que tenham interesse em atendimento e/ou contribuir com o BLH do HEC podem se dirigir à unidade, das 07h às 19h, todos os dias da semana (incluindo os sábados e domingos), ou entrar em contato pelo (75) 3602-0630 ou (75) 9 9164-0217 para receber orientações de como deve ser feita a doação, sobretudo diante da pandemia. É preciso ressaltar que o leite materno deve ser colocado apenas em recipientes de vidro com tampa plástica.

Além disso, o BLH é abastecido com o serviço da Rota (coleta domiciliar), realizado também conforme o protocolo de combate à COVID-19. Em média, por dia, são atendidas na sala de ordenha do BLH 24 doadoras, além de cerca de oito coletas domiciliares.

O HEC é uma unidade do Governo do Estado da Bahia gerida pela Liga Álvaro Bahia – mantenedora do Hospital Martagão Gesteira.

Émille Cerqueira – Assessora de Comunicação do Hospital Estadual da Criança
(75) 99258-3597 / (75) 3602-0355

Anderson Sotero – Assessor de Imprensa Hospital Martagão Gesteira / Liga Álvaro Bahia
(71) 99113-2370 / (71) 3032-3770


Foto: Raylle Ketlly

A procura pela realização do exame RT-PCR, que possibilita o diagnóstico da Covid-19, caiu de 6.652 em março, para 6.415 em abril. Somente este ano foram 23.720 exames realizados. O secretário de Saúde, Marcelo Britto, atribui a redução ao avanço da vacinação contra a doença.

“À medida que a vacinação avança, reduz as chances dessa parcela da população, que recebeu as duas doses, ficarem doentes, afetando na redução da realização do exame. Estamos ansiosos para imunizar toda a população, só assim ficaremos seguros”, explica o secretário de Saúde.

As pessoas que apresentarem sintomas gripais ou da Covid-19 devem se dirigir à uma unidade de saúde, onde será avaliada. Casos de falta de ar ou sintomas mais graves podem ser atendidos nas policlínicas ou Unidades de Pronto Atendimento. O período dos primeiros sintomas é o que determina se será feito o exame PCR ou teste rápido.

Em Feira de Santana são 7 policlínicas, 2 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), drive-thru na sede da Secretaria de Saúde, Unidade Básica de Saúde (UBS) do Centro Social Urbano (CSU) e as Unidades de Saúde da Família Rua Nova I e II, Barroquinha, Corredor dos Araçás e Liberdade I, II e III que realizam o exame PCR – um total de 15 unidades.

“Caso o paciente vá a uma unidade em que não é realizado o PCR, ele será monitorado e agendado para o Drive-thru da Secretaria Municipal de Saúde. É um exame delicado e deve ser feito da maneira mais segura possível para o paciente e o profissional”, acrescentou.

O exame é feito com amostras de secreções respiratórias retiradas do nariz ou garganta por swab – espécie de bastonete gigante. A coleta é feita por profissionais da Saúde. Todos eles com os equipamentos de proteção individual para evitar contaminação.

O PCR comprova a infecção nos dias iniciais. Os critérios para a notificação são determinados pelo Ministério da Saúde, através do relato de sintomas que o paciente apresenta. Todas as orientações para isolamento domiciliar, cuidados respiratórios e entre outros são prestadas nas unidades.

Secom


Foto: Marcello Casal

O Ministério da Saúde autorizou mais 212 leitos de suporte ventilatório pulmonar para 13 Unidades da Federação. Serão investidos R$ 3 milhões no custeio parcial dessas estruturas, que ocorrem por meio de pagamentos mensais.

Os leitos foram autorizados para o Distrito Federal e para os estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.

Leitos de suporte ventilatório são aqueles utilizados em pacientes que ainda não evoluíram para um quadro grave, que demande a transferência para leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Os leitos foram autorizados para diferentes modalidades de unidades de saúde como hospitais de grande e pequeno portes, pronto-socorro e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Até o momento, foram autorizados 3,3 mil leitos de suporte ventilatório pulmonar. Com a nova modalidade de apoio financeiro dada pelo Ministério da Saúde, o governo federal arca com parte das despesas, com pagamentos mensais.

Agência Brasil


Foto: ACM

Com uma média diária de 25 bebês prematuros internados na Unidade de Neonatologia, o Banco de Leite do Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher) se esforça para atender essa demanda. É que o estoque do alimento está abaixo do necessário. Por causa da pandemia, a coleta diminuiu. O principal desafio tem sido conscientizar as mães doadoras.

De acordo com a coordenadora do Banco de Leite, Nadja Vieira, a quantidade de leite materno distribuído está sendo maior do que a coleta. O cálculo é feito de acordo com a demanda média dos recém-nascidos que recebem leite no hospital.

“Hoje temos 165 litros disponíveis, sendo que para manter os estoques estáveis deveríamos dispor de no mínimo 200 litros”, afirma a enfermeira que reforça o apelo: “Neste mês coletamos cerca de 40 litros de leite materno, mas foram distribuídos quase 58 litros”.

Apesar da redução nos estoques, a equipe do BLH do Hospital da Mulher percebeu uma maior confiança das mães no processo de doação, uma vez que o número de doadoras ativas se manteve estável. São em média 55 doadoras.

“Tivemos uma perda menor de mães doadoras devido ao acolhimento que é feito a elas e as orientações que são passadas pelo Banco de Leite, desde a importância da coleta adequada, o uso de toucas e máscaras no momento da ordenha e o local apropriado para retirar e armazenar”, avalia Nadja. “Mesmo assim, é necessário a ajuda de mais pessoas para atingirmos nossa meta mensal”.

Toda mulher saudável e em período de amamentação pode ser doadora de leite materno, independentemente da idade da criança. Quem quiser doar deve ligar para o telefone (75) 3602-7156 ou 3602-7182.

Secom


A Hipertensão Arterial é uma doença silenciosa, e seus sintomas muitas vezes passam despercebidos. Ter hábitos saudáveis pode controlar a doença e garantir uma melhor qualidade de vida para o paciente. Em Feira de Santana cerca de 26% da população tem diagnóstico.

Em 2019 foram 67.660 hipertensos atendidos pelo Município. Ano passado esse número caiu para 41.005. O Dia Mundial da Hipertensão Arterial, celebrado nesta segunda-feira, 17, pretende alertar para os perigos da falta de acompanhamento.

Segundo a enfermeira referência técnica em Hipertensão Arterial, Isabela Machado, a redução está associada à pandemia da Covid-19. Isso porque muitos pacientes, por pertencerem ao grupo de risco para o vírus, deixaram de procurar atendimento médico.

No entanto, mesmo com a pandemia, o Município continua realizando toda a oferta de serviços, exames e consultas com as especialidades.

“Esses pacientes contam com uma rede de atenção formada por equipes multiprofissionais nas unidades de saúde para o acompanhamento, são enfermeiros, médicos e nutricionistas. Além da oferta de exames e outras especialidades médicas”, afirma Isabela Machado.

Complicações agravadas pela doença, associadas à diabete, podem ser tratadas pelo Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso (CADH).

Evitar o tabagismo, diminuir o consumo de álcool, praticar atividades físicas e utilizar a medicação corretamente – quando o seu uso é contínuo e necessário – são algumas das formas de controlar a hipertensão e garantir uma melhor qualidade de vida para o paciente.

Secom


Foto: Paula Fróes/GOVBA

Depois de 27 dias com média de 79,6% de ocupação de UTI Covid-19 adulto, a Bahia registrou neste domingo (16) taxa de 82% de ocupação, de acordo com o boletim diário da Secretaria da Saúde (Sesab).

O estado tem 1.304 internados em leitos de Tratamento Intensivo Adulto.

O boletim informa que nas últimas 24 horas, foram registrados 2.554 novos casos de Covid-19 e 63 mortes pela doença. O estado soma desde março no ano passado 955.350 casos confirmados e 19.894 mortes.

Informações: Bahia Notícias


Foto: Reprodução

Ainda um mistério, a verdadeira origem do vírus da Covid-19 divide opiniões. No entanto, novas evidência reforçam a teoria inicial de que o coronavírus do tipo Sars-Cov-2 foi criado em um laboratório em Wuhan, na China – possibilidade esta que já havia sido exposta pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

O comentarista do programa Pânico, da rádio Jovem Pan, Paulo Figueiredo, esmiuçou o que tem sido relatado por diversos veículos norte-americanos, como a Fox News, Washington Post, New York Times e outros.

Figueiredo começou explicando sobre o recente artigo de um famoso editor de Ciências de jornais renomados.

O veterano editor da área científica do New York Post, que também já passou pelas revistas Science e Nature, Nicholas Wade, publicou um artigo no jornal Washington Post afirmando que há pouquíssimas dúvidas de que o vírus da Covid-19 realmente tenha surgido em um laboratório de Wuhan, província China.

No artigo, Wade expõe as ‘coincidências’ da pandemia que levam a crer que há uma espécie de conspiração global entre líderes, países, empresas e até a própria Organização Mundial da Saúde com o único interesse de esconder a verdadeira origem do vírus.

Uma das evidências é a de que há um laboratório em Wuhan que, antes da pandemia, fazia pesquisas sobre o coronavírus. Ao contrário do que foi informado na época, os primeiros infectados com a Covid-19 não estavam em um mercado em Wuhan consumindo sopa que tinha o morcego como ingrediente. Os primeiros infectados teriam sido trabalhadores do laboratório que conduzia pesquisas sobre o coronavírus – informação que os Estados Unidos já haviam divulgado no início da pandemia.

Informações: Pleno News


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga,participa da cerimônia de lançamento da Campanha de Conscientização sobre Medidas Preventivas e Vacinação contra a Covid-19, e o lançamento da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19.
Foto: Marcello Casal Jr

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou neste domingo (16) que está em estudo na pasta uma ampla campanha de testagem da população brasileira para o novo coronavírus, causador da covid-19. A declaração foi dada em Botucatu, no interior paulista. O município começou a vacinar hoje toda a população entre 18 e 60 anos contra a covid-19, em uma iniciativa que faz parte de estudo inéditosobre a eficácia do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford, em parceria com a AstraZeneca e a Funadação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

Sobre a interrupção na produção de vacinas contra o coronavírus pelo Instituto Butantan pela falta do ingrediente farmacêutico ativo (IFA), Queiroga ressaltou que a carência da matéria-prima é mundial. “É importante passar uma mensagem positiva para a sociedade brasileira, e não essa cantilena de que está faltando [IFA]. O Brasil precisa de tranquilidade para superarmos juntos essa dificuldade sanitária”, disse.

Ainda sobre a dificuldade na aquisição de vacinas, o ministro lembrou que o Brasil faz parte do acordo Covax Facility, que alocou US$ 150 milhões para garantir a cobertura vacinal de 10% da sua população. “A prova dessa dificuldade de doses é que mesmo a OMS [Organização Mundial da Saúde] tem dificuldade de entregar as doses que se comprometeu conosco e nem por isso nós ficamos criticando a OMS.”

Queiroga acrescentou que o Brasil tem um trabalho diuturno para ter mais vacinas. Ele disse que, nesse sentido, o país é o quinto que mais distribui doses. “O Brasil está indo bem na campanha de vacinação. Poderia ir melhor? Claro que sim, se tivéssemos mais doses”, ressaltou.

Marcelo Queiroga destacou ainda que a curva epidemiológica brasileira em relação não só a óbitos como internações hospitalares vem tendo queda e, por isso, incentivou outras medidas. “Nós precisamos, além da vacinação, de incentivar as medidas não farmacológicas, como uso de máscaras e distanciamento social.”

O ministro destacou que o momento é de união e citou ações do governo como o pagamento do auxílio emergencial. “Vamos construir juntos um cenário que permita resgatar a saúde pública e devolver as condições econômicas no nosso país”, afirmou.

China

Perguntado se os problemas com o IFA poderiam ser reflexo de problemas diplomáticos com a China, Queiroga afirmou que o país asiático tem sido um grande parceiro para o Brasil e disse que não vê nenhuma fissura nas relações entre o governo brasileiro e o chinês.

“O presidente[ Jair Bolsonaro] tem uma excelente relação não só com a China, mas com todas as nações com que o Brasil estabelece relações internacionais. A China integra um bloco econômico importante que é o Brics, o Brasil faz parte, a Rússia faz parte, e as relações são absolutamente normais”, ressaltou Queiroga.

O ministro disse ainda que o embaixador do Reino Unido no Brasil, Peter Wilson, “é um grande parceiro nosso na prospecção não só de IFA, mas de doses prontas de vacina.”

Pesquisa

O município de Botucatu tem cerca de 150 mil habitantes, dos quais 106 mil são maiores de 18 anos. Pelo projeto de vacinação em massa, todos esses receberão imunização contra a covid-19, e os casos positivos na regiã, serão sequenciados. A expectativa é saber a efetividade da vacina produzida pela Fiocruz contra todas as cepas que circulam na cidade.

Além da efetividade contra as variantes, o estudo servirá para comparar o quão eficiente foi a vacinação em massa em relação aos demais municípios da região. Botucatu abriga uma unidade do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e, por isso, tornou-se um polo de referência na região.

O estudo terá duração estimada de oito meses. O período incluiu a aplicação das duas doses – com intervalo de 90 dias – e o acompanhamento da população imunizada.

Informações Agência Brasil


Foto: Isac Nobrega/PR
Foto: Isac Nobrega/PR

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) alertam para os riscos da alta exposição de crianças às telas de equipamentos eletrônicos, como celular, computador, televisor e tablet. Na pandemia, essa exposição, que já era alta, de acordo com eles, aumentou, pois muitas famílias acabam recorrendo a esses dispositivos, para conseguirem trabalhar e entreter as crianças, que passam mais tempo em casa. A situação, que no ano passado, quando o vírus começou a circular no Brasil, foi vista como passageira, agora é alvo de preocupação.

“A situação que a gente vive hoje é de uma falta de alternativa muito grande para os pais que estão em trabalho remoto, muitas vezes sem ajudante em casa, e que precisam de alternativa para a recreação da criança no momento que precisam trabalhar ou fazer atividades domésticas. A questão é que o uso da tela se tornou muito mais que uma alternativa, tornou-se a única via e isso nos preocupa”, diz a coordenadora do Programa Primeira Infância Plena da UFMG, Delma Simão.

A pesquisadora explica que até 1 ano de idade não é recomendada nenhuma exposição à tela. Depois disso, a indicação varia conforme a faixa etária sendo que, até os 6 anos de idade, período que corresponde à primeira infância, as crianças não devem passar mais do que duas horas por dia na frente de dispositivos eletrônicos. “Quanto mais uma criança fica conectada à tela, mais desconectado é o cérebro da criança, então mais difícil é para essa criança tomar decisões adequadas, pertinentes a uma sociedade saudável”, explica a pesquisadora.

Os prejuízos de uma exposição excessiva às telas, para as crianças, de acordo com Delma, são muitos. Entre eles: dificuldade de aprendizagem, dificuldade de interação social, dificuldade de criar vínculo, dificuldade de se adaptar ao meio social e aos desafios que a sociedade impõe, prejudicando ainda o chamado controle inibitório que, de forma simplificada, é a habilidade de controlar respostas impulsivas e esperar a própria vez. No mundo virtual, a criança clica e recebe o conteúdo instantaneamente, prejudicando o desenvolvimento dessa habilidade.

Desafios
No ano passado, quando a pandemia chegou ao Brasil, segundo o professor da Faculdade de Educação da UFMG Rogério Correia, os estudos colocavam essa como uma situação passageira. “Hoje passado mais de um ano, deixou um pouco de ser passageira essa realidade para nós no Brasil”, diz.

Tanto Delma quanto Correia experimentam no dia a dia o desafio de afastar crianças das telas. Ela é mãe do Pedro, de 7 anos, e da Laís, de 3 anos, que tem trissomia do cromossomo 21 (síndrome de Down). No dia a dia, concilia o cuidado com as crianças, com a casa e o trabalho. Correia é tio de Fernando, de 3 anos.

“Eu desenhei no corredor da casa uma amarelinha, para brincar com eles à noite, para gastar energia. Meia hora que a gente brinca de amarelinha, eu já ensino comunicação, ensino a esperar a vez do outro, equilíbrio. É no dia a dia que a gente tem que ser criativo”, conta Delma.

Já Correia, abriu o quintal para que o sobrinho, que não mora com ele, pudesse correr. Para isso, a família precisa de uma logística de isolamento, para que possam se encontrar de forma segura em meio a pandemia. “Estamos sempre acompanhando [o estágio da pandemia na cidade] se há aumento do índice de contaminação, e voltamos a aumentar a segurança e o isolamento”, diz.

Recomendações
Segundo os pesquisadores, será necessária uma atenção especial às crianças não apenas durante, mas após a pandemia. “A gente acredita em uma pandemia pós pandemia. O que vai ser das pessoas e especialmente das nossas crianças quando tudo isso melhorar? Nos preocupa muito a repercussão dessa pandemia”, diz Delma.

Segundo a pesquisadora, as escolas e outros locais de socialização das crianças precisarão observá-las de perto, respeitando as necessidades de cada uma delas. “O olhar precisa ser muito singular para respeitar essa criança que virá depois desse estresse traumático da pandemia de covid-19. É preciso entender e ser muito sensível a essas mudanças de comportamento que eventualmente podem surgir na escola e surgir na família”.

De acordo com Delma, aqueles que estão participando de aulas remotas devem ser observados de perto pelas famílias, que devem conversar com as escolas sobre como está sendo esse processo para eles. “A família precisa estar atenta ao que está dificultando o processo de aprendizagem da criança para que aquilo não faça com que a criança perca o desejo de aprender”.

Incentivar o brincar
Segundo Correia, a brincadeira, que acaba sendo substituída por tempo na frente de dispositivos eletrônicos, é fundamental para o desenvolvimento das crianças e para ajudá-las a compreender o mundo. “Quando ela lida com um trauma, com a perda de um ente querido ou mesmo com a distância da mãe que sai para trabalhar, ela tende a lidar com o que causa essa angústia através da brincadeira. Na brincadeira, ela toma consciência daquele sentimento”, diz.

O pesquisador diz que há formas de incluir os conteúdos digitais no brincar e que isso pode ser benéfico desde que bem orientado. As crianças podem, por exemplo, levar os personagens do programa de TV para uma brincadeira mais ativa, na qual entendem o papel daquele personagem e, brincando, têm mais controle sobre a mensagem e o significado que aquilo traz para ela.

Outra alternativa é buscar conteúdos digitais que proponham tarefas às crianças e trocar, segundo Correia, o sofá pelo tapete, onde é possível brincar. “Um momento em que a criança pode assistir e brincar ao mesmo tempo. As crianças gostam de assistir a programas que proponham fazer alguma coisa, construir um brinquedo, isso pode ser legal”. Os pais e responsáveis podem também assistir a vídeos junto com as crianças, mostrando interesse e discutindo com eles pontos do programa.

Tanto Correia quanto Delma recomendam que as crianças sejam integradas nas atividades do dia a dia dos adultos, que sejam convidadas a cuidar das plantas a preparar uma comida, a estarem por perto. “Com isso está aprendendo as coisas do mundo, está aprendendo vocabulário, está aprendendo interação com a família, está aprendendo a ser útil, a colaborar com a sociedade. A primeira sociedade que ela vive é dentro de casa”, diz Delma.

Informações Agência Brasil